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Empate entre Itabaiana e Maringá, pela Série C, termina com briga e nove expulsos

Com informações 93 Notícias
Foto: reprodução / SportyNet

Jogo terminou em briga

O confronto entre Itabaiana e Maringá, pela Série C do Campeonato Brasileiro, terminou em uma briga generalizada logo após o apito final, neste domingo, no Etelvino Mendonça. Segundo a súmula do árbitro, jogadores e membros das comissões técnicas das duas equipes se envolveram em empurrões, socos e chutes. A confusão se estendeu até o túnel de acesso aos vestiários, exigindo a intervenção da polícia para acalmar a situação.

O árbitro relatou nove expulsões diretas por conduta violenta e atitudes graves, sendo cinco do lado do Itabaiana e quatro do Maringá. A lista de expulsos do Itabaiana inclui os jogadores Bruno Sena, Robinho, Yohan, João Maranhão e o técnico Gilson Kleina. Do Maringá, foram expulsos os atletas Matheus Melo, Luiz Fernando, Buga e o assistente técnico Cyro Bueno Pedroso.

O árbitro registrou que não conseguiu apresentar todos os cartões em campo devido ao tumulto. O caso será agora encaminhado ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), que poderá aplicar punições adicionais aos jogadores e membros das comissões técnicas envolvidas.


O jogo - Antes, com a bola rolando, as duas equipes fizeram uma partida movimentada, que terminou empatada em 2 a 2. O Itabaiana abriu o placar com Karl, mas os paranaenses empataram com Max Miller de cabeça. Os donos da casa voltaram à frente do placar com Leilson, mas os visitantes deixaram tudo igual novamente com um golaço de Luiz Fernando. Na segunda etapa, as equipes criaram algumas chances, mas não conseguiram mais mexer no placar. Com isso, ambos chegam na última rodada com risco de rebaixamento.

1963 – O Clássico em que o Santos de Pelé “fugiu” do São Paulo

Por Lucas Paes

Pelé sendo expulso por Armando Marques (foto: arquivo São Paulo FC)

O Santos sempre foi conhecido por suas batalhas memoráveis, mesmo em épocas de crise. Porém, há 55 anos, um clássico entre São Paulo e Santos, disputado no Pacaembu, no dia 15 de agosto de 1963, terminou antes do tempo. Numa dessas pitorescas histórias do futebol, o Santos de Pelé e cia, de certa forma, “fugiu” de campo quando levava 4 a 1, em embate válido pela 10ª rodada do Campeonato Paulista daquele ano. Uma história de uma derrota pitoresca no registro de uma equipe que é considerada por muitos a maior de todos os tempos no futebol. 

O Santos alinhava com a parte da escalação mais famosa que já vestiu a imaculada camisa branca de Vila Belmiro. No ataque, a única ausência era de Mengálvio, que era substituído por Lima, uma alteração que passava longe de piorar a qualidade do time praiano. Naquele dia, no Pacaembu, Armando Marques comandava o Sansão. O São Paulo de Osvaldo Brandão vinha focado em uma forte defesa, que tinha inclusive Dias, famoso por ser o melhor ser humano á marcar o Rei do Futebol. 

O Santos vinha só de um titulo mundial recente e pouco depois seria bi-campeão. O Tricolor Paulista tinha elenco econômico, pois tinha feito um gasto enorme com a construção do Morumbi. O Santos não era só favorito no clássico, mas também ao quarto título seguido da competição e estava na briga. 

O abarrotado Pacaembu viu o Tricolor Paulista começar com tudo. Fausto botou o Sâo Paulo na frente com apenas cinco minutos. Abrir o placar contra o Santos de Pelé era garantia de pouca coisa e essa impressão foi reforçada pelo gol de empate do caçado Rei do Futebol, logo aos 20 minutos, que dava a impressão que o jogo ficaria parelho, correto? Não. Aquele jogo não seria algo comum. 

A marcação são-paulina era implacável e por vezes, sim, violenta. Aos poucos, Pelé e Coutinho ficavam irritados e por vezes exageravam na reclamação com Armando Marques, árbitro da partida. Enquanto isso, aos 37 do primeiro tempo, Benê recebeu excelente lançamento de Pagão e deixou tudo igual no Pacaembu. Pouco depois, Cecílio Martinez cruzou para Sabino marcar mais um. Ai começou o problema. Já insatisfeitos com a ausência de cartões para os tricolores, Pelé e Coutinho peitaram Armando Marques, que ignorou sinalização de impedimento do bandeira e foram expulsos. Verbalmente, pois na época não havia cartões. 

No intervalo já havia gente prevendo que o jogo não acabaria, porque com dois a menos, o risco do escrete santista levar uma surra histórica era enorme. O Peixe já voltou com o lateral Aparecido não fazendo jus ao seu nome, devido a uma contusão. Depois, foi Pepe quem alegou não ter condições de seguir devido a um choque com o adversário. Ainda deu tempo de Pagão, num chute muito forte, marcar o quarto.

Narração da partida histórica

Então, foi a vez de Dorval, um dos pilares do famoso ataque alvinegro, cair ao gramado alegando contusão. A partir daí, o furdunço foi generalizado, com os são paulinos tentando fazer com que o Santos desistisse de “abandonar” a partida. O jogo teria que acabar com o Peixe tendo apenas sete atletas e na época ainda não eram permitidas substituições. 

Com o final da partida, restou uma mancha na história de um dos mais gloriosos times da história do Santos FC e uma das mais curiosas histórias do clássico entre os maiores campeões internacionais do estado. Independente de qualquer polêmica com a arbitragem, a atitude santista gerou uma repercussão extremamente negativa, mas as glórias seguiriam absurdas durante toda a década de um time que entrou para a história. Do outro lado, o São Paulo só se encontraria de fato nos anos 1970, mas seguia com uma história boa para brincar com os rivais santistas.

Bragantino 1 x 1 Santos FC - Em 1994, dois atacantes improvisados como goleiros

Nando e Guga: dois atacantes que tiveram que se virar como goleiros no fim da partida

Sempre é um sacrifício quando o técnico de algum time fez já as três substituições e tem o seu goleiro expulso ou machucado. Todos ficam apavorados, já que a única solução é improvisar um jogador de linha na meta. Imagine quando acontece isso com as duas equipes que estão se enfrentando? Pois é, o fato já aconteceu em um Bragantino 1 x 1 Santos FC, que ocorreu em 20 de março de 1994, válido pelo Campeonato Paulista daquele ano, no então Estádio Marcelo Stéfani (hoje Nabi Abi Chedid), em Bragança Paulista.

Se não chegava a ser considerado um clássico, Bragantino e Santos era sempre um jogo que chamava a atenção na primeira metade dos anos 90, muito pelas campanhas que o Massa Bruta fez naquela época (campeão paulista em 1990, vice brasileiro em 1991). O Peixe vivia a sua fila que completava, naquele momento, 10 anos, mas o peso da camisa e a história do clube sempre deixaram a equipe em evidência.

Porém, naquele Paulistão, as duas equipes não vinham bem na competição. O Santos, que era comandando por Serginho Chulapa, até esboçava uma reação, depois de ficar algumas rodadas sem vencer. Já o Bragantino, do então iugoslavo Dusan Draskovic, estava no meio da tabela. Portanto, a vitória era importante para os times.

A partida, na verdade, esteve longe de ser um primor técnico. Ambas as equipes criaram pouco na primeira etapa, até que aos 41 minutos, Pires deu um belo passe para Ciro, que aproveitou a desatenção da zaga do time praiano e balançou as redes do gol defendido por Edinho: Bragantino 1 a 0.

Quatro minutos depois, um pouco antes do apito final do primeiro tempo, Cerezo encontrou Macedo invadindo a área e o atacante do Peixe foi derrubado primeiro pelo zagueiro Da Guia e depois pelo goleiro Marcelo. Pênalti, que o centroavante Guga, que havia sido artilheiro do Brasileirão do ano anterior, bateu e converteu: no placar do Marcelo Stéfani, 1 a 1.

Marcelo e Edinho foram expulsos quando
todas as substituições já haviam sido feitas

Apesar dos gols no fim da primeira etapa, o segundo tempo voltou a ficar em ritmo sonolento, com as duas equipes pouco criando. Até parecia que tanto o Bragantino como o Santos gostavam da igualdade do marcador. Porém, tudo mudou aos 32 minutos e uma partida sem graça tomou ares de dramaticidade.

O Peixe armou um contra-ataque e Macedo carregava a bola, sozinho, na intermediária, mas antes de chegar à área, o goleiro do Bragantino, Marcelo, se adiantou e cometeu falta. Como era o último homem, o árbitro Dagoberto Teixeira não teve dúvidas: expulsou o arqueiro do Massa Bruta. Como o técnico Dusan Draskovic já havia feito as duas substituições que tinha direito (a regra das três trocas passou a valer na Copa do Mundo de 1994, meses após a esta partida), o atacante Nando foi improvisado como arqueiro.

A vantagem numérica durou apenas sete minutos para o Alvinegro Praiano. Os gandulas estavam demorando para repor a bola e isso estava irritando o goleiro Edinho, filho de Pelé. Até que uma hora ele empurrou um deles, o bandeirinha viu e comunicou o árbitro: mais um goleiro expulso, e agora do Santos. Para 'variar', Serginho Chulapa também tinha feito as duas substituições e Guga, conhecido por fazer muitos gols em sua carreira, foi fazer justamente o contrário: evitar que a rede fosse balançada.

E não é que os dois conseguiram ter êxito no objetivo! Tudo bem que o Bragantino não conseguiu armar jogadas de ataque e fazer com que Guga trabalhasse como goleiro. Porém, Nando teve que mostrar serviço e em pelo menos duas oportunidades mostrou habilidade na posição: espalmou para escanteio uma cobrança de falta de Paulinho Kobayashi e fez boa defesa em um arremate de Zé Renato, além de ter tido sorte em uma bola que explodiu na trave após chute de Kobayashi.

Pois bem, o placar não foi alterado após a obrigatória improvisação dos atacantes como goleiros e a partida terminou 1 a 1. Apesar disso, Serginho Chulapa ficou possesso com Edinho, já que ele prejudicou o time da Vila Belmiro, que poderia ter mantido a vantagem numérica de jogadores e ter conseguido um resultado melhor.

Ficha Técnica

BRAGANTINO 1 X 1 SANTOS FC

Data: 20 de março de 1994
Local: Estádio Marcelo Stefani - Bragança Paulista-SP
Público: 3.046 pagantes
Renda: CR$ 5.139.400,00
Árbitro: Dagoberto Teixeira

Cartões Amarelos
Santos FC: Júnior, Sérgio Santos, Macedo, Zé Renato e Guga

Cartões Vermelhos
Bragantino: Marcelo
Santos FC: Edinho

Gols
Bragantino: Ciro, aos 41' do primeiro tempo.
Santos FC: Guga (pênalti), aos 45' do primeiro tempo.

Bragantino: Marcelo; Marcão, Remerson, Nei e Da Guia; Pires (João Henrique), Valmir, Marcelo Prates e Carlos Augusto (Ludo); Nando e Ciro - Técnico: Dusan Drascovic

Santos FC: Edinho; Índio, Júnior, Marcelo Fernandes e Luciano Carlos; Sérgio Santos, Cerezo, Carlinhos (Paulinho Kobayashi) e Raniélli (Zé Renato); Macedo e Guga - Técnico: Serginho Chulapa.

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