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Sereias estreiam no Paulistão Feminino vencendo o Pinda

Foto: Willian Oliveira/ Ag. Paulistão

Vitória alvinegra em Pindamonhangaba

Se segue em fase terrível no Brasileirão, pelo menos no Paulistão Feminino o Santos estreou bem. Jogando no Antônio Júnior Pinheiro, em Pindamonhangaba, as Sereias da Vila bateram o Pinda por 3 a 0, em jogo disputado na tarde desta quarta, dia 22 e válido pela estreia do Campeonato Paulista Feminino. Além disso, o time santista quebrou a sequência ruim de quatro jogos sem vitória. 

As duas equipes vinham jogando as competições nacionais. Pelo Brasileirão A1, o Santos não vem bem e vinha de derrota para o Cruzeiro, em jogo realizado em Mogi das Cruzes, por 3 a 1. Já o Pinda foi eliminado nas oitavas da A3 pelo Vasco, tendo perdido os dois jogos (3 a 0 em casa e 4 a 0 fora).

Aos seis minutos o Peixe chegou pela primeira vez com perigo ao ataque. Hannah Lee fintou suas marcadoras pelo meio do campo de ataque e acionou Paola na entrada da área, pela esquerda. A Menina da Vila tirou da marcação para finalizar mas, com desvio na marcação, a bola parou em defesa segura da goleira.

Com 21 minutos, Nicole Charcopa invadiu a área pela direita e driblou sua marcadora para fazer a bola chegar a Hannah Lee. A camisa 18 chegou finalizando na direção do ângulo direito, mas parou em grande defesa de Sandy.

As Sereias da Vila abriram o placar com a equatoriana Nicole Charcopa, que marcou seu primeiro gol pelo Santos FC. Após cobrança de escanteio de Leidiane, pela direita, a bola parou em confusão na grande área e a camisa 11 santista foi rápida para chegar finalizando para as redes.

Já aos 33, o Peixe teve falta pela esquerda e Dani Silva alçou a bola à grande área. Ela viajou até a cabeça de Mili Menéndez que ganhou da marcação, mas desviou à esquerda da meta, pela linha de fundo.

Na segunda etapa, sob forte sol, a partida perdeu um pouco do ritmo inicial. Depois das primeiras substituições, o Santos começou a ter mais volume ofensivo, mas esbarrava no posicionamento defensivo da equipe mandante.

Aos 25, Mili Menéndez recebeu a bola dentro da grande área e, de costas para o gol, segurou a marcação e ajeitou para Hannah Lee chegar chutando de trás. A batida mirava o canto inferior esquerdo, mas saiu a poucos centímetros da trave, pela linha de fundo.

Dois minutos depois, a Menina da Vila Paola também marcou seu primeiro gol pelo Peixe, aumentando a vantagem no placar. Pela esquerda da grande área, ela finalizou e foi bloqueada. No rebote, mesmo sem ângulo, ela acertou finalização colocada no ângulo direito. Um golaço.

Já com 37 minutos, Leidiane acionou Maria Alves pela ponta direita. Com cruzamento para a área, ela colocou a bola na cabeça de Ketlen. Na finalização da artilheira santista, a bola parou em defesa segura da goleira.

Com 38, o Santos FC marcou o terceiro gol com Vitoria Kaissa, mais uma a marcar pela primeira vez com o Manto Sagrado. Após finalização cruzada de Ketlen, pelo lado esquerdo, a camisa 36 aproveitou rebote da goleira e foi rápida para completar para as redes.


Aos 40, a bola sobrou para Karla na intermediária ofensiva. Ela chutou com muita força, mas mandou a bola por cima do travessão. Nos acréscimos, Maria Alves chegou à linha de fundo pela direita e cruzou para a área. Carol Baiana chegou mandando um belo voleio e por pouco não marcou um golaço. A bola saiu por cima da meta, muito próxima do travessão.

Pelo Paulista Feminino, as duas equipes voltam a campo já no sábado, dia 25. Às 15 horas, no João Mendes Athaydes, em São José do Rio Preto, o Pinda encara o Realidade Jovem. Já às 16 horas, na Vila Belmiro, o Santos recebe o Marília.

'Estádio jardim' começa a ser construído na Sérvia

Com informações da Agência Estado
Foto: divulgação

O novo estádio na Sérvia

A seleção da Sérvia terá uma nova casa nos próximos anos. A construção do estádio que será palco dos jogos da equipe como mandante começou na quarta-feira na região de Surcin, em Belgrado, e a conclusão está prevista para dezembro de 2026. O nome da arena será escolhido pelos torcedores do país.

O projeto do novo Estádio Nacional sérvio foi feito pela Fenwick Iribarren Architects (FIA) e é focado em ser “ecologicamente correto”, segundo a empresa. A arena terá capacidade para 52 mil espectadores e 4.500 vagas de estacionamento, além de ser composta por quatro anéis suspensos com árvores para colaborar com o conceito de “estádio jardim”.

“Outro aspecto inovador do estádio jardim é sua transformação em um espaço público aberto durante o ano todo”, destacou a FIA. Opções de lazer, cafés e restaurantes estarão no entorno e, de acordo com a empresa de arquitetura, o projeto foi desenvolvido com foco em sustentabilidade e economia verde.

Além de abrigar jogos da Sérvia, a arena deve estar apta a receber torneios da Uefa e da Fifa. “Teremos um dos estádios mais bonitos da Europa e do mundo”, disse o presidente do país, Aleksandar Vucic, durante discurso na cerimônia de início das obras.


Vucic afirmou também que a final da Liga Europa de 2028 deve ser disputada no novo estádio, embora a Uefa ainda não tenha anunciado o país-sede da decisão. “É um dia muito importante para o futebol sérvio. Belgrado merecia ter um Estádio Nacional”, declarou o presidente.

Arquiteto responsável pela nova Vila Belmiro conta detalhes sobre o projeto da arena

Imagem: divulgação

O projeto do novo estádio do Santos FC é assinado pelo arquiteto Luiz Volpato

A tão sonhada nova casa do Santos Futebol Clube já é realidade e está saindo do papel. Aprovado pelo Conselho Deliberativo dos Santos e também pelos sócios, recebendo 97% de votos favoráveis na assembleia, o projeto está em fase de acertos burocráticos. A previsão é que as obras iniciem no segundo semestre de 2023.

Luiz Volpato, arquiteto que assina o projeto, conta os detalhes da proposta arquitetônica pela primeira vez. Para criar uma verdadeira arena multiuso, o profissional traz o que há de melhor em programas de estádios de grande porte, arenas indoor, centros comerciais e teatros mundo afora.

“O projeto busca contribuir fortemente para os sentimentos de identidade e autoestima de seus usuários. Aliamos modernidade e tecnologia para reavivar a marcante trajetória do clube, além de oportunizar a sustentação para investidores”, diz o arquiteto.

Volpato, que possui mais de 20 anos de experiência na área, explica que o objetivo é criar o cenário perfeito para comportar toda a multifuncionalidade do espaço. “A experiência na nova casa santista irá além de um emocionante campo de batalhas. Também será um local de encontros, performances e produção de conteúdo”, acrescenta.

A área construída total será de 71.690,46 m². Destes, a área comercial ocupará 4.940 m², que serão distribuídos em 27 lojas internas e 36 lojas externas. O projeto ainda prevê um amplo estacionamento, dividido em dois andares nos níveis Térreo e Esplanada, com capacidade total para 576 veículos.

Localização - A localização foi uma questão amplamente discutida. A decisão pela manutenção do local considerou o legado santista, que faz parte da memória afetiva da população e do sentimento de pertencimento existente. Segundo o arquiteto, esta bagagem histórica não poderia ser replicada, assim como a paisagem única de morro, mar e canais.

Outra vantagem é que o bairro Vila Belmiro tem uma posição estratégica, oferecendo acessibilidade em diferentes modais. Está próximo à linha de VLT existente, ao futuro corredor de ônibus e às diferentes linhas de ônibus previstas em projetos da prefeitura. A malha cicloviária e duas estações de bicicleta compartilhadas também estão perto do estádio.

Acessos - O projeto propõe a entrada do público pelas quatro esquinas da quadra. Os acessos veiculares e de logística se encontrarão nas ruas José de Alencar e Tiradentes. Já o ingresso para os camarotes será realizado pela Rua Dom Pedro I, e o dos jogadores e da imprensa pela Rua Princesa Isabel. A divisão dos setores seguirá os fluxos distintos, estrategicamente projetados para que os acessos sejam rápidos, confortáveis e seguros. O novo estádio garantirá a acessibilidade adequada para todos os seus protagonistas.

Capacidade - Um complexo desenho geométrico, reverso ao comumente utilizado, resolverá a questão: a deformação da arquibancada será de fora para dentro. Volpato assegura que este artifício, associado a parábola de 100% de visibilidade, permitirá a otimização do espaço e o consequente aumento de sua capacidade. Os espectadores serão divididos em quatro níveis diferentes: Arquibancada, Deck Premium, Camarote e Arquibancada Superior. A capacidade máxima será de 30.108 lugares.

Estética - A própria arquitetura foi pensada para refletir as cores do time, marcado pelo clássico branco e preto, além de detalhes em dourado. O máximo aproveitamento da capacidade do local configurou uma estrutura em formato irregular, que demonstrou potencial para ser explorada esteticamente. A partir dela o arquiteto desenhou uma fachada principal, que promete revelar a alma santista por completo.

A parte superior da arena será composta por uma envoltória branca metálica, com imagens representativas dos ídolos que marcam a história do Santos, como o soberano Rei Pelé. Recordações como a do jogador fazendo sua clássica jogada de bicicleta; ‘’socando o ar’’ - gesto que utilizava ao marcar gol; amistoso em que marcou cinco gols para o Brasil; entre tantas outras ficarão eternizadas na nova casa santista.

Estas figuras, desenhadas através de perfurações computadorizadas, são fotos de acervo do clube, conservadas desde a década de 1960. Também haverá uma montagem com imagens do inesquecível craque e dos maiores artilheiros que já passaram pelo time, como Gabriel (Gabigol), Kleber Pereira, Neymar e Paulinho. Além de recordações de partidas inesquecíveis, incluindo torneios nacionais e internacionais.

O peixe, símbolo da unidade, força e resistência santista, também terá seu lugar no novo estádio. Para proteger a grande esplanada de acesso, Volpato apresentará um elemento especial. Um brise em forma de escamas, com chapas metálicas micro perfuradas e delgadas lâminas de fibra de carbono. Cada detalhe foi pensado para fazer alusão ao adorado mascote da torcida.


Ainda nesta área, localizada na esquina principal do projeto - interseção das ruas Princesa Isabel e José de Alencar -, será inserido o símbolo maior do Santos. A parte mais exuberante do brise foi reservada para receber o brasão do clube, que será pintado na cor dourada. A proposta é consolidá-lo como objeto venerado e eternizado.

Alçapão - O amor e a devoção da torcida santista transformaram o estádio em um verdadeiro “alçapão”, amplamente reconhecido. Para potencializar a energia temerosa emanada pelos torcedores, o arquiteto aliará três premissas. O movimento geométrico das arquibancadas, a aplicação das normas usando os limites mínimos e o preciso desenho da cobertura aumentarão os efeitos de pressão. A promessa é clara: o novo alçapão será ainda mais assustador.

Desafios - Volpato afirma que as inúmeras necessidades e demandas deste projeto impõem um desafio singular, que será enfrentado com muita seriedade. Além da responsabilidade com a história do Santos Futebol Clube e a projeção de seu atual estádio, ele menciona outras condicionantes.

A necessidade de ampliação da capacidade de público para 30 mil lugares; a preservação das características do alçapão; a multifuncionalidade para viabilizar economicamente o empreendimento; e a pequena área de terreno para equipamentos deste porte. O arquiteto avalia que estes pontos formam uma equação bastante complexa para o processo projetual.

Além disso, a cidade de Santos tem um solo que dificulta a obra. É composto por areia e argila mole, impedindo a existência de um subsolo. Devido a isso, os estacionamentos tiveram de ser projetados nos primeiros pavimentos. “Elevamos o campo de futebol para 10 metros de altura do chão. Com isso, liberamos completamente a quadra, o que possibilitou grande fluência para todos os acessos, garagens, centro comercial e a parte funcional para todos os eventos. É uma solução extremamente inusitada e inovadora na construção de estádios de futebol”, declara o arquiteto.

A Vila Operária, casa do antigo Santa Cruz de Estância

Por J. Cruz*
Foto: arquivo

Parte da arquibancada do Estádio

Quando imaginamos na atividade do futebol, vem logo em nossa mente que são necessários: atletas, bola e espaço delimitado. Os demais itens vêm depois, isto não quer dizer que outros não sejam importantes, como por exemplo: arbitragem, uniforme e as famosas regras que ditam o procedimento dos atletas em um jogo oficial, amistoso e até de várzea como é conhecido popularmente.

Diante desse contexto, o espaço delimitado para praticar o futebol, ficou conhecido como campo. Anos depois estes espaços passaram a ser conhecido como estádio de futebol que diante de sua grandiosa arquitetura se tornaram modernas e belíssimas praças esportivas.

Em Sergipe, além da capital existiram campos famosos que por possuírem um espaço pequeno para a torcida, ficaram conhecidos como alçapão. Na capital os dois principais clubes, Confiança e Sergipe possuem há muitos anos, suas praças esportivas (Sabino Ribeiro e João Hora). Com a inauguração em 1969 do Batistão, ele substituiu o antigo Estádio Municipal de Aracaju. No interior, sempre existiram os campos ou estádios: o Constantino Tavares de propriedade do Esporte Clube Propriá, o Gonçalo Prado em Maruim, o do Rio Branco de Capela que possuía pista para corrida de cavalos.

Em Itabaiana, o time serrano possuía seu campo, o Etelvino Mendonça, mas doou ao Estado de Sergipe, em 1971 para construção de um moderno. Após a doação, a Olímpica de Itabaiana ficou dependente do Estádio Estadual Presidente Médici. Atualmente o nome do antigo campo, serviu para substituir o no nome do Estádio Presidente Médici. Convém ressaltar que em várias cidades do interior, a exemplo de Lagarto, Tobias Barreto, Nossa Senhora da Glória possuem seus campos ou estádios modernos.

Em Estância, igualmente as demais cidades do interior, também chegou a existir até três espaços exclusivos para partidas de futebol: O estádio José Pequeno de propriedade do Grupo Constâncio Vieira, o primeiro campo de futebol em Sergipe com iluminação para jogos à noite. O campo do Cruzeiro que era utilizado pelo Estanciano e a Vila Operária de propriedade da Fábrica Santa Cruz que era utilizado pelo Esporte Clube Santa Cruz. Em 5 de março de 1983, foi inaugurado o Estádio Governador Augusto Franco, apelidado de Francão dentro dos padrões modernos com iluminação, local onde jogos do Estanciano e Santa Cruz passaram a ser realizados, tanto oficiais quanto amistosos.

Mas voltando ao campo da Vila Operária que fica localizado no Bairro Santa Cruz, a sua construção tem uma história interessante que mostra a importância da força de vontade para se chegar a alcançar um objetivo. Segundo relato do Sr. José Felix dos Santos (ex-supervisor da equipe do Sport Clube Santa Cruz), em 1930, os funcionários da extinta Fábrica Santa Cruz de Estância (SE), por iniciativa do senhor José Vieira, o mesmo com os colegas de trabalho procuraram o diretor e empresário João Joaquim de Souza Sobrinho, informando o sonho do grupo de fazer um campo para praticarem o futebol, porém, a resposta foi um sonoro “não”! Mas o diretor fez uma proposta que autorizava eles construírem o campo e fornecia toda ferramenta necessária: pás, picaretas, enxadas, foices, machados e galinhotas. Para surpresa do diretor, o pessoal aceitou a doação.


Após seis anos construindo o campo manualmente, o primeiro jogo foi realizado em 1936. Em 1937 a Fábrica Santa Cruz foi vendida ao Coronel Gonçalo Prado, que continuou apoiando o trabalho esportivo dos funcionários. O novo diretor, Dr. Júlio Leite autorizou a continuação da construção do campo, criou a diretoria e formou o primeiro time de futebol, denominado Sport Clube Santa Cruz e o campo recebeu o nome de Vila Operária. Em 1947 o Dr. Júlio Leite iniciou a primeira reforma da Vila Operária com a construção das arquibancadas. No dia 1º de maio foi reinaugurada a moderna praça esportiva para os padrões da época, com o jogo entre Santa Cruz x Ypiranga de Salvador. A equipe baiana venceu pelo placar de 4x1.

A Vila Operária foi palco de grandes partidas de futebol quando o time do Santa Cruz era considerado o bicho papão, ou seja, a melhor equipe de Sergipe. Atualmente o campo ou estádio da Vila Operária é mantido pelo grupo empresarial de propriedade da família Leite, conservando a sua arquitetura original e sendo utilizada pelos desportistas amantes do futebol amador. A história do futebol sergipano está escrita no gramado da Vila Operária, local em que o Sport Clube Santa Cruz conquistou vários títulos futebolísticos para o orgulho do futebol estanciano.

Fonte de pesquisa: Jornal Folha da Região SE, edição 382 maio 2021
*Historiador

EC São Bernardo toma gol do meio de campo no fim e perde em casa para o Barretos pelo Paulistão A3

Por Lucas Paes
Foto: reprodução / Instagram / EC São Bernardo

O EC São Bernardo levou a virada

O EC São Bernardo perdeu uma ótima chance de garantir de vez a classificação para a fase final do Paulistão da Série A3 e ainda conseguiu um resultado surpreendentemente ruim. No finalzinho do jogo, com direito a gol do meio de campo, o Touro venceu o EC São Bernardo por 2 a 1, na tarde desta quarta, dia 8, em pleno Primeiro de Maio, em São Bernardo do Campo. É um resultado que alivia um pouco a situação do Touro na competição. 

Os alvinegros vinham de uma boa vitória diante do Red Bull Bragantino II, fora de casa, que levou a equipe do ABC aos 22 pontos, seguindo na vice-liderança. O Touro, por sua vez, vinha de uma derrota em casa para o Grêmio Prudente por 2 a 0 que o afundou na zona de rebaixamento, sendo o penúltimo colocado com apenas dez pontos ganhos.

O EC São Bernardo começou pressionando desde o primeiro segundo de jogo, sem deixar o Touro respirar dentro de sua casa. Aos 12 minutos, quase naturalmente, o Cachorrão pulou na frente com Ronaldo, aproveitando cruzamento e cabeceando para as redes do goleirão Remerson. A partir do gol, o time da casa passou a ter mais ainda o controle das ações, inclusive desperdiçando chances. Aos 31', o Barretos criou as primeiras boas chances, mas sem grande perigo. 

Na parte final do primeiro tempo, o Touro tentou vir mais para o ataque, porém esbarrava nas próprias limitações. Aos 43', o Cachorrão perdeu uma chance inacreditável com Garrincha, que fez linda jogada, mas chutou na trave. Na sequência, cumprindo o bom e velho ditado de quem não faz toma, o Barretos empatou num belo chute de Furlan. O primeiro tempo terminou em empate. 


Na etapa final, as chances diminuíram para ambos os lados, com os dois times sentindo o forte calor no ABC Paulista. O Cahcorrão ainda tinha mais o domínio territorial. A verdade é que o jogo era truncado e de pouquíssima ação para ambos os lados durante quase a totalidade do segundo tempo. No finalzinho, o Barretos teve o jogador Fujita expulso. No apagar das luzes, quando o empate parecia certo, o Barretos venceu um jogo com um gol espetacular do meio de campo de Gabriel Zanin, marcando o gol que Pelé não fez. Fim de jogo e vitória do Touro. 

Agora, o Cachorrão visita o desesperado Sertãozinho, no Frederico Dalmazo, no sábado, dia 11, às 15 horas. Já o Barretos terá pela frente o Votuporanguense, no Estádio da Fortaleza, em Barretos, no domingo, dia 12, às 16 horas. 

Roma vence Feyenoord pelo placar mínimo em Tirana e conquista a Conference League

Por Lucas Paes
Foto: 
REUTERS/Marko Djurica

A Roma foi campeã da Conference

Estádio Olímpico, 1984 contra o Liverpool, Liga dos Campeões: não deu. Ida e volta contra a Inter, em 1991, Copa da UEFA: não deu. Depois de tantos anos engasgado, o grito de um título internacional com chancela da UEFA para a Roma finalmente saiu da garganta do seu torcedor. Fazendo história, os Giallorrossi venceram o Feyenoord pelo placar mínimo, na Arena Kombetare, em Tirana, na tarde desta quarta, dia 25, e conquistaram a primeira edição da Liga Conferência da UEFA. José Mourinho, sempre polêmico, porém inquestionável, entra na história de mais um clube italiano, além de todo o amor que possui da torcida da Inter, agora será para sempre um dos mais amados pela fanática e machucada, hoje felicíssima torcida da Roma.

Ambos os times estavam na competição desde seu princípio e passaram pela fase de grupos para chegar até aqui. A Roma, inclusive, chegou a ser goleada pelo Bodo/Glimt por 6 a 1. No mata-mata, passou por Vitesse, pelo próprio Bodo e pelo Leicester para chegar até Tirana. Já o Feyenoord passou por Partizan, Slavia Praha e Olympique de Marseille para chegar até a decisão.

Antes sequer do jogo começar, Tirana já tinha virado cena de brigas entre ultras de Feyenoord e Roma, que possuem duas das torcidas mais violentas da Europa. Com a bola rolando, muito estudo nos primeiros momentos, tendência que se estendeu durante o primeiro tempo de um jogo de pouquíssimas chances. A Roma tinha mais a bola, mas pouco conseguia criar. Na primeira que a Roma criou, Zaniolo explodiu os Giallorossi com um belo gol aproveitando falha da defesa. A partida seguiu o tom equilibrado, o que favorecia a Roma, que em vantagem, conseguiu segurar o 1 a 0 até o fim do primeiro tempo.

Na etapa final, o Feyenoord voltou metendo uma bola na trave após uma defesaça de Rui Patrício. O time de Roterdã seguiu em cima e pressionando, mas parou diversas vezes na defesa romanista. Já a equipe italiana quase chegou ao segundo já na metade da etapa final, obrigando o goleiro à fazer uma defesa espetacular. A partir daí, a equipe de Mourinho passou a se defender e deixar os holandeses com a bola, "estacionando o ônibus. Aos 40', Pellegrini perdeu a chance do gol do título romanista. No apagar das luzes, os holandeses quase empataram. Quase. O título, no fim das contas, ficou com a Roma. É mais uma conquista na coleção do Special One. 


 A Roma até tinha um título continental: a Taça das Cidades com Feiras, muito antes dela ser a Copa da UEFA e a Liga Europa. A Liga Conferência, porém, é o primeiro título da Loba com chancela da UEFA. Este dia 25 de maio ficará marcado no coração da torcida romanista, de todos que foram a Tirana, num dia que não vai acabar tão cedo na capital da Itália. 

São Vicente AC apresenta à Prefeitura projeto de novo estádio para retornar ao futebol profissional

Com informaões de Caio Mendonça / PMSV
Foto: divulgação PMSV

Presidente do São Vicente AC, Neno, com o prefeito Kayo Amado e equipe

Após quase sete anos longe dos gramados, o São Vicente Atlético Clube poderá acertar seu retorno ao futebol profissional. A novidade foi divulgada nesta quinta-feira, dia 21, no Salão Nobre da Prefeitura de São Vicente, após apresentação do projeto de reconstrução do Estádio Mansueto Pierotti.

O projeto, elaborado e doado pela empresa Credlar Construtora, conta com duas propostas de reforma. Em ambas, a capacidade de público do estádio seria ampliada para 10.170 lugares. A principal diferença entre os dois formatos é que um deles contaria ainda com a construção de um estacionamento subterrâneo e restaurantes panorâmicos, enquanto o outro não possui estacionamento, mas teria lanchonetes.

Também foram pensadas formas para o clube arrecadar dinheiro mesmo em épocas em que não estiver disputando campeonatos, com a construção de lojas e a capacidade de sediar eventos no novo estádio.


De acordo com a secretária de Obras Particulares de São Vicente, Wanessa Matos, "para elaborar um projeto deste tipo, o preço de mercado seria cerca de R$ 1,5 milhão. Agora, o Clube poderá apresentar o planejamento à Federação Paulista de Futebol (FPF) e retomar as atividades".

Para o presidente do São Vicente Atlético Clube, José Cavalcanti, conhecido como Neno, foi difícil esconder a emoção. "Foram anos de cobrança diária pela volta do clube, e é maravilhoso poder ver as coisas finalmente acontecendo". O presidente também garante que o clube já possui um investidor disposto a iniciar a execução das obras, o que possibilitará o retorno ao Campeonato Paulista de Futebol.

O prefeito de São Vicente, Kayo Amado, também destacou a importância do São Vicente para o Município. "O esporte é uma alavanca para o desenvolvimento da Cidade. Além disso, poder ver o São Vicente disputando campeonatos certamente mexe com o orgulho do vicentino, junta a comunidade e motiva as pessoas".

O projeto para o novo Mansueto Pierotti

A apresentação também contou com a presença do deputado estadual e diretor regional da Federação Paulista de Futebol (FPF), Paulo Corrêa Júnior, além dos vereadores Adilson da Farmácia, Geovana Albuquerque, Jefferson Cezarolli, Rodrigo Digão, Tiago Peretto, Dr. Eduardo Oliveira, Dercinho Negão do Caminhão e Edinho Ferrugem.

A cancha encantada da Rua Ferrer - O primeiro estádio do Bangu

Com informações do Bangu.net
Foto: arquivo Bangu.net

O campo da Rua Ferrer com a fábrica de fundo

O Bangu Atlético Clube está completando 117 anos de fundação neste 17 de abril de 2021. Um dos times de futebol mais tradicionais do Rio de Janeiro, campeão carioca em 1933 e 1966, é conhecido por mandar seus jogos no Estádio Estádio Proletário Guilherme da Silveira Filho, o popular Moça Bonita. Porém, este não foi o primeiro "campo" de sua história.

A "cancha encantada da Rua Ferrer", como dizia o locutor Ary Barroso foi feita em linha paralela ao terreno da Fábrica Bangu, empresa que gerenciou o clube por muitos anos, pelo diretor-gerente da Companhia e Presidente Honorário do Bangu, João Ferrer, em tempo recorde para que o Bangu pudesse participar do 1º Campeonato Carioca de futebol, pois antes o clube jogava em uma área dentro da Fábrica.

A estreia ocorreu no dia 13 de maio de 1906, com o jogo amistoso Bangu 2 x 0 Riachuelo. Uma semana depois, o Bangu estaria jogando oficialmente contra o Football and Athletic pelo Campeonato Carioca. Foi mandando os jogos neste estádio que o Alvirrubro conquistou o título de 1933, o primeiro da era profissional do Rio de Janeiro.

As arquibancadas da Rua Ferrer sofreram um incêndio em 1936, antes de uma partida entre Bangu e Madureira, que não chegou a acontecer. E foi reconstruída para o ano seguinte, sendo reinaugurada em 23 de maio de 1937. Na rua Ferrer, atrás do campo, ficava a sede social do Bangu, o famoso Pavilhão.


O campo durou até 1943, a partir de 1944 foram proibidas partidas lá. A Fábrica vendeu a área onde ficava o campo (bem no centro de Bangu e portanto, com alto valor comercial). Construiu-se um novo campo (o de Moça Bonita, inaugurado em 1947). Mas, o maravilhoso gramado da Rua Ferrer (com grama inglesa), as luxuosas arquibancadas de madeira e todas as confusões que os apaixonados torcedores faziam ali, isto ficou. Principalmente nas lembranças de quem lá esteve.

SP condiciona público nos estádios a tratamento e a vacina da covid-19

Por Lincoln Chaves / Agência Brasil
Foto: reprodução Twitter

Estádios de São Paulo vão demorar para receberem público

A volta do público aos estádios no estado de São Paulo está condicionada ao desenvolvimento de uma vacina contra o novo coronavírus (covid-19) e a um tratamento “cientificamente comprovado”, é o que declarou o secretário-executivo do Centro de Contingência do Coronavírus, João Gabbardo, em entrevista coletiva nesta quarta (8).

“Neste momento, não está sendo sequer analisada a possibilidade de eventos com aglomerações de pessoas. Vamos acompanhar a evolução da pandemia para definir melhor essa situação. [Não tem público] enquanto não tivermos um tratamento que seja cientificamente comprovado, enquanto não tivermos a vacina, que já está em desenvolvimento aqui em São Paulo e em nível federal. A partir do momento que tivermos a vacina e a imunização das pessoas, possibilidade pode ser analisada pelo Centro de Contingência”, afirmou.

Entre as vacinas estudadas, duas estão na fase três de testes em humanos, autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Uma é a CoronaVac, desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac e que tem parceria do Instituto Butantan, que aplicará os testes. Outra é a da Universidade de Oxford, no Reino Unido, produzida com o grupo farmacêutico Astrazeneca e que tem a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) como parceira. Esta última foi considerada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como a mais avançada em pesquisas.

O presidente da Federação Paulista de Futebol (FPF), Reinaldo Carneiro Bastos, segue o discurso de João Gabbardo. “A única coisa que a FPF pode falar agora é que, no Campeonato Paulista, não teremos [público]. Quanto à volta, vamos seguir da mesma forma: quando as autoridades sanitárias entenderem que é o momento. Continuaremos respeitando a saúde, o cuidado com cada um da nossa população”, disse.


O protocolo da FPF, aprovado pelo governo de São Paulo, não aborda, em nenhum momento, a possibilidade de público nos estádios durante a competição, que será retomada no próximo dia 22 de julho. O estado é o que registrou mais casos (341.365) e óbitos (16.788) por covid-19 no Brasil. Segundo os dados do Ministério da Saúde, a taxa de mortalidade (35,9 a cada 100 mil habitantes) é pouco superior à nacional. A de incidência de casos (724,6 por 100 mil habitantes), porém, é menor que a média do país.

No Campeonato Carioca, reiniciado há três semanas, e no Catarinense, que recomeçará nesta quarta, não há previsão de público até o fim da competição. Na Europa, onde o futebol retornou em meados de maio, sete das 10 maiores ligas do continente, conforme o ranking da União das Federações Europeias de Futebol (UEFA), retomaram seus torneios após o pico de covid-19, em abril. Em seis delas, a determinação foi de portões fechados. A exceção foi a Rússia, que permitiu a ocupação de 10% da capacidade dos estádios no retorno.

As consequências da Tragédia de Heysel para o futebol

Por Lucas Paes
Foto: The Telegraph

Heysel foi uma tragédia histórica no futebol europeu

A tragédia de Heysel foi uma das piores catástrofes envolvendo o futebol na Europa. Numa época onde o hooliganismo ainda aflorava no Velho Continente e onde as torcidas eram muito mais violentas, o duelo entre Liverpool e Juventus causou preocupação pelos dois lados, mas naquele 29 de maio de 1985, tanto a desorganização quanto a selvageria dos torcedores dos Reds causaram 39 mortes e incontáveis vítimas de ferimentos no Estádio de Heysel, em Bruxelas. Obviamente, o ocorrido mudou o futebol europeu.

Tudo começou a dar errado quando o setor que estava planejado para ser destinado apenas a torcedores dos Reds, acabou tendo torcedores dos dois times. Os hooligans do Liverpool partiram pra cima da torcida bianconera com barras de ferro. Acuados, os torcedores se amontoaram causando a queda de um muro, que foi o principal causador das 39 mortes ocorridas na ocasião. Obviamente a situação gerou consequências enormes, principalmente no futebol inglês.

A primeira das consequências foi futebolística mesmo. Os times ingleses ficaram suspensos por cinco anos da Liga dos Campeões da UEFA e o Liverpool acabou punido por seis anos, numa época onde era o melhor time da Inglaterra e um dos melhores do continente. Inicialmente a punição era inclusive indefinida, mas foi retirada em 1990. Obviamente essa não foi a única consequência do ocorrido, que teve investigações criminais e prisões na terra da rainha, por exemplo. 

Um fator pouco levado em conta no inquérito e que não exime a culpa dos torcedores foi a estrutura precária do estádio de Heysel, atestada por oficiais ingleses que foram ao local. Porém, a UEFA levou isso em conta e passou a exigir maior estrutura dos estádios que recebiam finais da Liga dos Campeões, ainda que não fosse algo sequer comparável aos padrões atuais. Apenas nos anos 2000 foi criada a classificação que é usada hoje para os locais que recebem os jogos da competição, dividindo os estádios por estrelas.


Na verdade a consequência maior para os estádios foi mesmo na Inglaterra, O país começou a ter padrões mais rigorosos de segurança com relação a quem frequentava os jogos, mas muito ainda deixava a desejar. Foi só depois da tragédia de Hillsbrough, onde morreram 96 torcedores, que regulamentações mais sérias foram impostas. Nesse caso, porém, a torcida do Liverpool levou a culpa por mais de 20 anos sem ter na verdade culpa nenhuma pelo acidente, causado por negligência da segurança. Hoje já se discute o safe-standing nos estádios ingleses, que passaram naquele momento a exigir torcedores sentados, mas a maior parte das mudanças foram muito bem vindas.

A nível europeu, ainda demorou muito para haverem regras mais severas tanto de segurança nos estádios quanto para punições a torcedores brigões. Em 1995, neonazistas ingleses causaram problemas na Irlanda em um duelo entre as seleções dos países e em 1998 ocorreram muitos problemas de violência em plena Copa do Mundo. A Europa, como um continente, só passou a adotar medidas mais rígidas para estádios e brigões a partir da Eurocopa de 2000.

Por fim, o Estádio de Heysel ficou uma década sem receber jogos de futebol antes de ser reformado e praticamente reconstruído do zero. Hoje o local se chama Rei Baudouin e tem qualificação quatro estrelas pela UEFA, o que acaba não permitindo finais de Liga dos Campeões no local, mas permite finais da Copa da UEFA, por exemplo. Em 2000, chegaram a ser disputados duelos da Eurocopa no local, com destaque para a semifinal entre França e Portugal.

A inauguração do Morumbi

Com informações do site oficial do São Paulo FC
Fotos: Arquivo SPFC

Preguinho fez o primeiro gol da história do Morumbi

O dia 2 de outubro é muito especial para o São Paulo FC. É que nesta data, no ano de 1960, foi inaugurado o Estádio do Morumbi, que depois ganharia o nome de Cícero Pompeu de Toledo, o ex-presidente do clube que idealizou o projeto. Aliás, para construir o estádio, o Tricolor fez várias campanhas e a obra durou vários anos.

Com tudo preparado, chegou a data de inauguração: 2 de outubro de 1960. O convidado para repartir a honra desta festividade, o Sporting de Lisboa, havia chegado alguns dias antes e se preparado para o confronto hospedando-se na Ilha da Madeira, o Canindé, do clube irmão: a Portuguesa.

O evento teve início com a benção do novo estádio realizada pelo Cardeal Dom Carlos Carmelo de Vasconcelo Motta e seguiu com o hasteamento das bandeiras do Brasil e de Portugal sob os acordes dos respectivos hinos nacionais. A solenidade prosseguiu ao soarem os clarins de Banda da Força Pública que deu "toque de silêncio" em homenagem póstuma ao idealizador e grande responsável pela construção do maior estádio particular do mundo, à época, o saudoso presidente Cícero Pompeu de Toledo, que nunca chegou a ver sua maior façanha concluída, falecido antes por grave doença.

A justa comoção deu lugar às salvas e hurras ao som do apito do árbitro, Sr. Olten Ayres de Abreu, que deu início a peleja internacional. São Paulo Futebol Clube contra Sporting Club de Portugal. O Tricolor, desfalcado de De Sordi e Dino Sani, contundidos, tinha na figura do capitão, o goleiro Poy, uma das principais figuras em campo. Gino e Canhoteiro também eram grandes nomes, mas o destaque e a principal honra da partida coube a outro jogador...

O estádio lotado para a inauguração

O primeiro gol da história do Morumbi nasceu no 12º minuto e foi assim narrado pela Gazeta Esportiva Ilustrada, daquela quinzena de outubro de 1960: "partindo a ação no flanco esquerdo, com Canhoteiro e Gino. Deste a bola rolou para Fernando Sátyro, isolado nas proximidades da área. O médio preferiu não cerrar, largando passe largo para a direita onde se achava deslocado Jonas, que executou um centro a meia altura. A bola foi encontrar Peixinho na pequena área envolvido por vários adversários. Enquanto estes ficavam na expectativa, o "filho de Peixe" testou baixo para as redes de Anibal".

O gol foi o único da partida festiva. Como não poderia deixar de ser, o São Paulo começou a trajetória histórica no Morumbi com vitória. Peixinho, assim chamado por ser filho do antigo jogador, também artilheiro, Peixe, afirmou à mesma Gazeta Esportiva Ilustrada: "Hoje sou o mais feliz de todos os são-paulinos. Quando vi a bola "beijar" as redes, senti vontade de chorar, rir, pular feito um doido. E acho que não era para menos. De qualquer forma, meu nome vai ficar na história do nosso grande estádio. E eu, como jogador de futebol e como são-paulino, não quero mais nada na vida!"

Poucos lembram se Arnaldo Poffo Garcia ganhou ou não ganhou mais títulos por onde passou, mas todos lembram, claro, do lance que o eternizou. Do gol histórico, o primeiro gol do Morumbi. Tanto que o estilo de gol que realizou naquele dia ficou conhecido desde então, até hoje, como a jogada "peixinho" (pular "de cabeça" em direção a bola, e assim, atirá-la para o gol).

Ademar, Poy, Gildésio, Fernando Satyro, Riberto, Victor e Serrone (roupeiro);
Peixinho, Jonas, Gino Orlando, Gonçalo e Canhoteiro

Encerrada a partida, as personagens do jogo eram somente elogios ao novo estádio e ao São Paulo Futebol Clube: Gonzalez (técnico do Sporting) - "Estou satisfeito, muito satisfeito, por ter tido a felicidade de presenciar um espetáculo assim. Parabéns ao Tricolor". Poy, feliz, disse: "Se eu parasse de jogar futebol hoje, nada teria faltado na carreira".

Laudo Natel, o sucessor de Cícero Pompeu de Toledo, que levou a cabo a construção do Gigante do Morumbi e que costuma dizer que o Morumbi foi o fruto de fé e perseverança, completou: "O público prestigiou a nossa festa dando-nos a alegria de ver o estádio quase que totalmente lotado. Quero agradecer a são-paulinos, palmeirenses, corintianos, lusos, santistas, enfim, quero agradecer a todos que hoje aqui compareceram. Eles viveram conosco estes grandes momentos da vida do São Paulo e do desporto paulista e brasileiro".

Camp de Les Corts - O antecessor do Camp Nou

Por Lucas Paes

O Camp de Les Corts, casa do Barcelona até o fim da década de 50

Um dos maiores clubes de futebol do mundo, o Barcelona tem em seu estádio um templo do futebol. O Camp Nou é um símbolo barcelonista e um dos maiores orgulhos catalães. Mas antes dele, o Barça teve durante muito tempo outro estádio: o Camp de Les Corts 

O estádio não foi exatamente o primeiro do Barça, que antes teve o Camp del Carrier Indústria, mas o Les Corts foi o primeiro com projeções de grandeza.  Eventualmente, ele seria ampliado para suportar 60 mil torcedores. O Camp del Carrer Indústria tinha capacidade para apenas 8 mil torcedores.

O projeto do estádio surgiu um bom tempo antes de ser inaugurado. A ideia vinha de Joan Gamper, fundador, jogador e presidente do Barça que dá nome ao troféu anual disputado em Camp Nou. Com o time virando rapidamente um símbolo catalão e ascendendo em popularidade, o acanhado Carrier Indústria já não servia mais.

Distância entre o atual Camp Nou e o antigo Camp de Les Corts

A construção aconteceu em tempo recorde. A pedra fundamental foi lançada em fevereiro de 1922 e três meses depois já acontecia o jogo inaugural. Nesta partida, os Culés venceram o Saint Mirren, da Escócia, por 2 a 1. Com capacidade inicial de 20 mil pessoas, futuramente houveram ampliações para 45 mil e 60 mil lugares.

O estádio testemunhou um período glorioso do Barcelona, com seis títulos seguidos do Campeonato Catalão e três Copas do Rei. Em 1929, veio o histórico primeiro título da La Liga, justamente na primeira edição do torneio. 

Mas o Camp de Les Corts também foi testemunha de anos difíceis do Barça. Na verdade da Espanha inteira. Símbolo catalão, o Barcelona se tornou um dos pilares do nacionalismo daquela região. Durante os governos de Migulel Primo de Rivera e de Francisco Franco o clube sofreu com episódios de opressão. Na Guerra Civil Espanhola, a sede do Barcelona chegou a ser bombardeada. 

Grandes jogos foram realizados no estádio

A opressão resultou em tempos complicados dentro de campo, numa época em que o Barcelona não venceu títulos espanhóis, apesar de algumas conquistas na Catalunha. Na temporada de 1941/42, quase veio o rebaixamento, mas o título da Copa do Generalismo salvou a temporada. No final dos anos 1940, os tempos bons voltaram com três conquistas da La Liga. 

O início da década de 1950 marcou a chegada do húngaro Kubala. Nos três anos seguintes, o clube conquistou absolutamente todos os títulos a nível nacional e ainda conquistou a Copa Latina. Aquela formação ficaria conhecida como o Barcelona das cinco copas. Mesmo com capacidade para 60 mil pessoas, o Camp de Les Corts não suportava mais as necessidades do Barça. Já em 1950, o clube iniciou um processo para adquirir um novo terreno.

Filme da cerimônia de inauguração do Camp de Les Corts, em 1929

Em 1954, foi lançada a pedra fundamental do que se tornaria o Camp Nou. Três anos depois, no dia 24 de setembro de 1957, foi inaugurado o Camp Nou, com capacidade para 90 mil pessoas. Em 1966, o estádio de Les Corts foi finalmente demolido, dando lugar a um parque com mesmo nome. 

Além do Barcelona, houve um outro clube que mandava jogos no Les Corts. O CD Condal foi um clube que basicamente mandou seus jogos lá em toda sua existência. O Condal foi fundado em 1934 e encerrou as atividades em 1970, estando sempre nas divisões inferiores da Espanha.

Estádio Pedro Benedetti: a casa do Mauaense

Mauaense enfrenta o São Paulo na inauguração
do Estádio Municipal Pedro Benedetti

Mauá sempre foi uma cidade que teve tradição no futebol amador, principalmente com os times bancados pelas fábricas de cerâmica do município, isto durou até o início dos anos 80. Em 15 de dezembro de 1981, vários adeptos do futebol se reuniram para fundar um novo clube, que representaria Mauá no futebol profissional. E assim nasceu o Grêmio Esportivo Mauaense.

Para o primeiro ano, o Mauaense fez uma seletiva entre os jogadores da várzea da cidade e montou seu elenco para o Campeonato Paulista da Terceira Divisão de 1982. Na primeira partida, ocorrida em 31 de janeiro de 1982, uma derrota por 3x0 para o Suzano FC. Os primeiros jogos do Grêmio Mauaense foram disputados no antigo campo do Cerâmica, na entrada do Jardim Zaíra. O campo não existe mais e em seu lugar está o Almoxarifado Central e a Secretaria de Serviços Urbanos da Prefeitura.

O Mauaense disputou o Paulista da Terceira no Campo do Cerâmica até 1984. Como o time atraia um bom público, a Prefeitura decidiu construir um novo estádio. A praça esportiva ganhou o nome de Pedro Benedetti, um ex-jogador que, na década de 1960, jogou em todas as seleções formadas em Mauá e no grande ABC, além de clubes como: Independente Futebol Clube, Associação Atlética Industrial, Cerâmica Futebol Clube, entre outros.

Para a inauguração do novo estádio, o São Paulo Futebol Clube foi o convidado de honra para enfrentar a equipe da casa. E no dia 8 de dezembro de 1984,  o tricolor paulista entrava em campo para enfrentar o Mauaense.

Estádio passou por reformulação em 2006

Com entrada franca, o estádio estava tomado por 15 mil torcedores. No primeiro tempo as redes não foram inauguradas. Já na segunda etapa da partida Cilinho ajustou o tricolor, que não demorou para marcar. O primeiro gol fora anotado por Careca, em seguida foi a vez de Pita balançar as redes do Mauaense.

Mas o público foi ao delírio somente aos 42 minutos do segundo tempo. Foi quando Valtinho aproveitou um cruzamento na área do tricolor, subiu entre o destemido zagueiro Oscar e acertou uma cabeçada fulminante, sem defesa para o goleiro Abelha. 

“No começo da partida eu apostei com o Bôni, zagueiro do São Paulo, que faria um gol em cima do Oscar, um jogador de seleção. O Bôni duvidou, mas no final da partida teve de me dar a camisa dele”, alegra-se Valtinho, em entrevista dada para o ABCD Maior, publicada em 1º de junho de 2013. Foi uma das suas últimas partidas como atleta profissional.

O novo estádio deu sorte para o clube já no primeiro ano. O Mauaense conquistou o título da Terceira Divisão, garantindo sua vaga no grupo de acesso em 1986. Com uma campanha praticamente impecável, onde só não liderou na primeira das quatro fases, o título veio após dois jogos contra o Mirassol. No jogo de ida, um sonoro 3 a 0 no Pedro Benedetti. Na volta, em Mirassol, o empate garantiu a taça.

Equipe do Grêmio Mauaense, campeão Paulista da B1 em 2003

O Mauaense jogou por dois anos o grupo de acesso, sendo rebaixado em 1987. Entre 1988 e 1991, o clube ficou na Terceira Divisão, sempre com campanhas medianas. No ano seguinte, os diretores do clube resolveram tirar um ano sabático, devido a problemas econômicos.

Depois dos 12 meses licenciados, o Mauaense volta a disputar a Terceira Divisão em 1993. Com a reformulação das divisões, em 1994 o clube disputou a Quarta Divisão, onde ficou por três anos. Em 1996, o Pedro Benedetti foi palco de mais uma bela campanha do clube. Com o vice-campeonato, o Mauaense conseguiu o acesso para a A3.

Entre idas e vindas de divisão, o Mauaense conquistou o título paulista da B1 de 2003. O estádio recebeu um dos jogos das finais da Copa Mauro Ramos de Oliveira, em 2002, entre Santo André e Ituano e, em 2006, passou por uma grande reformulação. Atualmente, o estádio tem capacidade para 10.800 pessoas, de acordo com o site da Prefeitura de Mauá, proprietária da praça esportiva.

Atualmente, o clube disputa o Campeonato Paulista da Segunda Divisão, mas que é equivalente à quarta. Todos os jogos em casa são disputados no Pedro Benedetti. Inclusive, amanhã (sábado, dia 25 de abril), o Mauaense faz seu segundo jogo pela competição, o primeiro em casa, contra o Diadema, às 15 horas.

* Quero aqui agradecer ao amigo e grande torcedor do Grêmio Mauaense, Luiz Gustavo Folego, que forneceu informações importantes para este artigo. Na foto abaixo, eu estou com ele no esquenta para o jogo Equador x Honduras, em Curitiba, na Copa do Mundo do ano passado. Um grande abraço, meu amigo!


O Curioso do Futebol

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