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Volante do Rio Branco, Édson Carvalho faz BO por racismo após jogo contra o Rio Preto pelo Paulistão A3

Foto: reprodução / Paulistão

Momento em que o atleta foi a campo na partida

O volante Édson Carvalho, do Rio Branco de Americana, registrou um boletim de ocorrência após denunciar ter sido vítima de racismo durante a partida contra o Rio Preto, válida pela Série A3 do Campeonato Paulista. O jogo aconteceu no último sábado, no Estádio Anísio Haddad, em São José do Rio Preto, e terminou empatado em 2 a 2.

Segundo o relato do atleta, a ofensa racista ocorreu aos 22 minutos do segundo tempo, enquanto ele realizava aquecimento à beira do campo. A agressão verbal teria partido de um torcedor da equipe mandante. Após o encerramento da partida, Édson se dirigiu a uma delegacia da região para formalizar a denúncia. Até o momento, o autor do ato não foi identificado.

O episódio foi registrado em súmula pela árbitra da partida, Ana Caroline D’eleuterio de Sousa Carvalho. No documento, ela relatou que foi informada pelo diretor do jogo que o atleta de número 16 do Rio Branco, Édson Evangelista de Carvalho, teria sofrido discriminação racial vinda da arquibancada destinada à torcida mandante. A árbitra também descreveu uma denúncia de ofensa homofóbica contra o goleiro Matheus Francisco Inácio, que teria sido chamado de “bicha” por torcedores enquanto cobrava tiros de meta.

Ainda conforme a súmula, os fatos não foram presenciados nem comunicados à equipe de arbitragem durante o andamento da partida, sendo relatados apenas após o término do jogo, quando os árbitros já se encontravam no vestiário. No mesmo jogo, o goleiro Matheus Inácio, do Rio Branco, relatou ofensas homofóbicas.

Em nota oficial divulgada após o confronto, o Rio Branco de Americana informou que prestou total apoio ao atleta e confirmou o registro do boletim de ocorrência. O clube destacou que repudia veementemente qualquer forma de racismo ou discriminação e reafirmou seu compromisso com o respeito, a igualdade e a dignidade humana. A diretoria também se colocou à disposição das autoridades para colaborar com as investigações, tanto na esfera criminal quanto esportiva.


Até a publicação desta matéria, o Rio Preto não havia se manifestado oficialmente sobre o caso. Conforme prevê a legislação brasileira e os regulamentos desportivos, episódios de racismo podem gerar punições severas, incluindo sanções criminais aos responsáveis e penalidades esportivas ao clube mandante, a depender do resultado da apuração.

Dentro de campo, o empate em 2 a 2 acabou ficando em segundo plano diante da gravidade das denúncias registradas após o apito final.

Árbitra relata ofensas racistas e homofóbicas em súmula de Rio Preto x Rio Branco pelo Paulistão A3

Foto: Christian Guedes / Comunicação RBEC

Árbitra da partida acompanhando o jogo

A árbitra Ana Caroline D’eleuterio de Sousa Carvalho relatou na súmula da partida entre Rio Preto e Rio Branco, que terminou empatada por 2 a 2, pela primeira rodada do Paulistão Série A3, no Estádio Anísio Haddad, em São José do Rio Preto, a ocorrência de ofensas racistas e homofóbicas.

De acordo com o relato oficial, as ofensas racistas partiram da torcida do Rio Preto contra um atleta do Rio Branco. Segundo a árbitra, o diretor da partida informou que o jogador de número 16 do time visitante, Edson Evangelista de Carvalho, teria sido alvo de discriminação racial vinda do setor destinado à torcida mandante.

Ainda conforme a súmula, também houve registro de ofensa homofóbica, novamente atribuída à torcida do Rio Preto. O goleiro do Rio Branco, Matheus Francisco Inácio, camisa 1, relatou que, no momento em que cobrava os tiros de meta, ouviu gritos com a palavra “bicha” vindos da arquibancada reservada aos torcedores do clube mandante.

A árbitra destacou que nenhum dos episódios foi presenciado pela equipe de arbitragem durante o andamento da partida. Segundo o documento, os relatos só chegaram ao conhecimento da arbitragem após o encerramento do jogo, quando os árbitros já se encontravam no vestiário.

Os fatos descritos em súmula serão analisados pelos órgãos competentes da Federação Paulista de Futebol, que poderá tomar as medidas cabíveis com base no regulamento disciplinar.


Confira relato completo da árbitra na súmula:
"Fomos informados pelo diretor do jogo que o atleta de número 16 da equipe do Rio Branco EC, Sr. Edson Evangelista de Carvalho, sofreu descriminação racial durante o jogo, informo que o fato relatado veio da arquibancada destinada a equipe mandante. Informo também que o diretor de jogo nos informou que o goleiro de nº 1, sr. Matheus Francisco Inácio, da equipe do Rio Branco EC, relatou que na parte destinada a torcida mandante, no momento em que o mesmo cobrava os tiros de meta, diziam a seguinte palavra (bicha).

Esclareço que tais fatos não foram presenciados e nem comunicados à equipe de arbitragem durante o andamento da partida, tendo o ocorrido sido relatado apenas após o término do jogo, quando a equipe de arbitragem já se encontrava no vestiário".
O Rio Branco também divulgou nota:
"O Rio Branco Esporte Clube informa que, aos 22 minutos do segundo tempo da partida contra o Rio Preto Esporte Clube, o volante Édson Carvalho foi vítima de ato racista praticado por um “torcedor” da equipe mandante, no momento em que o atleta se preparava para entrar em campo.

Após o término da partida, o jogador registrou boletim de ocorrência. Até o momento, o autor do crime não foi identificado.

O Rio Branco Esporte Clube repudia veementemente qualquer forma de racismo e discriminação, reafirmando seu compromisso com o respeito, a igualdade e a dignidade humana.

O clube manifesta total solidariedade ao atleta Édson Carvalho e se coloca à sua disposição para todas as medidas cabíveis.

O RBEC também agradece ao Rio Preto Esporte Clube pelo suporte prestado diante do ocorrido.

Racismo é crime".

Samir Xaud registra candidatura na CBF com assinatura de 25 federações e 10 clubes

Com informações do UOL
Foto: reprodução

Samir Xaud deve ser o presidente da CBF

A chapa encabeçada por Samir Xaud registrou ao fim da manhã de hoje a candidatura para a eleição na CBF. No papel, o bloco de Xaud reuniu 25 federações e dez clubes. Salvo alguma decisão judicial, ele será o próprio presidente da CBF.

Pelas regras do estatuto da CBF, não sobraram apoiadores suficientes para que a candidatura de Reinaldo Carneiro Bastos — que se mobilizou ontem — registre também a chapa. E olha que Reinaldo tinha o apoio de 30 clubes das Séries A e B.

Entre as federações, só São Paulo (presidida pelo próprio Reinaldo) e Mato Grosso não assinaram. Entre os clubes, o bloco de Xaud angariou apoio formal de: Vasco, Botafogo, Palmeiras, Grêmio, Remo, Paysandu, Amazonas, CRB, Volta Redonda e Criciúma.

Samir, de 41 anos, será o substituto de Ednaldo Rodrigues, em um mandato que vai de 2025 a 2029. A eleição, que será um mero rito protocolar, está marcada para o próximo domingo (25).

O cenário da nova eleição veio após decisão da Justiça do Rio de afastar Ednaldo. Embora o dirigente tenha recorrido ao Supremo Tribunal Federal (STF), não há esperanças entre os dirigentes nos bastidores de que ele consiga rever ter o cenário.

Até por isso a marcação da eleição foi acelerada, caindo na véspera da chegada de Carlo Ancelotti ao Brasil para ser o técnico da seleção brasileira.

Quem serão os vices? - Os vice-presidentes da chapa registrada são:

Flávio Zveiter - advogado, ex-VP de projetos especiais da CBF e ex-presidente do STJD

Michelle Ramalho - presidente da Federação Paraibana de Futebol

José Vanildo - presidente da Federação do Rio Grande do Norte

Ricardo Paul - presidente da Federação do Pará

Rozenha - presidente da Federação do Amazonas

Rubens Angelloti - presidente da Federação de Santa Catarina

Fernando Sarney - vice-presidente da CBF até a gestão Ednaldo

Gustavo Dias Henrique - diretor de relações institucionais da CBF na gestão Ednaldo


A composição - A candidatura de Samir Xaud é resultado de uma articulação de um grupo político. Rozenha, Angelotti e Gustavo Dias Henrique tinham sido eleitos em março para o próximo mandato de Ednaldo. Conseguiram manter a cadeira.

Sarney é o atual interventor da CBF e também teve a parceria com Flavio Zveiter na condução interina da CBF e na articulação política.Ricardo Paul, José Vanildo e Michelle vêm do bloco de federações que acelerou o processo de definição do candidato. Michelle, inclusive, será a primeira VP mulher da CBF.

Em Registro, Jabaquara vence jogo-treino contra a Seleção do Vale do Ribeira

Foto: Fabio Bruniera

Jogadores e membros da Comissão Técnica das duas equipes

Se preparando para o Campeonato Paulista da Segunda Divisão de 2022, o Jabaquara venceu um importante desafio na manhã deste domingo, dia 27. Em jogo-treino realizado no Estádio Alberto Bertelli, em Registro, o Leão da Caneleira bateu a Seleção do Vale do Ribeira pelo placar de 4 a 2.

O jogo foi realizado para que o treinador do Jabaquara, Adriano Piemonte, e sua comissão técnica fizessem testes com sua equipe e também avaliassem os jogadores da Seleção do Vale do Ribeira que pudessem ir para o Leão.

Para isso foram feitos três tempos de 45 minutos cada. No primeiro deles, houve um empate de 2 a 2. Na segunda e terceira partes da atividade, o Jabaquara foi bem e venceu cada uma delas por 1 a 0, formando o placar final de 4 a 2.

"O jogo atingiu o seu objetivo. Fizemos um grande treino, com testes na equipe, e ainda avaliamos os jogadores da região do Vale do Ribeiro. No fim, a atividade foi positiva", disse o gerente do futebol profissional do Jabaquara, Samuel Maninho. Vale ressaltar que para assistir o jogo, os torcedores doaram 1kg de alimento não perecível, que será doado para o Fundo Social de Solidariedade de Registro.

Comissão Técnica - O Jabaquara vai jogar o Paulistão Segunda Divisão Sub-23 em parceria com a D. Aquino Sports, que já gerenciava as categorias de base do clube. Além de Piemonte e Maninho, fazem parte da equipe de trabalho do time profisional o diretor Daniel Aquino, o supervisor Rodrigão, os auxiliares técnicos Cocada, Marcos Bazílio e Leonardo Góis, o preparador físico Claudinho Almeida, o treinador de goleiros Reinaldo Hourneaux, a nutricionista: Thaís Conzo, o massagista Damião e os roupeiros Anderson e Edgar.


Segundona - O Jabaquara está no Grupo 6 do Campeonato Paulista da Segunda Divisão de 2022, ao lado de Colorado Caieiras, EC União Suzano, SKA Brasil, Mauaense e Mauá Futebol. A estreia do Leão da Caneleira será no dia 24 de abril, um domingo, às 15 horas, contra o Ecus, no Estádio Francisco Marques Figueira, em Suzano.

A Conmebol segue sem conseguir ser organizada

Por Lucas Paes

Ábila teria atuado a Libertadores todas suspenso e Boca não vai utilizá-lo contra o Cruzeiro
(foto: Gabriel Rossi/Images South America)

É uma crescente nos últimos anos. Os regulamentos confusos, um sistema que é indicativo, mas que não pode ser usado como prova, casos como o de Luiz Antônio, Carlos Sanchez e Zucullini, do River Plate. A Confederação Sul-Americana de Futebol vive o pior momento na organização de seus torneios e sua imagem segue se degringolando cada dia mais. O caso de Sanchez foi a ponta do Iceberg que parece estar se revelando. 

Com erro santista ou não, a situação parece ter aberto os olhos da América do Sul e do Mundo para os problemas da Conmebol no que se referem a jogadores punidos. A instituição segue com sua imagem denegrida e agora surge a denúncia de que Ábila, do Boca Juniors jogou não só um jogo, mas toda a campanha Xeneize na Libertadores irregularmente, posto que deveria cumprir uma suspensão. Por precaução, o Boca não vai utilizá-lo no confronto colossal contra o Cruzeiro. 

Situações como essa, porém, expõem o quanto a Conmebol está perdida. Este ano, o Cruzeiro deixou de utilizar o zagueiro Leo e o lateral Edilson, pois não recebeu uma resposta da confederação sobre a condição de jogo de ambos. Há quem diga que sejam arapucas armadas, mas independente de teorias da conspiração, o fato é que a Conmebol está completa e totalmente perdida e sua imagem está cada vez pior. 

Os casos estão pipocando a todo o momento. A revolta santista parece ter aguçado a investigação e disso vão surgindo outras situações. O COMET, sistema que deveria servir para indicar se um jogador está apto ou não para jogo, é, segundo o regulamento da própria Conmebol, apenas um indicativo. Porém, é de se questionar que se crie um sistema oficial para não valer como prova e que haja uma imensa demora para resposta dos ofícios que clubes enviam, como vimos no caso cruzeirense. Além de tudo, é surreal que em plena era da informática e da internet, os clubes ainda precisem enviar ofícios para a confederação para saber sobre a aptidão de jogo de seus atletas. 

A Copa Libertadores de 2018 já ficará marcada pelas polêmicas extra-campo causadas pela sua desorganização. Sem denúncias de clubes, a confederação parece nem saber em alguns momentos sobre se há ou não aptidão para um jogador disputar uma partida. Fato que fica mais evidenciado no caso de Zucullini, onde a própria Conmebol desfez a suspensão do volante no inicio do ano, mandando para o River Plate um ofício que dizia que o jogador estava apto. 

O mais desalentador de tudo é que os casos continuarão a acontecer. Não há nenhum esforço da Conmebol em reconhecer seus problemas e melhorar sua organização e, não a toa, clubes brasileiros seguem sofrendo insatisfação com suposto favorecimento a times argentinos. As reclamações, fundadas ou não, tem base, vendo a diferença nos tratamentos de River Plate e Santos. Principalmente quando, no absurdo evento de soltar a punição horas antes do jogo, a Confederação Sul Americana quase descumpriu um regulamento da FIFA, ao manter Sanchez suspenso, o que potencialmente poderia ser trágico. 

Mas como a Conmebol poderia ser mais organizado? Os exemplos rodam o mundo, mas o mais bem sucedido talvez seja o da Premier League. O campeonato, que é há anos o que mais rende dinheiro no mundo todo, tem um site público de consulta que cobre lesões e suspensões (http://www.premierinjuries.com/), onde é possível até baixar um aplicativo para celular. É uma solução incrivelmente simples e eficiente. É impossível para um dirigente dizer que não sabia da punição quando há um veículo de consulta público, de fácil acesso e atualizado. 

Nem na várzea, que tanta vezes “sofre a ofensa” de ser comparada a Conmebol, há tamanha desorganização. Em torneios maiores, uma rápida consulta a delegados do jogo confirma se um jogador está apto ou não. Seja essa consulta a planilhas de computador ou à anotações, mas a resposta é instantânea. Há quem diga que a Suburbana de Curitiba, aclamada por muitos como o maior campeonato de várzea do país, é mais organizado que boa parte dos torneios profissionais da América do Sul. O fato é que situações de escalações irregulares não ocorrem. 

Seja usando o exemplo que for, passou da hora da Conmebol mudar. A credibilidade da Libertadores cai cada vez mais, e a edição de 2018 já é um marco histórico neste aspecto. A queda de credibilidade, impreterivelmente, causará queda de rentabilidade, e isso pode virar uma bola de neve. A Libertadores, a despeito de tudo de ruim que rola dentro da Conmebol, tem uma história gigante e não merece o descaso com que tem sido tratada nos últimos anos. Passou da hora das coisas mudarem, antes que um torneio tão grande acabe morrendo por descaso.

O Curioso do Futebol

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