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É tetra! Há 28 anos, nos pênaltis, Brasil conquistava a Copa do Mundo batendo a Itália

Foto: arquivo

Dunga levantando a Taça

A conquista do tetracampeonato mundial da Seleção Brasileira completa 26 anos nesta sexta-feira. No dia 17 de julho de 1994, o time comandado por Carlos Alberto Parreira enfrentou a Itália no estádio Rose Bowl, em Pasadena, nos Estados Unidos, e levantou a taça após um triunfo nos pênaltis.

Há 28 anos, em 1994, para a disputa da Copa do Mundo dos Estados Unidos, Carlos Alberto Parreira montou um time que tinha no equilíbrio dos seus setores e um forte sentido coletivo e de competitividade os seus grandes atributos. Isso, aliado à qualidade técnica dos jogadores, fizeram a Seleção Brasileira, cono definiu Parreira, jogar um futebol que chamou à brasileira.

A equipe que ficou marcada pela dupla Romário e Bebeto foi responsável por colocar fim a um longo jejum do Brasil em Copas do Mundo. Afinal, o último título havia ocorrido em 1970. O Brasil, na primeira fase, venceu Rússia (2 a 0) e Camarões (3 a 0), além de um empate em 1 a 1 com a Suécia.

Nas oitavas, o time canarinho fez 1 a 0 nos Estados Unidos e, nas quartas, em um dos melhores jogos daquela Copa do Mundo, venceu a Holanda por 3 a 2. Na semifinal, a vítima foi a Suécia, 1 a 0, gol de Romário. Chegaram à decisão duas seleções que não eram brilhantes, mas que tinham jogadores decisivos. Do lado da Itália, Franco Baresi e Roberto Baggio. Do lado do Brasil, Romário e Bebeto.

Foi um jogo tenso e equilibrado. As duas equipes empataram por 0 a 0 no tempo normal e na prorrogação. A briga pelo título foi para os pênaltis. E o Brasil foi campeão! Taffarel fez a sua parte - Dunga, Romário e Branco converteram para o Brasil, que venceu por 3 a 2 depois que Baggio mandou a bola por cima do travessão de Taffarel. A Seleção era tetra!


Esse momento de amizade entre seleção e torcedores teve um momento especial. O título foi comemorado também em homenagem ao tricampeão de Fórmula 1 Ayrton Senna, que faleceu em maio daquele ano.

25 anos do tetra!!!

Com informações do site oficial da CBF
Foto: arquivo CBF

Depois de 120 minutos de bola rolando e penalidades, Dunga levanta a taça: o tetra do Brasil

A classificação havia sido dramática. Estávamos há 24 anos sem títulos mundiais. Problemas com lesões forçaram mudanças na reta final de preparação, na Granja Comary. Já em território americano, mais imprevistos com a lista final de convocação. O pacote da desconfiança tava pronto. Mas estamos falando de Seleção Brasileira. E, quando a Amarelinha entra em campo, a lógica é desafiada pelo peso de nosso escudo.

Veio a Rússia, no estádio da Universidade de Stanford, em Palo Alto: 2 a 0 sem sustos. No mesmo local, superamos Camarões por 3 a 0 e garantimos a classificação às oitavas. Partimos para Detroit em busca do empate pela primeira posição do grupo. O sueco Kennet Andersson, de 1.93 metro, fez o primeiro e ameaçou nossa caminhada, mas Romário igualou. Ufa! Passamos como líderes. Próximo desafio: os donos da casa.

Era só a partida mais importante da história da Seleção Americana de Futebol. O soccer ainda estava em fase embrionária na terra do Tio Sam, mas os anfitriões estavam empolgados. Jogo marcado para 4 de Julho, Dia da Independência, o feriado mais importante dos Estados Unidos. 74 minutos de tensão em Stanford. Um jogador a menos. Bola pra Bebeto no lado direito da área. Tapa no canto de Tony Meola: eu te amo!

As quartas nos trouxeram um dos jogos (top 5, top 3, top 1?) mais emocionantes da história da Seleção. Ou do futebol? Brasil 2 a 0, com Romário flutuando e Bebeto embalando o recém-nascido Mattheus. A Holanda empatou e partiu pra cima em Dallas. Falta a 600km (rs) de distância. Branco ajeita, solta um torpedo guiado, Romário tira o corpo e a bola explode no canto da rede. Vestindo azul, partimos rumo às semifinais!

Suécia. De novo! Logo a repetição do único adversário que não havíamos vencido nos Estados Unidos... Entre os gigantes da zaga, o Baixinho voou em Pasadena e meteu de cabeça. Estamos na final da Copa do Mundo!

Estádio Rose Bowl ardendo no verão da Califórnia. Brasil Tricampeão contra Itália Tricampeã. A soberania do futebol em jogo. 0 a 0 no tempo normal. 0 a 0 na prorrogação. Gianluca Pagliuca salvo pela trave. Viola quase virando herói. Pênaltis. Pela primeira vez, o mundo foi pra marca da cal. Márcio Santos perde. Romário manda beliscando a trave, antes de entrar. Bomba de Branco na rede. Dunga com raça. Lá dentro! Baresi fora. Albertini e Evani gol. Massaro... Taffarel. Vai que é sua, Taffareeeeeel!!! Lá vai Roberto Baggio. Caminhou, bateu. Acabou! É Tetraaaaaaaa! Invasão de campo! Pelé e Galvão pulando e os óculos voando. A taça é nossa!

Aquela tarde derreteu o pessimismo e recolocou nossa tradição no topo, abrindo caminho para uma sequência impressionante: Tetra nos EUA, finalista em 1998 e Penta em 2002. Assumimos o topo da história! De 17 de julho de 1994 para a eternidade!!!

Aldair e Ronaldão - Os zagueiros 'penetras' no Tetra

Aldair e Ronaldão não estavam na lista original de Carlos Alberto Parreira

Em 17 de julho de 1994, no Rose Bowl, em Pasadena, Califórnia, nos Estados Unidos, a Seleção Brasileira conquistava o seu quarto título de Copa do Mundo na história ao bater a Itália na decisão por pênaltis. Eram 22 jogadores comemorando o título máximo do futebol. Porém, dois deles não estavam nos pensamentos iniciais de Carlos Alberto Parreira para a competição: Aldair, que acabou virando titular, e Ronaldão não estavam na convocação inicial para o Mundial.

Na lista original de Parreira, os quatro zagueiros convocados eram Ricardo Rocha, Márcio Santos, Mozer e Ricardo Gomes. Porém, os dois últimos foram cortados e o primeiro deles foi o então jogador do Benfica, Mozer. Mas até hoje sua dispensa não ficou bem explicada, mas, eles alegaram que o atleta tinha um problema no fígado e que até poderia morrer. Mozer até hoje não se conforma com o corte, dizendo que foi injusto. Tanto que durante a Copa, ele participou normalmente de amistosos pelo clube português. Vale ressaltar que em 1986 ele também foi cortado, atuando somente no Mundial de 1990.

Mozer atuando no ciclo da Copa de 1990

Para o seu lugar foi chamado Aldair, que já atuava pela Roma. Aliás, o zagueiro chegou a ser testado algumas vezes na 'era Parreira', mas tinha ficado de fora da convocação original. Por ter entrado depois, o supersticioso e coordenador técnico Zagallo convenceu o atleta para que ele fosse inscrito com a camisa 13, que seria originalmente, do lateral Cafu.

E não é que deu certo! Logo na estreia, contra a Rússia, o então titular Ricardo Rocha se contundiu e Aldair entrou na equipe para não sair mais. Fazendo dupla com Márcio Santos (que originalmente seria o segundo reserva, já que Ricardo Rocha, Ricardo Gomes e Mozer eram os principais zagueiros), com sua técnica e segurança, Aldair foi considerado um dos melhores defensores da Copa do Mundo e foi titular da amarelinha até a final do Mundial de 1998, quando o Brasil perdeu para a França.

Aldair em ação contra os Estados Unidos

O outro corte foi ainda mais traumático para o atleta. Ricardo Gomes, que atuava no Paris Saint-Germain, era titular de confiança de Parreira e participou de toda a preparação da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo, desde a Granja Comari, em Teresópolis, até os treinamentos e amistosos no Canadá e nos Estados Unidos. Porém, no último jogo da preparação para a competição (goleada de 4 a 0 sobre El Salvador), o zagueiro sofreu uma lesão muscular e teve que ser cortado.

Para o seu lugar foi chamado Ronaldo, zagueiro que fez fama no grande São Paulo bi-campeão da Libertadores e Intercontinental, mas que estava no Shimizu S-Pulse, do Japão. Ele também era constantemente convocado por Parreira durante o ciclo, mas também ficou de fora da convocação original.

Ricardo Gomes em ação nas Eliminatórias

Ao se apresentar, 'recebeu' a camisa 4, que já estava reservada para Ricardo Gomes, e o apelido de Ronaldão, para diferenciá-lo do garoto Ronaldinho. Sim, o Ronaldo 'Fenômeno'. Ronaldão, que depois da Copa ficou sendo chamado dessa forma por todos, nem chegou a entrar em campo, mas entrou no rol de campeões do mundo pela Seleção Brasileira.

Por muito pouco não houve um terceiro corte. O lateral-esquerdo Branco sofria com dores nas costas durante a preparação e ficou na berlinda por muito tempo. Dizem que Parreira chegou a até entrar em contato com Roberto Carlos, então no Palmeiras, para deixá-lo preparado.

Ronaldão e Romário com a taça

Porém, o atleta foi confirmado no Mundial, começou como reserva de Leonardo, que foi expulso contra os Estados Unidos. Branco assumiu a titularidade contra a Holanda, fez gol de falta importante e terminou a Copa como um dos principais atletas da competição.

O Curioso do Futebol

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