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O início de Fábio Luciano na Ponte Preta

Foto: arquivo

Fábio Luciano no primeiro ano como profissional da Ponte Preta, em 1996

O ex-zagueiro e atual comentarista Fábio Luciano está completando 46 anos neste 29 de abril. Zagueiro conhecido por ser preciso nos desarmes, teve destaque nas passagens por Corinthians, Fenerbahçe e Flamengo, mas começou a sua carreira na Ponte Preta.

Nascido em Vinhedo, Fábio Luciano foi descoberto jogando por times de sua cidade e acabou sendo levado para a Ponte Preta, para jogar nas categorias de base. Zagueiro vigoroso, embora não fosse violento, logo demonstrou ser um grande desarmador de jogadas e, por isto, chamou a atenção de todos no clube. Ele fez parte da equipe que foi vice-campeã da Copa São Paulo de Juniores de 1995.

Mas a vida de Fábio Luciano na Ponte não foi fácil. O clube não vivia bom momento, jogando as divisões de acesso tanto no estadual como no Brasileirão e, por isto, tinha dificuldades de utilizar jovens atletas na equipe principal. O zagueiro mesmo só foi alçado aos profissional em 1996, quando a idade de Sub-20 "já tinha estourado".

Mas, Fábio Luciano foi ganhando o seu espaço na equipe. Apesar de a temporada de 1996 não ter sido boa e em 1997 a equipe ter falhado na busca do acesso no Paulistão, no Brasileirão Série B a situação foi diferente: a Ponte Preta foi vice-campeã, perdendo o título para o América Mineiro, mas conquistando a sua vaga na elite do futebol nacional a partir de 1998.

Nesse período, Fábio Luciano foi conquistando de vez a titularidade na "Nêga Véia". Porém, na Série A2 de 1998, a Ponte novamente não conseguiu o acesso, ficando em terceiro, em um campeonato em que só subiu o campeão União Barbarense. No Brasileirão, o zagueiro passou a fazer dupla com o experiente Ronaldão e a equipe conseguiu o seu objetivo: permanecer na elite.

O ano de 1999 foi de afirmação para Fábio Luciano na Ponte Preta. Finalmente o acesso para a A1 do Paulistão veio, com o vice na A2, perdendo o título para o América de São José do Rio Preto. O entrosamento com Ronaldão foi se afinando cada vez mais e a dupla foi o alicerce na grande campanha no Brasileirão. A equipe chegou nas quartas-de-final, vendendo caro a eliminação para o São Paulo, e ficando na sexta colocação no geral.


As belas apresentações de Fábio Luciano no Brasileirão de 1999 fizeram com que vários times brigassem pelo atleta. O Corinthians venceu a "batalha" e contratou o zagueiro, junto com o lateral-direito Daniel. Ele acabou virando titular logo no primeiro jogo do Mundial de Clubes, que o Timão conquistou.

Em 2001 ele chegou a ser emprestado para o Internacional e voltou para o Corinthians em 2002. Depois, ainda defendeu Fenerbahçe, da Turquia, Colônia, da Alemanha, e seu último clube foi o Flamengo, por onde jogou até 2009. Chegou a fazer também algumas partidas pela Seleção Brasileira e atualmente é comentarista da ESPN.

O início de André Cruz na Ponte Preta

Foto: arquivo pessoal

André Cruz com mascotes em jogo da Ponte Preta

Um dos grandes zagueiros do futebol brasileiro entre o final da década de 80 e o início dos anos 2000, André Alves da Cruz, ou simplesmente André Cruz, está completando 52 anos neste 20 de setembro. Conhecido por ser um defensor técnico e pelas cobranças de falta certeiras com a perna esquerda, ele surgiu muito bem na Ponte Preta, chegando à Seleção Brasileira defendendo a Macaca.

Nascido em Piracicaba, começou a jogar em sua cidade natal e logo foi levado às categorias de base de Ponte Preta. Em 1986, com apenas 17 anos, foi profissionalizado. A segunda metade dos anos 80 não foram tão positivas para a Nêga Véia, mas, mesmo assim, o time teve alguns jogadores que fizeram fama no cenário nacional e internacional, como o goleiro Sérgio (que como treinador passou a ser conhecido também junto com o sobrenome Guedes), Raí (emprestado pelo Botafogo de Ribeirão Preto) e o próprio André Cruz.

Em 1987, antes de completar 19 anos, André Cruz foi medalha de ouro, pela Seleção Brasileira, nos Jogos Pan-Americanos de Indianápolis. No ano seguinte, estava no time prateado das Olimpíadas de Seul, inclusive fazendo gol de falta contra a Iugoslávia.

Aliás, a Seleção começava a trazer problemas para André Cruz no relacionamento com a Ponte Preta. O jogador ficava cada vez mais valorizado, mas o clube, que vivia brigando para não cair no Campeonato Paulista, dificultava a sua saída.

André Cruz foi um dos jogadores mais cobiçados por grandes times no ano de 1988. Palmeiras, Corinthians, São Paulo e Santos tentaram de todas as formas tirá-lo do Moisés Lucarelli, já que à época André Cruz defendia a Ponte Preta. O tradicional jornal "Notícias Populares" chegou até a publicar a notícia de que André Cruz havia sido negociado para o Corinthians, que além de uma quantia em dinheiro oferecia os passes de alguns jogadores. Mas o transação não foi concretizada. O Corinthians teve de se contentar em trazer Denílson, ex-quarto-zagueiro do América do Rio.


Depois, houve outra confusão. A Ponte queria negociá-lo com o Vasco, mas o jogador tinha uma proposta irrecusável do Flamengo. "A Ponte Preta queria me vender para o Vasco a todo custo. O Eurico prometeu uma série de benefícios ao presidente. Eu seria o único que não ganharia nada com a transação. Aí o Flamengo me ofereceu uma proposta muito boa que acabou me seduzindo. As pessoas que estavam na Ponte me atrapalharam muito, o que acabou contribuindo para eu não jogar a Copa de 90. Nas eliminatórias, eu era o único jogador que era convocado sem ter contrato com clube. Tinha que treinar em casa. Além disso, a seleção tinha grandes zagueiros na época".

Em 1990, finalmente André Cruz saiu da Ponte Preta e pôde defender o Flamengo, mas isto acabou custando a sua vaga na Copa do Mundo. O zagueiro ainda defendeu Standard de Liege, da Bélgica (duas passagens), Napoli, Milan, Torino, Sporting de Lisboa, Internacional de Porto Alegre e Goiás, onde encerrou a carreira em 2004. Ele chegou a fazer parte da Seleção Brasileira vice-campeã do Mundo em 1998, mas não entrou em campo.

Washington recorda as artilharias pela Ponte Preta em 2001

Com informações da FPF
Foto: Ernesto Rodrigues/Folhapress Digital

Washington fez 83 gols com a camisa da Ponte Preta

Referência no ataque pontepretano no início dos anos 2000, o atacante Washington foi um dos convidados da live Paulistão Em Casa, que repercutiu as boas campanhas do clube no período. Destaque em 2001, quando foi artilheiro do Paulistão e da Copa do Brasil, ele relembrou a temporada especial da equipe campineira.

"Em 2001, fui artilheiro da Copa do Brasil, chegando a Seleção Brasileira. Não tinha o que falar, o time era muito bom. O Ronaldão com a experiência que tinha, com tantos outros grandes jogadores. Era um time de muita qualidade, foi memorável", disse Washington, que defendeu o Brasil na Copa das Confederações.

Sétimo maior artilheiro da história da Ponte Preta, com 83 gols, Washington teve duas passagens pelo clube. A primeira, durante o Campeonato Paulista da Série A2 de 1998, e a segunda, entre 2000 e 2002, após passagem pelo Paraná.


Para ele, um dos diferenciais do time alvinegro era a força da equipe no estádio Moisés Lucarelli. "A mística, aquilo que envolve o Moisés Lucarelli com a torcida da Ponte Preta é uma coisa absurda. A torcida, quando abraça o time, acaba fortalecendo demais o grupo, então a Ponte se torna muito forte no Moisés Lucarelli", avaliou.

Além de Washington, a live que relembrou grandes campanhas da equipe de Campinas entre 1998 e 2002, foram chamados o meia Adrianinho e o zagueiro Ronaldão. Nesta época, a Ponte Preta foi vice da Série A2 do Paulista em 1999, semifinalista no Paulistão de 2001 e Copa do Brasil no mesmo ano, além de ter chegado ao mata-mata do Brasileirão em três anos consecutivos:1999, 2000 (Copa João Havelange) e 2001.

O Curioso do Futebol

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