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Mario Lepe – Um dos maiores ídolos da Universidad Católica do Chile

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Mario Lepe quando defendeu a Católica

Mario Lepe González, mais conhecido como Mario Lepe, vestiu apenas duas camisas em toda sua carreira, da Universidad Católica e da Seleção do Chile, e por isso se tornou um dos maiores ídolos do clube. O meia viveu muito tempo no clube, ficando praticamente 20 anos. 

O jogador nasceu em Santiago, no Chile, no dia 25 de março de 1965, e começou na base da Universidad Católica aos 15 anos, em 1980. A sua rapidez, agilidade e habilidade com as bolas nos pés impressionaram a todos, e principalmente o seu poder de decisão. 

Rapidamente foi chamando a atenção de todos e começou a fazer parte dos treinamentos da equipe principal. A partir de 1983, já estava integrado ao profissional e fez parte do elenco na campanha do título da Copa do Chile, sua primeira conquista como profissional. 

No ano seguinte voltou a vencer, mas dessa vez sendo mais presente no profissional, atuando e ajudando a equipe nas conquistas. A Universidad Católica ganhou o Campeonato Chileno e também a Copa República, títulos importantíssimos para o clube. 

Porém, a equipe passou por alguns anos irregulares, tendo muita dificuldade para conquistar mais títulos. Mario continuo se desenvolvendo e cada vez mais mostrava mais talento no meio-campo, sendo muito importante, tornando-se a estrela do elenco. 

A equipe voltou a conquistar títulos em 1987, quando mais uma vez levantou o troféu do Campeonato Chileno. Após isso, ficou mais alguns anos sem vencer, quando em 1991 conquistou a Copa do Chile, e tudo isso com Mario sendo protagonista. 

Na década de 90, a equipe ficou longos anos sem títulos, foram 6 temporadas sem ganhar nada. Já na reta final de carreira, Mario levantou suas duas últimas conquistas, tudo em 1997, quando venceu o Campeonato Chileno e a Copa do Chile. 


Depois de três anos, em 2000, ainda com 35 anos, resolveu se aposentar e deixar os gramados. Ele entrou para a história do clube, como um dos maiores ídolos e com uma importância gigantesca.

Em 2008 ele voltou ao clube, mas dessa vez para treinador, mas não conseguiu ter muito sucesso e saiu rapidamente. Em 2011 retornou para mais uma tentativa, e novamente não conseguiu ter sucesso, finalizando todas as suas passagens pela Universidad Católica.

Tiago Nunes é anunciado como novo técnico da Universidad Católica, do Chile

Com informações do ge.globo
Foto: Buda Mendes/GettyImages

Tiago Nunes foi anunciado pela Universidad Católica

Demitido há um mês do comando do Botafogo, o técnico Tiago Nunes tem um novo clube: ele foi anunciado nesta sexta-feira para assumir a Universidad Católica, do Chile. De acordo com a publicação do clube chileno na rede social X, antigo Twitter, o contrato do brasileiro vai até o fim de 2024.

Tiago Nunes ficou somente três meses no Botafogo. No período, foram 15 jogos, sendo quatro vitórias, sete empates e quatro derrotas, ou seja, aproveitamento de 42%. A última partida dele pelo Alvinegro foi o empatou por 1 a 1 com o Aurora, na Bolívia, no duelo de ida da Pré-Libertadores. A ausência de resultados e a oscilação do time pesaram na decisão do clube em demiti-lo.

O treinador ganhou projeção no Athletico. Com Tiago Nunes no comando, o Furacão foi campeão da Copa Sul-Americana, em 2018, e da Copa do Brasil, em 2019. Ele ainda teve passagem por Grêmio, Corinthians e Ceará, mas não conseguiu repetir o mesmo desempenho, principalmente por conta do pouco tempo para implantar sua metodologia de trabalho.

A Católica destacou em sua publicação a passagem de Tiago Nunes na temporada 2023, pelo Sporting Cristal, do Peru, onde teve 22 vitórias, 18 empates e sete derrotas, terminando o Campeonato Peruano na quarta posição. A equipe ficou em terceiro no Grupo D da Libertadores, atrás de Fluminense e River Plate, e foi eliminada pelo Emelec na segunda fase da Copa Sul-Americana.


"Desde que o conhecemos, ficamos convencidos de que poderia ser o treinador ideal para o time, pelo trabalho que o antecedeu e pelas suas características pessoais e profissionais, além das múltiplas referências que tínhamos sobre o seu trabalho. É um profissional com uma carreira marcante, e temos certeza que tem os elementos e a trajetória necessária para colocar a Católica no lugar que deveria estar", declarou Juan Tagle, presidente da Católica ao site oficial do clube.

Na Universidad Católica, a missão é no Campeonato Chileno, uma vez que foi eliminado na fase preliminar da Copa Sul-Americana para o Coquimbo. Assim, Tiago Nunes tentará levar o tradicional clube chileno de volta para as competições da América do Sul na próxima temporada.

Sergio Vázquez e sua passagem pela Universidad Católica

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Sergio Vázquez teve boa passagem pelo futebol chileno

O ex-zagueiro argentino Sergio Fabián Vázquez, popularmente conhecido apenas como Sergio Vázquez, está completando o seu 58º aniversário nesta quinta-feira, dia 23 de novembro de 2023. No decorrer de sua trajetória como atleta, o defensor teve uma boa passagem pelo Universidad Católica do Chile entre a primeira e a segunda metade da década de 90.

Esta sua chegada a UC aconteceu em 1993 e perdurou até 1996. Na época, o jogador albiceleste já tinha uma certa bagagem por passado por equipes como Ferro Carril Oeste de 85 a 91, e também pelo Racing Club e o Rosário Central, ambos em 92. 

Logo na primeira temporada no clube chileno, fez parte do elenco que acabou sendo vice-campeão da Copa Libertadores em 1993, ao perder a final para o São Paulo. Suas boas atuações pela Católica naquele ano lhe renderam uma convocação para a Seleção Argentina que disputou a Copa do Mundo de 1994. 


Neste mesmo ano em que disputou o Mundial, em 1995 e em 1996, também esteve no elenco que ficou na segunda colocação do campeonato chileno. Seus dois títulos pelos Cruzado vieram em 94 com a Copa Interamericana e a Copa Chile de 1995.

Depois de encerrar seu ciclo na Cato, voltou para a Argentina para defender o Banfield e pendurou as chuteiras no ano seguinte, jogando no Avispa Fukuoka, do Japão.

A história de Nelson "Piri" Parraguez na Universidad Católica

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Nelson Parraguez na Católica 

O futebol chileno hoje é reconhecido mundialmente como um revelador competentes de talento, com La Roja tendo mudado de patamar e feito algumas campanhas bastante históricas em anos recentes, como por exemplo os dois títulos da Copa América. Nos tempos antigos, alguns bons jogadores foram formados em terras locais. Um dos grandes nomes antigos é o volante Nelson Parraguez, que completa 52 anos neste dia 5 e é um dos maiores ídolos da história da Universidad Católica. 

Nascido em Santiago, Parraguez chegou aos Cruzados em 1982, quando tinha apenas onze anos, para jogar nas categorias de base do clube. Destaque desde muito criança, Nelson rapidamente ascendeu dentro do clube e estreou no time profissional aos 18 anos, sendo alçado ao time profissional aos 18 anos de idade e a partir dali já jogando bastante. 

Parraguez desde o início foi muito bem na Católica. Já muito jovem ele ajudou a equipe a ganhar o título da Copa Chile em 1991. Dois anos depois, era um dos destaques do time vice-campeão da Libertadores da América. Já nesse momento era uma das referências do time para a torcida, que adorava o volante. Atuou nas duas edições da Copa América do seu início de carreira, em 1991 e 1993. 

Em 1995, foi campeão de outra Copa do Chile e em 1997 ajudou a equipe a conquistar mais um título chileno, o primeiro de sua carreira. Seu bom desempenho na Católica o ajudou a ser um dos convocados da Seleção Chilena para a Copa do Mundo de 1998, onde ele atuou em três partidas, estando suspenso nas oitavas de final, quando La Roja perderia para o Brasil de Ronaldo e cia. Retornou para seguir jogando bem pelo seu clube nos anos seguintes. 


Em 2000 encerrou sua primeira passagem pelo clube, indo jogar pelo Necaxa, do México e voltando um ano depois, para fazer parte do time campeão chileno da temporada 2001/2002. Em 2003 novamente deixou o clube e foi passar uma temporada no Nurva Chicago, da Argentina. Já experiente, começava a chegar no ocaso de sua carreira. Em 2004, voltou novamente aos Cruzados e fez o último ano de sua trajetória no futebol, pendurando as chuteiras ao final dele. 

No total, Parraguez esteve em campo em 435 jogos com a camisa da Universidad Católica, números que o tornam o terceiro jogador que mais atuou em toda a história do clube, atrás de Mario Lepe e Andres Romero. Nos vários anos em que jogou por lá, fez 15 gols, que inclusive podem ser encontrados neste vídeo. Atualmente, é o responsável pelo gerenciamento das categorias de base do clube. 

O brasileiro Catê e sua passagem pela Universidad Católica

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Catê durante sua passagem pela Universidad Católica

Marco Antônio Lemos Tozzi nasceu em Cruz Alta, no Rio Grande do Sul, no dia 7 de novembro de 1973, e surgiu como uma grande promessa na década de 90, mas acabou não se consolidando. O jogador passou por grandes clubes, atuando até fora do país e era conhecido como Catê, pois na sua infância seus amigos gritavam “Que categoria” quando ele driblava. Entre 1996 e 1997, ele jogou no Chile, defendendo a Universidad Católica

O atacante começou sua carreira no Guarany, uma equipe da sua cidade, mas ficou por pouco tempo. Em 1991, foi contratado pelo São Paulo, em uma época vitoriosa do clube com Telê Santana, mas só chegou ao clube em 1992. O atleta chegou muito jovem e como uma grande promessa.

No tricolor chegou a atuar como titular no começo, pois Telê estava usando uma equipe mista na Libertadores, quando enfrentou o Criciúma e depois de três meses o Flamengo. Mas o atacante acabou não se firmando no time titular e acabou virando um reserva de luxo, era praticamente o 13° jogador.

Com seu grande potencial, o jogador não estava feliz no banco de reservas e, por isso, acabou sendo emprestado para o Cruzeiro em 1994. Catê foi titular na equipe mineira e ajudou o time a ser campeão estadual e fez grandes atuações.

Catê ficou apenas um semestre no clube e depois retornou ao São Paulo, quando teve umas das principais fases da sua carreira. O jogador voltou a atuar como titular na equipe mista de Telê e foi protagonista na decisão da Copa Conmebol de 1994, quando fez três gols no jogo de ida contra o Peñarol, na vitória por 6 a 1.

O atleta atuou em vários jogos, mas não conseguiu ganhar a vaga como titular da equipe, por isso, decidiu novamente deixar o clube, foi atuar pela primeira vez fora do país. Catê foi contratado pela Universidad Católica, em 1996, e teve que se acostumar com o outro estilo.

Catê chegou para ser titular e se firmou na equipe titular rapidamente, fazendo grandes jogos e mostrando seu grande potencial. O atacante agradou muito a torcida e a diretoria, decidindo partidas importantes, ajudando o time na campanha do campeonato nacional.


A equipe conseguiu conquistar o título do Campeonato Chileno, o Apertura, mas acabou não ficando muito tempo no time. O jogador estava tendo um grande desempenho e acabou decidindo retornar ao futebol brasileiro, pois precisava ser mais visto.

Ele retornou ao futebol brasileiro, novamente para o São Paulo, mas ficou pouco tempo na equipe e logo depois foi atuar no futebol italiano. O jogador, infelizmente, teve um trágico acidente no dia 27 de dezembro de 2011, quando bateu de frente com um caminhão e acabou não resistindo.

A passagem de Célio Silva pela Universidad Católica do Chile

Por Ricardo Pilotto
Foto: arquivo Universidad Católica

Célio Silva atuando pela Universidad de Chile

Vagno Célio do Nascimento Silva, popularmente conhecido apenas como Célio Silva, passou por grandes momento no futebol, defendendo camisas de times muito importantes no Brasil, além da Seleção. Em 2001, já na parte final de sua carreira, ele defendeu a Universidad Católica, do Chile.

Após ser revelado no Americano Futebol Clube do Rio de Janeiro em 1987 aos 18 anos de idade e jogar em times como Vasco da Gama, Internacional, Corinthians, Flamengo e Atlético Mineiro, Célio Silva se tornou um jogador com um nome muito forte, fazendo gol de título de Copa do Brasil para o Internacional em 1992.

O atleta atuava como zagueiro central, mas uma de suas principais características eram as cobranças de falta. Célio, durante sua carreira, fez muitos gols através de bolas paradas em longa distância. No ano de 1997, fez parte da seleção brasileira que foi campeã da Copa América realizada naquela temporada. Por conta de toda a expectativa que o nome do atleta trazia por conta de boas atuações nos clubes por onde havia passado, a Universidad Católica contratou o jogador em fevereiro de 2001.

Sua chegada a equipe da Católica surpreendeu muito o futebol chileno, porque mesmo sem ser um jogador de nível classe mundial, já havia jogado junto com muitas estrelas em uma das melhores gerações da seleção brasileira. O zagueiro já tinha 32 anos de idade quando chegou ao time. Por isso, poderia passar muita experiência para todo o elenco.

Célio Silva teve como "marca registrada", o desejo de ser o principal líder do time. Um de seus objetivos era fazer uma grande transformação naquela equipe que não conseguia vencer títulos há 4 anos. O jogador desde os primeiros momentos foi um verdadeiro marco na ideia de jogo de Wim Rijsbergen, treinador holandês que treinava a Universidad Católica naquela temporada.

A passagem do defensor brasileiro que seria de um ano, acabou sendo reduzida para 3 meses. Célio, que no passado já havia sofrido uma grave lesão no joelho direito, acabou sendo vítima da mesma contusão por mais uma vez. Neste curto período atuando com a camisa da La Católica, o jogador terminou sua passagem pelo clube com um saldo ruim. O brasileiro jogou 8 partidas e acabou sendo expulso em uma oportunidade.


Por conta da grave lesão, o ciclo de Célio Silva se encerraria no mês de maio de 2001. Junto com ele, o treinador holandês da equipe também saiu do clube. Juvenal Olmos, que seria o próximo comandante da equipe, foi quem assinou a rescisão do defensor brasileiro com o time chileno. Em sua despedida, o atleta deixou uma declaração ao clube explicando o porque terminou seu ciclo de forma precoce com a Universidad Católica.

Depois de sua rápida passagem no futebol chileno, Célio ainda conseguiria voltar a jogar futebol por 2 anos antes de se aposentar. O defensor voltou para o Americano de Campos, em 2002, e encerraria a sua carreira como jogador em 2003.

O São Paulo bicampeão da Libertadores em 1993

Com informações do São Paulo FC
Foto: arquivo São Paulo FC


Em pé: Gilmar, Zetti, Dinho, Vitor, Pintado e Marcos Adriano.
Agachados: Müller, Palhinha, Válber, Raí e Cafu


Após conquistar a América e o mundo pela primeira vez, em 1992, o São Paulo repetiu a dose no ano seguinte e de modo ainda mais convincente. O título veio em 26 de maio de 1993, em um jogo onde o Tricolor foi derrotado pela Universidad Católica, no Chile, por 2 a 0, mas a goleada por 5 a 1 no primeiro jogo garantiu mais uma vez a taça para o time do Morumbi.

A temporada começou com a equipe Tricolor jogando até quatro vezes por semana. Somente no mês de abril, o São Paulo FC jogou 16 vezes em 30 dias e, por falta de datas, recusou-se até a jogar o Torneio Rio-São Paulo). Realmente era um calendário maluco.

Na Copa Libertadores, ao menos, o São Paulo teve o calendário um pouco aliviado por ser, então, o atual campeão. Desta maneira, entrou na segunda fase da competição, já no "mata-mata". O mais curioso, entretanto, é que o primeiro adversário que enfrentou foi justamente o último combatido no ano anterior: o Newell's Old Boys, equipe argentina, que vinha sedenta pela chance de desforra.

E os "hermanos" começaram bem. Motivados, venceram a primeira partida, em Rosario, por 2 a 0. Não foi o suficiente. No Morumbi, mesmo com Raí enfaixado, com o pulso quebrado, os tricolores massacraram os argentinos por 4 a 0.

Nas quartas de final e semifinais, o Tricolor eliminou o Flamengo - que naquele mesmo ano enfrentaríamos novamente em uma das finais mais inesquecíveis do futebol, a Supercopa da Libertadores - e o Cerro Porteño, de Gamarra, Arce e do técnico Carpegiani. A final foi contra a Universidad Católica, do Chile, que havia eliminado a equipe base da famosa seleção colombiana do início da década de 90, o América de Cali.


No primeiro jogo, em casa, o Tricolor proporcionou a maior goleada da história das finais da Libertadores até hoje. 5x1, fora o baile. Gols de López, contra, Vítor, Gilmar, Raí e Müller. Especial menção também a Zetti, que realizou uma série memorável de quatro defesas seguidas. Após o fim do jogo, ao técnico chileno só restou aplaudir: "O São Paulo é um time de mestres, uma equipe iluminada".

Posto isto, o resultado da partida de volta, no Chile (Católica 2 x 0), realizada em 26 de maio de 1993, não importou muito, e os tricolores puderam comemorar a América aos seus pés pela segunda, e não última, vez...

Túlio e o gol de calcanhar na Libertadores de 1996

Por Diely Espíndola

Com 3 a 1 no placar, Túlio aproveitou falha na defesa do adversário para marcar de calcanhar

Libertadores, 1996.

Depois de quase 30 anos, o Botafogo voltava à disputa pela conquista das Américas, graças ao título Nrasileiro de 1995, um dos mais comemorados pelos alvinegros até hoje. Mais do que a volta à Libertadores, mais do que o grito de campeão, o título de 1995 deu ao Botafogo também um ídolo, daqueles que representam com maestria o futebol dos anos 90: irreverente, carismático, provocador e decisivo, Túlio Maravilha entrou para a história do Glorioso como um dos grandes heróis do maior título recente do clube.

Imã de holofotes, Túlio não se contentava em ser apenas jogador. Não havia jogo morno com Túlio em campo. Se a partida não empolgava, o camisa 7 fazia dele próprio o espetáculo. Gols inusitados, belos dribles e muita polêmica marcaram toda a carreira do jogador, que não teve um ponto final até que batesse a marca dos mil gols. Túlio Maravilha por si só é uma bela história a ser contada, uma história composta de outras pequenas histórias, eternas no imaginário do torcedor, principalmente o torcedor alvinegro. Uma dessas histórias é a que lembraremos aqui. 

Estádio Jornalista Mario Filho, o Maracanã, 26 de março de 1996.

Ainda saboreando as primeiras partidas da competição continental, o Botafogo entrava em campo contra o chileno Universidad Católica. Uma partida típica de sul-americanos, com um futebol mais raçudo do que técnico e uma boa dose de pancadaria. Apesar das dificuldades no início do jogo, aos poucos, o Fogão foi construído o marcador a seu favor.

Já vencendo por 3 a 1, o Botafogo não poderia encerrar a partida sem um grande lance de Túlio, e assim foi. Já no fim da partida, após cruzamento de Beto, a bola acha seu destino certo: os pés de Túlio Maravilha. E o quarto gol do Botafogo sobre a equipe chilena foi daqueles de entrar pra história.

Confira os gols da partida e reportagens após o jogo

E vindo de Túlio, não poderia ser um gol qualquer. Após receber o cruzamento, totalmente livre Túlio caminha calmamente até o gol, levanta a bola, e de calcanhar balança as redes. Mais uma vez, como em tantas outros, Túlio Maravilha levanta a torcida alvinegra e a encanta com um show de graça, genialidade e irreverência.

No momento, por incrível que possa parecer, os jogadores do Universidad Católica não esboçaram reação. Depois da partida é que demonstraram muita revolta, dizendo que foi uma atitude antidesportiva. A diretoria do clube chileno chegou a ameaçar entrar com pedido de suspensão do centroavante na Conmebol. Em 12 de abril, no jogo de volta, em clima de revanche, a Católica venceu o Fogão por 2 a 1 e Túlio não participou da partida.

A jornada do Botafogo na Libertadores daquele ano não foi muito longa. Mas como poucas vezes na história da competição, o gol do polêmico calcanhar de Túlio segue sendo lembrado. E com ele, também lembramos de um futebol divertido, irreverente, muito cheio de si, e que faz muita falta. Um futebol que Túlio Maravilha representou com maestria!

São Paulo e a maior goleada em um jogo de final da Libertadores

Com informações do site oficial do São Paulo FC

A equipe do São Paulo FC que foi a campo naquele dia: goleada no primeiro jogo da final de 1993

No dia 19 de maio de 1993, o Tricolor enfrentou a Universidad Católica, do Chile, na primeira partida da decisão da Copa Libertadores da América daquela temporada. Com uma estrondosa goleada – 5 a 1 (gols de López, contra, Vítor, Gilmar, Raí e Müller) – o São Paulo praticamente assegurou a conquista antecipada do torneio – o troféu somente foi erguido uma semana depois, após a partida de volta realizada no dia 26, fora de casa.

Não bastasse, o feito até hoje é marca imbatível na história da principal competição sul-americana: o placar é o resultado mais elástico já ocorrido em uma partida final da competição. Na ocasião, superou o 4 a 0 do Boca Juniors sobre o Deportivo Cali, da decisão de 1978. Assim, curiosamente, o Tricolor também detém a segunda maior goleada deste tipo: o mesmo 4 a 0, este sobre o Atlético Paranaense obtido na conquista da Libertadores de 2005.

O time chileno chegara à finalíssima após eliminar o favorito América de Cali (base da seleção colombiana que goleou a Argentina por 5x0, em Buenos Aires, naquele mesmo ano). Contudo, as surpresas pararam por aí. Frente o Tricolor de Telê Santana, que avançara até aquele ponto depois de desclassificar Newell’s Old Boys, Flamengo e Cerro Porteño, os “cruzados” pouco puderam fazer.

Müller disputando a jogada

Tudo começou com o Tricolor partindo para cima: Palhinha carimbou a trave adversária logo de cara e Cafu forçou o goleiro a praticar excelente defesa pouco depois. Aos 30 minutos, a muralha cruzada caiu: o camisa nove são-paulino acertou novamente a trave, mas no rebote Lopez marcou contra: 1 a 0!

Dez minutos depois, linda jogada de Raí e Pintado, que encontrou Vitor adentrando a área e pronto para marcar um golaço! 2 a 0, placar do primeiro tempo. Mal reiniciada a partida (nove minutos), o zagueiro Gilmar foi a frente, tabelou pelo meio do campo, invadiu a área e bateu para o gol com categoria, no contrapé do goleiro: 3 a 0!

Sem dar tempo para os oponentes respirarem, aos 15 minutos Palhinha encontrou Cafu livre pela direita. Este cruzou para Raí, que com magistral categoria, completou de peito e anotou o quarto gol do Tricolor no jogo!

Foi o último título de Raí naquela passagem pelo Tricolor

Um gol mais bonito do que o outro, mas ainda coube mais. Aos 25 minutos, a cereja no bolo: a zaga chilena tentou interceptar um lançamento para Müller, mas tudo o que conseguiram foi facilitar para o atacante, que, de fora da área, bateu de pronto e encobriu o arqueiro adversário – que golaço! 5 a 0!

Em algum ponto entre o último gol são-paulino e a comemoração do bicampeonato sul-americano, os chilenos descontaram, de pênalti, embora ninguém tenha dado muita atenção ao fato. Contudo, uma menção especial é válida ao goleiro Zetti, que realizou salvou plasticamente um gol contra ainda no primeiro tempo e realizou uma série memorável de quatro defesas seguidas, no segundo.

Com o fim de jogo, ao técnico chileno só restou aplaudir: "O São Paulo é um time de mestres, uma equipe iluminada". Posto isto, pouco importava o jogo de volta, o são-paulino já se sentia bicampeão da América!

O Curioso do Futebol

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