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Ex-lateral da Seleção, Nelinho completa 75 anos

Com informações da CBF
Foto: arquivo

Nelinho na Copa do Mundo de 1978

Um dos maiores batedores de falta do futebol brasileiro, Nelinho completa neste sábado (26) seu 75º aniversário. Com carreira brilhante nos clubes por que passou, notadamente no Cruzeiro, Nelinho defendeu a Seleção Brasileira 21 vezes entre 1974 e 1980 e marcou seis gols pela equipe.

O mais marcante foi na disputa do terceiro lugar da Copa do Mundo da Argentina, em 24 de junho de 1978, no Estádio Monumental de Núñez, em Buenos Aires. Na oportunidade, o Brasil perdia para a Itália por 1 a 0, quando, no segundo tempo, Nelinho acertou um chute de longe que fez uma curva e enganou o goleiro Zoff, um dos melhores do mundo. A Seleção Canarinho venceria de virada.

Ao lado de Tostão (Copas de 1966 e 1970), Nelinho foi o único jogador do Cruzeiro a disputar duas Copas do Mundo como atleta – esteve presente na Alemanha em 1974, além da participação na Argentina em 1978.

Natural do Rio de Janeiro, sua trajetória no futebol de base começou no Olaria e se estendeu pelo America-RJ, onde iniciou a carreira profissional. Passou por outros clubes, como, por exemplo, o Remo, até chegar em 1973 ao Cruzeiro, aquele que o revelaria para o mundo.


Pela Raposa, foram 410 jogos, 105 gols e uma penca de títulos, como o tricampeonato do Estadual em 1973, 1974 e 1975 e o da Libertadores em 1976, competição em que foi um dos grandes nomes do time.

Depois do Cruzeiro, Nelinho se transferiu para o Atlético-MG, onde também fez sucesso em 274 partidas, com 52 gols e quatro títulos do Mineiro, em 1982, 1983, 1985 e 1986. Ele encerrou a carreira em 1987.

A obscura passagem de Nelinho pelo português Barreirense

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Nelinho no Barreirense

O ex-lateral-direito Nelinho, que completa 72 anos neste 26 de julho de 2023, é um dos maiores nomes da posição na história do futebol. Dono de um exímio e potente chute no pé direito, ele é ainda o defensor com mais gols em Campeonatos Brasileiros e tem uma trajetória muito ligada ao Cruzeiro. Antes de chegar a Raposa, porém, quando ainda muito jovem, teve uma obscura passagem pelo modesto Barreirense, de Portugal, no início dos anos 70.

Chegou ao time português ainda muito jovem, vindo direto de sua primeira experiência profissional, quando atuava pelo America, do Rio de Janeiro. Tendo iniciado a carreira como meio-campista, ele foi alçado ao time principal do Diabo pelo lendário Otto Glória, porém pouco conseguiu jogar na meiuca do time alvirrubro, recebendo então a oportunidade de jogar em Portugal.

Seu começo no Barreirense não foi nem bom nem ruim, já que pouco teve possibilidade de se adaptar no futebol luso. Assustado com a possibilidade de servir o exército português, devido ao fato de ter cidadania local, o jogador retornou rapidamente ao Brasil, mesmo com seu passe e seus documentos presos no time português, acabando então por ficar em inatividade por algum tempo.

Na época, travou uma cansativa batalha judicial e acabou recebendo seu passe de volta pelo time português. Cogitou inclusive abandonar a carreira, incomodado com a falta de atividade e de certa forma desiludido com o ludopédio profissional. Acabou enfim acertando com o Bonsucesso por indicação de um amigo que havia jogado com ele na época em que atuou pelo America. 


No que se refere ao campo, fez oito jogos pelo Barreirense e não marcou nenhum gol antes de retornar as pressas para o Brasil. Sua carreira deslancharia quando passou pelo Remo, sendo reserva do lateral Aranha, mas se destacando quando conseguiu jogar. Acabou virando uma aposta do Cruzeiro e o resto, como sabemos, é história. 

Dono de uma enorme trajetória no time azul-celeste, encerrou sua carreira curiosamente jogando no arquirrival Atlético Mineiro, em 1987. Nos anos 1990, chegou a passar brevemente como treinador em ambos os clubes, sem muito sucesso.

Nelinho - Um ídolo do Cruzeiro jogando no Atlético Mineiro

Por Ricardo Pilotto
Foto: arquivo

Nelinho com a camisa do Atlético Mineiro

Nesta segunda-feira, dia 26 de julho de 2021, Manoel Rezende de Matos Cabral, popularmente como Nelinho, está completando 71 anos de idade. Apesar de ter construído um grande vínculo com o Cruzeiro, o lateral-direito tornou-se um dos maiores da história também do Atlético Mineiro.

Revelado no América-RJ, Nelinho também teve passagens por clubes como Barreirense, Deportivo Anzoátegui, Bonsucesso, Remo, Grêmio e Cruzeiro, Nelinho chegou ao Galo no ano de 1982, quando o clube pagou 20 milhões de Cruzeiros (moeda brasileira na época) ao seu maior rival para poder contar com o craque no elenco. Naquele momento, o craque quebrava um tabu de negócios entre as duas equipes mineiras que se iniciou em 1956, após a venda de Sinval, ex-goleiro que também jogou nos dois clubes.

Sua estreia pelo Galo aconteceu justamente em um clássico diante da Raposa no dia 2 de maio de 1982, em partida válida pelo Torneio dos Campeões, realizada no estádio do Mineirão. Naquela oportunidade, o confronto entre os mineiros terminou empatado pelo placar de 2 a 2

Em cinco anos vestindo a camisa do time alvinegro, conquistou quatro títulos do Campeonato Mineiro. Defendeu as cores do clube mineiro em 274 oportunidades, sendo titular em todas elas. Anotou 52 em toda a sua passagem.

Uma de suas marcas registradas era o chute forte e foi justamente esse quesito, que fez com que o atleta fosse considerado como um dos melhores cobradores de falta do Brasil. Melhor lateral direito do futebol mundial na época, Nelinho foi eleito como o grande herói da conquista do Campeonato Mineiro de 1983 diante do Cruzeiro.


Sua última partida oficial com a camisa do Galo Forte e Vingador aconteceu no dia 18 de fevereiro de 1987, em um confronto diante do Rio Branco-MG, válido pelo Campeonato Mineiro. Este embate terminou com o marcador indicando um empate em sem gols.

Quando se despediu do futebol, o jogador promoveu um evento que colocaria Cruzeiro e Atlético Mineiro frente a frente no estádio do Mineirão no ano de 1993, em um combinado dos dois grandes rivais. Neste jogo, Nelinho conseguiu marcar dois tentos e fechou sua carreira como jogador de futebol profissional com 'chave de ouro'.

Nelinho no Grêmio em 1980

Foto: Correio do Povo

Nelinho em ação na estreia pelo Grêmio, contra o Esportivo de Bento Gonçalves

Um dos maiores laterais-direitos da história do futebol brasileiro, conhecido por ter um chute fortíssimo, Manoel Rezende de Matos Cabral, o Nelinho, está completando 70 anos neste 26 de julho de 2020. Ídolo nos dois maiores clubes de Belo Horizonte, Cruzeiro e Atlético, o jogador teve uma passagem curta, mas vitoriosa, pelo Grêmio, em 1980.

Nelinho começou no America, em 1970. Em seguida, foi para o exterior, onde defendeu o Barreirense, de Portugal, e o Deportivo Anzoátegui, da Venezuela. Voltou ao Brasil em 1972, defendendo Bonsucesso e Remo. Em 1973, chegou ao Cruzeiro, onde sua carreira decolou. Na Raposa, virou ídolo e chegou à Seleção Brasileira, sendo titular na Copa de 1978, marcando um gol antológico na decisão de terceiro lugar, contra a Itália.

Em 1980, o Grêmio estava em busca do bi-campeonato Gaúcho e tinha um belo time, com nomes como os de Leão, Dirceu, Paulo Isidoro e Baltazar. A diretoria do Tricolor foi até Minas Gerais e convenceu o Cruzeiro de emprestar Nelinho por um período de apenas três meses, para a reta final do estadual.


A estreia de Nelinho não foi muito positiva. Não é que ele tenha jogado mal, mas o Grêmio enfrentou o Esportivo de Bento Gonçalves, no Olímpico, e não passou de um 0 a 0. E um detalhe: neste jogo, o Tricolor jogou de branco e o time da serra com uma camisa branca e listras finas azuis.

Depois, o Grêmio de Nelinho obteve duas vitórias (Guarany de Bagé e São Paulo de Rio Grande) e um empate (Brasil de Pelotas) até o primeiro Grenal do lateral. Porém, em 19 de outubro, no Beira-Rio, o Inter levou a melhor e venceu pelo placar de 1 a 0.

A derrota mexeu com os brios dos jogadores do Grêmio e com Nelinho em campo, o Tricolor não perdeu mais. O jogo seguinte foi um 6 a 0 contra o São Borja, onde o lateral marcou os seus dois únicos gols pelo time. Em seguida, mais duas vitórias (Novo Hamburgo e Inter de Santa Maria) e um empate contra o Juventude.


Em seguida, outro Grenal, no Olímpico, em 5 de novembro, mas o placar ficou em branco. Mas na reta final do Gauchão, o Grêmio não vacilava contra os pequenos e as vitórias vinham: 1 a 0 no São Borja, 6 a 0 no Novo Hamburgo, 2 a 0 no Inter de Santa Maria e 1 a 0 no Juventude.

No dia 23 de novembro, mais um Grenal, mas desta vez no Beira-Rio. Mas mesmo com um empate em 0 a 0, o Grêmio confirmou o título estadual, o bi-campeonato. Mesmo sem vencer um clássico, Nelinho levantou uma taça em seu pouco tempo no Tricolor.

A despedida de Nelinho pelo Grêmio foi em um amistoso contra o Flamengo, no Olímpico, em 30 de novembro, que terminou com o placar de 0 a 0. Assim, o lateral voltava ao Cruzeiro para a temporada de 1981. Em 1982, ele trocaria a Raposa e iria para o Galo, onde também foi muito bem e encerrou a carreira em 1987.

O gol antológico de Nelinho na Copa de 1978

Por Lucas Paes 

Zoff se estica todo mas não alcança do chute venenoso de Nelinho: golaço do lateral da Seleção

Em 2018 completam-se 40 anos de um dos mais bonitos gols do Brasil em Copas do Mundo. No dia 24 de Junho daquele ano, Brasil e Itália faziam a decisão do terceiro lugar quando Nelinho fez a obra prima. Além de tudo, o jogo marcava a despedida de Rivelino da Seleção Brasileira.

Até então, o Monumental de Nuñez testemunhava um jogo melhor para os italianos. Na primeira etapa a Azzurra chegou mais e Leão fez boas defesas antes de Paolo Rossi cruzar para Causio abrir o placar aos 38 minutos do primeiro tempo. Rossi ainda acertaria uma bola na trave antes do fim da etapa inicial. 

No segundo tempo, a entrada de Reinaldo fez o Brasil melhorar. Foi aí então que veio o gol histórico: Já aos 19', Roberto Dinamite recebeu livre no meio girou e lançou Nelinho, que deu uma adiantada na bola e da lateral da área mandou um chutaço, com um efeito absurdo, para fuzilar o experiente e ídolo goleiro italiano Dino Zoff.

Nelinho em outra jogada contra a Itália

O gol de Nelinho, que não foi titular em toda a Copa, mas saiu entre os 11 iniciais naquele jogo, é até hoje um dos chutes de efeito mais absurdos já vistos na história do esporte bretão. A curva é comparável com feitos como o gol espetacular de falta de Roberto Carlos diante da França, em 1997. Nelinho era especialista em cobranças deste tipo, quase um antecessor do místico lateral esquerdo brasileiro. Provavelmente uma influência. Vale lembrar que o tento de Nelinho é, até hoje, considerado um dos mais bonitos feitos em Copas do Mundo.

O ídolo cruzeirense, que também teve ótima passagem pelo Atlético Mineiro, já nos anos 80, por sinal foi um dos maiores laterais de sua época. Apenas mais um dos exemplos de diversos alas lendários que saíram das terras tupiniquins. Nomes que vão desde Carlos Alberto Torres, o capitã do passado, passam por Cafu, capitão do Penta e chegam em Marcelo e Daniel Alves, lendas do presente que já começam a abrir espaço para nomes como Guilherme Arana.

Em um país com tanta proficiência na produção de laterais, sobretudo em aspectos ofensivos, nada mais justo que um dos gols mais bonitos da Seleção na história das Copas seja de alguém da posição. Mesmo sem a taça, Nelinho deixou seu nome na história da Amarelinha, por um gol que jamais será esquecido.

O belíssimo gol de Nelinho

O segundo gol brasileiro também foi bonito. Oito minutos depois, Rivelino deu passe para Jorge Mendonça que tentou dominar com o peito, a tentativa virou assistência para Dirceu, que acertou outro torpedo nas redes italianas: 2 a 1 Brasil.

O Brasil terminou a Copa de 1978 na terceira posição de forma invicta. Até hoje a torcida brasileira não aceita a goleada Argentina sobre o Peru que tirou os Canarinhos da decisão. O time deste ano ganhou o apelido de "Campeão Moral".

O Curioso do Futebol

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