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Operação do MP "Gol Contra" apura esquema de manipulação de resultados no RN e AC

Com informações do ge.globo
Foto: reprodução

Operação foi deflagrada nesta terça-feira

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) deflagrou nesta terça-feira a operação "Gol Contra", que apura a existência de suposto esquema de manipulação de resultados em jogos de futebol. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão nas cidades de Ceará-Mirim, no RN, e ainda em Rio Branco, no Acre. De acordo com o MPRN, "até o momento, pelo menos seis pessoas são suspeitas de envolvimento com o suposto esquema".

Segundo o MP, o esquema de manipulação de resultados estaria ocorrendo em campeonatos organizados pela Federação Norte-rio-grandense de Futebol, e "havia um arranjo a fim de favorecer determinados grupos em apostas predatórias realizadas no chamado 'mercado bet'".

"O MPRN já tem evidências que existem apostadores que se beneficiam por participarem diretamente ou por informação privilegiada; que há aliciadores que ofertam valores ao corpo técnico dos times envolvidos para obtenção de resultados fraudados; também existem jogadores que são protagonistas em campo; e ainda possíveis dirigentes e/ou técnicos coniventes ou envolvidos no suposto esquema. Para o MPRN, já há fortes elementos indiciários e sinais exteriores concretos aptos para pontar as fraudes", destaca o comunicado.

São apurados os crimes contra a incerteza do resultado esportivo, previstos na Lei Geral do Esporte, além de associação criminosa, prevista no Código Penal. O material apreendido será analisado pelo MPRN, que ainda investiga o possível envolvimento de outras pessoas no suposto esquema de manipulação de resultados de partidas de futebol.


Jogos suspeitos - Em janeiro, a FNF encaminhou ao MP uma denúncia de suspeita de manipulação de resultados em dois jogos do Campeonato Potiguar 2024. As partidas citadas foram ABC 6 x 0 Força e Luz, realizada no dia 17 de janeiro, e Globo FC 0 x 2 Santa Cruz de Natal, no dia 21.

De acordo com o presidente da FNF, José Vanildo da Silva, a suspeita de manipulação foi fornecida à entidade por uma empresa contratada pela Confederação Brasileira de Futebol para monitorar possíveis fraudes em sites de apostas.

Com mais de 100 jogos por equipes nordestinas, Edimar comemora gol pelo América de Natal

Foto: Canindé Pereira / América FC

Edimar marcou no jogo contra o Globo

Contratado no início da temporada, Edimar anotou, na última segunda-feira (10), o seu primeiro gol pelo América de Natal. O zagueiro balançou as redes no triunfo por 2 a 0 sobre o Globo, que marcou o retorno do Campeonato Potiguar após quase cinco meses de paralisação.

Natural de São João da Boa Vista (SP), Edimar defende a sua terceira equipe nordestina na carreira. Além do América de Natal, ele também atuou por Sampaio Corrêa e Fortaleza, e agora soma gols pelos três clubes em que jogou.

“Feliz pelo gol e ainda mais pela vitória nessa retomada do estadual. A nossa defesa saiu de campo sem ser vazada e esse é outro ponto a se destacar. Individualmente falando, foi legal ter feito um gol pela terceira equipe nordestina diferente. Sempre busco marcar o meu nome nos lugares onde passo e espero fazer isso aqui no América, ajudando o clube a alcançar os seus objetivos”, ressaltou o zagueiro, de 31 anos, que soma 108 jogos por clubes do Nordeste.

O triunfo sobre o Globo foi válido pela quarta rodada da Copa Rio Grande do Norte, que equivale ao segundo turno do Campeonato Potiguar. O América de Natal ocupa a vice-liderança, com dez pontos somados em quatro jogos. Na busca pela classificação à final do torneio, o Alvirrubro terá mais três partidas pela frente. A primeira delas nesta sexta-feira (14), contra o Potiguar de Mossoró.


“Temos como objetivo pensar jogo a jogo. Por isso estamos totalmente focados nessa partida com o Potiguar. Trabalhamos bem durante a semana, buscando melhorar aquilo que deu certo contra o Globo e corrigir alguns detalhes. A expectativa é de que possamos realizar um grande jogo”, concluiu Edimar. Potiguar de Mossoró e América-RN se enfrentam na sexta-feira, às 20h30, no Nogueirão.

O Corintians de Caicó campeão potiguar de 2001

Foto: divulgação AA Corintians

O elenco que conquistou o título mais importante do Corintians de Caicó

A Associação Atlética Corintians, de Caicó, no Rio Grande do Norte, está completando 52 anos de fundação neste 25 de janeiro de 2020. Nascido de uma fusão de dois clubes da cidade, o Coríntians Esporte Clube e o Atlético de Caicó, o Galo do Seridó tem várias façanhas em sua história, sendo a principal delas o título potiguar de 2001, o primeiro de um clube do interior do estado.

Tudo começou com a eleição de Álvaro Dias para a presidência do clube, em 2000. Obstinado com a conquista do título estadual, saiu em busca de parceiros capazes de viabilizar o sonho. A SAT - Satélite Distribuidora de Combustíveis, empresa norte-rio-grandense, na figura de seu presidente Marcelo Alecrim, acreditou na ideia de quebrar a hegemonia dos dois grandes clubes da capital - ABC e América, que se revezavam na conquista do título estadual. Com um investimento na ordem de R$ 160 mil (uma média de R$ 35 mil mensais), a SAT tornou possível o objetivo do Corintians. Foi através desta parceria que chegaram jogadores do gabarito de Pedro Costa, considerado um dos melhores centroavantes do nordeste na época.

Acertado o patrocínio, era hora de montar um elenco capaz de ser campeão. O primeiro passo foi a escolha de Raimundo Inácio Filho, o Lobão, ex-jogador e torcedor fanático do Galo como diretor de futebol. Juntamente com o presidente Álvaro Dias, foram buscar no Treze da Paraíba o treinador Pedrinho Albuquerque, para comandar a equipe.

Pedrinho Albuquerque tinha a receita para se conquistar o título inédito: trazer jogadores consagrados e experientes, que formassem uma espinha-dorsal, aliados a muito trabalho e união do grupo. Assim desembarcaram craques como Betinho e Raminho - doutores em conquistar títulos estaduais na Paraíba, além de Márcio Silva, Júnior Bahia, Doriva dentre outros.

Com uma campanha arrasadora, o clube sagrou-se campeão invicto do primeiro turno. A estreia no campeonato já deu mostras do que viria pela frente: 5x0 no Baraúnas, diante da torcida seridoense. Na sequência, nova vitória, desta vez fora de casa, contra o São Gonçalo, por 1x0. E assim foi vergando um a um seus adversários. Mas a maior façanha nesta primeira fase foram as vitória contra o ABC apontado como favorito ao título; um surpreendente 3x0 e duas vitórias por 2x1, ambas na decisão do primeiro turno - tendo uma delas sido em Natal.


No segundo turno a equipe perdeu sua invencibilidade na competição - porém a manteve jogando no estádio Marizão, mas o título estava fadado a ir para Caicó. A equipe se classificou para a final, contra o América, com a vantagem de jogar por até três resultados iguais. Mas não foi preciso. No dia 24 de junho o Galo do Seridó foi a Natal, e com um gol de Ronaldo Falcão aos 32 minutos da segunda etapa, venceu o Mecão.

O jogo da volta, a ser realizado no Marizão numa quarta-feira, dia 27 de junho, foi carregado de expectativa. Pacato; Jorge Alagoano, Amaral, Vladimir e Rogério; Raminho, Márcio Silva, Duda e Betinho; Júnior Bahia e Pedro Costa; além de Jefferson, Zé Roberto e Airton, entraram em campo, no estádio completamente tomado por 5.909 torcedores, para vencer novamente pelo placar de 1x0 - com gol de Pedro Costa, aos 41 minutos do primeiro tempo, e levantar o caneco pela primeira vez.

Os títulos estaduais do Potiguar de Mossoró

Por Victor de Andrade

O time campeão de 2004: foi a primeira vez que um clube de Mossoró conquistava o estadual

A torcida da Associação Cultural e Desportiva Potiguar, da cidade de Mossoró, no Rio Grande do Norte, está em festa! Neste domingo de carnaval, dia 11 de fevereiro, o clube comemora os 73 anos de fundação. O Potiguar é um time tradicional dentro do futebol do Rio Grande do Norte.

Rival do Baraúnas, o Potiguar tem uma marca importante: foi o primeiro time de Potiguar, segunda maior cidade do Rio Grande do Norte, a conquistar o Campeonato Estadual, mais precisamente no ano de 2004. Apesar de o principal adversário citadino ter também conseguido o feito em 2006, o Alvirrubro foi campeão novamente em 2013. E é isto que vamos abordar agora, os dois principais títulos do clube em sua história.

Em 2004, o Campeonato Norte-Riograndense contava com 14 times, que na primeira fase foram divididos em dois grupos de sete, um sendo dos clubes do leste e outro do oeste. O Potiguar ficou no Grupo B, o segundo caso, ao lado de Coríntians de Caicó, ASSU, Caicó, Baraúnas, Pauferrense e Atlético Piranhas.

Grandes momentos da conquista de 2004

Com uma boa campanha, o time de Mossoró ficou em primeiro lugar do Grupo B com 25 pontos, sendo 12 vitórias, sete empates e apenas uma derrota. Com isto, o Potiguar se classificou para o mata-mata da competição ao lado de Coríntians de Caicó, ASSU e Caicó. Na chave A, passaram de fase América, Potyguar de Currais Novos, São Gonçalo e ABC.

No mata-mata, o Potiguar eliminou o grande ABC, vencendo o primeiro jogo por 1 a 0 e segurando o 0 a 0 no jogo de volta, e o Coríntians de Caicó, com um empate em 0 a 0 e triunfo de 3 a 0, chegando à decisão, onde enfrentou o América de Natal. No primeiro jogo, o 4 a 0 fez com que a equipe de Mossoró colocasse a mão na taça, o que se confirmou no segundo embate, mesmo com a vitória por 1 a 0, em 17 de abril daquele ano, do América.

O time de 2013 que foi campeão depois de um primeiro turno mediano

Em 2013, o Potiguar de Mossoró repetiu a dose, porém, de uma forma um pouco mais difícil. A primeira fase, com oito equipes, era jogada em turno único e não contava com América e ABC, que disputavam a Copa do Nordeste. O Alvirrubro ficou em segundo, logo atrás do Santa Cruz.

Na segunda fase, os seis primeiros colocados da fase anterior se juntaram a ABC e América e disputavam dois turnos, sendo que os vencedores de cada parte desta etapa iriam para a decisão estadual. No primeiro turno, o Potiguar ficou em um tímido quinto lugar e o América se garantiu na final da competição ao bater o Coríntians de Caicó na final do turno.

Melhores momentos da final de 2013

Foi no segundo turno que o Potiguar de Mossoró mostrou que poderia chegar ao título. Liderou o turno todo e conseguiu a vaga na final evitando, justamente, o título precoce do América. Nos dois jogos da decisão, um 0 a 0 e um 2 a 1 no Nogueirão forçou a final do campeonato.

No primeiro jogo, realizado em Mossoró, o América até abriu o placar, mas o Potiguar virou, com gols de Daniel e Paulinho. Porém, Renatinho marcou e deixou tudo igual para o segundo jogo, realizado em Ceará-Mirim, realizado em 19 de maio. O América saiu na frente no primeiro tempo, com Índio Oliveira, e sua torcida já ensaiava a comemoração quando Chiquinho marcou e levou a decisão para as penalidades, onde o Potiguar foi mais competente e conquistou a sua segunda taça estadual.

Alecrim bicampeão do Campeonato Potiguar em 1985 e 1986

Por Lucas Paes

Em pé: Cesar, Aurélio, Ronaldo, Lúcio, Carlos Alberto e Soares
Agachados: Curió, Odilon, Freitas, Didi Duarte e Edmo.

Fundado em 1915, o Alecrim Futebol Clube é o “primo pobre” de Natal. Concorrendo com o ABC e com o América, a equipe acabou sempre relegada ao segundo escalão. Ainda assim, o Periquito conquistou alguns títulos, entre eles, os mais importantes são os sete títulos do estadual. Este texto vai justamente lembrar as duas últimas conquistas: o bi em 1985 e 1986.

Na primeira conquista, a equipe alviverde ganhou os dois últimos turnos da competição, acabando por fazer a final com o América, que tinha ganhado o primeiro. Na final, o Alecrim venceu por 2 a 0, gols de Freitas e Odillon, já no finalzinho do jogo. A decisão ocorreu no primeiro dia de Dezembro e levou 12 mil pessoas ao antigo Castelão. Além do título, o Alecrim teve o artilheiro da competição: Curió, com 10 gols.

O time que jogou a final foi formado por César, Saraiva, Lúcio Sabiá, Ronaldo, Soares, Carlos Alberto, Edmo, Didi Duarte, Curió, Freitas e Odilon. Baíca e Romildo entraram na partida depois. 

Ferdinando Teixeira, o primeiro, era o treinador da equipe

Mantendo o time base, a equipe ganhou de novo dois de três turnos no campeonato de 1986. Só que na final, o adversário foi o ABC. O jogo ficou no 0 a 0 e o título foi de novo para o alviverde. A artilharia ficaria de novo com Curió, que desta vez foi as redes em 12 oportunidades.

Na decisão de 86, ocorrida em 17 de agosto, o time foi formado por César, Saraiva, Lúcio Sabiá, Ronaldo, Soares, Doca, Didi Duarte, Odilon, Curió, Baíca e Edmo. Romildo e André entraram depois. Outra vez, o jogo foi no Castelão, só que, nessa oportunidade, apenas 6 mil torcedores estiveram presentes. 

Ferdinando Teixeira era o treinador que levou o Periquito as duas conquistas. Ele teve números bons treinando o alviverde da capital potiguar: naquela passagem, foram 71 jogos, com 35 vitórias, 18 empates e 18 derrotas. Seu time marcou 101 vezes e acabou sofrendo 58 gols. Esses números contam toda a passagem, e não somente os dois títulos. Curió, Odillon e Didi Duarte foram os principais artilheiros de sua estadia no clube.

O primeiro gol na decisão de 1985

Os títulos renderam ao clube uma participação no Brasileirão daquele ano. A equipe terminou na 45ª colocação (entre 80 times), conseguindo apenas uma vitória (contra o Santos), três empates (Comercial, Portuguesa e Vitória) e outras seis derrotas, num daqueles campeonatos de formulas mirabolantes que ocorriam nos anos 1980.

Vicente Farache - cartola e treinador decacampeão do ABC

Vicente Farache

Advogado, ex-juiz municipal, adjunto de promotor público, jogador, cartola e treinador. Todas estas profissões foram realizadas por apenas uma pessoa: Vicente Farache Neto. Mas Farache não foi um técnico comum, ele comandou o ABC de Natal nos dez títulos do decacampeonato estadual de 1932 a 1941. Acredite se quiser.

Vicente Farache Neto nasceu em Natal em 19 de outubro de 1902. Quatro anos antes, seu pai, José Farache, veio da Paraíba para a capital portiguar, para mudar de vida. Além de Vicente, José foi pai de Carlos, Antônio (Tonho Farache, também ligado ao futebol), Ernani e Adalberto.

O filho mais velho logo conheceu o futebol e teve sua primeira paixão: o ABC Futebol Clube. Vicente Farache chegou a atuar como ponta direita do time, mas abandonou os gramados, quando foi para o Rio de Janeiro estudar direito. Foi nesta época em que conheceu e casou com a chilena Maria Lamas e voltou para Natal em 1929.

Dr. Farache e o elenco campeão de 1941

Apesar de apaixonado por sua esposa, na volta à capital potiguar, "Doutor Farache", como era conhecido por amigos, jogadores e torcedores, pôde se dedicar à sua outra paixão, o ABC, a ponto de gastar grande parte do que ganhava como advogado estabelecido e juiz municipal, além de um estabelecimento comercial (sapataria) situado à rua dr. Barata, com o futebol. Só para se ter uma ideia, os empregados, eram todos jogadores do ABC.

O período mais brilhante do dr. Farache foi de 1932 a 1941, quando o clube sagrou-se decacampeão de futebol de Natal justamente tendo Farache como diretor técnico e treinador. Outra faceta do eclético Vicente Farache foi o jornalismo esportivo, que exerceu no jornal "A Ordem", órgão católico, sendo o enviado da TRIBUNA DO NORTE para o Campeonato Mundial disputado no Brasil, enviando muitas matérias para o jornal. Vicente Farache ainda teve sete filhos de uma união com uma segunda companheira, também de nome Maria. 

No começo dos anos 50 o ABC construiu um pequeno estádio entre as ruas Seridó e Potengi, em Petrópolis, terreno conseguido justamente com o esforço de Farache, denominando-o estádio Maria Lamas Farache. Abalado com a morte da esposa, dr. Farache afastou-se do clube, depois de quase 20 anos sendo uma espécie de dirigente faz tudo, de diretor de futebol a treinador ao mesmo tempo, secretário e diretor técnico da Liga Norte-rio-grandense de Desportos, presidente do Conselho Regional de Desportos de 61 a 66, treinador de algumas seleções de futebol do RN.

O grande benfeitor

Sua paixão pelo ABC chegava ao extremo de acumular inimizades, principalmente entre os americanos. Seu grande rival durante anos foi Humberto Nesi, com quem travou discussões memoráveis. Já aposentado das atividades do futebol, Humberto Nesi disse que perdoava as constantes decisões de Farache sempre contra o América, por compreender sua paixão desmedida ao ABC.

Vicente Farache Neto acabou falecendo em 1967, aos 65 anos, dia 16 de agosto. A homenagem do ABC a seu maior benfeitor em todos os tempos foi denominar de Vila Olímpica Vicente Farache a sede esportiva na Reta do Sol.

O Curioso do Futebol

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