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O início de carreira de Zinedine Zidane no Cannes

Por Bruna Menezes
Foto: arquivo

Zidane fez sua história no futebol francês e seu nome é um marco até hoje

Campeão do mundo pela Seleção Francesa em 1998 e um dos grandes jogadores da história e ex-técnico de um dos maiores times europeus, o Real Madrid,  Zinedine Yazid Zidane, o Zizou, nasceu no dia 23 de junho de 1972, no sul da França, com sua origem argelina, conhecido por muitos pelos seus marcos históricos no futebol e pela sua jornada e desempenho no campo. E tudo isso começou no Cannes.

Aos 16 anos, em 1988, estreou na primeira divisão pelo Cannes, diante do Nantes de Desailly e Deschamps, fazendo apenas dois jogos naquele ano, isso porque quando chegou ao clube para uma semana de testes e no final devido ao seu alto desempenho ficou por seis anos consecutivos no time. Nos anos de 1989 a 1990 o futuro craque acabou treinando mais no biênio.

Muito se fala sobre sua passagem no futebol francÊs, sobre as grandes conquistas, como por exemplo, o gol espetacular e especial que fez no auge dos seus 18 anos, em 1991. Zidane fez seu primeiro gol em um jogo contra Nantes, onde rendeu ao time, junto com o gol de Guy Mengual, a vitória por 2 a 1 e o seu primeiro automóvel. O Renault Clio foi um presente do presidente do Cannes, cumprindo a promessa que fez para o jogador quando fizesse o seu primeiro gol (e que gol!). O tento foi feito aos 11 minutos do segundo tempo, empatando com o Nantes por causa do gol feito por Christophe Robert, em um pênalti. Após um jogo que foi marcado por grandes emoções, a decisão veio com o segundo gol dando a vitória para o time de Cannes, feito por Guy e assim foram classificados para a Copa da UEFA.

O astro após a vitória, seguiu sua carreira jogando muitos embates para o clube. Em sua nova temporada, continuou mantendo bons resultados em campo, todavia, o jogador passou por experiências difíceis em sua carreira nesse período, criando uma má fama entre os torcedores correndo também pelos próprios membros da sua equipe.

O jogador começou a não se desenvolver muito bem nas partidas, não conseguindo evitar o rebaixamento de seu time, contudo a partir do momento em que se firmou como titular do Cannes, Zidane nunca jogaria menos de 25 partidas em cada uma das 16 temporadas disputadas ao longo de sua carreira.

Lesões não chegaram a ser um problema na sua trajetória como jogador e ante de deixar o clube, Zidane participou de ao todo 71 jogos pelo time de Cannes, e dentro dessas jornadas foram marcados 6 gols.

Após deixar a camiseta do ASC, Zizou foi para o Bordeaux, onde de lá jogou alguns anos com a camiseta do time, fez sua carreira e nome crescerem entre os clubes, e se mantendo firme em suas raízes, o titular marcou 47 gols em duas temporadas, atuando em 174 jogos que participou pelo clube, se estabelecendo por quatro anos após surgir oportunidades na Itália e na Espanha.

Pela seleção da França, Zidane honrou sua origem francesa sendo escalado para participar dos jogos da Copa entre outras partidas. Onde jogou nos anos de 1994 a 2006 e pela seleção o jogador teve o total de 108 participações e fez 31 gols.


Hoje o astro acumula grandes vitórias e totaliza ao longo de sua carreira 185 gols de 832 jogos que o ídolo participou durante seus anos como jogador, sendo 84 desses gols disputados com a camiseta da seleção francesa, juntando seus gols de início de carreira em Cannes e em Bordeaux.

Cannes (ASC) foi muito importante para o desenvolvimento profissional e a criação do grande craque e futuro treinador, que conquistou anos depois no auge da sua carreira no futebol a Bola de Ouro e se tornou o melhor jogador do mundo. Logo em seguida suas conquistas continuaram com três prêmios do The Best, que foram conquistados no ano de 1998 com a seleção francesa como anfitriã na Copa do Mundo, depois em 2000 e seu último prêmio foi conquistado em 2003. Hoje é um jogador aposentado e respeitado e segue sua carreira sendo técnico, no momento o astro não se encontra na frente de nenhum time.

Zidane e sua passagem pela Juventus

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Zidane defendeu a Juventus nos anos 90

Um dos maiores meio-campista da história do futebol mundial faz aniversário hoje. Zinédine Yazid Zidane nasceu em Marselha, na França, no dia 23 de junho de 1972, e teve uma carreira brilhante, com passagens por clubes gigantes e com conquistas invejáveis. Ele defendeu a Juventus.

A sua carreira começou no Cannes, uma equipe mediana do futebol francês. No começo foi sendo colocado aos poucos, mas com o passar do tempo conseguiu mostrar todo seu potencial e garantiu a vaga de titular do time, começando a chamar a atenção de outros clubes.

Após quatro anos no Cannes, ele foi contratado pelo Bordeaux, outra equipe francesa, mas uma superior. Em 1992, começou a ser tratado como uma realidade, tanto que chegou sendo titular da equipe, mostrando todo seu talento e ajudando o time.

Mesmo sem conseguir brigar por grandes títulos, o jogador conseguiu ser muito importante, e, por isso, começou a ser convocado para a Seleção Francesa a partir de 1994.

Pelo Bordeaux fez grandes temporadas, se consolidando como um grande jogador, e depois de quatro temporadas deixou o clube. Em 1996 foi contratado pelo Juventus, uma equipe gigantesca no futebol europeu, e que brigava por todos os títulos, tanto que, na temporada anterior tinha ganho a Champions League.

Porém, o jogador chegou sendo comparado com o compatriota Michel Platini, que construiu uma linda história no clube na década passada. Mas isso não afetou o atleta, que chegou mostrando seu grande futebol, sendo titular e atuando muito bem.

Zidane já chegou conquistando títulos em sua primeira temporada, vencendo a Copa Intercontinental, além disso, ganhou a Supercopa da UEFA, contra o Paris Saint-Germain, e o Scudetto. Só faltou a Champions League, mas a equipe acabou sendo derrotada na final para o surpreendente Borussia Dortmund.

A sua grande primeira temporada rendeu a premiação de melhor jogador estrangeiro do ano. Na temporada seguinte, o jogador venceu mais uma vez o Scudetto, mas, infelizmente, perdeu novamente a final da Champions League, dessa vez para o Real Madrid.


Mesmo com a tristeza de mais uma derrota do campeonato internacional, o jogador terminou a temporada de 1997-98 com o título da Copa do Mundo, fazendo seu país muito feliz. Todas as grandes atuações lhe renderam o prêmio de Melhor Jogador do Mundo pela FIFA e da France Football.

Depois de duas grande temporadas pela Juventus, o jogador acabou vivendo um momento ruim junto com o clube, que ficou sem títulos nas próximas quatro temporadas. Após de tanto tempo sem conquista, o jogador começou a mostrar seu desejo de sair do clube, porém, ele dizia que só sairia para o Olympique de Marseille, que era o time do seu coração. Mas isso não ocorreu, e em 2001, ele foi contratado pelo Real Madrid. Pela Juventus foram 239 jogos, 47 gols e 6 títulos.

Há 23 anos, Brasil perdia para a França na final da Copa do Mundo

Por Ricardo Pilotto
Foto: arquivo

Zidane marcando um dos dois gols de cabeça na final de 1998

Nesta segunda-feira, dia 12 de julho de 2021, se completam 23 anos da derrota do Brasil na final da Copa do Mundo diante da anfitriã França pelo placar de 3 a 0. Neste jogo, a seleção canarinho teve sérios problemas com Ronaldo, que teve convulsão horas antes do jogo, e para marcar Zinedine Zidane, que fez dois gols.

Após eliminar o Chile por 4 a 1 nas oitavas de final, a Dinamarca pelo placar de 3 a 2 nas quartas de final e a Holanda nas penalidades após empate em 1 a 1 no tempo normal e na prorrogação nas semifinais, a Amarelinha chegava como uma das grandes favoritas para conquistar o penta campeonato mundial. Por outro lado, a seleção do país sede, que disputaria a sua primeira final de Copa do Mundo, venceu o Paraguai por 1 a 0 na prorrogação das oitavas de final, a Itália nas penalidades, após um jogo sem gols no tempo normal e nos 30 minutos extras, e por fim, a Croácia por 2 a 1 nas semifinais.

Antes da bola começar a rolar no Stade de France, Ronaldo Fenômeno, principal nome da equipe, sofreu uma convulsão na concentração e por muito pouco, não se tornou um desfalque para o Brasil. Por conta do episódio, o camisa 9 foi ao hospital, mas ainda sim chegou ao estádio a tempo da partida começar.

Na primeira escalação passada para os jornalistas, Ronaldo não estava presente e indicava que Edmundo estaria entre os titulares. Porém, depois de uma reunião com o treinador Mário Jorge Lobo Zagallo, os médicos afirmaram que o artilheiro tinha condições e confirmaram que o craque iria para o jogo.

Nos primeiros movimentos da decisão, a Le Bleu criou sua primeira chance e quase abriu o placar para a equipe da casa com Stéphane Guivarch. O atacante francês aproveitou a falha de Júnior Baiano e finalizou de puxeta, assustando Taffarel. A Amarelinha chegou com perigo aos 21 minutos de jogo em uma jogada de Ronaldo, que fez um cruzamento fechado e direto para o gol. Barthez quase falhou, mas conseguiu ficar com o domínio da bola para ligar o contra ataque. Dois minutos depois, em cobrança de escanteio do meia Leonardo vinda do lado direito, Rivaldo cabeceou, mas desta vez, o goleiro francês fez a defesa.

O primeiro tento dos franceses aconteceu justamente quando a Seleção Brasileira se encontrava dentro do jogo, diminuindo o número de passes errados e demonstrando menos nervosismo em relação aos minutos iniciais. Roberto Carlos fez um belo desarme na jogada de Karembeu, mas a bola acabou saindo do controle do camisa 6 e sai pela linha de fundo. Na cobrança de escanteio de Petit vinda do lado direito, Zidane, que vinha correndo da entrada da grande área, conseguiu se antecipar a zaga brasileira para desviar pro fundo das redes do Brasil na marca dos 26 minutos.

Pouco tempo após o gol dos anfitriões, houve um lance em que gerou uma nova preocupação sobre Ronaldo. O camisa 9 recebeu lançamento de Dunga na entrada da grande área francesa, acabou se chocando com Barthez e caiu ao solo de maneira imóvel. Os atletas da seleção canarinho foram ao desespero, mostrando muita preocupação com o seu melhor jogador. Felizmente, nada de mais grave havia acontecido com o artilheiro já que o impacto foi algo normal do futebol.

A partir deste momento, que os atletas brasileiros voltaram a apresentar um demasiado nervosismo dentro da partida. Percebendo isso, a França aproveitou a grande fragilidade emocional dos atletas do Brasil e assustaram mais uma vez o goleiro Taffarel com uma finalização de Petit, que com liberdade, ficou de frente com o guarda redes, mas desperdiçou o que seria o segundo gol dos anfitriões.

Na reta final do primeiro tempo, o centroavante Guivarch recebeu um bom lançamento e com liberdade, aproveitou nova falha defensiva de Júnior Baiano para chutar cruzado, mas Taffarel conseguiu evitar aquele que seria o segundo gol da França. Mas, os brasileiros não teriam muito tempo para suportar a pressão adversária, já que no lance seguinte, Zizou balançou as redes da Amarelinha mais uma vez. Em mais uma jogada de bola parada, mas desta vez do lado esquerdo. Djorkaeff cobrou escanteio de pé trocado na medida para o meio da área e novamente Zidane tirou proveito de Dunga estar caído ao chão e cabeceou forte. Antes de entrar debaixo das balizas, a bola ainda passou no meio das pernas de Roberto Carlos. Com isso, algo inédito acontecia no Stade de France: Zidane, que não tinha costume de marcar gols de cabeça, conseguiu fazer dois desta maneira em uma final de Mundial.

No segundo tempo, a Seleção Brasileira voltou com uma postura diferente. Zagallo colocou um time mais ofensivo, mexendo com a formação tática e trocando as peças para tentar reagir. Com todas as alterações efetuadas, o Brasil ficou com cinco atacantes em campo. Mas, mesmo tendo uma linha ofensiva composta por Ronaldo, Rivaldo, Bebeto, Edmundo e Denílson, a equipe não conseguiu produzir o tanto que precisaria para ir busca da virada.

A primeira grande oportunidade de gol da equipe canarinho foi aos 11 minutos da etapa complementar com Ronaldo. Rivaldo fez bom levantamento na segunda trave em cobrança de falta ensaiada junto de Roberto Carlos pelo lado esquerdo e o camisa 9 apareceu com toda liberdade já dentro da pequena área para finalizar ao gol, mas o artilheiro chutou sem ângulo e a bola acabou indo em cima Barthez. Com 15 minutos, Roberto Carlos fez um arremesso lateral direto para a grande área e o goleiro francês saiu debaixo das três traves, mas acabou não achando nada. A bola sobrou para Bebeto, que com gol aberto chutou, mas Desailly afastou o perigo em cima da linha.

Enquanto o Brasil partia para cima do time da casa, os franceses tocavam a bola para fazer o tempo passar e não demonstravam tanta intenção de ir ao campo ofensivo para fazer mais gols quando tinham a posse. Mas mesmo não demonstrando tanto ímpeto, conseguiu criar algumas chances de gol.

Aos 18 minutos, os franceses chegaram pela terceira vez com mais perigo através de Guivarc’h. O camisa 9 apareceu livre e mandou a bola longe da meta de Taffarel, não conseguindo sequer assustar os brasileiros.

Já na segunda metade da etapa complementar a França perdeu Marcel Desailly aos 23 minutos. O camisa 8 da Le Bleu partiu em velocidade em um contra ataque, mas acabou sendo desarmado. Na sequência do lance, o zagueiro, que já havia tomado cartão amarelo em algum outro momento da partida, fez uma falta pesada em cima de Cafu e acabou sendo expulso.

Na marca dos 37 minutos, foi a vez de Dugarry perder um gol feito. O jogador francês não conseguiu sequer finalizar em direção ao gol, e a bola passou a direita do gol de Taffarel. Já no fim do tempo regulamentar e entrando no período de acréscimos, Edmundo fez uma grande jogada individual e passou para Denílson. Com a canhota, acertou um belo chute, mas a bola bateu no travessão e foi para fora.

O nervosismo dos jogadores brasileiros se tornou ainda mais evidente. Sabendo que a tarefa era difícil de ser revertida, a equipe canarinho se desanimou ao perceber que o jogo estava perto do fim. Edmundo e Rivaldo, tiveram uma discussão por conta de uma atitude de "fair play" do camisa 10. O "Animal" mostrou grande descontentamento com o meia, que mandou a bola pela lateral para que Zidane fosse atendido dentro do gramado.


O Brasil foi se desmontou em definitivo na marca dos 47 minutos do segundo tempo. Em cobrança de escanteio de Denílson, Rivaldo não conseguiu fazer o domínio da bola e Dugarry ficou com a sobra para partir em velocidade no contra ataque. Após avançar ao sampo ofensivo, passou para Vieira,que fez um belo lançamento de primeira para Petit. O camisa 17, que entrou livre de marcação e nas costas do camisa 2 da seleção, chutou cruzado e a bola foi devagar no canto esquerdo de Taffarel. ´

Com o placar de 3 a 0 após o apito final, a França conquistou o seu primeiro título mundial. Já para o Brasil, o sonho do penta acabou sendo adiado e se tornaria realidade na edição da Copa do Mundo de 2002, no Mundial onde os franceses chegaram como favoritos e caíram na primeira fase.

A passagem de Zinedine Zidane pelo Bordeaux

Por Ricardo Pilotto
Foto: arquivo

Zidane com a camisa do Girondins de Bordeaux

Zinedine Yazid Zidane, popularmente conhecido pelo mundo futebolístico apenas como Zidane, está completando 49 anos de idade neste dia 23 de junho de 2021. Antes de aparecer para clubes como Juventus e fazer parte do elenco do Real Madrid dos Galácticos, o astro francês se destacou no Girondins de Bordeaux.

Revelado pelo Cannes, Zizou já se mostrava ser um meia promissor com sua juventude, inteligência e habilidade em suas aparições. Curiosamente, o clube de Zidane chegou a negociar com nada mais que o Olympique de Marseille, clube do coração do atleta. Mas mesmo com o interesse , ao fim da temporada 1991-1992, a equipe do Les Olympiens se "esqueceu" de acertar os últimos detalhes para fechar a contratação. Com isso, o Girondins de Bordeaux, um dos rivais do time de Marseille, levou a melhor e acertou a ida do jovem.

Como Zidane procurava jogar a primeira divisão para ganhar mais destaque, se livrou de disputar a segunda divisão do futebol francês. O Cannes, seu ex-time, havia sido rebaixado no campeonato nacional em 92 e em um futuro não muito distante, o Olympique de Marseille se envolveria em uma polêmica de manipulação em 94, e por isso, seria rebaixado na Ligue 1.

No Bordeaux, Zizou não demorou para se adaptar e rapidamente, fez amigos no clube. Mesmo que no time tivesse muitos jogadores solteiros, o jovem dedicava o seu tempo a sua esposa Véronique e quando não estava envolvido com o futebol, não saia com os companheiros de time e ficava em casa. Um exemplo de jogador que fez uma grande amizade com Zidane, foi Cristophe Dugarry, que por ser nascido e ter crescido na cidade de Bordeaux, ajudou o atleta recém contratado pelo Girondins.

Para Zizou, a sua ida para a Bordeaux significou uma transição da vida de um jovem para a adulta. No seu ex-time, ele apareceu com apenas 15 anos e com 20, rumou para seu novo time. A partir do momento em que ele saiu do Cannes, passou a ter outros desafios na carreira. Inclusive, mesmo tendo se mudado para Bordeaux, Zidane manteve contato com Jean Varraud e com a família Élineau, pessoas que descobriram o seu talento para o futebol.

No Girondins, Zidane evoluiu bastante e seu nível técnico fez o jovem de 20 anos se destacar. Foi ali, que Zizou foi se firmando no time principal com o passar do tempo. Mesmo sem ter completado um ano de sua chegada ao time Azul da Ligue 1, o meia se tornou titular absoluto da equipe e passou a ser considerado como uma "peça" insubstituível.

Foi no Bordeaux, que Zidane venceu seus primeiros títulos internacionais na carreira. No ano de 1995, o Girondins conquistou o título da Copa Intertoto, que nada mais era uma competição para as equipes que não estavam na Copa dos Campeões ou na Copa da UEFA. Na temporada 1995-1996, o Bordeuax perdeu a final da Copa da UEFA para o poderoso Bayern de Munique, sendo derrotado na ida por 2 a 0 e na volta por 3 a 1.

Vale lembrar que em 1995, Kenny Dalglish, que era técnico do Blackburn, tentou levar Zizou e Dugarry para o time que era o atual campeão inglês da temporada anterior, mas o presidente acabou vetando a compra dos jogadores do Bordeuax. Na temporada seguinte, Zidane chegou a ser oferecido para o Newcastle United pelo valor de 1,2 milhões de libras, mas o presidente acabou recusando, já que na visão dele, o meia não teria a habilidade suficiente para jogar na elite do futebol inglês. Com isso, não foi negociado até aquele momento.



Por não conseguir conquistar nenhuma competição de âmbito nacional, o meia começou a ficar incomodado. Até que ao final da temporada 1995-1996, a Juventus da Itália fez uma proposta a Zidane e o jogador aceitou.

Zizou encerrou seu ciclo com o clube francês após quatro temporadas. No total, o jogador defendeu as cores do Girondins de Bordeaux em 177 oportunidades e marcou 39 tentos. Depois de sua passagem pela Juventus, ainda seria peça importante para a seleção francesa e para o Real Madrid, ao fazer parte do time dos Galáticos no começo dos anos 2000.

O começo de Zidane no Cannes

Por Lucas Paes
Foto: Marc Francotte/TempSport/Corbis

Zidane começou sua carreira do Cannes

Completando 48 anos neste dia 23, o atual treinador do Real Madrid, Zinedine Zidane, é provavelmente um dos nomes que causa mais pesadelos e arrepios em brasileiros quando o assunto é Copa do Mundo. Muito além de carrasco dos Canarinhos, Zizou foi um craque de nível absurdo que desfilou sua classe pelos gramados europeus. A trajetória do craque começou no Cannes, modesto time francês.

Filho de argelinos nascido em Marseille e torcedor do Olympique desde pequeno, Zidane começou a dar seus primeiros passos no futebol no Victorio Mello FC, time pequeno e inexpressivo que só disputava torneios amadores, de onde foi para o Septémes-Lés-Vallons, clube responsável por moldar o diamante que o futuro galáctico era. Sua qualidade despertava atenção de grandes clubes europeus, mas quem levou o garoto para um período de testes foi o Cannes, para onde ele iria por uma semana, mas acabou nunca retornando ao Septémes.

Durante seu período nas categorias de base dos Dragons Rouges, já mostrava temperamento forte, característica adquirida devido a suas origens mestiças, já que era filho de um pai argelino, sofrendo preconceitos enquanto crescia nas ruas de Marseille. Jean Varraud, primeiro treinador de Zizou, orientou o futuro craque a canalizar sua raiva no seu jogo, o que acabou ajudando o futuro campeão do mundo a evoluir. Foi nesse período também, quando chegou ao clube, que foi convidado por Jean-Claude Elineau, diretor do clube, para viver em sua casa ao invés do dormitório que compartilhava com vários garotos. Segundo o próprio jogador, foi ali que ele encontrou algum equilíbrio.

Estreou no ano de 1988, diante do Nantes de Desailly e Deschamps. Fez apenas dois jogos naquela temporada e acabou treinando mais no biênio de 1989/1990. Marcou seu primeiro gol na temporada de 1990/1991, temporada em que apareceu mais entre os titulares do Cannes e ajudou a equipe a se classificar para a Copa da UEFA, antigo nome da atual Liga Europa. Na temporada seguinte, seguiu jogando bem, mas pegou a infeliz fama de não fazer boas partidas quando os Dragons mais precisavam dele. Não conseguiu evitar o rebaixamento do clube naquele ano, mas acabou despertando a atenção do Bordeaux, que pagou caro por sua contratação. Foram 71 jogos e 6 gols em seu período no Cannes.


Do Bordeaux, Zidane começaria sua caminhada ao estrelato. De lá chegaria a Juventus de Turim, onde brilhou mais ainda antes de ir para o Real Madrid e se tornar uma das maiores bandeiras do que provavelmente é o maior clube de futebol do planeta. Responsável direto pelo título mundial da França em 1998, se aposentou em 2006 e hoje treina pela segunda vez os Merengues, depois de comandar a equipe em três conquistas da Liga dos Campeões da Europa

Chamaram o Zidane de volta!

Por Lula Terras
Foto: divulgação Real Madrid

Com uma péssima temporada, Real Madrid promoveu o retorno de Zinedine Zidane

A volta de Zinedine Zidane ao comando técnico do Real Madrid promete dar novo gás ao futebol, em especial para a imprensa especializada que tem encontrado poucos assuntos de destaque para atrair mais seguidores. O anúncio foi feito pelo clube madrileno, na tarde desta segunda-feira, que mostrou poder de fogo, ao superar uma negociação, em andamento com a Juventus, de Turim, com quem o treinador estava apalavrado. 

As informações vindas da Espanha dão conta que o contrato, com duração até junho de 2022, já está assinado e, segundo especulações, Zidane volta agora, com maior poder de decisão, ou seja, deverá passar por ele, a contratação de novos reforços para as próximas temporadas, tudo com o propósito de apagar a má campanha que o clube vem realizando, desde a saída de Zidane, há 10 meses. Seu objetivo imediato é a conquista do quinto Mundial da Fifa, a ser realizado em dezembro deste ano. 

Vale destacar que seu último trabalho, como treinador, foi no próprio Real Madrid, de onde se desvencilhou em maio de 2018, surpreendendo o mundo do futebol, pela justificativa apresentada, que o time precisava de uma mudança para continuar vencendo. O time sob seu comando atuou 149 vezes, com 104 vitórias, 29 empates e 16 derrotas. Marcou 393 gols e conquistou nada menos do que nove títulos: 3 Ligas dos Campeões; 2 Mundiais de Clubes da Fifa; 2 Supercopas da Uefa; um Campeonato Espanhol e uma Supercopa da Espanha.

Como atleta, Zidane também foi dos melhores é só buscar qualquer lista de maiores jogadores de todos os tempos, dificilmente Zidane ficaria de fora, por se tratar de um meio-campista clássico, de rara habilidade e leitura de jogo. Essas virtudes o tornaram ídolo nas equipes por onde passou caso do próprio Real Madrid e pela Juventus, e ainda pela seleção francesa, quando foi decisivo na conquista na Copa do Mundo de 1998, realizada na própria França. Concluindo, vamos agora, esperar o que vem por aí.

Zidane surpreende o mundo do futebol saindo do Real Madrid

Por Lula Terras

Zidane surpreendeu à todos anunciando sua saída do Real Madrid

O mundo do futebol foi surpreendido durante esta semana, por uma decisão, senão inédita, certamente, bem rara. O até então treinador do gigante Real Madrid, Zinedine Zidane pediu a demissão do clube, onde sob o seu comando, sagrou-se campeão da Liga dos Campeões, nas três últimas temporadas. A surpresa maior se deu, pela decisão ter sido anunciada, poucos dias, após a última conquista, em Kiev, contra o Liverpool, da Inglaterra, por 3 a 1. 

A informação foi passada, durante entrevista coletiva, convocada pelo próprio treinador, que é um dos grandes ídolos do clube, também como atleta, de grandes conquistas. Negando qualquer interferência de outros clubes, Zidane justificou a tomada de decisão, entendendo ser um momento estranho, mas entende que o time precisa de mudanças para continuar vencendo, ou seja, ele entende que o grupo precisa de um novo discurso, de uma nova metodologia de trabalho, como usou em suas próprias palavras. 

O mais estranho é ver esta decisão, tomada por um dos grandes ícones do clube Merengue, uma vez que Zidane, também como jogador foi decisivo em importantes conquistas. Agora, nesses dois anos e meio, como treinador, foram nove títulos importantes conquistados, como a Liga dos Campeões (2016, 2017 e 2018), Mundial de Clubes (2016 e 2017), Supercopa da UEFA (2016 e 2017), Campeonato Espanhol (2017), Supercopa da Espanha (2017). 

Para mim, fica a impressão que, assim como Pelé que deixou o futebol com plenas condições de se manter em alto rendimento e de mantendo a majestade, Zidane tomou o mesmo caminho, de sair por cima. Ele escolheu momento propício, após o time conquistar os principais títulos, que disputou, evitando com isso, a possibilidade de uma possível queda de rendimento nas próximas temporadas, o que, certamente poderia jogar por terra o reconhecimento de seus torcedores, situação, muito comum que acontece no Brasil, onde, nos primeiros indícios de crise, a primeira cabeça a rolar é a do treinador.

As camisas de Zinedine Zidane


Um dos melhores jogadores da história do futebol, rivalizando com Ronaldo no topo entre o final da década de 90 e os anos 2000. Zinedine Zidane, atual treinador "ganha tudo" no Real Madrid, era um meia clássico, daqueles que enchiam os olhos de quem o via jogar. Ficou conhecido também como o 'carrasco' da Seleção Brasileira, por ter arrebentado em dois jogos de Copa do Mundo contra a Seleção Canarinho.

Nascido em Marselha, na França, em 23 de junho de 1972, Zidane era filho de uma família argelina. Começou no futebol no San Henri, ainda juventude, e passou por Septèmê-les-Vallons e no Cannes, onde se profissionalizou. Ao longo de sua carreira, ganhou diversos títulos e prêmios individuais, inclusive como melhor do mundo. Confira as camisas que o craque defendeu durante a carreira.

Cannes


Zidane sempre quis ser levado para o Olympique de Marselha, time da sua cidade e de coração, mas acabou parando no Cannes, onde foi profissionalizado em 1989. Sua estreia foi contra o Nantes, em maio daquele ano, mas o primeiro gol saiu praticamente dois anos depois. Em sua última temporada pelo clube, fez boas apresentações e chamou a atenção do Bordeaux, time que o contratou. Pelo Cannes, Zidane fez 67 jogos e marcou seis gols.


Bordeaux


Apesar de ser um time tradicional, o Bordeaux não vivia os seus melhores anos, mas Zidane começou a mostrar o seu grande potencial, tanto que passou a defender a Seleção Francesa em 1994, após o fracasso dos "Bleus" em dois ciclos de Copas do Mundo. No Bordeaux, o craque conseguiu o seu primeiro título, a Copa Intertoto da UEFA de 1995 e ainda chegou na final da Copa da UEFA de 1996, perdendo a final para o Bayern de Munique. Em 1996, foi negociado com a Juventus de Turim. No Bordeaux, fez 174 jogos e 47 gols.


Juventus


Foi na Juventus, que havia acabado de conquistar a Champions League quando ele chegou no clube, que Zidane virou o jogador de alto nível, ou 'World Class', como alguns gostam de dizer. No início, foi muito comparado a um outro grande ídolo francês que passou pelos bianconeros, Michel Platini. Mas foi mostrando seu talento que conquistou a torcida. Na Juve, conquistou o bicampeonato italiano, a Copa Intercontinental e a Supercopa da UEFA. Fez 239 jogos e 42 gol pela equipe, saindo em 2001.


Real Madrid


No Real Madrid, Zidane foi o grande nome da equipe que foi chamada de "Galáticos", pela quantidade de grandes jogadores que passaram pelo clube na primeira metade da década de 2000. Aliás, sua ida para os Merengues foi a terceira negociação mais cara da história. Conquistou diversos títulos, como a Champions de 2002, o Campeonato Espanhol de 2003, além de títulos de menos expressão. O Real Madrid foi seu último clube na carreira e, atualmente, é o treinador da equipe, sendo também vitorioso. Pelo time, fez 244 jogos e 59 gols.


Seleção Francesa


Por ser filho de argelinos, Zidane foi observado pela Comissão Técnica da seleção do país africano quando era mais novo, mas o jogador preferiu defender os franceses, fazendo sua estreia contra a República Checa, em 1994, logo após o vexame francês de ficar de fora de duas copas consecutivas. Fez parte da equipe que defenderia o seu time no Mundial em casa e, apesar de não ter feito uma boa Copa em 1998, foi extremamente decisivo na final contra o Brasil, marcando dois gols. A partir deste dia, foi o grande nome da Seleção por anos e também conquistou a Euro de 2000, além do vice na Copa de 2006, onde também foi importantíssimo. Fez 108 jogos e 31 gols pelos "Bleus" e encerrou a carreira justamente na final do Mundial de 2006, sendo expulso após uma cabeçada em Materazzi.

O Curioso do Futebol

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