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'Estádio jardim' começa a ser construído na Sérvia

Com informações da Agência Estado
Foto: divulgação

O novo estádio na Sérvia

A seleção da Sérvia terá uma nova casa nos próximos anos. A construção do estádio que será palco dos jogos da equipe como mandante começou na quarta-feira na região de Surcin, em Belgrado, e a conclusão está prevista para dezembro de 2026. O nome da arena será escolhido pelos torcedores do país.

O projeto do novo Estádio Nacional sérvio foi feito pela Fenwick Iribarren Architects (FIA) e é focado em ser “ecologicamente correto”, segundo a empresa. A arena terá capacidade para 52 mil espectadores e 4.500 vagas de estacionamento, além de ser composta por quatro anéis suspensos com árvores para colaborar com o conceito de “estádio jardim”.

“Outro aspecto inovador do estádio jardim é sua transformação em um espaço público aberto durante o ano todo”, destacou a FIA. Opções de lazer, cafés e restaurantes estarão no entorno e, de acordo com a empresa de arquitetura, o projeto foi desenvolvido com foco em sustentabilidade e economia verde.

Além de abrigar jogos da Sérvia, a arena deve estar apta a receber torneios da Uefa e da Fifa. “Teremos um dos estádios mais bonitos da Europa e do mundo”, disse o presidente do país, Aleksandar Vucic, durante discurso na cerimônia de início das obras.


Vucic afirmou também que a final da Liga Europa de 2028 deve ser disputada no novo estádio, embora a Uefa ainda não tenha anunciado o país-sede da decisão. “É um dia muito importante para o futebol sérvio. Belgrado merecia ter um Estádio Nacional”, declarou o presidente.

Arquiteto responsável pela nova Vila Belmiro conta detalhes sobre o projeto da arena

Imagem: divulgação

O projeto do novo estádio do Santos FC é assinado pelo arquiteto Luiz Volpato

A tão sonhada nova casa do Santos Futebol Clube já é realidade e está saindo do papel. Aprovado pelo Conselho Deliberativo dos Santos e também pelos sócios, recebendo 97% de votos favoráveis na assembleia, o projeto está em fase de acertos burocráticos. A previsão é que as obras iniciem no segundo semestre de 2023.

Luiz Volpato, arquiteto que assina o projeto, conta os detalhes da proposta arquitetônica pela primeira vez. Para criar uma verdadeira arena multiuso, o profissional traz o que há de melhor em programas de estádios de grande porte, arenas indoor, centros comerciais e teatros mundo afora.

“O projeto busca contribuir fortemente para os sentimentos de identidade e autoestima de seus usuários. Aliamos modernidade e tecnologia para reavivar a marcante trajetória do clube, além de oportunizar a sustentação para investidores”, diz o arquiteto.

Volpato, que possui mais de 20 anos de experiência na área, explica que o objetivo é criar o cenário perfeito para comportar toda a multifuncionalidade do espaço. “A experiência na nova casa santista irá além de um emocionante campo de batalhas. Também será um local de encontros, performances e produção de conteúdo”, acrescenta.

A área construída total será de 71.690,46 m². Destes, a área comercial ocupará 4.940 m², que serão distribuídos em 27 lojas internas e 36 lojas externas. O projeto ainda prevê um amplo estacionamento, dividido em dois andares nos níveis Térreo e Esplanada, com capacidade total para 576 veículos.

Localização - A localização foi uma questão amplamente discutida. A decisão pela manutenção do local considerou o legado santista, que faz parte da memória afetiva da população e do sentimento de pertencimento existente. Segundo o arquiteto, esta bagagem histórica não poderia ser replicada, assim como a paisagem única de morro, mar e canais.

Outra vantagem é que o bairro Vila Belmiro tem uma posição estratégica, oferecendo acessibilidade em diferentes modais. Está próximo à linha de VLT existente, ao futuro corredor de ônibus e às diferentes linhas de ônibus previstas em projetos da prefeitura. A malha cicloviária e duas estações de bicicleta compartilhadas também estão perto do estádio.

Acessos - O projeto propõe a entrada do público pelas quatro esquinas da quadra. Os acessos veiculares e de logística se encontrarão nas ruas José de Alencar e Tiradentes. Já o ingresso para os camarotes será realizado pela Rua Dom Pedro I, e o dos jogadores e da imprensa pela Rua Princesa Isabel. A divisão dos setores seguirá os fluxos distintos, estrategicamente projetados para que os acessos sejam rápidos, confortáveis e seguros. O novo estádio garantirá a acessibilidade adequada para todos os seus protagonistas.

Capacidade - Um complexo desenho geométrico, reverso ao comumente utilizado, resolverá a questão: a deformação da arquibancada será de fora para dentro. Volpato assegura que este artifício, associado a parábola de 100% de visibilidade, permitirá a otimização do espaço e o consequente aumento de sua capacidade. Os espectadores serão divididos em quatro níveis diferentes: Arquibancada, Deck Premium, Camarote e Arquibancada Superior. A capacidade máxima será de 30.108 lugares.

Estética - A própria arquitetura foi pensada para refletir as cores do time, marcado pelo clássico branco e preto, além de detalhes em dourado. O máximo aproveitamento da capacidade do local configurou uma estrutura em formato irregular, que demonstrou potencial para ser explorada esteticamente. A partir dela o arquiteto desenhou uma fachada principal, que promete revelar a alma santista por completo.

A parte superior da arena será composta por uma envoltória branca metálica, com imagens representativas dos ídolos que marcam a história do Santos, como o soberano Rei Pelé. Recordações como a do jogador fazendo sua clássica jogada de bicicleta; ‘’socando o ar’’ - gesto que utilizava ao marcar gol; amistoso em que marcou cinco gols para o Brasil; entre tantas outras ficarão eternizadas na nova casa santista.

Estas figuras, desenhadas através de perfurações computadorizadas, são fotos de acervo do clube, conservadas desde a década de 1960. Também haverá uma montagem com imagens do inesquecível craque e dos maiores artilheiros que já passaram pelo time, como Gabriel (Gabigol), Kleber Pereira, Neymar e Paulinho. Além de recordações de partidas inesquecíveis, incluindo torneios nacionais e internacionais.

O peixe, símbolo da unidade, força e resistência santista, também terá seu lugar no novo estádio. Para proteger a grande esplanada de acesso, Volpato apresentará um elemento especial. Um brise em forma de escamas, com chapas metálicas micro perfuradas e delgadas lâminas de fibra de carbono. Cada detalhe foi pensado para fazer alusão ao adorado mascote da torcida.


Ainda nesta área, localizada na esquina principal do projeto - interseção das ruas Princesa Isabel e José de Alencar -, será inserido o símbolo maior do Santos. A parte mais exuberante do brise foi reservada para receber o brasão do clube, que será pintado na cor dourada. A proposta é consolidá-lo como objeto venerado e eternizado.

Alçapão - O amor e a devoção da torcida santista transformaram o estádio em um verdadeiro “alçapão”, amplamente reconhecido. Para potencializar a energia temerosa emanada pelos torcedores, o arquiteto aliará três premissas. O movimento geométrico das arquibancadas, a aplicação das normas usando os limites mínimos e o preciso desenho da cobertura aumentarão os efeitos de pressão. A promessa é clara: o novo alçapão será ainda mais assustador.

Desafios - Volpato afirma que as inúmeras necessidades e demandas deste projeto impõem um desafio singular, que será enfrentado com muita seriedade. Além da responsabilidade com a história do Santos Futebol Clube e a projeção de seu atual estádio, ele menciona outras condicionantes.

A necessidade de ampliação da capacidade de público para 30 mil lugares; a preservação das características do alçapão; a multifuncionalidade para viabilizar economicamente o empreendimento; e a pequena área de terreno para equipamentos deste porte. O arquiteto avalia que estes pontos formam uma equação bastante complexa para o processo projetual.

Além disso, a cidade de Santos tem um solo que dificulta a obra. É composto por areia e argila mole, impedindo a existência de um subsolo. Devido a isso, os estacionamentos tiveram de ser projetados nos primeiros pavimentos. “Elevamos o campo de futebol para 10 metros de altura do chão. Com isso, liberamos completamente a quadra, o que possibilitou grande fluência para todos os acessos, garagens, centro comercial e a parte funcional para todos os eventos. É uma solução extremamente inusitada e inovadora na construção de estádios de futebol”, declara o arquiteto.

Sócios do Santos aprovam parceria com WTorre para arena na Vila Belmiro

Com informações do GE.com
Foto: divulgação

Maquete do projeto

Neste sábado, os sócios do Santos bateram o martelo e aprovaram a parceria com a WTorre pela nova Vila Belmiro. Por 4.672 votos a 117, os associados disseram sim à proposta de derrubar o atual estádio e construir uma arena. As obras ainda não têm data para serem iniciadas.

Ao longo deste sábado, os sócios adimplentes do Peixe foram convocados a dar parecer sobre o projeto. As votações aconteceram de forma presencial no ginásio da Vila Belmiro e também pela internet, onde os associados se cadastraram previamente para assinalarem o voto.

Para que a parceria fosse aprovada era necessária a maioria simples dos votantes (50% mais um voto). No entanto, o projeto agradou à maior parte da comunidade santista e teve uma aceitação de 97,5% dos associados.

Entenda os próximos passos - A assembleia geral dos sócios era o último passo para que o Santos estivesse legalmente apto a assinar o contrato com a WTorre. Ao longo das próximas semanas, os membros do Comitê de Gestão e os executivos da construtora alinham detalhes sobre a constituição da parceria antes de firmarem o vínculo.

O projeto da nova Vila Belmiro prevê uma arena no mesmo terreno do atual com capacidade para 30.108 torcedores, todos eles cobertos. Por fora, o estádio será revestido em fibra de carbono, simulando as escamas de um peixe - a forma como o clube é carinhosamente apelidado.

A previsão é que, depois de iniciada, a obra leve até dois anos para ser concluída. A WTorre estima o custo em aproximadamente R$ 300 milhões, porém há uma margem de erro de até 30% nos valores, o que considera variações do mercado, taxas de juros e a instabilidade do cenário econômico no Brasil.

Quanto custaria ao Santos? - No acordo firmado com a WTorre, o Santos não pagaria nem um centavo sequer pela construção do novo estádio. O Peixe cederia o terreno da Vila Belmiro e, terminada a obra, a gestão da arena ficaria nas mãos da construtora por 30 anos. Ao fim deste período, o clube assumiria a administração de sua casa.

O custeio da obra seria feito, em parte, pelos próprios torcedores do Peixe. No próximo dia 14 de abril, aniversário do Santos, a WTorre pretende realizar um grande evento para iniciar a venda de produtos vinculados à nova Vila Belmiro.


A ideia é vender as cadeiras, camarotes e demais espaços comerciais da arena ao longo de 2023 para arrecadar R$ 200 milhões. Produtos do atual estádio, como pedaços do gramado, assentos das numeradas e itens com valor histórico e afetivo também serão colocados à venda.

Os outros R$ 100 milhões necessários para a construção da Vila Belmiro seriam custeados pela própria WTorre. Em reunião com o Conselho Deliberativo do Santos, no dia 1º de dezembro, o CEO da construtora, Felipe Macedo, deixou claro que a empresa tem acordos com pelo menos dois bancos para custear a quantia milionária.

Conselho do Santos aprova parceria com WTorre para construção de arena na Vila Belmiro

Com informações do Lance!
Foto: divulgação

O projeto da nova arena

Os membros do Conselheiro Deliberativo do Santos aprovaram, em reunião realizada na noite desta quinta-feira (1), a constituição de parceria para a construção da Arena Vila Belmiro. Na parte online, foram 125 favoráveis, 4 contra e uma abstenção. No presencial o projeto foi aprovado por unanimidade.

WTorre e o Peixe alinharam os detalhes da readequação do Projeto nas últimas semanas. Com a aprovação do colegiado santista, o presidente da mesa informou que a votação, agora pelos Sócios, será realizada no dia 17 de dezembro.

A equipe da WTorre começou a apresentação mostrando a linha do tempo com atualizações do Conselho Deliberativo, proposta de Captação, revisão de arquitetura, alinhamento com parceiros, comercialização, aprovação da obra e, se tudo caminhar como esperado, iniciar as obras.

A WTorre deixou claro que o estádio vai pertencer 100% ao Santos, e que os valores para construção do estádio serão levantados com vendas de cadeiras cativas, camarotes e os o investimento financeiro da própria WTorre, sem com que o Peixe coloque dinheiro.

O custo total previsto para construção é de R$ 300 milhões, com concessão da WTorre por 30 anos. Com cerca de R$ 200 milhões antecipados, como foi explicado acima (vendas de cadeiras e camarotes), a empresa informou que há um acordo encaminhado com instituições financeiras para o financiamento de R$ 100 milhões.

“Arena é do Santos, campo do Santos. Nunca deixa de ser do Santos. O que acontece é que, por 30 anos, ele da o direito de uso da superfície para WTorre. O Santos tem zero obrigação de colocar dinheiro, zero de caixa. Vai ser feito por antecipação (venda de cadeiras e camarotes) do produto e financiamento da WTorre”, disse Claudio Macedo, CEO da WTorre.

Vale destacar que os atuais donos das cadeiras cativas da Vila Belmiro permanecerão com suas cadeiras. Em shows, caso o palco seja central, a capacidade será de 35 mil pessoas. Em caso de palco no fundo (onde fica o gol), são estimadas 25 mil pessoas.

O Peixe precisará gastar, durante os anos de concessão da WTorre, com gastos com energia, segurança e manutenção no sentido geral. A Nova Vila terá cerca de 63 lojas e contará com gramado sintético, assim como a maioria das Arenas no futebol brasileiro.

Na área da imprensa, o projeto mostra a presença de quatro estúdios para TV, 24 posições escritas e duas salas de coletivas de imprensa. O público total do estádio será de 30.108 mil pessoas, com campo sem cobertura, mas arquibancada 100% coberta e gramado sintético.

Com as obras completas, o Peixe deve levar os principais jogos para a Nova Vila Belmiro, incluindo clássicos e jogos intercontinentais. Isso, segundo a WTorre, ajuda a valorizar o espaço e, em consequência, traz patrocinadores ao clube.


Informações complementares:

Área construída: 71.690,46 m²
Área comercial: 4.940 m²
Lojas externas: 36
Lojas internas: 27
Vagas cobertas: 576 Arquibancada: 13.769 (em pé)
Arquibancada: 7.652 (sentados)
Arquibancada superior: 2.605
Deck premium: 3.877 (em pé)
Deck premium: 1.146 (sentados)
Camarotes: 80 unidades: 1.060
Altura: 39m (equivalente a 13 andares)

Com transmissão aos sócios, Conselho do Santos vota projeto da Arena nesta quinta

Com informações do UOL Esporte
Foto: reprodução

Projeto para a nova arena na Vila Belmiro

O Conselho Deliberativo do Santos vai votar pela aprovação ou não do projeto da Nova Arena nesta quinta-feira (01), às 19 horas, de forma híbrida. Além disso, a reunião conta com o Conselho Fiscal para a votação da revisão e suplementação orçamentária do exercício de 2022 e da Proposta Orçamentária para o exercício de 2023. Também a votação e posse dos membros indicados para o Comitê de Gestão. A Sessão Extraordinária terá transmissão ao Sócio Rei através da aba "Conteúdo Exclusivo" no site.

Nas últimas semanas, representantes da empresa e do clube alinharam os últimos detalhes da readequação do projeto. A principal delas é que apenas as cadeiras serão cobertas. O gramado será descoberto. Caso o projeto seja aprovado no colegiado, o Santos trabalha com a data de 17 de dezembro para a votação dos sócios em uma assembleia geral.

Em caso de aprovação do Conselho e dos sócios, a WTorre partirá para a captação dos recursos. Para viabilizar a obra, também será feita a venda antecipada de 5 mil cadeiras e camarotes premium para geração de receitas. O Santos não colocaria dinheiro na construção. A expectativa é que o custo operacional anual gire em torno de R$ 8 milhões. Depois de todas as aprovações, o prazo para a construção da Arena é de 24 meses.

A expectativa é que, com aprovação, as obras comecem no segundo semestre de 2023. O Peixe, inclusive, já trabalha com a opção do estádio do Canindé para os próximos anos.


"Acho que seria no segundo semestre. Tem a fase de captação do dinheiro, venda de cadeiras cativas e tem um ponto que eu não abro mão. Não deixo tirar um tijolo enquanto todo o dinheiro da obra não estiver depositado e com seguro de continuidade. Não vou ser irresponsável de começar e depois não ter dinheiro para terminar", afirmou Andres Rueda em entrevista ao Diário do Litoral.

Arena em Santos – explicando o caso

O projeto da Arena Ulrico Mursa, aprovado pelos conselheiros da Portuguesa Santista

Desde a última terça-feira, dia 6 de dezembro, quando o Conselho Deliberativo da Associação Atlética Portuguesa escolheu a proposta do Grupo Mendes para a construção de sua arena em conjunto com um shopping, em detrimento ao projeto do grupo de investidores ligado ao Santos Futebol Clube, houve muitos comentários sendo espalhados pela mídia e redes sociais.

Algumas destas informações foram divulgadas com meias verdades. Para aumentar o burburinho, na quarta-feira, dia 7, o presidente do Santos Futebol Clube, Modesto Roma Junior, anunciou que estava terminando a parceria que tem com a Briosa no futebol, pois, segundo palavras dele mesmo para o jornal A Tribuna “parcerias se faz com parceiros. Se eles não querem mais parcerias, então acabou”.

Para esclarecer todos os pontos comentados nestes dias, apresentamos todos os pontos deste conturbado episódio envolvendo o futebol da Baixada, que tomou grandes proporções devido ao envolvimento de um grande clube, o Santos FC, e outro tradicional, a Portuguesa. Então, vamos aos fatos.

1 – Antes de mais nada, é bom deixar bem claro que esta história de novo estádio do Santos FC é antiga. Já existiram várias propostas, em diversos lugares, como em São Paulo, no ABC, em Cubatão, na área continental de Santos e até mesmo construir um novo estádio no mesmo lugar onde fica a Vila Belmiro, assim como foi feito no Palestra Itália.

Esta é a proposta do grupo de investidores

2 – A construção de um novo estádio no lugar do Ulrico Mursa, o campo da Portuguesa, em conjunto com um shopping ou um hipermercado também não é nova. No início dos anos 2000 já havia comentários em torno de uma proposta como esta.

3 – No final de 2015, os presidentes do Santos FC, Modesto Roma, e da Portuguesa, Lupércio Conde, anunciaram uma parceria no futebol profissional. Ainda sem ter definido concretamente a parceria, mas já se sabia que o Peixe cederia jogadores do Sub-20 e Sub-23 do clube para a Briosa, sem custo para o clube Rubro Verde. Os comentários se espalharam rápido e chegaram a dizer que o time todo seria do Santos, inclusive a comissão técnica. Na ocasião, ambos os mandatários deixaram claro que a parceria no futebol não tinha nada haver com a questão da área para a construção de um novo estádio para o Santos FC (e você pode conferir isto em matéria no site de A Tribuna).

4 – Já na formação da comissão técnica da Portuguesa Santista para a disputa do Campeonato Paulista da Segunda Divisão de 2016 aconteceu algo totalmente diferente dos comentários. O treinador, Ricardo Costa, o gerente, Samuel Maninho, e quase toda a comissão técnica foram contratados pela Portuguesa. O Santos cedeu apenas o auxiliar, Marcelo Passos. Todos os citados foram importantes para a campanha.

5 – Para a formação do elenco, o Santos cedeu uma lista com 18 atletas, onde a Portuguesa Santista escolheu apenas sete para disputarem a competição: o goleiro Felipe Garça, o zagueiro Alisson, os volantes Carlos Alberto e Kauê Rivera, o meia Jean Chera e os atacantes William e Sillas. Todos os outros 21 atletas do elenco foram contratados pela Portuguesa. Vale ressaltar que Jean Chera foi dispensado ainda na primeira fase, sendo substituído na lista de inscritos por outro jogador contratado pela Portuguesa. Ao final, apenas seis jogadores do Peixe estavam no elenco da Briosa.

O mandatário do Santos FC, Modesto Roma Junior

6 - Do time titular da Briosa que foi campeão, o goleiro Cleyton, os laterais Israel e Vinícius, os zagueiros Dema e Lucão, o volante Pedro, o experiente meia Ricardinho e os atacantes Juninho e Fernando foram trazidos pela Briosa. Apenas William, que foi o artilheiro da competição, e Carlos Alberto eram os jogadores titulares cedidos pelo Santos FC. Todos os jogadores do elenco tiveram grande importância e responsabilidade na conquista.

7 – Na proposta de parceria para a construção da arena do Santos e, consequentemente outro estádio para a Portuguesa, do grupo de investidores, a Portuguesa Santista ficaria com um estádio para 10 mil pessoas, perderia sua área social e ainda teria que ceder parte da renda dos jogos para o mesmo grupo.

8 – Já na proposta do Grupo Mendes para a construção da Arena Ulrico Mursa, haveria um novo estádio, que utilizaria uma parte do campo que existe hoje e o atual social, e uma nova área social, que ficaria no terreno onde hoje é um grande estacionamento. Em troca, o Grupo Mendes utilizaria uma parte da área do clube, a frente, para a construção de um novo shopping. O clube teria ainda participação em alguns serviços do empreendimento, como estacionamento.

9 – Como citado acima, o Conselho Deliberativo da Portuguesa Santista achou a proposta do Grupo Mendes mais vantajosa e a escolheu por 41 votos a 0. É um direito do clube, já que ambos gostariam de utilizar a área da agremiação.

Lupércio Conde, presidente da Portuguesa

10 – Ao contrário do que foi falado por uma pessoa em um meio de comunicação, que não vamos citar nomes, mas inclusive o áudio deste comentário está correndo pelo WhatsApp, nenhum conselheiro da Portuguesa disse na reunião do Conselho algo como “não vamos fechar nada com esses FDP do outro lado do canal”.

11 – O mandatário do Santos Futebol Clube, Modesto Roma Junior, encerrou a parceria no futebol com a Portuguesa Santista logo após saber do escolha do Conselho Deliberativo da agremiação Rubro Verde, o que é direito dele. Porém, ele mesmo tinha falado que a parceria no futebol nada tinha haver com o projeto do estádio. É algo para se pensar.

12 – Para encerrar, muitos torcedores e conselheiros do Santos FC são contra o projeto da Arena do Santos FC deste grupo de investidores. Os motivos são muitos, como por exemplo o de os jogos na Vila Belmiro não estarem com médias de público tão altas e que a Arena seria para 25 mil pessoas, obrigando o Santos ainda a jogar em São Paulo nas decisões (a Conmebol, por exemplo, exige mínimo de 40 mil pessoas de capacidade nas decisões). Aí fica a pergunta: será que o Conselho do Santos FC aprovaria a proposta? Se há dúvidas até em membros do maior interessado na nova arena, por que seria bom para a Portuguesa?

Bom, com tudo isso, espero que os amantes do futebol reflitam antes de dar opiniões sem embasamento.

O Curioso do Futebol

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