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A boa passagem de Andrade pelo Vasco

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Andrade passando pelo Vasco 

Completando 66 anos neste dia 21 de abril, o ex-volante Andrade teve uma longa história no futebol, seja como jogador ou como treinador. Dono de grande categoria, o jogador, que chegou a ser titular da Seleção Brasileira, atuou em diversos clubes ao longo da carreira. Curiosamente, apesar de sua grande história e identificação com o Flamengo, jogou também no Vasco, onde teve uma boa passagem no final de carreira.

Andrade já era bastante experiente quando chegou ao Cruzmaltino. Veio ao clube direto depois de deixar a Roma, após curta passagem no futebol italiano, De primeira, já foi importante no time que conquistou o conhecido troféu Ramón de Carranza na Espanha. Andrade, além de jogar na equipe titular, era uma espécie de conselheiro ao mais novos do elenco.

Durante a campanha do título de 1989, Andrade atuou em 12 das 19 partidas que o Vasco fez na competição. O time Cruzmaltino, que ganhou o apelido de SeleVasco, começou claudicante mas foi ganhando corpo durante a competição, e mesmo com Andrade, que era um dos destaques do time campeão, fora de combate, os cariocas garantiram o título. 


O volante ainda permaneceu em São Januário durante 1990, quando o Vasco ganhou a Taça Guanabara, mas acabou não sendo campeão do Campeonato Carioca. Encerrou sua passagem ao final daquele ano, quando acabou negociado com o Inter de Lages, de Santa Catarina. Fechou sua passagem pelo time vascaíno com 47 jogos e nenhum gol, segundo números do portal Ogol. 

Andrade seguiu sua carreira como jogador durante algum tempo ainda, pendurando as chuteiras apenas em 1996, no Barreira, que hoje é o Boavista. Andrade também teve uma carreira como treinador, onde se destaca sua passagem pelo Flamengo, onde foi campeão do Brasileirão em 2009. 

Campeão com o Flamengo, Andrade manda recado após mal súbito

Com informações da Agência Estado
Foto: divulgação

Andrade teve apenas um susto

Campeão brasileiro em 2009 com o Flamengo, o técnico Andrade usou as redes sociais para explicar o seu estado de saúde. O treinador sofreu um mal súbito durante um jogo festivo na última quinta-feira e chegou a ser levado para o hospital. Por sorte, foi apenas um susto e Andrade resolveu tranquilizar os fãs.

“Vim comunicar e tranquilizar vocês sobre meu estado de saúde, amigos. Ontem tive um mal estar numa confraternização na Gávea. Talvez pela emoção do Jogo das Estrelas do dia anterior. Ou ainda, uma pequena premonição do descanso do nosso Rei Pelé. Fui muito bem atendido ali mesmo, pelo Departamento Médico”, disse Andrade.

Na nota, Andrade indica que retornou para a casa e foi atrás de novos exames ao lado de sua esposa. O treinador está sem clube desde quando deixou o Petrolina em 2017. Ele tem passagens também por Brasiliense, Paysandu, Boavista-RJ, e Jacobina-BA.


Na nota, Andrade indica que retornou para a casa e foi atrás de novos exames ao lado de sua esposa. O treinador está sem clube desde quando deixou o Petrolina em 2017. Ele tem passagens também por Brasiliense, Paysandu, Boavista-RJ, e Jacobina-BA.

A passagem de Andrade pelo Inter de Lages

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Andrade atuando pelo Inter de Lages

Está completando 65 anos neste dia 21 de abril um dos grandes nomes de meio-campo da história do Flamengo, o ídolo Andrade. Além de marcar a história do rubro-negro, ele passou por diversos clubes ao longo de sua trajetória no futebol. Já experiente, no início dos anos 1990, ele foi contratado pelo Inter de Lages, que voltava a primeira divisão do estadual.

Ele veio para o Colorado Lageano após deixar o Vasco da Gama, por onde jogou entre 1989 e 1990. Chegou para reforçar um time interessante para o nível do Inter na época. O Campeonato Catarinense começaria no meio do ano e ele foi o grande reforço para a equipe, que manteve inclusive boa parte do elenco do ano anterior. 

Apesar do início ruim, com goleada sofrida em casa para o Criciúma, o campeonato do Inter naquele ano foi muito bom. Depois de três jogos sem vencer nas primeiras rodadas, na quarta partida o Inter bateu o Blumenau. A partir daí, Andrade foi um dos destaques da boa campanha, que permitiu ao Leão terminar em terceiro lugar e se classificar para a fase final da competição. 


Na fase final, ficaram pelo caminho e acabaram não conseguindo disputar o título, terminando na sexta colocação geral. Foram, em 32 jogos, 13 vitórias, 13 empates e apenas seis derrotas. No total, 30 gols marcados e 21 sofridos, uma ótima campanha onde Andrade foi merecidamente um dos destaques do bom time do Inter, que viu Criciúma e Chapecoense decidirem o título e a conquista ficar com a equipe de Criciúma. 

Andrade deixou o Inter ao final do ano, se transferindo para o Atlético Paranaense. No total, segundo números da Wikipedia, fez 33 jogos e quatro gols pelo Inter, contando partidas do catarinense e amistosos. Andrade pendurou as chuteiras jogando pelo Barreira, no ano de 1996. 

A passagem de Andrade pela Roma

Por Lucas Paes

Andrade passou pela Roma em 1988

Um dos principais jogadores da era de ouro do Flamengo, Andrade completa neste dia 21 de abril 63 anos. Além da sua época como jogador rubro-negro, o ex-volante ainda foi treinador e campeão brasileiro na área técnica com o time da gávea. Em 1988, após doze anos de serviços prestados a camisa rubro-negra, Andrade foi transferido para a Roma.

O campeonato italiano era na época o torneio mais forte do mundo. Com a política de ter apenas três estrangeiros por equipe, ficou famoso por ter grandes jogadores atuando por equipes menores, sendo Zico talvez o caso mais notável em seus anos na Udinese. É claro que nem todos se adaptavam ao torneio e infelizmente para Andrade ele foi um dos casos onde o jogador não se adaptou ao estilo de jogo praticado na bota.

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O volante brasileiro pouco conseguiu atuar pela Lupa, jogando apenas 17 vezes e não marcando nenhum gol. Acabou deixando a equipe Giallorossa ao final da temporada 1988/1989, sem conseguir deixar muitas saudades na equipe romanista. Retornou ao Brasil para jogar no arquirrival do Flamengo, o Vasco da Gama.

Andrade perambulou pelos campos até o ano de 1999, quando se aposentou, jogando pelo Bangu. Além de atuar por clubes, tendo algum destaque também em passagem pelo Athletico Paranaense, além de Vasco e Flamengo, atuou 13 vezes com a camisa da Seleção Brasileira, marcando um gol, em um amistoso contra a Áustria em 1988.


Apesar do título pelo rubro-negro, Andrade não conseguiu nenhum outro grande sucesso na carreira de treinador, passando por diversos clubes menores, sendo seu último trabalho no Petrolina, em 2017, quando decidiu dar uma pausa na carreira na "casamata" para criar uma empresa de distribuição de água. 

Andrade na Desportiva Ferroviária

Foto: Ronaldo Kotscho / Revista Placar

O já experiente Andrade defendeu a Desportiva entre 1992 e 1993

Jorge Luís Andrade, ou simplesmente Andrade, é reconhecidamente um dos maiores vencedores do futebol brasileiro. Supercampeão pelo Flamengo, teve também o privilégio de conquistar título pelo rival Vasco. Em 1992, já com 35 anos, ele desembarcou na Desportiva Ferroviária, de Cariacica, no Espírito Santo, onde até levantou taça, mas amargou um rebaixamento.

Andrade começou a carreira no Flamengo, em 1976 e ficou até 1988, onde fez parte do grande time que ganhou tudo o que pôde na primeira metade dos anos 80. Porém, vale ressaltar que entre 1977 e 1978 foi emprestado à Universidad de Los Andes, da Venezuela. Quando saiu do Mengo, foi para a Roma, da Itália. Em 1989, voltou ao Brasil e defendeu o Vasco, onde foi campeão brasileiro. Depois, teve uma outra passagem pelo Rubro Negro e ainda defendeu Inter de Lages e Atlético Paranaense, até chegar a história que vamos contar.

No ano de 1992, os campeonatos nacionais foram realizados no primeiro semestre e a Série B contava com um visitante incomum naqueles tempos, um time grande, o Grêmio. Até por isto, a CBF instituiu que a Série A daquele ano não teria descenso e que 12 times subiriam da segunda divisão para a elite de 1993. Apesar de velado, tudo isto era para ajudar o Grêmio. O Tricolor Gaúcho ficou entre os 12 na primeira fase e abriu mão da etapa final.

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Porém, este gigantesco acesso foi a oportunidade de alguns times irem para a Série A. Paraná Clube e União São João, por exemplo, debutariam na elite em 1993. Outros, voltariam para o Brasileirão depois de alguns anos, como Ceará, Fortaleza e a Desportiva Ferroviária, que tinha jogado o principal escalão do futebol nacional pela última vez em 1985.

Pensando em ter sucesso no Brasileirão de 1993, a diretora da Tiva resolveu montar um planejamento partindo do segundo semestre de 1992, onde disputaria o Capixabão, fazendo uma mescla de jovens atletas com alguns experientes. Então, foi buscar China, revelado pelo rival Rio Branco, mas com passagem pelo Grêmio, Washington, o ex-Casal 20 do Fluminense, e Andrade.

A fórmula, no início, deu certo. Comandados por Jayme de Almeida, que anos depois conquistaria a Copa do Brasil pelo Flamengo, a Desportiva Cariacica sofreu apenas três derrotas em 24 jogos e levantou a taça do Capixabão de 1992. Parecia que a fórmula montada pela Tiva daria certo.

Porém, já em 1993, o time perdeu fôlego. No primeiro semestre, a Desportiva disputou o Capixaba e a Copa do Brasil. Sem Washington no meio do caminho, que foi para o Santa Cruz, a equipe nem chegou às semifinais do estadual, que foi conquistado pelo Linhares (e faria bonito na Copa do Brasil do ano seguinte) e no mata-mata nacional caiu na primeira fase para o Cruzeiro.

Para o Brasileirão, a Desportiva perdeu vários jogadores e Andrade passou a ser a grande referência. O treinador também mudou, já que Dudu, ex-jogador do Palmeiras e tio de Dorival Júnior, assumiu a equipe. Mas a campanha a campanha foi muito abaixo das expectativas.

Barbosa, Edson Garcia, Andrade e Wélder, quarteto da Desportiva Ferroviária no Brasileirão 1993
(Foto: Gildo Loyola/Cedoc/A Gazeta)

"Apesar de tudo, quando a gente jogava com os times grandes, principalmente no Espírito Santo, era um jogo de igual para igual. Os jogos eram muito equilibrados, até pela força que a Desportiva tinha. Nunca era jogo fácil para os adversários, principalmente com a gente jogando dentro de casa, e com o apoio da torcida", disse Andrade, em entrevista ao Globo Esporte.com.

Aquele Brasileirão de 1993 não foi muito bom para a Desportiva. Com uma campanha ruim, com apenas uma vitória, sobre o União São João, no Engenheiro Araripe, e com Andrade mais fora, contundido, do que jogando, a Locomotiva Grená ficou na lanterna do Grupo D, com apena seis pontos, feitos em um triunfo e quatro empates, e acabou sendo rebaixada para a Série B.

Andrade deixaria a Desportiva ao fim do Brasileirão. Depois, jogou no Linhares, Operário Várzea-grandense, Bacabal e Barreira, onde encerrou a carreira. Depois, virou treinador, onde foi campeão brasileiro pelo Flamengo, em 2009, após assumir como interino, e treinou vários outros clubes. Chegou a ser candidato a vereador no Rio de Janeiro, em 2012, e hoje, é empresário no ramo alimentício

O Curioso do Futebol

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