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Caso de doping suspende Léo Jabá por quatro anos

Foto: Ronaldo Barreto / Agência Paulistão

Léo Jabá ainda tem contrato com o São Bernardo FC

O atacante Léo Jabá, de 27 anos, foi suspenso por quatro anos pelo Tribunal de Justiça Desportiva Antidopagem (TJD-AD) após testar positivo em exame antidoping realizado no início de 2025. Revelado pelo Corinthians, o jogador foi flagrado com duas substâncias proibidas após a partida entre São Bernardo e Corinthians, válida pela oitava rodada do Campeonato Paulista.

O atleta estava suspenso preventivamente desde março e, com a decisão do tribunal, a punição passa a valer até 16 de março de 2029. Ainda cabe recurso por parte do jogador para tentar reverter ou reduzir a pena.

As substâncias encontradas no exame foram norandrosterona e noretiocolanolona, ambas classificadas como esteroides anabolizantes e consideradas violações graves ao Código Brasileiro Antidopagem. À época da suspensão preventiva, o São Bernardo e a defesa de Léo Jabá solicitaram a contraprova do exame e apresentaram documentação na tentativa de evitar a penalidade mais severa.

Logo após a divulgação do caso, o atacante se manifestou por meio das redes sociais, afirmando ter sido surpreendido pelo resultado positivo e negando qualquer uso intencional de substâncias ilícitas. Léo Jabá ressaltou que, ao longo de quase dez anos de carreira profissional, sempre atuou de forma ética e declarou estar colaborando com seus advogados, o clube e a Autoridade de Controle de Dopagem para esclarecer o ocorrido.


Durante o período de suspensão preventiva, o jogador atuou na Kings League, competição de futebol de sete, defendendo o Funkbol Clube. Também atuou no amador de Jundiaí. Procurados, o atleta, seus representantes e o São Bernardo não se manifestaram após a divulgação da decisão final.

Léo Jabá tem contrato com o São Bernardo até dezembro de 2026. Além do clube paulista, o atacante acumula passagens por Vasco, Vitória e equipes do futebol da Grécia e de Portugal.

Perdeu o irmão - No mesmo mês em que testou positivo no doping, Léo Jabá perdeu seu irmão, Leandro Lima, também jogador. Ele morreu em 30 de março, na República Tcheca, onde defendia o FK Pardubice e tinha jogado 16 dias antes.

O atleta paga a conta enquanto o clube lava as mãos

Por João Antonio de Albuquerque e Souza, atleta olímpico, advogado desportivo e Presidente do Tribunal de Justiça Desportiva Antidopagem (TJDAD)
Foto: divulgação


O doping no esporte é uma questão delicada, que envolve tanto a saúde do atleta quanto a ética do jogo. Mas e quando a substância proibida encontrada no corpo do atleta vem de um tratamento médico indicado pelo próprio clube? Embora a legislação antidoping imponha ao atleta a obrigação de garantir que nenhuma substância proibida esteja em seu organismo, a responsabilidade do clube não pode ser ignorada.

Lesões fazem parte da vida esportiva, e a busca por uma recuperação rápida pode levar clubes a recorrerem a métodos questionáveis. Médicos indicam tratamentos, aplicam substâncias e garantem sua eficácia, mas nem sempre informam os riscos. Muitos atletas, especialmente os mais jovens, confiam cegamente no corpo médico do clube e não têm o conhecimento técnico para questionar essas decisões. Quando um exame antidoping testa positivo, tanto o atleta como o médico que prescreveu a substância ou tratamento proibido podem ser suspensos por longos períodos. Nesse caso, o atleta responderá pela presença da substância em seu organismo; já o médico pode responder pela violação de administração. Eventual punição ao atleta possui consequência gravíssimas em sua carreira, com impedimento de atuação profissional - não pode nem treinar no esporte, suspensão de salários, patrocínios e inúmeros danos à imagem. Por outro lado, o médico, quando punido, fica afastado de atuar apenas no esporte, podendo clinicar livremente em outras áreas.

Em 2022, a Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD) intensificou seus esforços para garantir a integridade no esporte, realizando testes antidoping em diversas modalidades. Até 27 de dezembro daquele ano, foram coletadas quase 5 mil amostras, sendo a maioria de urina (4.570) e uma parcela menor de sangue (410). A fiscalização abrangeu 33 esportes e 70 modalidades, alcançando mais de 2 mil atletas. Para viabilizar esse monitoramento, mais de 1.600 missões de controle foram conduzidas, reforçando a importância da luta contra o uso de substâncias proibidas e a necessidade de manter o esporte justo e seguro para todos os competidores.

A questão aqui não é se o atleta deve ser punido, pois a regra antidopagem é clara: ele é responsável por tudo o que entra no seu organismo. O problema é que, na esfera civil, o clube tem um papel que não pode ser ignorado. Se o departamento médico indicou ou administrou a substância proibida, a equipe deve responder pelos prejuízos causados. Afinal, o atleta perde não apenas meses ou anos de sua carreira, mas também salários, contratos e oportunidades, sem falar no impacto emocional e na degradação de sua imagem.

Os clubes não podem se esconder atrás da responsabilidade estrita do atleta. Há uma relação de subordinação trabalhista entre o jogador e a equipe, o que torna ainda mais evidente a necessidade de responsabilização. Quando um funcionário de qualquer outra profissão sofre prejuízos por um erro direto de seu empregador, ele tem direito à reparação. No esporte, essa lógica deveria valer da mesma forma. O clube, como empregador, deve assumir as consequências dos erros cometidos pelo seu próprio departamento médico.

A realidade é que a falha, muitas vezes, começa dentro da estrutura do clube. Médicos indicam tratamentos sem o devido cuidado, dirigentes fazem pressão por uma recuperação rápida e o atleta, que deveria ser protegido, acaba sendo exposto. E quando o exame antidoping dá positivo, a punição esportiva é apenas o começo dos prejuízos.

A discussão precisa ir além do tribunal antidopagem. A punição ao atleta pode até ser inevitável sob o regulamento vigente, mas os danos materiais e morais que ele sofre não podem ser ignorados. Se um clube expõe seu jogador a essa situação, ele deve responder na Justiça pelo prejuízo causado. A carreira de um atleta não pode ser tratada como um recurso descartável, onde apenas ele paga o preço pelos erros de uma estrutura que deveria protegê-lo.


A solução passa por maior responsabilidade dos clubes e uma revisão das práticas médicas dentro do esporte. Profissionais que tratam atletas precisam estar plenamente cientes das regras antidoping e dos riscos envolvidos. Clubes devem garantir que seus departamentos médicos atuem com ética e segurança, evitando que jogadores sejam punidos por decisões que não tomaram.

No fim das contas, o futuro do esporte depende de uma gestão mais responsável. O atleta deve ser responsável pelo que consome, mas quando o erro vem de dentro do próprio clube, ele deve ser reparado pelos inúmeros prejuízos que a sua carreira e reputação suportarão.. Se a substância proibida foi recomendada, administrada e acompanhada pelo clube, então ele também deve pagar essa conta.

*João Antonio de Albuquerque e Souza é atleta olímpico, graduado em Direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e mestre em Direito e Justiça Social pela UFRGS. Atualmente, é Presidente do Tribunal de Justiça Desportiva Antidopagem (TJD-AD) e sócio fundador do escritório Albuquerque e Souza. Com expertise em Direito Civil, Trabalhista e Desportivo, sua atuação abrange temas como contratos e responsabilidade civil

Punido por doping, meia Matheus Jesus fica próximo de retorno ao futebol

Com informações da Agência Futebol Interior
Foto: divulgação Ponte Preta

Suspensão de Matheus Jesus termina dia 4 de dezembro

Contratado como peça fundamental pela Ponte Preta no início deste ano, o volante Matheus Jesus está próximo de retornar ao futebol. Ele estava punido por ter sido flagrado no exame antidoping. Matheus ficará livre da suspensão no próximo dia 4 de dezembro.

Aos 24 anos, o meio-campo foi testado em 5 de fevereiro, após a derrota por 2 a 0, para o São Bernardo, pela quarta rodada do Paulistão no ABC. O resultado do exame antidoping acusou substâncias proibidas derivadas do estanozolol. Trata-se de um tipo de esteroide anabolizante que ajuda na diminuição da gordura sem perda de massa muscular, com efeito diurético.

O camisa 5 foi julgado pela Terceira Câmara da Justiça Desportiva Antidopagem e pegou 10 meses de suspensão. Segundo o tribunal, não houve a intenção por parte do atleta em se dopar. No entanto, ele foi suspenso por um pequeno período por causa do “nível de responsabilidade”. Ou seja, à falta de cuidado no processo de uso de suplementos manipulados.

Num primeiro momento, especulou-se que Matheus poderia pegar um gancho de quatro anos e assim comprometer toda sequencia de carreira. Matheus Jesus tem contrato com a Ponte até 31 dezembro. Neste período, ele estava com seu vínculo suspenso. Com o Corinthians Matheus tem seus direitos vinculados até 2023.


Carreira - Matheus Jesus foi revelado pela própria Ponte Preta em 2015. Foi contratado pelo Santos na sequencia e negociado com o futebol do exterior. No Brasil rodou pelo Oeste, Juventude, Red Bull Bragantino e Náutico. A Ponte Preta não deverá ficar com o atleta para o ano que vem. Sendo assim, o Corinthians vai decidir com relação ao futuro do atleta.

A suspensão por doping de Maradona em 1991

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Maradona ficou 15 meses suspenso

Um dos maiores jogadores da história do futebol, Diego Armando Maradona Franco teve altos e baixos. Em campo era um gênio que todos paravam para ver, mas fora decepcionava seus fã e quem o admirava. No dia 8 de Abril de 1991, o craque foi suspenso por 15 meses pela Fifa, após ser flagrado no antidoping por uso de cocaína.

Hoje completa 31 anos da suspensão, mas o jogo que gerou o ocorrido aconteceu no dia 17 de março, quando o Napoli venceu o Bari por 1 a 0. Maradona era ídolo do time italiano, ele mudou a história do clube, agregou títulos importantíssimos e era amado por todos.

As drogas sempre foram um problema na vida de Maradona, o próprio jogador já assumiu que começou a usar em sua passagem pelo Barcelona, iniciada em 1992. Mesmo tendo confessado, o craque nunca tinha sido pego no doping, mas não passou dessa vez.

Em sua autobiografia “Yo Soy El Diego de La Gente”, Maradona afirmou que estava limpo nessa época e que foi alvo de fraude por parte dos italianos, pois na semifinal da Copa do Mundo de 1990, o jogador eliminou a Itália e incitou os napolitanos a torcerem pela seleção Argentina. “Foi uma manobra, eu juro. Naquela partida contra o Bari eu estava limpo”.

Após sua suspensão, o jogador deixou a Itália e retornou ao seu país, mas alguns dias depois, ele foi preso em um apartamento em Buenos Aires. A polícia considerou que a quantidade de droga apreendida era demais para o consumo próprio. O craque não chegou a ficar preso e voltou a ficar livre pela Argentina.


Depois da suspensão, Maradona voltou a jogar, mas dessa vez pelo Sevilla. O camisa 10 não ficou muito tempo no time espanhol e já voltou para jogar na Argentina pelo Newell's Old Boys. Mesmo com toda a turbulência que ele passou, o craque não parou de usar dorgas e anos depois foi pego novamente no doping, inclusive na Copa do Mundo de 1994, mas desta vez por efedrina.

Punição de Diogo Vitor pode decretar o final de sua curta carreira no futebol

Por Lula Terras

Diogo Vitor está suspenso por dois anos por uso de cocaína (foto: Léo Pinheiro / Gazeta Press)

O mundo vem evoluindo significativamente, há décadas, para o lado do bem ou do mal, mas evolui. Felizmente, em grande parte para o aperfeiçoamento do ser humano, através da democracia. Único setor que ainda permanece como se vivêssemos no século XIX, é o futebol, cujas entidades representativas, sem o menor constrangimento tratam os clubes e atletas como se fossem seus escravos. 

Esse questionamento vem, no embalo da informação divulgada pela imprensa, que o jovem atleta Diogo Vitor, de apenas 21 anos, do Santos FC teve sua pena de suspensão confirmada em dois anos, pelo uso de doping. Como já cumpriu seis meses de suspensão, seu retorno está previsto para abril de 2020. Mas, tanto o clube, como seus advogados lutam na Justiça para reduzir ainda mais a pena para, no máximo, até 2019. 

Além da condenação, que é pesada demais para um atleta ainda no início da carreira e que, nota-se precisar mais de auxílio do que punição. Para piorar, existe uma determinação da Fifa que, para este tipo de pena, o atleta está proibido de frequentar as dependências do Centro de Treinamentos Rei Pelé, onde a equipe profissional realiza seus treinamentos. 

Talvez essas autoridades não tenham a consciência de que, eles estão acabando com qualquer chance de Diogo Vitor voltar aos gramados, ele que já comprovou se possuir de talento o suficiente para dar muitas alegrias no futebol. Eu acredito que a pessoa que melhor se expressou sobre a situação do atleta foi o ex-jogador e atual comentarista da Tv Globo, Casagrande que vem lutando bravamente contra o vício. 

Sobre Diogo Vitor, Casagrande falou ser contra a punição de quem é pego com droga social, neste caso, a cocaína. Em entrevista na televisão, o comentarista destaca que o atleta vive um problema e precisa ser ajudado, não punido. 

O jovem jogador foi pego no exame antidoping, em 21 de março deste ano, após o jogo entre Santos x Botafogo, pelas quartas-de-final do Paulista, na Vila Belmiro. De lá para cá, o drama do atleta só aumentou. 

Punições por antidoping não são novidades no futebol, alguns casos até envolvendo jogadores famosos, alguns punidos outros absolvidos, mas, todos sem exceção, amplamente divulgados pela mídia especializada. Exemplos como do atacante peruano Paolo Guerrero, do Flamengo, que vem brigando nos tribunais para se livrar da punição e voltar a jogar; o zagueiro paraguaio, Júlio César Cáceres, com passagem pelo Atlético Mineiro. Ele está suspenso por dois anos, pelo uso da substância conhecida como octopamina, detectada em seu organismo, no dia 5 de agosto de 2016.

E, por fim, outro drama, envolvendo o talentoso atacante Jobson que, em 2009 foi pego no exame, por uso de cocaína, foi suspenso e chegou a admitir em entrevista que usava crack. Muitas coisas negativas aconteceram em sua vida que, hoje, a vida de Jobson é passada em um presídio. Daí espera-se que as autoridades especializadas repensem essas leis, que são muito duras e nada benevolentes, mesmo para aqueles que gostariam de uma nova chance.

Maradona no Sevilla

Maradona defendeu o Sevilla depois da primeira suspensão por doping

Diego Armando Maradona foi o maior expoente do futebol mundial na década de 80 e no início dos anos 90. Suas jogadas mirabolantes enchiam os olhos dos fãs do esporte bretão ao redor do mundo e deram à Argentina o título da Copa do Mundo de 1986. Porém, o craque não teve um final de carreira tão animador, já que foi suspenso algumas vezes por doping, principalmente por uso de cocaína.

Nossa história tem haver com sua primeira suspensão. Maradona foi testado positivo em cocaína depois de um jogo do Napoli, sua equipe até então, contra o Bari, em março de 1991. No julgamento, o argentino pegou 15 meses de gancho. Durante este período, 'El Pibe de Oro' brigou com os dirigentes do clube italiano e acertou sua volta aos gramados, já em 1992, para um clube espanhol: o Sevilla.

O craque argentino ficou apenas uma temporada na Andaluzia

O Sevilla era treinado por Carlos Billardo, campeão do mundo com a Argentina em 1986. Portanto, os dois se davam muito bem e seria perfeito para o craque argentino. Mas nem tudo foram flores na passagem de Maradona pelo clube espanhol.

Apesar de continuar fazendo suas belíssimas jogadas, algumas até que decidiam jogos para o clube andaluz, Maradona não teve uma passagem brilhante. Muito pelo contrário! Durante a suspensão, o craque argentino não cuidou do físico e nos jogos era nítido que estava fora de forma, compensando isso com muita técnica. Porém, isso não foi suficiente.

Além disso, Maradona descobriu que os dirigentes do Sevilla contrataram detetives para perseguir o craque argentino na noite andaluz. O craque argentino ficou contrariado e começou a ameaçar a saída do clube, que foi confirmada após desentendimentos com Carlos Billardo.

Todos os gols de Maradona pelo Sevilla

Ao final, Maradona nem chegou a completar a temporada 1992/1993 pelo Sevilla, fazendo um total de 25 jogos e marcando 14 gols. Depois, o craque argentino voltou ao seu país natal, onde defendeu o Newell's Old Boys, já se preparando para a Copa de 1994.

Um detalhe interessante: em 27 de março de 1993, o Sevilla de Maradona veio ao Brasil para fazer um amistoso contra o São Paulo, no Morumbi. Foi o jogo da entrega das faixas de Campeão Intercontinental de 1992. Mas quem foi ao estádio para ver o craque argentino se contentou com uma bela apresentação de Raí, que marcou os dois gols jogos da partida.


Amistoso: São Paulo 2 x 0 Sevilla

O Curioso do Futebol

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