Mostrando postagens com marcador Futebol Alemão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Futebol Alemão. Mostrar todas as postagens

Thomas Häßler e sua trajetória pelo Borussia Dortmund

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Häßler jogou no clube auri-negro por uma temporada

Thomas Jürgen Häßler, ex-meio campista popularmente conhecido apenas como Thomas Häßler, celebra o seu 58º aniversário nesta quinta-feira, dia 30 de maio de 2024. Ao longo de sua carreira, o meia germânico defendeu as cores do Borussia Dortmund por uma temporada já no fim da década de 90.

Na época, o fato do clube auri-negro ter concretizado a contratação do meia surpreendeu o futebol alemão. Afinal, o elenco já contava com ninguém mais ninguém menos do que Andreas Möller, que era o principal jogador do elenco e um grande ídolo da torcida. 

Consequentemente, o atleta acabou ficando apenas no banco de reservas e jogou esporadicamente. Ao final da temporada, Thomas optou por deixar o Dortmund e acabou se transferindo para o Munique 1860, onde atuou por quatro anos.


De acordo com o site ogol.com, Häßler disputou apenas 18 partidas com a camisa do Borussia e marcou dois gols. Após defender o time da Bavária, o meia ainda jogaria pelo SV Salzburg, atualmente conhecido como Red Bull Salzburg, por um ano antes de se aposentar. Posteriormente, se tornou auxiliar técnico

Hans-Jörg Butt e sua trajetória pelo Bayer Leverkusen

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Butt jogou no Leverkusen por seis anos

Hans-Jörg Butt, ex-goleiro alemão popularmente conhecido apenas como Butt, comemora o seu 50º aniversário nesta terça-feira, dia 28 de maio de 2024. Na primeira década dos Anos 2000, o arqueiro teve uma passagem de seis anos pela equipe do Bayer Leverkusen, onde viveu bons momentos em sua carreira.

Revelado pelo Oldenburg, clube de sua terra natal, o guarda redes germânico chegou aos Leões em 2001, quando foi contratado junto ao Hamburgo, outro tradicional time do futebol alemão. Conseguiu se adaptar bem no time da Renânia do Norte-Vestfália, e com isso, ganhou uma grande sequência como titular até 2007, ano no qual se transferiu para o Benfica.

Sua melhor temporada no Bayer foi a de 2001/02, quando o Leverkusen fez boas companhas no cenário nacional e internacional, mas acabou não conseguindo conquistar nenhum título. Naquele ano, os Löwen perderam a final da Liga dos Campeões para o Real Madrid e a Copa da Alemanha para o Schalke 04.


De acordo com o site ogol.com, o goleiro germânico disputou 263 partidas pelo clube. Mesmo não tendo a especialidade de marcar gols, Butt balançou as redes em oito oportunidades pelo Bayer Levekusen.

Na sequência de sua temporada, o arqueiro ainda retornaria ao futebol alemão para defender o Bayern de Munique em 2008. Ficou no time da Bavária até 2012, quando anunciou a sua aposentadoria.

Holsten Kiel e St. Pauli conseguem acessos históricos para a Bundesliga

Por Lucas Paes
Foto: Divulgação/Holsten Kiel

O St. Pauli jogará a Bundesliga

Dono de um campeão inédito em 2024, o Campeonato Alemão terá, na temporada que vem, um integrante inédito na era Bundesliga e um velho conhecido de quem há muito era sentida a falta na competição. Neste fim de semana, os resultados da rodada confirmaram os acessos de Holsten Kiel, que jogará a Bundes pela primeira vez e do St. Pauli, que volta depois de mais de uma década de ausência a competição. Os dois times ainda disputarão o título na última rodada, já que o time de Hamburgo lidera por um ponto.

O acesso premia duas campanhas que foram regulares durante a temporada toda. Tanto Holsten quanto o St. Pauli estiveram na ponta de cima da tabela durante a maior parte do campeonato, quase sempre disputando a liderança junto ao Hamburgo, que despencou no finalzinho e mais uma vez seguirá fora da primeira divisão. As duas torcidas fizeram muita festa neste fim de semana, com direito a invasão de capo em ambos os lados, numa noite que promete não acabar em terras tedescas. 

O St. Pauli não é estreante na Bundesliga. A equipe já disputou algumas vezes a primeira divisão e nas últimas vezes que subiu caiu exatamente no ano em que conseguiu o acesso. A última temporada do time mais progressista do mundo na Bundesliga havia sido no biênio 2010/2011, quando o Dortmund foi campeão, quando o Saint Pauli ficou na lanterna da competição. Dessa vez, o torcedor sonha em permanecer por mais algum tempo por lá.

O Kiel por sua vez militava pelas divisões inferiores alemãs em sua história. Dono de um título alemão no distante ano de 1912, muito antes da era Bundesliga, o Holsten disputava as ligas regionais ainda neste século, perambulando por vários anos entre terceira, quarta e quinta divisão nacional. Em 2018 subiu para a Bundesliga II e já em sua primeira temporada nela chegou a disputar (e perder) os playoffs de acesso. Seguiu por lá, com posições mais baixas nos últimos dois anos até a campanha histórica desse ano. Disputará pela primeira vez a Bundesliga. 


A nota triste fica mesmo por conta do Hamburgo, que de jamais rebaixado parece ter se tornado uma espécie de time que não consegue mais subir. Quarto colocado, o time não alcança mais o Dusseldorf, que disputará os playoffs de acesso, provavelmente diante do Union Berlin. O roteiro é sempre o mesmo, começo avassalador e queda livre e neste ano não foi diferente. 

Ainda resta uma rodada para a definição oficial dos campeonatos na Alemanha. Na terceirona, o Ulm já garantiu o acesso e o título, enquanto Preussen Musten e Jahn Raggensburg disputam o acesso. Na parte debaixo da tabela, o Kaiserslautern está livre de qualquer chance de rebaixamento e poderá ano que vem sonhar de novo com o acesso. 

A boa passagem de Thomas Dooley pelo Kaiserslautern

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Thomas Dooley teve uma boa passagem pelo time alemão

Thomas Antonhy Dooley foi um bom zagueiro norte-americano, que teve passagens por grandes times da Alemanha e dos Estados Unidos. Foi pelo Kaiserslautern que teve o melhor momento da sua carreira, sendo muito seguro e ajudando a equipe a conquistar três títulos. 

O jogador nasceu em Bechhofen, na Alemanha, no dia 12 de maio de 1961, mas acabou se nacionalizando americano. Dooley estreou no profissional em 1981, atuando pelo Pirmasens e conseguiu ter muito destaque atuando como Líbero e volante, tendo números impressionantes. 

Depois de duas temporadas, o jogador fez 40 jogos e marcou 17 gols, números excelentes para um zagueiro. Em 1983 foi contratado pelo FC Homburg, onde manteve as grandes atuações e ficou alguns anos no clube, sendo muito importante. 

As sua atuações estavam chamando a atenção de todos e seus números eram muito bons. Após cinco temporadas no clube, Dooley acabou sendo negociado com Kaiserslautern, uma equipe que vivia um grande momento e estava conquistando títulos. 

Ele chegou a equipe em 1988, e logo em sua primeira temporada conquistou o título Intertoto Cup Winner, sendo um pilar defensivo, ajudando como líbero e volante. Dooley foi muito importante durante os jogos, dando um equilíbrio ao seu time, tanto defensivamente quanto ofensivamente. 

A equipe continuou muito bem na temporada seguinte e novamente conquistou um título, dessa vez foi a Taça da Alemanha, depois de uma campanha muito sólida do time. O jogador se mantinha em um alto desempenho, chamando a atenção de todos com suas atuações.


As conquistas não pararam, na temporada seguinte foi mais um título importantíssimo, dessa vez foi Campeão da Alemanha. No ano seguinte corou sendo campeão da Supertaça da Alemanha. 

Porém, em sua última temporada pelo clube acabou ficando sem conquistas. No meio do semestre em 1993, o jogador acabou sendo negociado com o Bayern Leverkusen. Pelo Kaiserslautern foram 128 jogos e 14 gols, além dos três títulos importantes.

A passagem de Lúcio pelo Bayer Leverkusen

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Lúcio teve um grande trajetória no Bayer

O ex-zagueiro penta campeão do mundo com a Seleção Brasileira em 2002, Lucimar da Silva Ferreira, popularmente como Lúcio, completa 46 anos de idade nesta quarta-feira, dia 8 de maio de 2024. Antes de ganhar tamanha fama no futebol alemão vestindo a camisa do Bayern de Munique entre 2004 e 2009, o Xerife já tinha em seu currículo uma passagem de muito sucesso defendendo as cores do Bayer Leverkusen no começo dos anos 2000.

Sua chegada em Leverkusen foi concretizada no dia 9 de dezembro de 2000, numa transferência que custou cerca de 8,3 milhões de dólares aos Leões. No time alemão, o defensor teve um excelente desempenho e se tornou um grande ídolo para o futebol germânico na época. De acordo com Jürgen Klinsmann, que era o treinador da Seleção Alemã na época, Lúcio era considerado o brasileiro predileto para atuar pela 'Nationalmanschaft' caso decidisse se naturalizar como jogador do país.

Mesmo não tendo sido campeão no Bayer, Lúcio foi peça fundamental na campanha do vice campeonato europeu da temporada 2001/02. Na grande final, que ficou marcada pelo golaço de Zidane, foi ele quem marcou o gol do clube alemão na derrota por 2 a 1.


Segundo o site ogol.com, o zagueiro brasileiro disputou 123 partidas e marcou 21 gols com a camisa dos Leões. Deixou o Bayer Leverkusen em 2004, quando se transferiu para o Bayern de Munique.

Na sequência da sua carreira, Lúcio ainda defendeu clubes como Internazionale, Juventus, São Paulo, Palmeiras, Goa e Gama. Se aposentou em 2019, após atuar pelo Brasiliense.

Na segunda divisão alemã, times tradicionais seguem ocupando a parte baixa da tabela

Por Lucas Paes
Foto: Divulgação/Schalke 04

Schalke e Nuremberg são dois dos tradicionais na 2 Bundesliga

O rebaixamento de times tradicionais e até grandes no futebol não é novidade. O Brasil recentemente viu o Santos sucumbir para essa realidade de maneira inédita, a Argentina, na década passada, viu o River sofrer desse mal. Já a Alemanha teve dois titãs rebaixados recentemente, o Schalke 04, que enfrenta a pior crise de sua história e o Hamburgo. Porém, outros times tradicionais frequentam os caminhos da 2.Bundesliga. E a maioria deles neste momento está brigando na parte baixa da tabela.

A segunda divisão do país da cerveja é um dos maiores celeiros de histórias interessantes do futebol "underground" (se é que dá para chamar um campeonato da Alemanha disso) do planeta. Hoje, o segundo nível germânico conta com a saga incrível do Hamburgo, que de não rebaixado parece ter passado a ser o time que não consegue subir, a luta de Holsten Kiel e de Hamburgo pelo título, já que o acesso está bem encaminhado, entre outras questões. Há, claro, a presença de grandes e tradicionais na parte debaixo da tabela.

O calvário de equipes de mais nomes na segunda divisão atual começa por uma situação que é mais simplesmente entediante que qualquer outra coisa, que é o caso do Hertha Berlin, nome por muito tempo presente na Bundesliga. Ocupando a nona colocação, o time da capital não vai nem cair e nem subir na atual temporada. As coisas começam a ficar nebulosas logo após o time berlinense.

Numa briga que, matematicamente pelo menos, ainda existe contra a queda a terceira divisão, encontram-se times muito tradicionais. Campeão da Recopa Europeia e um dos times fortes da Oberliga da Alemanha Oriental, o Magdeburg, campeão da Recopa Europeia em 1974, ainda está envolvido nesta batalha. Logo abaixo dele, aparecem os nomes que mais causam espanto: Schalke 04, Nuremberg e o Kaiserslautern.

O Schalke na verdade se recuperou recentemente, tendo vivido momentos piores na temporada. Assim como o Magdeburg, ele só depende de si para se manter na segundona, com um empate bastando para assegurar permanência, logo na sequência, o Nuremberg, na mesma situação, tem porém uma missão que pode se tornar mais tensa, já que enfrenta Hamburgo e Elvensberg nas últimas rodadas, time que estão acima dele na tabela. Um pouco mais afundado, mas também a uma vitória de escapar está o Kaiserslautern, campeão alemão em 1998. Curiosamente, este último terá ainda a final da Copa da Alemanha, contra o fenomenal Bayer Leverkusen, ao final da temporada.


É bem possível que todos esses tradicionais permaneçam na segundona, já que ainda há o Entracht Braunschweig na briga, mas as dificuldades mostram quanto essas antigas forças do futebol alemão, uma delas campeã ainda nos anos 1990, tiveram queda na força que um dia possuíram. O Schalke sozinho chama muita atenção, já que a situação do clube é tão caótica que até a venda do estádio foi cogitada. 

A segunda divisão alemã terá sua conclusão no próximo domingo, dia 19 de maio. Na parte alta da tabela, a briga pelo título envolvendo o Kiel e o St. Pauli tende a seguir até a última rodada, enquanto o Hamburgo mantém pequenas esperanças já que a distância para o Dusseldorf é de quatro pontos. Na Bundesliga, o terceiro colocado da segundona enfrenta o 16º da primeira divisão para definir quem de fato integrará a competição em um playoff de dois jogos. Os dois primeiros sobem direto. 

Oliver Bierhoff e sua trajetória pelo Hamburgo

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Bierhoff atuou no Hamburgo por dois anos

Nesta quarta-feira, dia 1º de maio de 2024, o ex-atacante alemão campeão da Eurocopa de 96, Oliver Bierhoff, comemora o seu 56º aniversário. Conhecido por ter defendido 9 clubes diferentes, em 4 países diferentes, o atleta germânico teve uma passagem de duas temporadas pelo Hamburgo entre fim dos 80 e início da década de 90.

Sua chegada ao time do norte da Alemanha foi concretizada em 88, depois de atuar pelo Bayer Uerdingen, clube onde fez as categorias de base e se profissionalizou em 86. Sem conseguir se destacar muito, permaneceu em Hamburgo até 90, quando se transferiu para o Borussia Mönchengladbach.

Ao longo deste período, não teve números muito significantes para um atacante. Afinal, de acordo com o site ogol.com,  Oliver disputou 38 partidas e marcou apenas sete gols pelo clube.


Na sequência da sua carreira profissional, Bierhoff defenderia equipes como o Áustria Salzburg, atual Red Bull Salzburg, Ascoli, Udinese, Milan, onde ganhou o único título como atleta, e o Mônaco. Encerrou a sua jornada futebolística em 2003, quando jogava no Chievo.

Emerson e sua trajetória pelo Bayer Leverkusen

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Emerson atuou no Bayer Leverkusen por três anos

Nesta quinta-feira, dia 4 de abril de 2024, o ex-volante Emerson Ferreira da Rosa, popularmente conhecido apenas como Emerson, completa 48 anos de idade. No decorrer de sua carreira, o meia chegou a defender as cores do Bayer Leverkusen entre o fim da década de 90 e o início dos Anos 2000.

Natural de Pelotas, o Puma desembarcou na Alemanha em 1997 vindo do Grêmio, onde jogou as categorias de base e se profissionalizou em 94. Suas boas atuações pelo Imortal Tricolor chamaram a atenção do time da Renânia do Norte, que investiram na sua contratação.

Como atleta do Bayer, foi convocado para disputar a Copa do Mundo de 98, para preencher a lacuna deixada por Romário, que foi dispensado da Seleção Brasileira. Mesmo não sendo atacante como o Baixinho, o meia defensivo ficou com a camisa 11 da Amarelinha, que acabaria sendo vice-campeã mundial para a anfitriã França.

De acordo com o site ogol.com, o volante gaúcho jogou 103 partidas pelos Leões e marcou 15 gols. Depois de deixar a equipe alemã, foi para a Itália, onde jogou na Roma e na Juventus entre 2000 e 2006.


Após passar pelo futebol italiano, Emerson ainda passaria por clubes tradicionalíssimos do futebol europeu e mundial como Real Madrid e Milan. Na reta final de sua carreira, decidiu retornar ao Brasil. O time de sua escolha, na ocasião, acabou sendo o Santos, onde teve de se aposentar precocemente após passar por uma cirurgia.

Andreas Köpke e suas passagens pelo Nürnberg

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Köpke teve duas passagens pelo Nürnberg quando era goleiro

Nesta terça-feira, dia 12 de março de 2024, o ex-goleiro e campeão do mundo em 90 pela Seleção Alemã, Andreas Köpke, comemora o seu 62 aniversário. Entre as décadas de 80, 90 e o começo dos Anos 2000, o arqueiro teve boas duas passagens pela equipe do Nürnberg, clube ao qual dedicou grande parte da sua carreira profissional.

A primeira delas aconteceu entre 1986 e 1994, período suficiente para que o guarda redes colecionasse mais de 200  partidas na meta da equipe bávara. Viveu seus melhores momentos no clube 93, quando acabou sendo eleito o Jogador Alemão daquele ano.

Sua excelente performance despertou interesse do Eintracht Frankfurt, que acabou adquirindo o goleiro em meados de 94. Na sua segunda e última temporada nas Águias, conquistou mais um prêmio prêmio individual: o de melhor goleiro europeu em 95/96.


Seu retorno ao Nürnberg foi concretizado em 99, depois de atuar no Olympique de Marseille por três anos. Decidiu colocar um ponto final na sua jornada como arqueiro quando tinha 39 anos, logo após ajudar a agremiação do norte da Bavária a conquista a 2. Bundesliga em 2000/01.

Rodada da Bundesliga é marcada por protesto de torcedores contra aportes estrangeiros

Por Lucas Paes
Foto: AP Photo/Martin Meissner

Protestos em várias partidas na Bundesliga

A rodada deste fim de semana foi a mais importante da temporada até aqui da Bundesliga, o Campeonato Alemão, já que teve uma final antecipada que deixou o Bayer Leverkusen em ótima posição para conquistar seu primeiro título. Porém, o que chamou a atenção em terras tedescas nesta rodada não foi só o que ocorreu nos campos, já que nas arquibancadas diversos protestos marcaram as partidas e mostraram que, mesmo diante da possibilidade de um investimento maior, os torcedores germânicos não abrem mão de suas convicções e ideologias.

Os protestos começaram quando a Bundesliga decidiu, numa votação apertada, permitir o aporte mínimo de investimentos estrangeiros na parte de televisão e marketing da liga. Apesar da ideia soar um pouco "xenófoba", na verdade o temor dos torcedores alemães, principalmente dos grupos ultras locais, não é necessariamente na questão do investimento ser estrangeiro, mas sim dele alterar a cultura que a Bundesliga criou de priorizar os torcedores e não necessariamente a televisão.

O Campeonato Alemão, apesar de também ser um sucesso de expansão no mundo, tem em seu "ethos" o respeito ao torcedor de arquibancada. Muito do marketing feito pela liga germânica se dedica a mostrar a paixão e o colorido das arquibancadas alemãs e o campeonato de fato prioriza seus torcedores, tendo inclusive diversas associações que buscam dar maior protagonismo a eles dentro do campeonato. O temor, portanto, é que isso deixe de ser a regra.

Nesta rodada, diversos tipos de protestos aconteceram: desde simples faixas nas arquibancadas até jogos sendo paralisados por mais de 10 minutos devido a chuvas de moedas ou bolas de tênis nos gramados, ou mesmo sinalizadores enfumaçando os estádios. Em alguns casos, todos estes ocorreram juntos. As indignações não se limitaram a primeira divisão, já que torcidas como a do Hamburgo também protestaram na segunda divisão. 


O investimento na Bundesliga não é uma ideia ruim para o campeonato, se você analisar friamente. O campeonato alemão ficou para trás no quesito de capacidade de investimento, sendo ultrapassado por léguas pela Premier League, pela Série A e pela La Liga, que anda perdendo seu espaço. A exceção do Bayern e de algumas aventuras do Dortmund e do Frankfurt, tem sido difícil para as equipes locais conseguirem ir longe em campeonatos continentais. O dinheiro seria bem vindo para o desenvolvimento do torneio. 

Porém, os torcedores não abrem mão de seus ideais e talvez isso seja um dos maiores atrativos do futebol tedesco. Pouco importa se a ausência deste investimento custará em qualidade ao torneio, os torcedores não aceitam que eles, que são donos do espetáculo, corram o risco de deixarem de ser a prioridade da liga e isso, por si só, é uma das coisas mais incríveis da Bundesliga, mesmo que custe a ela as glórias de outros campeonatos. 

Klaus Fischer e suas onze temporadas pelo Schalke 04

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Foram 11 temporadas no time alemão

Klaus Fischer foi um bom atacante alemão, sendo um grande goleador, passando por alguns times do futebol nacional. O jogador tinha o faro do gol e isso chamava muito a atenção, e os números dele pelo Schalke 04 impressionam, pois em 11 temporadas tem mais atentos do que jogos. 

O jogador nasceu em Lindberg, na Alemanha Ocidental, no dia 27 de dezembro de 1949, e começou a sua carreira na base do Kreuzstraßl, depois foi para o Zwiesel e chegou no Munique 1860, onde foi lançado para o futebol profissional, mostrando todo seu talento. 

Depois de duas temporadas no clube, o jogador conseguiu ter muito destaque, mostrando que tinha um grande potencial. Com as suas boas atuações, Fischer foi contratado pelo Schalke 04, uma equipe grande do seu país, onde teria mais visibilidade. 

Logo na sua primeira temporada, foi envolvido em uma grande polêmica, sendo envolvido e punido no escândalo de suborno em 1971. Em seu primeiro julgamento, acabou sendo banido do futebol, mas depois acabou caindo para um ano de suspensão. 

O atacante retornou em 1972, e foi muito importante durante a temporada, fazendo gols decisivos pelo clube. O Schalke 04 foi campeão da Copa da Alemanha com o Fischer marcando um gol na final, e esse foi o único título do jogador pela equipe em suas onze temporadas. 

A equipe brigava sempre na parte de cima da tabela no campeonato nacional e chegou perto de conquistar duas vezes o Campeonato Alemão, porém acabou ficando com o vice-campeonato. 


Pelo clube ficou onze temporadas, conquistando apenas aquele título, porém os seus desempenhos eram impressionantes. O atacante teve números muito bons em sua passagem, foram 295 jogos e 302 gols, mostrando todo seu faro de artilheiro.

Em 1981, Fischer deixou o clube, indo atuar em outro clube alemão, dessa vez o KoIn.

O Bayer Leverkusen encanta e segue líder na Bundesliga

Por Lucas Paes
Foto: Divulgação/Bayer Leverkusen

O Leverkusen lidera o Alemão

Se esperava de várias equipes na temporada 2023/2024 o "melhor futebol", ou pelo menos o jogo mais plástico do planeta, porém a maioria das que está entregando isso é uma surpresa. Antes do início da temporada, se esperava muito de diversas equipes, porém o melhor futebol e o melhor momento esportivo do planeta bola vem de uma surpresa grata e maravilhosa da Alemanha: o Bayer Leverkusen de Xabi Alonso, líder da Bundesliga e absolutamente encantador de se assistir.

O Bayer Leverkusen atualmente lidera o Campeonato Alemão numa pontuação apertada contra Bayern, que aliás tem jogado bem nos últimos tempos também, a exceção de alguns jogos. São 4 pontos de vantagem dos Werkself diante dos bávaros, que poderiam até ser mais já que o time empatou recentemente numa rodada onde o atual decacampeão perdeu, de goleada aliás para o Frankfurt. Porém, o time de Xabi Alonso não mostra sinais de fraqueza, muito pelo contrário.

Se esperava que o biênio 2023/2024 fosse de poucas surpresas. Esperava-se um futebol maravilhoso do Manchester City, campeão da quadrupla na Inglaterra e que parece estar cansado, já que não jogava muito bem mesmo com Haaland e De Bruyne, que agora estão ausentes e fizeram o nível dos citizens cair. Talvez do Napoli, que foi campeão italiano dando show na temporada passada e caiu de produção. do Real Madrid, que se apoia nos momentos iluminados de Bellingham mais do que em um bom futebol propriamente dito, da Inter, que é um time cínico e frio, que dá show quando quer (geralmente contra o Milan os nerazzurri querem) ou até do Arsenal, que é um dos poucos da lista que entrega-se o que esperava. Porém, quem entrega são times como Aston Villa e Leverkusen, e o lado alemão entrega muito mais.

O Bayer atualmente possuí 39 pontos na liderança da Bundesliga, tendo marcado incríveis 42 gols em 15 jogos e sofrido apenas 12. São 12 vitórias, três empates e nenhuma derrota do time de Xabi Alonso. A artilharia do time na temporada é bastante distribuído. Um dos grandes destaques é Boniface, que chegou do Union St. Gilloise (que novamente lidera o Belgão) e não sentiu a mudança. Além dele, Grimaldo tem surpreendido positivamente ofensivamente, mas nomes como Frimpong, Wirtz, Hoffman e Hlozeck também tem se destacado.


O time joga de maneira ofensiva e muitas vezes sufoca seu adversário até conseguir o gol, sabendo também controlar o jogo com a posse de bola. Neste jogo diante do Frankfurt, o mesmo time que outro dia sentou 5 a 0 no Bayern, o time mal deu tempo do adversário respirar e abriu o placar com Boniface. Sem aliviar, o time seguiu pressionando, só que só marcou no segundo tempo, com Frimpong, após linda jogada de Palacios e rebote no chute de Boniface. O nigeriando ainda deu espetacular assistência para Wirtz fechar o placar com um lindo gol de cobertura.

Também voando na Europa League, o Bayer empolga seu torcedor, que sonha com o primeiro título alemão de um time que sempre ficou no quase, mas além da sua torcida, encanta também o amante do futebol com seu jogo ofensivo e rápido, consolidando talvez o nome de Xabi Alonso na nova geração de treinadores. É aguardar maio para ver onde vai terminar a saga do time rubro-negro, que até o momento é sim o melhor futebol do planeta.  

A história de Luciano Emílio no futebol alemão

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Um dos times onde Luciano jogou foi o Colônia

Entre os anos 1990 e 2000 uma situação curiosa ocorreu algumas vezes no futebol alemão: os diversos casos de jogadores que passavam por lá quase a carreira inteira sem quase jogar em seus países de origem, o que ocorreu com alguns brasileiros, como Cacau e Kevin Kurany. Um dos casos de jogadores que acabou passando por lá sem muito sucesso no Brasil foi do atacante Luciano Emílio, que completa 45 anos neste dia 12 de dezembro e foi um verdadeiro andarilho do futebol.

Luciano havia iniciado a carreira no interior de São Paulo, atuando primeiro no XV de Piracicaba, onde se profissionalizou em 1995 e depois no Rio Branco, entre os anos de 1996 e 1997. Foi nesse contexto que acabou despertando o interessa do Colônia, que o contratou na temporada 1997/1998, tirando o jogador direto do Rio Branco.

Não fez muito sucesso nos bodes. Esteve por lá em duas temporadas e pouco conseguiu atuar com a camisa da equipe, sendo negociado ao fim da temporada 1998/1999, depois de apenas seis jogos no time, com o Alemania Aachen, que na época disputava a segunda divisão. Por lá, conseguiu jogar mais na primeira temporada, entrando em campo em 24 partidas, mas terminando por marcar apenas um gol nesses jogos.


Na temporada seguinte, sequer conseguiu atuar direito antes de acabar retornando ao futebol do interior de São Paulo, retornando a União Barbarense. Viveria seus grandes momentos na carreira a partir do ano seguinte, quando fez sucesso atuando pelo Real España, do futebol hondurenho, onde foi campeão e artilheiro do campeonato local. 

Luciano ainda rodou diversos países antes de pendurar as chuteiras no ano de 2013, atuando pela Cataduvense, que na época jogava o Paulistão da Série A2. Antes, havia passado com algum sucesso também pela MLS, onde é um dos grandes nomes da história do DC United, time de Washington, capital dos EUA. 

Jürgen Kohler e sua marcante passagem pelo Borussia Dortmund

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Jürgen Kohler é um dos maiores ídolos do Borussia Dortmund

Jürgen Kohler, ex-zagueiro renomado do futebol alemão, está comemorando o seu 58º aniversário nesta sexta-feira, dia 6 de outubro de 2023. Já no fim da sua carreira, ele teve uma marcante passagem pelo Borussia Dortmund entre a metade dos da década de 90 e o início dos Anos 2000 e acabou se tornando um ídolo para a torcida auri-negra.

Contratado junto à Juventus em 1995, Kohler viveu o auge da sua jornada como jogador no clube da Renânia do Norte-Vestfália. Teve uma grande importância na sua primeira temporada, com a conquista do título da Bundesliga de 1995/96. No ano seguinte, veio a fazer parte elenco do Dortmund que venceu a Liga dos Campeões em cima do seu ex-time e a Copa Intercontinental sobre o Cruzeiro.

Alguns anos mais tarde, Kohler veio a anunciar a sua aposentadoria após a conquista do título alemão em 2001/02. No seu último jogo pelo time amarelo e preto, levou cartão vermelho por cometer um pênalti na grande final da Copa da UEFA, diante do Feyenoord. Na oportunidade, o zagueiro chegou a marca de 500 jogos como profissional.


Segundo o site ogol.com, Kohler disputou um total de 238 partidas pela equipe auri-negra entre 95 e 2002. Apesar não ser especialista em marcar gols, balançou as redes adversárias em 16 ocasiões em todo este tempo de clube.

A passagem de Michael Ballack pelo Kaiserslautern

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Ballack brilhou com a camisa do Kaiserslautern

O renomado ex-meio campista alemão Michael Ballack, conhecido também como "Pequeno Kaiser", está celebrando o seu 46º aniversário nesta terça-feira, dia 26 de setembro de 2023. Além de brilhar em clubes como Bayer Leverkusen, Bayern de Munique e também na Seleção Alemã, o craque germânico escreveu uma bonita história com a camisa do tradicional Kaiserslautern já no fim dos Anos 90.

Sua passagem pelos Diabos vermelhos começou em 1997, após ver o Chemnitzer, seu ex-time cair para a terceira divisão alemã, mas suas grandes atuações chamaram atenção de Otto Rehhagel, que havia acabado de levar o tradicional Kaiserslautern para a Bundesliga. Debutou na sétima rodada do campeonato nacional, num jogo contra o Bayer Leverkusen. Considerado uma boa opção no banco e entrando na metade das partidas do Alemão, fez parte de um feito inédito e nunca mais igualado: seu novo clube se tornou o primeiro a conquistar a Liga na temporada seguinte em que fora o vencedor da segundona.

Conseguiu se firmar entre os titulares em 1998/99, temporada na qual o time da Renânia-Palatinado estrearia na Liga dos Campeões da UEFA, desde que a maior competição de clubes do mundo passava a ser disputado num outro formato. Naquela edição, o time Ballack só foi ter sua caminhada interrompida pelo Bayern de Munique, que acabou sendo o vice campeão do torneio, na fase de quartas de final.


Este grande ano de Michael o levou a ser convocado pela Seleção Alemã principal, que estava prestes a disputar Copa das Confederações, pela primeira vez na sua carreira. Posteriormente, o jovem alemão foi vendido, ao time contra quem havia estreado na Bundesliga: o Bayer Leverkusen.

No decorrer de sua brilhante e vitoriosa carreira, o meio campista veio a defender Bayern de Munique, de 2002 a 2006, e o Chelsea, entre 2006 e 2010. Após quatro anos nos Blues, retornou a Leverkusen, onde jogou por mais dois anos até anunciar a aposentadoria.

Darío Rodríguez e sua passagem pelo Schalke 04

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Darío Rodríguez quando atuou pelo Schalke 04

Octavio Darío Rodríguez Peña, conhecido simplesmente como Darío Rodríguez, teve uma boa carreira no futebol uruguaio, e também chegou a atuar no futebol europeu. O zagueiro, que também chegou a atuar de lateral, se destacou no Peñarol e, logo depois, foi contratado pelo Schalke 04.

O jogador nasceu em Montevidéu, no Uruguai, no dia 17 de setembro de 1974, e começou no futebol muito cedo. Aos cinco anos, ele entrou nas categorias de base do Huracan Vilegas, dando seus primeiros passos no esporte, ficando na equipe até os 11 anos.

Depois do seu início, o jogador foi para o Higos Del Mar, onde conseguiu se desenvolver melhor no futebol. O jogador ficou na equipe até os 15 anos, pois depois foi para o Sud América, clube em que ficou na parte final do seu desenvolvimento. 

Darío estreou no profissional em 1994, pelo Sud América, mas acabou fazendo apenas 23 jogos durante a temporada. Em 1995 foi contratado pelo Toluca, do México, onde conseguiu fazer uma temporada melhor, com 27 jogos e marcou seu primeiro gol no profissional. 

Em 1997, retornou ao futebol uruguaio, dessa vez para atuar no Bella Vista, e fez uma boa temporada, ganhando destaque no seu país. Depois de grandes atuações, o jogador foi contratado no ano seguinte pelo Peñarol, um dos maiores clubes do futebol sul-americano. 

No Penãrol ficou durante quatro temporadas, sendo importante para a equipe, fazendo grandes jogos. Darío chegou a conquistar o Campeonato Uruguaio em 1999. 

Depois das boas temporadas, o jogador começou a receber algumas propostas do futebol europeu. Darío vinha sendo convocado para a sua seleção, o que deu mais visibilidade ao atleta. Em 2002, Schalke 04 fez uma boa proposta para o zagueiro e acertou a sua transferência. 


Darío iria para uma nova experiência, jogar no futebol europeu, tendo uma grande oportunidade. O zagueiro era versátil, conseguindo atuar bem também na lateral, dando algumas opções para o treinador, e isso foi muito importante na sua passagem pela equipe. 

No ano seguinte à sua chegada, o jogador conquistou a Copa Intertoto da UEFA, e no ano seguinte o bicampeonato da competição. Além desses dois títulos importantes, o mais relevante aconteceu em 2005, quando a equipe foi campeã da Copa da Liga Alemã.

O jogador permaneceu na equipe até 2008, quando acertou seu retorno aos Penãrol, clube que deve destaque na sua carreira e a encerrou em 2015 pelo clube. Em sua passagem pelo Schalke 04, foram 129 jogos e 7 gols marcados.

A passagem de Evanilson pelo Borussia Dortmund

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Evanilson foi mais um brasileiro que fez sucesso no Borussia Dortmund

Evanílson Aparecido Ferreira, ex-lateral-direito popularmente conhecido apenas como Evanilson, está celebrando o seu 48º aniversário nesta terça-feira, dia 12 de setembro de 2023. No decorrer de sua carreira, ele teve uma grande passagem pelo Borussia Dortmund entre o fim dos Anos 90 e começo dos Anos 2000 e se tornou um ídolo para o torcedor auri-negro.

Antes de se transferir para o clube alemão, o defensor já tinha uma certa bagagem pelo futebol brasileiro, já que colecionava passagens por clubes como América Mineiro, onde jogou nas categorias de base e se profissionalizou, Cruzeiro e também pela Seleção Brasileira. Inclusive, foi atuando pela Amarelinha na Copa América de 99, que o atleta chamou a atenção time da Renânia do Norte-Vestfália.

Uma vez contratado pelo Dortmund, que contava com outros brasileiros, como o lateral esquerdo Dedê e o zagueiro Julio Cesar no seu bom elenco, não demorou muito para se adaptar ao novo país. Recebeu ajuda dos conterrâneos, conseguiu conquistar o seu espaço no time titular e também um espaço no coração da torcida.


Segundo o site ogol.com, o lateral disputou um total de 167 partidas pelo clube da Alemanha e marcou quatro gols entre 1999 e 2005, ano que deixou o time. Participou da campanha em que o Borussia Dortmund se sagrou campeão da Bundesliga na temporada 2001/02 e esteve também no vice-campeonato da Copa da Uefa no mesmo ano.

Na sequência de sua carreira, Evanilson ainda defendeu times como Atlético Mineiro, 1. FC Köln, Atlético Paranaense, Sport e Vitória. Chegou a ser repatriado pelo América Mineiro e jogou também no Independente FC. Encerrou a sua jornada futebolística em 2012, após atuar no Botafogo da Paraíba.

Beckenbauer - O maior jogador da história do Bayern de Munique

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Beckenbauer é o maior jogador da história do Bayern

Ídolo eterno do Bayern de Munique e um dos maiores jogadores da história do futebol alemão, Franz Anton Albert Beckenbauer, ex-jogador renomado popularmente conhecido apenas como Franz Beckenbauer, está celebrando o seu 78º aniversário nesta segunda-feira, dia 11 de setembro de 2023. No decorrer de sua carreira de atleta, a lenda germânica fez história no atual undecacampeão consecutivo da Bundesliga, entre os Anos 60 e 70.

Natural de Munique, Franz cresceu no bairro de Giesing, na fortaleza do Munique 1860, clube pelo qual passou a torcer. Entretanto, perdeu o seu encanto com a equipe depois de enfrentá-la defendendo um outro time num torneio da categoria sub-14 e acabar sendo agredido por um jogador adversário. Com isso, preferiu se transferir para o time juvenil do Bayern de Munique, com apenas 14 anos de idade.

Quando criança, Beckenbauer também tinha o costume jogar tênis, e acabou se tornando amigo Sepp Maier, que também praticava o esporte. Após muita relutância de Franz, Maier foi persuadido a também virar jogador futebol porque era "mais fácil", e até indicou que seu parceiro fosse goleiro. Convencer Sepp, que também veio a jogar profissionalmente no Bayern, foi até fácil para quem já havia batido de frente com o próprio pai, que, aposentado por conta dos ferimentos que sofreu na Segunda Guerra Mundial, não era adepto a ideia de que o futuro Kaiser usasse o único par de sapatos que tinha para jogar bola.

Com 18 anos, Beckenbauer quase abandonou a carreira de jogador por ter se recusado a se casar em 1963, quando a federação alemã suspendeu-o depois que sua namorada, grávida, com quem Franz não queria manter união estável, prestar queixa. O jovem só pode voltar a treinar depois que Dettmar Cramer interviu, e em alguns meses depois, pôde estrear pelo Bayern de Munique, num jogo diante do Stuttgarter Kickers.

Na época em que Beckenbauer e Maier foram promovidos ao time principal em 65, o Munique 1860, rival direto dos bávaros, vivia o melhor momento da sua história: havia sido vice-campeão da Recopa Europeia recentemente e conquistado a Copa da Alemanha em 1964, pela segunda vez. Por outro lado, o Bayern tinha como principais títulos a copa alemã de 59, um longínquo Campeonato Alemão lá em 1932e havia acabou de subir para a elite. O também bávaro Nuremberg, ocupava o status de maior vencedor, com então sete títulos do campeonato. Naquele momento, Franz encontrou Gerd Müller.

No seu primeiro ano atuando como profissional, Beckenbauer teve de acompanhar o rival 1860 vencer a Bundesliga e empatar o número de conquistas do seu time, que ainda ainda não tinha expressão no cenário internacional. Apesar do Bayern ter ficado em terceiro no campeonato, a com três pontos a menos que o campeão, conquistou a Copa da Alemanha pela equipe vermelha de Munique. Sua grande performance o levou à Seleção Alemã-Ocidental, que o convocou para a Copa do Mundo FIFA de 1966, ao final da temporada 1965/66. Junto com ele, Maier foi levado como terceiro goleiro, mas Beckenbauer já seria titular.

Os dois amigos retornaram da Inglaterra tendo sido vice-campeões para os próprios ingleses, algo que pareceu ter sido positivo para a carreira dos jogadores e também para o clube. Na temporada seguinte, Franz e Maier ganharam com o Bayern o mesmo título que rival havia perdido em um passado recente: a Recopa Europeia, que acabou sendo o primeiro troféu internacional do clube. A taça veio com um triunfo pelo placar magro de 1 a 0 na prorrogação em cima do Rangers da Escócia. Futuramente, os Roten também se sagraram bicampeões da Copa da Alemanha.

Ainda antes de se tornar Kaiser, o habilidoso meia de futebol vigoroso, de grande liderança, que dava passes precisos tanto de curta quanto de longa distância e capaz de executar desarmes perfeitos sem cometer faltas, recebeu o apelido de "brasileiro da Alemanha". Além disso, o atleta também tinha como características a elegância, seu porte ereto, suas passadas larga, a cabeça erguida e a sua excelente visão de jogo.

Na temporada de 1968/69, o Bayern ganhou a Bundesliga e voltou a vencer um campeonato nacional que já não vinha desde 32. Esta conquista conseguiu apagar a decepção que a Alemanha Ocidental proporcionou país aos ser desclassificada nas Eliminatórias da Eurocopa 68 ao não sair do empate com a Albânia.

Depois do título, Beckenbauer firmou sua vaga na Seleção, juntamente com Maier e Müller. Com o tempo, o Bayern conseguiu se desvencilhar da rivalidade com o 1860 e formou uma com o tradicional Borussia Mönchengladbach, que ganhou as duas Bundesligas seguintes com o time bávaro sendo o vice. O time da Bavária respondeu com um tricampeonato nacional seguido iniciado em 1971. O outro tricampeonato consecutivo aconteceu em 1974, 1975 e 1976, no torneio de clubes mais importante do cenário europeu, a Liga dos Campeões, título que nenhum clube alemão havia vencido até então. Na ocasião, o clube Bayern de Munique repetiu o feito do Ajax de Johan Cruijff. A conquista de 76 o levou a levar a sua segunda Bola de Ouro, quatro anos depois da primeira, recebida em 72.


A primeira final foi a mais emocionante: o Atlético de Madrid abriu vantagem faltando seis minutos para o fim da prorrogação, mas nos últimos segundo, o lateral Hans-Georg Schwarzenbeck igualou o marcador e forçou um jogo-extra. Os alemães acabaram fazendo os espanhóis se tornarem presa fácil e aplicar uma goleada por 4 a 0 poucas semanas antes do início Copa do Mundo FIFA de 1974. No Mundial, o Bayern foi base da Seleção, tendo sete jogadores dos 11 titulares na grande decisão.

As outras duas conquistas continentais, contra o Leeds United e o Saint-Étienne, aconteceram quando o time vinha perdendo espaço na Bundesliga. Neste período, o Mönchengladbach aproveitou e igualou o tricampeonato nacional seguido. Quando tinha 33 anos, líder do Bayern desde de que tinha 22, Franz optou por aceitar a proposta do New York Cosmos, que contratou também outras estrelas internacionais, como o italiano Giorgio Chinaglia e o renomado Carlos Alberto Torres.

Encerrou a sua trajetória no time bávaro como um dos grandes responsáveis por mudar o status do clube, que veio a se tornar maior time do futebol alemão. Ajudou a ofuscar a rivalidade com Munique 1860 e ainda despertou outras por outros cantos do país.

Markus Babbel e sua passagem pelo Bayern de Munique

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Markus Babbel em sua época de Bayern de Munique

Markus Fings Babbel, atualmente técnico de futebol, mas já teve uma boa carreira como jogador. O zagueiro teve passagens importantes pelo Bayern de Munique e Liverpool, onde conquistou diversos títulos e foi importante, além disso, chegou a seleção alemã.

Markus nasceu em Munique, na Alemanha, no dia 8 de setembro de 1972, e sua carreira começou 19 anos depois. Antes da sua ida ao profissional, o jogador se desenvolveu nas categorias do Bayern, que era e ainda é a maior equipe do futebol alemão.

Depois de alguns jogos na base, ele conseguiu se destacar, e subiu para o profissional da equipe em 1991. Mas em sua primeira temporada não conseguia atuar muitas vezes, acabou entrando em campo apenas doze vezes, e isso estava impedindo seu desenvolvimento.

Ao final da temporada, o jogador acabou deixando a equipe, sendo contratado pelo Hamburgo, onde conseguiria ter mais minutos em campo para se desenvolver mais no profissional. Depois de dois anos na equipe, o zagueiro conseguiu se firmar, mas ainda era um pouco imaturo, o que acabou o prejudicando um pouco.

Mas em 1994 teve seu retorno ao Bayern, pois queriam ter o jogador novamente, pois viram seu desenvolvimento. Aos poucos foi ganhando seu espaço na equipe, mostrando todo seu potencial, sendo muito sólido defensivamente, e muito bom na bola aérea defensiva e ofensiva.

Depois de uma boa temporada, em 1995 recebeu sua primeira convocação para a seleção principal da Alemanha. O zagueiro continuou muito bem pelo Bayern, e seus melhores momentos pela equipe foi na segunda parte da década de 90, onde o time conquistou alguns títulos importantes.


Em 1996 a equipe foi campeã da Copa da UEFA, mas não parou por aí. Além desse grande título, o jogador ainda fez parte de três conquistas do Campeonato Alemão (1997,99 e 2000), duas da Copa da Alemanha (1998 e 2000) e três Copa da Liga Alemã (1997,98 e 99).

Ao todo das suas duas passagens pelo clubes, contabilizando nove anos no Bayern, o zagueiro conquistou nove títulos, atuando em 182 partidas e marcando nove gols pelo clube. Mas após amargar a reserva da seleção alemã na Europa de 2000, e a equipe ser um fracasso na competição, o jogador resolveu aceitar a proposta do Liverpool.

Uche Okafor e sua apagada passagem pelo Hannover 96

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Okafor não teve uma boa passagem pelo Hannover 96

Uchenna Kizito Okafor, ex-zagueiro nigeriano, estaria celebrando o seu 56º aniversário nesta terça-feira, dia 8 de agosto de 2023. No decorrer de sua carreira, o atleta teve uma apagada passagem pelo Hannover 96 no começo dos Anos 90.

Esta trajetória do defensor central pelos Die Roten na temporada 1993/94. Isso aconteceu depois do jogador ser revelado pelo ACB Lagos da Nigéria e passar também por clubes como KRC Mechelen, UR Namur, ambos da Bélgica, e Le Touquet AC, da França.

Vestindo a camisa do time alemão, não conseguiu ter uma boa sequência. Segundo o site ogol.com, o nigeriano teve sérias dificuldades para encontrar o seu espaço e disputou apenas quatro partidas.


Na sequência de sua carreira, Uche ainda veio a defender clubes como União de Leiria em 94 e Ironi Ashdod no ano seguinte. Na temporada 1995/96, jogou no Farense e depois de um ano se transferiu para o Kansas City, onde ficou até 2000, quando se aposentou.

Okafor veio a falecer no dia 7 de janeiro de 2011, em uma cidade perto de Dallas. A polícia suspeitou de que o ex-zagueiro teria se suicidado, mas a família do ex-jogador negou.
Proxima  → Inicio

O Curioso do Futebol

O Curioso do Futebol
Site do jornalista Victor de Andrade e colaboradores com curiosidades, histórias e outras informações do mundo do futebol. Entre em contato conosco: victorcuriosofutebol@gmail.com

Twitter

YouTube

Aceisp

Total de visualizações