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A passagem de Célio Silva no Vasco

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Célio Silva atuando pelo Vasco

Um dos grandes zagueiros formados no Brasil durante os anos 1980 e 1990, o imponente Célio Silva foi um dos grandes nomes da função dentro da sua posição durante principalmente a década de 1990. Dono de um chute potente, além do ótimo jogo defensivo, ficaria conhecido como Canhão do Brasileirão durante parte de sua carreira. O primeiro grande momento de sua carreira foi vivido ainda muito jovem, no Vasco da Gama.

Nascido em 20 de maio de 1968, Célio Silva passou por Vasco e Americano na base, antes de começar sua carreira futebolístico no segundo citado. Com um bom período no time de Campos dos Goytacazes, voltou ao Vasco em 1988 para viver o primeiro grandioso momento de sua carreira, num dos grandes times da história do Cruzmaltino.

A partir de 1988, quando chegou a São Januário, rapidamente virou titular do time vascaíno. Formou junto a Donato uma ótima dupla de zaga, que levou o Vascão ao titulo carioca em 1988, em uma campanha inquestionável que terminou com o título graças a um gol de Cocada na decisão diante do Flamengo, já no apagar das luzes, em um jogo no Maracanã. Aquele time tinha inclusive Romário no ataque, fazendo dupla com Bismarck. 


No ano seguinte, Célio Silva seguiu titular absoluto do Cruzmaltino, fazendo parte como destaque defensivo de um dos grandes times da história do Vaso, que acabou conquistando o título do Brasileirão de 1989, vencido dentro do Morumbi diante do São Paulo. Célio Silva naquele torneio acabou revezando bastante com o também ótimo Quiñonez, que havia encantado a diretoria vascaína jogando pelo Barcelona de Guayaquil.

Ainda permaneceu no clube em 1990, atuando no que foi o finalzinho da época incrível do esquadrão que o Vasco montou no fim dos anos 1980. Ao final de 1990, se despediria de São Januário e acabaria negociado com o Inter. No total, em três anos jogando pelo cruzmaltino, Célio Silva esteve em campo em 127 partidas, marcando dois gols. 

A passagem de Célio Silva pelo Corinthians

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Célio Silva atuando no Corinthians

Conhecido pelo apelido de "O Canhão do Brasileirão" o defensor Célio Silva foi um dos bons nomes do futebol brasileiro que surgiu entre os anos 1980 e 1990. O ex-jogador, que está completando 54 anos neste dia 20, atuou em diversos clubes brasileiros e também de fora do país. Entre 1994 e 1998 teve uma marcante passagem pelo Corinthians, time pelo qual mais atuou no futebol brasileiro.

Chegou ao Parque São Jorge depois de uma temporada atuando na França, onde jogou pelo Caen. Na época preferiu retornar ao futebol brasileiro, apesar de não ter ido mau nas terras europeias. Estrearia pelo time do Parque São Jorge ainda em setembro de 1994, numa derrota por 2 a 0 para o Sport Recife, em jogo válido pelo Brasileirão. Foi titular durante boa parte da campanha da equipe no torneio.

Viveu seu grande ano vestindo a camisa do Timão em 1995. Naquele período, ajudou com seus gols e seus bons jogos defensivamente na conquista de dois títulos: a Copa do Brasil e o Paulistão. Dono de um potente chute com o pé direito, ajudou até com gols em ambas as campanhas. As boas atuações jogando no Timão o garantiram inclusive na Seleção Brasileira. 

Seguiu sendo titular e um dos grandes jogadores do Timão nos anos seguintes. Além da segurança que trazia a zaga, era sempre um perigo nas bolas paradas devido ao já citado chute forte. Em 1997, outra vez foi destaque na campanha de um título importante, quando ajudou os corintianos a conquistarem mais uma vez o Campeonato Paulista. Aquele seria seu último título vestindo a camisa do Alvinegro do Parque São Jorge. 


Ficou no Corinthians até a metade do ano de 1998, quando deixou o Parque São Jorge para atuar pelo Goiás. Em quatro anos no clube atuou em 157 partidas, sendo apenas quatro delas como reserva e marcou 19 gols, sendo o quarto zagueiro que mais fez gols na história corintiana. Célio Silva esteve em atividade até 2003 e hoje tenta seguir carreira como treinador.

A passagem de Célio Silva pela Universidad Católica do Chile

Por Ricardo Pilotto
Foto: arquivo Universidad Católica

Célio Silva atuando pela Universidad de Chile

Vagno Célio do Nascimento Silva, popularmente conhecido apenas como Célio Silva, passou por grandes momento no futebol, defendendo camisas de times muito importantes no Brasil, além da Seleção. Em 2001, já na parte final de sua carreira, ele defendeu a Universidad Católica, do Chile.

Após ser revelado no Americano Futebol Clube do Rio de Janeiro em 1987 aos 18 anos de idade e jogar em times como Vasco da Gama, Internacional, Corinthians, Flamengo e Atlético Mineiro, Célio Silva se tornou um jogador com um nome muito forte, fazendo gol de título de Copa do Brasil para o Internacional em 1992.

O atleta atuava como zagueiro central, mas uma de suas principais características eram as cobranças de falta. Célio, durante sua carreira, fez muitos gols através de bolas paradas em longa distância. No ano de 1997, fez parte da seleção brasileira que foi campeã da Copa América realizada naquela temporada. Por conta de toda a expectativa que o nome do atleta trazia por conta de boas atuações nos clubes por onde havia passado, a Universidad Católica contratou o jogador em fevereiro de 2001.

Sua chegada a equipe da Católica surpreendeu muito o futebol chileno, porque mesmo sem ser um jogador de nível classe mundial, já havia jogado junto com muitas estrelas em uma das melhores gerações da seleção brasileira. O zagueiro já tinha 32 anos de idade quando chegou ao time. Por isso, poderia passar muita experiência para todo o elenco.

Célio Silva teve como "marca registrada", o desejo de ser o principal líder do time. Um de seus objetivos era fazer uma grande transformação naquela equipe que não conseguia vencer títulos há 4 anos. O jogador desde os primeiros momentos foi um verdadeiro marco na ideia de jogo de Wim Rijsbergen, treinador holandês que treinava a Universidad Católica naquela temporada.

A passagem do defensor brasileiro que seria de um ano, acabou sendo reduzida para 3 meses. Célio, que no passado já havia sofrido uma grave lesão no joelho direito, acabou sendo vítima da mesma contusão por mais uma vez. Neste curto período atuando com a camisa da La Católica, o jogador terminou sua passagem pelo clube com um saldo ruim. O brasileiro jogou 8 partidas e acabou sendo expulso em uma oportunidade.


Por conta da grave lesão, o ciclo de Célio Silva se encerraria no mês de maio de 2001. Junto com ele, o treinador holandês da equipe também saiu do clube. Juvenal Olmos, que seria o próximo comandante da equipe, foi quem assinou a rescisão do defensor brasileiro com o time chileno. Em sua despedida, o atleta deixou uma declaração ao clube explicando o porque terminou seu ciclo de forma precoce com a Universidad Católica.

Depois de sua rápida passagem no futebol chileno, Célio ainda conseguiria voltar a jogar futebol por 2 anos antes de se aposentar. O defensor voltou para o Americano de Campos, em 2002, e encerraria a sua carreira como jogador em 2003.

Célio Silva e o pênalti que deu o título da Copa do Brasil de 1992 ao Colorado

Foto: Fernando Gomes / Agencia RBS

Célio Silva 'assumiu a bronca' e cobrou o pênalti que deu o título ao Internacional

O dia 13 de dezembro de 1992 é muito especial para o Internacional. Nesta data, com o Beira-Rio apinhado, o Colorado derrotava o Fluminense, por 1 a 0, e conquistava a Copa do Brasil. O único gol do jogo foi marcado pelo zagueiro Célio Silva, de pênalti, já aos 43 minutos da segunda etapa.

O Internacional começou a caminhada do título batendo o capixaba Muniz Freire. Este, talvez, tenha sido o único confronto fácil para o Colorado naquela competição, já que depois a equipe passou por Corinthians, o rival Grêmio e Palmeiras, este no início da era Parmalat, para chegar à decisão contra o Tricolor Carioca.


No jogo de ida da decisão, três dias antes, nas Laranjeiras, o Colorado perdeu por 2 a 1 para o Flu. Wagner fez 1 a 0 para o Tricolor. Caíco, já no segundo tempo, empatou para o Inter, mas Ézio, o Super Ézio, colocou a equipe da casa novamente em vantagem. Porém, o único gol feito pelo time gaúcho naquele dia deu a possibilidade da equipe ser campeã pelo placar mínimo. E foi isto que aconteceu.

O jogo foi complicado e na hora do pênalti, uma dúvida bateu em todos. Pelo menos é o que conta o parceiro de zaga de Célio Silva, Pinga.

"Dos nossos batedores costumeiros, que sempre treinavam e que ainda estavam em campo, Marquinhos, Maurício e Daniel, ninguém se apresentou. Foi aí que o Célio Silva pegou a bola, colocou embaixo do braço e foi bater. E o Fluminense seguia carimbando e chutando o chão para fazer um buraco na marca da cal. E o Célio sequer trainava pênaltis. Nenhum de nós (zagueiros) treinávamos. Eu fiquei de costas para a cobrança, pois sabia que o Célio furaria a rede ou mandaria a bola na arquibancada. E eu não queria ver. Fiquei olhando para a torcida, esperando a reação. Foi o pior pênalti da história e o gol mais bonito", brinca Pinga, lembrando que o capitão colorado chegou a chutar o chão junto com a bola na cobrança.


Célio Silva ficou marcado pelo chute potentíssimo, que passava tinindo pelas barreiras e estufava as redes adversárias. Além de ter feito o gol de pênalti que deu o caneco para o Colorado em 1992, fez o gol decisivo da disputa de pênaltis contra o Grêmio, fazendo o Beira-Rio ir á loucura, nas quartas da mesma Copa do Brasil.

Em 1993, após a eliminação da Libertadores, Célio Silva se transferiu para o modesto Caen, da França. Até hoje se arrepende de ter saído do Internacional no auge e na condição de jogador de Seleção Brasileira. Há quem acredite que essa ida à Europa custou uma Copa do Mundo ao jogador.

O Curioso do Futebol

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