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O início de Dino Baggio no Torino

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Dino Baggio jogando no Torino

Além dos vários craques do ataque como Totti, Paolo Rossi, Del Piero, da meia cancha como Pirlo e da defesa como Baresi, Maldini e Nesta, a Itália é um país que revelou ao longo de sua história diversos volantes de qualidade, seja em saída de jogo e defesa ou só em simplesmente desmontar ataques adversários e sobrar na vontade. O ex-volante Dino Baggio, que completa 52 anos neste dia 24 de julho, era um desses que se destacava pela vontade e teve seu início no Torino.

Nascido em Camposapiero, na Itália, o ex-volante chegou as categorias de base dos Granata aos 13 anos, no distante 1984. Polivalente desde muito novo, se destacava por ser voluntarioso e se encaixar em muitas posições no meio de campo e até na defesa. Subiu para o time profissional aos 19 anos, no ano de 1990, ainda na Série B. 

É considerado como parte do elenco campeão da Série B naquele ano, mas seria a partir da temporada 1990/1991 que ganharia mais minutos. A partir dali, passou a ser figura constante no time titular dos Granate, já estreando nessa condição diante da Lazio. Atuaria em muitas das partidas daquela temporada como titular da equipe, que terminaria com um quinto lugar.

Marcou seu primeiro gol como jogador profissional já no finalzinho da Série A, no dia 9 de março, diante do Cesena, em Turim, quando recebeu uma bola na área e bateu bem, na saída do goleiro, como muitos atacantes assinariam. Marcou de novo no jogo seguinte, diante do Genoa, em outra vitória Granate, dessa vez por 5 a 2, também jogando em seus domínios. 


Encerrou a temporada com 29 jogos e dois gols, completando 32 jogos e dois gols pelo seu time de origem. Acabou negociado por empréstimo com a Inter ao fim daquela temporada e depois acabaria se transferindo para a Juve. Dino Baggio jogou profissionalmente até 2006, quando pendurou as chuteiras na Triestina. 

Salernitana permanece na Série A e escreve mais uma história na Itália

Por Lucas Paes
Foto: Francesco Pecoraro/Getty Images/One Football

A Salernitana permaneceu na Série A

Além da merecida redenção milanista, a Série A foi palco de outra história maravilhosa do futebol europeu no fim de semana. Condenada quase que por antecedência, a Salernitana reagiu, até foi goleada pela Udinese em casa, mas permaneceu na primeira divisão italiana para a próxima temporada, fazendo a festa da torcida granate mesmo com a derrota num Arechi Stadium que foi palco de uma imensa e bonita festa.

A história da temporada da Salernitana daria um filme e boa parte dela foi contada aqui no site através de alguns artigos. Voltando a Série A depois de muitos anos, a equipe quase foi rebaixada antecipadamente por pertencer a Lotito, dono da Lazio. Salva devido a uma venda nos últimos segundos do prazo, parecia pronta para cair em campo mesmo, com desempenho pífio na competição. De uma hora pra outra, reagiu, fez uma pontuação de campeão nos últimos jogos e fugiu do rebaixamento mesmo sendo goleada por 4 a 0 em casa pela Udinese.

A confirmação da permanência acabou sendo até anticlimática diante de tudo que a equipe de Salerno passou durante a competição e de toda a história que construiu. A incapacidade de pontuar dos rivais que postulavam a permanência com o time de Salerno acabaram por selar o destino da permanência da equipe mesmo com um atropelo da Udinese, que sequer tomou conhecimento do time de Davide Nicola e fez quatro a zero com facilidade, que em nada abalaram a festa ao fim do jogo.

A permanência dos Granate é a consolidação de um improvável no começo do segundo turno. A reação da equipe é digna de aplausos e a goleada sofrida para a Udinese não pode apagar o tremendo final de temporada de uma equipe que teve um objetivo claro e tornou possível consegui-lo. Davide Nicola, que fez uma escolha arriscada, se torna herói e ficará na história da equipe. Restará agora aguardar se permanecerá para 2022/2023.


A Salernitana que se quiserem ter mais tranquilidade na próxima temporada terá de fazer muito mais do que fez neste biênio, pois nem sempre a sorte bate duas vezes a mesma porte e nem sempre reações improváveis acontecem. Esta virada de chave, porém, é com justiça uma das histórias consolidadas mais incríveis do futebol europeu como um todo na temporada. 

De quase expulsa e condenada ao rebaixamento, Salernitana segue incrivelmente viva na Série A Italiana

Por Lucas Paes
Foto: Getty Images

A Salernitana sonha com a permanência na Série A

A Salernitana tem uma das trajetórias mais curiosas da atual temporada do Campeonato Italiano. Numa competição onde a briga pelo título segue acirrada, porém com o Milan se aproximando da taça, a melhor história do final da competição vem da equipe de Salerno, que quase foi expulsa da divisão por ser de propriedade do dono da Lazio, que ficou o campeonato quase inteiro na parte baixa da tabela, mas uma incrível reação faz com que sonhe em escapar do rebaixamento. 

A equipe era até pouquíssimo tempo atrás a última colocada da Série A, mas viveu uma reação nos últimos jogos que pode lhe permitir sonhar com a permanência. A primeira parte do torneio parecia deixar certo que o time de Salerno cairia e as dificuldades eram claras. A equipe protagonizou resultados como diversas goleadas sofridas para times da parte alta da tabela e tinha dificuldade até para pontuar em jogos contra equipes mais fracas. Tudo isso mudou a partir de fevereiro, com a chedada de Davide Nicola.

Sob a batuta do novo treinador, o time grená começou a mostrar sinais de melhora e já não era mais tão sensível a todos os tipos de ataque que sofria no campo defensivo como fora outrora. Mais organizado, o time começou a arrancar alguns empates interessantes, causou claras dificuldades para a Juve e então, nos últimos seis jogos conquistou quatro vitórias, que só não foram cinco devido ao empate levado no último minuto contra o Cagliari neste domingo e dois empates. O desempenho é igual ao que o líder e provável campeão Milan teve neste recorte.

Atualmente, a Salernitana conta com 30 pontos e está inclusive fora do Z3, apesar de ocupar a posição seguinte a ele. Ela dependerá só de si para escapar do rebaixamento, bastando vencer Empoli e Udinese, ambos adversários da parte baixa da tabela, inclusive com a ex-equipe de Zico tendo riscos de rebaixamento ainda. O Empoli, por exemplo, não joga por nenhum objetivo nesta partida, já que já fugiu do rebaixamento e não chegará muito além disso.


A batalha particular dos Granate terá uma definição no dia 22 de maio, como todo o campeonato. Seria um sonho para a cidade de Salerno e para o clube permanecer por mais uma temporada na Série A, que tão rara é em toda a trajetória do clube. Nos restará acompanhar os próximos passos dessa trajetória, que pode ter um final feliz para Ribery e seus companheiros. 

O discreto início de Vieri no Torino

Por Lucas Paes
Foto: Alessandro Sabattini / Getty Images

Vieri com a camisa do Torino

Christian "Bobo" Vieri, que completa 48 anos neste dia 12, foi dentro de campo um dos grandes matadores formados pela Itália entre os anos 1990 e 2000. Dono de uma categoria ímpar e de um grande faro de gols, o atacante fez sucesso principalmente por Internazionale e Atlético de Madrid, além de outras passagens por times grandes em sua carreira. Sua trajetória no futebol profissional se iniciou no Torino.

Nascido em Bologna, Vieri mudou com sua família e cresceu na Austrália, onde começou a dar os primeiros passos no futebol quando estava no colégio, incentivado pelo pai que também havia sido jogador. Os primeiros passos mais sérios de Christian com a bola foram pelo Marconi Stallions, de Sidney, antes de retornar a Itália.

Na sua terra natal, passou pelo Prato antes de desembarcar na base do Toro, onde conclui a última etapa de formação nas categorias de base, ficando por lá entre os 17 e os 19 anos, antes de ser alçado ao time profissional no começo dos anos 1990, mais especificamente em 1991, no dia 30 de outubro, em um jogo da Copa Itália contra a Lazio, em que marcou um dos gols da vitória dos Granate.

Apesar do início promissor, Vieri pouco conseguiu atuar pelo time de Turim, fazendo apenas dois gols em 7 jogos na temporada 1991/1992 e outros 11 jogos na temporada 1992/1993, sem marcar gols. Fez parte do elenco campeão da Copa Itália pelo Torino, mas acabou vendido pelo clube ao Pisa, depois de dois anos e apenas dois gols, deixando a Série A e indo para um time que jogava a Série B na época.


Vieri demoraria a "desabrochar", tendo passagens interessantes por Ravenna, Venezia e Atalanta antes de desembarcar na Juve, onde foi bem, mas não permaneceu. Teve gande passagem pelo Atlético de Madrid e depois de uma bela temporada no biênio 1998/1999, seria vendido a Inter com a transferência mais cara da história a época, onde finalmente explodiu. Ele atuou profissionalmente até a temporada 2008/2009, quando se aposentou na Atalanta.

O Curioso do Futebol

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