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A passagem de André Cruz pelo Napoli

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

André atuando pelo Napoli

O Napoli hoje é considerado uma das grandes forças do futebol europeu. Dono de um ataque poderoso, comandado principalmente pela infernal dupla Kvara e Osihmen, o ex-time de Maradona conquistou recentemente o Scudetto. Em tempos mais antigos, porém, os Partenopei passaram por várias crises, mas mesmo assim tiveram diversos jogadores brasileiros conectados a sua história. Um dos atletas que fez muito por lá foi o zagueiro André Cruz, que completa 55 anos neste dia 20. 

Formado na Ponte Preta, o defensor chegou ao time italiano depois de fazer grandes temporadas com a camisa do Standard de Liege, onde foi inclusive campeão da Copa da Bélgica em 1993. Foi assim que chamou a atenção do Napoli, que o contratou para o início da temporada 1994/1995. Na época, o time do sul passava pelo fim de um período glorioso, quando foi campeão italiano e da Copa da Uefa no final da década de 1980 e começo da de 1990.

Na sua primeira temporada pelo clube, atuou como titular na maior parte dos jogos e foi peça importante do elenco que ficou com uma tranquila colocação no meio de tabela. Marcou um gol inclusive em sua estreia, diante do Genoa. Viveria uma temporada bastante artilheira naquele biênio, marcando 7 vezes durante a temporada, incluindo um gol diante da Internazionale, numa derrota em casa.

Seguiu como titular na temporada seguinte, sendo crucial defensivamente para evitar o descenso de um Napoli que começava a cambalear dentro e fora das quatro linhas. Mais uma vez, ele marcou um gol na estreia da temporada, mas foi seu único naquele biênio, que foi muito fraco para os Partenopei. O time acabou não conseguindo fazer um grande ano em nenhuma competição.


Na temporada 1996/1997, André seguiu como um destaque do Napoli. Além de alguns gols durante a temporada, marcou um crucial já no finzinho do biênio, quando fez o gol dos napolitanos no empate por 1 a 1 com a Inter no San Siro, na semifinal da Copa da Itália. O Napoli chegaria a decisão e perderia para o Vincenza. No geral, fez outro bom ano pelo clube, sendo ao fim dele contratado pelo Milan. 

No total, em três anos, esteve em campo em 98 partidas pelos napolitanos, marcando 14 gols, números excelentes para um defensor. Atuaria ainda por mais sete anos durante sua carreira como futebolista, pendurando as chuteiras no ano de 2004, quando atuava no Goiás. Chegou inclusive a passar pela Seleção Brasileira, durante o ciclo para a Copa do Mundo de 1998, para a qual inclusive foi convocado, mas não atuou.  

O início de André Cruz na Ponte Preta

Foto: arquivo pessoal

André Cruz com mascotes em jogo da Ponte Preta

Um dos grandes zagueiros do futebol brasileiro entre o final da década de 80 e o início dos anos 2000, André Alves da Cruz, ou simplesmente André Cruz, está completando 52 anos neste 20 de setembro. Conhecido por ser um defensor técnico e pelas cobranças de falta certeiras com a perna esquerda, ele surgiu muito bem na Ponte Preta, chegando à Seleção Brasileira defendendo a Macaca.

Nascido em Piracicaba, começou a jogar em sua cidade natal e logo foi levado às categorias de base de Ponte Preta. Em 1986, com apenas 17 anos, foi profissionalizado. A segunda metade dos anos 80 não foram tão positivas para a Nêga Véia, mas, mesmo assim, o time teve alguns jogadores que fizeram fama no cenário nacional e internacional, como o goleiro Sérgio (que como treinador passou a ser conhecido também junto com o sobrenome Guedes), Raí (emprestado pelo Botafogo de Ribeirão Preto) e o próprio André Cruz.

Em 1987, antes de completar 19 anos, André Cruz foi medalha de ouro, pela Seleção Brasileira, nos Jogos Pan-Americanos de Indianápolis. No ano seguinte, estava no time prateado das Olimpíadas de Seul, inclusive fazendo gol de falta contra a Iugoslávia.

Aliás, a Seleção começava a trazer problemas para André Cruz no relacionamento com a Ponte Preta. O jogador ficava cada vez mais valorizado, mas o clube, que vivia brigando para não cair no Campeonato Paulista, dificultava a sua saída.

André Cruz foi um dos jogadores mais cobiçados por grandes times no ano de 1988. Palmeiras, Corinthians, São Paulo e Santos tentaram de todas as formas tirá-lo do Moisés Lucarelli, já que à época André Cruz defendia a Ponte Preta. O tradicional jornal "Notícias Populares" chegou até a publicar a notícia de que André Cruz havia sido negociado para o Corinthians, que além de uma quantia em dinheiro oferecia os passes de alguns jogadores. Mas o transação não foi concretizada. O Corinthians teve de se contentar em trazer Denílson, ex-quarto-zagueiro do América do Rio.


Depois, houve outra confusão. A Ponte queria negociá-lo com o Vasco, mas o jogador tinha uma proposta irrecusável do Flamengo. "A Ponte Preta queria me vender para o Vasco a todo custo. O Eurico prometeu uma série de benefícios ao presidente. Eu seria o único que não ganharia nada com a transação. Aí o Flamengo me ofereceu uma proposta muito boa que acabou me seduzindo. As pessoas que estavam na Ponte me atrapalharam muito, o que acabou contribuindo para eu não jogar a Copa de 90. Nas eliminatórias, eu era o único jogador que era convocado sem ter contrato com clube. Tinha que treinar em casa. Além disso, a seleção tinha grandes zagueiros na época".

Em 1990, finalmente André Cruz saiu da Ponte Preta e pôde defender o Flamengo, mas isto acabou custando a sua vaga na Copa do Mundo. O zagueiro ainda defendeu Standard de Liege, da Bélgica (duas passagens), Napoli, Milan, Torino, Sporting de Lisboa, Internacional de Porto Alegre e Goiás, onde encerrou a carreira em 2004. Ele chegou a fazer parte da Seleção Brasileira vice-campeã do Mundo em 1998, mas não entrou em campo.

Em 1989, uma bomba de André Cruz dá vitória ao Brasil contra a Itália

Por Lucas Paes

André Cruz comemora o gol da vitória do Brasil naquele amistoso

Em 1989, mais precisamente em 14 de outubro, Brasil e Itália fizeram um amistoso no Estádio Renato Dall’Ara, em Bologna, em preparação para a Copa do Mundo de 1990, que ocorreria justamente no país da Bota. Diante de 33 mil torcedores, lotação máxima do local, a Seleção Canarinho venceu o jogo por 1 a 0, com gol de André Cruz, que completa hoje 49 anos. Este gol foi o único dele com a camisa da seleção principal do Brasil.

A exemplo de muitos clássicos entre brasileiros e italianos, o jogo foi disputado, com nenhuma das equipes conseguindo tirar o zero do placar no primeiro tempo. Aos 25’ da etapa final, André Cruz, jogador da Ponte Preta na época, entrou no lugar de Aldair, fazendo então seu 13º jogo pela seleção. Sete minutos depois, o Brasil teve falta perigosa a seu favor e ele soltou um tirombaço, no ângulo, sem nenhuma chance para o lendário goleiro Walter Zenga.

O Brasil que fez o jogo citado

A equipe da casa não conseguiu reagir e o placar acabou ficando mesmo em vitória brasileira. O gol deu certo status a André, que conseguiu transferência para o Flamengo no ano seguinte e passou a atuar mais regularmente na Seleção. Porém, um verdadeiro baile que o zagueiro tomou de Bebeto, em um clássico contra o Vasco, acabou sendo determinante para a sua não convocação para a Copa do Mundo de 1990.

Na Copa do ano seguinte, o Brasil de Sebastião Lazaroni faria uma das campanhas mais decepcionantes do país em Copas do Mundo, enquanto a Azzurra, com um surpreendente e iluminado Schillaci, caíria na semifinal diante da Argentina, numa partida histórica de Goycochea.

A Seleção Italiana

André Cruz esteve durante 10 anos vestindo a camisa canarinho. Entre 1988 e 1998, foram 33 jogos pela Seleção. Ficou, porém, seis anos, entre 1989 e 1995, sem jogar pelo país. Ele foi campeão da Copa América de 1989, além de medalhista na Olimpíada de Seul em 1988 (Prata) e medalhista no Pan Americano de 1987 (Ouro). Fez parte da delegação do time vice-campeão em 1998, ainda que sem jogar nenhuma vez. 

Na carreira como jogador, André teve passagens boas por times brasileiros, como Ponte Preta, onde começou, Flamengo, Inter e Goiás. Virou ídolo na Bélgica, no Standard de Liege e teve boa passagem pelo Napoli e pelo Sporting, além de vestir a camisa de Milan e Torino. Encerrou a carreira em 2004, no Goiás.

Veja como foi o gol de André Cruz

Ficha Técnica
ITÁLIA 0 x 1 BRASIL

Data: 14 de Outubro de 1989
Local: Estádio Roberto Dall’Ara – Bologna (Itália)
Árbitro: Helmt Kohl (Áustria)
Assistentes: Friedrich Kaupe e Kaple (Austria)

Cartão Amarelo
Brasil: Dunga

Gol
Brasil: André Cruz, aos 32’ do segundo tempo 

Itália: Zenga; Bergomi, Ferri (Ferrara), Baresi, De Agostini; De Napoli, Berti, Baggio, Giannini (Fusi); Carnevale, Vialli - Técnico: Azeglio Vicini

Brasil: Taffarel; Aldair (André Cruz), Mauro Galvão, Ricardo Rocha; Jorginho, Dunga, Alemão (Geovani), Silas (Tita), Mazinho. Muller e Careca - Técnico: Sebastião Lazaroni

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