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Ronaldão, zagueiro tetracampeão, completa 60 anos

Com informações da CBF
Foto: arquivo

Ronaldão completou 60 anos

Na quinta-feira (19), um dos zagueiros do tetracampeonato mundial, Ronaldão, completou 60 anos. Natural de São Paulo, o ex-jogador nasceu no dia 19 de junho de 1965 e defendeu grandes equipes como São Paulo e Flamengo.

Ronaldo Rodrigues de Jesus começou sua carreira no Rio Preto, mas logo foi transferido para o Tricolor Paulista. Após conquistar alguns Campeonatos Brasileiros, Libertadores, Recopa e até o Paulista, o zagueiro foi transferido para o Shimizu S-Pulse, do Japão, clube pelo qual foi convocado para a Copa do Mundo de 1994.


Em 1996, chegou ao Flamengo, onde ganhou o Campeonato Carioca e a Taça Guanabara. O ex-jogador chegou a ter passagem em outros times, como Santos e Ponte Preta. A maior conquista de sua carreira foi o Mundial de 94, quando o Brasil se sagrou tetracampeão.

Foi na Seleção Brasileira que o apelido Ronaldão surgiu. Antes era chamado simplesmente de Ronaldo, mas a alcunha apareceu para distingui-lo do jovem Ronaldo Nazário.

A passagem do zagueiro Ronaldão no Flamengo

Foto: arquivo O Globo

Ronaldão defendeu o Flamengo em 1996

Neste sábado, dia 19 de junho de 2021, o ex-zagueiro Ronaldo Rodrigues de Jesus, mais conhecido como Ronaldão, está completando 56 anos. Com uma passagem marcante pelo São Paulo e tendo feito parte do elenco da Seleção Brasileira campeã do mundo em 1994, ele teve uma passagem, que durou exatamente uma temporada, pelo Flamengo, em 1996.

Nascido em São Paulo, Ronaldão, quando era chamado apenas de Ronaldo começou no interior do futebol paulista, no Rio Preto, onde foi alçado à equipe profissional em 1985. Depois de se destacar, no ano seguinte foi para o Tricolor. No time do Morumbi, Ronaldão conquistou tudo o que se pode imaginar e chegou à Seleção Brasileira.

Em 1993, após ser bicampeão mundial de clubes, o São Paulo negociou o zagueiro com o Shimizu S-Pulse. No time japonês, ele foi convocado, no lugar do cortado Ricardo Gomes, para a Copa do Mundo de 1994 e, apesar de não ter entrado em campo, sagrou-se campeão do mundo. Aliás, foi no Mundial onde ele virou de vez Ronaldão, tudo porque Ronaldo, o Fenômeno, era chamado de Ronaldinho, pois tinha apenas 17 anos.

Ronaldão ficou no Shimizu S-Pulse até o final de 1995. No ano seguinte, desembarcou no Flamengo. O Rubro Negro vinha de uma fracassada temporada, quando comemorava o seu centenário, e, apesar do investimento, trazendo até Romário, não conseguiu conquistar títulos.

Mas em 1996 foi diferente. O Flamengo, com a base do ano anterior mais a chegada de Ronaldão, fez uma bela Taça Guanabara, conquistando o título. Repetiu a dose na Taça Rio e com o título dos dois turnos, foi campeão Carioca daquele ano de forma invicta e sem precisar disputar a fase final.


No meio do ano, Ronaldão recebeu a companhia de Júnior Baiano, que estava no Werder Bremen. Esta dupla conquistou outro título: a Copa Ouro da Conmebol, que foi realizada em Manaus, no mês de agosto. O Rubro Negro ganhou a competição batendo Rosário Central, por 2 a 1, e São Paulo, por 3 a 1.

No Brasileirão, a engrenagem do Flamengo desandou e a equipe foi apenas a 13ª colocada. Ao fim da temporada, Ronaldão deixou o Rubro Negro e foi defender o Santos, onde ficou um ano e meio. Depois de uma passagem rápida pelo Coritiba, Ronaldão foi para a Ponte Preta, defendendo o clube por três temporadas e encerrando a carreira em 2002.

A forte ligação do zagueiro Ronaldão com o futebol paulista

Por Mateus Bezerra / FPF

No futebol paulista, Ronaldão defendeu São Paulo, Santos e Ponte Preta

Ronaldo Rodrigues de Jesus, o Ronaldão, teve forte ligação com o futebol paulista enquanto jogador. Com passagens por São Paulo, Santos, Ponte Preta e Seleção Brasileira, o ex-defensor completa 55 anos nesta sexta-feira, dia 19.

Natural de São Paulo, Ronaldão começou a sua carreira no Rio Preto, chamando atenção do São Paulo, clube que chegou em 1986, ainda atuando como lateral esquerdo. Com o passar do tempo, o técnico são-paulino Cilinho decidiu colocá-lo na zaga. Dali em diante, se firmaria na nova posição. No ano de sua chegada, conquistou o seu primeiro título nacional pelo time do Morumbi.

Ao todo, Ronaldão jogou na equipe tricolor por oito anos. Sob o comando de Telê Santana, foi peça fundamental na formação que conquistou o título brasileiro de 91 e o bi da Libertadores e do mundo, em 92 e 93. Além disso, também foi campeão da Recopa em 93. Depois do sucesso no Tricolor, o quarto-zagueiro se transferiu para o Japão, mas suas boas atuações em solo nacional já indicavam uma possível vaga na Seleção para a Copa do Mundo de 1994.

E foi o que aconteceu. Para a Copa do Mundo nos Estados Unidos, Ronaldão foi convocado pelo técnico Parreira e fez parte do elenco tetracampeão. No ano seguinte, também foi convocado para a Copa América. Reserva no mundial, o defensor atuou por mais tempo, participando de duas partidas e marcando um gol. Porém, o Brasil acabou perdendo a final para o Uruguai, após empate por 1 a 1, no tempo regulamentar.


Depois de dois anos no futebol asiático, retornou ao Brasil para jogar pelo Flamengo, onde ficou até 1996. Lá, venceu o Campeonato Carioca. No ano seguinte, foi contratado pelo Santos. Logo em sua primeira temporada, ajudou seu time a erguer a taça do Rio-São Paulo, sob o comando de Vanderlei Luxemburgo. Atuou pelo time da Vila Belmiro até 1997.

Na sequência, Ronaldão ainda teve rápida passagem pelo Coritiba, até chegar na Ponte Preta, em 1998. Foram cinco anos defendendo o clube de Campinas, até se aposentar em 2002. Ao pendurar as chuteiras, tornou-se gerente de futebol do clube campineiro, devido ao seu forte vínculo com o time.

Aldair e Ronaldão - Os zagueiros 'penetras' no Tetra

Aldair e Ronaldão não estavam na lista original de Carlos Alberto Parreira

Em 17 de julho de 1994, no Rose Bowl, em Pasadena, Califórnia, nos Estados Unidos, a Seleção Brasileira conquistava o seu quarto título de Copa do Mundo na história ao bater a Itália na decisão por pênaltis. Eram 22 jogadores comemorando o título máximo do futebol. Porém, dois deles não estavam nos pensamentos iniciais de Carlos Alberto Parreira para a competição: Aldair, que acabou virando titular, e Ronaldão não estavam na convocação inicial para o Mundial.

Na lista original de Parreira, os quatro zagueiros convocados eram Ricardo Rocha, Márcio Santos, Mozer e Ricardo Gomes. Porém, os dois últimos foram cortados e o primeiro deles foi o então jogador do Benfica, Mozer. Mas até hoje sua dispensa não ficou bem explicada, mas, eles alegaram que o atleta tinha um problema no fígado e que até poderia morrer. Mozer até hoje não se conforma com o corte, dizendo que foi injusto. Tanto que durante a Copa, ele participou normalmente de amistosos pelo clube português. Vale ressaltar que em 1986 ele também foi cortado, atuando somente no Mundial de 1990.

Mozer atuando no ciclo da Copa de 1990

Para o seu lugar foi chamado Aldair, que já atuava pela Roma. Aliás, o zagueiro chegou a ser testado algumas vezes na 'era Parreira', mas tinha ficado de fora da convocação original. Por ter entrado depois, o supersticioso e coordenador técnico Zagallo convenceu o atleta para que ele fosse inscrito com a camisa 13, que seria originalmente, do lateral Cafu.

E não é que deu certo! Logo na estreia, contra a Rússia, o então titular Ricardo Rocha se contundiu e Aldair entrou na equipe para não sair mais. Fazendo dupla com Márcio Santos (que originalmente seria o segundo reserva, já que Ricardo Rocha, Ricardo Gomes e Mozer eram os principais zagueiros), com sua técnica e segurança, Aldair foi considerado um dos melhores defensores da Copa do Mundo e foi titular da amarelinha até a final do Mundial de 1998, quando o Brasil perdeu para a França.

Aldair em ação contra os Estados Unidos

O outro corte foi ainda mais traumático para o atleta. Ricardo Gomes, que atuava no Paris Saint-Germain, era titular de confiança de Parreira e participou de toda a preparação da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo, desde a Granja Comari, em Teresópolis, até os treinamentos e amistosos no Canadá e nos Estados Unidos. Porém, no último jogo da preparação para a competição (goleada de 4 a 0 sobre El Salvador), o zagueiro sofreu uma lesão muscular e teve que ser cortado.

Para o seu lugar foi chamado Ronaldo, zagueiro que fez fama no grande São Paulo bi-campeão da Libertadores e Intercontinental, mas que estava no Shimizu S-Pulse, do Japão. Ele também era constantemente convocado por Parreira durante o ciclo, mas também ficou de fora da convocação original.

Ricardo Gomes em ação nas Eliminatórias

Ao se apresentar, 'recebeu' a camisa 4, que já estava reservada para Ricardo Gomes, e o apelido de Ronaldão, para diferenciá-lo do garoto Ronaldinho. Sim, o Ronaldo 'Fenômeno'. Ronaldão, que depois da Copa ficou sendo chamado dessa forma por todos, nem chegou a entrar em campo, mas entrou no rol de campeões do mundo pela Seleção Brasileira.

Por muito pouco não houve um terceiro corte. O lateral-esquerdo Branco sofria com dores nas costas durante a preparação e ficou na berlinda por muito tempo. Dizem que Parreira chegou a até entrar em contato com Roberto Carlos, então no Palmeiras, para deixá-lo preparado.

Ronaldão e Romário com a taça

Porém, o atleta foi confirmado no Mundial, começou como reserva de Leonardo, que foi expulso contra os Estados Unidos. Branco assumiu a titularidade contra a Holanda, fez gol de falta importante e terminou a Copa como um dos principais atletas da competição.

O Curioso do Futebol

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