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A passagem de Rivaldo pelo Deportivo La Coruña

Por Kauan Sousa
Foto: Arquivo

Rivaldo ficou apenas uma temporada no Deportivo La Coruña

O pentacampeão do mundo pela Seleção Brasileira Rivaldo completa 49 anos de idade neste dia 19 de Abril de 2021. O melhor jogador do Mundo em 1999, jogando pelo Barcelona, onde foi ídolo, também defendeu o Corinthians, Palmeiras, além do Deportivo La Coruña, entre 1996 e 1997.

Rivaldo foi um meio-campista com ótima visão de jogo, jogava com classe, além de ser um goleador e especialistas em fazer golaços. Nascido no estado de Pernambuco, Rivaldo começou sua carreira no Santa Cruz, com 12 anos nas categorias de base, já se destacando. Estreou como profissional em 1990 em uma derrota do Santa Cruz para o América, por 1 a 0.

Em 1992 participou da Copa São Paulo de futebol, se destacou e despertou o interesse do Mogi Mirim. Em 1993 foi emprestado ao Corinthians e com uma ótima atuação no Campeonato Brasileiro conquistou a bola de Prata da Revista Placar, naquele Brasileirão o meio campista marcou 11 gols. No fim do empréstimo o Corinthians não comprou o jogador, que foi vendido ao Palmeiras.

No Palmeiras foi decisivo na conquista do Campeonato Brasileiro com dois gols no primeiro jogo da final, vencida pelo Palmeiras por 3 a 1 e um gol no jogo de volta no empate entre 1 a 1. Na ocasião, Rivaldo marcou 14 gols no campeonato. Também no Palmeiras, em 1996 conquistou o Campeonato Paulista.

Após o título paulista em 1996 disputou as Olimpíadas já como jogador do Deportivo La Coruña. Chegou no time espanhol com a missão de substituir o brasileiro Bebeto. Após o sucesso no Brasil, Rivaldo chegou e brilhou no futebol espanhol. Em sua primeira temporada foi destaque do time que ficou na terceira colocação do Campeonato Espanhol, o Brasileiro marcou 21 gols em 41 jogos pelo Deportivo.

Com destaque em sua primeira temporada na Espanha, despertou o interesse do Barcelona e saiu “às escondidas” do Lá Coruña. Após marcar uma reunião de despedida para tentar amenizar as críticas, Rivaldo voltou atrás e pegou um voo para Barcelona de Madrugada. Sem se despedir dos companheiros de equipe, deixou o clube com os torcedores implorando para que ele ficasse com a frase “Não vá embora, você vai se arrepender como o Bebeto”.


No Barcelona continuou em alto nível e se destacando, até que em 1999 conquistou o prêmio de melhor jogador do mundo, no ano em que foi campeão espanhol, no centenário do time catalão. Em 2002 foi um dos principais jogadores na conquista do penta da seleção brasileira na Copa do Mundo. O camisa 10 fez uma dupla de sucesso com Ronaldo e recebeu o prêmio de quinto melhor jogador do Mundo.

Após a Copa do Mundo seu rendimento não foi mais o mesmo no Milan. Após passagem pelo time italiano ainda defendeu o Cruzeiro, São Paulo, São Caetano e alguns clubes da Grécia. Jogou também no Ubesquistão e Angola. Encerrou sua carreira no Mogi Mirim em 2015.

A passagem de Cesar Sampaio pelo Deportivo La Coruña

Por Ricardo Pilotto
Foto: divulgação Deportivo La Coruña

César Sampaio não ficou muito tempo no Deportivo La Coruña

Neste dia 31 de março de 2021, Carlos Cesar Sampaio Campos está completando 53 anos de idade. Além de jogar nos quatro grandes clubes do estado de São Paulo, o atleta também teve passagem pelo futebol espanhol, defendendo as cores do Deportivo La Coruña.

Após ser revelado no Santos, passar por Palmeiras - fazendo parte do elenco campeão da Libertadores de 1999 - e também jogar no futebol japonês, Cesar Sampaio chegava a Espanha para vestir a camisa do La Coruña na temporada 2000-2001. O clube o contratou com o objetivo de reforçar o seu elenco, já que na temporada anterior, os Herculinos haviam se classificado pela primeira vez para uma edição Liga dos Campeões da Europa.

Junto com Cesar Sampaio, o clube também adquiriu outras aquisições de Capdevila, Emerson, Molina, Duscher, Pandiani, Valerón e Tristán. Mas mesmo com a chegada de tantos reforços, o jogador brasileiro preencheu o espaço ocupado por Flávio Conceição, que acabou sendo vendido para o Real Madrid.

O volante foi entrando aos poucos dentro do time. Estreou com a camisa do La Coruña em uma partida contra o Panathinaikos pela UEFA Champions League. Nesta oportunidade, Cesar começou no banco de reservas e entrou durante a partida. Em uma vitória por 3 a 0 diante do Racing de Santander pelo campeonato espanhol, o cabeça de área entrou no lugar de Emerson. Nas 7 partidas seguintes, o atleta atuaria em jogos contra Real Madrid e Barcelona. A primeira vez que Cesar Sampaio jogaria uma partida inteira, foi em um empate em 0 a 0 com a Juventus.

Com o passar do tempo, o volante brasileiro conquistou a posição dentro do time e começou a jogar ao lado de Emerson ou de Mauro Silva, que revezavam bastante na titularidade. Até o final do ano de 2000, Cesar Sampaio jogaria metade do jogo diante do Hamburgo pela Liga dos Campeões, duas partidas do campeonato espanhol e uma pela Copa do Rey. O motivo da redução de partidas jogadas, foi por conta de uma lesão que o brasileiro teve no Tendão de Aquiles.


Já no início de 2001, a lesão se agravou ainda mais e Cesar teve que passar por uma cirurgia no mês de abril. Apesar do bom início em sua caminhada no futebol internacional, o final de sua passagem pelo Deportivo La Coruña foi melancólico. Depois do procedimento cirúrgico, o volante não voltaria a jogar pelo clube espanhol. Por não ter as mesmas condições de atuar da mesma maneira que conseguia antes da grave contusão, no mês de outubro, Cesar Sampaio e o clube chegaram a um acordo, e o atleta brasileiro rescindiu o seu contrato de forma amigável.

Antes de sua aposentadoria, além de jogar no Japão e na Indonésia, Cesar Sampaio ainda jogaria por outros dois grandes clube do estado de São Paulo. Assim que saiu da Espanha, o atleta foi para o Corinthians, e o São Paulo foi o último clube brasileiro defendido pelo volante.

O Botafogo e La Coruña: o dia em que o Alvinegro deixou de ser preto e branco

Por Diely Espíndola
Foto: Santiago Lyon / AP Photo

O Botafogo, com a camisa do Deportivo La Coruña, encarando a Juventus

O Botafogo tem um passado cheio de glórias, com algumas décadas que se destacam por terem sido marcadas por elencos incríveis e títulos históricos para a torcida do Glorioso. Uma dessas décadas foi a de 90, lembrada principalmente pelo título brasileiro em 1995. Mas a trajetória alvinegra naqueles tempos foi muito além das histórias mais conhecidas pelo público. 

Em 1996, o Botafogo estava sob todos os holofotes do futebol após vencer o Campeonato Brasileiro. Assim sendo, foi convidado para disputar diversas taças amistosas pelo mundo, as quais venceu todas. Após passar por países como Japão e Rússia, o Alvinegro desembarcava na Espanha para disputar a Taça Teresa Herrera. No entanto, o desenrolar da competição não saiu como o esperado, e as circunstâncias da disputa acabaram sendo tão marcantes quanto a conquista dela própria. 

Antes sequer da primeira partida, o Botafogo já se deparava com alguns imprevistos. A cota por partida para o Alvinegro era de R$50 mil valor cinco vezes menor que o valor pago à Juventus, por exemplo. Além disso, o clube ficou hospedado num hotel três estrelas, enquanto todas as outras delegações tiveram direito a se hospedar no hotel mais caro da região onde o torneio foi disputado.

Mas estes contratempos seriam pequenos diante do que ainda estaria por vir para o Botafogo: a impossibilidade de ser campeão carregando a Estrela Solitária no peito. 

Na primeira partida, o Botafogo eliminaria o anfitrião da competição, o La Coruña, vencendo por 2 a 1. O adversário do Glorioso na final seria então a Juventus, que passou pelo Ajax com a volumosa vitória por 6 a 0. Seria o duelo alvinegro na final, e foi justamente essa uma das causas da situação inusitada que chegaria para o Botafogo. 


Antes da partida, a Juventus solicitou ao Botafogo que o número de substituições permitidas no jogo pudesse passar de três para cinco. O Botafogo não aceitou a proposta, o que gerou um desentendimento entre as duas equipes. Enquanto isso, a Juventus tinha um direito garantido por ser o clube mais antigo entre os dois: o de escolher o uniforme a ser usado na partida. A Vecchia Signora escolheu seu uniforme principal, preto e branco. Como por regulamento os times não podem usar uniformes iguais, ou que sejam difíceis de distinguir, a Juventus acabou deixando ao Botafogo a única opção de usar seu uniforme secundário. E aqui começou a confusão. 

Há algumas versões diferentes sobre o porquê de o Botafogo não ter usado o tal uniforme. Alguns dizem que a delegação não levou uniformes além do principal. Outros dizem que o árbitro teria implicado com o fato das mangas serem listradas, e que apesar da camisa preta, seriam parecidas demais com a do oponente. 

Independente do motivo, fato é que o Botafogo não pode entrar em campo com seus uniformes para disputar a grande final. E voltar para casa não era uma opção para o aguerrido Alvinegro carioca. 

A salvação viria pelas mãos do La Coruña. O time galego emprestaria ao Botafogo seu uniforme principal, azul e branco, para que o Glorioso pudesse disputar a final sem mais delongas. E foi assim, que mesmo diante de imprevistos, de dificuldades, o Botafogo soube fazer frente à Juventus e se agigantou em campo.

Vídeo do Brisa Esportiva

A Juventus começou abrindo o placar, mas não demorou até que tomasse o empate. E assim foi até o fim da partida: o time italiano marcava, e o Botafogo igualava o placar. Até que já no fim da partida, com o Botafogo perdendo por 4 a 3, e ninguém mais esperando outro campeão além da Juventus, Túlio sofre pênalti, e ele mesmo cobra e mais uma vez deixa tudo igual entre os alvinegros. 

A partida foi para os pênaltis, e após grande atuação de Wagner, que pegou três pênaltis dos italianos, o Botafogo se sagrou o campeão da Taça Teresa Herrera. A Juventus não marcou sequer um gol na disputa dos pênaltis. 

E assim, sem pompa, sem favoritismo, o Botafogo mais uma vez dava uma aula de superação, garra, e mesmo sem vestir a pesada camisa Gloriosa, levava para casa uma das Taças mais emocionantes de sua história.

Em 1959, Santos FC conquistava o Troféu Teresa Herrera

Com informações do Centro de Memória e Estatística do Santos FC

O Troféu Teresa Herrera é um dos mais importantes da pré-temporada europeia

No dia 21 de junho de 1959, o Santos FC dirigido pelo técnico Luiz Alonso Perez, o Lula, conquistava o famoso Troféu Teresa Herrera ao vencer a equipe do Botafogo carioca pelo placar de 4 a 1 jogando no Estádio Riazor, em La Coruña, na Espanha com gols de Pepe (2), Pelé e Coutinho um gol cada. O Peixe formou com Lalá; Pavão (Formiga) e Mourão; Getúlio, Ramiro e Zito; Dorval (Alfredinho), Jair Rosa Pinto (Álvaro), Afonsinho (Coutinho), Pelé e Pepe.

O Santos FC deveria enfrentar também na disputa do troféu a equipe do Milan da Itália, mas o clube italiano alegando que tinha vários jogadores lesionados não quis enfrentar o time da Vila Belmiro. O ano de 1959 foi o ano em que o Santos FC excursionou pela primeira ao Continente Europeu, jogando 22 partidas obtendo 13 vitórias, 13 empates e 04 derrotas marcando 78 e sofrendo 40 gols.

Na outra participação no Teresa Herrera, o Peixe perdeu pelo placar de 1 a 0 para o Atlético de Madrid no dia 10/08/1986, formando com: Rodolfo Rodriguez, Gilberto Sorriso (César Sampaio), Pedro Paulo, Toninho Carlos e Paulo Robson; Dunga (Zé Sérgio), Celso, Mazinho e Júnior; Gérson e Ribamar (Gersinho). O técnico era Júlio Espinosa.

Crônica do jogo, por Jornal do Brasil:

“O Jogo começou equilibrado, com ataques dos dois quadros, mas sem que houvesse grande perigo para as duas metas.
Pelé aos 10 minutos, produziu a sua primeira jogada inteligente, assinalando um gol que seria anulado pelo juiz por considerar o meia santista em situação irregular. Depois foi Quarentinha que marcou para o Botafogo, mas o árbitro já havia interrompido a jogada.
O Santos, então, começou a crescer em campo e a dominar seu adversário, levando perigo constante á meta de Ernâni. Coutinho substituiu Afonsinho, no comando de ataque, e o “team” paulista consegui aos 39, o seu primeiro gol. Pelé invadiu a área e quando ia marcar foi derrubado por Tomé. O “penalty” foi batido por Pepe, com um tiro forte, que venceu Ernâni.
O Botafogo reagiu e conseguiu equilibrar o jogo até o final do primeiro tempo, não havendo mais gols.
Aos 14 minutos do tempo final, Airton foi substituído por Pampolini e logo depois, aos 16 minutos, Pelé, em boa jogada enganou a Ernâni e aumentou a vantagem para o Santos: 2 x 0. Coutinho, aos 22 minutos, assinalou novo gol para o Santos, fazendo Zagallo, dois minutos depois, em um belo tiro de fora da área, o único tento do Botafogo.
A equipe carioca animou-se com maior ímpeto, sem conseguir, porém outro gol. Aos 34, Pepe encerrou o placar, atirando forte e de longe.
O meia Pelé foi a maior figura do jogo, aparecendo o tempo todo como um perigo constante para Ernâni. Ramiro e Zito, na defesa, e Pepe, por seus chutes perigosos, foram os outros bons elementos do Santos. No Botafogo destacaram-se Borges, Nilton Santos e Garrincha.
A Taça Teresa Herrera foi entregue pelo Alcaide de Coruña, Sr. Sérgio Panamaria, ao capitão santista Zito, e o quadro paulista deu a volta olímpica pelo campo, sendo bastante aplaudido”.
Toda a delegação com o troféu de campeão

Curiosidade - Teresa Margarita Herrera y Posada era uma mulher de La Coruña que dedicou 36 anos da sua vida aos mais necessitados. Ela nasceu em La Coruña no dia 10 de novembro de 1712. Logo ficou conhecida na vizinhança como Teresa dos Demos Ela morreu no dia 22 de outubro de 1791.

Fluminense campeão do Troféu Teresa Herrera de 1977

O time que jogou contra o Dukla, na final do Troféu Teresa Herrera

Tradicional competição de pré-temporada disputada na Espanha, o Troféu Teresa Herrera sempre atraiu os grandes clubes do mundo. Disputado pela primeira vez em 1948, em 10 anos teve apenas um campeão não espanhol: a Lazio, em 1950. Em 1957, o Vasco vencia o troféu e dois anos mais tarde era reconquistado pelo Santos com sua grande estrela, Pelé. Em 1977, o torneio voltava "às mãos" dos brasileiros: o Fluminense conquistou o caneco.

O Tricolor, com seu grande time, chamado de Máquina, depois de disputar dois amistosos na França, onde empatou em 1 a 1 com o Paris Saint Germain e derrotou o Nice por 2 a 1, chegou a La Coruña às 11h30 de uma quinta-feira, hospedando-se no Hotel Finisterre. Credenciado pelo título de campeão do Torneio de Paris em 1977, o Flu aparecia como um dos favoritos ao título ao lado da poderosa equipe do Real Madrid, último vencedor da Taça.

Para a estréia na noite de sábado, dia 6 de agosto, no Estádio Riazor, Pinheiro, técnico tricolor, tinha como preocupação os contra ataques da equipe holandesa do Feyenoord. Esperava também uma marcação rígida e a tentativa dos laranjas com o famoso “Carrossel de 74″, surpreenderem o tricolor.

Torcedores levantam o
troféu na volta do Flu ao Brasil

Os dois times entraram em campo sabiam que iriam enfrentar o Dukla Praga na final, que havia batido o Real Madrid nos pênaltis, depois de um empate em 2 a 2 no tempo normal. Então, o Flu apresentou atuação brilhante e com dois gols de Doval derrotou os holandeses, se credenciando para a final contra os tchecos.

O Dukla possuía em seu time seis titulares da seleção tcheca, apontada como uma das grandes sensações do Mundial de 1978. A partida final, realizada na tarde de domingo, 7 de agosto, ainda no Estádio Riazor, levou ao estádio cerca de 40 mil espectadores que seriam abrilhantados com um choque de estrelas. Pelo menos onze jogadores das 2 equipes estariam presentes no Mundial e o confronto de 2 escolas diferentes. Na preliminar, o Real Madrid fez 4 a 2 no Feyenoord e ficou com o terceiro lugar.

Uma cerrada marcação sobre Rivellino tentou barrar a criação de jogadas tricolores, mas foi em vão.
O lance do primeiro gol surgiu dos pés de Pintinho que passou a Luís Carlos e este arrematou de forma violenta vencendo o goleiro Netolicka, aos 38 minutos do primeiro tempo.

No dia seguinte, os jornais espanhóis exaltaram a vitória Tricolor

Na etapa final, o público esperava uma reação tcheca, mas assistiu o inverso. Logo aos 8 minutos, Doval marcava o segundo e aos 16, Zezé ampliava. Aos 31 cobrando penalti, Vizek descontou para o Dukla, mas Marinho Chagas fechou o caixão adversário ao converter um pênalti. Fluminense 4 a 1 no Dukla e conquistava a competição. A crônica espanhola, em diversas de suas manchetes, caracterizaram a partida como um verdadeiro “massacre”. Rivellino e seus companheiros eram bastante elogiados.

O Fluminense ficou como uma verdadeira obra de arte em sua sala de troféus. A peça é uma reprodução em escala reduzida da Torre de Hércules, principal monumento histórico de La Coruña. Confeccionada pelos joalheiros Malde y Arbonez, pesa aproximadamente 30 kg e tem 1.20 m de altura.

O Curioso do Futebol

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