Mostrando postagens com marcador Mozer. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Mozer. Mostrar todas as postagens

Mozer e sua passagem vitoriosa pelo Olympique de Marseille

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Mozer atuando pelo Olympique

Um dos grandes zagueiros brasileiro do século passado completa 62 anos hoje. José Carlos Nepomuceno Mozer, mais conhecido como Mozer, nasceu no dia 19 de setembro de 1960, no Rio de Janeiro. O jogador teve passagens por grandes clubes e foi muito vitorioso em praticamente todos, como no Olympique de Marseille.

O jogador surgiu como jogador no Flamengo, clube no qual foi revelado e fez uma linda história no clube carioca. Mozer conquistou muitos títulos e se destacou muito, tanto que chamou a atenção de grandes clubes europeus, em uma época que isso não era comum.

Depois de sete temporadas no Rubro-Negro, ele foi contratado pelo Benfica, um dos maiores clubes de Portugal. Por lá ele também teve um ótimo desempenho e continuou chamando a atenção, ficou no clube três temporadas e ganhou vários títulos.

Depois das três temporadas, em 1989 ele foi contratado na época pelo maior time do futebol francês da época, o Olympique de Marseille. O zagueiros chegou com uma moral altíssima, pois em todos os clubes que passou tinha ganho títulos e conquistado o coração dos torcedores.

A expectativa era enorme em torno do zagueiro, que conseguiu suprir tudo isso e continuou em alto nível. Na época a sua equipe era a melhor do país, tinha grandes investimentos e um elenco invejável na França, por isso conseguiu conquistar títulos consecutivos. Vale lembrar que como jogador do Olympique, ele esteve na Copa do Mundo de 1990 defendendo a Seleção Brasileira.

O zagueiro viveu grandes momentos na equipe francesa e até recebeu apelidos da torcida. Mozer começou a ser chamado de muralha, pois era um zagueiro que perdia poucas divididas, tinha um posicionamento incrível e a bola parada ele era um gigante dentro da área.

Mozer ajudou muito o sistema defensivo da equipe francesa nas três temporadas que esteve por lá. O jogador auxiliou sua equipe dentro e fora de campo com a sua liderança. Tudo que foi demonstrado pela equipe acabou se transformando em títulos, a equipe conquistou tricampeonato consecutivo do Campeonato Francês (1989-90, 90-91 e 91-92).


Depois das três temporadas na equipe, o zagueiro deixou o clube para retornar ao futebol português. Mozer voltou ao Benfica, clube em qual já era ídolo e tinha uma forte identificação com a torcida. Ainda jogaria pelo Kashima Antlers, do Japão, onde encerrou a carreira em 1996.

As ótimas passagens de Mozer pelo Benfica

Por Lucas Paes
Foto: Divulgação/SL Benfica

Mozer vestindo a camisa da Benfica

Um dos maiores ídolos da história do Flamengo, o zagueiro Mozer está completando neste dia 19 de setembro seus 50 anos. O ex-zagueiro foi referência técnica num dos melhores períodos da história do rubro-negro carioca. Depois de sete anos de serviços vestindo a camisa flamenguista, numa época onde a ida de jogadores a Europa ainda era algo menos comum, Mozer teve duas ótimas passagem pelo Benfica.

Mozer chegou a Luz em 1987 e logo conquistou o coração dos torcedores benfiquistas. Mostrando grandes qualidades defensivas e ótimo posicionamento, o zagueirão fez ótimos jogos já na primeira temporada vestindo a camisa encarnada, mas não conquistou nenhum titulo em sua primeira temporada pelo clube vermelho de Lisboa, mesmo fazendo excelentes jogos pelo clube. 

Na sua segunda temporada, conquistou o título português, garantindo de vez um lugar no coração dos torcedores benfiquistas. Na mesma temporada conquistou a Supercopa de Portugal, que é jogada no início da temporada. Terminou a primeira passagem com 79 jogos e 11 gols, indo para o Olympique de Marseille em 1989. 

Só que o bom filho a casa torna. Já mais experiente, em 1992, Mozer retornou novamente a Luz para sua segunda passagem pelos Encarnados. Dessa vez, voltou já conquistando a Copa de Portugal em sua primeira temporada. Apesar de marcar menos gols, seguiu mostrando sua eficiência defensiva e garantindo a segurança da retaguarda benfiquista. Na temporada 1993/1994, ajudou a equipe a conquistar outro título português.


Ficaria no Benfica até o ano de 1995, quando ao fim do biênio 1994/1995 decidiu se aventurar no futebol japonês. No total, fez 171 jogos e 11 gols pelos encarnados, encerrando sua passagem como um dos grandes ídolos da história do gigante português. 

Aldair e Ronaldão - Os zagueiros 'penetras' no Tetra

Aldair e Ronaldão não estavam na lista original de Carlos Alberto Parreira

Em 17 de julho de 1994, no Rose Bowl, em Pasadena, Califórnia, nos Estados Unidos, a Seleção Brasileira conquistava o seu quarto título de Copa do Mundo na história ao bater a Itália na decisão por pênaltis. Eram 22 jogadores comemorando o título máximo do futebol. Porém, dois deles não estavam nos pensamentos iniciais de Carlos Alberto Parreira para a competição: Aldair, que acabou virando titular, e Ronaldão não estavam na convocação inicial para o Mundial.

Na lista original de Parreira, os quatro zagueiros convocados eram Ricardo Rocha, Márcio Santos, Mozer e Ricardo Gomes. Porém, os dois últimos foram cortados e o primeiro deles foi o então jogador do Benfica, Mozer. Mas até hoje sua dispensa não ficou bem explicada, mas, eles alegaram que o atleta tinha um problema no fígado e que até poderia morrer. Mozer até hoje não se conforma com o corte, dizendo que foi injusto. Tanto que durante a Copa, ele participou normalmente de amistosos pelo clube português. Vale ressaltar que em 1986 ele também foi cortado, atuando somente no Mundial de 1990.

Mozer atuando no ciclo da Copa de 1990

Para o seu lugar foi chamado Aldair, que já atuava pela Roma. Aliás, o zagueiro chegou a ser testado algumas vezes na 'era Parreira', mas tinha ficado de fora da convocação original. Por ter entrado depois, o supersticioso e coordenador técnico Zagallo convenceu o atleta para que ele fosse inscrito com a camisa 13, que seria originalmente, do lateral Cafu.

E não é que deu certo! Logo na estreia, contra a Rússia, o então titular Ricardo Rocha se contundiu e Aldair entrou na equipe para não sair mais. Fazendo dupla com Márcio Santos (que originalmente seria o segundo reserva, já que Ricardo Rocha, Ricardo Gomes e Mozer eram os principais zagueiros), com sua técnica e segurança, Aldair foi considerado um dos melhores defensores da Copa do Mundo e foi titular da amarelinha até a final do Mundial de 1998, quando o Brasil perdeu para a França.

Aldair em ação contra os Estados Unidos

O outro corte foi ainda mais traumático para o atleta. Ricardo Gomes, que atuava no Paris Saint-Germain, era titular de confiança de Parreira e participou de toda a preparação da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo, desde a Granja Comari, em Teresópolis, até os treinamentos e amistosos no Canadá e nos Estados Unidos. Porém, no último jogo da preparação para a competição (goleada de 4 a 0 sobre El Salvador), o zagueiro sofreu uma lesão muscular e teve que ser cortado.

Para o seu lugar foi chamado Ronaldo, zagueiro que fez fama no grande São Paulo bi-campeão da Libertadores e Intercontinental, mas que estava no Shimizu S-Pulse, do Japão. Ele também era constantemente convocado por Parreira durante o ciclo, mas também ficou de fora da convocação original.

Ricardo Gomes em ação nas Eliminatórias

Ao se apresentar, 'recebeu' a camisa 4, que já estava reservada para Ricardo Gomes, e o apelido de Ronaldão, para diferenciá-lo do garoto Ronaldinho. Sim, o Ronaldo 'Fenômeno'. Ronaldão, que depois da Copa ficou sendo chamado dessa forma por todos, nem chegou a entrar em campo, mas entrou no rol de campeões do mundo pela Seleção Brasileira.

Por muito pouco não houve um terceiro corte. O lateral-esquerdo Branco sofria com dores nas costas durante a preparação e ficou na berlinda por muito tempo. Dizem que Parreira chegou a até entrar em contato com Roberto Carlos, então no Palmeiras, para deixá-lo preparado.

Ronaldão e Romário com a taça

Porém, o atleta foi confirmado no Mundial, começou como reserva de Leonardo, que foi expulso contra os Estados Unidos. Branco assumiu a titularidade contra a Holanda, fez gol de falta importante e terminou a Copa como um dos principais atletas da competição.

O Curioso do Futebol

O Curioso do Futebol
Site do jornalista Victor de Andrade e colaboradores com curiosidades, histórias e outras informações do mundo do futebol. Entre em contato conosco: victorcuriosofutebol@gmail.com

Aceisp