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Ex-jogador com passagem pelo Flamengo, vira empresário e se consolida como “agente dos goleiros”

Foto: arquivo pessoal

Apesar de trabalhar com muitos goleiros, Júnior Frias também conta com atletas de linha

Uma vida inteira dedicada à profissão de goleiro. Esse é Júnior Farias, ex-goleiro profissional, com passagens por equipes como Flamengo, Madureira, Friburguense, São Cristóvão e Tiradentes-DF. Após encerrar como profissional do futebol, Júnior se dedicou à carreira de preparador de goleiros, em que trabalhou com diversos atletas, entre eles, o goleiro Rafael, que defendeu Vasco e Fluminense.

Após todos os anos dedicados ao futebol diretamente dentro das quatro linhas, Júnior migrou para uma função tão importante quanto as ações de dentro de campo. Comunicativo e querido por onde passou, Júnior ingressou no mercado de agenciamento de atletas. Por conta da ligação com muitos goleiros, o ex-atleta passou a agenciar a carreira de alguns arqueiros e pegou gosto pela nova profissão.

Júnior Farias falou um pouco sobre a sua história no futebol e o trabalho que tem desenvolvido junto com os jogadores.


“Fui goleiro profissional e também preparador de goleiros por 23 anos. Por conhecer bem a posição, ficou um pouco mais fácil trabalhar com os goleiros, pois estamos sempre em contato, principalmente após as partidas. Eles sempre pedem a minha opinião e faço minhas críticas construtivas, dando alguns toques para ajudá-los. Fico feliz por ser procurado por clubes e dirigentes me pedindo goleiros. Hoje, temos todos os nossos goleiros empregados e já são três na série A”, disse.

Apesar do grande foco nos goleiros, Júnior Farias também conta com atletas de linha na sua grande gama de jogadores.

Jovem promessa, Sávio destaca ensinamentos com Rafael, goleiro campeão brasileiro pelo Fluminense

Foto: divulgação / União Cacoalense

O goleiro Rafael ídolo, ex-Fluminense, dividiu a meta com o jovem Sávio no União Cacoalense

Destaque do último Campeonato Paulista Sub-20 pelo Monte Azul e com rápida passagem pelo Catanduva, o goleiro Sávio foi contratado pelo União Cacoalense para reforçar o elenco que disputou a elite do Campeonato Rondoniense. O jovem foi parceiro de Rafael durante a competição, e aproveitou da experiência do companheiro de profissão, para buscar evoluir ainda mais.

Campeão brasileiro em 2010, quando defendia a meta do Tricolor das Laranjeiras, Rafael tem no currículo também títulos estaduais, sendo multicampeão por onde passou. Hoje aos 39 anos, o arqueiro defende as cores do União Cacoalense, equipe na qual junto a Sávio chegou a semifinal estadual.

Aos 19 anos, Sávio foi reserva do experiente goleiro paulista, entretanto, o jovem destaca que a oportunidade de estar no dia a dia com Rafael, o ajudou a evoluir muito. “Não é em qualquer lugar que se pode treinar com um Campeão Brasileiro, ter a oportunidade de dividir as funções no gol com ele, foi uma honra, e um momento de muito aprendizado. Claro não ganhei a minutagem que esperava, mas, pude adquirir muita experiência e peguei dicas com o Rafa, que levarei para minha vida”.

Ainda jovem, o goleiro teve no União apenas sua segunda experiência como profissional, tendo anteriormente feito sua estreia pelo FF Sports de Maceió. Pelo União, o jovem disputou apenas uma partida, onde não sofreu gols, e ajudou a equipe a conquistar a vitória no estadual.

A boa atuação do goleiro, que concluiu o jogo com mais um clean sheets em sua carreira, marca registrada de Sávio. Em 2022, por exemplo, o goleiro disputou 15 partidas pelo Monte Azul no Campeonato Paulista Sub-20, onde destas saiu sem ser vazado em cinco ocasiões, ou seja, cerca de 33% dos jogos em que disputou, não sofreu gols.

“Eu sei que ainda tenho muito a evoluir, mas aqui no união aprendi muitas coisas novas. Felizmente tive um ano abençoado em 2022, e agora com mais experiência e aprendizado, sinto que estou um degrau acima, e me sinto preparado para novos desafios”, afirma o goleiro.


Com contrato válido apenas até o fim do estadual, Sávio está livre no mercado, e ainda jovem, pode inclusive atuar por equipes sub-20. Com o começo positivo, o arqueiro destaca que a evolução adquirida neste início de ano será fundamental para o restante da temporada.

“Coloco nas mãos de Deus, sempre dou meu melhor e me esforço diariamente para evoluir. Sei que na hora certa uma porta vai se abrir, por enquanto sigo me preparando por conta própria, para conseguir progredir com minha forma física e habilidade”, finalizou.

Noroeste apresenta seus três goleiros para a Série A2

Foto: Bruno Freitas / Noroeste

Caio Bolonhin e Tales Leonardo se unem ao goleiro Pablo Kaíque, campeão com o clube em 2022

O Esporte Clube Noroeste apresentou, na noite desta segunda-feira (9), mais dois reforços para fechar o trio de goleiros que defenderão a meta do clube na disputa da Série A2 do Campeonato Paulista 2023. São eles Caio Bolonhin, 27 anos, 1,97m de altura, ex-Caldense (MG), e Tales Leonardo, 29 anos, 1,90m de altura, ex-Pouso Alegre (MG), que já jogou no Norusca de 2017 a 2020. A dupla se une ao goleiro Pablo Kaíque, 30 anos, 1,94m de altura, que vem para sua quarta temporada no Alvirrubro, com direito a título e acesso da Série A3 de 2022.

Caio Bolonhin nasceu em Dracena (SP) e fez base no Santos, Guarani e Ponte Preta. O atleta jogou no Grêmio Novorizontino no Brasileiro Série D de 2019, no Monte Azul pela Série A2 entre 2020 e 2022 e defendeu o São Caetano no Brasileirão Série D de 2020. O goleiro defendeu também o Botafogo de Ribeirão Preto (SP) no Paulistão Série A1, Brasileiro Série C e Copa Paulista de 2021. Na Caldense, disputou o Campeonato Mineiro.

Tales Leonardo, natural de Araraquara (SP), retorna ao clube onde teve passagem de cinco temporadas. Antes de chegar ao Norusca, em 2017, defendeu Matonense, Olímpia e Itapirense. Ele foi revelado pela Ferroviária. Após a Série A3 de 2020 pelo Alvirrubro, ele defendeu o Comercial de Ribeirão, a Matonense novamente e mais recentemente o Pouso Alegre (MG), onde conquistou por lá o Acesso à Série C do Brasileirão, com o vice-campeonato.

Pablo Kaíque é natural de Monte Carmelo (MG), foi revelado pelo São Paulo e chegou ao Alvirrubro em dezembro de 2019. De lá pra cá, defendeu o time em 77 partidas, entre Campeonato Paulista e Copa Paulista. Antes de chegar ao time de Bauru, Pablo defendeu o Arapongas e o Apucarana. Pablo defendeu ainda as metas de Mirassol, Portuguesa Santista, Comercial, CAP Uberlândia-MG, URT-MG, Atlético Itapemirim-ES e Água Santa.


O time comandado por Luiz Carlos Martins ainda deve apresentar novos reforços na quinta-feira (12) à tarde, quando realizará uma coletiva de imprensa com atletas, comissão e diretoria. A estreia do Norusca na Série A2 deverá ser no dia 14 de janeiro, um sábado, às 19h, contra o XV de Piracicaba, no Estádio Alfredo de Castilho, em Bauru.

Leandro e Moisés serão os goleiros do Taubaté na Copa Paulista

Com informações do EC Taubaté
Fotos: divulgação Portuguesa Santista e Inter de Limeira

Leandro vem de empréstimo da Portuguesa Santista e Moisés estava na Inter de Limeira

Em preparação para a disputa da Copa Paulista, o Taubaté definiu oficialmente quais serão os goleiros que defenderão o manto alviazul na competição. O Burro da Central concluiu a contratação de Leandro e Moisés, que estarão à disposição do técnico Douglas Leite para o torneio que se inicia em 14 de setembro. O elenco alviazul é montado em parceria com a Galáticos Sports.

Leandro, de 32 anos, vem por empréstimo da Portuguesa Santista. Na última Série A2 do Paulistão, pelo time de Santos, foi eleito o melhor goleiro da competição pelo site Escanteio SP, especializado na cobertura do futebol estadual. "É uma grande oportunidade. Fico muito contente em defender o Taubaté nessa Copa Paulista e espero ajudar o clube a conquistar todos os objetivos dentro da competição", afirmou o arqueiro.

Já Moisés, de 31 anos, estava no Capivariano. Antes disso, conquistou dois acessos seguidos com a Inter de Limeira e chegou às semifinais da A2 do Campeonato Paulista com o São Bernardo. "Estou muito feliz. O Taubaté é um clube de muita tradição, que almeja coisas grandes, então vou me dedicar ao máximo para contribuir com os objetivos do clube", disse o goleiro, que também tem passagens por outros clubes de São Paulo.


Além dos novos goleiros, o Taubaté também tem outros atletas já acertados para a disputa da Copa Paulista, que serão anunciados nos próximos dias. Alguns deles já treinam para a competição, como, inclusive, os goleiros Giovanni e João Pedro, que fizram parte do elenco da última Série A2 e no momento fazem parte da preparação da equipe Sub20 para a disputa da Campeonato Paulista da categoria.

Gylmar e Cláudio - Uma data e dois grandes goleiros do Peixe

Por Gabriel Santana / Centro de Memória do Santos FC
Fotos: arquivo Santos FC

Gylmar e Cláudio faziam aniversário no mesmo dia: 22 de agosto

Separados por exatamente 10 anos, dois dos maiores goleiros da história do Santos e do futebol brasileiro nasceram hoje, dia 22 de agosto. O santista de nascimento Gylmar do Santos Neves é de 1930, já Cláudio Mauriz, nasceu em 1940, na cidade do Rio de Janeiro.

O “Girafa”, como também era conhecido Gylmar, iniciou profissionalmente no Jabaquara. O apelido veio pela sua altura de 1,81m ainda quando era um aspirante. Em 1949, aos 19 anos, depois de prestação militar, em que atendia como “Cabo Neves”, tornou-se titular da meta do Jabaquara. Já em 1951, após ser envolvido como contrapeso em uma negociação, transferiu-se para o Corinthians, onde permaneceu até 1961.


Voltou para a sua terra natal em 1962, aos 31 anos, para envergar a camisa do Glorioso Alvinegro Praiano. Com sua técnica, frieza e liderança, Gylmar foi sinônimo de confiança à frente do gol do Peixe. Sabia lidar com as pressões, principalmente nos momentos mais difíceis da partida.

Seus maiores desafios foram as finais da Taça Libertadores de 1962 e 1963, quando teve de aguentar a grande pressão do Peñarol, no estádio Centenário, e do Boca Juniors, em La Bombonera. Nas duas partidas o Peixe saiu vitorioso por 2 a 1.


A famosa frase “todo time começa por um grande goleiro” nunca esteve tão correta. A máquina santista da década de 1960 tinha o seu arqueiro perfeito. Gylmar fez 331 jogos pelo Alvinegro Praiano, pelo qual ganhou 18 títulos oficiais. É o único goleiro tetracampeão do mundo (Bicampeão pelo Santos e pela Seleção). Foi titular absoluto até 1965, justamente o ano em que o time santista contratou Cláudio, já se precavendo de uma possível aposentadoria de Gylmar.

Cláudio, agilidade acima de tudo - Cláudio César de Aguiar Mauriz não tinha a mesma estatura de Gylmar, possuía apenas 1,75m, mas sua agilidade e colocação compensavam a sua altura. Aos 20 anos ele começou no Fluminense, onde foi aluno de Carlos José Castilho, grande goleiro e técnico do Santos no título paulista de 1984. Antes de chegar à Vila Belmiro, passou ainda por Olaria e Bonsucesso.

Algo raro entre os atletas, Cláudio era poliglota. Falava Inglês e Espanhol, e era o tradutor oficial dos atletas santistas quando o Peixe realizava suas grandiosas excursões. Era um goleiro muito corajoso e não temia os choques com os atacantes. Conquistou seu primeiro título com o Peixe no ano seguinte à sua chegada, o Torneio Rio-São Paulo. De 1965 a 1973 fez 232 jogos pelo Santos e acumulou dez títulos oficiais.


Na Seleção Brasileira - A história de Gylmar na Seleção começou em 1953. Uma lesão o tirou da Copa do Mundo de 1954, na Suíça, porém foi o goleiro titular no Bicampeonato Mundial do Brasil, em 1958 e 1962. Disputou ainda a Copa de 1966. Ao todo, fez 103 partidas pela Seleção Canarinho.

Cláudio também foi cortado de uma Copa do Mundo por uma lesão, mas, infelizmente, não teve outra oportunidade, como Gylmar. Era um dos arqueiros favoritos do técnico João Saldanha e certamente iria para a Copa de 1970 se não fossem seus problemas no joelho. Entre 1962 e 1969 fez 10 jogos oficiais pelo Brasil.

Finais de ciclos - Gylmar fez sua última partida pelo Santos em 1969. Ao longo de sua carreira foi extremamente comportado, e por isso recebeu o troféu Belfort Duarte, que era oferecido aos atletas mais disciplinados do futebol.

Ao abandonar os campos, Gylmar trabalhou em sua concessionária de automóveis e assumiu cargos administrativos na Confederação Brasileira de Futebol e na Secretaria Municipal de Esportes. Em 2000 um Acidente Vascular Cerebral lhe tirou a fala e o colocou em uma cadeira de rodas. Em 2013 teve um infarto e não resistiu. Faleceu em São Paulo, em 25 de agosto de 2013, apenas três dias depois de completar 83 anos.


Já Cláudio realizou seu ultimo jogo em 1973. Após diversos choques com atacantes, o arqueiro valente perdeu os seus meniscos, o que o afastou do futebol por mais de um ano, situação em que o desanimou para continuar jogando. Infelizmente ele também contraiu câncer nas cordas vocais e faleceu com apenas 38 anos, no dia 24 de julho de 1979, em Nova York, onde estava internado.

Gylmar dos Santos Neves e Cláudio Mauriz, dois grandes goleiros e ídolos da história do futebol brasileiro que nasceram no mesmo dia e ficarão para sempre eternizados na memória do esporte mais popular do mundo.

Cleyton, Rodrigo Calchi e Leandro Alves serão os goleiros da Briosa no retorno da A2

Foto: Walter Dias



Com a confirmação do retorno do Campeonato Paulista da Série A2 de 2020 cada vez mais próxima, a Portuguesa Santista, que será dirigida por Elder Campos, está se movimentando para remontar o elenco para a disputa da competição. A Briosa, de acordo com informação publicada pelo jornalista Walter Dias, já tem os três goleiros, todos conhecidos da torcida: Cleyton, que já estava no clube, Rodrigo Calchi, que já defendeu a equipe em outras temporadas, e Leandro Alves, que veio da base.

Cleyton, de 27 anos e que começou nas categorias de base do Desportivo Brasil e teve passagem pelo Penapolense, foi titular da equipe Rubro Verde no título da Segunda Divisão Paulista, em 2016, e também no vice da A3 em 2018, esteve no Novorizontino e voltou para a Briosa este ano, onde começou a A2 como reserva de João Lucas, mas nos últimos jogos tinha tomado a posição.


Já o experiente Rodrigo Calchi, de 34 anos, vai para a sua terceira passagem pelo clube que defendeu nas Séries A3 de 2010 e 2018, quando foi reserva de Cleyton na maior parte da competição onde a equipe foi vice-campeã. Calchi começou na base do Santos e passou por Taubaté, Jabaquara, Rio Branco, Olímpia, Monte Alegre, Francana, Oeste, Ituano, Miramar, São Vicente, Marília, Comercial, São Carlos, Serrano-PB e Anapolina, clube que defendeu no primeiro semestre de 2020.

Já o terceiro goleiro é 'cria da casa'. Leandro Alves, de 17 anos (completa 18 em setembro) chegou na Portuguesa Santista em 2018. Passou dois anos pelo time Sub-17, onde ficou conhecido pelo treinador Elder Campos, e neste ano estava no Sub-20, que também era dirigido pelo técnico que assumiu a equipe profissional. O jogador, antes da Briosa, atuou pelo Sub-15 do São Paulo FC.


Elenco - Até o momento, a Portuguesa Santista tem dois jogadores que estavam no clube antes da parada da A2 com contrato: o zagueiro Brumati e o atacante Galego. O meia Gabriel Terra foi emprestado ao Juventude. Além disso, há dois jogadores da base com contratos profissional (André Lucas e Deyvid, este voltou de empréstimo do Santos), além do zagueiro Gabriel Marinho. Porém, de acordo com o clube, 70% dos atletas que estavam na equipe no primeiro semestre estão apalavrados para voltarem.

Competição - A Portuguesa Santista ocupa a terceira colocação no Campeonato Paulista da Série A2 de 2020, com 20 pontos, dois a menos que o líder São Bernardo FC. A Briosa ainda tem três jogos na primeira fase: Juventus e Monte Azul, fora de casa, e encerra contra o Votuporanguense, com mando da partida.

Portuguesa Carioca apresenta os goleiros Ranule e Jefferson

Com informações da Agência FERJ
Foto: André Oliveira/AAP

Ranule (E) e Jefferson foram apresentados pela Lusa

A Portuguesa Carioca segue se reforçando para a disputa do Campeonato Brasileiro da Série D de 2019 e apresentou nesta quarta-feira, dia 10, dois reforços para o gol: Ranule e Jefferson, que defenderam Resende e Nova Iguaçu, respectivamente, no Campeonato Carioca.

Ranule, de 25 anos, começou a carreira no Democrata de Sete Lagoas também jogou por Minas Boca, Esportiva Guaxupé, Nacional de Muriaé, Tupi e Villa Nova, todos de Minas Gerais, além do Atlético Itapemirim-ES. No Gigante do Vale disputou 16 jogos e e sofreu 19 gols.

Já Jefferson, de 32 anos, soma 195 partidas pelo Nova Iguaçu, sendo recordista do clube. Ele chegou ao Laranja da Baixada em 2011 e saiu, por empréstimo, apenas duas vezes, em 2017 e 2018, para o Bangu e o Bolívar-BOL, respectivamente.

A Portuguesa abre a participação na Série D do Brasileirão em 5 de maio. Integrante do Grupo A12, a Lusa terá três concorrentes na chave: Caldense-MG, Sobradinho-DF e Vitória-ES. A Lusa Carioca estará na briga por uma das quatro de vagas de acesso para a Série C.

Internacional - Escola de goleiros para a Seleção Brasileira

Com informações do site oficial do Internacional


Revelado pelo Internacional, Alisson, hoje atuando no Liverpool e titular da Seleção Brasileira desde quando Dunga ainda era o treinador, não foi o único goleiro que passou pelo Colorado a vestir a camisa número 1 do time canarinho. Além dele, outros cinco goleiros que vestiram a camisa alvirrubra também defenderam o país do futebol.

Começando por Alisson. Ele chegou à seleção cinco vezes campeã do mundo em 2015 e virou titular logo em seguida, quando ainda era jogador do Internacional. O mais interessante é que no time canarinho, ele é treinado por um ex-goleiro do Colorado e da própria Seleção, Taffarel, de quem vamos falar mais à frente.

Mas esse elo de goleiros entre Inter e Brasil começou nos anos 70, quando Manga defendeu o Clube do Povo, sagrando-se campeão brasileiro. O arqueiro havia defendido a seleção canarinho em meados dos anos 60, onde disputou a Copa do Mundo de 1966 na Inglaterra.

Cria do Celeiro de Ases, Gilmar Rinaldi atuou nos jogos Olímpicos em 1984, enquanto defendia o manto vermelho e depois esteve com a delegação tetracampeã mundial nos Estados Unidos. Juntamente com Gilmar, Taffarel, outro grande nome da escola de goleiros do Colorado, foi campeão mundial em 94, sendo fundamental na conquista do tetracampeonato. Ele virou titular da Seleção quando ainda defendia o Colorado e disputou a Copa de 1990 (uma das três em que ele foi dono da camisa 1) como atleta do clube.

André Döring, cria do Colorado, que jogou no Inter por muitos anos, também defendeu o país enquanto era jogador do Clube, foi em 1998, contra a Iuguslávia. Foi apenas uma partida, mas colocou seu nome na grande história canarinho.

Um goleiro com passagem no Inter tem seu nome marcado na história da Seleção: Dida. Ele chegou no clube já veterano, foi reserva de Alisson, inclusive, e trilhou um belo caminho com a camisa verde e amarela, tendo ido a três Copas e conquistando o título em 2002 na suplência de Marcos.

Dos seis goleiros que jogaram no Inter e serviram o país, quatro começaram no Celeiro de Ases, na conhecida e renomada escola de goleiros colorada. A camisa vermelha e branca se cruza com a história do verde e amarelo e, novamente, um goleiro colorado é esperança de sucesso no gol brasileiro.

Incrível como evoluíram tecnicamente os goleiros

Por Lula Terras


Terminada mais uma edição da Copa das Confederações e, ao contrário do protagonismo ficar entre as costumeiras estrelas, que jogam na linha, o destaque, a meu ver, foram os goleiros, de uma maneira geral. Essa avaliação fica clara com a premiação do goleiro mexicano Ochoa, como o melhor em campo, na disputa do Terceiro Lugar, contra Portugal, cujo goleiro, Rui Patrício, também só faltou fazer chover neste jogo.

Vale lembrar que no Brasil, a situação é semelhante, por contar com excelentes goleiros, ao ponto das especulações, por ocasião da convocação para a Seleção Brasileira, uma das posições que não é unanimidade é justamente a de goleiro. Nossos analistas, dificilmente questionam as escolhas do treinador Tite, justamente por entender que a nossa safra de goleiros está muito boa. Hoje, no Brasil, existem ao menos seis opções de nomes que podem integrar o selecionado brasileiro.

No meu ponto de vista são esses: Vanderlei (Santos), Weverton (Atlético Paranaense), Cássio (Corinthians), Marcelo Grohe (Grêmio), Victor (Atlético Mineiro), Fábio (Cruzeiro). Outros, não citados, também podem se aproveitados, conforme o entendimento do treinador Tite, que tem na Comissão Técnica, nada menos do que o campeão mundial pelo Brasil, em 1994, Taffarel, e vem realizando excelente trabalho na Seleção.

Aí, vem outra questão que não tem sido lembrada e que, para mim é a grande responsável pelo atual quadro, no futebol, que é a destinação de um treinador específico para goleiros. Esta prática ganhou destaque no Brasil, através de um dos maiores goleiros que atuaram pelo Palmeiras, Valdir Joaquim de Morais, que foi responsável pelo sucesso de muitos goleiros.

Agora, vamos torcer para que surjam métodos igualmente vitoriosos para o surgimento de novos craques, para atuar na linha, uma vez, que o último grande craque brasileiro, Neymar Júnior, surgiu pela habilidade natural, o que o diferencia dos demais.

Todos os goleiros brasileiros convocados para Copas do Mundo


O dia 26 de abril é marcado pela data de nascimento do goleiro Manga, um dos mais populares da posição no Brasil. Por isto, este foi o dia escolhido para ser o Dia Nacional do Goleiro. Manga esteve presente na Copa de 1966, na Inglaterra, onde jogou apenas uma partida, na derrota para Portugal.

Porém, tivemos grandes goleiros defendendo a Seleção Brasileira em todas as Copas do Mundos (vale lembrar que o time canarinho é o único que jogou todas as edições da competição e a que detém o maior número de títulos, cinco) e, por isso, O Curioso do Futebol levantou todos os arqueiros brasileiros que estiveram no Mundial.

Copa de 1930
Joel, Velloso, Zé Luiz
Copa de 1934
Germano e Pedrosa
Copa de 1938
Batatais e Walter
Copa de 1950
Barbosa e Castilho
Copa de 1954
Castilho, Cabeção e Veludo
Copa de 1958
Castilho e Gilmar
Copa de 1962
Gilmar e Castilho
Copa de 1966
Gilmar e Manga
Copa de 1970
Félix, Ado e Leão
Copa de 1974
Leão, Renato e Valdir Peres
Copa de 1978
Leão, Carlos e Valdir Peres
Copa de 1982
Valdir Peres, Paulo Sérgio e Carlos
Copa de 1986
Leão, Carlos e Paulo Vitor
Copa de 1990
Taffarel, Acácio e Zé Carlos
Copa de 1994
Taffarel, Zetti e Gilmar
Copa de 1998
Taffarel, Carlos Germano e Dida
Copa de 2002
Dida, Marcos e Rogério Ceni
Copa de 2006
Dida, Julio Cesar e Rogério Ceni
Copa de 2010
Julio Cesar, Doni e Gomes
Copa de 2014
Julio Cesar, Jefferson e Vitor

Bragantino 1 x 1 Santos FC - Em 1994, dois atacantes improvisados como goleiros

Nando e Guga: dois atacantes que tiveram que se virar como goleiros no fim da partida

Sempre é um sacrifício quando o técnico de algum time fez já as três substituições e tem o seu goleiro expulso ou machucado. Todos ficam apavorados, já que a única solução é improvisar um jogador de linha na meta. Imagine quando acontece isso com as duas equipes que estão se enfrentando? Pois é, o fato já aconteceu em um Bragantino 1 x 1 Santos FC, que ocorreu em 20 de março de 1994, válido pelo Campeonato Paulista daquele ano, no então Estádio Marcelo Stéfani (hoje Nabi Abi Chedid), em Bragança Paulista.

Se não chegava a ser considerado um clássico, Bragantino e Santos era sempre um jogo que chamava a atenção na primeira metade dos anos 90, muito pelas campanhas que o Massa Bruta fez naquela época (campeão paulista em 1990, vice brasileiro em 1991). O Peixe vivia a sua fila que completava, naquele momento, 10 anos, mas o peso da camisa e a história do clube sempre deixaram a equipe em evidência.

Porém, naquele Paulistão, as duas equipes não vinham bem na competição. O Santos, que era comandando por Serginho Chulapa, até esboçava uma reação, depois de ficar algumas rodadas sem vencer. Já o Bragantino, do então iugoslavo Dusan Draskovic, estava no meio da tabela. Portanto, a vitória era importante para os times.

A partida, na verdade, esteve longe de ser um primor técnico. Ambas as equipes criaram pouco na primeira etapa, até que aos 41 minutos, Pires deu um belo passe para Ciro, que aproveitou a desatenção da zaga do time praiano e balançou as redes do gol defendido por Edinho: Bragantino 1 a 0.

Quatro minutos depois, um pouco antes do apito final do primeiro tempo, Cerezo encontrou Macedo invadindo a área e o atacante do Peixe foi derrubado primeiro pelo zagueiro Da Guia e depois pelo goleiro Marcelo. Pênalti, que o centroavante Guga, que havia sido artilheiro do Brasileirão do ano anterior, bateu e converteu: no placar do Marcelo Stéfani, 1 a 1.

Marcelo e Edinho foram expulsos quando
todas as substituições já haviam sido feitas

Apesar dos gols no fim da primeira etapa, o segundo tempo voltou a ficar em ritmo sonolento, com as duas equipes pouco criando. Até parecia que tanto o Bragantino como o Santos gostavam da igualdade do marcador. Porém, tudo mudou aos 32 minutos e uma partida sem graça tomou ares de dramaticidade.

O Peixe armou um contra-ataque e Macedo carregava a bola, sozinho, na intermediária, mas antes de chegar à área, o goleiro do Bragantino, Marcelo, se adiantou e cometeu falta. Como era o último homem, o árbitro Dagoberto Teixeira não teve dúvidas: expulsou o arqueiro do Massa Bruta. Como o técnico Dusan Draskovic já havia feito as duas substituições que tinha direito (a regra das três trocas passou a valer na Copa do Mundo de 1994, meses após a esta partida), o atacante Nando foi improvisado como arqueiro.

A vantagem numérica durou apenas sete minutos para o Alvinegro Praiano. Os gandulas estavam demorando para repor a bola e isso estava irritando o goleiro Edinho, filho de Pelé. Até que uma hora ele empurrou um deles, o bandeirinha viu e comunicou o árbitro: mais um goleiro expulso, e agora do Santos. Para 'variar', Serginho Chulapa também tinha feito as duas substituições e Guga, conhecido por fazer muitos gols em sua carreira, foi fazer justamente o contrário: evitar que a rede fosse balançada.

E não é que os dois conseguiram ter êxito no objetivo! Tudo bem que o Bragantino não conseguiu armar jogadas de ataque e fazer com que Guga trabalhasse como goleiro. Porém, Nando teve que mostrar serviço e em pelo menos duas oportunidades mostrou habilidade na posição: espalmou para escanteio uma cobrança de falta de Paulinho Kobayashi e fez boa defesa em um arremate de Zé Renato, além de ter tido sorte em uma bola que explodiu na trave após chute de Kobayashi.

Pois bem, o placar não foi alterado após a obrigatória improvisação dos atacantes como goleiros e a partida terminou 1 a 1. Apesar disso, Serginho Chulapa ficou possesso com Edinho, já que ele prejudicou o time da Vila Belmiro, que poderia ter mantido a vantagem numérica de jogadores e ter conseguido um resultado melhor.

Ficha Técnica

BRAGANTINO 1 X 1 SANTOS FC

Data: 20 de março de 1994
Local: Estádio Marcelo Stefani - Bragança Paulista-SP
Público: 3.046 pagantes
Renda: CR$ 5.139.400,00
Árbitro: Dagoberto Teixeira

Cartões Amarelos
Santos FC: Júnior, Sérgio Santos, Macedo, Zé Renato e Guga

Cartões Vermelhos
Bragantino: Marcelo
Santos FC: Edinho

Gols
Bragantino: Ciro, aos 41' do primeiro tempo.
Santos FC: Guga (pênalti), aos 45' do primeiro tempo.

Bragantino: Marcelo; Marcão, Remerson, Nei e Da Guia; Pires (João Henrique), Valmir, Marcelo Prates e Carlos Augusto (Ludo); Nando e Ciro - Técnico: Dusan Drascovic

Santos FC: Edinho; Índio, Júnior, Marcelo Fernandes e Luciano Carlos; Sérgio Santos, Cerezo, Carlinhos (Paulinho Kobayashi) e Raniélli (Zé Renato); Macedo e Guga - Técnico: Serginho Chulapa.

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