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A boa passagem de Branco pelo Genoa

Por Lucas Paes
Foto: Aquivo

Branco jogando no Genoa

Um dos principais nomes da Seleção Brasileira que conquistou o título da Copa do Mundo de 1994, o ex-lateral Cláudio Ibrahim Vaz Leal, que ficou conhecido pelo apelido de Branco, foi um dos grandes nomes da lateral esquerda formado no futebol brasileiro durante os anos 1980 e 1990. Já experiente quando campeão do mundo, o canhoto, que completa seus 60 anos neste dia 4 de abril, teve ótima passagem pelo Genoa.

A chegada de Branco aos Rossoblu se deu em meio a uma trajetória de bastante sucesso do brasileiro dentro do futebol europeu. Tendo atuado primeiro em terras europeias pelo Brescia, numa época onde a Série A só permitia três estrangeiros e era considerada o melhor campeonato de futebol do planeta, o brasuca teve uma ótima passagem pelo Porto e estava em meio a temporada 1990/1991 quando foi levado de volta a Série A, para jogar pelo Genoa.

Titular desde sua chegada ao solo italiano, foi peça chave na campanha do Genoa que levou a equipe a um honroso quarto lugar na disputa daquela Série A, que seria vencida pela arquirrival Sampdoria. Ele foi o grande nome da equipe e inclusive teve um gol importantíssimo em uma vitória no clássico diante da Doria, que encerrou um jejum de 11 anos em que o Genoa não vencia clássicos locais, sendo um lindo gol de falta.

No ano seguinte, foi crucial na ótima campanha do Genoa na Copa da UEFA, onde a equipe foi até as semifinais e sucumbiu diante do Ajax. Branco marcou um golaço que ajudou o time genovês a vencer por 2 a 0 o Liverpool, que terminaria eliminado pelos italianos com direito a outro triunfo diante do lendário Anfield Road, numa época onde a velha KOP ainda pulsava. 


Seguiu na equipe no ano seguinte, onde não conseguiu ajudar numa temporada muito conturbada, que viu várias trocas de treinadores e uma campanha muito ruim na Série A, onde os Rossoblu inclusive temeram o descenso. O biênio 1992/1993 acabaria sendo seu último no Luigi Ferraris, já que acabou se despedindo do Genoa ao fim da temporada, encerrando uma passagem de três anos e retornando ao futebol brasileiro.

No total, em três anos jogando com a camisa dos Grifone, Branco foi a campo 86 vezes, marcando onze gols, um número excelente para um lateral. O histórico integrante do tetra pendurou as chuteiras em 1998, no Fluminense. 

Eloi e sua passagem pelo Genoa, da Itália

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Eloi durante a passagem pelo Genoa

Francisco Chagas Eloi, mais conhecido como Eloi, nasceu em Andradina, em São Paulo, no dia 17 de fevereiro de 1955, e se tornou um bom meio-campista. O jogador teve passagem por grandes clubes, fazendo história em alguns, mas, também teve decepções. Nos anos 80, ele jogou no Genoa, na Itália.

O jogador começou pelo Juventus e rodou por alguns clubes, até fazer sucesso no América do Rio de Janeiro. Sua boa temporada chamou a atenção de vários clubes, e acabou aceitando a proposta do Vasco da Gama, um dos maiores times do futebol nacional.

Pela equipe carioca, Eloi manteve seu alto nível, tendo outra grande temporada, e fazendo outros clubes se interessarem por ele. O meia ofensivo começou novamente a receber diversas propostas para deixar a equipe, e dessa vez foram de times de fora do país.

Em 1983, no meio de ano, o jogador acabou aceitando a proposta do Genoa, uma equipe mediana do futebol Italiano. O jogador chegou no início da temporada europeia, o que deu mais tranquilidade para ele se adaptar a sua nova equipe, mas não foi isso que aconteceu.

Eloi demorou para conseguir se adaptar ao novo país e sua cultura, o estilo do futebol é muito diferente. O campeonato italiano sempre foi conhecido pela força física e tática, diferente de como era no Brasil, que jogava um futebol brilhante e leve, o que combinava com seu estilo.

O meia jogou várias vezes pelo clube, e chegou até ser titular, mas não conseguiu ter o mesmo desempenho que tinha no futebol brasileiro. O estilo de jogo atrapalhava muito o jogador a se adaptar, pois ele era leve e gostava de jogar com mais tranquilidade, e na Itália era completamente diferente.


Por lá, o meia não conseguiu se desenvolver e ficou por dois anos na Itália, sem o mesmo desempenho, e acabou tendo uma das suas piores temporadas da sua carreira. Depois de momentos difíceis no clube, Eloi resolveu deixar a Itália para retornar ao futebol brasileiro, para atuar no Botafogo. Rodaria o Brasil depois, teria uma segunda chance na Europa, defendendo o Porto, e encerrou a carreira em 1996, no Nacional de Manaus.

Ex-goleiro do Corinthians, Rubinho inicia trabalho como agente e fecha primeiro negócio

Foto: divulgação Juventus FC

Rubinho quando defendeu a Juventus

Após uma trajetória de 25 anos como goleiro do Corinthians, Juventus de Turim, Genoa, Palermo e Avaí, entre outros clubes, Rubinho iniciou sua atuação como agente e já realizou seu primeiro negócio. O ex-atleta intermediou a transferência do lateral colombiano Yeferson Paz do Cortuluá para o Sassuolo, uma das sensações da atual edição do Campeonato Italiano.

“O Yeferson tem apenas 18 anos e é considerado um atleta bastante promissor, com potencial de seleção colombiana. O Sassuolo mostrou interesse no lateral e participei de toda a negociação. Orientei o atleta e chegamos a um ponto em comum entre o que pretendiam os dois clubes. Estou muito feliz por ter concluído meu primeiro negócio”, comemorou Rubinho.

Projeto antigo - Atualmente com 38 anos e residindo em Florianópolis, cidade que o encantou desde que foi contratado pelo Avaí, onde pendurou as luvas, o paulistano Rubens Fernando Moedim revela que o trabalho como agente de atletas não teve início por acaso.

“Eu morei por mais de 12 anos na Europa, onde joguei na Itália e em Portugal. Sempre me interessei pelo mundo extracampo e acompanhava não apenas as negociações envolvendo a minha carreira, mas o que acontecia com meus companheiros de clube e com o mercado em geral. Além disso, fiz muitas amizades com dirigentes, treinadores e empresários. Atuar como agente era um projeto antigo e que agora estou tornando realidade”, detalhou.


Sócio nas Américas - Neste início de atuação, Rubinho tem como sócios três empresários italianos: Matteo Roggi, Edoardo Giacone e Gabrielle Tubaldo. “Eles cuidam dos negócios na Europa e na Ásia, enquanto eu sou o responsável por tudo o que está relacionado principalmente à América do Sul, mas também à Central e do Norte, quando necessário. A empresa ainda não tem um nome, o que será decidido nas próximas semanas. Mas o trabalho é sério, a dedicação integral. Tenho certeza que nossa atuação ficará conhecida no mundo do futebol e vamos fechar muitos bons negócios, inclusive para os atletas e clubes brasileiros”, concluiu o ex-goleiro.

Genoa - O time mais próximo de uma estrela na camisa na Itália

Por Lucas Paes 

Equipe campeã em 1924 perfilada. O último título conquistado pelo Genoa

No futebol italiano, quando um clube chega à conquista do décimo título da Série A, ele ganha o direito de bordar uma estrela dourada acima do escudo. A Juventus possui três estrelas enquanto Milan e Inter contam com uma. Além dos três gigantes, o clube que chega mais perto da façanha é o Genoa, da cidade homônima. 

Fundado em 1893, o clube genovês conquistou seis anos depois a primeira edição do Campeonato Italiano. Na temporada de 1923/1924, os Rossoblu chegaram a nona conquista da competição, naquela altura, os genoveses eram os maiores campeões, já que a Juventus tinha apenas um título. 

Na temporada seguinte, o Grifo bateu na trave da conquista do décimo título pela primeira vez. Num time que tinha como destaques os atacantes Alberti e Catto, o Genoa acabou perdendo o Scudetto em uma final épica de cinco confrontos vencida pelo Bologna, que na época garantiu o primeiro título da competição, evitando que a história fosse escrita naquele ano. 

Equipe do Genoa da temporada 1990/1991

O vice seguinte veio na temporada 1927-1928, num campeonato perdido para o Torino que caminhava para começar a marcar as páginas do esporte bretão com o maior esquadrão de sua história. Os Rossoblu perderam o campeonato por uma diferença de apenas dois pontos na fase final, quando o Calcio ainda tinha formato diferente do atual. 

Duas temporadas depois, a Série A passou a ter o modo de disputa de pontos corridos que conhecemos hoje. Com um ataque bastante forte, tendo como destaques Banchero e Levratto, os genoveses ficaram em segundo lugar, perdendo o título para Ambrosiana, nome adotado pela Internazionale na época do regime de Mussolini. A diferença foi de apenas dois pontos, o que na época equivalia à uma vitória. 

A partir daí, o clube passou a viver tempos turbulentos e foi inclusive rebaixado. Apenas na temporada 1937/1938, com um time que se provou eficiente principalmente na defesa, vio a terceira colocação. A diferença de pontos para a campeã, que outra vez foi a Inter, desta vez com a denominação de Ambrosiana-Inter, foi de três pontos. Os Nerazzurri fizeram 41 pontos, os genoveses ficaram com 38, junto ao Milan e atrás da Juventus. Na temporada seguinte, o time obteve a quarta colocação, desempenho repetido em 1942. 

Milito foi o destaque da última boa campanha do Genoa 
(Foto: Lucca Zennaro)

Depois disso, os tempos mudaram para o Genoa e entre os anos 1960 e 1970 o clube chegou a ficar quase dez anos sem jogar a Série A, chegando a cair para a terceira divisão italiana. Os Rossoblu só chegaram a uma boa colocação no Calcio já nos anos 1990. Em 1990/1991, na temporada em que a arquirrival Sampdoria fez história e foi campeã, os genoveses ficaram na quarta colocação, contando com um time onde se destacavam Aguilera e Skuhravy. A distância para a campeã Samp foi de 11 pontos, mas a temporada marcou a volta a uma posição mais destacada. Foi a última vez que o Genoa terminou entre os quatro primeiros na Série A. 

Depois de 18 anos, em 2009, a tradicional equipe azul e vermelha voltou a ter um desempenho bonito na Série A. Lutando até o final pela vaga na Champions League, os Rossoblu ficaram distantes da campeã Internazionale, porém, o time de Marco Rossi, Thiago Motta e um endiabrado e inspirado Diego Milito (os dois últimos virariam destaques na própria Inter na temporada seguinte) teve ótimos momentos, ficando o tempo inteiro na briga pelo G4 e só não teve o artilheiro porque Ibrahimovic estava absolutamente imparável e ficou um gol a frente de Milito. Foi o último respiro digno de um clube tradicional que cada vez vive mais distante dos tempos de glória.

Diego Milito - O príncipe que soube virar rei

Por Lucas Paes

Milito foi ídolo por onde passou

Depois de passar por Genoa, Zaragoza e, principalmente, Internazionale e Racing, Diego Milito deixou o futebol na tarde deste sábado, aos 36 anos, com direito a um gol e uma grande festa de uma torcida que o tem como ídolo: o Racing. Milito é um símbolo de glórias e de respeito e dedicação a camisa de La Academia.

Durante a madrugada anterior à sua aposentadoria, ele havia sido pai mais uma vez, já que nasceu Morena. O dia 21 de maio é véspera do aniversário de 6 anos do que foi, provavelmente a maior atuação de sua carreira, quando ele decidiu com dois gols a final da Liga dos Campeões pela Inter, levando o time azul e preto à uma glória há muito esperada e este futuro jornalista que escreve às lágrimas.

Milito terminou a carreira sendo protagonista, com dois gols do Racing na vitória de 2 a 0 sobre o Temperley. No primeiro, bateu pênalti de forma magistral para abrir o placar e, no segundo, o goleiro até defendeu a má cobrança de Diego, mas Romero (paraguaio irmão gêmeo do atacante Corintiano) pegou o rebote e mandou para as redes. Já sem chances de título, o Racing fez pelo menos uma festa de despedida digna para “o príncipe”.

Foi importantíssimo na Internazionale

Tomado por 50 mil pessoas, o Cilindro de Avellaneda aplaudiu e festejou antes, durante e depois dos 90 minutos. Aos 22 do primeiro tempo, número com qual Milito se consagrou, sinalizadores, barulho e papéis picados marcaram uma homenagem. O centroavante disse em entrevista que se despediu da forma que queria com a camiseta que ama, que queria abraçar um por um dos torcedores presentes no Cilindro.

O Racing homenageou ele com um titulo vitalício de sócio e uma placa, Milito “homenageou” o Racing sendo uma bandeira de liderança e ganhando dois títulos argentinos, em 2001 e em 2014, os dois últimos do clube de Avellaneda que passou perto da falência no começo dos anos 2000. A Libertadores tão sonhada por ele acabou não vindo. Ano passado, o Guarani do Paraguai tirou o Racing nas quartas de final e este ano foi a vez do Atlético Mineiro eliminá-los nas oitavas de final.

Não vou contar aqui a história completa de Diego Milito, você pode conferir ela com poucos instantes de pesquisa no Google: Racing, Genoa, Zaragoza, Genoa, Inter, Racing, Seleção Argentina, etc. O jogo completo e a despedida inteira de Diego estão disponíveis no canal “Futbol para todos” do Youtube. Quero fazer um relato pessoal do porque tenho este sujeito como provavelmente meu maior ídolo no futebol.

Milito na passagem pelo Genoa

Como a maioria de minha geração, também gosto de algum time europeu além do meu no Brasil e, apesar de admirar também de Liverpool e Real Madrid, a Internazionale é o meu time europeu favorito. Foi por ela que Milito venceu os principais títulos de sua carreira e teve as melhores atuações de sua vida. Na época, em uma comunidade do finado Orkut, eu lembro de minhas palavras quando soube que ele iria vir para o lugar de Zlatan Ibrahimovic. “É sério que trouxemos um jogador do Genoa para substituir o melhor jogador do mundo (sim, eu achava isso, delírios dos 15 anos.)”.

Minha língua foi devidamente incinerada a cada gol de Milito, a cada atuação decisiva, a cada partida vencida por aquele time com alguma contribuição dele. Como esquecer os 4 a 0 diante do Milan, com atuação magistral do príncipe naquele mágico 2010. Ou da tripleta contra o mesmo Milan em 2012, mas acima de tudo pelos gols decisivos marcados por ele nos três títulos ganhos pela Inter em 2010, todos eles ganhos graças a gols de Milito.

De contestado, ele virou ídolo. Alcançou o status de um dos maiores jogadores da história da Internazionale. Poderia ter tido números maiores, mas foi atrapalhado por lesões. A gratidão da torcida da Inter com ele nunca acabou e sua despedida em 2014 foi em uma bonita festa no Giuseppe Meazza.

A passagem do argentino pelo Zaragoza

Milito é um gigante, uma lenda e acima de tudo um homem grato a quem lhe deu chance e fiel a seu time de origem, à primeira camisa que vestiu. Voltou para sua gente, voltou para o Racing para fazer história. Em tempos de cifras astronômicas no futebol, em tempos que a maioria dos jogadores brasileiros pouco se importa com os times que lhes deram a primeira chance, ele fez como diversos jogadores argentinos e voltou para o Racing para ser campeão e para terminar sua história vestindo a camisa que ele mais ama.

A atitude de Milito só fez com que eu o admirasse ainda mais. Pouco tempo antes de sua volta ao Racing, Robinho recusou o Santos que estava fazendo loucuras para trazer o “Rei das pedaladas” de volta. Ele que nunca chegou nem perto de fazer em algum clube europeu o que Milito fez pela Inter, o príncipe decidiu virar lenda: recusou o Palmeiras, que oferecia muito mais dinheiro e não ouviu a proposta do mundo árabe. Ele queria o Racing, ele queria ser campeão argentino de novo, ele pediu um salário menor, quase simbólico, para que o clube pudesse montar um time competitivo.

Primeiro gol na despedida

Eu falo de Robinho e Milito, pois o menino das pedaladas sempre foi meu maior ídolo no futebol, tirou o Santos do ostracismo e sempre que voltava para cá, vinha ganhar mais, mesmo sempre pedindo salário astronômico, voltando quando perdia visibilidade na seleção, ele vinha para o Santos e voltava a vestir a amarelinha e com ele o Peixe vencia títulos, era uma troca justa. Mas, quando o Santos precisava mais dele ele preferiu a China e o Atlético Mineiro, preferiu jogar fora a lealdade de uma torcida que o amava, preferiu desgastar uma das relações mais bonitas do futebol brasileiro.

Pois então há Diego Alberto Milito, a China nunca o tiraria do Racing, nenhum time argentino o tiraria de La Academia, ele escolheu terminar sua carreira vestindo a camisa azul e branca de Avellaneda e nada poderia mudar isso. Neste sábado ele encerrou sua trajetória da forma como sempre sonhou. Que ele sirva de lição, que hajam mais Militos, porque ainda temos esperança de que dentro do campo, vestindo nossas cores, esteja alguém que sinta o que sentimos e que sangre como sangremos por nosso clube.

O segundo tento de Milito no jogo

Por isso tudo gostaria de apenas agradecer à ele por tudo, por todos os gols comemorados na Inter, pela “doppieta” contra o Bayern e pelo gol da tranquilidade contra o Barcelona em 2010, pelos gols e pela atuação decisiva contra a Juventus em 2012, por todos os momentos mágicos e pelos gols que comemorei dele e também por ter se mostrado um gigante, por ter voltado ao clube que ama e ter se mostrado decisivo como era na campanha do título argentino de 2014, Obrigado por tudo Diego Alberto Milito! 

E Facci um gol, E facci um gol, Diego Milito facci um gol, sei de la Nord que ló chiede, Diego Milto facci um gol!

O Curioso do Futebol

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