Mostrando postagens com marcador Taffarel. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Taffarel. Mostrar todas as postagens

"Sai que é sua, Taffarel!" - Histórico goleiro completa 59 anos

Com informações da CBF
Foto: arquivo / Fifa.com

Taffarel comemora o título da Copa de 1994 sobre a Itália, após Roberto Baggio desperdiçar a cobrança de pênalti

Taffarel, um dos heróis do Tetra, completa 59 anos nesta quinta-feira (8). Na Copa de 1994, o goleiro eternizou seu nome da história da Amarelinha como campeão mundial, ao lado de outras lendas convocadas pelo treinador Carlos Alberto Parreira.

Este foi o ponto alto de sua carreira na Seleção, que envolveu também as conquistas da Copa América de 1989 e 97, Pan-Americano de 1987, da medalha de prata nas Olimpíadas de Seul 1988 e as convocações para os Mundiais de 1990 e 98.

Nascido em 8 de maio de 1966, Cláudio André Mergen Taffarel foi convocado de 1988 a 1998. No período, disputou 108 jogos, com 64 vitórias, 31 empates e 13 derrotas. Além dos títulos, segue na memória do torcedor brasileiro a defesa de Taffarel na disputa por pênaltis pela semifinal da Copa de 98, contra a Holanda, e os gritos de "Sai, sai, sai, sai que é sua, Taffarel!".

Por clubes, o gaúcho de Santa Rosa (RS) foi revelado pelo Internacional e chegou ao Colorado em 1985. Lá ficou até 1990, consolidando-se como um dos melhores de sua posição no país. Em seguida, foi contratado pelo Parma, sendo bicampeão da Copa da Itália (1991/92 e 2001/02) e campeão da Recopa Europeia (1992/93). Passou ainda pelo italiano Reggiana antes de retornar ao Brasil.


Em sua volta, jogou no Atlético-MG e levantou a taça do Campeonato Mineiro (1995) e da Copa Conmebol (1997). Transferiu-se, na sequência, para o Galatasaray, em que venceu o Campeonato Turco (1998/99 e 1999/00), a Copa da Turquia (1998/99 e 1999/00), a Copa da UEFA (1999/00) e a Supercopa da UEFA (2000). Aposentou-se em 2003 no Parma.

A boa passagem de Taffarel pelo Galo

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Taffarel atuando no Galo

Hoje atuando como preparador de goleiros do Liverpool, onde trabalha diretamente com seu pupilo Alisson, Claudio Taffarel foi, muito antes de escolher a carreira de treinar goleiros, um bom defensor das traves que se destacou pelo crescimento que tinha em jogos decisivos e, principalmente em decisões por pênaltis. Conhecido como um dos maiores responsáveis pelo quarto título mundial da Seleção Brasileira, o goleiro gaúcho teve entre suas passagens na carreira uma ótima estadia no Galo.

Nascido de 8 de maio de 1966, Taffarel chegou ao Atlético Mineiro em 1995, depois de passar pelo Parma e por empréstimo pela Reggiana antes de chegar ao time alvinegro de Belo Horizonte, Havia jogado bem nas duas primeiras temporadas em Parma, mas seu desempenho caiu em 1992/1993. Acabou se recuperando na Reggiana e depois de mais algum tempo no banco do Parma chegou ao Galo.

Foi titular no Atlético Mineiro desde o início de sua passagem, mais uma vez se convertendo rapidamente num dos principais jogadores do time mineiro. Já em seu primeiro ano conquista o primeiro título jogando pelos atleticanos, quando é campeão do Campeonato Mineiro daquele ano. Com boas partidas, seguiu sendo convocado a Seleção Brasileira e rapidamente caiu nas graças do torcedor atleticano. Viveu porém, um momento tenso quando na final da Copa Conmebol de 1995 o Galo tomou a revertida de um 4 a 0 na ida da decisão contra o Rosário Central e perdeu nos pênaltis.


Em 1996, fez boa temporada, mas não conseguiu ajudar o Atlético a conquistar nenhum título naquele momento. Acaba vivendo um grande ano pelo Galo em 1997, quando suas boas atuações ajudam o time a conseguir a conquista da Taça Centenário de Belo Horizonte e da Copa Conmebol, dessa vez numa vitória até tranquila diante do Lánus, em jogo que foi decidido já na Argentina com uma vitória por 4 a 1. 

Seguiu titular durante o ano de 1998 e mais uma vez seu bom futebol garantiu que fosse convocado para a Copa do Mundo de 1998, onde seria titular. Acabou deixando o Galo justamente após o mundial, quando acabou negociado com o Galatasaray. Deixou inclusive uma carta pública de agradecimento ao Atlético Mineiro em um jornal impresso do estado após sua saída. No total, atuou em 191 partidas pelo Galo, sendo o terceiro goleiro que mais atuou pelo clube.

Taffarel e a Seleção Brasileira

Com informações da CBF
Foto: arquivo

Taffarel em 1994: campeão do mundo

Nenhuma seleção de futebol no mundo representa tanto um povo quanto a do Brasil. Defender a meta da Seleção Brasileira é a mesma coisa que estar à frente de um país inteiro. Ninguém mais defendeu nosso país do que Cláudio Taffarel, que completa 55 anos neste 8 de maio de 2021. Foram 108 jogos em dez anos – 1988 a 1998 – pela Canarinho. É o goleiro que mais vestiu a camisa amarela na história.

Ser arqueiro de uma seleção é estar à frente de um país inteiro. Foi assim que Taffarel se tornou ídolo de uma Nação. Durante a Copa do Mundo de 1994, o goleiro foi um dos símbolos da conquista do tetra. Na decisão por pênaltis da grande final diante da Itália, foi sua defesa na penúltima cobrança que colocou o Brasil com uma das mãos na taça.

No imaginário do torcedor brasileiro, principalmente os que acompanharam as Copas do Mundo dos anos 90, estará para sempre o goleiro loiro vestindo a histórica camisa verde. Ainda têm pesadelos os holandeses com a marca do pênalti e Taffarel pela frente. Na semifinal da Copa da França, o goleiro foi protagonista na disputa de penalidades diante da Holanda.

E tudo começou quando ele defendia o Internacional de Porto Alegre, clube pelo qual fez história. Em julho de 1988, Taffarel foi convocado pelo técnico Carlos Alberto Silva para enfrentar a Austrália, pelo Torneio do Bicentenário de Independência. Foram pouco mais de 15 mil pessoas que acompanharam a estreia do goleiro pela Seleção no Olympic Park, em Melbourne. Vitória por 1 a 0.


A partir daí, mais de 100 vezes Taffarel defendeu com talento a Seleção Brasileira de maneira incontestável: uma Copa do Mundo (1994), duas Copas Américas (1989 e 1997), uma medalha de prata olímpica em Seul-1988 e uma medalha de ouro pan-americana em Indianápolis-1987. E, ainda hoje, põe seu conhecimento a serviço da Canarinho: Taffarel é o preparador de goleiros do Brasil.

Taffarel pegando pênaltis contra a Alemanha Ocidental nas Olimpíadas de 88

Por Lucas Paes

Taffarel foi herói do Brasil na semifinal olímpica de 1988

Taffarel foi um dos maiores goleiros brasileiros da história. Herói do título da Copa do Mundo de 1994 e da campanha de 1998, o arqueiro, que aniversaria nesse dia 8 de maio, foi um titã debaixo das traves e crescia de maneira absurda em decisões nas penalidades máximas. A primeira vez que isso foi testado de maneira crucial acabou rolando nos Jogos Olímpicos de 1988, em Seoul quando em um jogo diante da Alemanha Ocidental, Taffarel mostrou para o mundo a primeira grande aparição do monstro dos pênaltis que apavoraria o planeta nos anos 1990.

O Brasil tinha um time com algumas "promessas", como Romário e Taffarel. Além deles, figuras como Bebeto e Neto ainda estavam na equipe. A Alemanha, por sua vez, tinha Klinsmann e Hassler como os principais nomes que estourariam. Na época, só podiam jogar os jogos olimpicos jogadores que não jogaram até ali uma Copa do Mundo, independente de idade. 

E o jogo, no Estádio Olimpico, foi dificil. Os alemães, frios, saíram a frente com Fach, aos 5 minutos do segundo tempo, em cobrança de falta da entrada da área em que o jogador completou para o gol, após bobeira da defesa brasuca. O empate brasileiro veio já aos 34 minutos, em jogada pela direita de Careca, que não é aquele, para Romário marcar de cabeça. Com o empate, a decisão seria nas penalidades máximas.

 Gols e pênaltis da semifinal de Seul 1988

Nos pênaltis, brilhou pela primeira vez a estrela absurda de Taffarel. Logo na primeira cobrança, o arqueiro defendeu o chute de Janssen. Depois, Klinsmann chutou na trave. Ai, Luiz Carlos, Keppinger e o Baixinho fizeram. Fach marcou e ai André Cruz, na hora de fechar, acabou desperdiçando. Futtke, porém, também parou em Taffarel, que começava sua história de heroísmo com a Amarelinha.

Traumaticamente, o Brasil acabou derrotado pelos Soviéticos na prorrogação, enquanto a Alemanha atropleou a Itália no terceiro lugar. Taffarel, numa prévia do que viria em anos seguintes, virou uma divindade da penalidade, criando o primeiro "meme" brasileiro, que surgiu antes mesmo da invenção da internet, no "Sai que é sua Taffarel", bordão consagrado por Galvão Bueno. A Alemanha, campeã mundial em 1990, viveria uma decadência surreal nos anos 1990 que culminou em todo o processo que torna o país hoje um celeiro de revelações.

Taffarel no Atlético Mineiro

Com informações do site oficial do Atlético Mineiro
Foto: divulgação Atlético Mineiro

Taffarel defendeu o Galo entre 1995 e 1998

Taffarel chegou ao Atlético em 1995, logo após se sagrar tetracampeão mundial pela Seleção Brasileira, contratado junto ao Parma, da Itália por R$1,3 milhão, até então a contratação de goleiro mais cara da história do futebol brasileiro. Sua chegada foi celebrada com grande festa nas ruas de Belo Horizonte.

Taffarel fez sua estreia pelo Galo em um amistoso contra o Flamengo, em 10 de fevereiro de 1995, no qual o placar foi de 3 a 2 para o Atlético. Rapidamente, o goleiro se tornou ídolo da Massa. Atuou pelo Galo de 1995 até 1998, sendo que seu último jogo foi a vitória por 2 a 0 sobre a Caldense, pelo Campeonato Mineiro.

Taffarel é o 4º goleiro que mais atuou pelo Atlético em toda a história. Ele disputou 191 jogos com a camisa alvinegra e levou 203 gols, tendo conquistado três títulos: Campeonato Mineiro de 1995, Copa Centenário de Belo Horizonte 1997 e Copa Conmebol 1997. Bastava uma grande defesa e o grito ecoava no Mineirão: El, el, el, sai que é sua Taffarel!

Após disputar a Copa do Mundo de 1998, seguiu para o Galatasaray, da Turquia. Devido ao carinho que desenvolveu pela torcida atleticana, escreveu uma carta à torcida explicando os motivos que o fizeram decidir por sair do clube. Esta carta foi publicada no jornal Estado de Minas, em 12 de julho de 1998.
Mineiros,
Muitas vezes em entrevistas vocês me ouviram falar sobre o quanto eu estava bem em Belo Horizonte e o quanto foi importante para mim, minha carreira e minha família a acolhida que BH e todo o Estado de Minas Gerais me deram. A minha chegada, aquela emocionante e inesquecível recepção, os momentos felizes com um time de garra e coração como poucos, as tristezas que o futebol volta e meia traz, os altos e baixos foram divididos com muita dignidade.
A verdade é que estes três anos e meio que passei com vocês me fizeram sentir parte desse povo e a minha sensação foi retribuída quando, através da Medalha da Inconfidência, recebida das mãos do governador Eduardo Azeredo, senti a honra de fazer parte de uma terra tão importante na história do nosso País. No momento em que as coisas pareciam estar complicadas, foi Belo Horizonte, que por indicação do vereador Ronaldo Gontijo, me agraciou com o título de Cidadão Honorário.
Sabem, eu estava em casa. Tão em casa que meus companheiros de time, meus treinadores (quase todos), e os funcionários do Atlético eram pra mim como uma grande família. 
Toda esta identificação teve um preço, e eu não pude, muitas vezes, cruzar os braços vendo tantas injustiças que aconteciam com esta gente a quem eu quero tão bem. Na Vila Olímpica, na concentração, no vestiário, no Mineirão, tantas vezes recebi meus filhos como se tudo aquilo fosse também um pouco meu.
Com quanta alegria eu ouvia a Massa Atleticana gritando: “El, el el, sai que é sua Taffarel!!!”. Me lembro de cada cidade do estado de Minas Gerais e da maneira como sempre me receberam com palmas, gritos de incentivo e até homenagens, mas, sobretudo, com carinho e respeito. Depois de um gol sem explicação, de uma briga ou outra situação ruim, nunca faltaram mensagens de otimismo por parte da torcida do Galo. Bastava abrir um jornal no dia seguinte e lá estava o atleticano me dando o maior crédito. E este é o tipo de coisa que marca a vida da gente.
Amizades verdadeiras não faltaram neste tempo em que estive com vocês, dentro do meu clube, todos, e fora dele, muitos. Tantas vezes recebi cumprimentos de cruzeirenses e americanos que, independentemente das cores, provaram com isto a esportividade que falta ao futebol hoje. Gostaria de citar o nome de todos os amigos, de todas as pessoas que me deram força, de todos os torcedores que gritavam meu nome, de todos. Mas escolhi um que representa bem o verdadeiro mineiro, o tipo de amigo, fã que todo jogador gostaria de ter e que eu tive: Gerson Sabino (ele deixou BH antes de mim).
Dentro da imprensa também fiz amigos que me ajudaram a esclarecer para muitos o que não era do interesse de poucos. E foi também esta imprensa que me elegeu para Troféu Guará, Kafunga e como uma das 100 personalidades esportivas nos 100 anos de Belo Horizonte.
Tudo isto e mais os títulos e quase títulos com o Galo, coroam estes quase quatro anos. Agradeço a Deus por tudo e pela oportunidade de ter vivido o que vivi porque no meu coração vou ter sempre a recordação calorosa e simples deste povo das Minas Gerais. Afinal, só mesmo se eu fosse uma criatura amarga poderia deixar que poucos momentos de tristeza causados por pessoas de espírito tão pobre, sobrepusessem as alegrias que vocês, meus amigos, me proporcionaram.
Se hoje estou deixando Belo Horizonte, não é por minha vontade, é porque relacionamentos profissionais como o que eu tenho com a diretoria do Atlético atingem limites e o limite foi atingido. O que eu quero dizer a vocês é que as diretorias passam, os jogadores chegam e vão embora, mas o Atlético Mineiro é uma instituição. Um clube de tradição, de força, de raça e com uma das maiores e melhores torcidas do Brasil. Por isso, mesmo sem TAFFAREL o grito do GALO vai continuar ecoando por todos os grandes estádios do país e onde quer que eu esteja, tenho certeza, vou ouvi-lo.
Um forte abraço, Taffarel.”

Internacional - Escola de goleiros para a Seleção Brasileira

Com informações do site oficial do Internacional


Revelado pelo Internacional, Alisson, hoje atuando no Liverpool e titular da Seleção Brasileira desde quando Dunga ainda era o treinador, não foi o único goleiro que passou pelo Colorado a vestir a camisa número 1 do time canarinho. Além dele, outros cinco goleiros que vestiram a camisa alvirrubra também defenderam o país do futebol.

Começando por Alisson. Ele chegou à seleção cinco vezes campeã do mundo em 2015 e virou titular logo em seguida, quando ainda era jogador do Internacional. O mais interessante é que no time canarinho, ele é treinado por um ex-goleiro do Colorado e da própria Seleção, Taffarel, de quem vamos falar mais à frente.

Mas esse elo de goleiros entre Inter e Brasil começou nos anos 70, quando Manga defendeu o Clube do Povo, sagrando-se campeão brasileiro. O arqueiro havia defendido a seleção canarinho em meados dos anos 60, onde disputou a Copa do Mundo de 1966 na Inglaterra.

Cria do Celeiro de Ases, Gilmar Rinaldi atuou nos jogos Olímpicos em 1984, enquanto defendia o manto vermelho e depois esteve com a delegação tetracampeã mundial nos Estados Unidos. Juntamente com Gilmar, Taffarel, outro grande nome da escola de goleiros do Colorado, foi campeão mundial em 94, sendo fundamental na conquista do tetracampeonato. Ele virou titular da Seleção quando ainda defendia o Colorado e disputou a Copa de 1990 (uma das três em que ele foi dono da camisa 1) como atleta do clube.

André Döring, cria do Colorado, que jogou no Inter por muitos anos, também defendeu o país enquanto era jogador do Clube, foi em 1998, contra a Iuguslávia. Foi apenas uma partida, mas colocou seu nome na grande história canarinho.

Um goleiro com passagem no Inter tem seu nome marcado na história da Seleção: Dida. Ele chegou no clube já veterano, foi reserva de Alisson, inclusive, e trilhou um belo caminho com a camisa verde e amarela, tendo ido a três Copas e conquistando o título em 2002 na suplência de Marcos.

Dos seis goleiros que jogaram no Inter e serviram o país, quatro começaram no Celeiro de Ases, na conhecida e renomada escola de goleiros colorada. A camisa vermelha e branca se cruza com a história do verde e amarelo e, novamente, um goleiro colorado é esperança de sucesso no gol brasileiro.

As camisas de Taffarel

Por Victor de Andrade


Um dos maiores goleiros da história da Seleção Brasileira está completando 52 anos neste 8 de maio de 2018. Cláudio André Mergen Taffarel, ou simplesmente Taffarel, foi o titular absoluto do gol da Seleção Brasileira principal por 10 anos. Além disso, deixou sua marca no Internacional de Porto Alegre, onde começou, Parma, Reggiana, Atlético Mineiro e Galatasaray.

Veja abaixo como foi a carreira de Taffarel em todas as camisas que defendeu:

INTERNACIONAL

Surgindo no Inter e já de olho na Seleção

Começou a jogar profissionalmente no Colorado em 1985 e se tornou ídolo imediato de uma torcida acostumada com goleiros sensacionais como Manga e Benítez. Taffarel, inclusive, apareceria para o futebol sendo conhecido pelo seu primeiro nome, Cláudio. Muito jovem, Taffarel marcou presença no Brasileiro de 1986, quando foi uma das revelações da competição. Taffarel rapidamente se tornou uma presença nacional de destaque, com sua convocação para seleção sendo praticamente exigida por toda a torcida brasileira devido a suas grandes atuações no Inter. Foi um dos destaques da final da Copa União de 1987 (equivalente ao Campeonato Brasileiro). No ano seguinte, levou o Inter a mais uma final de Campeonato Brasileiro, ficando com o vice-campeonato pela segunda vez consecutiva. Deixou o Internacional depois da Copa do Mundo de 1990 tendo disputado 24 Grenais, mas sem ter conquistado nenhum título.

PARMA

Taffarel ganhou prêmios jogando pelo Parma

O melhor goleiro brasileiro no final da década de 80 e em toda a década de 90, Taffarel era sinônimo de ser goleiro. Ídolo nacional, construiu sua carreira europeia no Parma, da Itália, que o contratou após a Copa do Mundo de 1990 na Velha Bota. Taffarel jogou pelo Parma por 5 temporadas. Sua primeira passagem foi de 1990 a 1993, período em que conquistou 2 títulos importantes: a Copa da Itália, em 1992, e Recopa Europeia, em 1993. Estreou com a camisa número 1(um) do clube italiano na temporada 1990-1991, jogando todas as 34 partidas do Campeonato Italiano, e repetiu o feito na temporada 1991-1992. Seu retorno ao clube aconteceu já no final de sua carreira, na temporada 2001-02, com tempo de conquistar mais um título no seu currículo: a Copa da Itália de 2002, após bos defesas na vitória na final contra a Juventus. Nessa época, Taffarel era sondado por vários clubes do Brasil: Corinthians, Cruzeiro e Fluminense. Entretanto, em 2003, aos 37 anos, o brasileiro preferiu encerrar sua carreira em território italiano.

REGGIANA

Defendendo o Reggiana na temporada 1993/1994

Na temporada 1993-94, por causa do número de estrangeiros no elenco, Taffarel foi emprestado pelo Parma para o Reggiana da Itália. O reforço do brasileiro fez com que o time permanecesse na Serie A para a próxima temporada. Defendeu um pênalti na última rodada do Campeonato Italiano de 1993-1994 contra o Milan. Taffarel foi considerado um dos melhores goleiros do Campeonato Italiano de 1994, o que confirmou a sua titularidade na Copa do Mundo nos EUA naquele mesmo ano.

ATLÉTICO MINEIRO

A torcida do Galo tem grande respeito por Taffarel

Taffarel chegou ao Atlético-MG em 1995, comprado do Parma da Itália por R$ 1,3 milhões de reais, até então a contratação de goleiro mais cara da história do futebol brasileiro. Sua chegada foi celebrada por uma grande festa pelas ruas de Belo Horizonte. O Atlético-MG organizou uma carreata com trio elétrico, que durou por cerca de três horas e levou milhares de pessoas às ruas. Taffarel fez sua estreia pelo Galo em um amistoso contra o Flamengo, em 10 de fevereiro de 1995, no qual o placar final foi de 3 a 2 para o Atlético-MG. Atuou pelo clube mineiro dos anos de 1995 até 1998, se despedindo na vitória sobre a Caldense por 2 a 0 em jogo válido pelo Campeonato Estadual. Foi para a Copa de 1998 convocado pelo técnico Zagallo, e de lá partiu para o Galatasaray da Turquia, numa negociação que custou US$ 600 mil. Devido ao carinho que criou pela torcida atleticana, escreveu em sua saída uma carta pública a explicando os motivos que o fizeram decidir por deixar o clube. Essa carta foi publicada no jornal Estado de Minas em 12 de julho de 1998. O ex-jogador participou de 191 jogos com a camisa alvinegra e levou 203 gols no total. Nesse tempo, Taffarel conquistou três títulos: o Campeonato Mineiro de Futebol de 1995, a Copa Centenário de Belo Horizonte de 1997 e a Copa Conmebol 1997. Taffarel é, também, o quarto goleiro que mais atuou pelo clube em sua história.

GALATASARAY

Foi decisivo no título da Copa da Uefa de 2000 pelo Galatasaray

Na Europa, ainda é lembrado por ter parado o grande atacante francês Thierry Henry na final da Copa da UEFA do ano 2000. Taffarel era na época goleiro do Galatasaray e esse foi o primeiro título continental do clube turco. Na Final, o Galatasaray e o Arsenal se enfrentaram no Estádio Parken, na Dinamarca, num jogo bastante equilibrado, que terminou num empate em zero a zero no fim dos noventa minutos e se estendeu até ao prolongamento. Na decisão por pênaltis, o Galatasaray levou a melhor, vencendo por 4-1. Com esta vitória na Copa da UEFA, o Galatasaray fez história ao conquistar quatro troféus numa só época, juntando esta conquista ao Campeonato Turco, Taça da Turquia e a Supercopa Europeia em 2000. A decisão da Supercopa Europeia, disputada em agosto de 2000 no Estádio Olimpíco de Mônaco, reunia o Galatasaray, campeão da Copa da UEFA e o Real Madrid, campeão da Champions League. O Galatasaray venceu por 2 a 1, conquistando assim o quarto título da temporada, um recorde não superado até hoje no futebol turco. A contribuição de Taffarel naquela temporada, foi espetacular, levando o Galatasaray a ser o segundo no ranking da IFFHS(Federação Internacional de História e Estatística do Futebol), ficando atrás apenas do clube madrilenho. Sua atuação pelo time de Istambul entre 1998 e 2001 foi intensa, e Taffarel foi considerado um verdadeiro fenômeno entre a garotada turca. Taffarel é idolatrado até hoje pela fanática torcida do Galatasaray, um dos grandes clubes da Turquia. Em 2012 foi contratado para ser o treinador de goleiros no clube turco.

SELEÇÃO BRASILEIRA

Taffarel pegando pênalti na semifinal da Copa de 1998

A relação de Taffarel com a Seleção Brasileira vem de muito antes de sua estreia pelo time principal. Em 1985, quando ainda era chamado pelo primeiro nome, ele foi o goleiro titular na conquista do Mundial Sub-20. Em 1987, atuou no time que conquistou a medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de Indianapolis, aliás, o último título do Brasil na competição. No ano seguinte, foi o goleiro medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Seul. No time principal, Taffarel foi titular por 10 anos, entre 1988 e 1998, jogando três Copas do Mundo e tendo conquistado duas Copas Américas (1989 e 1997), a Copa do Mundo de 1994, sendo vice em 1998, além de torneios de menor expressão. Atualmente, ele é o treinador de goleiros do Brasil e estará, desta vez na Comissão Técnica, em seu quarto Mundial.

Sai que é sua Taffarel!

Taffarel garantiu muitas vitórias para a Seleção Brasileira, principalmente em decisões por pênalti

Nenhuma seleção de futebol no mundo representa tanto um povo quanto a do Brasil. Defender a meta da Seleção Brasileira é a mesma coisa que estar à frente de um país inteiro. Ninguém mais defendeu nosso país do que Cláudio Taffarel. Foram 108 jogos em dez anos – 1988 a 1998 – pela Canarinho. É o goleiro que mais vestiu a camisa amarela na história e o bordão "sai que é sua Taffarel", que Galvão Bueno usava nas transmissões da Globo ficou na memória do brasileiro

No imaginário do torcedor brasileiro, principalmente os que acompanharam as Copas do Mundo de 1990, 1994 e 1998, estará para sempre o goleiro loiro vestindo a histórica camisa verde. Ainda têm pesadelos os holandeses com a marca do pênalti e Taffarel pela frente. Na semifinal da Copa da França, o goleiro foi protagonista na disputa de penalidades diante da Holanda. Quatro anos antes, em 1994, ele protagonizou, ao lado de Roberto Baggio, a decisão nos pênaltis que nos deu o tetracampeonato.

Em início de carreira, atuando em um Grenal

Tudo começou quando ele defendia o Internacional de Porto Alegre, clube pelo qual fez história. Aliás, em 1985, ainda sendo chamado como Cláudio, ele fez parte da Seleção Brasileira campeã mundial Sub-20. No profissional, ele passou a ser chamado pelo sobrenome.

Em julho de 1988, Taffarel foi convocado pelo técnico Carlos Alberto Silva para enfrentar a Austrália, pelo Torneio do Bicentenário de Independência. Foram pouco mais de 15 mil pessoas que acompanharam a estreia do goleiro pela Seleção no Olympic Park, em Melbourne. Vitória por 1 a 0.

A partir daí, mais de 100 vezes Taffarel defendeu com talento a Seleção Brasileira de maneira incontestável: uma Copa do Mundo (1994), duas Copas Américas (1989 e 1997), uma medalha de prata olímpica em Seul-1988 e uma medalha de ouro pan-americana em Indianápolis-1987.

Atuando pelo Galo mineiro

Não foi só pela seleção que Taffarel fez sucesso. Depois do Inter, ele foi para o Parma, onde conquistou a Copa da Itália de 1993 e a Recopa do mesmo ano, e chegou a jogar pela Reggiana, emprestado. Voltou ao Brasil, onde defendeu o Atlético Mineiro (campeão estadual em 1995 e da Copa Conmebol em 1997), foi para a Turquia, onde virou ídolo no Galatasaray, conquistando diversos títulos, e encerrou a carreira no Parma.

E quis o destino que ele não parasse com o futebol depois que encerrou a carreira. Ele assumiu o posto de treinador de goleiros do Galatasaray e, atualmente, põe seu conhecimento a serviço da Canarinho: Taffarel está nesta função na comissão técnica de Tite na Seleção.

O Curioso do Futebol

O Curioso do Futebol
Site do jornalista Victor de Andrade e colaboradores com curiosidades, histórias e outras informações do mundo do futebol. Entre em contato conosco: victorcuriosofutebol@gmail.com

Aceisp