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Em 1959, Santos FC conquistava o Troféu Teresa Herrera

Com informações do Centro de Memória e Estatística do Santos FC

O Troféu Teresa Herrera é um dos mais importantes da pré-temporada europeia

No dia 21 de junho de 1959, o Santos FC dirigido pelo técnico Luiz Alonso Perez, o Lula, conquistava o famoso Troféu Teresa Herrera ao vencer a equipe do Botafogo carioca pelo placar de 4 a 1 jogando no Estádio Riazor, em La Coruña, na Espanha com gols de Pepe (2), Pelé e Coutinho um gol cada. O Peixe formou com Lalá; Pavão (Formiga) e Mourão; Getúlio, Ramiro e Zito; Dorval (Alfredinho), Jair Rosa Pinto (Álvaro), Afonsinho (Coutinho), Pelé e Pepe.

O Santos FC deveria enfrentar também na disputa do troféu a equipe do Milan da Itália, mas o clube italiano alegando que tinha vários jogadores lesionados não quis enfrentar o time da Vila Belmiro. O ano de 1959 foi o ano em que o Santos FC excursionou pela primeira ao Continente Europeu, jogando 22 partidas obtendo 13 vitórias, 13 empates e 04 derrotas marcando 78 e sofrendo 40 gols.

Na outra participação no Teresa Herrera, o Peixe perdeu pelo placar de 1 a 0 para o Atlético de Madrid no dia 10/08/1986, formando com: Rodolfo Rodriguez, Gilberto Sorriso (César Sampaio), Pedro Paulo, Toninho Carlos e Paulo Robson; Dunga (Zé Sérgio), Celso, Mazinho e Júnior; Gérson e Ribamar (Gersinho). O técnico era Júlio Espinosa.

Crônica do jogo, por Jornal do Brasil:

“O Jogo começou equilibrado, com ataques dos dois quadros, mas sem que houvesse grande perigo para as duas metas.
Pelé aos 10 minutos, produziu a sua primeira jogada inteligente, assinalando um gol que seria anulado pelo juiz por considerar o meia santista em situação irregular. Depois foi Quarentinha que marcou para o Botafogo, mas o árbitro já havia interrompido a jogada.
O Santos, então, começou a crescer em campo e a dominar seu adversário, levando perigo constante á meta de Ernâni. Coutinho substituiu Afonsinho, no comando de ataque, e o “team” paulista consegui aos 39, o seu primeiro gol. Pelé invadiu a área e quando ia marcar foi derrubado por Tomé. O “penalty” foi batido por Pepe, com um tiro forte, que venceu Ernâni.
O Botafogo reagiu e conseguiu equilibrar o jogo até o final do primeiro tempo, não havendo mais gols.
Aos 14 minutos do tempo final, Airton foi substituído por Pampolini e logo depois, aos 16 minutos, Pelé, em boa jogada enganou a Ernâni e aumentou a vantagem para o Santos: 2 x 0. Coutinho, aos 22 minutos, assinalou novo gol para o Santos, fazendo Zagallo, dois minutos depois, em um belo tiro de fora da área, o único tento do Botafogo.
A equipe carioca animou-se com maior ímpeto, sem conseguir, porém outro gol. Aos 34, Pepe encerrou o placar, atirando forte e de longe.
O meia Pelé foi a maior figura do jogo, aparecendo o tempo todo como um perigo constante para Ernâni. Ramiro e Zito, na defesa, e Pepe, por seus chutes perigosos, foram os outros bons elementos do Santos. No Botafogo destacaram-se Borges, Nilton Santos e Garrincha.
A Taça Teresa Herrera foi entregue pelo Alcaide de Coruña, Sr. Sérgio Panamaria, ao capitão santista Zito, e o quadro paulista deu a volta olímpica pelo campo, sendo bastante aplaudido”.
Toda a delegação com o troféu de campeão

Curiosidade - Teresa Margarita Herrera y Posada era uma mulher de La Coruña que dedicou 36 anos da sua vida aos mais necessitados. Ela nasceu em La Coruña no dia 10 de novembro de 1712. Logo ficou conhecida na vizinhança como Teresa dos Demos Ela morreu no dia 22 de outubro de 1791.

Fluminense campeão do Troféu Teresa Herrera de 1977

O time que jogou contra o Dukla, na final do Troféu Teresa Herrera

Tradicional competição de pré-temporada disputada na Espanha, o Troféu Teresa Herrera sempre atraiu os grandes clubes do mundo. Disputado pela primeira vez em 1948, em 10 anos teve apenas um campeão não espanhol: a Lazio, em 1950. Em 1957, o Vasco vencia o troféu e dois anos mais tarde era reconquistado pelo Santos com sua grande estrela, Pelé. Em 1977, o torneio voltava "às mãos" dos brasileiros: o Fluminense conquistou o caneco.

O Tricolor, com seu grande time, chamado de Máquina, depois de disputar dois amistosos na França, onde empatou em 1 a 1 com o Paris Saint Germain e derrotou o Nice por 2 a 1, chegou a La Coruña às 11h30 de uma quinta-feira, hospedando-se no Hotel Finisterre. Credenciado pelo título de campeão do Torneio de Paris em 1977, o Flu aparecia como um dos favoritos ao título ao lado da poderosa equipe do Real Madrid, último vencedor da Taça.

Para a estréia na noite de sábado, dia 6 de agosto, no Estádio Riazor, Pinheiro, técnico tricolor, tinha como preocupação os contra ataques da equipe holandesa do Feyenoord. Esperava também uma marcação rígida e a tentativa dos laranjas com o famoso “Carrossel de 74″, surpreenderem o tricolor.

Torcedores levantam o
troféu na volta do Flu ao Brasil

Os dois times entraram em campo sabiam que iriam enfrentar o Dukla Praga na final, que havia batido o Real Madrid nos pênaltis, depois de um empate em 2 a 2 no tempo normal. Então, o Flu apresentou atuação brilhante e com dois gols de Doval derrotou os holandeses, se credenciando para a final contra os tchecos.

O Dukla possuía em seu time seis titulares da seleção tcheca, apontada como uma das grandes sensações do Mundial de 1978. A partida final, realizada na tarde de domingo, 7 de agosto, ainda no Estádio Riazor, levou ao estádio cerca de 40 mil espectadores que seriam abrilhantados com um choque de estrelas. Pelo menos onze jogadores das 2 equipes estariam presentes no Mundial e o confronto de 2 escolas diferentes. Na preliminar, o Real Madrid fez 4 a 2 no Feyenoord e ficou com o terceiro lugar.

Uma cerrada marcação sobre Rivellino tentou barrar a criação de jogadas tricolores, mas foi em vão.
O lance do primeiro gol surgiu dos pés de Pintinho que passou a Luís Carlos e este arrematou de forma violenta vencendo o goleiro Netolicka, aos 38 minutos do primeiro tempo.

No dia seguinte, os jornais espanhóis exaltaram a vitória Tricolor

Na etapa final, o público esperava uma reação tcheca, mas assistiu o inverso. Logo aos 8 minutos, Doval marcava o segundo e aos 16, Zezé ampliava. Aos 31 cobrando penalti, Vizek descontou para o Dukla, mas Marinho Chagas fechou o caixão adversário ao converter um pênalti. Fluminense 4 a 1 no Dukla e conquistava a competição. A crônica espanhola, em diversas de suas manchetes, caracterizaram a partida como um verdadeiro “massacre”. Rivellino e seus companheiros eram bastante elogiados.

O Fluminense ficou como uma verdadeira obra de arte em sua sala de troféus. A peça é uma reprodução em escala reduzida da Torre de Hércules, principal monumento histórico de La Coruña. Confeccionada pelos joalheiros Malde y Arbonez, pesa aproximadamente 30 kg e tem 1.20 m de altura.

O Curioso do Futebol

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