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7 a 0! Brasil estreia na Copa do Mundo Sub-17 goleando Honduras

Foto: divulgação / Fifa.com

Comemoração em um dos gols brasileiros

Estreia do Brasil com goleada na Copa do Mundo Sub-17. Nesta terça-feira, dia 4, no campo 3 do Aspire Zona, em estão sendo todos os jogos do torneio, em Al Rayyan, no Catar, a Seleção Brasileiro começou bem a competição fazendo 7 a 0 em Honduras.

Os 20 primeiros minutos de partida do Brasil no jogo foram avassaladores. Honduras praticamente não viu a cor da bola e assistiu a Canarinho abrir o marcador aos 9 minutos, com Ruan Pablo. O ritmo seguiu e aos 15' veio o segundo, com Dell.

A movimentação brasileira seguia forte e o terceiro foi marcado aos 19 minutos, com Felipe Morais. Depois, o time Canarinho diminuiu o volume, mas Honduras não conseguia reagir. Nos acréscimos, mais precisamente aos 49', veio o quarto, com Dell fazendo o segundo dele no jogo. Fim de primeiro tempo e 4 a 0 para o Brasil.

Mesmo em um ritmo mais lento, o Brasil seguiu dominando no segundo tempo e aos 14' saiu o quinto gol, com o zagueiro Vitão, de cabeça. A Canarinho seguiu melhor e aos 29' veio o sexto, com Ângelo, em chute cruzado. Final de jogo e 6 a 0 para o Brasil.


O Brasil dominava, sofria pouquíssimos sustos e controlava a partida, tocando a bola. Aos 45', saiu o sétimo gol, com Gabriel Mec, após bela troca de passes. Assim, a partida terminou com o placar de 7 a 0 para o Brasil em Al Rayyaan.

As duas seleções voltam a campo na próxima sexta-feira, às 14h45, com os jogos sendo realizados no Aspire Zone, em Al Rayyan, no Catar. No Campo 7 do centro, o Brasil encara a Indonésia. Já no Campo 9, Honduras tem pela frente a Zâmbia.

Brasil vence Honduras e chega na semi do futebol masculino do Pan com 100% de aproveitamento

Foto: Lesley Ribeiro / CBF

Jogo foi no Estádio Sausalito, em Viña del Mar

A Seleção Brasileira ratificou o primeiro lugar do Grupo B dos Jogos Pan-Americanos Santiago 2023 e chega na semifinal com 100% de aproveitamento. Neste domingo, dia 29, no Estádio Sausalito, em Viña del Mar, a Canarinho ganhou por 3 a 0 de Honduras, com todos os gols saindo no segundo tempo.

O Brasil foi bem nas duas primeiras partidas, vencendo Estados Unidos, por 1 a 0, e Colômbia, por 2 a 0, e entrou em campo já garantido na semifinal. Já Honduras perdeu os dois jogos (2 a 0 para os colombianos e 2 a 1 para os norte-americanos) e não tinha mais chance de avançar.

Superior tecnicamente, o Brasil foi melhor nos 15 primeiros minutos de jogo. Porém, até por estar classificado, o time 'tirou o pé' e chegou a levar sufoco de Honduras em vários momentos da etapa inicial da partida. Assim, o primeiro tempo terminou com o placar de 0 a 0.

Na segunda etapa, a Seleção Brasileira voltou com outra postura e foi para cima e fez o marcador. Aos 5 minutos, Ronaldo fez o primeiro da Canarinho. Já aos 9', Gustavo Martins, em jogada aérea, conferiu e marcou o segundo.

A Seleção Brasileira continuou dominando as ações, pressionando Honduras, que não conseguia reagir, e fez o terceiro aos 34 minutos, com Thauan, em chute cruzado. Depois, o time canarinho só controlou as ações e garantiu o triunfo por 3 a 0.


Com o resultado, o Brasil ficou com a primeira colocação do Grupo B do torneio de futebol masculino dos Jogos Pan-Americanos Santiago 2023 e vai encarar o México na semifinal, segundo do Grupo A. O jogo será na quarta-feira, dia 1º, às 17 horas, no Estádio Elias Figueroa, em Valparaíso.

Alemanha abandona o campo em amistoso com Honduras após caso de racismo

Com informações da Agência Estado
Foto: divulgação

Seleção Alemã se prepara para a Olímpiada

Mais um triste episódio de racismo abalou o futebol mundial, agora nas categorias de base e em preparação para os Jogos Olímpicos de Tóquio. Restavam três minutos para o fim do amistoso contra Honduras, quando a seleção olímpica alemã abandonou o campo, em Wakayama, no Japão, neste sábado, alegando insultos raciais contra seu zagueiro, Jordan Torunarigha.

O defensor teria sido ofendido por um hondurenho em campo, já que o jogo era disputado com portões fechados. O confronto estava 1 a 1 e o defensor ficou bastante irritado com o que ouviu. A seleção, então, optou por se solidarizar com um de seus atletas e não terminar o amistoso. Ainda fez questão de noticiar o ocorrido em suas redes sociais, acusando o oponente de desrespeito racial.

“Quando um de nossos jogadores é abusado racialmente, continuar jogando não é uma opção”, disse o técnico Stefan Kuntz. Enquanto o grupo prestou solidariedade ao zagueiro, ele não escondia sua decepção e deixou o campo irritado, bastante triste, e com uma toalha azul tapando o rosto, envergonhado.

Primeira adversária do Brasil na Olimpíada, a Alemanha fazia seu último amistoso antes da estreia marcada para quinta-feira, às 8h30 (de Brasilia), em Yokohama. Apesar de todo o descontentamento com o ocorrido, os alemães viram os hondurenhos tratarem o caso como um “mal-entendido.”


Também pelas redes sociais, a federação adversária negou a acusação de racismo dos alemães. “A partida terminou aos 87 minutos por abandono devido ao fato de um jogador alemão ter alegado um suposto insulto racista por parte de um integrante da seleção hondurenha. A @FenafuthOrg expressa que a situação passa por um mal-entendido dentro de campo”, se defendeu Honduras.

Honduras e México são as últimas classificadas para o Futebol Olímpico masculino

Com informações da Agência Estado
Foto: reprodução

Jogadores do México celebram a classificação

As seleções de Honduras e México ficaram com as duas últimas vagas do futebol masculino na Olimpíada de Tóquio, remarcada para este ano. O time hondurenho surpreendeu na madrugada deste domingo ao vencer os Estados Unidos e selar sua classificação olímpica. Já o México superou o Canadá.

As duas semifinais do Pré-Olímpico da Concacaf foram disputados no estádio Jalisco, em Guadalajara, no México. O título da competição será decidido entre hondurenhos e mexicanos na terça-feira, no estádio Estadio Akron, em Zapopan. Mas as duas equipes já estão garantidas nos Jogos Olímpicos.

A seleção de Honduras venceu os EUA por 2 a 1, após abrir 2 a 0 no placar, com gols de Juan Carlos Obregon e Luis Palma. Jackson Yueill marcou o único gol dos americanos. Com a eliminação, o time dos EUA perderá uma edição da Olimpíada pela terceira vez consecutiva - não disputa a competição desde os Jogos de Pequim-2008.

Já Honduras vai disputar a Olimpíada pela quarta edição seguida. No Rio-2016, foi até as semifinais, quando foi goleada por 6 a 0 pela seleção brasileira, que veio a conquistar a medalha de ouro, e perdeu o bronze para a Nigéria.

Mais cedo, o time mexicano derrotou o canadense por 2 a 0, com gols de Uriel Antuna e Johan Vasquez. Assim, México e Honduras vão representar a América do Norte, Central e o Caribe na Olimpíada, no fim de julho. O Pré-Olímpico da Concacaf estava agendado inicialmente para março de 2020, mas acabou adiado em razão da pandemia.


As 16 classificadas - Além de México e Honduras, estão classificados para o torneio de futebol masculino dos Jogos Olímpicos de Tóquio o Japão (país sede), Alemanha, Espanha, França, Romênia, Nova Zelândia, Egito, Costa do Marfim, África do Sul, Coreia do Sul, Arábia Saudita, Austrália, Argentina e Brasil (atual campeão).

Brasil 0 x 2 Honduras - O que aconteceu com quem jogou

Por Lucas Paes
Foto: Antonio Scorza/AFP

Jogadores de Honduras celebram gol diante do Brasil

Há exatos 19 anos, em 23 de julho de 2001, o Brasil passaria por um dos maiores vexames sofridos pelos canarinhos na Copa América. Ainda no início dele, Felipão teve seu trabalho já questionado com uma derrota por 2 a 0 para Honduras, em Manizares, na Colômbia, que eliminou os brasucas da competição nas quartas de final. Alguns jogadores permaneceram no grupo de Felipão e outros acabaram tendo sua carreira na seleção mais abreviada por aquele dia.

Marcos: o goleiro que na época jogava no Palmeiras e seguiria no Verdão até o fim da carreira foi um dos que manteve-se no grupo de Scolari. Marcos foi um dos grandes destaques do quinto título mundial do Brasil em 2002. Ídolo absoluto da torcida palmeirense, permaneceu no clube até 2012, quando se aposentou. Na Seleção Brasileira, ainda ganhou a Copa das Confederações de 2005, como reserva de Dida.

Juan: o na época ainda muito jovem zagueiro do Flamengo acabou não indo a Copa de 2002. Porém, Juan se firmou como titular da Seleção Brasileira nos anos seguintes e jogou as Copas de 2006 e 2010, foi também campeão da Copa América de 2007 e da Copa das Confederações também duas vezes, em 2005 e 2009. Além do Flamengo, ainda jogou por Bayer Leverkusen, Roma e Internacional de Porto Alegre, numa carreira consolidada.

Luisão: outro que teria carreira muito consolidada, Luisão acabou não indo a Copa do Mundo de 2002, mas se firmou na Seleção Brasileira nos anos seguintes e acabou por ganhar a Copa América de 2004  e duas vezes a Copa das Confederações (2005 e 2009). Jogou a Copa do Mundo de 2006 e esteve no grupo de 2010. Por clubes, jogou por Juventus da Mooca, Cruzeiro e Benfica, onde é um dos maiores ídolos da história do clube.

Cris: companheiro de Luisão no Cruzeiro em 2001, Cris foi campeão da Copa América de 2004 pela Seleção Canarinho e esteve no grupo da Copa do Mundo de 2006. Acabou não sendo convocado por Felipão para 2002. Além do Cruzeiro, jogou ainda por Corinthians, Bayer Leverkusen, Lyon, onde é ídolo, Galatasaray, Vasco e Grêmio

Belletti: o hoje comentarista e na época atleta do São Paulo se manteve convocado por Felipão e jogou a Copa do Mundo de 2002. Curiosamente não teve mais nenhuma conquista com a amarelinha depois do Mundial. Por clubes, atuou ainda por Cruzeiro, Atlético Mineiro, Villareal, Barcelona, onde fez o gol do título europeu de 2006, Chelsea e Barcelona. 

Emerson: atleta da Roma na época, foi convocado inicialmente para a Copa do Mundo em 2002, acabou cortado por lesão. Já experiente em 2001, seria inicialmente o capitão no ano seguinte. Ainda foi campeão da Copa América de 2005 pela Amarelinha, onde também havia conquistado a Copa América de 1999. Jogou o mundial de 2006. Por clubes atuou ainda por Grêmio, Bayer Leverkusen, Juventus, Real Madrid, Milan, Santos e Miami Dade. 

Eduardo Costa: revelação gremista na época, o meio-campista não jogaria a Copa do Mundo de 2002 e na verdade deixaria de ter uma carreira pela seleção ainda muito cedo. Por clubes, atuou ainda por Bordeaux, Marseille, Espanyol, Grêmio, São Paulo, Mônaco, Vasco e Avaí. 

Alex: um dos craques brasileiros da meia-cancha, Alex é considerado por muitos como injustiçado pela não convocação para a Copa do Mundo de 2002. Nunca jogou uma Copa do Mundo pela Seleção Canarinho, o que é considerado por muitos uma enorme injustiça. Ganhou duas Copas Américas pela seleção principal. Por clubes, atuou por Coritiba, Cruzeiro, Palmeiras, Flamengo, Parma e Fenerbahçe, onde é praticamente uma entidade divina para a torcida.

Junior: lateral de grandíssima qualidade que também atuava de meia, ala e até ponta, Júnior não só foi convocado como fez gol na Copa do Mundo de 2002, curiosamente no único jogo que atuou. O baiano, que em 2001 era atleta do Parma, fez 22 jogos com a amarelinha. Atuou ainda por Vitória, Palmeiras, Siena, São Paulo, Atlético Mineiro e Goiás, sendo uma marca de sua qualidade o fato de ser imensamente respeitado por são-paulinos e palmeirenses, quiçá ídolo nos dois clubes.

Denílson: atleta do Bétis, Denílson já havia jogado a Copa do Mundo de 1998 e jogaria de novo em 2002, quando ficaria marcado pela histórica imagem de quatro turcos correndo atrás dele na semifinal. Jogou 61 jogos e fez 8 gols pelo Brasil. por clubes, ainda jogou por São Paulo, Flamengo, Bordeaux, Al-Nassr, Dallas, Palmeiras, Hai Pong e Kavala. 

Guilherme: bom atacante, Guilherme teve sua carreira na seleção abreviada pela enorme concorrência em sua época. Jogou seis jogos e fez um gol com a amarelinha. Por clubes, o na época jogador do Atlético Mineiro atuou ainda por Corinthians, Marília, São Paulo, Rayo Vallecano, Grêmio, Vasco, Cruzeiro, Al-Ittihad, Cruzeiro e Botafogo.


Juninho Pernambucano: na época a caminho de ir para o Lyon, Juninho acabou não convocado para 2002, mas se firmou depois na seleção e jogou a Copa do Mundo de 2006, além de conquistar a Copa das Confederações de 2005. Jogou ainda por Sport, Vasco, Lyon, ambos clubes , Al-Gharafa e New York Red Bulls. 

Juninho Paulista: ao contrário do "xará" pernambucano, o na época jogador do Vasco jogou a Copa do Mundo de 2002, seu segundo título pela Canarinho, já que havia ganho a Copa América de 1997. Atuou com a amarelinha até 2003. Além do Vasco, jogou por diversos clubes, sendo ídolo do Middlesbrough e tendo boas passagens por São Paulo, Ituano, Palmeiras e Atlético de Madrid.

Jardel: Um dos matadores da época, Jardel atuava pelo Galatasaray em 2001, mas jogaria no Sporting após a Copa América. Teve suas chances abreviadas na Seleção Brasileira pela enorme concorrência no período. Camisa 9 de grande qualidade, atuou por vários clubes, com destaque também para as passagens por Porto, Grêmio, Vasco e já mais velho no Flamengo do Piauí.

Guerra do Futebol - Quando o esporte gerou um conflito armado

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Em 1969, o futebol gerou um conflito entre Honduras e El Salvador

O futebol é um esporte que muitas vezes salva. O jogo bonito já parou guerras, já gerou trégua de natal no maior conflito da história da humanidade e sempre será um fio de esperança para uma criança em situação ruim, às vezes salvando vidas de famílias e comunidades inteiras. Mas, o esporte também pode ser cruel, seja nas brigas entre torcedores, nas tristes histórias de corrupção ou mesmo gerando guerras. Em 14 de julho de 1969, alguns dias após jogos entre Honduras e El Salvador, se iniciou um conflito entre os países conhecido como a "Guerra do Futebol".

Obviamente, as motivações da guerra não foram necessariamente os resultados dos duelos entre as duas seleções, eles foram apenas um pequeno catalisador. Os dois países viviam tensões econômicas e sociais já há algum tempo. No início da década de 1960, a população salvadorenha aumentou vertiginosamente, deixando o país sem muitas terras para trabalhadores camponeses. As manifestações dessa parcela da população eram frequentemente reprimidas com violência, o que gerou uma fuga em massa de camponeses para Honduras. O que foi bem visto por empresários dos EUA, donos de terras para produção de banana. A população de ambos os lados não tinha grande rivalidade, com ambos os lados próximos em costumes e na língua. Porém, as relações diplomáticas eram péssimas.

Tudo começa a piorar quando Honduras tem um golpe militar em meio à uma crise politica e econômica. Primeiro, em 1962, os hondurenhos aprovam uma lei que só permite a nativos possuirem terras produtivas. Quando o Coronal Osvaldo Arellano assumiu o poder, em um golpe de estado no ano de 1963, aumentam a crise econômica e a corrupção e o governo usa os salvadorenhos como bode expiatório, passando a assassinar e perseguir tal população através de braços armados, aumentando a temperatura na panela de pressão que se formava.

As tensões eclodiram em três partidas sequenciais que definiriam um classificado para a final das eliminatórias da CONCACAF para a Copa do Mundo de 1970. No dia 8 de junho, em Tegucigalpa, vitória hondurenha por 1 a 0. A torcida local não deixou os jogadores visitantes dormirem, se reunindo em frente ao hotel e jogando rojões, pedras, além de muita cantoria, rojões entre outras coisas. O cansaço da Seleção de El Salvador foi nítido e o gol veio só no finalzinho. No outro lado da fronteira, vendo o jogo pela TV e decepcionada, a estudante Amelia Bolaños, de apenas 18 anos, se matou com o revólver de seu pai.

Um dos jogos entre as duas equipes

Na segunda partida, no dia 15, em San Salvador, vitória dos salvadorenhos por 3 a 0. Nesse dia, houve um ódio absurdo aos visitantes, sejam torcedores ou jogadores, com inclusive um ataque ao hotel onde estava a delegação salvadorenha de forma muito mais violenta. Carros de torcedores visitantes foram queimados e um torcedor morto. A tensão era imensa e a torcida além de toda a vaia em cima dos salvadorenhos, fez questão de derrubar a bandeira do país, num jogo que tinha um clima de ódio muito maior que qualquer clássico do futebol

Na partida decisiva e ponto de ebulição do conflito, em 27 de junho, na Cidade do México, outra vitória para El Salvador, por 3 a 2, que definiu a classificação salvadorenha. Nesse dia, a futura sede do mundial fez um enorme esquema de segurança para evitar problemas nesse jogo, que acabou sendo mais pacífico, apesar da emoção do gol decisivo na prorrogação. Porém, os problemas na fronteira entre El Salvador e Honduras já eram não solucionáveis.

Então chegamos ao pós duelos pela classificação ao mundial de 1970. Em 14 de julho, menos de um mês depois do duelo decisivo na capital mexicana, com o rompimento de relações diplomáticas, a guerra acaba declarada. Um resultado claro dos problemas quase diários ocorrido na fronteira entre os dois países. O conflito envolve civis e militares e consegue ser extremamente curto, porém extremamente sangrento. Em quatro dias, tempo necessário para a Organização dos Estados Americanos negociar um cessar-fogo, foram 6 mil mortes, entre civis e militares, outros milhares de feridos e um prejuízo inimaginável em questão socioeconômica. Serviu de consolo para El Salvador a classificação para a Copa do Mundo, diante do Haiti.


Apesar do cessar-fogo quatro dia depois, um tratado de paz entre os dois países só foi assinado em 1980. Os resultados econômicos e sociais do conflito demoraram anos a serem melhorados e os resultados dessa guerra ainda podem ser vistos em ambos os lados. Fica na história o registro de uma vez onde o futebol foi catalisador de um conflito. Em 2019, 50 anos depois da guerra, o confronto entre El Salvador e Honduras na Copa Ouro foi até tranquilo. A surpreendente goleada hondurenha eliminou os rivais da competição, mas nas arquibancadas os torcedores conviviam em paz. Já as relações políticas entre os países seguem estremecidas, ainda que sequer serem próximas das que geraram um dia uma guerra.

Argentina goleia Honduras e ganha o Ouro do Futebol Masculino do Pan

Foto: divulgação AFA

A Argentina deslanchou no segundo tempo e goleou Honduras, conquistando o ouro

A Argentina é a dona da Medalha de Ouro do Torneio de Futebol Masculino dos Jogos Pan-Americanos Lima 2019. A conquista veio com uma goleada sobre Honduras, por 4 a 1, na noite deste sábado, dia 10, no Estádio San Marcos, na capital peruana. Este é o sétimo título argentino na história do torneio.

Para chegar à decisão a Argentina, na primeira fase, foi a segunda colocada do Grupo A, tem vencido o Equador (3 a 2) e Panamá (3 a 1) e perdido para o México (2 a 1). Na semifinal, a Argentina bateu o Uruguai por 3 a 0. Já Honduras também foi segundo colocado de seu grupo na primeira fase, o B, onde venceu a Jamaica (3 a 1), empatou com o Peru (2 a 2) e perdeu para o Uruguai (3 a 0). Na semifinal, Honduras bateu o México nos pênaltis, por 4 a 2, depois de empate em 1 a 1 no tempo normal.

O jogo começou com os argentinos dominando. O time hondurenho nem parecia que estava em uma decisão de medalha de ouro. A Albiceleste aproveitou e abriu o marcador aos 7 minutos, com Augustín Urzi. O gol deu mais ânimo aos argentinos. Porém, Honduras reagiu e passou a equilibrar as ações, pressionando em busca do empate. Os hondurenhos chegaram à igualdade aos 42', com Douglas Martinez. Assim, o primeiro tempo terminou com o placar de 1 a 1.

O segundo tempo ficou pegado, com muita catimba, e a arbitragem teve que intervir. Aos 13', a Argentina fez o segundo, com Carlos Valenzuela, em chute cruzado de dentro da área. Dois minutos depois, em vacilo da defesa hondurenha, a Albiceleste marcou o terceiro, com Lucas Necul. Os gols abateram os hondurenhos e a Argentina aproveitou para ampliar. Aos 19', Fausto Vera, de cabeça, fez o quarto. Depois, com Honduras abatida, a Albiceleste só controlou o jogo até o apito final. Medalha de Ouro para a Argentina!

Bronze - Na preliminar, México e Uruguai, seleções que fizeram a final da edição de 2015, com a Celeste sendo campeã, disputaram a medalha de bronze e os mexicanos levaram a melhor, vencendo por 1 a 0. O gol da vitória foi de Yrizar, aos seis minutos de partida.

Brasil 0 x 2 Honduras - Em 2001, um dos maiores vexames da Seleção

Foto: Getty Images

Hondurenhos comemoram com Júnior desolado: derrota nas quartas da Copa América

Apesar de ter uma das seleções mais vitoriosas do futebol, se não for a maior, o Brasil coleciona alguns fracassos e vexames ao longo de sua história. É claro que a derrota por 7 a 1 para a Alemanha em uma semifinal de Copa do Mundo jogando em casa é praticamente insuperável, mas alguns resultados anteriores à este colocaram em pauta muitas críticas, como a derrota por 2 a 0 para Honduras, no dia 23 de julho de 2001, pelas quartas da Copa América que foi realizada na Colômbia.

Para aquela competição, o técnico Luiz Felipe Scolari, que só tinha feito um jogo frente à Seleção (derrota por 1 a 0 para o Uruguai, pelas Eliminatórias), resolveu poupar alguns titulares do time que vinha entre altos e baixos e fez algumas experiências. Com jogadores como Roger, Guilherme, Jardel e Denilson (este voltando à Seleção), a delegação brasileira partiu para uma problemática Colômbia, que vivia às turras com problemas se segurança, e sem Mauro Silva, que não se apresentou com medo por causa dos problemas.

Na primeira fase, o Brasil esteve no Grupo B e estreou com derrota para o México, por 1 a 0, em Cáli, no dia 12 de julho. No dia 15, com gols de Guilherme e Denilson, o time canarinho vencia o Peru pelo placar de 2 a 0. Já 18 de julho, Alvarenga abriu o placar para o Paraguai, mas Alex, Beletti e Denilson fizeram os gols da virada brasileira, que se classificaria para as quartas como primeiro colocado da chave.

No mata-mata, o Brasil iria encarar Honduras, que pela primeira vez jogava uma Copa América. E o convite veio de forma inusitada, já que a Argentina desistiu da competição, alegando insegurança, e às vésperas do início do torneio, os hondurenhos aceitaram jogar e correram para montar a equipe, que foi a segunda colocada do Grupo C, perdendo para a Costa Rica, na estreia, por 1 a 0, e vencendo Bolívia, por 2 a 0, e Uruguai, por 1 a 0.

Emerson na disputa de bola

Com isto, no dia 23 de julho de 2001, no Estádio Palogrande, em Manizales, Brasil e Honduras faziam o último jogo das quartas da competição, já que México, Uruguai e Colômbia já tinham se garantido nas semifinais, eliminando, respectivamente, Chile, Costa Rica e Peru. Antes do jogo, nem o torcedor brasileiro mais pessimista imaginaria que seria uma noite de pesadelos para o time canarinho.

A seleção brasileira começou a partida jogando muito mal. Denílson, destaque da vitória sobre o Paraguai, começou o jogo como titular, mas passou todo o primeiro tempo apagado. O primeiro lance de perigo do Brasil aconteceu aos 3min, com Guilherme. O atacante do Atlético-MG caiu na área, mas o árbitro paraguaio Ubaldo Aquino mandou a jogada seguir. Aos 9min, o meia Alex chutou de longe e o goleiro Valladares se atrapalhou para fazer a defesa. Quatro minutos depois foi a fez de Denílson tentar o gol, mas a bola passou à esquerda do gol hondurenho.

Honduras só chegou com perigo ao gol brasileiro aos 27min. O meia León fez uma grande jogada e obrigou o goleiro Marcos a fazer uma boa defesa. Aos 30min, Denílson driblou um zagueiro hondurenho e concluiu mal. Na finalização, o jogador do Bétis chutou por sobre o gol. Aos 37min, Alex desperdiçou outra chance, após pegar um rebote na área.

No segundo tempo, Felipão tirou Luisão e Alex para colocar Juninho Pernambucano e Juninho Paulista. Com isso, mudou o esquema tático: 3-5-2 para o 4-4-2. Logo no primeiro minuto, a mudança pareceu dar resultado: Juninho Paulista fez ótima jogada e quase marcou o gol. Dois minutos depois, o mesmo Juninho chutou e o goleiro Valladares fez a defesa.

Aos 12min, Honduras chegou ao gol que abriu caminho para a classificação às semifinais. León fez boa jogada na direita e cruzou. Martinez se antecipou ao goleiro Marcos e tocou de cabeça. A bola bateu na trave e em Belletti antes de entrar. O gol desestabilizou completamente a seleção brasileira. Com isso, a seleção hondurenha passou a controlar o jogo. Aos 17min, os hondurenhos marcaram novamente. Entretanto, o trio de arbitragem decidiu anular o tento, indicando que a bola saiu no cruzamento para a área.

Reportagem da Rede Globo sobre a partida

O Brasil não conseguia chegar ao gol hondurenho e ainda corria risco nos contra-ataques. Aos 29min, Cris falhou e León quase marcou para Honduras. Nos últimos minutos, a seleção brasileira foi no desespero para o ataque, mas não conseguiu marcar. A maior chance aconteceu aos 40min, quando Guilherme, Jardel e Belletti perderam a oportunidade para colocar a bola dentro do gol. Com a equipe inteira no ataque, a seleção brasileira ficou vulnerável aos contra-golpes de Honduras. E, aos 48min, exatamente num contra-ataque, Martinez marcou o segundo gol hondurenho, selando a vitória da equipe.

Honduras perderia o jogo semifinal para a Colômbia, que seria a campeã do torneio, por 2 a 0, mas ainda ficaria com o terceiro lugar ao derrotar o Uruguai nas penalidades, após 2 a 2 no tempo normal. Já o Brasil voltou execrado, teve dificuldades para garantir sua vaga na Copa do Mundo de 2002, mas no ano seguinte, com alguns jogadores que estiveram naquela Copa América, conquistou o título mundial.

No último teste antes da Copa América, Brasil goleia Honduras

Foto: Lucas Figueiredo/CBF

Gabriel Jesus marcou dois dos sete gols brasileiros na partida

Neste domingo (9), a Seleção Brasileira disputou o último amistoso antes da Copa América e mostrou que está preparada para a estreia na competição continental. No Beira-Rio, o time comandado por Tite goleou Honduras por 7 a 0, com gols de Gabriel Jesus (duas vezes), Thiago Silva, Philippe Coutinho, David Neres, Roberto Firmino e Richarlison.

A Seleção Brasileira já começou a partida atacando. Logo no primeiro minuto, Gabriel Jesus recebeu passe de Arthur, driblou o goleiro e finalizou com uma bomba, que explodiu na defesa. Não demorou para a rede balançar. Aos cinco minutos, após ótima tabela entre Richarlison e Daniel Alves, o lateral cruzou para Gabriel Jesus cabecear e abrir o placar.

A jogada ainda foi analisada pelo VAR e confirmada logo depois. Aos 12, Philippe Coutinho cobrou escanteio, e Thiago Silva subiu para desviar de cabeça e fazer 2 a 0. Com mais posse de bola e criando boas chances, o Brasil marcou o terceiro aos 36, com Coutinho, de pênalti. O camisa 11, inclusive, teve atuação destacada na primeira etapa, com bom toque de bola, boa marcação e ainda acertando a trave duas vezes.

Com a boa vantagem construída no primeiro tempo, o técnico Tite promoveu as entradas de Éder Militão, Fernandinho e Roberto Firmino na volta do intervalo. E as mudanças surtiram efeito já no primeiro minuto, quando Fernandinho lançou para Richarlison, que ajeitou de cabeça para Gabriel Jesus marcar o quarto gol brasileiro.

Depois, aos dez, David Neres recebeu assistência de Filipe Luís, ganhou na corrida e finalizou com categoria para marcar seu primeiro gol com a camisa do Brasil, o quinto do time no amistoso. Dominando completamente as ações da partida, a Canarinho ainda marcou mais. Aos 19, Firmino ficou na cara do gol e tocou na saída do goleiro López para fazer 6 a 0. Pouco depois, aos 24, Everton avançou pela esquerda e cruzou para Richarlison empurrar para o fundo das redes e aumentar a goleada.

Após este último teste, o Brasil, que hoje jogou com Alisson, Daniel Alves, Marquinhos (Éder Militão), Thiago Silva (Miranda) e Filipe Luís; Casemiro (Fernandinho), Arthur (Alan) e Philippe Coutinho (Everton); Richarlison, David Neres e Gabriel Jesus (Roberto Firmino), sob o comando de Tite, estreia na Copa América na próxima sexta-feira (14), contra a Bolívia, às 21h30, no Morumbi. Pelo Grupo A da competição, a Canarinho ainda enfrenta Venezuela e Peru.

O Curioso do Futebol

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