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Jogador boliviano de 16 anos é cortado da Copa América por ausência de pais em viagem

Com informações do UOL Esporte
Foto: divulgação

Moises Paniagua não pôde ir para a Copa América

A seleção boliviana perdeu uma opção em seu elenco para a Copa América. Moisés Paniagua, de 16 anos, não acompanhará a delegação da Bolívia em viagem aos Estados Unidos. O meia do Always Ready integrava a pré-lista de convocados pelo técnico brasileiro Antônio Carlos Zago.

O corte aconteceu porque Paniagua precisava estar acompanhado de um responsável. Um dos pais do meio-campista teve problemas de documentação e não conseguiu regularizar o visto para entrada nos Estados Unidos, país onde a Bolívia disputará seus próximos dois amistosos e a Copa América.

"A Federação Boliviana de Futebol esclarece que o jogador Moisés Paniagua não fará parte da delegação que disputará os amistosos internacionais e da Copa América devido a, por não ser maior de idade e estar ausente do país, um dos pais não conseguiu concluir os trâmites exigidos para o visto de entrada nos Estados Unidos da América", disse o comunicado divulgado pela Federação Boliviana.

Paniagua teria sua oportunidade de estrear pela Bolívia. O meio-campista, que completará 17 anos em agosto, se profissionalizou no ano passado e só havia recebido oportunidades na seleção sub-17.


A seleção boliviana viajou para os Estados Unidos neste domingo (9). A equipe enfrentará Equador (12) e Colômbia (15) em amistosos antes de estrear na Copa América contra o país anfitrião, no dia 20 de junho. A Bolívia está no Grupo C com EUA, Uruguai e Panamá.

A convocação para a Copa América ainda não foi confirmada. Antônio Carlos Zago chamou 29 atletas para os amistosos, e anunciará quem serão os nomes cortados após os dois jogos de preparação.

Corte de Neymar pode ser benéfico para a Seleção

Por Victor de Andrade
Foto: Evaristo Sá AFP

Lesão de Neymar no amistoso contra o Catar o tirou da Copa América

Envolvido em escândalos pessoais, o atacante Neymar sofreu mais um baque em sua carreira na noite da última quarta-feira, dia 5, no amistoso em que a Seleção Brasileira derrotou o Catar por 2 a 0. Ele rompeu os ligamentos do tornozelo direito e foi cortado da disputa da Copa América, que será realizada no Brasil e começa no dia 14.

Apesar de Neymar ser, tecnicamente, o grande jogador brasileiro há anos, este corte pode sim ser benéfico para a Seleção Brasileira, que é dirigida por Tite. A primeira situação, até óbvia pelos últimos acontecimentos, é que problemas extracampo devem influenciar menos no ambiente da equipe.

Mesmo antes da acusação de abuso sexual, Neymar era assunto nas coletivas de Tite por indisciplina desde a convocação. Não podemos esquecer da agressão ao torcedor do PSG, que era a grande discussão sobre o atacante antes deste novo fato. E vale lembrar que o treinador deixou de convocar Douglas Costa por atitude semelhante.

Mas o escândalo sexual colocou o assunto Neymar extracampo em patamares ainda mais altos. Sem querer fazer juízo de culpado ou inocente, mas desde a questão psicológica do jogador, a presença da Polícia Civil na Granja Comary e ainda as constantes novidades sobre o caso com certeza influem no ambiente. Fora que Tite, a partir de agora, não vai precisar responder em coletivas sobre inquérito policial e tapa em torcedor.

A segunda questão é o estafe do jogador. Já começa que, aparentemente, o pai do jogador tem livre acesso a algumas instalações da Seleção. Ontem, ele estava no vestiário, quando Neymar recebia os primeiros procedimentos de atendimento por causa da lesão. Fora que há diversas regalias à família e aos "parças", até nas concentrações. Em resumo, outro problema a menos para o comando.

O terceiro, a princípio, parece ter aspecto negativo, mas que pode se transformar em ponto positivo. É claro que a Seleção perde sem o Neymar, caso estivesse com totais condições físicas, técnicas e psicológicas. Porém, agora Tite terá que "se virar" sem o atacante e, quem sabe, tirar de vez a "Neymardependência" da equipe, criando novas variações táticas e até colocando novas responsabilidades em coadjuvantes. Quem sabe não apareça um outro grande nome? Só como comparação, o Chile, campeão das duas últimas edições da Copa América, tinha um time mais forte, individualmente, do que a atual Seleção Brasileira sem o Neymar? É para se pensar!

Colocando tudo isto na balança e, é claro, dependendo das ações da Comissão Técnica, o desfalque de Neymar na Copa América pode sim ajudar o time na competição e também nos próximos passos da Seleção, neste ciclo até a Copa do Mundo de 2022.

Com Daniel Alves machucado, quais serão os laterais de Tite?

Por Victor de Andrade

Fagner, Danilo, Rafinha e Fabinho: quem Tite vai levar para a Copa?

O lateral-direito Daniel Alves, titular incontestável da era Tite na Seleção Brasileira, está fora da Copa do Mundo. O médico Rodrigo Lasmar avaliou o atleta nesta sexta-feira, dia 11, em Paris, e chegou a conclusão que o atleta não terá condições clínica de estar no Mundial. Com tudo isto, fica uma pegunta no ar: quem Tite vai convocar para a posição nesta segunda-feira, dia 14?

Mesmo não sendo o maior fã do mundo de Daniel Alves, tenho que dar o braço a torcer e aceitar que o jogador é o melhor brasileiro da posição, se não for o melhor do mundo. Minhas críticas à ele é o fato de ser meio varzeano em alguns momentos, adiantado demais a bola nos arranques, forçando passes ou cruzamentos impossíveis. Isto, provavelmente, o fez perder a posição para Maicon na última Copa. Porém, a contusão dele vai deixar uma grande lacuna para Tite poder resolver.

Se for pelas últimas convocações, o lateral-direito do Corinthians, Fagner, será o dono da camisa titular na Copa. Tite sempre o levou para os jogos da Seleção como reserva de Daniel Alves, mesmo sempre sendo olhado com desconfiança pela mídia e torcedores, dizendo que ele só vai por ter trabalhado com o treinador no Alvinegro. Apesar da confiança do comandante, Fagner também está machucado e deve voltar a treinar apenas no fim de maio e isto pode atrapalhá-lo na concorrência pela vaga.

A segunda opção é Danilo, do Manchester City e, na minha opinião, quem deveria ser o titular na Copa, com a saída de Daniel Alves. Revelado pelo América Mineiro e com boa passagem pelo Santos, com direito a gol na final da Libertadores, ele também pode ser utilizado no meio de campo. Danilo, na Europa, foi bem no Porto, não teve uma boa passagem no Real Madrid e fez uma bela temporada pelo Manchester City, apesar de não ter cravado a posição de titular de vez. Vale ressaltar que já demonstrou crescer em jogos decisivos.

O mais experiente nesta corrida é o lateral-direito do Bayern de Munique, Rafinha. O atleta tem algo que joga contra: ter renegado uma convocação para a Seleção, na época de Dunga, dizendo que pensava em defender a Alemanha. Porém, ficou claro que ele, na verdade, não queria trabalhar com o ex-treinador do Brasil. Tite já o convocou e ele aceitou de prontidão e o fato de ser mais experiente, apesar de não ter jogado uma Copa, pode ser uma vantagem para ele.

Fabinho, do Monaco, é um que pode pintar na lista de Tite na segunda-feira. Porém, entre os quatro é o que tem menos chances por, simplesmente, um motivo: a muito tempo que ele vem jogando no meio e nem atua mais como lateral, somente em ocasiões bem esporádicas. Se estivesse jogando em sua posição de origem, estaria brigando pela vaga, já que qualidade tem.

Quem corre por fora? Fora estes quatro nomes, algo que Tite pode fazer é deslocar Marquinhos da zaga para a lateral-direita. No PSG ele joga em algumas ocasiões na posição e talvez seja uma forma de liberar mais Marcelo pelo lado esquerdo. Outros jogadores, além dos citados, serão uma grande surpresa se aparecerem na lista desta segunda-feira.

Aldair e Ronaldão - Os zagueiros 'penetras' no Tetra

Aldair e Ronaldão não estavam na lista original de Carlos Alberto Parreira

Em 17 de julho de 1994, no Rose Bowl, em Pasadena, Califórnia, nos Estados Unidos, a Seleção Brasileira conquistava o seu quarto título de Copa do Mundo na história ao bater a Itália na decisão por pênaltis. Eram 22 jogadores comemorando o título máximo do futebol. Porém, dois deles não estavam nos pensamentos iniciais de Carlos Alberto Parreira para a competição: Aldair, que acabou virando titular, e Ronaldão não estavam na convocação inicial para o Mundial.

Na lista original de Parreira, os quatro zagueiros convocados eram Ricardo Rocha, Márcio Santos, Mozer e Ricardo Gomes. Porém, os dois últimos foram cortados e o primeiro deles foi o então jogador do Benfica, Mozer. Mas até hoje sua dispensa não ficou bem explicada, mas, eles alegaram que o atleta tinha um problema no fígado e que até poderia morrer. Mozer até hoje não se conforma com o corte, dizendo que foi injusto. Tanto que durante a Copa, ele participou normalmente de amistosos pelo clube português. Vale ressaltar que em 1986 ele também foi cortado, atuando somente no Mundial de 1990.

Mozer atuando no ciclo da Copa de 1990

Para o seu lugar foi chamado Aldair, que já atuava pela Roma. Aliás, o zagueiro chegou a ser testado algumas vezes na 'era Parreira', mas tinha ficado de fora da convocação original. Por ter entrado depois, o supersticioso e coordenador técnico Zagallo convenceu o atleta para que ele fosse inscrito com a camisa 13, que seria originalmente, do lateral Cafu.

E não é que deu certo! Logo na estreia, contra a Rússia, o então titular Ricardo Rocha se contundiu e Aldair entrou na equipe para não sair mais. Fazendo dupla com Márcio Santos (que originalmente seria o segundo reserva, já que Ricardo Rocha, Ricardo Gomes e Mozer eram os principais zagueiros), com sua técnica e segurança, Aldair foi considerado um dos melhores defensores da Copa do Mundo e foi titular da amarelinha até a final do Mundial de 1998, quando o Brasil perdeu para a França.

Aldair em ação contra os Estados Unidos

O outro corte foi ainda mais traumático para o atleta. Ricardo Gomes, que atuava no Paris Saint-Germain, era titular de confiança de Parreira e participou de toda a preparação da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo, desde a Granja Comari, em Teresópolis, até os treinamentos e amistosos no Canadá e nos Estados Unidos. Porém, no último jogo da preparação para a competição (goleada de 4 a 0 sobre El Salvador), o zagueiro sofreu uma lesão muscular e teve que ser cortado.

Para o seu lugar foi chamado Ronaldo, zagueiro que fez fama no grande São Paulo bi-campeão da Libertadores e Intercontinental, mas que estava no Shimizu S-Pulse, do Japão. Ele também era constantemente convocado por Parreira durante o ciclo, mas também ficou de fora da convocação original.

Ricardo Gomes em ação nas Eliminatórias

Ao se apresentar, 'recebeu' a camisa 4, que já estava reservada para Ricardo Gomes, e o apelido de Ronaldão, para diferenciá-lo do garoto Ronaldinho. Sim, o Ronaldo 'Fenômeno'. Ronaldão, que depois da Copa ficou sendo chamado dessa forma por todos, nem chegou a entrar em campo, mas entrou no rol de campeões do mundo pela Seleção Brasileira.

Por muito pouco não houve um terceiro corte. O lateral-esquerdo Branco sofria com dores nas costas durante a preparação e ficou na berlinda por muito tempo. Dizem que Parreira chegou a até entrar em contato com Roberto Carlos, então no Palmeiras, para deixá-lo preparado.

Ronaldão e Romário com a taça

Porém, o atleta foi confirmado no Mundial, começou como reserva de Leonardo, que foi expulso contra os Estados Unidos. Branco assumiu a titularidade contra a Holanda, fez gol de falta importante e terminou a Copa como um dos principais atletas da competição.

O Curioso do Futebol

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