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O Corinthians campeão do Torneio Laudo Natel em 1973

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Corinthians campeão do Laudo Natel em 1973

Os anos 1970 foram em sua maior parte integrantes da enorme fila sem títulos que o Corinthians passou entre 1954 e 1977, ficando marcados como uma ferida na história do clube que terminou na euforia diante da Ponte Preta em 1977. Em meio a esse sofrimento, porém, a torcida corintiana teve pelo menos um momento de alegria e folia, no dia 3 de março de 1973, que era um sábado de carnaval, quando o Timão bateu o Palmeiras e ficou com o título do Torneio Laudo Natel.

O Torneio Laudo Natel foi um campeonato amistoso disputado entre alguns times paulistas nos anos de 1972, 1973 e 1975 em homenagem a Laudo Natel, que foi governador do estado de São Paulo por algum tempo. Naquele ano, o Timão sairia do torneio com a taça após vencer o Palmeiras na decisão, no Morumbi, pelo placar de 2 a 1.

Antes disso, o Timão havia chegado lá estreando com um empate sem gols contra o Saad (e batendo o time de São Caetano por 2 a 0 na prorrogação) e batendo a Lusa por 1 a 0 na sequência, no jogo válido pela semifinal e curiosamente disputado no Parque Antártica. O Palmeiras, por sua vez, goleou o Paulista por 4 a 0 no Jaime Cintra e passou pela Ponte na semifinal, goleando por 4 a 0 no Parque Antártica. 

Na decisão, no primeiro jogo, o Timão já saiu em vantagem ao bater o Palmeiras por 1 a 0, gol marcado por Vaguinho no primeiro tempo. No jogo decisivo, porém, que saiu na frente foi o Verdão, graças a um gol de Mílton, logo aos sete minutos de partida, zerando a vantagem alvinegra. Rivelino empatou aos 34' e quando o empate, que já favorecia o Timão, parecia certo, Lance marcou o segundo aos 39 minutos do segundo tempo e decretou de vez o título e a folia alvinegra.


Foi uma das poucas alegrias corintianas naquela década. O Alvinegro do Parque São Jorge ainda demoraria longos quatro anos para quebrar o jejum de títulos e se alçar a condição de campeão do Paulistão de 1977, com o histórico gol de Basílio, que deu o título ao Timão. 

A passagem de Waldir Peres no Corinthians

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Waldir Peres no Timão

Ídolo do São Paulo, goleiro da Seleção Brasileira durante boa parte do ciclo de Telê Santana, o paulista Waldir Peres foi durante sua carreira um dos grandes nomes do futebol brasileiro durante a década de 1980. Questionado por alguns, principalmente com relação a sua história com a camisa canarinho, o ex-atleta, falecido em 2017, completaria neste dia 2 de janeiro 71 anos. Um dos clubes onde jogou em sua carreira foi no Corinthians, no final dos anos 1980.

Waldir chegou ao Timão no ano de 1986, vindo do Guarani, após boa temporada defendendo os arcos bugrinos. Apesar de sua imensa identificação com o São Paulo, onde era ídolo, o goleirão foi bem recebido pela torcida corintiana. Chegou ao Parque São Jorge, porém, numa época não muito gloriosa da história do time corintiano, que vivia uma entressafra entre a Democracia Corintiana e o time que faria história em 1990.

Titular desde sua estreia, defendeu o clube principalmente em jogos do Paulistão e desde o começo foi importante para as pretensões corintianas enquanto esteve no clube. Em um primeiro momento, não conseguiu ser importante para que o Timão fosse muito longe nas competições. A equipe do Parque São Jorge até chegou nas quartas do Brasileirão, mas caiu diante do América. 


Seu grande momento defendendo o gol corintiano foi vivido durante o Paulistão de 1987, mais especificamente durante o segundo turno da competição, onde suas defesas foram cruciais para que o Corinthians conseguisse avançar na competição, fazendo um grande segundo turno e chegando até a decisão. Na final, porém, acabou derrotado pelo São Paulo, que na época era o atual campeão do Brasileirão.

Ficou ainda no comecinho de 1988 no Alvinegro do Parque São Jorge, mas ainda no início do ano, já tendo comprado o próprio passe, se transferiu para a Lusa, que seria um dos últimos times de sua carreira, já que ainda passou por Santa Cruz e Ponte Preta antes de por fim pendurar as luvas, em 1989. Pelo Timão, no total, atuou em 74 jogos. 

A passagem de Válber pelo Corinthians

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Válber atuando no Corinthians contra seu time anterior, o Mogi Mirim

O interior paulista já revelou diversos times que ficaram marcados na história do futebol brasileiro pelo futebol que mostraram. Um deles foi o ótimo Carrossel Caipira do Mogi Mirim, de 1992 e 1993. Aquele time mostrou ao grande cenário vários jogadores que ficaram conhecidos no futebol brasileiro, incluindo o craque Rivaldo, que marcaria a Seleção Brasileira dali a alguns anos. Entre estes esteve o meia Válber, que completa 51 anos neste dia 6 e que passaria pelo Corinthians.

Válber, que assim como Rivaldo começou no Santa Cruz, chegou ao Timão vindo direto do Mogi Mirim. Na época veio como a grande contratação do Timão, já que fora o artilheiro do Paulistão de 1992, o que fez com que vários times grandes quisessem seu passe e o Corinthinas passasse a frente para o contratar. Foi neste contexto que chegou inclusive junto a Rivaldo no Timão. Aliás, o 'pacote' vindo do Sapo também tinha o lateral Ademílson e o atacante Leto.

Ele estreou com a camisa do Alvinegro do Parque São Jorge em um jogo diante do Vasco, no Torneio Rio-São Paulo de 1993, mais especificamente no dia 11 de julho daquele ano. Sua estreia pelo Timão foi empolgante ao extremo, já que foi crucial na vitória por 4 a 3 diante do Cruzmaltino, marcnado 3 gols na vitória por 4 a 3 diante dos cariocas no Pacaembu. 

No geral, Válber não foi exatamente apagado no Corinthians. Teve boas atuações e principalmente marcou seus gols, principalmente diante do Vasco que sozinho tomou cinco gols do ex-jogador do Mogi Mirim durante sua passagem pelo Corinthians.

Neste período, chegou até à Seleção Brasileira, atuando no segundo tempo em um amistoso contra a Alemanha, uma derrota por 2 a 1. Permaneceu atuando bastante pelo alvinegro do Parque até o final daquele ano, sendo um dos artilheiros do time no Brasileirão de 1993, onde o Corinthians ficou pelo caminho na segunda fase.


Se despediu do time paulista ao final daquele ano, negociado com o Yokohama Flugels, do futebol japonês, que começava a ter um investimento mais massivo no esporte. No total, atuou em 27 jogos com a camisa do Timão, o último deles diante do Santos na segunda fase do Brasileirão, marcando um total de 12 gols.

A passagem de Luís Mário pelo Corinthians

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Luís Mário jogando no Corinthians

O atacante Luís Mário Miranda da Silva foi mais um dos vários nomes da posição que se criou no futebol brasileiro durante os anos 1990 e 2000. Dono de bom futebol e criador de boas jogadas pelo lado do campo, ele conseguia jogar em várias posições no campo de ataque. O ex-atleta, que completa neste primeiro dia de novembro seus 46 anos teve passagem pelo Corinthians no final dos anos 1990.

Revelado pelo Remo, onde chamou a atenção de muita gente com um bom futebol, Luís chegou ao Corinthians em 1999, após ter um bom desempenho atuando pelo Mogi Mirim no futebol paulista. Na época, chegou como reforço a um time do Corinthians que possuía um elenco tomado de ótimas peças naquele período. Ele chegava para reforçar esse elenco.

Ele estreou pelo Timão em julho daquele ano, num amistoso contra o Rio Claro, onde o Timão venceu por 6 a 0 e ele inclusive marcou um dos gols vindo do banco. Atuou esporadicamente vindo do banco de reservas durante a campanha do Brasileirão, onde acabou não marcando nenhum gol, mas se destacou pelo bom desempenho nessas partidas em criação de jogadas contra os defensores adversários.



Seguiu como reserva no ano de 2000. Fez seu segundo gol pelo Corinthians naquele ano, num jogo do Paulistão diante da Matonense e também. Curiosamente, naquele ano, não chegou a atuar durante a disputa do Mundial de Clubes, apesar de fazer parte do elenco campeão. Marcou outro gol naquele paulistão diante do Palmeiras, em um jogo que o Timão venceu por 4 a 2.

Seu último torneio pelo Timão foi o Rio São Paulo de 2001. Após aquele campeonato, encerrou sua passagem pelo clube e acabou negociado com o Grêmio, clube pelo qual curiosamente seria decisivo em um título de Copa do Brasil justamente diante do Corinthians. No total, pelo Timão, atuou em 44 jogos e fez 4 gols. 

Há 20 anos, Alberto fazia gol de bicicleta e Santos batia o Corinthians no Pacaembu

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Alberto comemora gol diante do Corinthians

O ano de 2002 acabou terminando como um dos mais especiais da história do Santos. O Alvinegro Praiano terminou aquele ano com um título brasileiro ganho por uma geração promissora que botou o clube de volta no topo do futebol brasileiro. Aquele time quase termina sem a classificação para o mata-mata, mas teve ao longo do torneio alguns resultados expressivos que mostravam que o time tinha qualidade e poderia fazer mais. Um deles ocorreu em 3 de outubro de 2002, numa vitória por 4 a 2 sobre o Corinthians no Pacaembu com direito a gol de bicicleta de Alberto.

O Santos chegava para aquela partida com uma sequência de três empates seguidos nos últimos jogos da competição, sendo o último diante do Palmeiras, na Vila Belmiro, enquanto o Corinthians até vinha de empate, num jogaço diante do São Paulo que terminou 2 a 2, mas havia conseguido algumas vitórias nos jogos anteriores e disputava a parte de cima do campeonato. 

Diante de um Pacaembu completamente tomado por uma maioria corintiana, os Meninos da Vila não se intimidaram e partiram para cima do Corinthians. O gol histórico de Alberto sairia ainda muito cedo no jogo. Aos 18 minutos, Diego aprontou um caos no lado esquerdo do ataque santista, cruzou e depois de um bate e rebate a bola subiu e Alberto improvisou uma bicicleta para marcar um golaço e abrir o placar. Sem parar de pressionar, o Peixe não deixou o Timão respirar e seguiu em busca do segundo, que veio aos 31', numa falta cobrada por Diego, que passou por um passe de Maurinho e terminou no segundo de Alberto. Ainda no primeiro tempo, Renatinho perdeu ótima chance de ampliar na pequena área. 


Na etapa final, o Santos precisou de três minutos para fazer o placar virar naquele momento uma goleada. Aos 3', Elano aproveitou rebote de Doni e fez 3 a 0. Pouco depois, o meia santista tentou cruzar, contou com desvio do jogador corintiano e marcou o quarto. Três minutos depois, porem, Fabinho tentou cruzar, Alex desviou e marcou contra o primeiro do Corinthians no jogo. O Santos, porém, seguiu em cima e quase marcou com Robinho pouco depois. Diego também só não marcou outro pois Doni defendeu a cobrança de falta. O Corinthians até assustou com Vampeta acertando um torpedo no travessão e até diminuiu com Leandro aos 35', mas na verdade sequer passou perto de conseguir mudar o resultado, que foi uma vitória justa do Santos.

A sequência da competição serviria para recolocar o Peixe nos trilhos e o Corinthians se recuperou aos poucos. No fim das contas, ambos acabaram decidindo aquele campeonato, mas essa história você lerá aqui em outro dia. 

A passagem de Gralak pelo Corinthians

Por Lucas Paes
Foto: Juha Tamminnen

Gralak atuando no Corinthians

Paulo Sérgio Gralak, mais conhecido ao longo de sua carreira pelo seu último sobrenome, foi dentro de campo um zagueiro de passagens por alguns clubes brasileiros e também estrangeiros. O ex-jogador, que completa 53 anos neste 18 de agosto, viveu no começo de carreira grandes momentos atuando pelo Pinheiros, que depois se tornou o Paraná. Assim acabou chegando ao Corinthians, por onde teve uma passagem de um ano.

Chegou ao Parque São Jorge, como destacado anteriormente, após grande começo de carreira no Paraná, principalmente nas campanhas do Brasileirão da Série B de 1992 e nos dois títulos estaduais em 1991 e 1993. Curiosamente, quando jogava no Tricolor, que hoje vive o pior momento de sua história, fez um gol direto de um lateral que acabou validado erroneamente pelo árbitro.

Foi titular do time do Parque São Jorge durante a maior parte da campanha do Paulistão de 1994, onde o Timão acabou ficando com o vice-campeonato, num torneio de pontos corridos que teve como campeão o esquadrão que na época tinha o Palmeiras, simplesmente implacável durante toda a competição, não dando chances aos concorrentes. Naquele campeonato, ele marcou seu primeiro gol pelo Corinthians, em um clássico diante do São Paulo, numa pancada de falta.

Viveu seu melhor momento pelo clube durante a campanha do título da Copa Bandeirantes, torneio criado por iniciativa da Band e da FPF para dar uma das vagas do estado na Copa do Brasil de 1995. Marca diante do Araçatuba e no segundo jogo da final diante do Santos. Joga em boa parte da campanha do Brasileirão, sem conseguir fazer muito para evitar o vice-campeonato do alvinegro contra o Palmeiras.


Sem impressionar muito em seu ano no Parque São Jorge, não desperta interesse na permanência e acaba então negociado com o Coritiba, finalizando sua passagem pelo Corinthians ao final do ano de 1994. No total, atuou em 54 partidas pelo Timão, marcando quatro gols neste período. 

O início do atacante Ewerthon no Corinthians

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Ewerthon atuando no Corinthians

Os anos 2000 foram um período de sucesso para atacantes brasileiros no futebol alemão e o Borussia Dortmund foi um dos times que seu bem com jogadores canarinhos. Ewerthon, que completa 42 anos neste dia 10 de junho se tornaria um desses grandes nomes. Antes, porém, de se consagrar nas terras germânicas, o atacante teve um bom começo vestindo a camisa do Corinthians, numa das épocas mais gloriosas do Alvinegro do Parque São Jorge.

Ewerthon foi um dos destaques do título do Corinthians na Copa São Paulo de Futebol Júnior de 1999 e isso fez com que rapidamente fosse alçado ao time principal do Coringão. Ele até havia atuado no ano anterior pelo time profissional em duas oportunidades, mas o ano de 1999 foi quando realmente passou a ganhar espaço, principalmente a partir da campanha do Brasileirão, onde teve alguns jogos com boas contribuições. 

Em 2000 passou a figurar bastante em jogos do time principal e teve algumas contribuições importantes, fazendo parte da equipe do Corinthians que foi campeã do Mundial de Clubes da FIFA naquele ano no Rio de Janeiro. Ainda encontrava dificuldades para achar espaço devido as boas opções ofensivas que o Timão possuía naquele momento, mas conseguiu contribuir com quatro gols ao longo do ano. 


Em 2001 começou a temporada vivendo seu grande momento no clube. Na Copa do Brasil, foi peça chave da campanha espetacular do alvinegro, que terminou em uma derrota na decisão para o Grêmio. Além disso, ajudou o Corinthians na conquista do título do Paulistão de 2001. Na metade do ano, depois de 16 gols em 34 jogos, acabou sendo negociado com o Borussia Dortmund, da Alemanha.

No total, Ewerthon atuou durante quatro anos no profissional do Corinthians. Vestiu por 74 vezes a camisa do clube, sendo 40 dessas partidas como titular, marcando um total de 21 gols. Depois de deixar o Parque São Jorge, passaria uma década da carreira jogando na Europa antes de retornar ao Brasil e atuar pelo Palmeiras. Ele pendurou as chuteiras em 2014, no Atlético Sorocaba.

A passagem de Célio Silva pelo Corinthians

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Célio Silva atuando no Corinthians

Conhecido pelo apelido de "O Canhão do Brasileirão" o defensor Célio Silva foi um dos bons nomes do futebol brasileiro que surgiu entre os anos 1980 e 1990. O ex-jogador, que está completando 54 anos neste dia 20, atuou em diversos clubes brasileiros e também de fora do país. Entre 1994 e 1998 teve uma marcante passagem pelo Corinthians, time pelo qual mais atuou no futebol brasileiro.

Chegou ao Parque São Jorge depois de uma temporada atuando na França, onde jogou pelo Caen. Na época preferiu retornar ao futebol brasileiro, apesar de não ter ido mau nas terras europeias. Estrearia pelo time do Parque São Jorge ainda em setembro de 1994, numa derrota por 2 a 0 para o Sport Recife, em jogo válido pelo Brasileirão. Foi titular durante boa parte da campanha da equipe no torneio.

Viveu seu grande ano vestindo a camisa do Timão em 1995. Naquele período, ajudou com seus gols e seus bons jogos defensivamente na conquista de dois títulos: a Copa do Brasil e o Paulistão. Dono de um potente chute com o pé direito, ajudou até com gols em ambas as campanhas. As boas atuações jogando no Timão o garantiram inclusive na Seleção Brasileira. 

Seguiu sendo titular e um dos grandes jogadores do Timão nos anos seguintes. Além da segurança que trazia a zaga, era sempre um perigo nas bolas paradas devido ao já citado chute forte. Em 1997, outra vez foi destaque na campanha de um título importante, quando ajudou os corintianos a conquistarem mais uma vez o Campeonato Paulista. Aquele seria seu último título vestindo a camisa do Alvinegro do Parque São Jorge. 


Ficou no Corinthians até a metade do ano de 1998, quando deixou o Parque São Jorge para atuar pelo Goiás. Em quatro anos no clube atuou em 157 partidas, sendo apenas quatro delas como reserva e marcou 19 gols, sendo o quarto zagueiro que mais fez gols na história corintiana. Célio Silva esteve em atividade até 2003 e hoje tenta seguir carreira como treinador.

Há 105 anos, era jogado o primeiro Derby Paulistano entre Palestra Itália e Corinthians

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

O Palestra venceu o primeiro derby

A rivalidade entre Palmeiras e Corinthians é uma das maiores do futebol mundial. O Derby Paulistano já produziu decisões de Brasileirão, vários jogos decisivos no Paulistão e até partidas válidas pelo mata-mata da Libertadores. Há 105 anos, no dia 6 de maio de 1917, as duas equipes duelaram pela primeira vez na história, numa partida que terminou 3 a 0 para o Palestra Itália, nome que o Palmeiras tinha na época, em jogo que foi disputado no Parque Antártica, pelo Paulistão.

Historicamente, a rivalidade entre os dois clubes já começou acirrada desde sempre. O Palmeiras, ou melhor, o Palestra Itália, na época, nasceu de dissidentes do Corinthians, clube que fora fundado por famílias vindas da Espanha e da Itália (e curiosamente levou o nome de um time inglês.). Aquela seria a primeira partida de uma rivalidade que se tornaria uma história gigante no futebol paulista.

Diante de um clima de grande ansiedade no estádio, que recebeu grande número de torcedores, o Palestra e o Corinthians se revezaram em chances criadas na primeira etapa, segundo crônicas de jornais da época, sem nenhum dos dois times conseguir furar o bloqueio defensivo alheio.

O time do Corinthians no primeiro Derby

O segundo tempo levava o mesmo tom do primeiro até que Caetano abriu o placar aos 16 minutos, numa jogada descrita como um belo chute de longe. A partir daí, o domínio foi do time da casa, que ainda marcou mais duas vezes com Caetano e fechou o placar em 3 a 0.

Aquele seria apenas o primeiro de mais de quase 400 jogos entre os dois times até os dias de hoje. O Palmeiras já teve uma imensa vantagem e hoje possuí apenas três vitórias a mais que o rival, que encostou e quase reverteu a vantagem nos últimos anos, até o Verdão se ajeitar a partir de 2015.



Mesmo hoje, onde o time do Allianz Parque tem momento melhor, o duelo segue sendo sempre disputado entre as duas equipes, que constantemente ganham na casa alheia. O próximo duelo entre os dois times está marcado apenas para o dia 14 de agosto, na Arena Corinthians.

Santos perde para o Corinthians e dá adeus ao Paulistão sub-20

Com informações do Corinthians
Foto: Pedro Ernesto Guerra Azevedo/SFC

O Corinthians venceu o Santos no Parque São Jorge

A caminhada do Santos no Campeonato Paulista sub-20 terminou nas semifinais. O Peixe foi até o Parque São Jorge, na tarde desta sexta, dia 18 e acabou batido pelo Corinthians por 3 a 1. O resultado classificou o time do Parque São Jorge para a decisão da competição. Agora, os corintianos aguardam o resultado do jogo entre Audax e Palmeiras, que duelam na segunda-feira, dia 21, em Osasco.

Os corintianos havia chegado a semifinal batendo o Taubaté por 3 a 1 nas quartas, em jogo disputado no Parque São Jorge, local do duelo desta sexta com o Santos. Já os santistas haviam vencido a Ferroviária, que fazia boa campanha, dentro da Fonte Luminosa, por 2 a 1. 

A partida iniciou com o Corinthians comandado as ações no meio-campo e ataque. Aos 7 minutos, a primeira chegada do alvinegro, Adson recebeu lançamento de Vitinho e tentou chute forte, quase sem ângulo, passando perto do gol santista. Com 16', o Timão tenta pela segunda vez, Reginaldo perde a bola no campo de ataque, Ronald recupera e toca para Adson, o atacante arrisca num chute rasteiro e forte, porém a bola não pegou direção para o gol. A equipe santista teve sua primeira oportunidade aos 23', em jogada individual, o atacante Fernando chegou pela esquerda, cortou o zagueiro Alemão e chutou cruzado em direção ao goleiro Yago, a bola bateu na trave e saiu.


Aos 25 minutos, em bola recuperada após escanteio batido, Ronald fez o cruzamento e o goleiro Breno espalmou, Alemão subiu mais alto que o zagueiro e cabeceou na rede, pelo lado de fora. A pressão era grande, e um minuto depois, aos 26 minutos, Matheus Araújo sofreu pênalti, na batida, Vitinho desperdiça a oportunidade de abrir o placar. Com 28 minutos, a zaga do time da casa faz lançamento em profundidade para Adson, o goleiro Breno e Adson dividem a bola fora da área de gol e o goleiro é expulso, por ser o último homem. Na batida da falta, a bola bate na barreira e sai para escanteio.

Aos 37 minutos o Corinthians abre o placar após trabalhar a bola no meio-campo e fazer a jogada pela esquerda, Adson cruza à meia altura para Matheus Araujo só deslocar a bola para o fundo do gol. No último lance do primeiro tempo, em falta na ponta esquerda, o Peixe empatou após a confusão na área, com Gabriel marcando após a redonda ficar viva na cozinha corintiana.

O segundo tempo começa com o Corinthians buscando o segundo gol. Aos 4 minutos, Adson tentou um chute para o gol e Enzo defendeu sem dificuldade, na reposição de jogo, ele saiu errado com as mãos, Vitinho conseguiu recuperar e arriscar de fora da área, marcando o segundo gol do time da casa. Depois do gol, com a defesa do Alvinegro Praiano mais bem organizada, o Corinthians tentou mais de fora da área. Matheus Araujo tentou de canhota, aos 13 minutos, o goleiro Enzo espalmou dando rebote, Mandaca, que vinha livre, não conseguiu acertar o gol.


Richard Cossoniche ainda perdeu duas oportunidades aos 13 e 16 minutos, na primeira, Matheus Araujo fez o lançamento e a defesa santista antecipou e conseguiu tirar para escanteio, na segunda chance, ele arrancou pela direita, driblou o zagueiro e chutou em cima de Enzo. Aos 27', o Peixe sua melhor chance com um chute de Alex. Praticamente no lance seguinte, Du recebe de Adson e faz o terceiro, dando números finais ao duelo. A partir daí, restou ao time do Parque São Jorge administrar a vantagem.

Agora, como já destacado, os corintianos aguardam o resultado da outra semifinal para saber seu adversário na decisão, em busca do décimo título do Paulista sub-20. A Federação Paulista de Futebol só definirá a data da decisão após isso.

O Curioso do Futebol

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