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O atleta paga a conta enquanto o clube lava as mãos

Por João Antonio de Albuquerque e Souza, atleta olímpico, advogado desportivo e Presidente do Tribunal de Justiça Desportiva Antidopagem (TJDAD)
Foto: divulgação


O doping no esporte é uma questão delicada, que envolve tanto a saúde do atleta quanto a ética do jogo. Mas e quando a substância proibida encontrada no corpo do atleta vem de um tratamento médico indicado pelo próprio clube? Embora a legislação antidoping imponha ao atleta a obrigação de garantir que nenhuma substância proibida esteja em seu organismo, a responsabilidade do clube não pode ser ignorada.

Lesões fazem parte da vida esportiva, e a busca por uma recuperação rápida pode levar clubes a recorrerem a métodos questionáveis. Médicos indicam tratamentos, aplicam substâncias e garantem sua eficácia, mas nem sempre informam os riscos. Muitos atletas, especialmente os mais jovens, confiam cegamente no corpo médico do clube e não têm o conhecimento técnico para questionar essas decisões. Quando um exame antidoping testa positivo, tanto o atleta como o médico que prescreveu a substância ou tratamento proibido podem ser suspensos por longos períodos. Nesse caso, o atleta responderá pela presença da substância em seu organismo; já o médico pode responder pela violação de administração. Eventual punição ao atleta possui consequência gravíssimas em sua carreira, com impedimento de atuação profissional - não pode nem treinar no esporte, suspensão de salários, patrocínios e inúmeros danos à imagem. Por outro lado, o médico, quando punido, fica afastado de atuar apenas no esporte, podendo clinicar livremente em outras áreas.

Em 2022, a Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD) intensificou seus esforços para garantir a integridade no esporte, realizando testes antidoping em diversas modalidades. Até 27 de dezembro daquele ano, foram coletadas quase 5 mil amostras, sendo a maioria de urina (4.570) e uma parcela menor de sangue (410). A fiscalização abrangeu 33 esportes e 70 modalidades, alcançando mais de 2 mil atletas. Para viabilizar esse monitoramento, mais de 1.600 missões de controle foram conduzidas, reforçando a importância da luta contra o uso de substâncias proibidas e a necessidade de manter o esporte justo e seguro para todos os competidores.

A questão aqui não é se o atleta deve ser punido, pois a regra antidopagem é clara: ele é responsável por tudo o que entra no seu organismo. O problema é que, na esfera civil, o clube tem um papel que não pode ser ignorado. Se o departamento médico indicou ou administrou a substância proibida, a equipe deve responder pelos prejuízos causados. Afinal, o atleta perde não apenas meses ou anos de sua carreira, mas também salários, contratos e oportunidades, sem falar no impacto emocional e na degradação de sua imagem.

Os clubes não podem se esconder atrás da responsabilidade estrita do atleta. Há uma relação de subordinação trabalhista entre o jogador e a equipe, o que torna ainda mais evidente a necessidade de responsabilização. Quando um funcionário de qualquer outra profissão sofre prejuízos por um erro direto de seu empregador, ele tem direito à reparação. No esporte, essa lógica deveria valer da mesma forma. O clube, como empregador, deve assumir as consequências dos erros cometidos pelo seu próprio departamento médico.

A realidade é que a falha, muitas vezes, começa dentro da estrutura do clube. Médicos indicam tratamentos sem o devido cuidado, dirigentes fazem pressão por uma recuperação rápida e o atleta, que deveria ser protegido, acaba sendo exposto. E quando o exame antidoping dá positivo, a punição esportiva é apenas o começo dos prejuízos.

A discussão precisa ir além do tribunal antidopagem. A punição ao atleta pode até ser inevitável sob o regulamento vigente, mas os danos materiais e morais que ele sofre não podem ser ignorados. Se um clube expõe seu jogador a essa situação, ele deve responder na Justiça pelo prejuízo causado. A carreira de um atleta não pode ser tratada como um recurso descartável, onde apenas ele paga o preço pelos erros de uma estrutura que deveria protegê-lo.


A solução passa por maior responsabilidade dos clubes e uma revisão das práticas médicas dentro do esporte. Profissionais que tratam atletas precisam estar plenamente cientes das regras antidoping e dos riscos envolvidos. Clubes devem garantir que seus departamentos médicos atuem com ética e segurança, evitando que jogadores sejam punidos por decisões que não tomaram.

No fim das contas, o futuro do esporte depende de uma gestão mais responsável. O atleta deve ser responsável pelo que consome, mas quando o erro vem de dentro do próprio clube, ele deve ser reparado pelos inúmeros prejuízos que a sua carreira e reputação suportarão.. Se a substância proibida foi recomendada, administrada e acompanhada pelo clube, então ele também deve pagar essa conta.

*João Antonio de Albuquerque e Souza é atleta olímpico, graduado em Direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e mestre em Direito e Justiça Social pela UFRGS. Atualmente, é Presidente do Tribunal de Justiça Desportiva Antidopagem (TJD-AD) e sócio fundador do escritório Albuquerque e Souza. Com expertise em Direito Civil, Trabalhista e Desportivo, sua atuação abrange temas como contratos e responsabilidade civil

CBF bate recorde diário de registros em 2024

Com informações da CBF
Foto: Fabio Souza/CBF

Sala do controle dos registros no BID

A CBF superou nesta quinta-feira (4) a maior marca diária de pedidos de registros em 2024 com os 1.566 submetidos ao Boletim Informativo Diário (BID). Foi a segunda maior marca da história. Em 14 de abril de 2023, o BID recebeu 1.616 pedidos, sendo este o recorde. O dia 7 de outubro de 2022 compõe o pódio, com 1.421 pedidos.

"É um número importante, tanto pra CBF como para nossa equipe de registros e das Federações. Reflete o aumento da confiança e credibilidade da CBF junto aos clubes e Federações, a crescente profissionalização dos clubes e o maior nível de maturidade do ecossistema do futebol organizado. O registro dos atletas nas diferentes categorias, mediante apresentação de toda a documentação, protege os direitos de clubes e promove a igualdade de condições, essencial nas competições esportivas”, explicou Enio Gualberto, diretor de Registro, Transferência e Licenciamento da CBF.

Para que um contrato ou uma transferência seja regularizada, os documentos necessários são enviados pelos clubes às suas Federações e CBF para registro e publicação no BID. Na CBF, todos os processos passam por duas revisões antes de serem devidamente aprovados ou reprovados.

Este aumento na movimentação e registros coincide justamente com as fases finais dos Estaduais e início das diversas competições de base e amadoras por todo o país neste final de semana.


Ainda, o somatório dos números apurados nesta semana também são muito significativos, com mais de cinco mil atletas publicados no BID por parte dos 1.215 clubes ativos atualmente no Sistema Nacional de Registros da CBF.

“De 2022 para 2023, a CBF registrou um aumento de 22% no volume geral de registros de atletas e treinadores, e a expectativa é que o crescimento se mantenha firme em 2024”, afirma o diretor.

Ferj afasta três clubes do Cariocão Série C e atletas por suspeita de manipulação no futebol

Com informações do GE.com
Foto: Vicente Seda

Rubens Lopes determinou o afastamento de três clubes e de atletas da série C do Carioca

O presidente da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro, Rubens Lopes, determinou o afastamento de três clubes que disputam a Série C estadual. Também suspendeu a inscrição de todos os atletas registrados por esses clubes até o fim de 2023.

Duas destas equipes, nas últimas rodadas da competição que é a quinta divisão do futebol estadual, sofreram goleadas por placar elevado. A Ferj também considerou cruzamento de dados de apostas e informações recebidas por relatório da empresa Sportsradar, contratada para combater e monitorar possíveis casos de manipulação de resultados no futebol.

Na decisão, a Ferj justifica que houve "anormalidades caracterizadas no desenvolvimento e resultados das partidas", conforme diz o documento assinado pela presidência da Ferj. Os clubes suspensos são os seguintes:

- Duque Caxiense, que sofreu goleada de 7 a 0 para o Tigres do Brasil pela 8ª rodada.
- São José, que perdeu para o Vera Cruz por 7 a 1, na 9ª rodada, e de 11 a 0 para o Zinza FC, na 10ª rodada.
- Brasileirinho, que perdeu por WO na última rodada da competição.

A Ferj lembra ainda na decisão que o afastamento das equipes e dos atletas "não terão qualquer interferência na classificação dos clubes postulantes ao acesso à Série B2 de profissionais". Isto porque falta uma rodada para o fim da fase inicial da competição.

A federação de futebol encaminhou ao Poder Judiciário do estado e ao Tribunal de Justiça Desportiva do Rio de Janeiro (TJD-RJ) os relatórios e os elementos que justificaram a decisão. A suspensão dos atletas se deveu, segundo a Ferj, por "possíveis comprometimentos à imprevisibilidade dos resultados envolvendo as citadas agremiações, tornando-os sem condição de jogo em competições organizadas até o final da temporada de 2023". Aos atletas, cabe recurso para voltarem a poder participar de jogos no TJD-RJ.


São Cristóvão campeão, mas ainda luta - Neste fim de semana, o São Cristóvão venceu o Vera Cruz por 2 a 1, em casa, no estádio Ronaldo Nazário, e garantiu a melhor campanha da Taça Waldir Amaral - somando 24 pontos. Dos 22 clubes inciais, houve desistências, exclusões e suspensões do campeonato. A uma rodada do fim da primeira fase, passam quatro clubes de cada chave. Sobem para a Série B2 apenas duas equipes. A chamada quarta divisão será disputada no segundo semestre.

Nacional de Patos não inscreve jogadores para a estreia do Paraibano e perde de WO para o Campinense

Com informações da Agência FI
Foto: reprodução

Jogadores do Nacional foram despejados do hotel

O Campinense nem precisou entrar em campo para estrear no Campeonato Paraibano com o pé direito. Como o Nacional de Patos não viajou para Campina Grande, a Raposa ganhou de WO o jogo que estava marcado para essa quinta-feira.

Tudo isso aconteceu porque o Nacional de Patos não conseguiu inscrever jogadores no Boletim Informativo Diário (BID) da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) na última quarta-feira. A Federação Paraibana de Futebol (FPF) foi comunicada do ocorrido.

“Lamentamos que a situação tenha chegado a esse ponto. Mas a Federação não tem outra coisa a fazer senão cumprir o regulamento, até em respeito a todos os clubes do campeonato. Reconheço o esforço feito por Cleodon para colocar o Nacional em campo, mas o regulamento é muito claro quando diz que os jogadores têm que estar no BID um dia antes do jogo”, afirmou Michelle Ramalho, presidente da FPF.


Pressionado pela torcida devido a crise financeira e institucional, Rodrigo Nóbrega renunciou ao cargo de presidente do Nacional de Patos na última quarta-feira. É bom lembrar que o clube não tem vice. Ex-dirigentes se colocaram à disposição para ajudarem o Nacional de Patos, como Cleodon Bezerra, mas não conseguiram inscrever os jogadores a tempo da primeira rodada.

A importância da Odontologia no Futebol e em outros esportes

Foto: divulgação

O dentista José Ricardo Júnior atua na Odontologia Esportiva

Cuidar da saúde do atleta é muito importante para que ele possa desempenhar sua função dentro de campo de forma que nada o atrapalhe. Por isto, estar atento a cada parte do corpo é fundamental. Porém, neste caso, muitos lembram de ossos e músculos, mas algo que pode interferir no desempenho de um jogador é a saúde bucal e a Odontologia vem tendo especializações a cada dia que passa.

De acordo com o dentista José Ricardo Júnior, que vem atuando na área de Odontologia no Esporte, esta preocupação já é antiga, mesmo que não se dava 'publicidade' ao fato. “Podemos lembrar, por exemplo, do doutor Mario Trigo, que foi o dentista da Seleção Brasileira de 1958, que desde aquela época acreditava que focos infecciosos de origem bucal interfere no rendimento esportivo nos atletas”. E ele estava certo, pois aquela foi a primeira vez onde a delegação da Seleção tinha um dentista, ele tratou boa parte do elenco de atletas e o Brasil foi campeão do Mundo.

Apesar da importância comprovada que o tratamento dentário pode influenciar no rendimento do atleta, a especialidade de Odontologia no Esporte só foi oficializada apenas em 2015. “Foi uma grande vitória para que atua nesta área. A oficialização da especialidade só veio após mostrar que realmente há evidências científicar que comprovam essa relação. Ou seja, o doutro Mario Trigo já estava certo em 1958”.

Porém, a Odontolgia no Esporte abrange outras situações. “O dentista atuante na área esportiva precisa ter ciência de vários pontos, como prescrever medicamentos que não sejam proibidos pela WADA, para evitar doping, saber respeitar o calendário dos horários de treinos e competições dos atletas, orientar o uso moderado de isotônicos, orientar o uso de protetores bucais, respeitando a modalidade praticada, pois cada um tem a sua espessura e tonalidade”, explicou José Ricardo Júnior.

Para finalizar, o dentista afirma que os atletas devem ter uma atenção redobrada no tratamento. "Os atletas não podem ser considerados como pacientes comuns, precisando de acompanhamento constante e criterioso", disse.

Pioneiro na atuação na área de Odontologia no Esporte na Baixada Santista, o dentista José Ricardo Júnior atenda em sua clínica, a JR Odonto Sports, que fica na Av. Doutor Pedro Lessa, n° 1640 Conj. 410, no bairro da Aparecida, em Santos. O telefone é o (13) 3028-2694 e o site: http://www.jrodontosports.com.br.

Congresso debate escravidão moderna que frustra sonhos de atletas brasileiros

Congresso da AATSP (foto: divulgação AATSP)

Temas que afligem a cadeia esportiva no País, como o tráfico de atletas, lesões corporais produzidas por violência nos esportes ou contratos abusivos que “prendem” jogadores a clubes, apontam para a necessidade de união entre as Justiças do Trabalho e Criminal no enfrentamento de questões de Direito Desportivo. Especialistas na área aprofundaram esse debate durante Congresso promovido pela Associação dos Advogados Trabalhistas de São Paulo (AATSP).

Para a advogada Patrícia Vanzolini, doutora em Direito Penal pela PUC-SP e professora da Universidade Mackenzie, uma das situações mais trágicas, a que envolve o tráfico de atletas, ainda não é perfeitamente captada pela lei penal brasileira. “Até 2016, pasmem, sequer havia no Brasil o crime de tráfico de pessoas”, lembra. Segundo ela, apesar de o país ter ratificado o Protocolo de Palermo, da ONU, de 2003, tratando da questão, inicialmente o crime só era tipificado em casos de tráfico para exploração sexual.

A especialista explica que atualmente quatro tipos penais podem estar envolvidos em situação de tráfico de atletas: o tráfico de pessoas, o trabalho escravo, o crime de imigração ilegal e o envio ilegal de criança para o exterior (tráfico envolvendo menores previsto no artigo 239 do Estatuto da Criança e do Adolescente - ECA). 

No entanto, o tráfico de pessoas, caracterizado por “agenciar, aliciar, recrutar, transportar, transferir, comprar ou alojar ou acolher pessoa, mediante grave ameaça, violência, coação, fraude, ou abuso” precisa estar associado a pelo menos uma de cinco finalidades: “remover órgãos, submeter a trabalho em condições análogas a de escravo, submeter a qualquer tipo de servidão, adoção ilegal ou exploração sexual”. A pena é de 4 a 8 anos de reclusão.

O caso do ex-jogador de futebol Rafael Ferrazi, por exemplo, teria dificuldade para ser enquadrado como tráfico de atletas. Em 2010, depois de passagem pela categoria de base de um time paulista, e sonhando com a profissionalização, acabou aceitando uma “oportunidade” no Exterior proposta por empresários brasileiros e paga por sua família. Na Espanha chegou a passar fome, e em outro contrato que o levou a Portugal, fez apenas uma peneira na terceira divisão antes de voltar ao Brasil, desiludido. “Foi um único teste em um único time, apesar de tudo que haviam prometido”, desabafou.

“Essa situação de tráfico, como a que o Rafael sofreu, ainda não é perfeitamente captada pela nossa lei penal. Porque não houve efetivamente ali a exploração de trabalho escravo ou qualquer uma das cinco finalidades”, exemplificou Patrícia Vanzolini. Para ela a legislação é muito recente e falha. “Temos instrumentos penais, mas eles não são suficientes para cobrir essa trágica realidade. Acredito que esses dois ramos, da Justiça do Trabalho e Criminal, podem contribuir para que esse tipo de prática seja minimizado”, disse, apontando a necessidade de responsabilização prévia de clubes e confederações e fiscalização rigorosa para coibir a ilegalidade.

Para a advogada, o mais “trágico” da situação é o fato de envolver “o sonho de grande parte dos jovens atletas, muitas vezes de comunidades carentes e alvos fáceis de aproveitadores e estelionatários”. Um sonho que não corresponde à realidade. Segundo o advogado Felipe Meleiro Fernandes, especialista em Direito e Processo do Trabalho pela USP, dados da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) enviados ao Ministério do Trabalho em 2016, mostram que apenas 0,8% dos salários do futebol estão acima de R$ 50 mil. “Profissões como ascensorista, catador de material reciclável e garçom possuem salário maior do que a maioria dos jogadores de futebol, que está abaixo de R$ 1 mil”, esclarece.

Elton Enéas, conselheiro da AATSP, afirma que os inúmeros casos que vitimam atletas podem ser considerados como “escravidão moderna” e revelam um componente cultural. “Tivemos quatro séculos de escravidão no Brasil, país que mais tardiamente provocou a abolição da sua escravatura (1.888). Vivemos hoje os reflexos culturais dessa situação”. Na sua opinião o tráfico de atletas é um crime difícil de ser apurado. Os especialistas apontam não apenas o tráfico para o exterior, mas também o interno, que leva jovens do Norte e Nordeste a buscar chance profissional nos grandes times.

Em outra esfera, a juíza do Trabalho, Patrícia Therezinha de Toledo, lembrou a responsabilidade objetiva dos clubes, citando um caso prático em que o ex-jogador Diogo dos Santos Lima, ajuizou reclamação trabalhista contra o Cruzeiro EC e o Laboratório Merck, após sofrer um infarto durante treino, em 2006, interrompendo sua carreira. O atleta alegava que um medicamento prescrito pelo médico do clube teria sido determinante para desencadear o problema. O caso chegou a ter decisão do TRT condenando o clube por danos morais e pagamento de pensão ao jogador até os 35 anos, idade em que poderia estar atuando. Mas a decisão foi revista pelo TST, que manteve apenas pena por dano moral de R$ 120 mil.

“Eu levanto aqui a Lei Pelé, que trata do futebol, que no artigo 34 diz que são deveres da entidade de prática desportiva submeter os atletas profissionais aos exames médicos e clínicos necessários à prática. Se um atleta ficou doente, nem precisa provar nexo de causalidade, porque é dever. A ferramenta do jogador é o corpo e a saúde”, defende. 

Lesão corporal e HC - O delegado de Polícia e professor, Manoel Giordani, autor de livro sobre Direito Desportivo, lembrou as lesões corporais produzidas no desporto e seus reflexos criminais. No caso específico do futebol, modalidade classificada por especialistas como categoria na qual a violência pode ou não ocorrer durante sua prática, a dúvida é como analisar situações que em tese configurariam crime, como uma lesão corporal praticada durante a partida. Para o delegado, se uma determinada conduta do atleta (dentro das regras da prática) foi amparada e punida pelo direito administrativo disciplinar, não há que se falar em crime. “O direito penal deve ser utilizado como a última razão”, destacou. 

Mas na opinião de Manoel Giordani, se eventualmente houver uma agressão proposital de um atleta, como um soco em um companheiro por conta de uma discussão em campo, essa conduta pode e deve ser sancionada pelo direito penal, no caso uma lesão corporal dolosa. Mas dependeria de representação do ofendido. 

Para o conselheiro da AATSP, Elton Enéas, nenhum direito desportivo nem instância administrativa que cuida dos julgamentos dessas questões parece suficiente em algumas situações que acontecem em campo. “Atos de violência concreta, às vezes de violência de torcida, situações de racismo, que pela Justiça Desportiva muitas vezes têm como penalidade simplesmente a perda de mando do time, evidentemente se mostra insuficiente para a vítima de agressão, que vai se sentir atingida em outras esferas”, afirma. 

Fazendo um paralelo não só no Direito Penal como no Direito do Trabalho, Enéas destaca a obrigação do empregador em zelar pela integridade física e moral do seu trabalhador. Ou seja, se envolver jogadores, “tem repercussões na esfera trabalhista”. O conselheiro também lembrou o “renascimento” do habeas corpus na Justiça do Trabalho para casos de jogadores de futebol que ficam “presos” a seus clubes, atrelados a contratos abusivos. “É um instrumento bastante interessante, contundente e eficaz para essas questões. O HC trouxe um remédio adequado para isso”, afirmou.

Atletas do Usac procuram o Sindicato de Atletas SP para rescisão indireta coletiva

Com informações da Sapesp
Foto: divulgação Sapesp

Jogadores do União Suzano junto com os dirigentes do Sindicato

Quatorze atletas profissionais do elenco União Suzano, que disputa o Campeonato Paulista da Segunda Divisão de 2019, estiveram na manhã desta terça-feira, dia 2, na sede do Sindicato de Atletas SP para solicitar apoio da entidade em relação as condições de trabalho pelas quais estão sendo submetidos.

Salários atrasados, alimentação inadequada e insuficiente para um trabalhador de futebol e falta de acomodações adequadas para o mínimo de descanso foram os problemas relatados, além do total descaso do “investidor” quanto a outras necessidades existentes.

O fato é inédito no futebol, já que os atletas costumam se manifestar somente quando os problemas contratuais seguem os péssimos resultados do campo de jogo, porém, nesse caso a situação é totalmente inversa. O time se classificou com algumas rodadas de antecedência terminando em segundo lugar no seu grupo, tendo liderado 12 das 13 rodadas. 

Os atletas relataram que o presidente do clube, ao tomar ciência da situação, disse que iria assumir o comando da gestão tirando-a da mão do pseudo investidor. Foi o fato de o presidente voltar atrás em sua palavra ratificando que o investidor seguiria à frente da gestão que fez com que os atletas optassem por não mais seguir no clube.

No Sindicato de Atletas SP, o presidente Rinaldo Martorelli garantiu aos atletas segurança quanto alimentação, alojamento e segurança. “O fato escancara um grave problema que vimos discutindo há algum tempo que mostra que a estrutura do futebol precisa mudar com urgência, continuar passando a mão na cabeça dos clubes descumpridores está levando o esporte para o buraco e a responsabilidade de mudar isso é das entidades que administram o futebol. É lamentável que só o Sindicato de Atletas SP trabalha por essa mudança que pode resgatar esse nosso patrimônio.” afirmou.

Situação - Na segunda-feira, o técnico da equipe, Luiz Carlos Cavalheiro, pediu demissão por não concordar com as atitudes tomadas pela R Mais, empresa que administra o futebol profissional do União Suzano. Com todas estas baixas, se o clube não resolver a situação, o time pode levar WO na estreia da segunda fase da competição, marcada para sexta-feira, dia 5, às 20 horas, contra o Tupã, fora de casa.

"Papéis invertidos" no curso de VAR da CBF

Com informações da CBF
Fotos: Bruno Pacheco/CBF

Rondinelly, Ricardinho e Diego Cardoso comandaram o jogo entre árbitros e assistentes

Os jogadores da equipe profissional do Guarani Futebol Clube Diego Cardoso, Ricardinho e Rondinelly acordaram bem cedo nesta segunda-feira (15). Mas eles não tinham nenhum treinamento do Bugre como compromisso. O trio aceitou a missão dada pela Comissão de Arbitragem da CBF para ser árbitros de futebol por um dia. Partiram para Águas de Lindoia.

Por lá, no Eco Resort Oscar Inn, também já estavam os ex-jogadores da Seleção Brasileira Oscar (Copas do Mundo de 78, 82 e 86) e Careca (Copas de 86 e 90), e o técnico de futebol Milton Cruz. Os três também toparam participar do desafio. E com a experiência de quem já viveu tudo nos gramados, os craques ficaram na sala de operações do VAR, como árbitros de vídeo assistentes. Mas quem entrou em campo se os bons de bola estavam no comando do apito?

Em campo, um time formado por árbitros de futebol (Roxo) contra uma equipe só de assistentes (Verde). Todos participantes do 4º Curso de Capacitação para Árbitro de Vídeo da CBF. O evento inusitado marcou o encerramento das atividades do programa intensivo que prepara os árbitros para a estreia do Árbitro de Vídeo no Brasileirão 2019.

Time dos árbitros jogou de roxo

O objetivo da Comissão de Arbitragem com a inversão de papéis no jogo foi aproximar o público da nova realidade do futebol brasileiro: o uso da tecnologia do VAR. Mostrar de uma forma lúdica as dificuldades e desafios que o recurso implica aos homens do apito. 

"Essa troca de funções permite aos agentes responsáveis pelo espetáculo - atletas, árbitros, técnicos, torcedores - conscientizarem-se sobre importância do respeito no futebol. No caso do VAR, é um recurso que chega para melhorar o futebol. Mas é preciso paciência nesse momento inicial. É uma novidade para todos", explica Ana Paula de Oliveira, instrutora de árbitros da CBF.

A partida terminou em 3 a 1 para o time roxo, formado pelos árbitros. O jogo não teve a mesma velocidade e determinação tática do futebol profissional. Se faltou qualidade técnica aos boleiros da arbitragem, não faltaram lances para os “árbitros peladeiros” revisarem com o apoio da sala do VAR. Diego, Ricardinho e Rondinelly, que se revezaram nas funções do apito e da bandeira, sentiram na pele o peso da tomada de decisão correta em lances com níveis de dificuldade elevados. 

Equipe dos assistentes de verde

"A partir do que eu vivi hoje, posso falar aos companheiros para ter paciência, porque o VAR vai ajudar muito o futebol. Vamos continuar buscando fazer um futebol bonito porque o VAR só vai agregar ainda mais", disse Diego Cardoso.

Na sala do VAR, Oscar tentou manter a calma e seguir o protocolo em suas ações. Dono do Resort onde o curso acontece, o ex-zagueiro da Seleção acompanhou de perto as atividades da Comissão de Arbitragem e mostra conhecimento até da comunicação adequada na hora dos contatos com o árbitro de campo.

"É tudo muito rápido. Não é fácil. E a gente não pode demorar muito para olhar as imagens em todas as câmeras possíveis, porque tem um monte de gente esperando. Não pode parar muito o jogo", constatou Oscar.

Milton Cruz, Careca e Oscar comandaram o VAR

A partida teve todo o protocolo de um jogo de futebol profissional: entrada perfilada em campo, execução do hino nacional, cumprimentos entre atletas e arbitragem, presença da imprensa e troféus e medalhas para os campeões. Em campo, quem se destacou foi o árbitro Adriano Barros, do Ceará. Eleito melhor jogador e artilheiro do jogo.

"Muito interessante essa inversão. Eles perceberam dentro de campo o quanto é difícil apitar. Foi bacana. Fiz um golzinho estilo Careca (risos). O árbitro tem uma paixão muito grande pelo futebol. O VAR chegou para ficar. Temos que ter consciência que ele não vai deixar o jogo com 100% de acerto, mas vai diminuir em muito as injustiças no futebol", concluiu Adriano, que recebeu elogios do craque Careca pelo golaço marcado na partida.

A Conmebol segue sem conseguir ser organizada

Por Lucas Paes

Ábila teria atuado a Libertadores todas suspenso e Boca não vai utilizá-lo contra o Cruzeiro
(foto: Gabriel Rossi/Images South America)

É uma crescente nos últimos anos. Os regulamentos confusos, um sistema que é indicativo, mas que não pode ser usado como prova, casos como o de Luiz Antônio, Carlos Sanchez e Zucullini, do River Plate. A Confederação Sul-Americana de Futebol vive o pior momento na organização de seus torneios e sua imagem segue se degringolando cada dia mais. O caso de Sanchez foi a ponta do Iceberg que parece estar se revelando. 

Com erro santista ou não, a situação parece ter aberto os olhos da América do Sul e do Mundo para os problemas da Conmebol no que se referem a jogadores punidos. A instituição segue com sua imagem denegrida e agora surge a denúncia de que Ábila, do Boca Juniors jogou não só um jogo, mas toda a campanha Xeneize na Libertadores irregularmente, posto que deveria cumprir uma suspensão. Por precaução, o Boca não vai utilizá-lo no confronto colossal contra o Cruzeiro. 

Situações como essa, porém, expõem o quanto a Conmebol está perdida. Este ano, o Cruzeiro deixou de utilizar o zagueiro Leo e o lateral Edilson, pois não recebeu uma resposta da confederação sobre a condição de jogo de ambos. Há quem diga que sejam arapucas armadas, mas independente de teorias da conspiração, o fato é que a Conmebol está completa e totalmente perdida e sua imagem está cada vez pior. 

Os casos estão pipocando a todo o momento. A revolta santista parece ter aguçado a investigação e disso vão surgindo outras situações. O COMET, sistema que deveria servir para indicar se um jogador está apto ou não para jogo, é, segundo o regulamento da própria Conmebol, apenas um indicativo. Porém, é de se questionar que se crie um sistema oficial para não valer como prova e que haja uma imensa demora para resposta dos ofícios que clubes enviam, como vimos no caso cruzeirense. Além de tudo, é surreal que em plena era da informática e da internet, os clubes ainda precisem enviar ofícios para a confederação para saber sobre a aptidão de jogo de seus atletas. 

A Copa Libertadores de 2018 já ficará marcada pelas polêmicas extra-campo causadas pela sua desorganização. Sem denúncias de clubes, a confederação parece nem saber em alguns momentos sobre se há ou não aptidão para um jogador disputar uma partida. Fato que fica mais evidenciado no caso de Zucullini, onde a própria Conmebol desfez a suspensão do volante no inicio do ano, mandando para o River Plate um ofício que dizia que o jogador estava apto. 

O mais desalentador de tudo é que os casos continuarão a acontecer. Não há nenhum esforço da Conmebol em reconhecer seus problemas e melhorar sua organização e, não a toa, clubes brasileiros seguem sofrendo insatisfação com suposto favorecimento a times argentinos. As reclamações, fundadas ou não, tem base, vendo a diferença nos tratamentos de River Plate e Santos. Principalmente quando, no absurdo evento de soltar a punição horas antes do jogo, a Confederação Sul Americana quase descumpriu um regulamento da FIFA, ao manter Sanchez suspenso, o que potencialmente poderia ser trágico. 

Mas como a Conmebol poderia ser mais organizado? Os exemplos rodam o mundo, mas o mais bem sucedido talvez seja o da Premier League. O campeonato, que é há anos o que mais rende dinheiro no mundo todo, tem um site público de consulta que cobre lesões e suspensões (http://www.premierinjuries.com/), onde é possível até baixar um aplicativo para celular. É uma solução incrivelmente simples e eficiente. É impossível para um dirigente dizer que não sabia da punição quando há um veículo de consulta público, de fácil acesso e atualizado. 

Nem na várzea, que tanta vezes “sofre a ofensa” de ser comparada a Conmebol, há tamanha desorganização. Em torneios maiores, uma rápida consulta a delegados do jogo confirma se um jogador está apto ou não. Seja essa consulta a planilhas de computador ou à anotações, mas a resposta é instantânea. Há quem diga que a Suburbana de Curitiba, aclamada por muitos como o maior campeonato de várzea do país, é mais organizado que boa parte dos torneios profissionais da América do Sul. O fato é que situações de escalações irregulares não ocorrem. 

Seja usando o exemplo que for, passou da hora da Conmebol mudar. A credibilidade da Libertadores cai cada vez mais, e a edição de 2018 já é um marco histórico neste aspecto. A queda de credibilidade, impreterivelmente, causará queda de rentabilidade, e isso pode virar uma bola de neve. A Libertadores, a despeito de tudo de ruim que rola dentro da Conmebol, tem uma história gigante e não merece o descaso com que tem sido tratada nos últimos anos. Passou da hora das coisas mudarem, antes que um torneio tão grande acabe morrendo por descaso.

A nova polêmica de Felipe Melo e os atletas problemas no futebol

Por Lula Terras

Felipe Melo foi expulso com três minutos de jogo (foto: reprodução/Twitter)

A expulsão do volante Felipe Melo, aos três minutos de jogo, no confronto entre Palmeiras e Cerro Portenho, colocou em risco a classificação do time palmeirense para as quartas-de-final da Libertadores. O fato, ao lado da decisão do atacante Walter, que está jogando no CSA, de Alagoas, de receber com uma arma de brinquedo, os funcionários da empresa de energia elétrica, que foram à sua residência para providenciar o corte de luz, traz à tona, uma velha discussão sobre a existência dos atletas problemáticos no futebol brasileiro. 

Apesar de ter o reconhecimento como um bom jogador, inclusive com passagem pelo futebol europeu e pela Seleção Brasileira, Felipe Melo está ganhando maior notoriedade pela forma viril de seu estilo de jogo somada as explicações, nada convencionais para um atleta, que visa o futebol jogado. Assim como aconteceu em outro período, quando se desentendeu com o então treinador Cuca, que acabou afastado, acredito que os dirigentes palmeirenses não deixarão passar em branco, mais essa. Acredito até que é bem possível que seja oferecido para outros clubes, de preferência do Exterior, para se verem livres do jogador problema. 

Já, no caso do Walter, que também mostra habilidade no trato com a bola, ficou famoso pelos quilinhos a mais que ostenta, e pela imensa dificuldade de se livrar deles, a história é um pouco mais louca De um lado o atleta afirma que foi uma situação normal, e que ganhou repercussão maior, por ser jogador famoso. De outro lado, o funcionário da empresa de energia, diz que além de portar uma arma, o atleta o agrediu com um tapa. 

Muitos são os casos polêmicos envolvendo jogadores de futebol. Essas situações trazem à lembrança outros atletas, que misturaram sua história no futebol, entre o talento no trato com a bola, com a irreverência e escândalos nos campos e na vida pessoal. Um dos casos entrou para a história do futebol, foi Heleno de Freitas, um dos grandes ídolos na década de 40, que era um grande craque de bola, mas de um gênio incontrolável, que o levaram ao vício da bebida, drogas e muitas confusões com dirigentes e companheiros de futebol. 

Heleno de Freitas morreu em 1959, em um Sanatório, na cidade de Barbacena, Minas Gerais. Sua vida foi tema do livro “Nunca Houve um Homem como Heleno”, escrito pelo jornalista Marcos Eduardo Neves, e do filme “Heleno”, de 2012, dirigido por José Henrique Fonseca, e estrelado pelo ator Rodrigo Santoro. 

Na década de 60, Almir Pernambuquinho, também de grande talento, mas especialista em confusões, até que, em 1973, tomava umas cervejas em um bar, no bairro de Copacabana, no Rio de Janeiro, tomou as dores de um grupo de artistas, que estava sendo ofendida por alguns portugueses, e acabou assassinado, com um tiro na cabeça, por um deles, que portava uma arma de fogo. 

Muitos outros exemplos ocorreram e continuam ocorrendo no futebol, alguns com maior, outros, menor impacto, mas, todos, sem exceção, sem um final feliz para seus protagonistas. Fica o alerta aos novos atletas, que se inspiram nesses jogadores, que pensem bem o que querem fazer de sua vida no futebol.

Atletas mimados, dirigentes e torcedores despreparados são riscos para o futebol

Por Lula Terras

Dagoberto desabafou sobre a postura de atletas e dirigentes do futebol brasileiro

A redenção do futebol brasileiro está difícil de acontecer e pouco, ou quase nada, tem sido feito para reverter o quadro. Um comentário, publicado e um site de notícias, feito pelo jogador Dagoberto, que atua no futebol norte-americano, coloca mais pilha no já combalido futebol brasileiro.

Com passagens por grandes clubes brasileiros, o atleta que atua no San Francisco Deltas disse que não aguenta mais o futebol brasileiro e que não sente a menor vontade de voltar a atuar por aqui. Ele alega que a falta fome de jogo nos jovens atletas tem influenciado bastante na qualidade das partidas realizadas. “Eles estão mais preocupados com Ipad, conforto e esquecem de jogar”, lamenta o jogador.

Eu entendo que o comentário de Dagoberto, apesar de forte, tem muita verdade. Concordo plenamente com o que disse e acrescento outros motivos para que o quadro negativo venha perdurando há tanto tempo. A meu ver, todos os jogadores, desde as categorias de base são mimados, e muitas vezes, remunerados de forma errada e perigosa.

Isso acontece, geralmente em clubes, onde seus dirigentes que, até podem ser empresários bem sucedidos, mas no que diz respeito ao futebol, são despreparados, também empresários gananciosos e torcedores passionais apresentam riscos ao desenvolvimento da carreira dos jovens atletas, e quem perde com tudo isso, é o pobre e desamparado futebol brasileiro.

O Curioso do Futebol

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