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Hans-Jörg Butt e sua trajetória pelo Bayer Leverkusen

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Butt jogou no Leverkusen por seis anos

Hans-Jörg Butt, ex-goleiro alemão popularmente conhecido apenas como Butt, comemora o seu 50º aniversário nesta terça-feira, dia 28 de maio de 2024. Na primeira década dos Anos 2000, o arqueiro teve uma passagem de seis anos pela equipe do Bayer Leverkusen, onde viveu bons momentos em sua carreira.

Revelado pelo Oldenburg, clube de sua terra natal, o guarda redes germânico chegou aos Leões em 2001, quando foi contratado junto ao Hamburgo, outro tradicional time do futebol alemão. Conseguiu se adaptar bem no time da Renânia do Norte-Vestfália, e com isso, ganhou uma grande sequência como titular até 2007, ano no qual se transferiu para o Benfica.

Sua melhor temporada no Bayer foi a de 2001/02, quando o Leverkusen fez boas companhas no cenário nacional e internacional, mas acabou não conseguindo conquistar nenhum título. Naquele ano, os Löwen perderam a final da Liga dos Campeões para o Real Madrid e a Copa da Alemanha para o Schalke 04.


De acordo com o site ogol.com, o goleiro germânico disputou 263 partidas pelo clube. Mesmo não tendo a especialidade de marcar gols, Butt balançou as redes em oito oportunidades pelo Bayer Levekusen.

Na sequência de sua temporada, o arqueiro ainda retornaria ao futebol alemão para defender o Bayern de Munique em 2008. Ficou no time da Bavária até 2012, quando anunciou a sua aposentadoria.

Finazzi e suas passagens pelo Fortaleza

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Finazzi teve quatro passagens pelo Leão do Pici

Alexandre Silveira Finazzi, ex-atacante conhecido apenas como Finazzi, está comemorando o seu 50º ano de vida nesta terça-feira, dia 19 de outubro de 2023. Ao longo da sua carreira, o centroavante ficou conhecido por sua trajetória não memorável no Corinthians e também por defender várias equipes do futebol brasileiro. Uma delas, foi o Fortaleza, time no qual colecionou quatro passagens em seus 18 anos de trajetória profissional.

A primeira delas, aconteceu entre 2001 e 2002, quando já tinha uma certa bagagem por jogar em algumas equipes do Brasil e atuar por um curto período no exterior. A segunda passagem foi em 2003, depois de atuar no Goiás em 2002 e ficar um curto período no Omiya Ardija, do Japão.

Sua terceira trajetória pelo Leão do Pici se concretizou em 2006, depois de atuar em Santa Cruz, América-SP, Paulista e Atlético Paranaense, onde foi vice-campeão da Libertadores no anterior. A quarta e última aconteceu quatro anos depois, posterior às suas fatídicas passagens por Corinthians - fazendo parte do rebaixamento à Série B do Brasileiro em 2007 -, São Caetano, Mirassol, Mixto e Ponte Preta;


Segundo o site ogol.com, Finazzi disputou um total de 81 partidas disputadas com a camisa tricolor e marcou 37 gols, somando as quatro passagens. Se despediu do clube cearense sem conseguir conquistar nenhum título.

Na sequência de sua carreira, o atacante ainda veio a jogar em várias agremiações até se aposentar em 2014, quando disputou a Série A2 do Campeonato Paulista pela Itapirense. Após pendurar as chuteiras, se tornou treinador.

Vagner Benazzi e o "Milagre de 2006" com a Portuguesa

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Vagner Benazzi era o treinador da Lusa em 2006

Nesta última segunda-feira, 22, o ex-jogador e treinador Vagner Benazzi, que colecionou passagens por vários clubes tradicionais do futebol brasileiro, veio a falecer aos 68 anos de idade por causas não divulgadas. Em uma de suas passagens como técnico da Portuguesa de Desportos, foi importantíssimo na manutenção do clube rubro-verde na Série B do Brasileirão de 2006.

Este episódio aconteceu no dia 25 de novembro daquele ano, quando a Portuguesa enfrentaria o Sport Recife na Ilha do Retiro, pela 38ª e última rodada da Segunda Divisão nacional. Para se salvar do rebaixamento à Série C, a Lusa precisaria ganhar do Leão da Ilha fora de casa.

Porém, a tarefa que já era muito complicada antes mesmo do jogo começar, acabou ficando ainda mais difícil do que se imaginava. Isso porque, aos 44', Marco Antônio colocou a equipe pernambucana na frente. Nos acréscimos, Preto ainda teve tempo de igualar o marcador para o clube paulistano.

Na volta para a etapa complementar, Fumagalli recolou os anfitriões em vantagem aos 10'. Com 33', Rogério Pereira empatou novamente o jogo e Alex Alves, em uma cobrança de pênalti de extrema categoria, marcou o gol da virada e salvou o time treinado por Benazzi. 


Vagner Benazzi na Lusa - Somando as três passagens do treinador, Vagner Benazzi comandou a equipe rubro-verde do Canindé em 117 oportunidades à beira do campo. Além de ter sido peça fundamental para a Portuguesa nesta histórica permanência, conquistou também o acesso e o título da Série A2 do Campeonato Paulista em 2007. No mesmo ano, ficou no G4 da Série B do Brasileirão, também subindo para a elite.

As Copas do Mundo de Carlos Alberto Parreira

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Parreira quando dirigiu a África do Sul em 2010

Carioca de nascimento, o ex-treinador e auxiliar técnico Carlos Alberto Gomes Parreira, popularmente conhecido apenas como Carlos Alberto Parreira, está completando 80 anos de idade nesta segunda-feira, dia 27 de fevereiro de 2023. Em sua trajetória no futebol, ele participou de sete Copas do Mundo, sendo em uma delas como coordenador técnico de Felipão.

Vale lembrar que Parreira estava na Comissão Técnica da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1970, mas não como treinador, coordenador ou até mesmo auxiliar. Ele fazia parte da equipe de preparadores físicos, comandada por Admildo Chirol. Desta equipe também saiu outro treinador de Mundial: Cláudio Coutinho, que dirigiu o Brasil em 1978.

Parreira estreou como treinador de seleções em Copas do Mundo da FIFA em 1982, ano em que o principal evento futebolístico foi sediado na Espanha e conquistado pela Seleção Italiana. Naquela edição, o brasileiro comandava o Kuwait e não teve muita sorte, uma vez que acabou sendo sorteado em um Grupo que tinha Inglaterra, França e Tchecoslováquia. Ao longo da campanha, os kwaitianos tiveram um empate e duas derrotas. Com um ponto, os asiáticos acabaram sendo o lanterna da chave. Depois disso, Parreira permaneceu no comando do Kwait por mais um ano como treinador, já que em 1985, assumiu o cargo de treinador dos Emirados Árabes Unidos, mas não teve sucesso para ir ao Mundial de 1986.

Em 1990, exatamente quatro anos depois do insucesso nas Eliminatórias para a Copa de 86, Carlos Alberto Parreira voltou a ser técnico dos Emirados Árabes Unidos para a disputa da Copa do Mundo de 1990, na Itália. Porém, este torneio ficou marcado pelo fato de sua Seleção ter sido a pior equipe da competição, já que foi derrotada nos três jogos e sofrido 11 gols eliminação na primeira fase.

Com mais experiência em Copas do Mundo, Parreira comandou a equipe Canarinho que se classificou e conquistou o Mundial de 1994, exatamente vinte e quatro anos depois da última vez que a Amarelinha havia vencido uma edição do torneio. Romário, que foi convocado depois de enorme mobilização popular, ganhou a Bola de Ouro do torneio e pouco depois foi eleito pela FIFA como o melhor jogador do mundo. Mesmo com a presença de Parreira, até hoje muitos torcedores afirmam que se não fosse o Baixinho, a Seleção não se classificaria. Toda a convicção e demora para convocar o atleta fez com que sua aceitação perante a torcida, que chegou a fazer protestos e pedir o retorno de Telê Santana perto da Copa diminuísse bastante.

Campeão do Mundo na ediçâo anterior, Parreira foi contratado para treinar a Arábia Saudita na Copa do Mundo de 1998, sediada na França. Porém as duas derrotas nos dois primeiros jogos custaram o emprego de Parreira, que sequer esteve à beira do campo no empate em 2 a 2 com a África do Sul.

Depois que o Brasil foi eliminado nas quartas de final do Mundial de 2006, o comandante foi muito criticado pela apatia e por demorar muito para fazer as substituições necessárias durante os jogo e acabou sendo demitido. Alguns críticos afirmaram que ele tinha um dos maiores selecionados brasileiros de todos os tempos à sua disposição, mas não conseguiu mostrar um futebol convincente, mesmo tendo feito isso a quatro anos atrás, conquistando títulos e mantendo o Brasil na primeira colocação no Ranking da FIFA. Porém, com a perda, recebeu duras críticas por manter jogadores como Cafu, Roberto Carlos e Ronaldo, veteranos que já não estavam no auge, como titulares.

A última Copa do Mundo de Parreira como treinador foi em 2010, quando comandou a África do Sul, anfitriã do torneio. Indo na base da emplogação dos torcedores que incentivavam a Seleção com vuvuzelas, os sul-africanos por muito pouco venceram o México na estreia, mas levaram o gol de empate no apagar das luzes. No jogo seguinte, os comandados de Parreira perderam para o Uruguai por 3 a 0. Na terceira e decisiva rodada, a África do Sul venceu a França, que era a atual vice-campeã mundial, por 2 a 1, mas acabou não avançando para a fase eliminatória, já que perdeu no critério saldo de gols para o México.

Em 2014, com a demissão do treinador Mano Menezes do cargo de treinador da Seleção Brasileira depois do último jogo do ano de 2012 (a conquista do Superclássico das Américas contra a Argentina em Buenos Aires), a CBF recontratou o Luiz Felipe Scolari, que conquistou o pentacampeonato em 2002, para o seu lugar. Para aceitar a proposta, Felipão pediu que a Confederação Brasileira de Futebol trouxesse Carlos Alberto Parreira para ser o coordenador-técnico. Na primeira coletiva de ambos em suas novas funções, em 29 de novembro de 2012, Felipão disse  que queria falar com Parreira sobre sua ideias e também que ele cooperasse em todas as principais atribuições do treinador. Parreira confirmou sua função de colaborador, mas fez questão de destacar que a última palavra seria sempre de Luiz Felipe Scolari. 


Pouco antes da Copa de 2014, Parreira afirmou que a seleção estava "com a mão na taça". Porém, após a goleada sofrida por 7 a 1 para a Alemanha nas semifinais, Parreira admitiu que o resultado foi muito desastroso, mas não deixou de defender o trabalho feito pela comissão técnica. Além disso, ele negou que sua fala demonstrou soberba. Mas, ele leu a suposta carta da Dona Lúcia, que muitos diziam que foi forjada. Este foi o seu último capítulo em Copas.

Yoshikatsu Kawaguchi - O goleiro de quatro Copas do Mundo pelo Japão

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Yoshikatsu Kawaguchi esteve em quatro Copa do Mundo pelo Japão

Um dos principais jogadores da história da seleção japonesa completa 47 anos hoje. Yoshikatsu Kawaguchi nasceu no dia 15 de agosto de 1975, em Fuji, no Japão, e se tornou um dos principais goleiros da história de seu país, se não, o principal. Ele atuou praticamente a sua carreira toda no Japão e em dois clubes na Europa, mas por lá não se destacou, e pela seleção acabou se tornando um grande atleta.

O jogador atuou em alto nível enquanto esteve em seu país, quando acabou indo para a Europa, o goleiro passou por alguns momentos instáveis. Graças a suas grandes atuações desde muito jovem, o credenciou a chegar na seleção de base do seu país e teve ótimas atuações.

O goleiro começou a ser convocado a partir de 1995 para a seleção de base, principalmente pensando nas Olimpíadas de 1996. Mas ainda no mesmo ano de sua primeira convocação, ele também foi chamado para a seleção principal, quando estreou contra a Suécia, pela Copa do Rei.

Kawaguchi continuou sendo chamado para o time principal mas, também, para a equipe principal, e era titular nas duas equipes. Em 1996 conseguiu se destacar mais ainda nas Olimpíadas, principalmente quando o Japão venceu o Brasil por 1 a 0, e o goleiro salvou muitos gols para segurar a vitória de sua equipe.

A partir daquele jogo, a confiança sobre ele aumentou muito e todos tinham uma grande expectativa, que acabou se concretizando, pelo menos pela sua seleção. O goleiro se tornou titular absoluto por alguns anos de seu país e em 1998 foi para a sua primeira Copa Mundo.

Claro, que o Japão não brigava por títulos e, sim, para se classificar para as próximas fases da competição, o que já seria um grande feito. O goleiro era um grande pilar da sua equipe, além de ser um líder, mesmo sendo muito jovem, tinha um comportamento de gente grande.

Mesmo sem grandes resultados na primeira Copa, o goleiro continuou em sua equipe e em 2000 conquistou seu primeiro título pelo seu país. Kawaguchi ajudou o seu time a conquistar a Copa da Ásia, mas depois daí as coisas começaram a mudar, pois o jogador decidiu deixar seu país, para atuar no futebol Europeu, o que o prejudicou em sua seleção.

Em 2001, o goleiro foi para a Inglaterra tentar manter seu auge, mas as coisas não foram como ele imaginava. Kawaguchi acabou entrando em um mal momento e acabou ficando na reserva na Europa, além disso, perdeu sua vaga na equipe titular de sua seleção.

O jogador foi para a Copa do Mundo de 2002, mas dessa vez como reserva de Seigo Narazaki. Em 2003, o goleiro acabou saindo da Inglaterra e foi atuar na Dinamarca, e por lá ele conseguiu voltar ao seu bom nível, mas mesmo assim não era como no seu início de carreira.

Mas por conta da sua boa fase, o jogador voltou a ser titular de sua seleção, e em 2004 foi titular novamente da Copa da Ásia e conseguiu conquistar o bicampeonato pelo seu país. Em 2006 ele foi para a sua terceira Copa, mas dessa vez voltou a ser o titular na competição.


Depois da Copa de 2006 as coisas voltaram a mudar pela sua seleção, o jogador começou a perder espaços. Em 2008, o goleiro fez sua última partida como titular de seu país, em uma partida contra o Qatar, mas ele ainda foi para a Copa de 2010 como reserva do Eiji Kawashima.

O goleiro se aposentou da seleção depois da sua última Copa do Mundo, Kawaguchi atuou 116 partidas pelo seu país, conquistando dois títulos asiáticos e ainda conseguiu um vice-campeonato da Copa das Confederações de 2001.

As passagens de Paulo Wanchope pelo Herediano

Por Ricardo Pilotto
Foto: arquivo

Paulo Wanchope com a camisa do Herediano

Neste sábado, dia 31 de julho, um dos maiores jogadores da Costa Rica está completando 45 anos. Paulo Cesar Wanchope Watson marcou época pela seleção de seu país e iniciou sua carreira no Herediano, time de sua terra natal, na primeira metade dos anos 90, e ainda, já consagrado, teve uma segunda passagem pelo clube em 2006.

Nascido em Heredia, cidade próxima à capital São José, Paulo Wanchope não teve o futebol como seu esporte principal na juventude. Ele jogava basquete e chegou a fazer parte da seleção costarriquenha juvenil, disputando o Centrobasket. Porém, já os anos 90, decidiu ir para o futebol e foi para o time da sua cidade.

Era um momento onde o futebol estava em alta na Costa Rica, que havia disputado sua primeira Copa do Mundo em 1990, chegando às oitavas-de-final. Para o Herediano, o momento era bom, já que o time havia conquistado o campeonato nacional na temporada 1992-1993.

Foi com este cenário que Paulo Wanchope, com 17 anos, estreou pelo Herediano. O atacante defendeu a equipe por quatro temporadas, se destacou pela força e facilidade de marcar gols, mas o time não conseguiu vencer novamente o campeonato. O desejo do jogador era ir para um futebol de mais reconhecimento, até conseguir sua vaga no modesto time do Derby County em 1997.

Após passar por três clubes do futebol inglês, Málaga e Al-Gharrafa do Qatar, o atacante teve sua segunda passagem pelo clube foi no ano de 2006. Wanchope havia acabado de sair do futebol internacional e retornou ao Herediano já com seus 30 anos de idade. Aquela altura, o atleta já havia sofrido diversas lesões enquanto esteve no futebol inglês, mas era o grande nome da Seleção Costarriquenha, tendo atuado em duas Copas do Mundo (2002 e 2006).


Nesta passagem, o jogador atuou poucas vezes pelo time de Heredia e não conseguiu ter o mesmo rendimento de quando era uma revelação ou em sua grande fase na Inglaterra e Seleção. Além disso, Wanchope não conseguiu ajudar o Herediano voltar a conquistar o Campeonato Costarriquenho, que não vinha justamente desde 1993. A equipe voltou a conquistar o troféu em 2012.

Ainda em 2006, Paulo Wanchope deixou o Herediano e foi para a Argentina, onde defendeu o Rosario Central. No ano seguinte, jogou por FC Tokyo e Chicago Fire e resolveu encerrar a carreira com apenas 31 anos, devido às diversas lesões. Depois, virou treinador e chegou a dirigir a Seleção de seu país.

Há 15 anos, Santos recebia taça via helicóptero e quebrava jejum no Paulistão

Por Raoni David / FPF
Foto: Alexandre Battibugli / Placar

O time do Santos campeão Paulista em 2016

Há exatos 15 anos, a torcida santista voltava a vibrar com a conquista de um título estadual após passar quase 22 anos sem a taça do Campeonato Paulista. Desacreditado, contou com momentos de genialidade de Vanderlei Luxemburgo, que apostou em um elenco sem estrelas, para superar o São Paulo, campeão do Mundo em 2005. No fim, o ineditismo da taça chegando de helicóptero na Vila Belmiro, marcou a competição para sempre.

Sem vencer um Paulistão desde 1984, o Santos havia sido campeão brasileiro de 2002 e 2004, vice da Libertadores de 2003, e vivia bom momento, apesar da temporada de 2005 ter sido ruim. Além de não conquistar títulos, viu sair, Léo, Elano e Robinho, últimos protagonistas dos títulos dos anos anteriores a deixar a Vila Belmiro. Quem estava de volta, após passagem frustrada pelo Real Madrid, era o técnico Vanderlei Luxemburgo.

Desacreditado, o experiente treinador montou uma equipe à sua feição à época: de poucos nomes importantes e destacados, porém aplicada, querendo mostrar seu valor. A combinação foi perfeita e, 22 anos depois, o título chegou apenas na última rodada do campeonato de pontos corridos. O adversário era o São Paulo, atual campeão paulista, da Libertadores e do Mundo e que iniciaria nessa temporada a caminhada do tricampeonato brasileiro.


Luxemburgo no foco - Sem uma grande estrela -o goleiro Fábio Costa estava de volta, o lateral esquerdo Kleber e o atacante Reinaldo eram nomes mais importantes- todas as atenções estavam voltadas ao treinador, que não se furtou em inovar em diversos momentos. Além de um time-base consolidado defensivamente, com três zagueiros, esquema pouco usual no Brasil, quase sempre o time de Vanderlei Luxemburgo teve apenas um atacante. O meio de campo povoado dava liberdade aos laterais, principalmente o esquerdo.

O auge das inovações de Vanderlei Luxemburgo foi na nona rodada, no clássico com o Corinthians no Morumbi. Favorito, o time do Parque São Jorge ficou confuso quando viu o Santos subir a campo com 12 jogadores. Preterido, Geílson ficou no banco de reservas, mas entrou quando Reinaldo, titular da equipe, se lesionou, e marcou o gol da improvável vitória, segunda de uma sequência de seis que colocou o time de fato na briga pelo título.

Disputa ponto a ponto - O grande rival na busca pelo título era o São Paulo, multicampeão no ano anterior, mas com o calendário apertado. Ao final da 14ª rodada, a vantagem santista era de apenas dois pontos. Há duas rodadas do fim, data do confronto entre eles, porém, a diferença era de quatro pontos e um empate daria o título ao time santista em pleno estádio do Morumbi.

Ainda com chances reais de título, o tricolor se impôs em casa em grande apresentação e venceu o futuro campeão por 3 a 1, frustrando os planos santistas naquele final de semana. A decisão do título se daria na última rodada, com o São Paulo enfrentando o Ituano em Mogi Mirim e o Santos recebendo a Portuguesa na Vila Belmiro.


Taça chegou pelo céu - Bastava ao Santos uma vitória simples sobre a ameaçada Portuguesa e a taça iria para a Vila Belmiro. O São Paulo precisava vencer e torcer ao menos por um empate na Baixada Santista para a taça ir para o interior. Com distâncias parecidas da capital paulista, um helicóptero ficou com a taça no Campo de Marte, esperando o resultado das partidas para saber qual seu destino.

Até os 23 minutos, a taça iria para o interior com o São Paulo vencendo o Ituano. Mas Cleber Santana, um dos símbolos de jogadores desacreditados que mostraram seu valor nessa campanha, abriu o placar para o time santista. Lateral esquerdo da Portuguesa, Leonardo marcou contra, ampliando o placar. Mesmo com a vitória tricolor por 2 a 0, o helicóptero com a taça desceu a Serra e fez parte da festa santista pelo título paulista que não chegava desde 1984.

O aniversário de 15 anos da épica vitória do Paulista de Jundiaí sobre o River Plate

Por Ricardo Pilotto
Foto: divulgação Paulista FC

Paulista venceu o River Plate em seu estádio

Nesta segunda-feira, dia 5, completam 15 anos que o Paulista de Jundiaí conseguiu uma vitória épica por 2 a 1 sobre o River Plate na Taça Libertadores de 2006, no Estádio Jayme Cintra. Naquela edição, o Galo disputava a competição sul-americana por ter vencido a Copa do Brasil do ano anterior. Aquela foi a primeira e única vitória do clube do interior paulista na Libertadores em toda a sua história. A partida foi realizada no Estádio Jaime Cintra, em Jundiaí.

Nos treinamentos, o treinador Vágner Mancini havia prometido que o time jogaria em alto ritmo e com muita velocidade desde o começo da partida. Logo aos seis minutos, em uma bela jogada de Beto, Jaílson deu assistência para Amaral, que chutou com força da intermediária e acertou o canto esquerdo de Lux, goleiro do River. O time argentino sentia muita falta de Marcelo Gallardo e acabou ficando muito acuado até levar o segundo gol que foi marcado aos 17 minutos ainda da primeira etapa. O lateral Lucas aproveitou a falha de Mareque, tomou a bola e foi a linha de fundo para cruzar na cabeça de Jaílson. Dois minutos depois do tento do clube do interior, com 19 minutos, o meia Patiño, conseguiu vencer uma disputa de bola com a zaga do Paulista e diminuiu o placar para dois a um.

Na segunda etapa, o clube do interior voltou com mais cautela, esperando uma pressão inicial dos argentinos em seu campo defensivo. Como o River ainda não havia levado um perigo real ao gol de Rafael nos 15 minutos iniciais, Daniel Passarella, treinador dos Milionários, colocou Montenegro, Zapata e Farías com o objetivo de melhorar o poder de ataque do time. Porém, essas três alterações feitas de uma só vez, não surtiram o efeito esperado e os argentinos não conseguiram chegar a igualdade no placar.

A melhor chance do segundo tempo foi criada pelo Galo, que mesmo jogando para segurar o placar, conseguiu encaixar um bom contragolpe e quase chegou ao terceiro gol. Na marca de 36 minutos, Jean Carlos conseguiu armar uma boa jogada e tocou para Douglas Marques, que exigiu uma bela defesa do goleiro Lux.

Nesta partida, o Paulista de Jundiaí começou com o seguinte time para enfrentar os argentinos: Rafael, Lucas, Dema, Rever e Beto; Glaydson, Douglas Marques, Amaral e Wilson; Jaílson e Muñoz, comandado por Vágner Mancini. Já o River Plate iniciou com: Germán Lux, Cristian Álvarez, Júlios César Cáceres, Cristian Tula e Lucas Mareque; Lucas Pusineri, Andrés San Martín, Oscar Ahumada e Jairo Patiño; Gustavo Oberman e Gonzalo Abán.


Naquela época, uma classificação do Paulista para a segunda fase poderia ajudar bastante o clube economicamente. Com o triunfo diante dos argentinos, o Galo ficou na terceira colocação do grupo 8, somando 5 pontos e ficando um ponto atrás do River, e o time de Jundiaí passou a ter chances de brigar pela vaga para as oitavas de final daquela edição. No fim, o Paulista só fez mais um ponto e não se classificou, enquanto a equipe Argentina foi a segunda da chave, caindo para o Libertad nas quartas-de-final.

O River Plate teve problemas depois daquela Libertadores, chegou a ser rebaixado no Campeonato Argentino, em 2011, mas se recuperou, conquistou duas vezes a competição sul-americana (2015 e 2018), se firmando como uma das maiores forças do continente. Já o Paulista, no segundo semestre daquele 2006, quase conquistou o acesso para a elite do Brasileirão, mas depois entrou em decadência. Atualmente está na última divisão do estado de São Paulo.

César 'El Tigre' Ramírez e sua passagem no Flamengo

Por Kauan Sousa
Foto: divulgação

César Ramírez treinando pelo Flamengo

Neste dia 24 de março o ex-jogador paraguaio César Ramírez completa 44 anos de idade. Conhecido como 'El Tigre', o ex-atacante paraguaio teve uma passagem pelo futebol brasileiro, quando defendeu o Flamengo entre 2005 e 2006.

Ramírez iniciou sua carreira em 1995 no Cerro Corá, time da segunda divisão paraguaia. Em seguida passou por Sporting de Portugal, Velez Sarsfield da Argentina e Cerro Porteño seu clube do coração, antes de chegar no Flamengo.

No Rubro Negro carioca, El Tigre, jogou por dois anos. Chegou em 2005, um ano delicado para o Flamengo e foi um jogador muito importante para o time na luta contra o rebaixamento do Brasileirão daquele ano.

No campeonato marcou cinco gols em 11 jogos, inclusive um de suma importância, contra o Palmeiras jogando fora de casa, dando a vitória ao clube carioca por 1 a 0. Em 2006, Ramírez não teve o mesmo destaque e acabou deixando o time no final da temporada. Ao todo no Flamengo, o ex-atacante marcou 11 gols em 32 partidas.


Após sua passagem pelo clube brasileiro, o ex-jogador que colecionou algumas convocações para a seleção paraguaia durante a sua carreira, voltou para o Cerro Porteño, onde ficou até 2010 e encerrou sua carreira aos 33 anos.

A passagem de Marcelo Lipatín pelo Grêmio

Por Lucas Paes
Foto: Reprodução

Lipatín atuou entre 2005 e 2006 pelo Grêmio

Hoje militando no meio empresarial do futebol, agenciando carreira de jogadores, o uruguaio Marcelo Lipatín, que completa 44 anos neste dia 28, foi um atacante uruguaio de carrei não exatamente tão brilhante dentro das quatro linhas, mas que entregava muito em vontade. Em 2005, o atleta foi contratado pelo Grêmio, no pior momento da história do Tricolor Gaúcho.

Lipatín, que já havia atuado no futebol brasileiro, em 2000, pelo Coritiba, e estava no Bario quando chegou no Grêmio. Estreou com a camisa do Imortal numa partida diante do Vila Nova, no Olímpico, que terminou num empate sem gols, no dia 26 de agosto de 2005.

Entrando esporadicamente na campanha gremista na Série B, marcou seu primeiro gol num jogo bastante importante para as pretensões tricolores, numa partida decisiva daquela série B contra o Santa Cruz, no Arrudão, no dia 29 de outubro. Um gol que acabou garantindo o empate, após a abertura do placar pelos pernambucanos com Carlinhos Bala.

Aliás, o Santa Cruz era um clube que teve na época pesadelos com o uruguaio. Ainda naquela fase decisiva da Série B de 2005, Lipatín abriu o placar no jogo disputado no lotado Olímpico, logo aos 10 minutos, iniciando o caminho para a vitória tricolor por 2 a 0. Um resultado que deixou o time vivo na briga por uma vaga na Série A de 2006, onde o Imortal só chegou devido à uma partida conhecida como "A Batalha dos Aflitos".

Naquela tarde do dia 26 de novembro, diante de um Aflitos completamente desfavorável ao Grêmio, a história já é meio conhecida. Galatto pega dois pênaltis, os gaúchos tem jogadores expulsos. Lipatín atuou como titular e saiu no finalzinho para dar lugar à Marcelo Oliveira. Viu do banco Galatto defender uma das cobranças, que segundo disse em entrevista ao Zona Mista, foi uma ocasião que fez com que ele "pulasse como um maluco atrás do gol defendido pelo arqueiro gremista".


Seguiu no clube em 2006, mas perdeu espaço. Atuou em algumas partidas do Gauchão de 2006 e marcou um gol, que, vejam só, aconteceu numa vitória de 3 a 2 sobre o Santa Cruz do Rio Grande do Sul, no Estádio dos Plátanos. Fez sua última partida neste mesmo estádio no dia 19 de março, em um empate por 1 a 1 contra o próprio Santa Cruz gaúcho. Deixou a Azenha para atuar pelo Marítimo, de Portugal, atuando por 19 vezes e marcando três gols.

Depois, ainda defendeu Nacional da Ilha da Madeira e Trofense. Em seguida, voltaria a jogar no Brasil, pelo Corinthians Paranaense em (o J. Malucelli quando fez acordo com o Corinthians), onde encerrou a carreira em 2012.

A passagem de Denilson pelo Bordeaux

Por Lucas Paes
Foto: Divulgação/Bordeaux

Denilson jogando pelo Bordeaux

Completando seus 43 anos neste dia 24 de agosto, Denilson foi enquanto atleta um atacante que ficou mais marcado pelos dribles do que pelos gols, ainda que tenha tido uma carreira bastante claudicante. Chegou ao Bordeaux com promessa de sucesso depois de fazer bons anos jogando pelo Betis, acabou contratado pelos Girondins no início da temporada 2005/2006.

A transferência de Denilson para terras francesas teve enorme influência do presidente dos Marines Et Blancs, Jean-Louis Triad. Chegou com uma transferência por valores não revelados e com o nome em alta devido a ser integrante do elenco campeão do mundo do Brasil em 2002. Segundo dizem, Sávio, ex-meia que teve ótimos anos no Real Madrid e também jogou uma ótima temporada por empréstimo no FCGB ajudou a fazer a ponte da negociação. Estreou jogando poucos minutos no dia 22 de maio diante do Strasbourg.

Comandado por Ricardo Gomes, brasileiro que tem enorme respaldo nas terras francesas, seja como jogador ou treinador, Denilson não conseguiu mostrar um bom futebol durante boa parte do primeiro turno do Campeonato Francês. A campanha do Bordeaux, em meio aos anos avassaladores do Lyon, era boa, mas o brasileiro passava longe de ser um protagonista na temporada.

Na segunda metade do biênio 2005/2006, Denílson começou a demonstrar qualidade e fazer bons jogos, inclusive marcando seus três gols pelo Bordeaux neste período, em jogos diante do Mônaco, Ajaccio e um histórico diante do Nice, quando aos 11 segundos de jogo o brasileiro marcou o segundo gol mais rápido da história do futebol francês.


Na penúltima rodada da Ligue 1, fez uma partida marcante diante do Le Mans, mas ficou nisso. Havia interesse da equipe francesa em renovar seu contrato, o problema, porém estava no salário, que naquela primeira temporada era pago pelo Bétis. Sem conseguir um acordo, Denilson acabou rumando ao mundo árabe, depois de jogar 31 jogos e marcar três gols pelos Girondins.

Segundo o próprio Denilson, a saída dos Marines representa o momento de maior arrependimento em sua carreira, já que declarou em entrevista anos depois à um veículo francês que "havia sido muito feliz na França.". É respeitado pela torcida do Bordeaux, mas passou longe de fazer um nome como o de Sávio, que até hoje é um dos maiores ídolos do clube.

O início da retomada! O Botafogo campeão paulista da A3 de 2006

Com informações da FPF
Foto: Marcio Javaroni

O time do Botafogo que conquistou o título da A3 de 2020

O Botafogo de Ribeirão Preto é uma das equipes mais tradicionais do futebol paulista. Dono de diversos títulos estaduais, um título nacional e muitas campanhas de destaques, o clube de Ribeirão Preto pode se orgulhar de sua história e conquistas. 

Acostumado a disputar as principais divisões do futebol paulista, o clube, porém, já esteve na Série A3 em 2006. A experiência, porém, não foi traumática para a equipe, que se sagrou campeã e iniciou a recuperação do seu espaço no cenário.

Disputando a Série A3 pela primeira vez em sua história, o Botafogo conseguiu o acesso após boa campanha na primeira fase - vice-líder do grupo, com 34 pontos - e sendo melhor que Osvaldo Cruz, que também subiu, EC Osasco e São Bernardo FC na segunda fase. Líder, a equipe garantiu vaga na final contra o São José, que conquistou o acesso na outra chave junto com o XV de Jaú.


Com melhor campanha, o Botafogo teve o direito de fazer o jogo único em sua casa. Com o estádio Santa Cruz lotado e vibrante, a final foi muito equilibrada, justificando a presença das duas equipes na decisão. Precisando da vitória, o São José criou boas oportunidades, mas quem tirou o zero do placar foi justamente o Botafogo. O autor do tento que garantiu o título foi o zagueiro Pablo, que de cabeça, fez o único gol da partida aos 41 minutos do 1º tempo. 

Campanha - No regulamento da época, as 20 equipes participantes foram divididas em dois grupos com 10 times cada. As quatro primeiras colocadas se classificavam para a segunda fase, enquanto os dois piores clubes seriam rebaixados. O futuro campeão fez uma campanha consistente nessa primeira etapa do estadual, se classificando em 2º lugar no seu grupo, com a mesma pontuação da líder Ferroviária (34), que levou vantagem no saldo de gols (21 a 11).


Já na segunda fase, os 8 clubes classificados foram novamente divididos em dois grupos com 4 equipes cada. Os líderes de cada chave se classificavam para a final. Com 12 pontos após três vitórias e três empates, o time de Ribeirão Preto se habilitou para o confronto contra o São José

Sucesso nos últimos anos - Após garantir o título e o acesso, o Botafogo não foi mais rebaixado. A equipe ainda conseguiria o acesso para a elite em 2008, sendo Campeão do Interior em 2010 e se mantendo entre os principais clubes do estado até os dias atuais. Além dos acessos estaduais, a equipe de Ribeirão Preto foi campeã da Série D do Campeonato Brasileiro, em 2015, e conseguiu o acesso na Série C em 2018.

Os acessos seguidos do Grêmio Barueri entre 2002 e 2006 no futebol paulista

Por Ruben Fontes Neto / FPF
Foto: divulgação

Jogadores comemorando a vitória sobre o Guaratinguetá, que colocou o Barueri na elite do Paulista

A Série B3 do Campeonato Paulista já teve 39 participantes diferentes em suas três edições. Apenas um, porém, conseguiu sair do último escalão do futebol paulista e chegar na elite: o Grêmio Barueri. E foi há exatos 14 anos que a equipe conquistou o seu último acesso estadual.

Após quatro acessos seguidos entre 2002 e 2005, o Barueri entrou na Série A2 com grande expectativa, já que faltava apenas um degrau para atingir a elite. O time da Grande São Paulo foi dominante na primeira fase, marcando 43 pontos de 54 possíveis. Classificado, o Barueri teve pela frente União São João, Rio Preto e Guaratinguetá. Os times duelaram em ida e volta e os dois melhores conquistavam o acesso.

A boa campanha na primeira fase não se refletiu na estreia da etapa seguinte e os baruerienses perderam em Guaratinguetá, saindo atrás no grupo. A recuperação veio com vitória sobre o Rio Preto e um empate em Araras.

O segundo turno começou com triunfo sobre o União São João, mas uma derrota em São José do Rio Preto deixou o time com a vaga ameaçada. Era necessário vencer o Guaratinguetá. E foi o que aconteceu. No dia 20 de maio, o Barueri ganhou por 2 a 1, de virada, e sacramentou o seu último acesso estadual.


A equipe ainda seria campeã ao vencer o Sertãozinho, por 4 a 1, na decisão, fechando com chave de ouro o seu primeiro período nas divisões de acesso do futebol paulista.

Como meteoro - O ingresso de Barueri no futebol se deu com uma parceria com a Incorporadora Roma. Juntos, eles montaram a equipe que surpreendeu o Brasil e foi campeã da Copa São Paulo de 2001. A parceria foi desfeita, mas com apoio da prefeitura, o Grêmio Recreativo Barueri se profissionalizou e estreou na Série B3 naquele mesmo ano, mas acabou eliminado ainda na primeira fase.

A ascensão, de fato, começou em 2002. Após liderar seu grupo na fase inicial e eliminar o Águas se Lindóia nas quartas, o time sucumbiu para a Portuguesa B. Apenas os finalistas – Lusa e Jabaquara – teriam direito ao acesso, porém, devido a desistência de algumas equipes, o time barueriense foi chamado para compor a Série B2 de 2003.

A chance dada não foi desperdiçada. Após se classificar em segundo na primeira fase, o time disputou um octagonal final com acesso para os dois primeiros. O Jalesense acabou campeão, com 28 pontos, enquanto o Barueri somou 27 e ficou com a segunda vaga.

Em 2004, a Série B1 contou com 16 participantes. Mais uma vez o Grêmio Barueri avançou na segunda colocação. No octagonal final, o time da Grande São Paulo foi o quarto, atrás de Monte Azul, Ferroviária e ECUS, mas garantiu o acesso, como previa o regulamento.


O ano seguinte foi memorável para a equipe. Já com Pedrão brilhando no comando de ataque – fez 22 gols no torneio –, o Barueri sobrou na Série A3. Na caminhada do acesso, uma goleada de 8 a 0 – a maior de sua história - sobre o São José. Na final, o empate em 1 a 1 com o Palmeiras B garantiu o primeiro título do clube no profissionalismo.

Recorde nacional - Assim como em São Paulo, o Barueri também teve sucesso nacional. A equipe ingressou na Série C do Campeonato Brasileiro ainda em 2006, herdando uma desistência do Rio Claro. Assim como havia feito em 2003, aproveitou a chance e subiu para a Série B nacional. Após se manter em 2007, conquistou novo acesso em 2008, se tornando o primeiro e único time do Brasil a subir sete divisões diferentes (B3 > B2 > B1 > A3 > A2 > A1, em São Paulo, e C > B > A, no Brasil).

Mudanças e quedas - Na elite estadual e nacional, o Grêmio Barueri mudou de casa em 2010, indo para Presidente Prudente e passando a se chamar Grêmio Prudente. Na nova cidade, o time ainda atingiu a semifinal do Paulistão, mas não conseguiu se manter na elite nacional. No ano seguinte, caiu também no estadual. Logo em seguida, voltou para a sua cidade natal e à antiga denominação, mas não repetiu o sucesso de antes. Os acessos do início da trajetória viraram rebaixamentos entre 2012 e 2016, ano em que o clube disputou sua última competição oficial.

A passagem Michael Schumacher no Echichens - Quando o campeão de Fórmula 1 se aventurou nos campos

Por Lucas Paes
Foto: Divulgação FC Genolier

Michael Schumacher tinha grande ligação com o Echichens

Michael Schumacher é um dos maiores pilotos de Fórmula 1 da história. Dono de sete títulos mundiais na categoria, sempre esteve na elite do automobilismo mundial até sua aposentadoria, chegando a voltar da primeira delas, mas sem conseguir repetir o mesmo sucesso na segunda volta. O alemão também era fã de futebol e adorava o esporte e em 2006 chegou a jogar pelo Echichens, da Suíça.

Torcedor do Colônia e fã do esporte desde pequeno, a ligação de Schumi com o Echichens começa quando o alemão decide morar na pacata cidade homônima na Suíça. Ao conhecer o estádio do clube, passou a frequentar e ajudar a instituição e na temporada de 2005/2006 acabou treinando e jogando com o elenco titular da equipe em partidas válidas pela terceira divisão da Suíça na época.

Segundo consta em entrevista de um colega de equipe português, Schumacher era extremamente dedicado e mesmo que não pudesse aparecer sempre pra treinar e jogar, quando o fazia se dedicava muito. Tinha qualidade, pelo menos para jogar no nível da terceira divisão suíça e era extremamente disciplinado dentro de campo, evitando cartões e problemas com adversários.

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A ligação de Schumi com o futebol não se limita, é claro, ao período que jogou com o Echichens. Schumi também participou de diversos jogos festivos envolvendo pilotos de Fórmula 1, chegando inclusive a jogar na Vila Belmiro, em Santos, no ano de 2003. Não foi a única vez em que o piloto jogou em terras brasileiras, tendo feito até um jogo beneficente contra o Palmeiras, no Estádio Palestra Itália.

Pouco antes do acidente de esqui que acabou o deixando em coma, condição que se encontra até hoje, Schumacher ainda participava de jogos festivos pelo mundo. O exemplo mais famoso recente é a despedida de Michael Ballack, em 2013. O tempo nas pistas jamais apagou a paixão de Michael pelos gramados e pelo esporte bretão, seja jogando ou assistindo.

O título acreano da ADESG em 2006

Foto: Revista Placar

O time da ADESG que conquistou o estadual de 2006

A Associação Desportiva Senador Guiomard, da cidade de Senador Guiomard, no Acre, está completando 38 anos de fundação neste 26 de janeiro de 2020. O time, entre idas e vindas das divisões principal e de acesso, tem uma grande façanha, quando conquistou o estadual da elite em 2006, o primeiro de uma equipe do interior.

O segredo do time campeão vem da montagem do elenco. O Campeonato Acreano de 2006 começou em 26 de março e a ADESG contratou o treinador o treinador Marquinhos Bahia, que estava no Dom Pedro II, do Distrito Federal. O torneio candango terminava no início de abril e como a equipe do técnico foi eliminada antes, ele foi para o Acre.

Com o tempo, o técnico fez o planejamento e montou a base da equipe de jogadores oriundos do futebol brasiliense. Assim, o clube trouxe o meia Mário Zan e o goleiro Osmair, ambos ex-Gama; os laterais Clein e Carlos Eduardo, ex-Bandeirante; o volante Ricardinho, ex-Ceilândia; e os zagueiros Piu e Panda e o atacante Michel, ex-Dom Pedro II.

Pode-se achar estranho um treinador eliminado pegar atletas eliminados de um estado e levar para o outro e dar um resultado positivo. Porém, a ADESG deu carta branca ao treinador porque simplesmente ele já tinha feito isto no ano anterior, trazendo 11 jogadores do campeonato candango e o Leão do Quinari ficou com o vice-campeonato.

E realmente a tática de Marquinhos Bahia estava certa. Com jogadores já em ritmo de competição, a ADESG foi primeira colocada do Grupo B do primeiro turno, com duas vitórias e um empate. Depois, passou pela semi vencendo o Andirá por 3 a 2 e na final bateu o Rio Branco nas penalidades, por 8 a 7, após empate em 1 a 1 no tempo normal. Assim, o Leão do Quinari ficou com o título da parte inicial da competição.


No segundo turno, a história se repetiu. O regulamento previa o cruzamento das chaves e a ADESG, com três vitórias e um empate, contra o Vasco, foi o primeiro do Grupo B. Na semi, a forra contra o Vasco: 4 a 0. Já na decisão do segundo turno, uma vitória por 3 a 0 contra o Independência e a parte final da competição ficou novamente para o Leão do Quinari.

Como a ADESG venceu os dois turnos, a vitória contra o Independência, com gols de Michel, duas vezes, e Rogerinho, no dia 28 de maio de 2006, marcou a conquista do Campeonato Acreano, de forma invicta. Um feito e tanto para um time que pela primeira vez quebrava a escrita de apenas times da capital do Acre levantarem a taça da elite do futebol do estado.

Adriano Gabiru e o gol mais importante de sua carreira

Por Victor de Andrade
Foto: Kazuhiro Nogi/AFP

Adriano Gabiru comemorando o gol mais importante de sua carreira

O dia 17 de dezembro de 2006 é provavelmente a data mais feliz da história do Internacional. O torcedor colorado nunca esquece quando Adriano Gabiru recebeu a bola de Iarley, passou por Beletti e tocou na saída de Victor Valdéz. Com aquele gol, o time gaúcho sagrava-se campeão do mundo, vencendo o então poderoso Barcelona, de Ronaldinho Gaúcho (revelado pelo rival Grêmio). Porém, o autor do tento foi bem improvável naquela noite em Yokohama, no Japão, manhã no Brasil.

Nascido em 11 de agosto de 1977, em Maceió, Adriano Gabiru começou a jogar no CSA, de sua cidade natal. Logo quando subiu aos profissionais, foi destaque no título alagoano na equipe. Isto acabou chamando a atenção de vários clubes e em 1998 ele aportou na Arena da Baixada, para defender o Atlético Paranaense.

No Furacão, Adriano Gabiru começou a se destacar, sendo um dos grandes nomes da equipe nas duas temporadas seguintes, ao lado do centroavante Lucas. Suas atuações fizeram com que Vanderlei Luxemburgo o convocasse para a Seleção Brasileira Sub-23, mas mesmo atuando no Pré-Olímpico, ficou de fora dos Jogos Olímpicos de Sidney, em 2000. Porém, em seguida, foi emprestado ao Olympique de Marselha.

Em 2001, voltou para o Atlético Paranaense, onde conquistou o Brasileirão de 2001 e em 2003 chegou a ser convocado para a Seleção Brasileira principal, por Carlos Alberto Parreira, disputando a Copa das Confederações, na França. Em 2004, foi emprestado ao Cruzeiro, onde teve uma passagem discreta. Já não rendendo mais como antes, o Atlético Paranaense acabou o negociando com o Internacional.

No início de 2006, aportou no Beira-Rio. Porém, não conseguiu se firmar no Colorado. O técnico Abel Braga não o dava muitas chances e o time ia bem sem ele, tanto que conquistou a Libertadores. Chegou a até não ser relacionado para algumas partidas no ano e pensaram em não levá-lo para o Mundial de Clubes. Porém, Adriano Gabiru foi convocado para o torneio, para a sorte dos torcedores.

Com um time que tinha nomes que estavam bem, ninguém esperava que Gabiru entrasse no jogo contra o Barcelona. Os torcedores estranharam quando Abel Braga o colocou no lugar do cansado Fernandão, que era o capitão da equipe e naquele momento já tinha o status de ídolo. Mas o destino prega peças e desta vez foi em favor de Adriano Gabiru e o Internacional.

Aos 37 minutos do segundo tempo, Iarley (o melhor do Internacional no jogo) dominou e armou toda a jogada. Esperou a definição da defesa do Barcelona e serviu Adriano Gabiru. O herói improvável dominou a bola, deixou Beletti no chão e finalizou. Victor Valdéz até tocou na bola, mas ela foi morrer no fundo das redes. Era o título mais importante da história do Internacional e o gol mais importante da carreira de Adriano Gabiru.

2005 e 2006 - As Libertadores com quatro times paulistas

Foto: Renato Pizzutto/Placar

Santo André e Palmeiras estiveram no mesmo grupo na Libertadores de 2005

Com a vitória sobre o Ceará na última quarta-feira, dia 4, o Corinthians garantiu a sua vaga na Copa Libertadores 2020, assim como os rivais Palmeiras, Santos e São Paulo. Este é um marco, pois é a primeira vez que os quatro grandes paulistas estarão na mesma edição da maior competição sul-americana de clubes. Porém, esta será a terceira oportunidade que quatro equipes do estado estarão no torneio, sendo as primeiras em 2005 e 2006.

Desde a Copa Libertadores de 2000, quando a competição passou a contar com quatro ou mais times brasileiros, a primeira vez que houve um quarteto paulista na competição foi em 2005. A edição contou com o Santos, São Paulo e Palmeiras, respectivamente campeão, terceiro e quarto colocados do Brasileirão de 2004, e do Santo André, campeão da Copa do Brasil.


Ramalhão e Verdão ficaram no mesmo grupo, o 4, e brigaram pela segunda vaga para o mata-mata da competição, já que o primeiro colocado foi o Cerro Porteño ficou na liderança. O Palmeiras, com nove pontos, levou a melhor e avançou, fazendo com que o Santo André fosse eliminado na primeira fase. Porém, o time do ABC venceu o rival em casa e ainda aplicou uma goleada de 6 a 0 no Deportivo Táchira.

O Palmeiras não foi tão mais longe naquela competição e caiu para o rival São Paulo nas oitavas, perdendo os dois jogos: 1 a 0 e 2 a 0. O Santos foi um pouco melhor que o Verdão, chegando às quartas, mas sendo eliminado por outro brasileiro, o Atlético Paranaense, também perdendo os dois jogos: 3 a 2 e 2 a 0.

Mas teve um time paulista que teve muito o que comemorar naquele ano. O São Paulo foi o primeiro de sua chave na fase inicial, o Grupo 1, e depois de eliminar o rival Palmeiras, passou Tigre e River Plate e bateu o Atlético Paranaense na decisão, conquistando o seu terceiro título na história da competição.

O Paulista encarando o River Plate em 2006

Um ano se passou e em 2006 o fenômeno se repetiu. Desta vez, Santos e Santo André não conseguiram vaga na competição, mas dois outros times do estado conseguiram vaga. O trio de ferro se fez presente: o São Paulo, como campeão continental, e Corinthians e Palmeiras, respectivamente campeão e quarto no Brasileirão 2005, estavam presentes. A novidade era o Paulista de Jundiaí, que havia conquistado a Copa do Brasil de 2005.

Porém, o Galo da Japí não teve vida fácil. A equipe foi a lanterna do Grupo 8, com apenas seis pontos, em um grupo que tinha River Plate, Libertad do Paraguai e El Nacional do Equador. De ponto positivo apenas a vitória contra o tradicional argentino, no Jayme Cintra, por 2 a 1.


O trio de ferro paulistano avançou para o mata-mata, mas Corinthians e Palmeiras caíram já nas oitavas. O Timão foi eliminado pelo River Plate perdendo os dois jogos (3 a 2 e 3 a 1) e o Palmeiras, assim como no ano anterior, foi batido pelo rival São Paulo, empatando o primeiro jogo em 1 a 1 e perdendo o segundo por 2 a 1.

O Tricolor novamente chegou à final. Depois de passar em primeiro no Grupo 1, e eliminar o rival Verdão, o São Paulo bateu Estudiantes, nos pênaltis, e Chivas Guadalajara (equipe que já havia enfrentado na etapa inicial). Porém, na decisão, a equipe do Morumbi foi derrotada pelo Internacional, perdendo em casa por 2 a 1 e apenas empatando em 2 a 2 no Beira-Rio.

Há 14 anos, Carlitos Tevez estreava pelo Corinthians

Tevez comemorando um gol contra o Palmeiras (foto: arquivo Corinthians)

No dia 29 de janeiro de 2005, há 14 anos, Carlitos Tevez entrou em campo pela primeira vez com a camisa do Corinthians. O atacante argentino fez a estreia pelo Timão contra o América de São José do Rio Preto, pelo Campeonato Paulista, no estádio do Morumbi.

Na expectativa de um ano promissor para o time do Parque São Jorge, a Fiel compareceu em peso para apoiar o Timão. Um público de 48.003 pessoas compareceu ao Morumbi para acompanhar a vitória corinthiana por 1 a 0. O Alvinegro entrou em campo com Fábio Costa; Coelho, Anderson, Betão e Wendel; Édson, Rosinei, Carlos Alberto e Vinícius; Gil e Tevez. Coelho, em cobrança de pênalti, garantiu o triunfo.

Carlitos Tevez era a principal revelação do Boca Juniors naquela época, tendo sido uma das principais estrelas da equipe na conquista da Libertadores de 2003, em final contra o Santos. Sua contratação foi polêmica, já que a negociação foi realizada pela MSI, fundo de investimentos acusado de ser lavanderia de dinheiro da máfia russa. Porém, dentro de campo, a presença de Tevez teve alguns percalços, principalmente no início, mas foi de sucesso ao final da primeira temporada.

Em 2005, Tevez não teve um Campeonato Paulista bom, principalmente por causa das trocas de treinadores, mas foi o principal destaque do Timão na conquista do quarto título brasileiro, marcando 20 gols e sendo eleito o craque daquele Brasileirão. Conhecido por sua raça, Carlitos se tornou ídolo da torcida mesmo jogando pouco mais de um ano com a camisa do Corinthians. Sua camisa bateu recordes de vendas

Porém, a saída do argentino no Timão não foi das melhores. Ele, em parceria com a MSI, que já estava em litígio com a diretoria do clube, forçou a sua saída para jogar na Europa e, assim, foi parar no West Ham, da Inglaterra. No gera, Tevez fez 46 gols em 78 jogos com a camisa do Corinthians entre 2005 e 2006. Já foi ventilado a sua volta, mas ele nunca mais, pelo menos até o momento, vestiu novamente a camisa do Alvinegro.

Campeão pela Ferroviária em 2006, Leandro Donizete destaca a Copa Paulista

O time da Ferroviária campeão de 2006, que tinha nomes
como Leandro Donizete, Renato Cajá, Francisco Alex e Caiuby

Campeão da Libertadores em 2013 e atualmente no América-MG, o volante Leandro Donizete é uma das revelações da história da Copa Paulista. Pela Ferroviária, ele foi campeão em 2006, se projetando profissionalmente.

O volante ao clube de Araraquara em 2003, justamente no período em que a Ferroviária passou por uma transformação e se tornou um clube-empresa. Em 2006, o time chegou na final da Copa Paulista contra o Bragantino. Além de Leandro Donizete, estavam no elenco afeano nomes como Renato Cajá, Francisco Alex e Caiuby. “Após fazer um bom jogo em casa, vencemos por 1 a 0. Depois era enfrentá-los na casa deles. Conseguimos um empate por 1 a 1 e ficamos com o título”, relembra Leandro.

O título deu projeção ao elenco. Francisco Alex e Caiuby foram transferidos ao São Paulo. “Não tínhamos um calendário extenso. Então dávamos a vida para conseguir ganhar a Copa Paulista e ter uma projeção maior”, disse o volante, que juntamente com Renato Cajá permaneceu no elenco em 2007. “Estávamos na quarta divisão, subimos até a A2, foi muito importante para nós. Foi uma subida grande, não foi fácil. Fomos campeões da Copa Paulista, jogamos a Copa do Brasil no ano seguinte, nos deu visibilidade para ir a outros clubes. Nos comprometemos, fechamos o grupo. Todo mundo tinha o sonho de fazer virar, ganhar campeonatos”, destacou.

Atualmente no América-MG, Leandro Donizete disse que não se desligou da Ferroviária e estará na torcida na decisão. “Acompanho sempre. Vou assistir ao jogo sim, vou acompanhar. Assisti o segundo da semifinal (Ferroviária empatou 2 a 2 com o Red Bull). Um time muito rápido que toca muito a bola, é bonito de ver a Ferroviária jogar desse jeito. Perdendo de 2 a 0, não se apavorou, teve calma para empatar. Para ser campeão tem que ter essa qualidade”, comentou o jogador.

Desde que saiu de Araraquara, o jogador passou por Coritiba, Atlético Mineiro, Santos e agora está no América-MG. “O Coritiba foi um trampolim muito grande. Cheguei desacreditado, por quase ninguém me conhecer. O pessoal falava que eu não conseguiria jogar. O técnico Dorival Júnior apostou em mim e consegui dar conta do recado. Fui três vezes campeão paranaense e uma vez da Série B”, disse o volante.

Na carreira, o principal título do jogador foi a Libertadores, em 2013, pelo Atlético-MG. “No Atlético foi maravilhosa minha passagem. Ganhei Copa do Brasil e Libertadores. Joguei com grandes jogadores como o Ronaldinho, Tardelli e o Jô. Lá coroei minha trajetória no futebol”, continuou Leandro.

Do título da Copa Paulista em 2006 para a Libertadores de 2013, o volante diz que foi inacreditável. “Nem eu acreditava. O tempo foi passando e quando fui vendo as coisas foram acontecendo. O carinho da torcida, por onde passei, tenho até hoje. Não se pode desistir, tem que sempre ter força para continuar. Conquistei muito, mas estou batalhando para conquistar mais”, afirmou.

Aos 36 anos, o jogador revelou uma conversa que teve com Caiuby sobre o retorno para a Ferroviária. “Quem sabe um dia. Conversei com o Caiuby esses dias, ele disse para voltarmos para Ferroviária e eu disse quem sabe daqui uns anos. Temos um grupo do pessoal que jogou lá, sempre falamos de saudades que era feliz e não sabia. Penso em voltar, sim”, finalizou Leandro Donizete.

Rogério Ceni batendo o recorde de gols de goleiro em 2006

Com informações do site oficial do São Paulo FC

Rogério marcando o 62º gol na carreira e batendo o recorde de goleiro artilheiro
(foto: Daniel de Cerqueira/O Tempo/FolhaPress)

Em 20 de agosto de 2006, o torcedor do São Paulo FC teve um grande motivo para comemorar. Porém, não foi uma conquista da equipe e sim individual de um de seus maiores ídolos. Naquele dia, enfrentando o Cruzeiro no Mineirão, Rogério Ceni marcava o seu 62º tento da carreira, tornando-se o maior goleiro artilheiro da história do futebol. A marca ele aumentou durante a carreira, passou dos 100 gols e mantém o recorde até hoje.

Aquela partida tinha tudo para não ser guardada na memória do torcedor tricolor. Apesar de estar liderando o Brasileirão naquele momento (a partida contra a Raposa seria pela 18ª rodada), o Tricolor, na partida anterior, não havia sido muito feliz e tinha perdido a oportunidade de ter conquistado o quarto título da Libertadores de sua história, deixando escapar a taça na final, para o Internacional.

Os são-paulinos poderiam estar abatidos, mas em verdade controlaram os cruzeirenses em quase todo o primeiro tempo do jogo. Mesmo assim, o placar dizia outra coisa sobre a partida: logo no começo, aos oito minutos, o zagueiro tricolor Alex Silva marcou contra, colocando os mineiros em vantagem.

O Tricolor seguiu na pressão e, em um contra-ataque, viu Michel, aos 34 minutos da etapa inicial, ampliar o marcador para o Cruzeiro em um lance que Ceni quase salvou. Para piorar, quatro minutos depois, pênalti para o time azul, cometido por Edcarlos. O São Paulo ameaçava desabar no Mineirão.

Caso a perda da Libertadores da América continuasse a pesar, o desempenho dos são-paulinos no segundo turno do Brasileirão poderia ser comprometido. Na realidade, tudo o que veio depois, até 2008, esteve ameaçado.

Rogério Ceni recebendo o certificado do Guinness Book
(foto: Rubens Chiri/SãoPauloFC.net)

Sem saber de nada disso, claro, Rogério Ceni reavivou o ânimo dos tricolores no jogo e viu a própria estrela voltar a brilhar ao defender o pênalti, cobrado forte e no canto direito do goleiro por Wágner, aos 39 minutos.

Mas a situação do Tricolor continuava comprometedora. Era preciso mais. Muito mais. E Rogério Ceni disso sabia. Aos 43 minutos do jogo em Belo Horizonte, uma oportunidade surgiu. Falta perigosa a favor dos são-paulinos. Um pouco mais longe da área do que o de costume, mas o capitão tricolor logo correu, se prontificando a cobrá-la. E o fez com maestria!

O então camisa 1 do São Paulo rolou a bola para Souza, que a aparou e a deixou pronta para que o goleiro acertasse o chute com o pé direito no canto esquerdo baixo de Fábio, do Cruzeiro. Foi o único gol dele, em toda a carreira, executado com a bola em jogo, rolando.

Mais do que isso: na contagem do Guinness World Records – entidade notoriamente conhecida por homologar recordes mundiais –, com esse gol, Rogério Ceni acabava de se tornar o maior goleiro artilheiro do mundo em todos os tempos! Superando o paraguaio Chilavert, que tinha no currículo 62 gols anotados. De lá para cá, Rogério Ceni marcou muitos outros gols e conquistou muitos outros recordes. 131 gols marcados em 1237 jogos pelo Tricolor ao longo de mais de 25 anos de casa. Uma lenda.

Porém, o São Paulo, naquele final de tarde do dia 20 de agosto de 2006, continuava perdendo o jogo para o Cruzeiro – a liderança do campeonato estava ameaçada. E Rogério Ceni seguia salvando o time: aos 44 minutos executou uma defesa espetacular em cabeceio de Luisão.

O Guinness Book confirmou o recorde, já atualizando
os números no dia da entrega do certificado

Abençoado, Rogério Ceni teve a chance de empatar o confronto aos 16 minutos do segundo tempo, depois que Aloísio sofreu pênalti. Não desperdiçou. O goleiro foi lá e cobrou com categoria, marcando para o Tricolor: 2 a 2! Uma partida verdadeiramente homérica do capitão são-paulino!

O Tricolor, assim, manteve a liderança do Brasileirão e veio a conquistar, pouco depois, o primeiro turno (e também o segundo). Este jogo, contra o Cruzeiro, em que Rogério Ceni se tornou recordista mundial pela primeira vez, marcou também a arrancada inesquecível do São Paulo para um feito perpétuo: o clube se tornou, a partir disso, hexacampeão brasileiro e o único tricampeão consecutivamente, em 2006, 2007 e 2008!
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