A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) iniciou o pagamento da indenização devida ao Icasa pelo erro ocorrido na Série B do Campeonato Brasileiro de 2013, que acabou tirando do clube cearense a chance de acesso à elite do futebol nacional. Nesta semana, a entidade realizou um primeiro depósito no valor de R$ 80,9 milhões em uma conta judicial.
O montante total da condenação é de aproximadamente R$ 84,3 milhões. Do valor já depositado, cerca de R$ 75 milhões correspondem diretamente à indenização destinada ao clube, enquanto pouco mais de R$ 10 milhões são referentes a honorários sucumbenciais dos advogados envolvidos no processo. A juíza responsável havia determinado o pagamento integral em até 48 horas, o que levou a defesa do Icasa a avaliar medidas para cobrar o valor restante.
Como esta quarta-feira (17) foi ponto facultativo no Rio de Janeiro, os advogados do Verdão do Cariri devem acionar a Justiça nesta quinta-feira (18) para solicitar a quitação completa da dívida. O caso pode ganhar novos desdobramentos, já que o Judiciário entra em recesso a partir do dia 20 de dezembro, com retorno previsto apenas para janeiro de 2026.
Segundo o clube, os recursos recebidos serão utilizados prioritariamente na reestruturação do Centro de Treinamento Praxedão. Estão previstas melhorias nos vestiários, no departamento médico e a troca do gramado, além de investimentos que devem fortalecer o Icasa para a disputa da Série B do Campeonato Cearense de 2026.
O presidente do clube, Celso Pontes, preferiu não comentar o processo neste momento. Sobre as pendências trabalhistas, o dirigente afirmou que ainda não há um valor consolidado. “Só quando a Justiça pagar todos os valores é que iremos saber a dívida. Todo dia entra um novo processo, por isso não temos um número real”, explicou.
Relembre o caso - A ação judicial teve início em 2013, quando o Icasa acusou o Figueirense de escalar um jogador de forma irregular durante a Série B do Campeonato Brasileiro. Naquele ano, apenas um ponto separou as duas equipes na tabela, resultado que garantiu o acesso do clube catarinense à Série A.
A CBF, organizadora da competição, reconheceu a falha administrativa, mas recorreu da decisão judicial, o que adiou o pagamento da indenização por mais de uma década. Atualmente, longe das competições nacionais, o Icasa disputa a Série B do Campeonato Cearense.
Após mais de dez anos de disputa judicial, o Icasa conquistou vitória definitiva contra a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e terá direito a receber mais de R$ 90 milhões. O valor inclui correções e juros acumulados desde 2014, quando o clube de Juazeiro do Norte ingressou com a ação.
A decisão foi consolidada depois que a CBF desistiu, em março deste ano, do último recurso apresentado, que contestava sentenças anteriores favoráveis ao Icasa. Com a desistência, o processo terá trânsito em julgado e seguirá para a fase de execução, etapa em que os recursos serão efetivamente repassados ao clube.
A disputa judicial teve origem na Série B do Campeonato Brasileiro de 2013. Na ocasião, o Icasa denunciou o Figueirense por utilizar um atleta de forma irregular. O time catarinense terminou a competição com um ponto a mais que o clube cearense e garantiu o acesso à Série A.
O Icasa defendeu que, caso a punição tivesse sido aplicada à época, teria sido promovido à elite do futebol nacional. Embora tenha reconhecido a irregularidade, a CBF optou por manter o caso na Justiça, prolongando a tramitação ao longo dos últimos anos.
Com a indenização, a diretoria do Icasa planeja aplicar os recursos na reestruturação administrativa e financeira, além de investir no fortalecimento do elenco profissional e no planejamento das próximas temporadas.
Héverton estava suspenso e foi relacionado para o jogo contra o Grêmio
No dia 8 de dezembro de 2013 a Associação Portuguesa de Desportos jogava contra o Grêmio no Canindé, essa era a última rodada do Brasileirão daquela temporada e a Fabulosa já havia escapado do rebaixamento com 47 pontos na tabela, entretanto, uma coisa naquele jogo mudaria o destino da Portuguesa até os dias de hoje.
Caso Héverton - Naquele mesmo jogo, o técnico da época, Guto Ferreira escalou o jogador Héverton aos 32 minutos do segundo tempo, porém o jogador estava irregular, já que estava expulso desde o jogo contra o Bahia. O jogo contra o Tricolor Gaúcho acabou terminado em empate por 0 a 0, fazendo com que a Lusa continuasse sua trajetória para o próximo ano.
O STJD (Supremo Tribunal de Justiça Desportiva) fez o julgamento do atleta rubro-verde e ficou de fora do jogo contra a Ponte Preta, após a análise do caso, foi definido que Héverton ficaria mais um jogo expulso.
O Flamengo também teve caso semelhante relacionado ao jogador André Santos, que também estava irregular e foi escalado em partida contra o Cruzeiro após ter que cumprir suspensão após a final da Copa do Brasil cujo o rubro-negro foi campeão. André foi expulso nos minutos finais e teria que ficar fora da próxima partida, de acordo com o procurador-geral do STJD, Paulo Schmitt.
Em defesa, o Flamengo falou que o atleta já havia cumprido a expulsão ao não jogar contra o Vitória, mas a defesa foi contestada e o time carioca perdeu 4 pontos na tabela, mas não foram rebaixados já que a Portuguesa também perdeu seus 4 pontos e deu a brecha para o rubro-negro e o Fluminense se salvarem na competição.
Alguns rumores sugerem que os envolvidos no rebaixamento da Lusa e da escalação irregular tenham recebido de R$ 4 milhões até R$ 25 milhões, mas até hoje não há nenhuma prova que comprove essa movimentação.
O que aconteceu com a Portuguesa? - Em 2014 disputou a Série B, com os problemas financeiros e a desestabilização do elenco, comissão técnica e diretoria, o clube foi rebaixado para a Série C em último colocado com apenas 25 pontos.
Em 2015, tentou até se segurar, mas em 2016 foi rebaixada, agora para a Série D, de lá até hoje a Portuguesa segue em uma montanha-russa, subindo e descendo para a quarta divisão. Em 2022, a Lusa viu uma esperança ao voltar à elite do futebol paulista, com isso, têm tentado se manter viva com o apoio do torcedor e busca de patrocinadores.
Mesmo na elite, o time rubro-verde continua sem divisão e busca a vitória na Copa Paulista para poder voltar para os torneios nacionais, caso chegue a final da competição, mas perca, pode conquistar vaga para a Copa do Brasil, mas isso varia da escolha do vencedor.
A última vez que o clube venceu a Copa Paulista foi em cima do Marília em 2020, em 2021 foi disputar a Série D novamente, mas foi rebaixado e voltou para a edição de 2022 do torneio para retornar ao palco nacional.
Um time que já foi vice-campeão brasileiro, tricampeão paulista e campeão da Série B hoje usa isso apenas como história e tenta voltar aos antigos dias em que era reconhecido como um time a nível de elite nacional.
Sequência - A Portuguesa retorna em 2024 pelo Paulistão, seu adversário será o Inter de Limeira no estádio Major José Levy Sobrinho no dia 21 de janeiro, o horário ainda está a ser confirmado pela Federação Paulista de Futebol.
A Fonte Nova reformulada foi entregue em 7 de abirl de 2013
Palco do esporte, do entretenimento e muito mais, a Arena Fonte Nova celebra seus dez anos nesta sexta-feira, 7 de abril, com muita história pra contar. Desde a sua inauguração em 2013, foram muitos momentos inesquecíveis vividos por baianos e turistas neste equipamento. Foram realizados inúmeros shows nacionais e internacionais e eventos diversos, consolidando-se como uma das principais estruturas esportivas, de entretenimento e turismo do estado.
Para celebrar a data, foi organizada uma exposição itinerante com fotos e curiosidades marcantes desta primeira década de história. A exposição será inaugurada na própria Arena e depois vai percorrer diversos pontos da cidade em cronograma a ser divulgado.
Com múltiplas possibilidades, uma estrutura diferenciada e poder atrativo para grandes eventos, a Arena tem sido fundamental para impulsionar a economia na capital, com contribuição direta e indireta. Além das receitas geradas no estádio, a programação constante e diversa estimula diferentes setores da economia local como a rede hoteleira, agências de viagem, bares e restaurantes. Para se ter uma ideia, em 2019, a Arena gerou mais de R$ 500 milhões em negócios para a economia baiana, segundo dados do IMIC.
Um levantamento recente do Google Trends mostrou que a Arena Fonte Nova foi a segunda atração turística mais buscada de Salvador. O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis da Bahia (ABIH-BA), Luciano Lopes, reforça o importante papel para o incremento na área. “A Arena conseguiu atrair para a cidade grandes eventos, além de ser um moderno estádio de futebol, capacitado para receber grandes jogos, como foi a Copa do Mundo, as Olimpíadas, tudo isso trouxe para um público muito relevante, que fomenta a nossa taxa de ocupação dos hotéis e colabora diretamente com a economia da cidade”.
Fonte de gols - Desde a sua inauguração, foram realizados 346 eventos esportivos na Arena Fonte Nova. Única arena do Norte e Nordeste a sediar todas as principais competições internacionais de futebol, sendo cinco no total. Foi eleita a melhor na Copa das Confederações 2013 e na Copa do Mundo 2014. Recebeu jogos das Olimpíadas Rio 2016, foi uma das sedes das Eliminatórias da Copa do Mundo (2018) e da Copa América, em 2019, e partidas dos campeonatos locais e nacionais. Em jogos, já recebeu cerca de 5 milhões de torcedores.
Palco de grandes emoções - Como se não bastasse ser o templo do futebol, paixão nacional, a Arena oferece muito mais. Nestes dez anos, já foram realizados 425 eventos não esportivos. Destaque para os grandes shows internacionais como Paul McCartney, Elton John, Roger Waters, A-ha e David Guetta, além de grandes artistas nacionais, como Ivete Sangalo, Roberto Carlos, Sandy e Junior, entre outros. Em 2019, realizou a primeira edição do Carnavalito, sucesso de público que trouxe o Carnaval de Salvador para dentro do estádio. No mesmo ano, foi transformada em uma imensa catedral para a realização da primeira missa em solo baiano em ação de graças pela canonização de Santa Dulce dos Pobres. Recebeu também cultos e eventos evangélicos, com participação de milhares de pessoas.
Para o presidente da Associação Baiana dos Produtores de Eventos (Abape), Moacyr Villas Boas, a Arena Fonte Nova é o grande palco da Bahia. “É um ícone e um cartão postal da nossa cidade. Sua importância ultrapassa os limites do esporte, na medida em que ela também tem relevância estratégica do ponto de vista turístico e cultural. É onde os maiores eventos do estado acontecem e ajuda a colocar a Bahia num lugar de destaque para o Brasil e para o mundo”.
Serviços à população - A Arena cumpre também um papel de serviço à população. Durante a pandemia, foi um dos maiores locais de vacinação da cidade, em parceria com a Prefeitura de Salvador, e em parceria com o Governo do Estado, foi instalado um Hospital de Campanha, além de funcionar como uma base descentralizada do SAMU, sendo a única arena do Brasil onde funcionaram, simultaneamente, três serviços voltados à saúde da população.
“Temos um trabalho intenso e comprometido em trazer as melhores experiências para os torcedores, foliões e todos que participam dos eventos da Arena. Somos geradores de diversão, emprego e renda, e estamos à disposição para apoiar em serviços à população. Em 2023, nossa celebração será com eventos grandiosos para o público. Já começamos o ano com os dois maiores ensaios de Xanddy Harmonia, nos consolidando como um espaço atrativo para o verão de Salvador, em março tivemos a despedida emocionante do Skank, e já temos confirmados o Samba e Sofrência, Titãs, Tardezinha e outros que serão anunciados em breve”, destaca o presidente da Arena Fonte Nova, Dênio Cidreira.
Por Lucas Paes Foto: Portal Futebol Maranhense Antigo
Jackson em sua segunda passagem pelo Maranhão em 2013
Apesar de não ser exatamente um dos grandes polos de futebol com muitos títulos no Brasil, o Maranhão tem alguns clubes tradicionais que possuem alguma história dentro do futebol brasileiro, se destacando recentemente as campanhas do Sampaio Corrêa nas séries B e C do Campeonato Brasileiro. Muito antes disso, nos anos 1990, o meia Jackson, que completa 50 anos neste dia 23, se tornou ídolo do Maranhão AC, rival do Sampaio, conquistando três títulos estaduais com o clube nos anos 1990 e repetindo a dose em 2013.
Jackson começou sua trajetória no futebol nos anos 1980, jogando no futebol de salão e chegou a base do Bode Gregório ainda nos anos 1990, subindo para o time profissional em 1992, quando tinha apenas 19 anos. Precisou de apenas um ano para ser crucial na conquista do título do Campeonato Maranhense de 1993, o primeiro de uma série de três que conquistaria com o tricolor.
Depois de passar por testes no Mogi Mirim em 1993, voltou ao Maranhão no ano de 1994 e mais uma vez foi crucial na conquista de outro título estadual, repetindo a dose no ano seguinte. A partir daí, seu futebol já começava a extrapolar os limites do estado e em 1995 acabou contratado pelo Goiás, que o levaria a voos maiores na carreira, passando por Sport, Palmeiras, Cruzeiro, Internacional e chegando inclusive à Seleção Brasileira no final da década.
Retornaria ao Maranhão já no final de carreira, com muito mais experiência, em 2013. Foi mais crucial na criação de jogadas naquele ano, além de ser de certa forma o mentor do time. Teve boas atuações, apesar de não ter marcado gols durante a campanha que levou o Bode ao último título estadual conquistado pelo clube. Se aposentou ao fim daquele ano.
Jackson acabou por encerrar a trajetória no futebol com a pecha de ser um dos maiores ídolos da história do Maranhão. Apesar das rivalidades regionais, conseguiu ser aplaudido pelo estádio inteiro quando disputou um amistoso pelo Brasil no estado em 1998. Seu grande título na carreira em tamanho foi a Libertadores de 1999 pelo Palmeiras.
Lauro fez o gol de empate da Lusa contra o Flamengo no Brasileirão de 2013
Neste 3 de setembro de 2022, o ex-goleiro Lauro está completando 42 anos. Ele teve uma carreira sólida no futebol brasileiro, passando por times tradicionais, e ficou marcado por ter feito dois gols de cabeça, por Ponte Preta e Portuguesa, ambos contra o Flamengo.
O primeiro aconteceu em 3 de agosto de 2003, pelo Campeonato Brasileiro daquele ano. A partida, já pelo segundo turno da competição, foi realizada no Estádio Moisés Lucarelli, em Campinas, e o Flamengo vencia pelo placar de 1 a 0.
Porém, nos acréscimos, a Ponte, que não queria ficar perto da zona de rebaixamento, teve um escanteio a seu favor, pelo lado direito, e todo o time, inclusive Lauro, foi para a área. E não é que o goleiro, de cabeça, empatou o jogo e livrou a Ponte da derrota em casa.
No Castelão - Dez anos e quatro dias depois, Lauro de novo marcou gol, novamente contra o Flamengo, desta vez pela Portuguesa. O cenário era similar, em 7 de agosto de 2013, pelo Campeonato Brasileiro, o Rubro Negro vencia e Lusa no Castelão, em Fortaleza, que já estava com as obras para a Copa do Mundo do Brasil finalizadas e a Portuguesa aproveitou para mandar o jogo no Nordeste e aproveitar a grande torcida do time carioca no local.
Porém, a Lusa brigava contra o rebaixamento e a derrota para um time que não estava tão longe da zona seria péssima. Nos acréscimos, a Portuguesa teve um escanteio a favor, também pela direita. Na cobrança, Lauro ganhou de zagueiros do Flamengo para marcar e deixar tudo igual.
No fim do Campeonato, uma ironia. Flamengo e Portuguesa terminaram o certame fora da zona de rebaixamento. Porém, ambas as equipes perderam pontos por conta de escalação irregular de jogadores. O Fluminense se livrou da degola, o Flamengo, se tivesse sido punido sozinho, teria sido rebaixado, mas como a Lusa também perdeu ponto, ela foi parar na Série B de 2014.
Foi no já longínquo 2 de fevereiro de 2013, a mais de nove anos, que a Associação Portuguesa de Desportos fez sua estreia em uma competição nacional na gestão do treinador Prisco Palumbo. O adversário foi o Cruzeiro Esporte Clube do Rio Grande do Sul no estádio Vermelhão da Serra em Passo Fundo, pela Copa do Brasil Feminina.
O time rubro-verde entrou em campo com: Ana Lucia Dida, Edilaine, Linda, Siméia e Juliete; Scarlet (Edna), Laura e Cinthia (Joyce); Grazi, Tiga (Du) e Naty. A Lusa venceu por 5 a 0 e os gols foram de Adriana Tiga (2), Grazi, Laura e Du.
Com este resultado a Lusa Feminino eliminou o jogo de volta (conforme o regulamento) e enfrentou na segunda fase o Centro Olímpico no Canindé. Após empate sem gols nos 90 minutos, a decisão foi para os pênaltis que terminou com placar favorável ao time adversário.
Histórico em competições nacionais da CBF - Desde a estréia na Copa do Brasil de 2013, até a partida contra o Ceará, válida pela segunda fase da série A2 em 22/5/2019 no estádio Presidente Vargas em Fortaleza (vitória por 2 a 0), a Lusa já disputou 71 partidas. Sendo 2 pela Copa do Brasil, 51 pela série A1 e 18 pela série A2.
Artilharia histórica - Entre o primeiro gol de Adriana Tiga contra o Cruzeiro, até o mais recente marcado por Silmara no jogo contra o Ceará em 2019, foram 62 gols marcados por 31 atletas diferentes. Encabeçam a lista de artilheiras as seguintes atletas:
Lucélia Tobias - 7 gols
Laiane Delfino - 5 gols
Juliana Dias "Du" - 4 gols
Karol Lins - 4 gols
Dayana Dias - 4 gols
Bia Pereira - 4 gols
Aqui enaltecemos a todas as atletas que defenderam a equipe de futebol feminino da Portuguesa de Desportos nestas competições, bem como os profissionais de comissão técnica e apoiadores. O levantamento abrange o periodo de março de 2010 até dezembro de 2019, onde a Lusa participou pela última vez de uma competição nacional de futebol feminino.
Um dos clubes mais tradicionais do Brasil, o Atlético Mineiro é reconhecido por sua linda história e também pela força de sua torcida. Campeão brasileiro de 1971 e da primeira Copa Conmebol, o Galo teve grandes times nas últimas décadas e também craques como o ídolo Reinaldo, mas mesmo assim o clube bateu na trave em inúmeras oportunidades na busca de uma grande conquista. Até que, em 2013, o pesadelo de anos foi embora e torcedor atleticano pôde lavar a alma com o título da tão sonhada Copa Libertadores da América.
Como jogava o Galo campeão da Copa Libertadores de 2013
Treinado por Cuca, o Galo de 2013 era a base do time vice-campeão brasileiro de 2012. O elenco tinha jogadores de muito peso, como o goleiro Victor, os zagueiros Réver e Leonardo Silva, o lateral-direito Marcos Rocha, os atacantes Bernard, Diego Tardelli e Jô, além da estrela principal: o craque Ronaldinho Gaúcho.
Naquela temporada, a fortaleza da equipe era a Arena Independência, campo de jogo em que o Galo era praticamente imbatível e que gerou a famoso canto ecoado pelos torcedores durante as partidas: “Caiu no Horto, tá morto!”
Arena Independência em dia de jogo do Galo (foto: Wikimedia/CC BY-SA 3.0)
Cuca utilizava muito bem a velocidade do time pelas pontas, com Ronaldinho distribuindo o jogo para os velozes Bernard e Tardelli encontrarem o centroavante Jô no meio da área. Outra característica marcante do galo campeão da Libertadores era a sua marcação sob pressão — muitas vezes individual e pouco setorizada.
Além disso, o time tinha uma jogada aérea muito forte com as “torres gêmeas” — como era conhecida a dupla de zagueiros formada por Leonardo Silva e Réver. Seja em escanteios, ou em faltas que eram cobradas na área do adversário por Ronaldinho, a bola aérea era uma forte carta na manga de Cuca.
O lateral-esquerdo Richarlyson e os volantes Pierre e Leandro Donizete também tinham participação importante no time e davam equilíbrio ao sistema defensivo. Pierre e Donizete protegiam muito bem a área defensiva, mas pecavam um pouco na saída de bola e, muitas vezes, o galo era obrigado a jogar com a bola esticada, com lançamentos partindo da defesa para encontrar o centroavante Jô — jogada que funcionava muito bem.
Como alternativa aos volantes titulares, o Galo contava o experiente volante Josué, que não tinha o mesmo poder de marcação dos titulares Pierre e Donizete, mas entregava ao time uma melhor saída de bola, na transição da defesa para o ataque.
Jogos marcantes na campanha até a grande final
Equipe entrosada e muito bem treinada por Cuca, o Atlético Mineiro não sofreu na fase de grupos. Em seu grupo, o Galo teve a companhia de São Paulo, Arsenal de Sarandí (Argentina) e The Strongest (Bolívia).
Nas seis partidas disputadas na primeira fase da competição, a equipe de Belo Horizonte ganhou 15 dos 18 pontos disputados, o suficiente para terminar a disputa de grupos com a melhor campanha geral da competição — o que dava direito ao Galo de decidir todos os jogos do mata-mata em casa.
Nas oitavas de final, o time encarou o tricampeão São Paulo, mesmo adversário da fase de grupos. Contra o Tricolor Paulista, o Galo não passou por dificuldades e venceu as duas partidas, com a direito a goleada por 4 a 1 no jogo da volta.
Na fase seguinte, quartas de final, o time de Cuca sofreu muito para passar do Tijuana, do México. No primeiro jogo, o Galo até conseguiu um bom resultado como visitante, ao empatar por 2 a 2. Porém, a partida da volta, no Independência, foi mais difícil do a equipe alvinegra esperava.
Nos minutos finais de jogo, a partida estava empatada por 1 a 1 e o Galo se classificava naquele momento pelo gol a mais marcado fora de casa (critério de desempate), porém o zagueiro Leonardo Silva fez um pênalti aos 47 minutos do segundo tempo. Ou seja, se a equipe mexicana convertesse a cobrança, era fim de linha para o Atlético Mineiro na competição.
No entanto, o goleiro Victor chamou a responsabilidade para si e defendeu a cobrança do atacante Duvier Riascos, colocando o Galo na semifinal da Libertadores. A defesa do goleiro atleticano com o pé esquerdo imortalizou o nome de Victor na história do Atlético Mineiro, que até hoje é chamado pelos torcedores de “São Victor do Horto”.
Defesa de Victor que levou o Galo para a semifinal (foto: Reprodução/ ocuriosodofutebol.com.br)
O duelo da semifinal foi contra os argentinos do Newell's Old Boys e, para variar, com muita emoção para os torcedores do Atlético Mineiro. No jogo da ida, o Galo foi dominado na Argentina e perdeu a partida por 2 a 0. Com isso, a equipe de Cuca precisava de reverter o placar desfavorável em casa — e a torcida não decepcionou do Galo não decepcionou.
O Independência virou uma enorme panela de pressão em cima dos argentinos, que pouco conseguiram jogar contra a forte pressão do time atleticano. Muito melhor que o adversário, o Galo conseguiu vencer a partida por 2 a 0 com um gol salvador de Guilherme, no final da partida.
Com placar final igual no agregado, o jogo foi para os pênaltis e novamente a estrela de Victor brilhou. Desta vez para colocar o Atlético Mineiro em sua primeira final de Copa Libertadores da América, contra os paraguaios do Olímpia.
Decisão contra o Olímpia: final com jeito e cara de Galo
Por mais que a equipe de 2013 era composta por muitos atletas experientes, a pressão da conquista Libertadores era muito grande em cima dos jogadores alvinegros, já que o Galo não vencia um título muito importante desde a conquista do Campeonato Brasileiro de 1971.
No primeiro jogo da decisão, o Atlético Mineiro se mostrou muito nervoso e ansioso ao mesmo tempo. Com isso, a equipe foi denominada pelo Olímpia, que venceu a partida em seus domínios pelo placar de 2 a 0.
Sendo assim, o mesmo filme da semifinal se repetia, porém com um detalhe importante: por questões de regulamento, o palco da decisão foi o Mineirão e não o Independência. Isso porque o regulamento para a final exigia um estádio com capacidade de no mínimo 40 mil lugares e o Independência suporta no máximo 25 mil pagantes.
Como não poderia ser diferente, rapidamente a torcida do Galo esgotou todos os 56 mil ingressos colocados à venda e lotou o Mineirão para ajudar o time em mais uma missão difícil. Segundo sites de aposta esportiva online como Betway, por exemplo, o Atlético Mineiro entrou para o jogo decisivo daquela Libertadores com 72% de chances de ganhar o confronto em casa. Porém, não bastava apenas ganhar a partida por um placar simples, já que o Galo havia perdido o jogo da ida por uma diferença de dois gols para os paraguaios.
Depois de passar o primeiro tempo em branco, o Atlético Mineiro voltou com grande ímpeto para a segunda etapa e logo de cara abriu o placar com Jô, artilheiro da Libertadores naquela temporada.
Apesar do gol cedo na etapa final e a forte pressão do Galo em cima dos paraguaios, o segundo gol, que seria o suficiente para manter a equipe viva na final, não saía e a tensão no Mineirão só aumentava por parte dos torcedores. Até que, os 41 minutos do segundo tempo, Leonardo Silva aproveitou um cruzamento certeiro de Bernard para marcar um belo gol de cabeça e assim colocar o Galo de volta no páreo.
Como o regulamento da final previa prorrogação em caso de empate na soma geral dos placares, Galo e o Olímpia jogaram por mais 30 minutos – mas não conseguiram marcar nenhum gol. Portanto, era o Atlético Mineiro novamente em outra decisão por pênaltis naquela histórica campanha.
Apesar do esperado nervosismo dos atleticanos, a confiança dos torcedores em cima de Victor era muito grande, visto que o goleiro é um grande pegador de pênaltis e estava na melhor fase de sua carreira.
Sendo assim, com o Galo sem errar sequer uma cobrança e Victor novamente inspirado para defender os pênaltis, o Atlético Mineiro venceu a disputa por 4 a 3 e sagrou-se como campeão da Copa Libertadores da América pela primeira vez em sua história.
O décimo título estadual da história do Criciúma completou sete anos na última terça-feira, dia 19. Após vitória por 2 a 1 no placar agregado, o Tigre superou a Chapecoense e se sagrou campeão catarinense de 2013.
Quem estava naquele elenco era o meia-atacante Lucas Crispim, natural de Criciúma e formado nas categorias de base do Tigre. Na época com 19 anos de idade, ele pôde conquistar o seu primeiro título como profissional.
“Foi o meu primeiro título como profissional, um momento muito marcante na minha carreira. Pude fazer parte de um elenco com jogadores renomados e busquei aproveitar essa oportunidade ao máximo. Já se passaram sete anos e sempre lembro daquela conquista com carinho. Realmente foi algo muito especial”, recordou o jogador, que atualmente defende as cores do São Luiz.
Com o Campeonato Gaúcho suspenso devido à pandemia do novo Coronavírus, Lucas Crispim cumpre quarentena em sua cidade natal. Enquanto a bola não volta a rolar para o time de Ijuí, o atleta mantém a forma física em casa.
“Venho treinando em casa diariamente. Claro que não é a mesma coisa que realizar trabalhos no campo, com bola, mas é algo que tem me ajudado bastante. Estou trabalhando com o objetivo de retornar na melhor condição possível quando as coisas melhorarem. Espero que isso aconteça em breve”, finalizou Lucas Crispim.
O time campeão de 2004: foi a primeira vez que um clube de Mossoró conquistava o estadual
A torcida da Associação Cultural e Desportiva Potiguar, da cidade de Mossoró, no Rio Grande do Norte, está em festa! Neste domingo de carnaval, dia 11 de fevereiro, o clube comemora os 73 anos de fundação. O Potiguar é um time tradicional dentro do futebol do Rio Grande do Norte.
Rival do Baraúnas, o Potiguar tem uma marca importante: foi o primeiro time de Potiguar, segunda maior cidade do Rio Grande do Norte, a conquistar o Campeonato Estadual, mais precisamente no ano de 2004. Apesar de o principal adversário citadino ter também conseguido o feito em 2006, o Alvirrubro foi campeão novamente em 2013. E é isto que vamos abordar agora, os dois principais títulos do clube em sua história.
Em 2004, o Campeonato Norte-Riograndense contava com 14 times, que na primeira fase foram divididos em dois grupos de sete, um sendo dos clubes do leste e outro do oeste. O Potiguar ficou no Grupo B, o segundo caso, ao lado de Coríntians de Caicó, ASSU, Caicó, Baraúnas, Pauferrense e Atlético Piranhas.
Grandes momentos da conquista de 2004
Com uma boa campanha, o time de Mossoró ficou em primeiro lugar do Grupo B com 25 pontos, sendo 12 vitórias, sete empates e apenas uma derrota. Com isto, o Potiguar se classificou para o mata-mata da competição ao lado de Coríntians de Caicó, ASSU e Caicó. Na chave A, passaram de fase América, Potyguar de Currais Novos, São Gonçalo e ABC.
No mata-mata, o Potiguar eliminou o grande ABC, vencendo o primeiro jogo por 1 a 0 e segurando o 0 a 0 no jogo de volta, e o Coríntians de Caicó, com um empate em 0 a 0 e triunfo de 3 a 0, chegando à decisão, onde enfrentou o América de Natal. No primeiro jogo, o 4 a 0 fez com que a equipe de Mossoró colocasse a mão na taça, o que se confirmou no segundo embate, mesmo com a vitória por 1 a 0, em 17 de abril daquele ano, do América.
O time de 2013 que foi campeão depois de um primeiro turno mediano
Em 2013, o Potiguar de Mossoró repetiu a dose, porém, de uma forma um pouco mais difícil. A primeira fase, com oito equipes, era jogada em turno único e não contava com América e ABC, que disputavam a Copa do Nordeste. O Alvirrubro ficou em segundo, logo atrás do Santa Cruz.
Na segunda fase, os seis primeiros colocados da fase anterior se juntaram a ABC e América e disputavam dois turnos, sendo que os vencedores de cada parte desta etapa iriam para a decisão estadual. No primeiro turno, o Potiguar ficou em um tímido quinto lugar e o América se garantiu na final da competição ao bater o Coríntians de Caicó na final do turno.
Melhores momentos da final de 2013
Foi no segundo turno que o Potiguar de Mossoró mostrou que poderia chegar ao título. Liderou o turno todo e conseguiu a vaga na final evitando, justamente, o título precoce do América. Nos dois jogos da decisão, um 0 a 0 e um 2 a 1 no Nogueirão forçou a final do campeonato.
No primeiro jogo, realizado em Mossoró, o América até abriu o placar, mas o Potiguar virou, com gols de Daniel e Paulinho. Porém, Renatinho marcou e deixou tudo igual para o segundo jogo, realizado em Ceará-Mirim, realizado em 19 de maio. O América saiu na frente no primeiro tempo, com Índio Oliveira, e sua torcida já ensaiava a comemoração quando Chiquinho marcou e levou a decisão para as penalidades, onde o Potiguar foi mais competente e conquistou a sua segunda taça estadual.
Uma imagem que ficou para a história do Atlético Mineiro
Dia 30 de maio de 2013. Atlético Mineiro jogava contra o mexicano Tijuana, pelas quartas-de-final da Copa Libertadores daquele ano. Na primeira partida, no México, o placar foi de 2 a 2 e, portanto, o Galo tinha tudo para passar de fase.
Porém, o jogo não foi tão fácil. Aos 25 minutos, o Tijuana abriu o marcador com Riascos, calando os torcedores que estavam presentes ao Estádio Independência, em Belo Horizonte, conhecido também como Horto. Para aliviar um pouco, aos 40', o zagueiro Réver empatou. Aquele placar de 1 a 1 dava a classificação ao Galo, mas era ainda muito apertado.
Na segunda etapa, o Tijuana foi para cima, buscando o gol que daria a classificação. O Atlético tentava sair para o jogo, buscando o segundo gol que daria um pouco mais de alívio. E assim, o jogo caminhava para o seu fim.
Porém, no último lance da partida, aos 47 minutos, o beque Leonardo Silva deu um bico na cintura do mexicano Marquez e o árbitro chileno Patricio Polic não teve dúvidas e apontou para a marca da cal: pênalti para o Tijuana. Se a equipe visitante marcasse, o Atlético Mineiro estava fora daquela Copa Libertadores.
Veja o que o goleiro fez no lance
Mas aí apareceu um milagre e por incrível que pareça, apesar de ter sido por um goleiro, foi com o pé. Riascos, autor do gol do Tijuana, bateu no meio do gol, Victor pulou para o lado direito, mas deixou o pé esquerdo, que evitou o gol que eliminaria o Galo da competição. Festa da torcida do Atlético, pois a equipe estava passando para as semifinais, já que o árbitro encerrou a partida logo em seguida.
Depois, o Atlético eliminou o Newell's Old Boys, da Argentina, e o Olímpia, do Paraguai, ambos na decisão por penalidades, com grandes atuações de Victor, e conquistou aquela Copa Libertadores. Porém, os torcedores atleticanos consideram o dia 30 de maio como o "Dia de São Victor do Horto", por causa do 'milagre' que evitou a eliminação nas quartas da competição.
Gol do Taiti foi um dos grandes momentos do torneio
* por
Sérgio de Oliveira
Antes de ser fã de Futebol Alternativo, sou fã de
Futebol. É o Futebol que está sempre acima de tudo, acima de alternatividades,
bizarrices e fatos estranhos. O que me move é o Futebol. É por isso que não
poderia perder a Copa das Confederações. Mesmo com o Taiti em campo, o torneio
é totalmente oposto ao significado do futebol alternativo, é um campeonato com
grandes jogadores e com os campeões de cada continente.
Entrei de cabeça na competição, motivado pelo meu amor
ao futebol, pelo clima de Copa que já tomava conta das sedes e pelo Taiti. Me
juntei a uma galera que sempre rói o osso acompanhando.
A equipe era forte, coesa, com grandes amigos
presentes: Fernando Martinez, do Jogos Perdidos, Luciano Claudino, do site Jogo Limpo, o cobrinha rei da micareta Renato Rocha, o mau humorado amigo Paulo
Afonso, o Mohamed Ali das imagens, Jamil Tanus, ex-apresentador da FATV,
Matheus Trunk, a enciclopédia da Boca do
Lixo, Luiz Gustavo Fôlego, o mais fiel torcedor do Grêmio Mauaense e sua
namorada Juliana e Nilton, o amigo dos animais e grande torcedor do ECUS.
Todos estiveram presentes em algum momento da viagem,
que percorreu vários e vários quilômetros e no meu caso envolveu três jogos da
competição. Não vou comentar muito sobre o futebol praticado pelas equipes. O
que me interessava mesmo era o clima da competição, a troca de cultura com
outras torcidas e também testar o país da copa. E posso dizer que tudo superou
minhas expectativas.
Alguns perrengues sofremos, com certeza, como por
exemplo, na retirada dos ingressos no Rio de Janeiro. A turma escolheu retirar
no aeroporto internacional do galeão e ficamos mais de três horas na fila.
Acabamos perdendo uma boa rodada alternativa de algum campeonato carioca de
divisão de acesso. Mas o clima na fila era de festa!
Depois do momento turista em terras cariocas no sábado
à noite, a manhã de domingo serviu para dar uma volta no Maracanã, verificar os
portões que cada um entraria para acompanhar Itália e México. Conversando com
vários amigos cariocas, entre eles Cláudio Burger do ótimo site Futrio, todos
foram unânimes em falar que mataram o verdadeiro Maracanã, que aquele estádio é
um novo, que começa do zero. Minha opinião também é muito parecida.
Na retirada dos ingressos no aeroporto do Rio
Alheios a isso, muitos estrangeiros estavam presentes
no jogo, a maioria de mexicanos, enquanto os italianos eram representados mais
pelos brasileiros descendentes. Uma coisa que me chamou a atenção no Rio foi a
quantidade de camisas do Botafogo no estádio, com certeza o gringo que
acompanhou a partida saiu achando que o time do Seedorf tem a maior torcida da
cidade.
Destaque também para os times alternativos do rio que
marcaram presença no estádio. Foi fácil achar camisas do América, Madureira,
Friburguense, até do Canto do Rio eu vi. Sobre o Maracanã dá pra falar que ele
passou no teste para Copa do Mundo, poucas filas, nenhum tumulto e pessoalmente
não vi ninguém reclamando de nada.
Dentro de campo vimos um bom México 1, Itália 2, com
jogadas inspiradas dos dois lados. Tive o prazer de conferir o belo gol de
falta de Pirlo bem na minha frente e, mesmo não sendo meu time do coração,
confesso que foi emocionante ver o jeito de vibrar dos italianos, afinal estava
cercado por eles.
Após o belo jogo no novo Maracanã, era chegado o
momento de preparação para o principal jogo da empreitada. O confronto entre o
campeão africano, a Nigéria, e o campeão da Oceania, o genial Taiti.
Horas e horas de viagem enfrentando as péssimas
estradas do nosso país não atrapalharam a empolgação de poder apoiar o time da
Oceania, responsável por uma das maiores zebras da história ao bater a não
menos surpreendente Nova Caledônia nas finais da copa da Oceania. A festa só
não foi maior pois do outro lado estava a Nigéria. Nada contra o país que já
revelou mitos futebolísticos como Yekini e Rufai, mas pensando que poderia ser
O Burkina Faso, antigo Alto Volta, até hoje lamento o resultado da Copa
Africana de nações. Mesmo assim o jogo seria genial...
O problema é que atrasamos muito na saída do Rio de
Janeiro e chegamos em BH em cima da hora do jogo, todos os momentos turísticos
que planejamos foram riscados da agenda e partimos direto para o Mineirão
acompanhar a peleja. O jogo mais alternativo da competição recebeu o menor
público de todos e uma galera que não estava acostumada com o lado B do
futebol, por isso não foi difícil ver pessoas reclamando do jogo, ou tirando
sarro das equipes. Isso somado as manifestações que fecharam a entrada
principal do estádio me deixaram bem puto por um instante.
Dentro do estádio tudo festa. A simpatia dos taitianos
afetou até os que estavam reclamando e confesso que foi muito legal ver o
estádio inteiro torcendo pelo mais fraco. Esse é um dos princípios do Futebol
Alternativo, particularmente comecei a acompanhar os times menores justamente
por torcer pela zebra e prestigiar os que tinham menos chances, quem sabe
graças ao Taiti não trouxemos mais alguns para o lado alternativo da força.
Em frente ao Mineirão
Quanto ao Mineirão, ele apresentou muito mais
problemas que o Maracanã e num jogo que recebeu metade do público que o outro
isto é preocupante. Muitas filas nos Banheiros que são muito pequenos e
apertados, cerveja quente e com muita fila para comprar foram alguns dos
problemas que vi. Inclusive foi por causa da fila da cerveja que acabei
perdendo o único gol que o Taiti marcou na competição. Maldito alcoolismo,
perdi o momento mais glorioso da competição.
Mesmo assim, se comparado com o estádio carioca, achei
o Mineirão muito mais bonito. A esplanada que circunda o estádio é uma baita
ideia e serviu como uma ótima área de conveniência para os torcedores. Se
cumprirem a promessa de montar embaixo dela lojas, restaurantes e o museu do
futebol mineiro, com certeza o Mineirão será um dos estádios mais legais do
país.
Falando um pouco da partida, a Nigéria não mostrou
esforço nenhum para golear o campeão da Oceania. Por mais que o time contasse
com a torcida de todos, pessoas pintadas, e malucos gritando “chupa Fiji”, era
claro que o Taiti não tinha a mínima condição de marcar ponto na competição. A
Copa das Confederações serviu como grande aprendizado para os jogadores. Quem
sabe graças a essa participação no campeonato, a paixão do Taiti pelo futebol
aumente e novos Varihuas, Roches e Tehaus
apareçam no país.
A segunda perna da viagem foi no sábado seguinte, mais
uma vez retornei ao Mineirão dessa vez para acompanhar o amistoso de luxo entre
México e Japão. Das três partidas que fui, com certeza essa foi a que teve a
maior quantidade de estrangeiros. Vi vários mariachis e samurais pelo estádio. Até
no ônibus de volta para a capital paulista tivemos gringos presentes.
A atmosfera do jogo foi muito legal, com muita festa,
mexicanos e japoneses cantando juntos. Embora os brasileiros estivessem mais
empolgados com a seleção japonesa, a simpatia dos vários mexicanos presentes
também impressionou. As camisas alternativas que não vi na primeira passagem
por BH estiveram presentes neste jogo e foi mais fácil ver camisas do Mamoré,
Villa Nova, Guarani de Divinópolis e do Fabril de Lavras.
Sérgio Oliveira e Renato Rocha
Com mais tempo em BH, conheci o Independência e tive
chance de ficar mais no Mineirão. Apesar de ter perdido o horário para comer o
tradicional tropeirão, o saldo foi positivo. Destaque especial para a lojinha
oficial da FIFA, apesar da falta da camisa de algumas seleções do torneio, e os
vários stands dos patrocinadores do evento.
Foi com certeza muito legal acompanhar a Copa das Confederações
, foi a prévia do Mundial genial que tivemos. Foi nela que muito dos gringos
perderam o medo do Brasil e que muitos brasileiros aprenderam a torcer de outra
forma. Foi uma experiência única, ver os estádios novos, conseguir brindes das equipes
e do torneio e encontrar muitos amigos de longa data da FA e que assistem a
FATV. A competição rendeu um programa especial que foi muito legal,com todas as
picardias que o grupo aprontou documentadas em vídeo. Terminei a jornada
empolgado com a Copa do Mundo que viria…
O programa Futebol Alternativo TV fez um especial sobre a Copa das Confederações após o final do torneio. Confira:
* Sérgio Oliveira, 34 anos, é jornalista, apresenta o programa Futebol Alternativo TVna AllTV, mora em São Paulo e torce para a Portuguesa de Desportos.
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