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Hans-Jörg Butt e sua trajetória pelo Bayer Leverkusen

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Butt jogou no Leverkusen por seis anos

Hans-Jörg Butt, ex-goleiro alemão popularmente conhecido apenas como Butt, comemora o seu 50º aniversário nesta terça-feira, dia 28 de maio de 2024. Na primeira década dos Anos 2000, o arqueiro teve uma passagem de seis anos pela equipe do Bayer Leverkusen, onde viveu bons momentos em sua carreira.

Revelado pelo Oldenburg, clube de sua terra natal, o guarda redes germânico chegou aos Leões em 2001, quando foi contratado junto ao Hamburgo, outro tradicional time do futebol alemão. Conseguiu se adaptar bem no time da Renânia do Norte-Vestfália, e com isso, ganhou uma grande sequência como titular até 2007, ano no qual se transferiu para o Benfica.

Sua melhor temporada no Bayer foi a de 2001/02, quando o Leverkusen fez boas companhas no cenário nacional e internacional, mas acabou não conseguindo conquistar nenhum título. Naquele ano, os Löwen perderam a final da Liga dos Campeões para o Real Madrid e a Copa da Alemanha para o Schalke 04.


De acordo com o site ogol.com, o goleiro germânico disputou 263 partidas pelo clube. Mesmo não tendo a especialidade de marcar gols, Butt balançou as redes em oito oportunidades pelo Bayer Levekusen.

Na sequência de sua temporada, o arqueiro ainda retornaria ao futebol alemão para defender o Bayern de Munique em 2008. Ficou no time da Bavária até 2012, quando anunciou a sua aposentadoria.

As passagens do zagueiro Daniel pelo São Caetano

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

O zagueiro teve duas trajetórias pelo Azulão

Daniel da Silva, ex-zagueiro popularmente conhecido apenas como Daniel, comemora o seu 51º aniversário nesta segunda-feira, dia 27 de maio de 2024. No decorrer de sua carreira, o defensor teve duas passagens pelo São Caetano entre o fim da década de 90 e os primeiros anos do atual milênio.

A primeira delas aconteceu no mesmo período em que o Azulão se consagrava como uma das grandes sensações do futebol brasileiro. Na época, o clube do ABC foi até o Japão para buscar o jogador que atuava pelo Tokyo Verdy, antigo Verdy Kawasaki, e vinha como uma grande aposta.

Mesmo sendo muito jovem quando foi contratado, o zagueiro não decepcionou e fez parte de campanhas memoráveis do Pequeno Gigante no cenário estadual e nacional. Foi vice-campeão da Copa João Havelange de 2000, do Brasileirão de 2001 e da Libertadores de 2002, mas também conquistou os títulos da Série C do Campeonato Brasileiro de 1998 e da Série A2 do Paulistão de 2000.


Seu bom desempenho clube azulino chamou a atenção do Palmeiras, que acabou o contratando em 2003. Retornou ao São Caetano após quatro anos jogando no Verdão.

Nesta sua segunda trajetória pelo time caetanista, mas acabou não conseguindo repetir as suas melhores atuações. Ainda assim, esteve na equipe que foi vice-campeão Paulista em 2007, mesmo ano em que se aposentou. Fechou seu ciclo no clube tendo disputado 107 partidas e marcou sete gols pelo Azulão.

A passagem de Saviola pelo Barcelona

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Saviola teve uma boa trajetória pelo Barça

Javier Pedro Saviola Fernández, ex-atacante argentino e atual jogador de futsal conhecido popularmente apenas como Saviola, celebra o seu 42º aniversário nesta segunda-feira, dia 11 de dezembro de 2023. Após ser revelado pelo River Plate, o avançado começou a sua trajetória pelo futebol europeu no começo dos Anos 2000, jogando pelo Barcelona.

Essa sua chegada a Catalunha aconteceu em julho de 2001 por cerca de 35,9 milhões de euros pela contratação após se destacar no Mundial Sub-20 pela Seleção Argentina. Mesmo atuando bem nos seus primeiros três anos de Barça, acabou sendo emprestado ao Monaco por uma temporada no verão de 2004, logo depois de obter a nacionalidade espanhola. 

No principado, disputou a Ligue 1 e a Liga dos Campeões da UEFA durante a temporada 2004/05. Posteriormente, o atleta argentino foi repassado para o Sevilla na temporada 2005/06, onde jogou a La Liga, a Copa do Rei e a Copa da UEFA, também por empréstimo.

Voltou ao time culé no verão de 2006, já que ainda tinha mais um ano a cumprir. Desta vez, Saviola passou a ter mais oportunidades com o técnico Frank Rijkaard pelo fato dos seus companheiros de ataque se lesionarem com bastante frequência ao longo da temporada. Se destacou com um hat-trick diante o Deportivo Alavés, num jogo da Copa do Rei.


Segundo o site ogol.com, o centroavante argentino disputou um total 172 partidas pelo Barcelona. Seu único título no Barça foi a Supercopa da Espanha em sua temporada de despedida.

Na sequência de sua temporada, o artilheiro ainda veio a defender clubes como Real Madrid, Benfica, Málaga, Olympiacos e Hellas Verona, antes de retornar ao River Plate em 2015. Pendurou as chuteiras após o título da Libertadores daquele ano.

Como estão os protagonistas da série Titulares?

Por Diego Dantas
Foto: arquivo


Titulares foi uma série de documentários idealizada pela Nike para a América Latina em 2007 onde se abordava a vida profissional e pessoal de onze então promessas do futebol latino-americano e seus respectivos paralelos com atletas já consagrados no futebol como Ronaldinho Gaúcho, Carlos Tevez e Rafael Marquez. Enquanto o programa era exibido pela Fox Sports para a América Latina, aqui no Brasil o Sportv foi responsável pela transmissão da série.

Mais de quinze anos se passaram e enquanto alguns atletas conseguiram alcançar as grandes ligas europeias, outros ficaram na promessa de futuros craques. Veja a seguir como ficou o desfecho de cada jogador protagonista do programa, seguindo a ordem de cada capítulo exibido:

Capítulo 1 - Gabriel "Checho" Rodriguez - Após surgir como grande promessa na base do Boca Juniors, o atacante argentino rodou por alguns clubes continente afora como Audax Italiano e Leones Negros, tendo o Santiago Morning como o último time que se tem notícia que atuou, em 2021.

Capítulo 2 - Lucas Leiva - Sem dúvidas, o volante foi uma das grandes revelações do Grêmio na primeira década deste século. Após deixar o Grêmio em 2007, Lucas atuou durante quinze anos no futebol europeu, defendendo o Liverpool e a Lazio posteriormente, até retornar ao clube que o revelou no ano passado. Em 2023, o atleta anunciou aposentadoria devido a problemas cardíacos. Na seleção brasileira, Lucas disputou as Olimpíadas de Pequim-2008, onde conseguiu a medalha de bronze, e a Copa América de 2011.

Capítulo 3 - Elias "El Matador" Figueroa - Destaque uruguaio do Campeonato Sul-Americano Sub-17 de 2005, Elias foi contemporâneo de Luis Suarez e Edinson Cavani nas seleções de base da Celeste Olímpica, porém não teve o mesmo sucesso que os compatriotas na sequência da carreira. Elias, que tem este nome devido homenagem de seu pai ao xará chileno, jogou por anos no Liverpool de Montevidéu e posteriormente jogou por equipes como El Tanque Sisley e Huachipato. Seu último registro como profissional foi no Oriental Dragon FC, de Portugal no ano de 2019, de acordo com o Transfermarkt.

Capítulo 4 - Camilo Peña - Entre os protagonistas, o chileno Camilo era o atleta mais jovem na época da exibição do documentário, tendo sequer completado 15 anos de idade até a estreia do projeto da Nike na TV. Após surgir como promessa da Universidad Catolica, Camilo não se firmou na equipe principal dos Cruzados, rodando por equipes de menor prateleira do país, tendo seu último registro como profissional pelo Deportes Recoleta em 2018, quando tinha 26 anos.

Capítulo 5 - Maxi Scapparoni - Único goleiro entre os protagonistas, Maxi foi contemporâneo de Checho Rodriguez nas divisões de base do Boca Juniors e assim como o protagonista do primeiro capítulo, não se firmou no elenco principal dos Xeneizes, sendo emprestado ao Ñublense, do Chile. De volta a Argentina, o guarda-metas atuou por Los Andes e Independiente Rivadavia, onde pendurou as luvas em 2018 aos 29 anos.

Capítulo 6 - Damian Ismodes - O peruano Ismodes surgiu como jovem promessa do Sporting Cristal, sendo nome importante no clube, o que lhe rendeu uma transferência ao Racing Santander, da Espanha. Após não se firmar no futebol espanhol, Ismodes retornou ao seu país de origem rodou por alguns clubes tradicionais como o Universitário e o Cienciano e até hoje segue atuando profissionalmente, pelo Universidad San Martin da segunda divisão local. Pela seleção principal, atuou na Copa América de 2007 e em algumas partidas das eliminatórias para a Copa do Mundo de 2010.

Capítulo 7 - Alexandre Pato - De certo, Alexandre Pato era uma das grandes promessas do futebol mundial na época em que Titulares foi ao ar. Campeão do mundo com o Internacional, Pato já tinha praticamente acertado sua ida ao Milan quando o programa entrou em exibição. Após algumas temporadas pelo Rossoneri, Pato chegou a voltar ao futebol brasileiro, atuando por Corinthians e São Paulo, tendo retornado ao futebol europeu, chegando a atuar até no futebol da China. Hoje em dia, Pato está de volta ao São Paulo, após uma passagem sem grande destaque pelo Orlando City da MLS. Na seleção brasileira, Pato disputou as Olimpíadas de Pequim-2008 e Londres-2012, sendo medalhista de bronze e prata respectivamente, além de integrar o elenco campeão da Copa das Confederações em 2009 e da Copa América de 2011.

Capítulo 8 - Patricio Araujo - O defensor mexicano atuou durante dez anos pelo Chivas Guadalajara tendo disputado mais de 250 partidas pelos Rojiblancos. Em 2015, Patricio transferiu-se para o Puebla, ficando por lá até 2018, quando mudou-se para o Club Celaya até aposentar-se em 2020. Com a seleção nacional, Patricio foi campeão mundial sub-17 em 2005 além de capitenar o El Tri na Copa do Mundo sub-20 de 2007 e com a equipe principal, recebeu algumas convocações sob os comandos de Sven-Goran Eriksson e posteriormente Javier Aguirre, sem ter maiores constâncias nas convocações mexicanas.

Capítulo 9 - Danilson Cordoba - Entre os protagonistas de Titulares, certamente Danilson era o jogador mais experiente, uma vez que já tinha ultrapassado a idade de ser convocado para a equipe sub-20 de seu país. O colombiano que iniciou no Independiente de Medellin já tinha três temporadas como atleta profissional na época da exibição do programa. Após isto, jogou durante quase uma década no futebol japonês, sendo inclusive campeão da J-League junto ao Nagoya Grampus em 2010 e sendo eleito entre os 11 melhores atletas da liga japonesa naquele ano. Após isto, ainda jogou por Avispa Fukuoka e retornou para o clube que o revelou em 2017. Em 2018, jogou pelo Jaguares de Cordoba e aposentou-se no fim da temporada. Pela seleção nacional, Danilson teve poucas oportunidades de atuar, não passando de exibições em partidas amistosas.


Capítulo 10 - Giovani dos Santos - A época da exibição da série, Giovani era certamente o protagonista mais respaldado junto de Alexandre Pato. Apontado como uma das grandes joias do Barcelona, Giovani já figurava na equipe principal dos Blaugranas e havia sido campeão mundial sub-17 pelo México em 2005. Após passagem sem grande destaque pelo Barça, Giovani rodou o Velho Continente, defendendo equipes como Tottenham, Galatasaray e Villareal, até trocar o futebol europeu pela MLS em 2015, quando acertou com o LA Galaxy por onde atuou por quatro temporadas. Em 2019, defendeu um clube mexicano pela primeira vez ao ser contratado pelo América, ficando por lá até 2021, onde finalizou sua carreira. Pela seleção, Giovani atuou por mais de 100 partidas, sendo o único protagonista de Titulares a disputar Copas do Mundo, tendo participado das edições de 2010, 2014 e 2018. De quebra, Giovani ainda foi campeão olímpico em Londres-2012 e tri campeão da Copa Ouro da Concacaf nas edições de 2009, 2011 e 2015.

Capítulo 11 - Lulinha - Uma das grandes promessas do Corinthians na segunda metade dos anos 2000, Lulinha subiu para a equipe principal do Timão com status de maior artilheiro das categorias de base do clube, com 297 gols marcados. No entanto, o rebaixamento do clube para Série B e a falta de sequência no elenco principal fizeram Lulinha perder espaço no Corinthians virar um andarilho no futebol. Ainda assim, defendeu times tradicionais do futebol brasileiro como Bahia e Botafogo. No exterior, chegou a jogar por Estoril, Pohang Steelers e Júbilo Iwata. Hoje, defende o Madura United da primeira divisão da Indonésia.

O Olímpia campeão Paulista da A3 de 2007

Por Natanael Oliveira / FPF
Foto: arquivo Olímpia FC

O time do Olímpia campeão da Série A3 de 2007

O dia 27 de maio de 2007 com certeza está marcado na mente dos torcedores do Olímpia. Nessa data, a equipe da cidade homônima conquistava um dos títulos mais importantes dos seus 73 anos de história: o Paulistão Série A3. O clube repetiu o feito realizado na edição do ano de 2000.

A campanha vitoriosa teve um significado muito especial para o clube e torcedores. A grande decisão do campeonato foi vencida diante de um dos grandes adversários do Olímpia: o Monte Azul. Fora que a vitória que garantiu o título estadual foi conquistada na casa do rival, em Monte Azul Paulista.

A decisão da Série A3 teve contornos de dramaticidade, valorizando ainda mais a conquista do Olímpia. Tendo feito uma campanha inferior nas fases anteriores da competição, o primeiro jogo foi realizado diante da torcida olimpiana, no Estádio Tereza Breda. O equilíbrio dos finalistas se expressou durante toda a partida, refletindo a igualdade por 0 a 0.

Digno de uma final, no segundo jogo da decisão não faltou emoções. O empate conquistado no primeiro jogo alinhado com uma campanha geral superior nas fases anteriores dava a vantagem ao Monte Azul. Mesmo assim, o Olímpia não se assustou e abriu o placar com Rafael Silva, aos 24 minutos do primeiro tempo.

A comemoração olimpiana durou pouco, quando Júlio Barbosa empatou para os donos da casa quatro minutos depois, colocando o Monte Azul novamente em vantagem –já que a igualdade no placar dava o título para os mandantes. Na segunda etapa da partida, Rafael Ipuã fez para o Olímpia o gol decisivo que permaneceu até o final da decisão, decretando a vitória e o importante título dos visitantes. Antes do apito final, o jogador do Olímpia André Oliveira foi expulso, dando ares de superação.


Campanha - Na primeira fase do Paulistão A3, o Olímpia fez uma campanha inconstante, se classificando para a segunda fase apenas nas últimas rodadas. O futuro campeão somou 32 pontos e terminou a primeira etapa do estadual na oitava colocação. No regulamento da época, as 20 equipes participantes se enfrentavam em turno único, totalizando 19 partidas. As 8 primeiras se classificavam.

Os oito clubes restantes foram divididos em dois grupos com quatro integrantes. Os líderes de cada um fariam a final do estadual e consequentemente garantiriam o acesso para a Série A2 –assim como os segundos colocados. O Olímpia se classificou na 1ª posição do Grupo A, somando 10 pontos. Na disputa pelo título, a história vocês já conhecem.

Treinador Jorge Barcellos relembra ouro da Seleção Feminina no Pan de 2007

Por Andrielli Zambonin / Kindermann
Foto: divulgação CBF

Jorge Barcellos na época em que comandava a Seleção Brasileira Feminina

A Rede Globo transmitiu no último domingo, dia 10, a final feminina do futebol nos Jogos Pan-americanos de 2007 entre Brasil e Estados Unidos. O duelo entre as grandes potências do continente terminou com uma goleada brasileira: 5 a 0 e a medalha de ouro garantida, diante de um grande público no Maracanã.

Marta comandou a seleção brasileira naquela grande vitória, com dois gols e duas assistências. Cristiane marcou duas vezes e Daniela Alves, uma. Comandando a equipe estava lá Jorge Barcellos, o atual técnico do Avaí Kindermann.

Além de uma torcida gigantesca, foi naquele momento que o futebol feminino provou que merecia muito mais atenção e mídia do que recebia. As mudanças começaram com a equipe comandada na época, por Barcellos. O primeiro técnico da Seleção Feminina a se deparar com os 72 mil pagantes, e um monte de convidados, foi o técnico Jorge Barcellos.

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"A gente jogava para mudar a história. Quando fui reconhecer o gramado, que estava bem ruim por sinal, não tinha tanta gente. Mas eu voltei mais tarde e entendi o que estava acontecendo. Aí, voltei para o vestiário e avisei a elas que não poderíamos deixar escapar. É o nosso moral que estava em jogo”, relembra.

Naquele Pan, a seleção fez uma campanha perfeita, com 33 gols marcados e nenhum sofrido. Antes de enfrentar as americanas bicampeãs mundiais e olímpicas, o Brasil derrotou Uruguai, Jamaica, Equador, Canadá e México. Marta foi a artilheira do torneio, com 12 gols.

E o desempenho da Seleção causou mudanças naquele mesmo ano. Em outubro de 2007 foi criada a Copa do Brasil feminina de futebol, que anos depois, em 2015 mais precisamente, o Kindermann levantaria a taça de campeão. Depois este campeonato foi extinto, sendo no logar criado o Campeonato Brasileiro. "Naquela seleção, havia meninas que ganhavam R$ 600 de salário. Mesmo que devagar, uma mudança começou ali", diz Barcellos.


Jorge não estava sozinho na conquista. Fazendo parte do elenco brilhante, no banco de reservas estava ela que futuramente se tornaria uma das melhores do Brasil: a goleira Bárbara. Na época com apenas 19 anos, Bárbara observava atentamente cada movimento e detalhe do jogo. Experiência que recheou seu currículo e aumentou a bagagem para futuramente assumir a posição de titular do Brasil.

“Foi uma experiência incrível. Aquela equipe era incrível e acho que viver aquele momento só me deu mais vontade ainda de conquistar o meu objetivo”, disse Bárbara. Na época, ela era integrante da equipe do Recife F.C. Atualmente no Avaí Kindermann, a atleta já deixou claro o quanto gosta da equipe de Caçador e que pretende encerrar a carreira de atleta em Santa Catarina.

Kuki no Santa Cruz em 2007

Foto: Arquivo

Kuki com a camisa do Santa Cruz: apenas o segundo semestre de 2007

Um dos maiores ídolos da história do Náutico está completando 49 anos neste 30 de abril. Sílvio Luiz Borba da Silva, o Kuki, nascido em Crateús, tem uma relação de amor com a torcida do Timbu, mas que teve momentos turbulentos, como em 2007, onde ele acabou indo defender o rival Santa Cruz.

Kuki se profissionalizou no futebol defendendo o Encantado, do Rio Grande do Sul. Depois, passou por Taquariense, Palmeirense, Ypiranga de Erechim, Veranópolis, Lajeadense e Grêmio Santanense, todos do futebol Gaúcho. Ainda passou por Inter de Lages e Brusque, de Santa Catarina, até chegar ao Náutico, em 2001.

No Timbu, começou a se dar bem. Ainda teve uma passagem rápida pelo Chonbuk, da Coreia do Sul, em 2002, mas tornou-se o grande artilheiro do Alvirrubro naquela década. Passou por bons momentos, como títulos estaduais e o acesso para a Série A do Brasileirão em 2006, mas também viveu momentos complicados, como a Batalha dos Aflitos, em 2005, e em 2007, onde esta história chega.

O Náutico disputava o Campeonato Brasileiro e estava na parte de baixo da tabela. A torcida passou a cobrar os jogadores mais conhecidos do elenco e Kuki estava entre eles. Assim, os dois entraram em atrito e chegaram a até brigar. Isto fez com que o jogador fosse afastado do elenco e não jogasse pelo Timbu.

A chateação de Kuki foi grande que ele acabou acertando a sua saída, por empréstimo, do Náutico para um rival: o Santa Cruz. O presidente da Cobra Coral na época, Édson Nogueira não acredita que o fato de ter se destacado no Náutico vá impedir Kuki de fazer sucesso no Santa Cruz.


"Ninguém tem unanimidade na vida. Agora, a historia quem faz é o atleta. Uma pessoa que é o terceiro artilheiro da historia de um clube merece respeito. Eu quero que ele repita aqui [no Santa Cruz] o que ele fez no Náutico", disse o mandatário tricolor.

O acordo era de um ano e ele foi anunciado em 25 de julho de 2007. Porém, a passagem do centroavante no Santa Cruz não foi feliz. Ele até marcou os seus gols, mas o Tricolor do Arruda, que disputava a Série B, acabou rebaixado. Já o Náutico conseguiu se livrar da degola na elite nacional.

Com o descenso, o Santa Cruz reformulou o seu elenco para 2008 e devolveu Kuki para o Náutico. Em janeiro, ele foi reintegrado ao Timbu e voltou a ter uma grande relação com o clube, até encerrar a carreira no ano de 2009.

O Marcílio Dias campeão da primeira Recopa Sul-Brasileira em 2007

Com informações do site oficial do Marcílio Dias

O Marcílio Dias conquistou a primeira edição do torneio (foto: Blog do Diarinho)

O futebol brasileiro foi pródigo de organizar os mais diversos tipos de torneios no passado. A partir dos anos 2000, por causa do calendário, principalmente quando as Séries A e B do Brasileirão passaram a ser pontos corridos, estes campeonatos foram diminuindo, mas ainda com alguns resquícios, como a Recopa Sul-Brasileira, competição que foi realizada entre os anos de 2007 e 2010 e cujo o primeiro campeão foi o Marcílio Dias.

A Recopa Sul-Brasileira nada mais era que reunir os campeões das copas estaduais da Região Sul do País (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul), mais o de São Paulo em um torneio realizado em duas datas, no mesmo local, com semifinal e final.

O Marinheiro garantiu vaga na competição, disputada em Curitiba, com todos os jogos no Estádio Janguito Malucelli, o Ecoestádio, ao vencer a Copa Santa Catarina de 2007. Os demais participantes foram o anfitrião J. Malucelli (campeão da Copa Paraná), Caxias (campeão da Copa Federação Gaúcha de Futebol) e Juventus (campeão da Copa Federação Paulista de Futebol). 

A estreia do Marcílio se deu no dia 5 de dezembro, no Estádio Janguito Malucelli, diante do Juventus, na semifinal. O Rubro-Anil do técnico Mauro Ovelha atropelou o Moleque Travesso da Rua Javari e se classificou para a final com uma goleada por 4 a 1. Luís Ricardo duas vezes, Fabrício e Claudemir fizeram os gols do time itajaiense. No outro jogo, J. Malucelli foi derrotado pelo Caxias por 2 a 1.

Na grande decisão, disputada no dia 8 de dezembro, também no Estádio Janguito Malucelli, o Marinheiro sagrou-se campeão com outra goleada, desta vez sobre o Caxias (RS), por 4 a 1, com gols de Waldison e três de Luís Ricardo. Outro destaque do jogo foi o goleiro Marcelo Vacaria, que defendeu uma cobrança de pênalti. Ídolo da torcida marcilista, o goleiro viria a falecer tragicamente pouco mais de dois meses depois daquele jogo. 

“Tive a oportunidade de fazer parte desse time, de fazer gols e conquistar este título. Hoje estou no Botafogo, mas tenho muito orgulho de ter vestido a camisa do Marcílio Dias”, afirma Luís Ricardo, que foi o artilheiro da Recopa Sul-Brasileira com cinco gols. Uma curiosidade: na época, o jogador atuava como atacante, mas depois ganhou projeção no futebol nacional atuando como lateral-direito. 

Waldison também recorda com carinho do título e de sua passagem pelo Gigantão das Avenidas. “Tive o prazer de vestir essa camisa em 2007. Fizemos história no clube, conquistando a Recopa Sul-Brasileira, um título reconhecido pela CBF. Tive oportunidade de fazer um gol naquela final contra o Caxias, que foi 4 a 1 fora o baile. Fui muito feliz no período em que defendi o Marcílio”, declarou o atleta, que atualmente joga no futebol turco. 

Mauro Ovelha, técnico campeão da Copa Santa Catarina e da Recopa, destaca o entrosamento e a qualidade técnica como principais características daquele time de 2007. “Era um time muito bom, com jogadores de qualidade e isso fez diferença nas duas competições”, opina o treinador. 

Na final contra o Caxias, o Marinheiro foi a campo com Marcelo Vacaria; Arlan, Rogério Prateat, Alex e Fábio júnior; Benson, Fabrício, Claudemir e Felipe Oliveira (Barbieri); Luís Ricardo e Waldison.

O Jogos Perdidos acompanhou a decisão e fez uma grande matéria, com Orlando Lacanna, que você pode conferir aqui.

A passagem relâmpago de Giovanni pelo Sport

Por Lucas Paes

Giovanni não ficou nem um mês completo no Sport Recife

O meia Giovanni, que neste 4 de fevereiro completa 42 anos, ganhou destaque na carreira pela idolatria que carrega nas torcidas de Santos e Olympiakos, dois clubes onde o paraense fez história, além de uma importante passagem pelo Barcelona. Em 2007, porém, ele viveu um dos episódios mais bizarros e curiosos de sua carreira. Depois de deixar o Santos no ano anterior e passar por Al Hilal e Ethinikos, o jogador chegou ao Sport.

A contratação de Giovanni pelo Rubro Negro aconteceu por indicação do treinador Alexandre Gallo, que tinha amizade com o meio campista devido a época que jogaram juntos no Santos, mais precisamente em 1995. Além disso, Gallo chegou a ser treinador do atleta no próprio Peixe, dez anos depois. A aquisição foi oficializada pelo Leão no dia 13 de Abril e 48 horas depois ele foi apresentado. Porém, um fato ocorrido do outro lado do Brasil acabaria afetando a estadia de G10 em Recife.

Enquanto isso, Abel Braga, treinador que fez história no Inter com o título da Libertadores e do Mundial, estava acertando com o Mônaco. No dia 24 daquele mês, Abelão pediu demissão do Colorado para assumir o comando da equipe francesa. Em poucos dias, o Internacional agiu rápido e acabou por tirar Alexandre Gallo do Sport. 

Gallo em sua época de treinador do Sport

Em pouquíssimo tempo já surgiram boatos da possível saída de Giovanni. O fato se concretizou no dia 26: após pouco mais de uma semana na Ilha do Retiro, ele telefonou para a diretoria do Sport e pediu para ser feita a rescisão, que o próprio jogador pagaria. Ele acabou deixando o clube sem sequer estrear com a camisa rubro-negra. O fato, porém não foi grande surpresa para os dirigentes, que sabiam que G10 só havia ido ao clube devido a grande amizade com Gallo.

Depois de deixar o Leão, o paraense foi ao Mogi Mirim, atendendo a pedido do amigo Rivaldo, de onde sairia depois para voltar ao Santos, último clube onde jogou antes de se aposentar, terminando a carreira de maneira polêmica devido a um problema com Dorival Júnior. Já o Sport ficou em 14º naquele Brasileirão, fazendo história no primeiro semestre do ano seguinte, quando conquistou a Copa do Brasil.

Os quatro Campeonatos Uruguaios conquistados pelo Danubio

Por Mateus Dannibale

O Danubio conquistou o Campeonato Uruguaio em quatro oportunidades

Apesar dos maiores times uruguaios serem Peñarol e Nacional, sempre há aqueles clubes que às vezes surgem para atrapalhar de certa forma os times de maior expressão. É o caso do Danubio, agremiação da cidade de Montevidéu fundado em primeiro de março de 1932, e que briga com o Defensor para ser o terceiro maior do país. A equipe do Jardines del Hipodromo possuí quatro títulos da primeira divisão do Campeonato Uruguaio, sendo eles nos anos de 1988, 2004 e nas temporadas 2006/2007 e 2013/2014.

1988

A equipe campeã em 1988, o primeiro título do Danubio

Em 1988, a primeira vez que o Danubio foi campeão da primeira divisão, o campeonato era dividido em dois turnos. A equipe terminou o campeonato com 40 pontos em 24 jogos, sendo 18 vitórias, quatro empates e duas derrotas, com o melhor ataque da competição, marcando 52 gols ao final do torneio. Aliás, vale ressaltar que entre 1987 e 1991, nem Peñarol e nem Nacional foram campeões uruguaios

Em 12 de junho, o Danubio começou a escrever, o que acabaria por ser a página mais gloriosa de sua história inigualável. Ganhar o Campeonato Uruguaio de ponta a ponta, algo que não fez desde sua estréia em 1948, o maior número de pontos, a maioria de vitórias, o caçula de derrotas, os meninos daquele ano fizeram excelente campanha. No dia 27 de novembro foi quando soltaram o grito de campeão um dia que todos aguardavam ansiosamente.

O elenco daquele ano histórico foi: Eber Moas, Daniel Sánches, Fernando Kanapkis, Ruben Da Silva, Nelson Cabrera , Gustavo Dalto , Ruben Pereira, Javier Zeoli, Edison Suárez , Juan Goñez , Edgar Borges, Luis Da Luz, Adrián Viera (16), Richard Rodríguez Fernando Baleato , Hugo Baldenegro , Carlos Rodríguez, Alberto Bombacci , Daniel Pérez , Leonel Bozzano, Sergio Cabral Oscar Corrales e Angel Vidal.

2004

Em 2004, o Danubio bateu o Nacional na decisão

O Danubio voltou a ser campeão no ano de 2004, conquistando o seu segundo título uruguaio da história neste ano após vencer o Nacional. O torneio era composto por dezoito equipes, que após o primeiro turno apenas as 10 primeiras colocadas seguiam na competição. No campeonato, o time jogou 27 partidas, ganhou 18, empatou sete e perdeu dois, marcando 40 gols. Ignacio Risso foi o goleador com 10 gols. Já Jadson Viera foi o único que jogou absolutamente todos os jogos.

O elenco campeão daquele ano foi composto por: Luis Barbat, Luciano Cafu "Barbosa, Jadson Viera, Guillermo Rodríguez, Ribair Rodríguez, Omar Pouso (Capitão), Walter Gargano, Pablo Lima, Ignacio González, Juan M. Oliveira e Walter Guglielmone. Alternaram: Jorge Curbelo, Jorge Anchén, Damián Álvarez, Diego Rariz, Carlos Grosnile, Gonzalo Gutiérrez e Juan M. Salgueiro. Substitutos: Michel Etulain, Walt Báez, Damián Malrrechauffe e Ruben Da Silva.

2006/2007

Na temporada 2006/2007, o Danubio venceu os dois turnos

Dois anos depois veio o terceiro campeonato na temporada 2006/2007. O Campeonato começou em agosto de 2006, terminando em maio de 2007 e o Danubio, dirigido por Gustavo Matosas foi bem. Venceu o Apertura de 2006 com 34 pontos em 15 jogos, vencendo 11, empatando uma e perdendo três.

No Clausura, a vitória foi mais complicada. O time do Jardines Del Hipodromo empatou em 32 pontos com o Peñarol e a decisão foi para um jogo extra, realizado no dia 17 de maio. Depois de 1 a 1 no tempo normal, o Danubio venceu o Carbonero por 3 a 2 nas penalidades, vencendo o Clausura e, consequentemente, o Campeonato Uruguaio da temporada.

O elenco era composto por: Nestor Esteban Conde Quintana, Jadson Vieira Castro, Sérgio Gonzales, Sérgio Damían, Leonardo Abelenda, Marcel Róman, Enzo Scorza, Iganacio María Gonzáles, Jorge Adrían Garcia, Willians Peralta, Himilton Ricard Cuesta, Jeffrey Díaz e Daley Yesid Mena.

2013/2014

Em 2014, o Danubio reverteu a vantagem do Wanderers

Após sete anos, o Danubio voltou a conquistar o título nacional na temporada 2013/2014, o quarto de sua história. A equipe venceu o Apertura 2013, chegando na última rodada com 29 pontos, um atrás de River Plate e Nacional. Os rivais não venceram e o Danubio, que bateu Sud America, conquistou o primeiro turno.

Porém, na decisão, a equipe encarou o Wanderers, campeão do Clausura e melhor campanha na soma dos dois torneios. Se os Boêmios vencessem o primeiro jogo, já conquistariam o título, mas o Danubio fez 3 a 0 e provocou mais duas partidas. Na primeira, 0 a 0. Na segunda, um 2 a 2 e o Campeonato Uruguaio foi decidido nos pênaltis, onde a equipe do Jardines del Hipodromo venceu por 3 a 2 e conquistou a taça.

O elenco era formado por. Salvador Ichazo; Matías De los Santos, Emiliano Velázquez e Federico Ricca; Camilo Mayada, Fabricio Formiliano, Gonzalo Porras, Leandro Sosa e Juan Ignacio González, Diego Martiñones e Bruno Fornaroli. O técnico era Leonardo Ramos.

10 anos da Seleção Feminina de ouro no Pan de 2007

Com a medalha no peito, cantando o Hino Nacional Brasileiro: ouro mais do que justo

Em 2007, o Rio de Janeiro sediou os Jogos Pan-Americanos e uma das modalidades em destaque era o Futebol Feminino. A Seleção Brasileira vinha com força máxima, inclusive os grandes destaques, como Marta, Cristiane e Formigo, defendia o título (tinha ganho o ouro quatro anos antes, em Santo Domingo) e ainda vinha de um vice-campeonato olímpico em 2004.

O Brasil caiu no Grupo A da competição, ao lado de Canadá, Jamaica, Equador e Uruguai. A estreia, no dia 12 de julho, antes da abertura do evento, no Engenhão, foi um passeio das brasileiras: 4 a 0 em cima da Celeste, com dois de Daniela Alves, um de Cristiane e outro de Rosana. Na segunda rodada, ainda no Engenhão, 5 a 0 na Jamaica, com dois da experiente Kátia Cilene, mais Daniela Alves, Marta e Cristiane completando o marcador (os dois últimos de pênalti).

Daniela Alves foi importante na campanha
(foto: Flávio Florido / UOL)

No terceiro jogo, o grande ápice: 10 a 0 no Equador, também no Engenhão! Cristiane, com seu faro de gol apurado, balançou as redes quatro vezes. Marta também fez quatro. Pretinha e Daniela Alves completaram o marcador. No último jogo da primeira fase, estreando no Maracanã, esperava-se uma dificuldade maior, já que o Canadá sempre monta fortes equipes. Porém, ao fim da partida o placar apontou 7 a 0 para o Brasil, com um show de Marta, que marcou cinco vezes. Rosana e Daniela Alves também balançaram as redes, colocando a Seleção como primeira do Grupo A.

Na semifinal, o adversário era o México, que também veio ao Rio de Janeiro com uma equipe forte. Foi o jogo mais difícil de todo o torneio e o Brasil teve dificuldades para passar pela retranca das mexicanas. Porém, aos 15' do segundo tempo, Rosana marcou o primeiro gol, fazendo o Maracanã explodir de alegria. Seis minutos depois, novamente Rosana, deu números finais à partida: 2 a 0 e o Brasil estava na final.

O adversário na decisão era os Estados Unidos, que passou em primeiro do Grupo B (mesmo sendo derrotado pelo México na última rodada) e passou pelo Canadá na semifinal. Era um jogo difícil, mesmo que as norte-americanas não tinham vindo com sua equipe principal. O Maracanã lotou para ver a equipe dirigida por Jorge Barcellos na decisão.

Seleção Brasileira subindo ao pódio
(foto: Flávio Florido / UOL)

Empurrada pela torcida, o Brasil foi para a pressão e abriu o marcador aos 18 minutos, com Marta, em cobrança de pênalti. O time canarinho continuou em cima dos Estados Unidos e Cristiane, aos 28', fez o segundo. E o Brasil foi para o intervalo com uma boa vantagem.

No segundo tempo, as brasileiras continuaram na pressão e foram marcando mais. Aos 3 minutos, Cristiane foi novamente às redes, marcando o terceiro. Aos 20', mais um pênalti para o Brasil e Marta cobrou com precisão, fazendo o quarto. Mas tinha tempo para mais um: Daniela Alves fechou o marcador aos 30': Brasil 5 a 0 e grande festa no Maracanã.

A cerimônia de premiação foi linda! Marta ganhou asas cenográficas e comemorou o título com ela. Na hora de receber a medalha de ouro, as jogadoras se emocionaram e no hino, a felicidade estava estampada no rosto das atletas. Depois, a festa foi genial! Passados 10 anos, ninguém esquece aquele 26 de julho!

Seleções de Estados Unidos, Brasil e Canadá com suas respectivas medalhas

Ficha Técnica
BRASIL 5 X 0 ESTADOS UNIDOS

Data: 26 de julho de 2007
Local: Maracanã - Rio de Janeiro-RJ
Árbitro: Fernando Cabrera (URU)
Auxiliares: Carlos Pastorino (URU) e Marvin Ramirez (CRC)

Cartão amarelo
Estados Unidos: Taylor

Gols
Brasil: Marta, aos 18', e Cristiane, aos 28' do primeiro tempo. Cristiane (BRA), aos 3', Marta, aos 20', e Daniela Alves (BRA), aos 30' do segundo tempo

Brasil: Andréia Suntaque; Aline, Renata Costa e Tânia Maranhão; Elaine, Daniela Alves, Formiga, Marta e Rosana (Kátia Cilene); Cristiane (Pretinha) e Maycon - Técnico: Jorge Barcellos

Estados Unidos: Naeher; Taylor, Fountain, Marshall e Wilmoth (Enyeart); Heath, Wright, Edwards e Nogueira; Cheney e O'Hara - Técnica: Jillian Jones

Nacional – Em 2007, a última vez na Série A-2

Por Lucas Paes
Fotos: Fernando Martinez / Jogos Perdidos

A equipe do Nacional AC em 2007: a última vez na A-2

Tradicional clube da Água Branca, em São Paulo, o Nacional garantiu recentemente o acesso para a Série A-2 do Campeonato Paulista, ao vencer o Olímpia, nos pênaltis, em pleno estádio Tereza Breda. O Naça volta a jogar a divisão depois de 10 anos, quando foi rebaixado na edição de 2007.

A última participação do time da Barra Funda na A-2 não foi das mais destacáveis. O time acabou rebaixado, terminando na 18º posição, com 18 pontos ganhos. Era a oitava participação seguida do time naquela divisão, depois de subir em 2000, com o vice-campeonato da A-3, tendo sido derrotado pelo Olímpia na final. 

Naquela campanha, o artilheiro do time foi Adi, com 6 gols, exatamente a metade do artilheiro da competição. O Nacional venceu quatro partidas, sendo a vitória de maior destaque uma goleada por 5 a 1 pra cima do Rio Preto, logo na primeira rodada. Foram seis empates e nove derrotas, condenando o time à 18ª colocação e à consequente queda de divisão.

Goleada sobre o Rio Preto na estreia: 5 a 1

Nos anos de A-2, as campanhas de maior destaque foram o quinto lugar em 2003 e a chegada na fase final de 2004. O time foi decaindo até o rebaixamento em 2007. Em 2008, chegou na fase final da A-3, buscando a classificação, até que perdeu pontos por uma escalação irregular. No ano seguinte, ainda fragilizado pelos problemas do ano anterior, o time caiu para a Quarta Divisão.

A saída da pior fase da história do centenário clube da capital paulista veio só em 2014, porém, veio em grande estilo, com titulo conquistado em cima do Atibaia e artilharia de Sócrates. Desde então, a equipe da Capital Paulista tentava o acesso, conquistado no último fim de semana.

Confira a campanha do Nacional na Série A-2 de 2007:

Nacional 5-1 Rio Preto
Mogi Mirim 1-1 Nacional
Nacional 2-2 Comercial
Nacional 1-1 Portuguesa/San
Taquaritinga 1-0 Nacional
Guarani 2-0 Nacional
Nacional 1-1 Bandeirante
Nacional 2-4 Mirassol
São José 1-0 Nacional
Osvaldo Cruz 4-1 Nacional
Nacional 1-4 Taubaté
Palmeiras B 2-0 Nacional
Nacional 3-1 Botafogo
XV de Novembro 1-2 Nacional
Nacional 4-2 Internacional
Portuguesa 5-2 Nacional
Atlético Sorocaba 2-2 Nacional
Nacional 0-2 União São João
Oeste 1-1 Nacional

Total: 19 jogos, 4 vitórias, 6 empates e 9 derrotas, 28 gols a favor e 38 contra, 18 pontos

Os títulos de campeão catarinense da Chapecoense

Os campeões catarinenses de 1977. Em pé: Bico Fino, Décio, Carlos Alberto, Janga, Cosme, Luiz Carlos, Zé Carlos e o roupeiro Juarez. Agachados: Wilsinho, Jorge, Valdir, Sergio Santos e Eluzardo.

Nesta semana, uma tragédia atingiu a Chapecoense, com o acidente do avião que levava a delegação da equipe para Medellin, na Colômbia, onde iriam fazer o primeiro jogo da final Copa Sul-Americana, contra o Atlético Nacional. Apenas três atletas escaparam vivos da tragédia e o mundo inteiro, principalmente colombianos e brasileiros, foi solidário e prestou homenagens para as vítimas (que também envolveu dirigentes, jornalistas e tripulantes do avião) e para o clube.

Com tudo isto, O Curioso do Futebol também resolveu prestar sua homenagem ao Verdão do Oeste. Vamos recordar os cinco títulos de campeão catarinense da agremiação (1977, 1996, 2007, 2011 e 2016), que até então são os mais importantes da história do clube (é claro que se a Chape for declarada campeã da Copa Sul-Americana, o que deve acontecer segundo as mais diferenciadas informações, e que será uma grande homenagem, o time terá uma conquista internacional). Vamos lá!

1977


A Chape saudando o torcedor na finalíssima

Em um campeonato longo, que começou em março e foi terminar em outubro, passando por quatro fases, a Chapecoense conseguiu o seu primeiro título catarinense, quatro anos depois de sua fundação, após incríveis 46 jogos. A conquista veio após uma vitória por 1 a 0 no jogo desempate contra o Avaí, no antigo Estádio Índio Condá, em Chapecó, em 30 de outubro. Foram 26 vitórias, 12 empates e oito derrotas.

1996


A equipe com as faixas de campeão de 1996

O segundo título do Verdão do Oeste só veio 19 anos depois da primeira conquista e também acabou sendo longo, mas por causa de problemas com o tapetão. O Joinville foi recebido em Chapecó com um foguetório noturno, não conseguindo descansar para o jogo marcado para o dia 13 de Julho e acabou não aparecendo no campo. A arbitragem até deu WO para a Chape, mas depois a partida foi remarcada para o dia 18 de dezembro?!?!?!?! O Índio Condá viu mais uma vez a equipe da casa ser campeã com uma vitória por 1 a 0 no tempo normal, com Marquito, e chegou aos 2 a 0 na prorrogação, com Gilmar Fontana, e ficou com a taça.

2007


A Chapecoense venceu o título 11 anos depois

A primeira metade da década de 2000 foi, economicamente falando, muito ruim para a Chapecoense, marcando com a falência do principal patrocinador e empresa da cidade, o Frigorífico Chapecó. A diretoria do clube se reestruturou para que o clube voltasse a ser forte no estado e galgasse as divisões nacionais. A Chapecoense foi brigando com o Criciúma a competição de 2007 inteira pela ponta da tabela e as duas equipes foram para a decisão. Depois de uma vitória por 1 a 0, no Índio Condá, o Verdão do Oeste arrancou um empate em 2 a 2, no dia 6 de Maio, no Heriberto Hulse, em Criciúma, e ficou com seu terceiro título estadual.

2011


A festa dos campeões de 2011

Foi o início da arrancada. Terceira colocada do Brasileirão da Série D em 2009, a Chapecoense começou a se estruturar e aparecer como uma grande força do futebol catarinense. A equipe chegou às final do estadual com a melhor campanha, vencendo o segundo turno e encarando o Criciúma, campeão do primeiro. No primeiro jogo, fora de casa, derrota por 1 a 0. Porém, a Chape tinha a vantagem de jogar por dois resultados iguais e a vitória por 1 a 0 no Índio Condá, no dia 15 de Maio, deu o título ao Verdão do Oeste. Depois disso, a Chapecoense emendou acessos em 2012 e 2013, chegando na elite do Campeonato Brasileiro em 2014.

2016


Um time eterno!

Uma equipe eterna!!! O primeiro turno foi quase perfeito e a equipe venceu invicta, já se garantindo na final. Na decisão, o rival foi o Joinville, campeão do segundo turno. A Chapecoense mostrou estar com uma equipe melhor e venceu o adversário fora de casa, com gol de Ananias. No segundo jogo, no Estádio Índio Condá, Diego Felipe até colocou o Joinville em vantagem, mas Bruno Rangel empatou e fez com que a torcida gritasse "É campeão!" mais uma vez. Este time abrilhantaria o nome da Chape não só no Brasil, como em toda o continente, ficando entre os 10 primeiros no Campeonato Nacional, chegando à final da Copa Sul-Americana e agora estando eternamente no coração de todos os fãs de futebol. Obrigado, Chapecoense!
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