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Ricardo Gomes e a sua história com a camisa da Seleção Brasileira

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Ricardo Gomes na fase em que foi capitão da Seleção Brasileira

Ricardo Gomes Raymundo foi um grande zagueiro e também um ótimo treinador, passando por diversos clubes grandes. Como jogador teve muito destaque, tornando-se ídolo no futebol europeu, porém na Seleção Brasileira acabou sofrendo com as frequentes lesões. 

O jogador nasceu no dia 13 de dezembro de 1964, no Rio de Janeiro, e começou a sua carreira no Fluminense aos 18 anos de idade. Ricardo era alto e tinha uma grande visão de jogo, conseguindo antecipar os atacantes, além de ser muito rápido.

Pelo tricolor carioca fez diversos jogos, tornando-se muito importante no clube, conquistando diversos títulos. Depois de alguns anos no clube, foi convocado pela primeira vez para a Seleção Brasileira, quando fez a sua estreia em 1987, e no mesmo ano conquistou o ouro nos Jogos Pan-Americanos.

Rapidamente ganhou seu espaço na seleção, tornando-se titular e um líder dentro de campo. Em 1988 foi vendido ao Benfica, de Portugal, e chegou com muitas expectativas, já que era titular do Brasil. No mesmo ano foi convocado para os Jogos Olímpicos, e a seleção acabou ficando com a prata. 

A partir de 1989 tornou-se capitão da equipe, fruto da sua liderança dentro de campo e das suas grandes atuações. Ricardo foi muito importante e um pilar defensivo, e o Brasil conquistou o título da Copa América daquele ano, uma conquista que deixou todos esperançosos para a Copa do Mundo de 1990. 

Depois de toda a preparação para a Copa do Mundo, Ricardo foi convocado, o que já era esperado. O zagueiro era muito importante dentro e fora de campo, mas infelizmente não conquistou o tetracampeonato. 

Após a decepção da não conquista, os jogadores começaram a preparação para a próxima Copa do Mundo. Naquela época, as Eliminatórias eram apenas um ano antes da competição, então a preparação era feita baseado nas competições e amistosos. 

Em 1991 o jogador foi contratado pelo Paris Saint-Germain, onde tornou-se ídolo do clube e um dos principais zagueiros da história. Ricardo se manteve como titular absoluto da Seleção Brasileira e o capitão da equipe. 


Porém, em 1993, quando estava prestes a começar as Eliminatórias, o zagueiro teve uma lesão abdominal e ficou de fora praticamente de todos os jogos. Mas Ricardo era muito querido por Parreira, que o convocou para os últimos quatro jogos, e ele foi muito importante, marcando três gols. 

Em um amistoso preparatório para a Copa do Mundo de 1994, contra o El Salvador, o jogador acabou sentindo uma lesão aos 21 minutos, o que deixou o atleta de fora da competição. Infelizmente para Ricardo, essa foi sua última partida pela seleção, pois depois de retornar de lesão nunca mais foi convocado. O zagueiro atuou em 52 jogos e marcou 4 gols com a camisa do Brasil.

O início de Ricardo Gomes no Fluminense

Por Lucas Paes
Foto: Juha Tanminem

Ricardo atuando no Flu

Atualmente fazendo trabalhos como diretor, Ricardo Gomes foi durante sua carreira dentro de campo um ótimo zagueiro. Sujeito que passou por dois AVCs nos últimos 20 anos, na carreira era um defensor de boa categoria e excelentes habilidades defensivas, além da boa saída de jogo ter por vezes o colocado na meia cancha. O ex-atleta, que completa 58 anos neste dia 14, começou sua trajetória no Fluminense, numa época dourada do Tricolor.

Ricardo começou desde muito cedo já ganhando espaço nas Laranjeiras. Formado nas categorias de base das Laranjeiras, começou a ganhar espaço no ano de 1983, estando no elenco campeão do Cariocão daquele ano, mas jogando mesmo durante a campanha do Brasileirão. A partir daí, começou a ganhar espaço e virou um dos destaques do time no ano de 1984, mais uma vez sendo importante na campanha do bicampeonato carioca.

No Brasileirão de 1984 ele passou a fazer com Duílio a dupla de zaga da equipe titular, com apenas 20 anos de idade. Foi um dos nomes cruciais durante a campanha do título, sendo um dos destaques de um ótimo time do Fluminense, que tinha nomes incríveis como o paraguaio Romerito e o "Casal 20", com Assis e Washington. Já naquele ano estreou na Seleção Brasileira.


Em 1985, seguiu sendo titular absoluto da equipe na campanha que rendeu o tricampeonato carioca ao Tricolor, somando mais um título em sua galeria. Seguiu sendo um dos destaques durante todo aquele ano, ganhando cada vez mais espaço no Fluzão e na Seleção Brasileira. Seguiu no clube durante os anos seguintes, sendo um dos pilares mais respeitados pelo torcedor e se tornando ídolo da equipe. 

Ficou nas Laranjeiras até 1988, quando acabou negociado com o Paris Saint Germain, onde também se tornou ídolo e é até hoje adorado pelos fanáticos torcedores parisienses. No total fez 201 jogos e 11 gols pelo Flu. Ricardo ainda teria mais uma passagem pelo Flu em 2004, quando era treinador e ficou pouco tempo no clube. Recentemente, esteve também na diretoria do clube. 

Ricardo Gomes e sua ótima passagem pelo Benfica, se tornando ídolo do clube

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Ricardo Gomes em ação pelo Benfica

Hoje é o aniversário do zagueiro que se tornou ídolo no futebol brasileiro e internacional. Ricardo Gomes, nascido no Rio de Janeiro, no dia 13 de Dezembro de 1964, completa hoje 57 anos. O jogador construiu uma carreira muito sólida jogando pelo Fluminense e saiu do Brasil direto para Portugal, e também se tornou ídolo do Benfica.

Depois de seis temporadas jogando pelo Fluminense, conquistando títulos e se tornando um pilar do sistema defensivo do tricolor, o zagueiro chamou a atenção de times Europeus, e em 1988 foi contratado para jogar no clube Português. O jogador chegou com uma bagagem muito grande, e um status muito bom. Além das 201 partidas pelo Flu, Ricardo também já havia atuado pela Seleção Brasileira e tinha convocação frequentes para a amarelinha.

Ricardo chegou para resolver o sistema defensivo do Benfica, e com um status de ótimo jogador, o que era fato na época, e todas as expectativas geradas foram correspondidas. O zagueiro só evoluiu com seu futebol jogando em Portugal, e se consolidou cada vez mais na equipe.

Ao longo do tempo, Ricardo foi conquistando as graças da torcida, e se tornou capitão do time. Logo na primeira temporada pelo clube, já se consagrou campeão do Campeonato Português, o que elevou a moral do atleta. Com as grandes atuações e o título, o zagueiro voltou a se consolidar também na Seleção Brasileira e foi titular na conquista da Copa América de 1889, e nas eliminatórias para a Copa do Mundo de 1990.

Na temporada 1989-90, o Benfica acabou passando em branco em questão de títulos, mas as boas atuações do zagueiro continuou e se manteve na amarelinha. Já na próxima temporada, além do bom futebol, o título também voltou. Ricardo novamente foi campeão do Campeonato Português, e nessa temporada encerraria a primeira passagem do jogador pelo clube, pois foi contratado pelo Paris Saint- Germain, e também se tornou ídolo na França.

Mas a história do zagueiro não acabou pelo clube, pois Ricardo ainda voltou para atuar no time em 1995, o que seria seu último ano como jogador profissional. Já ídolo da torcida e com uma moral enorme em Portugal, ele voltou para encerrar sua carreira, e deixou o clube da melhor forma, com um título. Ricardo conquistou seu terceiro título pelo Benfica, mas dessa vez foi a Taça de Portugal.


Após encerrar a carreira de jogador, Ricardo começou como treinador de futebol, e voltou para a França, mas dessa vez para ser o comandante técnico do PSG, onde era ídolo do clube, e ficou por duas temporadas. Como treinador, Ricardo dirigiu grandes times e ganhou alguns títulos importantes em sua carreira, o principal foi em 2011 pelo Vasco da Gama, ganhando a Copa do Brasil.

No mesmo ano do título com o Vasco, o treinador passou por um momento terrível, durante uma partida entre Vasco e Flamengo no Engenhão, no dia 28 de agosto de 2011, Ricardo sofreu um AVC hemorrágico, e o deixou afastado do esporte por quase quatro anos.

A bonita história de Ricardo Gomes com o PSG

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo/Lance!

Ricardo Gomes atuando com a camisa do PSG

O Paris Saint Germain é hoje um dos clubes mais ricos do mundo. A equipe azul, vermelha e branca de Paris conta com os "petrodólares" de seu dono para conseguir contratações fortes no mercado, ainda que tal dinheiro não tenha refletido em sucesso fora da França. Se hoje os parisienses são a casa de Neymar, já houveram diversos jogadores brasileiros que marcaram época no Paris, que por mais que não seja um gigante francês, tinha lá sua tradição há alguns anos. Entre eles, um dos principais ídolos da equipe, é o ex-zagueiro brasileiro Ricardo Gomes, que completa 55 anos neste dia 13 e marcou época com a camisa do PSG, dentro e fora de campo.

Na época em que Gomes chegou como jogador aos Rouge et Bleu, o Paris era um time de certa tradição, que não tinha, porém, muitos títulos conquistados, em seu pequeno tempo de existência (o PSG foi fundado em 1970). Ricardo Gomes havia feito imenso sucesso no Benfica, onde ficou durante três anos. O brasileiro ficou marcado pela eficiência defensiva e pelo perigo que levava em lances de bola aérea, onde marcou diversos gols com a camisa encarnada. As atuações pelos benfiquistas despertaram o interesse do PSG, que levou tanto Ricardo Gomes quanto Valdo, em 1991.

A partir daí, Ricardo fez parte do time que fez com que o tamanho dos parisienses crescesse um pouco mais. Comprado pelo Canal+, o clube fez investimentos altos para alcançar o Olympique de Marseille. Ricardo Gomes seria, dois anos depois, um dos pilares da equipe que conquistaria a Ligue 1 na temporada 1993/1994. Ao lado de nomes como Valdo, Ginola, Weah e um Raí que ainda buscava espaço na equipe, Ricardo Gomes foi crucial na conquista da liga francesa. O zagueiro brasileiro marcou o gol que deu o título ao PSG, em partida contra o Tolouse. Fez outros três gols naquela temporada da liga.

O gol de Ricardo diante do Tolouse, em 1994

Curiosamente, sofreria com lesões logo após a conquista máxima que conseguiu pelo PSG como atleta. Na temporada 1994/1995, ficaria marcado por ter uma péssima noite no San Siro, na semi-final da Liga dos Campeões em que o Milan eliminaria o PSG, com grande atuação de Savicevic, que "jantou" Ricardo Gomes na partida. Naquela temporada, ainda seria campeão da Copa da Liga e da Copa da França, mesmo sem conseguir jogar muitos jogos. Nada que diminuísse o carinho do torcedor parisiense pelo brasuca.

Acabou por deixar a capital francesa após a temporada 1994/1995. Fez um total de 167 jogos e 20 gols com a camisa do Paris Saint Germain, marcando época e sendo reconhecido até hoje como um dos maiores ídolos do clube. Vestiu a camisa parisiense no que foi talvez a melhor época da história da instituição até os anos recentes em que o PSG se viu endinheirado. Deixou a cidade luz pra voltar ao Benfica, onde penduraria as chuteiras ainda aos 31 anos, em 1996.

Mas, esse não foi o fim de sua história com os parisienses. Ainda marcaria época como treinador do PSG, pouco depois de se aposentar, ainda muito "novo", quando comandou o time campeão da Copa da Liga e da Copa da França, entre os anos de 1996 e 1998. Anos depois, Ricardo superaria traumas como treinador, passando por dois AVCs e ainda assim voltando ao banco de reservas, estando até pouco tempo atrás no Bordeaux. É um curioso caso de um treinador brasileiro que fez relativo sucesso em terras europeias, tendo bons trabalhos em PSG e Bordeaux. A equipe da capital francesa, porém, é onde ele viveu seus melhores dias, seja como jogador ou como treinador. Independente de qualquer coisa, a história do Paris tem um lugar especial para Ricardo Gomes, seja dentro de campo ou com a prancheta, no banco de reservas.

Aldair e Ronaldão - Os zagueiros 'penetras' no Tetra

Aldair e Ronaldão não estavam na lista original de Carlos Alberto Parreira

Em 17 de julho de 1994, no Rose Bowl, em Pasadena, Califórnia, nos Estados Unidos, a Seleção Brasileira conquistava o seu quarto título de Copa do Mundo na história ao bater a Itália na decisão por pênaltis. Eram 22 jogadores comemorando o título máximo do futebol. Porém, dois deles não estavam nos pensamentos iniciais de Carlos Alberto Parreira para a competição: Aldair, que acabou virando titular, e Ronaldão não estavam na convocação inicial para o Mundial.

Na lista original de Parreira, os quatro zagueiros convocados eram Ricardo Rocha, Márcio Santos, Mozer e Ricardo Gomes. Porém, os dois últimos foram cortados e o primeiro deles foi o então jogador do Benfica, Mozer. Mas até hoje sua dispensa não ficou bem explicada, mas, eles alegaram que o atleta tinha um problema no fígado e que até poderia morrer. Mozer até hoje não se conforma com o corte, dizendo que foi injusto. Tanto que durante a Copa, ele participou normalmente de amistosos pelo clube português. Vale ressaltar que em 1986 ele também foi cortado, atuando somente no Mundial de 1990.

Mozer atuando no ciclo da Copa de 1990

Para o seu lugar foi chamado Aldair, que já atuava pela Roma. Aliás, o zagueiro chegou a ser testado algumas vezes na 'era Parreira', mas tinha ficado de fora da convocação original. Por ter entrado depois, o supersticioso e coordenador técnico Zagallo convenceu o atleta para que ele fosse inscrito com a camisa 13, que seria originalmente, do lateral Cafu.

E não é que deu certo! Logo na estreia, contra a Rússia, o então titular Ricardo Rocha se contundiu e Aldair entrou na equipe para não sair mais. Fazendo dupla com Márcio Santos (que originalmente seria o segundo reserva, já que Ricardo Rocha, Ricardo Gomes e Mozer eram os principais zagueiros), com sua técnica e segurança, Aldair foi considerado um dos melhores defensores da Copa do Mundo e foi titular da amarelinha até a final do Mundial de 1998, quando o Brasil perdeu para a França.

Aldair em ação contra os Estados Unidos

O outro corte foi ainda mais traumático para o atleta. Ricardo Gomes, que atuava no Paris Saint-Germain, era titular de confiança de Parreira e participou de toda a preparação da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo, desde a Granja Comari, em Teresópolis, até os treinamentos e amistosos no Canadá e nos Estados Unidos. Porém, no último jogo da preparação para a competição (goleada de 4 a 0 sobre El Salvador), o zagueiro sofreu uma lesão muscular e teve que ser cortado.

Para o seu lugar foi chamado Ronaldo, zagueiro que fez fama no grande São Paulo bi-campeão da Libertadores e Intercontinental, mas que estava no Shimizu S-Pulse, do Japão. Ele também era constantemente convocado por Parreira durante o ciclo, mas também ficou de fora da convocação original.

Ricardo Gomes em ação nas Eliminatórias

Ao se apresentar, 'recebeu' a camisa 4, que já estava reservada para Ricardo Gomes, e o apelido de Ronaldão, para diferenciá-lo do garoto Ronaldinho. Sim, o Ronaldo 'Fenômeno'. Ronaldão, que depois da Copa ficou sendo chamado dessa forma por todos, nem chegou a entrar em campo, mas entrou no rol de campeões do mundo pela Seleção Brasileira.

Por muito pouco não houve um terceiro corte. O lateral-esquerdo Branco sofria com dores nas costas durante a preparação e ficou na berlinda por muito tempo. Dizem que Parreira chegou a até entrar em contato com Roberto Carlos, então no Palmeiras, para deixá-lo preparado.

Ronaldão e Romário com a taça

Porém, o atleta foi confirmado no Mundial, começou como reserva de Leonardo, que foi expulso contra os Estados Unidos. Branco assumiu a titularidade contra a Holanda, fez gol de falta importante e terminou a Copa como um dos principais atletas da competição.

O Curioso do Futebol

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