A federação de futebol da Guiné-Bissau deu conta de um episódio que se registou este sábado e que deixa em alerta os dirigentes do futebol do país. Segundo o organismo, doze futebolistas da seleção de sub-17 desapareceram no início deste fim-de-semana após a equipa jovem ter participado na Luso Cup, um torneio de formação que decorreu em Cascais.
De acordo com o comunicado da federação guineense nas redes sociais, os jogadores em causa "fugiram, depois do regresso do campo Tires, onde deveriam jogar com a seleção de são Tomé e Príncipe, no seu terceiro duelo no torneio".
Certo é que um dos jogadores saiu com o passaporte na sua posse e outros 11 sem os respetivos passaportes. Ora, o lote de futebolistas desaparecidos sem identificação é composto por Edson Baldé, Seco Fati, Alajde Camará, Dino Antônio, Edimilson Dafa, Vename Cerina, Adublai Baldé, Mamadeu Darame, N'Dami Colna, Infalo Sissé e Carlos Jalo.
O organismo que tutela o futebol da Guiné-Bissau explicou ainda, na nota tornada pública, de que as autoridades competentes já se encontram informadas sobre a situação e a tratar do caso em questão. Neste momento, no estágio dos sub-17 da Guiné-Bissau só restam cinco jogadores e os elementos da equipa técnica, sendo que a seleção tinha previsto para este domingo o jogo com o Brasil na final da Luso Cup.
A partida foi cancelada e o Brasil, que precisava apenas de um empate para ficar com o título do certame, foi declarado campeão do torneio sem precisar entrar em campo.
Com informações da Agência Futebol Interior Foto: reprodução
Zaki Anwari, de apenas 19 anos, chegou a atuar pela seleção de base do Afeganistão
Foi identificado um dos mortos que se agarraram ao trem de pouso do avião que deixou Cabul rumo ao Qatar, após o Talibã tomar a capital afegã. Trata-se de Zaki Anwari, de apenas 19 anos, que chegou a atuar pela seleção de base do Afeganistão.
O avião partiu em meio à uma pista, do aeroporto internacional Hamid Karzai, em Cabul, capital do país, cheia de civis, alguns conseguiram entrar, outros agarraram o trem de pouso, que se fechou durante o percurso da aeronave.
Imagens flagraram alguns civis caindo durante a tentativa de escapar do Talibã. Do jovem jogador sobraram apenas restos mortais, que foram identificados após comunicação com a Diretoria Geral de Educação Física e Esportes do Afeganistão.
Preocupação - A tomada por parte do Talibã preocupa todo o esporte do Afeganistão. Algumas atletas revelaram medo por suas vidas, principalmente as mulheres. O país tirou seus atletas dos jogos paraolímpicos pelo mesmo motivo.
Arílson Gilberto da Costa, popularmente conhecido apenas como Arílson, completa 47 anos de idade neste dia 11 de junho de 2021. Apesar do ex-atleta fazer conquistar títulos importantes em sua carreira, ele ficou marcado por fugir da concentração da Seleção Brasileira que disputaria as Olimpíadas de 1996, na cidade de Tandil.
Depois de fazer parte do elenco do Grêmio campeão da Copa Libertadores de 1995 e recém contratado pelo Kaiserslautern para jogar no futebol alemão, Mario Jorge Zagallo, treinador da Seleção Brasileira que disputava os jogos pré-olímpicos, convocou o meia para vestir a camisa da Amarelinha. Naquela oportunidade, o plantel da Seleção se encontrava na Argentina no mês de fevereiro de 1996.
Antes de todo o episódio que acabou se tornando uma marca negativa na carreira do jogador, Arílson foi titular e camisa 10 da Seleção Brasileira na Copa Ouro. Mas foram nas partidas pré-olímpicas, que Souza pegou a vaga de titular de Arílson. Reclamando abertamente de não ter mais oportunidades, o meia afirmou que não estava gostando de apenas assistir partidas no forte frio e não entrar em campo.
Foi então, que às 19h15 de um sábado, dia 22, Arilson fugiu da concentração. O jogador demonstrou muito descontentamento por, nas três partidas que o Brasil fez, não compor sequer o banco de reservas. Por isso, foi ao quarto de hotel, juntou suas roupas e se arrumou para ir embora. Chamou um táxi que o levaria para o aeroporto de Buenos Aires, onde tomaria um avião para voltar para casa.
A fuga do jogador acabou não caindo nada bem para o presidente da CBF na época, e muito menos para o treinador. Ricardo Teixeira anunciou o banimento do atleta na Seleção. Zagallo, não poupou palavras e considerou a ação tomada pelo atleta uma traição aos companheiros de equipe, à comissão técnica e ao país. E completou seu desabafo dizendo que não queria mais contar com Arílson.
Arílson chegou a solicitar liberação da Seleção, já que o jogador gostaria de voltar para a Alemanha e jogar pelo Kaiserslautern no dia 27. O atleta ainda retornou para a Argentina, onde recebeu a visita Reiner Geyer, que era dirigente de futebol do clube alemão na época. Na conversa, o representante do time da Renânia-Palatinado pediu para que o jogador pressionasse a comissão técnica da Amarelinha pela liberação. Na cidade de Mar del Plata. Geyer se reuniu com Ricardo Teixeira para também tentar a dispensa. No dia seguinte, o atleta recebeu a resposta de que não seria liberado definitivamente. Na folga do time, Arílson deixou o spa Posada de los Pájaros logo após o almoço e deixou local onde só voltaria no final da tarde. Assim que retornou, pegou o restante de suas coisas e foi embora afirmando que "para estar na seleção e ficar sem jogar, era melhor sair".
Naquela mesma temporada, o meia ainda teria problemas de adaptação com o clima gelado da Alemanha e com Brehme, que era capitão do Kaiserslautern há três anos. Com isso, acabou sendo transferido para o Brasil com apenas 10 partidas registradas com a camisa da equipe alemã ao final da temporada 1995-1996.
Até o final de sua carreira, jogou em clubes renomados do futebol brasileiro como Internacional, Palmeiras e Portuguesa, além de retornar aos Grêmio por duas vezes e também atuar no exterior. Foi então, que no ano de 2012, Arílson anunciaria sua aposentadoria como jogador de futebol profissional.
Pelé sendo expulso por Armando Marques (foto: arquivo São Paulo FC)
O Santos sempre foi conhecido por suas batalhas memoráveis, mesmo em épocas de crise. Porém, há 55 anos, um clássico entre São Paulo e Santos, disputado no Pacaembu, no dia 15 de agosto de 1963, terminou antes do tempo. Numa dessas pitorescas histórias do futebol, o Santos de Pelé e cia, de certa forma, “fugiu” de campo quando levava 4 a 1, em embate válido pela 10ª rodada do Campeonato Paulista daquele ano. Uma história de uma derrota pitoresca no registro de uma equipe que é considerada por muitos a maior de todos os tempos no futebol.
O Santos alinhava com a parte da escalação mais famosa que já vestiu a imaculada camisa branca de Vila Belmiro. No ataque, a única ausência era de Mengálvio, que era substituído por Lima, uma alteração que passava longe de piorar a qualidade do time praiano. Naquele dia, no Pacaembu, Armando Marques comandava o Sansão. O São Paulo de Osvaldo Brandão vinha focado em uma forte defesa, que tinha inclusive Dias, famoso por ser o melhor ser humano á marcar o Rei do Futebol.
O Santos vinha só de um titulo mundial recente e pouco depois seria bi-campeão. O Tricolor Paulista tinha elenco econômico, pois tinha feito um gasto enorme com a construção do Morumbi. O Santos não era só favorito no clássico, mas também ao quarto título seguido da competição e estava na briga.
O abarrotado Pacaembu viu o Tricolor Paulista começar com tudo. Fausto botou o Sâo Paulo na frente com apenas cinco minutos. Abrir o placar contra o Santos de Pelé era garantia de pouca coisa e essa impressão foi reforçada pelo gol de empate do caçado Rei do Futebol, logo aos 20 minutos, que dava a impressão que o jogo ficaria parelho, correto? Não. Aquele jogo não seria algo comum.
A marcação são-paulina era implacável e por vezes, sim, violenta. Aos poucos, Pelé e Coutinho ficavam irritados e por vezes exageravam na reclamação com Armando Marques, árbitro da partida. Enquanto isso, aos 37 do primeiro tempo, Benê recebeu excelente lançamento de Pagão e deixou tudo igual no Pacaembu. Pouco depois, Cecílio Martinez cruzou para Sabino marcar mais um. Ai começou o problema. Já insatisfeitos com a ausência de cartões para os tricolores, Pelé e Coutinho peitaram Armando Marques, que ignorou sinalização de impedimento do bandeira e foram expulsos. Verbalmente, pois na época não havia cartões.
No intervalo já havia gente prevendo que o jogo não acabaria, porque com dois a menos, o risco do escrete santista levar uma surra histórica era enorme. O Peixe já voltou com o lateral Aparecido não fazendo jus ao seu nome, devido a uma contusão. Depois, foi Pepe quem alegou não ter condições de seguir devido a um choque com o adversário. Ainda deu tempo de Pagão, num chute muito forte, marcar o quarto.
Narração da partida histórica
Então, foi a vez de Dorval, um dos pilares do famoso ataque alvinegro, cair ao gramado alegando contusão. A partir daí, o furdunço foi generalizado, com os são paulinos tentando fazer com que o Santos desistisse de “abandonar” a partida. O jogo teria que acabar com o Peixe tendo apenas sete atletas e na época ainda não eram permitidas substituições.
Com o final da partida, restou uma mancha na história de um dos mais gloriosos times da história do Santos FC e uma das mais curiosas histórias do clássico entre os maiores campeões internacionais do estado. Independente de qualquer polêmica com a arbitragem, a atitude santista gerou uma repercussão extremamente negativa, mas as glórias seguiriam absurdas durante toda a década de um time que entrou para a história. Do outro lado, o São Paulo só se encontraria de fato nos anos 1970, mas seguia com uma história boa para brincar com os rivais santistas.
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