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Quem pode surpreender na Eurocopa

Por Lucas Paes
Foto: Getty Images

Troféu da Euro

Na próxima sexta-feira, dia 14 de junho, terá inicio mais uma edição da Eurocopa, torneio de seleções mais importante do continente europeu e um dos maiores campeonatos entre seleções do planeta. A edição de 2024 chega pela primeira vez três anos depois da anterior, que ocorreu em 2021 devido a pandemia e será sediada na Alemanha, depois da edição que foi basicamente itinerante. Entre as 24 seleções, destacaremos nesse texto as candidatas a se tornarem surpresas da Eurocopa (e não, a Croácia não constará aqui, pois os vices da Copa de 2018 não são mais surpresa no cenário continental). 

ESCÓCIA: voltando a jogar a Euro pela segunda vez seguida, a Seleção Escocesa conta com um time que pode surpreender devido a quantidade de jogadores que atuam em clubes da Premier League e da Champioship inglesa. Além do ótimo Andy Robertson, ídolo do Liverpool e capitão da equipe, o time escocês conta com McTominay, constantemente titular do Manchester United e McGin, destaque do excelente time do Aston Villa. O grupo permite ao time escocês sonhar com uma campanha melhor na Euro deste ano.

SUÍÇA: a tentativa de surpreender da Escócia pode começar a esbarrar justamente na Suíça. Conhecida pelo seu estilo de jogo mais duro e defensivo, a equipe suíça não é exatamente uma surpresa no que diz senso a inclusve ser favorita a segunda vaga do grupo, mas sim pois pode chegar ainda mais longe em 2024. A equipe conta com vários nomes de destaque em grandes do futebol, como os goleiros Sommer e Kobel, o zagueiro Akanji, os meias Zakaria, Xhaka e Shaqiri e o atacante Okafor. O time de Murat Yakin pode chegar longe na competição.

DINAMARCA: é até complicado colocar a equipe dinamarquesa como surpresa, pois regularmente quando disputa a Eurocopa os campeões de 1992 chegam pelo menos ao mata-mata. A edição de 2024 traz mais uma vez um bom time para os dinamarqueses, com presenças como Kasper Schmeichel, Andres Christensen e a dupla do United Eriksen e Hojlund, que dispensa apresentações. A "Dinamáquina" pode de novo chegar longe na competição.

SÉRVIA: diferente do ex-colegas iugoslavos da Croácia, a Sérvia chega com um time que se apoia muito mais na força de seus jogadores que num destaque técnico deles. Os sérvios são candidatos a chegarem longe na Eurocopa, mas não necessariamente por ter um time habilidoso, mas mais por contarem com alguns jogadores tarimbados, como Vlahovic, Tadic, Kostic e o grandalhão matador Mitrovic. Restará ver se a equipe sérvia conseguirá render dentro de campo dessa vez.


GEÓRGIA: contando com a melhor geração de sua história, a equipe do craque Kvaratshelia, destaque absoluto do scudetto do Napoli na temporada 2022/2023 e apelidado de Kvaradona, tem um time com nomes que começam a ganhar destaque em equipes menores do cenário europeu, mas o ponto forte da seleção da Geórgia pode ser o fator que levará o time longe na competição, já que ela possuí o ótimo Mamardashvili, goleiro do Valencia que pode ser o fator que fará com que eles cheguem mais longe na competição. 

TURQUIA: por fim, a última equipe nessa lista é uma seleção de crescimento considerável no século XXI, fazendo uma histórica campanha na Copa do Mundo de 2002 e chegando em algumas Euros depois disso. Este ano, a Turquia tenta, a exemplo de 2008, a voltar ao mata-mata da competição. No seu time, conta com a liderança do ótimo Calhanoglu, destaque do timaço da Inter, que conta com um meio que deve ter ainda Ozkan e Kokcu. O time ainda conta na frente com a promessa Arda Guler, que joga no Real Madrid e com Yildiz, da Juventus. É assim que os turcos sonham em voltar ao mata-mata nm grupo que é, no mínimo, acessível. 

Surpresa de 1966 - Coreia do Norte elimina Itália da Copa do Mundo

Por Alexia Faria

Coreia do Norte venceu a Itália, por 1 a 0, em 1966: uma das maiores surpresas de uma Copa

Zebras acontecem e principalmente no futebol! Porém, ninguém imagina que uma Seleção bicampeã mundial perderia para uma estreante. Em 1966, na Copa do Mundo realizada na Inglaterra, aconteceu exatamente isto: a Coreia do Norte ganhou destaque e fez história quando eliminou a Itália do Mundial na primeira fase da competição.

O Grupo D, que tinha Itália, União Soviética, Chile e os asiáticos, que pouca gente conhecia como jogava, todos pensavam que eles seriam o “saco de pancadas". Realmente no primeiro jogo foi isto que aconteceu, já que a Coreia do Norte foi derrotada pela URSS por 3 a 0. No segundo jogo, os norte-coreanos tiveram melhor sorte, empatando com os chilenos em 1 a 1, com Park Seung Zin fazendo o gol da igualdade aos 43 do segundo tempo.

O último jogo da primeira fase dos asiáticos era contra a Itália. A Azzurra havia vencido o Chile e perdido para a União Soviética e precisava apenas de um empate para avançar para as quartas-de-final da competição. Porém, a Coreia do Norte ainda tinha chances: caso vencesse os italianos, o que quase todos achavam impossível, e o Chile não conseguisse o triunfo contra a os soviéticos, os norte-coreanos avançariam.

Entrando para o jogo que ficaria na história

No estádio Ayresome Park, em Middlesbrough, Inglaterra, com mais de 17 mil pessoas, a Azzura viu seu jogador Rivera perder a bola na altura da intermediaria. Dali para a frente, Pak Seung Zin lançou para Pak Doo Ik na entrada da grande área, chutou cruzado e rasteiro no canto direito do goleiro italiano Albertosi. Então marcou o que seria o único gol da partida, aos 42 minutos do primeiro tempo. 

Na segunda etapa da partida, Rivera não perdeu a bola e chegou a arriscar um chute ao gol, mas o sonho do gol de empate foi interrompido pelo goleiro Lee Chan-Myung. A rivalidade entre Rivera e Lee Chan-Myung contou com outro “um contra um”. O jogador italiano partiu para outra jogada individual, aplicou um lençol em Shim Yung Kyoo e mais uma vez parou no guarda redes coreano. 

Após a partida, membros da delegação invadiram o gramado para comemorar a vitória. No dia seguinte vinha outra alegria para os asiáticos. Como a União Soviética havia vencido o Chile pelo placar de 2 a 1, a Coreia do Norte estava classificada para o mata-mata da Copa do Mundo.

Contra Portugal, chegou a estar vencendo por 3 a 0, mas levou a virada

E o adversário do time asiático seria Portugal, do craque Eusébio. o jogo foi realizado no Estádio Goodison Park, em Liverpool, em 23 de junho, e os portugueses eram apontados como favoritos. Porém, Pak, logo no primeiro minuto, Li, aos 22', e Yang, aos 25', fizeram com que a Coreia do Norte abrisse 3 a 0 e colocasse um pé na semifinal da Copa do Mundo, o que deixou todos espantados.

Vale lembrar que apesar de favorita no confronto e ter passado pelo Brasil, que era o então atual bi-campeão do mundo, Portugal também era uma estreante. Mas, mesmo assim, Eusébio acordou no jogo e com quatro gols dele (27' e 43' do primeiro tempo e 11' e 13' do segundo) e mais um de José Augusto, aos 35' da etapa complementar, os portugueses eliminaram a surpresa Coreia do Norte. Existe um documentário chamado "The Game of Their Lives" que conta a trajetória dos asiáticos naquele mundial.

A Coreia do Norte só voltaria ao Mundial apenas 44 anos depois, jogando na África do Sul, em 2010. Porém, o retrospecto foi totalmente diferente daquele feito na Inglaterra. Os asiáticos perderam os seus três jogos: Brasil (2 a 1), Portugal (7 a 0) e Costa do Marfim (3 a 0), se despedindo de forma totalmente diferente de 1966.

Grandes surpresas da Champions League - O Steaua Bucaresti de 1986

Por Lucas Paes

Os campeões europeus de 1986

A Liga dos Campeões está afunilando e a série das surpresas da competição em O Curioso do Futebol também. Mas, neste texto, falaremos do que talvez é a maior surpresa da história da competição, pois até aqui falamos de times que vieram do Reino Unido, que apesar de tudo é um país tradicional no esporte bretão. O especial de hohe é sobre um time da Romênia: o Steua Bucaresti.

A façanha do Steaua seria impensável em 2016, quando você percebe que do outro lado estava o Barcelona. Mas, neste período, o Barça ainda lutava pela primeira taça. Porém, muita água rolou debaixo da ponte até a conclusão dessa história em uma definição por pênaltis em Sevilha e tudo começa com a volta para a casa de um treinador e ex-jogador do clube que já tinha construído alguma história no Steua, Emerich Jenei.

O Steaua chegava à temporada de 1984/1985 amargando um jejum de 6 anos sem conquistar o Campeonato Romeno. A espera terminaria dando início a uma sequência histórica do melhor time da história do Steaua, que contando com Piturca como artilheiro da equipe, foi campeão nacional e se classificou para disputar a Liga dos Campeões de 1985/86. Por sinal, o título veio de maneira apertada: foram apenas dois pontos de vantagem para o rival Dinamo Bucaresti.

Piturca comemora gol na semifinal

A caminhada na Liga dos Campeões começou contra os dinamarqueses do Vejle, empatando em 1 a 1 na Dinamarca e vencendo por 4 a 1 na Romênia, com gols de Piturca, Boloni, Balint e Stoica. Nas oitavas de final viria o histórico Budapest Honved, que já foi destaque de post aqui no site há algum tempo atrás. 

Contra os húngaros, a primeira partida terminou com derrota de 1 a 0. Na volta, em Bucaresti, outra goleada por 4 a 1, desta vez protagonizada por Piturca, Barbulescu, Majearu e Lacatus, garantiria a passagem para a fase seguinte. E pelo que se percebia, a sorte estava do lado do Steua naquele ano mesmo, já que no sorteio das quartas de final determinou que o adversário seria o Kuusysi da Finlândia, evitando titãs como Barcelona, Juventus ou Bayern. A empreitada europeia, pelo visto, iria mais longe.

Mas apesar do pouco nome do adversário, o Steaua suou para vencer os finlandeses. Empate em 0 a 0 na Romênia e vitória suada e sofrida na Finlândia por 1 a 0, com o gol salvador sendo marcado por Piturca. A vaga nas semifinais estava garantida para os romenos. E quem seria o adversário? Outra surpresa: o Anderlecht da Bélgica que havia eliminado só o Bayern de Munique.

Levantando a taça de campeão europeu

E no primeiro jogo das semifinais, o Anderlecht se deu bem e venceu por 1 a 0, gol de Enzo Scifo, que já havia sido o grande responsável pela eliminação do Bayern na fase anterior. Mas na volta, o Steua se superou! Fez uma belíssima partida e venceu os campeões belgas por 3 a 0, com noite inspirada de Piturca, que marcou duas vezes (o outro gol foi de Balint). A história estava escrita, mas o adversário na final seria só o Barcelona.

Ao mesmo tempo em que fazia história na Liga dos Campeões, o Steaua caminhava tranquilo em um histórico Campeonato Romeno, onde seria campeão sem perder. Aliás, aquele time seria responsável por um recorde quase imbatível: 104 jogos invictos no campeonato nacional, entre 1986 e 1989. Se você somar as outras 15 da Copa da Romênia, são 119 partidas de invencibilidade. Isso é um recorde mundial até os dias atuais.

Duckadam pegou quatro pênaltis na decisão

Em 7 de maio de 1986, o Steaua entrou em campo para o jogo mais importante de sua história, a final da Liga dos Campeões contra o Barcelona. Não bastava o adversário ser forte, ele ainda jogava praticamente em casa, já que a partida era em Sevilha, na Espanha. Os prognósticos eram desanimadores para o time de Jenei, mas a equipe já tinha mostrado muita competência em situações adversas.

Mas o jogo em si foi, no mais sincero termo possível, chato. O Steaua contou com sua forte defesa para neutralizar as ações catalãs, mas pouco conseguiu chegar nos contra ataques. Após 120 minutos de pouquíssimas chances, a partida foi para os pênaltis que, por sua vez, consagrariam outro herói para o clube romeno: Helmuth Duckadam.

Lacatus disputa lance com goleiro do Barça

O começo das penalidades foi um show dos dois goleiros, na verdade. Tanto Duckadam, quanto Urruti pegaram as duas primeiras cobranças de cada lado. Apenas na terceira batida as redes balançaram, com a cobrança de Lacatus. Depois, o goleiro romeno virou herói! Primeiro, Pichi Alonso bateu e Duckadam defendeu. Depois, outro acerto do Steaua, com Balint. Para manter o Barça vivo, Marcos precisava fazer, mas Duckadam pegou de novo e deu o inédito título para os romenos, calando a imensa maioria dos torcedores em Sevilha.

As quatro cobranças defendidas por Duckadam criaram outro recorde ainda não batido é até hoje recorde em finais Liga dos Campeões. Recorde não batido nem por Buffon, nem por Kanh, nem por Neuer, tampouco Casillas. Só o goleiro do Steaua foi capaz disso! Duckadam usou suas mãos para escrever a história!

A temporada terminou ainda com o Steaua conquistando um triplete pois, além do título continental, a equipe foi campeã romena e da Copa da Romênia (ambos invictos). !ual seria o limite para aquele time? O bicampeonato seria realmente um sonho impossível? Só as próximas temporadas responderiam essas perguntas.

Lance durante a final

O time passou a contar na temporada de 1986/1987 com o craque George Hagi, que seria o grande destaque da Romênia na década de 90 e ídolo no Galatasaray da Turquia. Porém, perdeu Jenei mas, mesmo assim ainda haveriam algumas campanhas de destaque na Europa e um recorde histórico nos certames romenos. No começo da temporada, o time bateu o Dynamo de Kiev na Supercopa Européia, mas não foi páreo para o River Plate na Copa Intercontinental, disputada no Japão, em Dezembro.

No que diz respeito aos certames nacionais, o Steaua conquistou ainda outros três campeonatos romenos sem perder nenhum jogo até a temporada de 1989/1990, quando ficaria com o vice-campeonato nacional, perdendo o título por um ponto de desvantagem para o Dinamo. Na Copa da Romênia também veio um tricampeonato (86/87, 87/88 e 88/89), todos invictos. 

Na Europa, o time decepcionou em 1986/87, caindo logo na segunda fase para o Anderlecht. Mas na temporada 1987/1988, o clube foi semifinalista, sendo eliminado para o vice-campeão Benfica, empatando por 0 a 0 em casa e perdendo no Estádio da Luz por 2 a 0. Mas a temporada seguida traria outro voo alto em céus europeus.

Decisão por pênaltis que deu o título ao Steua

Em 1989, o Steaua chegou mais uma vez à final da Liga dos Campeões, passando pelo Sparta Praga, pelo Spartak Moscou, pelo IFK Gotemburgo e pelo Galatasaray, fazendo boas diferenças no placar agregado em todos esses jogos. Curiosamente, a final daquele ano foi na casa do Barcelona, adversário do primeiro título. Mas o Milan venceu a final por 4 a 0, com shows de Gullit e Van Basten, destaques de um dos maiores times da história do rossonero.

Aquela derrota marcou o fim da histórica era de ouro do Steaua. Com a eclosão de uma guerra civil no país e a derrubada de Ceasescu do Governo local, houve uma abertura de mercado na Romênia, que fez com que jogadores debandassem para todos os lugares da Europa. Os estrelados acabaram sendo os maiores “prejudicados” pela debandada e nunca mais tiveram o mesmo sucesso em campos europeus.

Grandes surpresas da Champions League - O Aston Villa de 1982

Por Lucas Paes*

A equipe campeã europeia do Aston Villa

Anteriormente nesta série, já falamos sobre o Celtic e o Nottingham Forrest, agora chegamos à terceira grande surpresa que o torneio teve, o Aston Villa de 1982. Apesar de ser um dos fundadores da Football League e o segundo time com mais participações na primeira divisão do Campeonato Inglês, o clube vivia um período conturbado pouco antes da época da conquista continental.

Naquela época participavam da Liga dos Campeões apenas os campeões nacionais, e na temporada 1980/1981, o Aston Villa começou sua caminhada para o título da Liga dos Campeões no Campeonato Inglês. O clube trouxe jogadores de times medianos da Inglaterra e Escócia e, com isso, conseguiu formar um elenco que conseguiria a maior façanha da história do clube.

No Campeonato Inglês, o Villa fez várias sequências de jogos sem derrotas durante a competição e acabou conquistando o título com uma vantagem de 4 pontos sobre o Ipswich Town. A partida do título foi contra o Middlesbrough no Villa Park, uma vitória por 3 a 0, com gols de Shaw, White e Evans, determinando a conquista com uma rodada de antecedência para os Villans.

Na competição europeia de 1981/82, a Inglaterra contaria com duas equipes, já que o Liverpool era o atual campeão. O favoritismo era todo dos Reds, já que eram o time dominante na 'terra da rainha' naquele momento, algo parecido com o Manchester United no começo dos anos 2000. O Villa entrava como franco atirador na competição.

Jogadores comemoram o gol do título

E nessa condição, a equipe comandada na época ainda por Ron Saunders estreou na Copa dos Campeões da Europa goleando o Valur, da Islândia, no Villa Park, por 5 a 0 (Morley, White (2) e Donovan). Na volta, na Islândia, um doblete de Shaw determinou outra vitória por 2 a 0 e um 7 a 0 no agregado, um ótimo começo para os Villans. 

Depois, o adversário foi o bom time do Dynamo Berlin da Alemanha Oriental. No primeiro jogo, o Villa bateu os alemães em plena Berlin Oriental por 2 a 1, com dois gols de Shaw e Riediger descontou para os alemães. No segundo jogo, no Villa Park, a derrota por 1 a 0 (Terletzki marcou) classificou os Villans pelo gol marcado fora de casa.

Antes de voltar para outra fase da Liga dos Campeões, o Villa perdeu seu treinador Ron Saunders, que treinava o time há 9 anos. Ele brigou com a diretoria sobre o seu contrato e, em seu lugar, assumiu o então assistente Tony Barton. Na época, o Villa ocupava apenas uma posição mediana na Liga Inglesa e já havia sido eliminado da Copa da Liga, pelo West Bromwich. Restava apenas a Copa dos Campeões e a FA Cup, competição na qual o Tottenham eliminaria o Vila poucos dias depois de Tony assumir. 

Diante de todo este contexto, o time foi a Kiev, no dia 3 de Março de 1982, enfrentar o forte campeão soviético Dynamo e segurou um importante 0 a 0, levando a decisão para o Villa Park. Em casa, os ingleses bateram o então time soviético por 2 a 0, gols de Shaw e McNaught, e se classificou para as semifinais. O sonho do título se tornava real para os Villans. Nesta mesma fase, caiu o então campeão Liverpool, que perdeu para o CSKA Sofia. 

Na semifinal, o adversário foi o Anderlecht da Bélgica. Deepois de vencer os belgas por 1 a 0, no Villa Park, com gol de Mortley, os Villans acabaram por segurar o empate fora de casa para garantir a vaga nas finais. Pela frente haveria só o Bayern de Munique, atual campeão da Alemanha Ocidental.

Final de 1982

No dia 26 de maio de 1982, o Estádio de Kuip, em Roterdã, na Holanda, seria palco do que muitos esperavam ser o quarto título do Bayern na Copa Européia. O Villa entrava como franco atirador contra o forte time de Rummenige e Breitner e essa condição deu ao Villa a tranquilidade que precisava para jogar a final sem muito peso, suportando a pressão alemã, mesmo tendo seu goleiro titular substituído. Aos 21 minutos da etapa final, aconteceu o golpe que acabou 'matando' os alemães: Morley cruzou rasteiro na área e White mandou a bola para o fundo do gol do Bayern. A história estava escrita: o Aston Villa se tornava campeão europeu

Em 1982/83, longe de fazer campanhas brilhantes na Football League e nas copas nacionais, o Villa ainda chegou às quartas de final da Copa dos Campeões, quando foi eliminado pela Juventus de Platini, que seria vice campeã da competição. Até hoje os torcedores do Aston Villa esperam a volta da magia que esteve no time naquelas duas mágicas temporadas nos anos 80. Hoje o time amarga a zona de rebaixamento na Premier League na lanterna da competição.

* Lucas Paes, 21 anos,  é estudante de jornalismo e torce para o Santos FC.

As surpresas da Copa do Brasil

O Maracanã viu o Santo André conquistar a Copa do Brasil de 2004

A Copa do Brasil, competição na qual a edição de 2016 começa nesta quarta-feira, dia 16, é considerada a competição mais democrática do país, pois conta com ao menos uma equipe de cada estado brasileiro. O torneio proporciona confrontos raros, como por exemplo o embate entre os dois Santos, o tradicional paulista contra o amapaense, e algumas zebras.

Foi a Copa do Brasil que apresentou os campeões mais improváveis e algumas equipes que chegaram longe na competição que ninguém esperava. Para mostrar que na Copa do Brasil o sonho pode, sim, virar realidade, vamos lembrar clubes e trajetórias que entraram para a história da competição e que marcaram o seu nome para sempre no torneio.

A primeira grande surpresa da competição aconteceu em 1991. Naquele ano, o Criciúma, que já havia sido semifinalista no ano anterior, foi uma equipe imbatível em casa, copeiro ao extremo, cheio de vontade e com jogadores capazes de decidir uma partida na base da raça e também da técnica. Comandado pelo técnico Luiz Felipe Scolari, o Tigre tinha como principais jogadores os meio-campistas Roberto Cavalo, Gélson e Grizzo e os atacantes Jairo Lenzi e Soares. Antes de chegar à final, Felipão e seus atletas eliminaram Ubiratan, Atlético Mineiro, Goiás e Remo, na semifinal.

Felipão era o treinador do Criciúma em 1991

Na decisão, a equipe catarinense teve o Grêmio pela frente, com todo o favoritismo para o clube gaúcho. Em um Olímpico lotado, Vilmar abriu o placar no primeiro tempo e segurou o resultado até os minutos finais, quando o Tricolor gaúcho empatou em uma cobrança de pênalti de Maurício. Na volta, com a vantagem de ter marcado um gol fora de casa, o Criciúma precisava apenas de um empate sem gols para ser campeão. E foi isso que aconteceu: 0 a 0 e título histórico para o Tigre.

Em 1994 tivemos uma semifinal inusitada. O capixaba Linhares (confira aqui texto sobre a campanha da equipe) eliminou Fluminense, São José-AP e Comercial-MS para encarar o Ceará na semifinal, que havia eliminado Campinense, Palmeiras e Internacional. Os cearenses levaram a melhor no embate, mas perderam o título para o Grêmio.

Em 1998, era a vez de um time do Sul do Brasil fazer bonito. Na primeira fase daquele ano, contra o Guará, o Juventude ainda era comandado por Geninho. Depois, quem assumiu foi Valmir Louruz, que foi o técnico campeão. E a trajetória do clube de Caxias do Sul foi longe de ser fácil. Fluminense, Corinthians, Bahia e Internacional, todos campeões brasileiros, ficaram pelo caminho. Sendo que, em alguns destes confrontos, alguns resultados inesquecíveis. Como o 6 a 0 sobre o Fluminense na segunda fase e a vitória por 1 a 0 sobre o Corinthians fora de casa nas oitavas de final.

Juventude campeão em 1999 na última final no Brasil com mais de 100 mil torcedores

A classificação nas quartas de final só veio após vencer o Bahia nos pênaltis. E o que dizer sobre o inesquecível 4 a 0 sobre o Internacional, em pleno Beira-Rio, que garantiu a classificação para a final?

No jogo de ida da decisão, com 20 mil torcedores transformando o Alfredo Jaconi em um verdadeiro caldeirão, o Juve venceu o Botafogo por 2 a 1, com Fernando e Márcio Mexerica marcando para os gaúchos, e o tetracampeão mundial Bebeto descontando para os cariocas. Na volta, em um Maracanã com mais de 100 mil pessoas, os atletas do Juventude seguraram o 0 a 0 na raça, com direito a uma atuação de gala do goleiro do Emerson. Título e muita festa no interior do Rio Grande do Sul.

Em 2002, foi a vez do Brasiliense aprontar. A equipe candanga estreou eliminando o Vasco acriano e foi passando por Náutico, Confiança, Fluminense e Atlético Mineiro, até chegar a final contra o Corinthians. Na decisão, o Timão não deixou a zebra aparecer e conquistou a taça.

15 de Campo Bom eliminou o Vasco e foi semifinalista em 2004

Outra surpresa aconteceu em 2004. Mais uma vez o Maracanã foi o palco da final, mais uma vez o estádio mais importante do mundo estava lotado e mais uma vez a festa foi da parte visitante das arquibancadas. O Santo André tinha um técnico promissor: Péricles Chamusca. E o comandante possuía um material de qualidade. Se não fosse pelas grandes atuações do goleiro Júlio César, dos meias Ramalho, Élvis e Romerito e dos atacantes Sandro Gaúcho e Osmar, o Ramalhão não teria ido tão longe. Se não fosse pelo entrosamento entre treinador e atletas, o Santo André não teria eliminado Novo Horizonte, Atlético Mineiro, Guarani, Palmeiras e 15 de Novembro até chegar à final contra o Flamengo.

Aliás, o confronto com o 15 de Campo Bom, nas semifinais, foi um dos mais improváveis da história da Copa do Brasil. O time gaúcho, que era treinado pelo ainda desconhecido nacionalmente Mano Menezes, eliminou Portuguesa Santista (com presença deste jornalista no empate em 2 a 2 em Ulrico Mursa), Vasco da Gama, Americano de Campos, e Palmas. Na semi, os gaúchos venceram o Ramalhão, no Pacaembu, por 4 a 3. No jogo de volta, no Rio Grande do Sul, o Santo André venceu por 3 a 1 e chegou à final, onde enfrentou o Flamengo.

Na primeira partida, em São Paulo, apesar de o Ramalhão ser o mandante, quem tinha a maioria nas arquibancadas do Palestra Itália era o clube carioca. Mas isso não assustava Chamusca e seus comandados. Jogaram bem e não venceram por detalhe. Roger abriu o placar para o Flamengo, e Osmar e Romerito viraram a partida. Os cariocas só chegaram à igualdade no final, com um improvável gol de falta de Athirson: 2 a 2.

Jogadores do Santo André levantam a taça

No segundo jogo, em um Maracanã lotado, a festa foi toda armada para o time da casa. Mas esqueceram de avisar ao Santo André. O clube paulista não deixou o Flamengo atacar, jogou com inteligência tática e com dois gols no segundo tempo decretou o título e a festa histórica no Rio de Janeiro. Sandro Gaúcho e Élvis balançaram a noite naquela fantástica noite de quarta-feira: 2 a 0.

A última peripécia aconteceu em 2005. No ano seguinte, mais um clube do interior de São Paulo foi fazer a festa no Rio de Janeiro. Mas desta vez tudo seria diferente: o campeão, o vice e o palco da final. O Paulista teve uma campanha de time grande, eliminando Juventude, Botafogo, Internacional, Figueirense e Cruzeiro. O Galo já havia sido vice-campeão paulista no ano anterior, mas poucos acreditavam que ele poderia fazer uma campanha tão sensacional na Copa do Brasil.

Alguns jogadores do elenco se destacaram e se firmaram no cenário do nosso futebol. O goleiro Victor, o zagueiro Réver, o volante Cristian e os atacantes Léo e Marcio Mossoró eram alguns nomes da equipe, que tinha Vagner Mancini como técnico.

Paulista de Jundiaí campeão em 2005

Na primeira partida da final, diante do Fluminense, uma vitória por 2 a 0 (gols de Mossoró e Léo) no Estádio Jaime Cintra deu uma grande vantagem para o Paulista. Na segunda partida, em São Januário, na Cidade Maravilhosa, Mancini e seus comandados seguraram uma pressão enorme do Flu, que era comandado por Abel Braga, e se sagraram campeões com o placar em 0 a 0.

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