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Luto! Morre aos 65 anos ex-zagueiro Wagner Basílio

Com informações da Agência Futebol Interior
Foto: reprodução

Wagner Basílio estava com 65 anos

Morreu no início da noite de terça-feira, dia 15, o ex-zagueiro Wagner Basílio, que defendeu o Corinthians e que depois sagrou-se campeão brasileiro em 1986 pelo São Paulo e ainda atuou pelo Sport Recife e teve passagem pelo Bahia. Ele sofria de complicações renais graves desde 2019, passou por transplante em 2021 e morreu ainda jovem, aos 65 anos (16 de novembro de 1959).

Médio volante de origem, Wagner Basílio iniciou a carreira em 1977 e se destacou no Corinthians, onde conquistou três títulos paulistas: 1979, 1982 e 1983. Ele disputou 258 jogos com a camisa corintiana.

Entre os anos de 1985 a 1987 ele jogou pelo São Paulo, onde foi campeão brasileiro e campeão paulista de 1987. Pelo time do Morumbi ele disputou 95 jogos. No São Paulo ele brilhou no título brasileiro de 1986, numa final memorável disputada contra o Guarani no estádio Brinco de Ouro, em Campinas.

Se ele não era um super-zagueiro, com certeza, era pé quente. Foi ele quem cobrou o quinto pênalti que decidiu o título a favor do São Paulo, que venceu a disputa por 4 a 3, após dois empates: 1 a 1 no Morumbi e 3 a 3 no Brinco de Ouro.

O estádio do Guarani estava lotado e o time do interior vencia por 3 a 2 até os segundos finais, quando o centroavante Careca fez o terceiro gol, dando número finais ao tempo normal: 3 a 3. Dai o título acabou decidido nos pênaltis.

Wagner Basílio ainda esteve no Sport Recife entre 1987 e 1988, onde foi campeão brasileiro, e depois defendeu o Bahia entre 1988 e 1992.


Seleção - Depois de chamar atenção no Corinthians, Basílio foi convocado pela primeira vez para a Seleção Brasileira de Novos, em 1979, e que conquistou o título Pan-Americano, disputado em San Juan, capital de Porto Rico.

Wagner Basílio não apenas foi campeão, como marcou um dos gols na final diante de Cuba, que terminou 3 a 0. Os outros gols foram marcados por Silva e Gilcimar.

A história de Édson Boaro no Corinthians

 Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Boaro atuando no Corinthians

Édson Boaro foi durante muito tempo um dos grandes laterais do futebol brasileiro. Atuando por grandes clubes nos anos 1980, fazendo inclusive parte da Seleção Brasileira que atuou na Copa do Mundo de 1986, quando inclusive teve problemas com Telê Santana após perder a posição para Josimar. Nessa época, o lateral vivia um dos grandes momentos de sua trajetória como jogador de futebol, quando passou com sucesso pelo Corinthians, onde escreveu grande história.

Nascido em 3 de julho de 1959, Boaro chegou ao Corinthians já experiente, tendo passado o início de sua carreira na Ponte Preta, onde viveu vários bons anos. Veio ao Parque São Jorge como um dos jogadores mais promissores da posição e se consolidaria rapidamente já em seus primeiros jogos pelo Timão, onde se tornaria de certa forma um dos grandes nomes da lateral direita do clube em todos os tempos.

Estreou num empate sem gols diante do Treza, da Paraíba, válido pelo Brasileirão de 1984, em 18 de março daquele ano. Se firmou rapidamente entre os titulares e virou dono absoluto da posição muito rapidamente, se tornando um dos nomes importantes do time corintiano na época. Era parte do time que foi vice-campeão do Paulistão naquele ano e atuou como titular na maior parte das partidas em 1984.

Seguiu como um dos grandes nomes do time no ano seguinte, sendo importante peça numa época concorrida no futebol paulista. Conquistou alguns torneios amistosos pelo Timão nos anos seguintes e seu bom futebol fez com que em 1986 fosse convocado por Telê Santana para a Copa do Mundo, onde começou como titular e acabou substituído por Josimar devido a uma lesão. Na época, ficou ressentido pois não voltou a jogar após se recuperar e chamou Telê de "burro e traíra" em um bar em Guadalajara.  


Voltou ao Corinthians, mas acabaria não recebendo mais chances na Seleção Brasileira. No Parque São Jorge, seguiu como dono da posição em 1987, mas passou a viver certo declínio em 1988, apesar de fazer um gol na final do Campeonato Paulista daquele ano, que acabou sendo seu único título oficial com a camisa do Timão. Deixou o time justamente para jogar no Palmeiras, o que estremeceu sua idolatria com a torcida.

No total, em 4 anos no Corinthians, Boaro atuou em 226 jogos e marcou um total de oito gols, sendo o sétimo lateral que mais jogou e mais marcou pelo alvinegro. Pendurou as chuteiras em 1997, atuando pela São-Carlense, tendo depois uma carreira de treinador em vários clubes menores do Brasil. 

Luto! Morre ex-atacante Daniel, que fez sucesso no União de Araras nos anos 1980

Com informações da Agência Futebol Interior
Foto: arquivo

Daniel esatava com 65 anos

O União São João de Araras perdeu na manhã deste sábado o ex-atacante Daniel, que participou do elenco do clube em 1982. Daniel tinha 65 anos e vinha sofrendo de leucemia, tendo falecido na cidade de Araras, onde sempre residiu. A informação é do jornalista Nilson Zanchetta.

Nascido em Campinas no dia três de fevereiro de 1959, José Daniel Neto atuou basicamente em Araras, tendo jogado no infantil de Comercial e, depois, como profissional, no extinto Atlético de Araras e no União São João. Daniel chegou a atuar nas categorias de base da Portuguesa e Guarani.

Seu melhor momento no futebol foi em 1982 com a camisa do então Usina São João (hoje União) quando a equipe de Araras começou a se destacar no cenário do futebol paulista.


Daniel teve um filho que jogou futebol: João Paulo, também atacante e que jogou no União de Araras, Paulista e fora do Brasil, e hoje é funcionário do São Paulo.

Daniel está sendo velado no velório do Cemitério Municipal, onde será sepultado neste sábado às 15 horas.

A passagem vencedora de Gilmar Rinaldi pelo São Paulo

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Gilmar conquistou muitos títulos pelo São Paulo

Gilmar Luís Rinaldi foi um grande goleiro do futebol brasileiro, sendo um dos reservas de Taffarel na conquista da Copa do Mundo de 1994. Por clubes, atuou em gigantes nacionais, conquistando diversos títulos importantes e pelo São Paulo voltou a dar confiança aos torcedores nos anos 80, após o Tricolor ter perdido Waldir Peres.

O goleiro nasceu em Erechim, no Rio Grande do Sul, no dia 13 de janeiro de 1959, e começou a sua carreira no Internacional. Pelo clube gaúcho conseguiu se desenvolver e fez partes de elencos multicampeão, conquistando Campeonatos Brasileiro e o tetracampeonato gaúcho.

Conseguiu ganhar a vaga de titular aos poucos, mas rapidamente conseguiu se destacar. Depois de alguns anos no Colorado, o São Paulo se interessou pelo jovem, pois estava vivendo uma fase de insegurança, já que os seus goleiros não se firmavam. 

Desde a saída de Waldir Peres, em 1983, o clube passou por dificuldades para achar alguém que se firmasse na posição. Em 1985, Gilmar foi contratado e rapidamente se consolidou na vaga de titular absoluto, fazendo grandes atuações e devolvendo a segurança aos torcedores tricolores. 

Em seu primeiro ano no clube, já ajudou o time na conquista do Campeonato Paulista. Além do Paulistão, ainda na mesma temporada, a equipe ganhou a Taça dos Campeões Estaduais Rio-São Paulo. E o goleiro fazia parte do grupo que iria à Copa do Mundo de 1986, pois Telê Santana havia levado quatro goleiros durante a preparação, mas para a competição acabou cortando um, e Gilmar ficou de fora.

Ainda em 1986, a equipe manteve o grande rendimento, e fez uma belíssima campanha no Campeonato Brasileiro. O tricolor foi para a final contra o Guarani, que acabou sendo decidida nas penalidades, e depois de muita emoção o São Paulo conquistou o título nacional. 


Em 1987, o time voltou a conquistar o Campeonato Paulista, mais um título estadual para a conta do goleiro. Além disso, voltou também a ganhar a Taça dos Campeões Estaduais Rio-São Paulo.  Porém, o São Paulo contratou o goleiro Rojas naquela temporada, que começou a tirar um pouco do espaço de Gilmar. Os dois arqueiros começaram a revezar no gol tricolor. 

Gilmar já não era mais o titular absoluto da posição e, logo em seguida, o clube trouxe Zetti, que se tornou o goleiro titular. Já como reserva, Rinaldi fez parte da conquista do Campeonato Paulista de 1989. Após perder espaço, o goleiro ficou chateado e precisava de minutagem, por isso deixou o clube em 1990, quando foi atuar pelo Flamengo. Pelo São Paulo foram 253 jogos.

Julio Olarticoechea e as suas duas passagens pelo Racing

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Julio Olarticoechea passou duas vezes pelo Racing

Julio Jorge Olarticoechea foi um grande zagueiro argentino, que teve passagem pelas duas principais equipes do país, o Boca Juniors e o River Plate. Mas além deles, o jogador jogou pelo Racing, onde foi revelado no futebol e, também, retornou ao time no final da carreira. 

O zagueiro nasceu em Saladillo, em Buenos Aires, na Argentina, no dia 18 de outubro de 1958, e começou a sua carreira aos 18 anos de idade. Tudo começou em 1976, quando Julio subiu para o profissional da equipe do Racing, onde construiu uma linda história. 

Julio não era um zagueiro alto, tinha apenas 1,70m, mas conseguia compensar no posicionamento, sendo muito bom pela bola aérea defensiva e ofensiva. O jogador teve um grande início de carreira no Racing, tornando-se rapidamente titular da equipe. 

Com os passar dos jogos e temporadas, o jogador ganhava cada vez mais experiência, tornando-se cada vez melhor. Mesmo jovem impressionava com a sua forte liderança, dentro e fora de campo, e começava a chamar a atenção de alguns clubes do país. 

O zagueiro viveu 5 temporadas no clube, sendo muito importante, um pilar defensivamente da equipe. Suas grandes atuações o levaram a receber diversas propostas dos maiores clubes do país, e acabou deixando o time do Racing em 1981. 

Julio foi contratado pelo River Plate, um dos maiores clubes do país, e continuou no grande momento. O zagueiro chegou e já foi titular da equipe, tornando-se um pilar da equipe, mostrando todo seu potencial. 

Pelo River, o jogador começou a ser convocado para a Seleção Argentina, onde participou de três Copas do Mundo (1982,1986 e 1990), sendo campeão em 1986 e entrando para a história do seu país. 

Depois de ficar três temporadas no River, o jogador acabou sendo contratado pelo Boca Juniors, e foi atuar no maior rival. Julio ficou duas temporadas no clube, e foi vendido para o Nantes, da França, tendo a primeira oportunidade no futebol europeu. 

Porém, o jogador ficou apenas uma temporada no time francês, e logo retornou ao futebol argentino. O zagueiro acertou sua volta ao país para atuar no Argentinos Juniors, mas também ficou durante uma temporada. 


Em 1988, acabou acertando o seu retorno ao Racing, clube que já tinha identificação e queria voltar ao seu melhor momento no clube. O jogador foi muito bem em sua volta, fazendo grandes atuações, e conseguiu voltar a ser aquele grande jogador do começo da década de 80. 

O jogador permaneceu durante duas temporadas no clube, mas depois da Copa do Mundo de 1990, acabou deixando a equipe, já caminhando para a fase final de sua carreira, pois acabou a encerrando de maneira precoce. Julio deixou o Racing para atuar no Deportivo Textil Mandiyú, onde deixou o futebol dois anos depois.

O início de Pita no Santos

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Pita atuando no Santos

Uma das maiores tradições do Santos Futebol Clube é o fato do time desenvolver muitos talentos dentro de sua categoria de base. Diversos grandes times da história alvinegra, desde o histórico time dos anos 1960 até o relativamente recente sucesso de 2010 tiveram sua base formada dentro das "canteras" da Vila Belmiro. Um dos mais famosos "produtos" da base santista é o meia Pita, que completa 65 anos neste dia 4 de agosto e foi parte da primeira geração dos Meninos da Vila, formado pelo Peixe em 1968.

Apesar de nascido em Niterói, no Rio de Janeiro, Edvaldo Oliveira Chaves, o Pita, veio ainda muito novo para Cubatão e começou sua trajetória no futebol nos campos do Jardim Casqueiro e, em seguida indo para a Portuguesa Santista, sendo rapidamente chamado para o time juvenil do Santos, onde concluiu sua formação. Em 1977, aos 19 anos, passou a figurar de maneira discreta no time principal, mas já começava sua carreira profissional pelo Peixe.

Em 1978, sob o comando de Chico Formiga, o jovem Pita passou a ser definitivamente uma figura conhecida no Santos, quando passa a ser titular da equipe que se consagraria campeã do Paulistão, sendo figura chave da primeira geração dos chamados Meninos da Vila, figurando junto a nomes como João Paulo, Nilton Batata e é claro, os outros dois destaques que eram Aílton Lira e o infernal Juary. 

Pita seguiu no Peixe nos anos seguintes. Em 1980, foi vice-campeão Paulista, perdendo o título para o São Paulo, em uma revanche da final de 1978. Em 1982, muitos o pediam para ser o reserva imediato de Zico na Copa do Mundo, mas Telê não o convocou.

No ano seguinte, foi vice-campeão no Campeonato Brasileiro, em um forte time que o Santos montou, contando com nomes como Serginho Chulapa e Paulo Isidoro, perdendo para o espetacular Flamengo de Zico no Maracanã. 


Acabou deixando o Peixe logo ao fim do ano de 1983, quando se transferiu ao São Paulo. A negociação que levou o meia ao Morumbi acabou fazendo com que o Santos recebesse o voltante Humberto e o ponta Zé Sérgio, titulares na conquista do Paulistão 1984.

No Tricolor seria campeão do Brasileirão, além de três paulistas. Pelo Alvinegro Praiano, Pita esteve em campo em 408 jogos, marcando 55 gols. Esteve em atividade no futebol até 1994, quando pendurou as chuteiras na Inter de Limeira. 

Os 65 anos do primeiro gol de Pelé em Copas do Mundo

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Pelé marcou o seu primeiro gol em Copas há 65 anos

Nesta segunda-feira, 19 de junho de 2023, se completam 65 anos do primeiro gol do eterno Rei Pelé na histórias das Copas do Mundo da FIFA. Este feito aconteceu em um jogo diante do País de Gales, válido pelas quartas de final do mundial de 1958. Na ocasião, a Seleção Brasileira venceu os Galeses pelo placar magro de 1 a 0.

Debutante em Copas com apenas 17 anos de idade, o jogador santista iniciou a campanha do primeiro título mundial da história da Amarelinha entre os reservas na estreia e na segunda rodada da fase de grupos. Quando recebeu a oportunidade diante da União Soviética na terceira partida, aproveitou bem, apesar de não ter balançado as redes adversárias.

Nas quartas de final, o Brasil, líder do Grupo 4, enfrentou o País de Gales, segundo colocado da Chave 3, no Estádio Ullevi, em Gotemburgo. O duelo estava muito disputado, mas a genialidade do craque apareceu aos 21' da etapa complementar. O camisa 10 recebeu dentro da grande área, matou a bola com categoria, fintou o zagueiro que o cercava e bateu firme no canto inferior direito do goleiro galês para dar a vitória por 1 a 0 e levar os brasileiros à próxima fase.

Depois deste grande marco, Pelé ainda faria um hat-trick na goleada de 5 a 2 aplicada em cima da França na semifinal e anotaria outros dois tentos no triunfo de 5 a 2 contra a anfitriã Suécia na grande decisão. Tudo isso fez com que o jovem atleta da Amarelinha terminasse aquela edição como vice artilheiro com seis tentos, ao lado do alemão Helmut Rahn.


Depois, Pelé ainda marcaria um gol na Copa do Mundo de 1962, contra o México, na estreia, em Mundial onde se machucou no segundo jogo, mas o Brasil conquistou o título, mais um em 1966, contra a Bulgária, quando a Canarinho foi mal, e finalizando com quatro em 1970, no México, quando a Seleção Brasileira conquistou o seu terceiro título mundial, totalizando 12 gols em Copas do Mundo.

Luto! Morre Albeneir, um dos maiores ídolos do futebol catarinense

Com informações da Agência Futebol Interior
Foto: arquivo

Albeneir teve boas passagens por Avaí e Figueirense

O ex-atacante Albeneir, de 65 anos, morreu na manhã desta quinta-feira em Florianópolis. Ele não vinha bem de saúde fazia algum tempo e seu estado clínico piorou após sofrer um AVC no mês de abril, tendo falecido em sua residência, após passar um período internado no Hospital Celso Ramos.

Nascido em Baldim, no interior de Minas Gerais, no dia nove de novembro de 1957, Albeneir Marques Pereira começou no ESAB de Contagem, equipe extinta que fez sucesso no futebol mineiro nos anos 1970.

Do ESAB, teve uma rápida passagem pelo Nacional-AM, mas começou a destacar-se no Brasília-DF, em 1978, quando passou a fazer gols e chamar a atenção de várias equipes do Brasil. No ano seguinte foi para o Operário-MS, quando esse time fazia grandes campanhas no futebol brasileiro.

Mas o sucesso de Albeneir foi mesmo no Sul do Brasil, principalmente no Figueirense e Avaí, ambos de Florianópolis, onde é ídolo e reverenciado por todos. No Figueirense, para muitos, é o maior atacante da história do clube. A melhor oportunidade de Albeneir foi no Grêmio-RS, nos anos 1980, onde só não teve maior destaque pois sofreu várias contusões.

Além destas equipes, Albeneir atuou em várias outras, como Matsubara-PR, Atlético Paranaense, Grêmio Maringá-PR, Joinville-SC, Goiás-GO, Glória-RS, Aimoré-RS, Marcílio Dias-SC. Em São Paulo, Albeneir teve passagens por Novorizontino e Inter de Limeira.


Após encerrar a carreira, Albeneir fixou-se na capital catarinense, Florianópolis, e chegou a trabalhar em alguns clubes, mas seus problemas com drogas se agravaram e o ex-atacante chegou até mesmo a ser “morador de rua”.

Apoiado por amigos e fãs, Albeneir se recuperou e passou a dar palestras motivacionais para retirar usuários de drogas da marginalidade. Também voltou a campo como treinador de garotos em projetos sociais. Albeneir será velado e sepultado em Florianópolis, não havendo ainda maiores detalhes.

A passagem de Biro-Biro pelo Coritiba

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Biro-Biro passou pelo Coritiba no começo dos Anos 90

Antônio José da Silva Filho, ex-volante e meia direita conhecido também pela alcunha de Biro Biro, está celebrando o seu 65º aniversário nesta quinta-feira, dia 18 de maio de 2023. No decorrer de sua carreira, o atleta teve uma passagem não muito brilhante pelo Coritiba no começo dos Anos 90.

Esta trajetória curta trajetória do jogador com o Coxa Branca aconteceu em 1990, depois de passar se profissionalizar no Sport Recife, brilhar com a camisa do Corinthians e também passar pela Portuguesa. Chegou ao sul do país depois de defender a Lusa por algum tempo.

Segundo o site ogol.com, Biro-Biro disputou seis jogos com a camisa do clube alviverde paranaense. Também de acordo com os dados estatísticos do mesmo portal, o meio campista não conseguiu balançar as redes adversárias como jogador do Coritiba.

Na sequência de sua carreira, o renomado atleta que participou do período da Democracia Corintiana ainda jogou em clubes como Guarani, Paulista, Remo, Botafogo de Ribeirão Preto e pendurou as chuteiras em 95 após defender o Nacional-SP.


Aposentado, trabalhou como treinador, e à beira do campo comandou Grêmio Mauaense em 1998, Barra do Garças em 2001, Francana em 2002 e o Guarujá em 2006. Depois, teve um revival nas mídias sociais, virando uma espécie de meme.

Hugo de León e sua curta passagem pelo Botafogo

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Hugo de León teve uma passagem apagada pelo Botafogo

Hugo Eduardo de León Rodríguez, mais conhecido como Hugo de León, nasceu em Rivera, no Uruguai, no dia 27 de fevereiro de 1958, e se transformou em um grande zagueiro. O jogador teve passagens por grandes times, e foi muito vitorioso em alguns deles. Ele fez sucesso no futebol brasileiro, principalmente na passagem pelo Grêmio. Já em 1991, o jogador defendeu o Botafogo, mas por pouco tempo.

Em 1975 começou sua carreira, quando chegou para atuar na base do Nacional, um dos grandes times do país. Dois anos depois subiu para a equipe profissional, e, após isso, sua carreira deslanchou e mostrou um grande potencial, tanto que chamava a atenção de todos.

O zagueiro tinha um grande posicionamento, sabia os ‘atalhos’ do campo, e sempre conseguia antecipar a ação do atacante. Mesmo jovem já demonstrava uma grande experiência, se tornando um pilar no sistema defensivo do Nacional.

Depois de um bom começo, o jogador foi contratado pelo Grêmio, onde conquistou grandes títulos e entrou para a história do time gaúcho. O zagueiro era um líder em todos os clubes que passou, uma grande importância no vestiário e mais ainda dentro de campo.

A sua passagem pelo Grêmio foi muito boa, e após alguns anos no clube, começou a rodar por outros clubes no Brasil, Corinthians e Santos, e chegou até a atuar no futebol espanhol. Depois de um tempo, voltou para o Nacional, mas não ficou por muito tempo, pois ele chegou em 1988, e em 89 já foi emprestado para o River. Em 90 voltou de empréstimo, mas não demorou muito para deixar o clube novamente.

Em 1991 voltou ao futebol Brasileiro, mas dessa vez para atuar no Botafogo, também por empréstimo. O jogador tinha a fama das outras passagens pelo país, pela excelente qualidade no Grêmio, depois no Santos e Corinthians. A diretoria alvinegra depositava muita confiança no zagueiro, mas acabou que durou muito pouco.


Hugo chegou a atuar em poucos jogos, e já estava na parte final de carreira, não tendo o mesmo físico dos anos anteriores. Infelizmente não conseguiu demonstrar toda sua categoria e acabou ficando por pouco tempo na equipe carioca.

Ainda em 1991, o jogador foi contratado pelo Toshiba SC, uma equipe do futebol japonês, que depois do profissionalismo mudou o nome para Hokkaido Consadole Sapporo. Dois anos depois retornou ao Nacional, para poder encerrar sua carreira, na equipe que o revelou para o mundo.

Idealizador do Cuiabá, Manoel Dresch morre aos 65 anos

Com informações da Agência Futebol Interior
Foto: arquivo

Manoel Dresch, com o também já falecido Gaúcho, em um dos primeiros títulos do Cuiabá

Na noite de domingo foi confirmada a morte do empresário e fundador do Cuiabá, Manoel Dresch, vítima de câncer no cérebro, descoberto há vários meses. Com 65 anos, ele era irmão de Aron Dresch, presidente da Federação Mato-Grossense de Futebol (FMF), e pai do presidente e do vice-presidente do Cuiabá Esporte Clube, Alessandro e Cristiano Dresch, respectivamente.

Manoel Dresch foi o grande idealizador do projeto do clube. O empresário chegou em Mato Grosso na década de 80 e montou uma pequena recapadora de pneus em Cuiabá. Anos depois, ao lado da família, fundou a empresa Drebor. Com sua inteligência e perspicácia para os negócios, elevou a empresa a uma das principais recapadoras de pneus do país.

Apaixonado por futebol, começou a patrocinar o Cuiabá em 2003 que à época pertencia ao ex-jogador Gaúcho. Logo nos dois primeiros anos de incentivo ao clube com a marca Drebor estampada nos uniformes, viu o Dourado ser bicampeão mato-grossense.


Em 2009, teve a ideia e a coragem de comprar o Cuiabá e desde então o clube teve uma guinada impressionante chegando à Série A do Brasileirão em 2021. O Cuiabá só existe hoje pela visão que ele sempre teve no futebol e nos negócios, investindo fortemente para o crescimento do clube e do futebol mato-grossense. Manoel foi figura central para que o clube se tornasse uma potência no Centro-Oeste e, que hoje, figura entre os 20 principais times do Brasil.

Giuseppe 'Beppe' Baresi e sua linda carreira pela Internazionale

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Giuseppe Baresi fez fama no time rival do seu irmão Franco

Um dos grandes ídolos da história da Internazionale completa 65 hoje. Giuseppe Baresi, também conhecido como "Beppe", nasceu no dia 7 de fevereiro de 1958, em Travagliato, na Itália, e se tornou um excelente jogador, fazendo história em um dos principais clubes do mundo.

O jogador, que também já tinha familiares atletas, como seu irmão mais velho Franco Baresi, que tem uma belíssima história no Milan, foi uma das suas inspirações. Mas Giuseppe acabou preferindo seguir para o time rival, e conseguindo levar o nome da família para outro gigante.

Tudo começou em 1977, quando começou a atuar no profissional da equipe. Ainda não tinha muita experiência e por isso não se tornou titular rapidamente, teve que ir jogando aos poucos para pegar rodagem, e só após alguns testes começou a ser escalado na equipe principal como titular.

O futebol italiano sempre foi conhecido pela força física e tática, muitas vezes a força ganhou do talento no país, e isso foi priorizado vários vezes. Beppe tinha um corpo muito bom para atuar no campeonato nacional e tinha um ótimo entendimento de jogo, tanto que conseguia atuar em mais de uma função.

Beppe podia atuar como zagueiro, ala e lateral, sendo um jogador muito versátil. A inteligência dentro de campo era algo surreal, não precisava fazer muito esforço para recuperar a bola, pois sabia se posicionar muito bem, evitando correr muito para se desgastar.

Desde sua estreia, Beppe começou a ser convocado para as seleções de base, mas a partir de 1979 fazia parte da equipe principal, mas acabou ficando de fora da Copa do Mundo de 1982. O zagueiro chegou a fazer amistoso junto com seu irmão pela seleção, mas os dois não tiveram o prazer de jogar a principal competição do mundo juntos.

Em 1982, o seu irmão foi convocado para a Copa e Beppe foi deixado de fora, mas em 1986 isso foi ao contrário. Os dois eram grandes jogadores, mas, infelizmente , brigavam pela mesma vaga na parte defensiva. O seu irmão Franco chegou até ir em mais Copas, sendo convocado em 1990 e 94.


Beppe ficou 17 anos da sua carreira na Internazionale, se tornando um dos maiores ídolos do clube. O zagueiro versátil deixou um legado no clube, mostrou muito dentro e fora de campo.

Pelo clube, ele ganhou dois Campeonatos Italianos, uma Copa da UEFA, duas Copas da Itália e uma Supercopa da Itália. Além dos títulos, foram 559 jogos e 13 gols. Aos 34 anos, resolveu se transferir para o Modena, uma equipe que atuava nas divisões inferiores do país, ficou apenas dois anos ajudando o clube até se aposentar aos 36 anos.

Ídolo do Volta Redonda nas décadas de 70 e 80, Betinho morre aos 65 anos

Com informações do GE.com

Betinho tinha 65 anos

Ídolo do Voltaço nas décadas de 1970 e 1980, o ex-jogador Roberto Carvalho Parente, conhecido como Betinho, morreu aos 65 anos na madrugada deste sábado. Por conta de um infarto, Betinho passou os últimos anos da vida internado em estado vegetativo em um hospital particular de Volta Redonda.

O ex-jogador deixa esposa, três filhos e dois netos. As causas da morte ainda são desconhecidas. Segundo informações de parentes, o sepultamento de Betinho será no Portal da Saudade. Em nota, o Voltaço lamentou o falecimento.

"É com muita tristeza que recebemos a notícia do falecimento de Roberto Carvalho Parente, o nosso querido Betinho, que está na lista dos 10 jogadores que mais defenderam o Esquadrão de Aço na história do clube".

Carinhosamente conhecido como Betinho, o jogador começou sua história no Voltaço ainda na década de 1970, na categoria juvenil. Em 1979, Betinho foi o autor do gol que deu o primeiro título ao Tricolor de Aço, o Troféu José Lemos. A atleta também teve passagens pelo clube nos anos de 1982, 1984 e em 1987, quando o Tricolor foi campeão da segunda divisão do campeonato carioca.


Quem também se pronunciou foi a prefeitura de Volta Redonda, onde Betinho trabalhou por mais de 20 anos como administrador do estádio Raulino de Oliveira.
"A Prefeitura Municipal de Volta Redonda lamenta e se solidariza com os familiares do ex-jogador do Voltaço, Roberto Carvalho Parente, o Betinho, que faleceu nesta madrugada em Volta Redonda.

O nosso agradecimento ao relevante serviço prestado ao município, ao qual realizou com competência e seriedade, cumprindo o seu dever de organizar as competições e gerenciar com zelo o nosso Estádio da Cidadania (Raulino de Oliveira).

Nossos sentimentos pelos familiares e respeito por este grande atleta de Volta Redonda que deixa um grande legado ao futebol da Região Sul Fluminense".

Betinho com a camisa do Voltaço

João Paulo e sua passagem pelo Flamengo

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

João Paulo quando defendeu o Flamengo

Um dos ótimos atacantes do século passado, completa 65 anos hoje. João Paulo de Lima Filho, mais conhecido como João Paulo ou Papinha da Vila, nasceu em São João de Meriti, RJ, no dia 15 de junho de 1957. O ponta direita passou por grandes clubes no Brasil, fazendo história em alguns deles, ganhando e participando de ótimas equipes, entre elas o Flamengo.

O jogador deslanchou no Santos e por lá fez história, fez parte de um grande time e disputou campeonatos, conquistou o Paulista de 1978, na primeira geração dos Meninos da Vila,, o que o ajudou a chegar na Seleção Brasileira. Acabou não tendo muitos jogos pela Amarelinha, mas foi convocado algumas vezes enquanto atuava pelo Peixe. Mas acabou deixando o clube após o Paulistão de 1983.

Antes do estadual, João Paulo acabou perdendo o Campeonato Brasileiro de 1983 para o Flamengo, mesmo com a derrota foi destaque da competição e por isso chamou atenção. Com o fim da competição, o Rubro-negro fez uma proposta para o ponta direito, que acabou aceitando e deixou o Santos.

O jogador chegava ao Flamengo como uma grande contratação, que ajudaria a equipe na Libertadores do ano seguinte. Logo quando chegou garantiu a vaga na equipe titular, mas as coisas não foram como imaginavam para a equipe e o jogador. Ele não conseguiu manter o mesmo desempenho do Santos e passou por dificuldades.


No Rubro-negro a pressão era maior e isso também prejudicou o atleta na nova equipe, mas não tiveram muito tempo com ele. João Paulo não conseguiu ajudar a sua equipe na competição internacional e nem na nacional. Chegando no segundo semestre de 1984, ele acabou deixando o clube, com 40 jogos e quatro gols.

O atacante foi contratado pelo Corinthians e todos tinham uma preocupação, por causa do seu ligamento com o Santos, mas acabou dando muito certo no Timão. Ainda chegou a jogar no Palmeiras e no futebol japonês antes de encerrar a carreira.

Os 65 anos de Mauro Shampoo, o atacante símbolo do Íbis

Com informações de O Gol
Foto: divulgação

Atuando em jogo festivo pelos veteranos do Íbis

Jogador, cabeleireiro e homem. É assim, e nessa ordem, que foi intitulado o filme feito em homenagem a Mauro Shampoo, que fez história no futebol pernambucano exatamente por não ganhar nada, e muito pelo contrário: Shampoo jogou no pior time do mundo e, segundo registros, só fez um gol na carreira toda, mesmo sendo atacante. Esse é Mauro Texeira Thorpe, que completou 65 anos no sábado, dia 20 de novembro.

A família não vê o fato como um problema: "O povo ficava tirando onda, mas, por ele não jogar nada, ele ganhou fama e está aí, crescendo na vida", disse Hamyna, filha de Mauro. Antes do personagem folclórico, porém, uma história de superação.

Sofrimento nas ruas de Recife - O pai ficou cego depois de um acidente de trabalho e o menino, com a mãe e os irmãos, teve de se virar para conseguir dinheiro. Eram 14 filhos. A mãe começou a fazer pastel e Mauro ia para a praia para vender. Muitas vezes voltava sem dinheiro para casa.

Até que fugiu de casa. Morou na rua. Começou a engraxar sapatos quando criança na frente do Hotel Boa Viagem, em Recife. Dos nove aos 14 anos, assim vivia: engraxava os sapatos de dia, e de noite dormia em uma caixa de papelão na frente do hotel. Trabalhava também guardando carros.

Na mesma época, começou a jogar bola na rua, que era a sua "casa". Um comerciante que conheceu o inscreveu em um campeonato de futebol da região e ainda o chamou para trabalhar como cabeleireiro de um salão. O Mauro ia, então, virando shampoo.

O apelido veio pelo filme Shampoo, de 1975, e pela aparência parecida com o protagonista da trama, Warren Beatty. Mesmo cortando cabelos, Shampoo manteve o sonho vivo de se tornar jogador de futebol. Treinou na base do Náutico, foi dispensado, mas ganhou chance no Santo Amaro.

O pior dos piores - O Santo Amaro ficou conhecido em 1976 por levar de 14 a 0 do Sport, com dez gols de Dadá Maravilha. Mas em 1981, com Mauro Shampoo, acabou como vice-campeão da Série C do Brasileiro, perdendo a decisão para os cariocas do Olaria.

Depois da campanha, e de muitas goleadas, Shampoo se mudou para o Íbis e levou mais goleadas para sua equipe. As incríveis derrotas no Santo Amaro foram repetidas no Íbis, que logo ganhou o reconhecimento como "o pior time do mundo".

O Íbis passou três anos sem ganhar na década de 1980 e entrou para o Guiness Book como "o pior time do mundo". Segundo relatos, "tinha mais policial que torcedor nos jogos". Shampoo vestia a camisa 10, era canhoto e se comparava a Maradona, mas só conseguia chegar perto do Argentino no personagem folclórico que era.

O meia brincava sobre seu único gol na carreira pelo Íbis: "fiz só um gol pelo clube e corri para comemorar. A arquibancada estava lotada: lotada de espaço vazio. Mas corri o campo todo comemorando". Foi o ápice em campo da passagem pelo clube do coração.


O Íbis, que chegou a fazer campanhas melhores que a do Santo Amaro na época que Shampoo estava do outro lado, passou a ser o pior time não só de Pernambuco, mas do mundo. Mas tanto Shampoo quanto o clube, que sofreram na vida de tanto apanharem, aprenderam a brincar com isso.

Com o título de pior time do mundo, o Íbis ganhou fama, começou a participar de programas de TV e ficou reconhecido mundialmente. Shampoo, personagem mais carismático da equipe, pegou carona no sucesso e ganhou até um filme: "Mauro Shampoo: jogador, cabeleireiro e homem".

Mesmo depois que pendurou as chuteiras, Shampoo continuou ligado ao Íbis. Mesmo dividindo as atenções com seu trabalho como cabeleireiro, o ex-jogador continuou ajudando a divulgar o nome do "pior time do mundo". Mauro Shampoo é uma lenda do futebol brasileiro, e nos lembra que nem sempre os Deuses do Futebol alcançam o Olimpo.

Os 55 anos do Barão de Serra Negra, a casa do XV de Piracicaba

Foto: divulgação

Estádio do XV foi inaugurado em um jogo contra o Palmeiras

Inaugurado no dia 4 de setembro de 1965, ainda inacabado após quase cinco anos de obras, pelo então prefeito municipal Luciano Guidotti, o Estádio Municipal Barão da Serra Negra, denominado por meio da lei 1.365 de novembro de 1965, é a casa do Esporte Clube XV de Novembro de Piracicaba, que está completando 55 anos.

O projeto de construção do estádio do XV, que até então mandava seus jogos no extinto Roberto Gomes Pedrosa, foi iniciado efetivamente por meio da lei 368 de 3 de julho de 1953, sancionada pelo prefeito Samuel de Castro Neves. Mas foi outra lei, a de 924 de 24 de novembro de 1960, sancionada pelo prefeito Francisco Salgot Castillon, que autorizou a construção.

A primeira partida disputada no local foi entre o Alvinegro Piracicabano e o Palmeiras, duelo que terminou empatado em 0 a 0, com um público de 15.674 pessoas e renda de Cr$ 19.825.000,00. Anterior ao início do jogo, o Nhô Quim homenageou o presidente da equipe paulistana, Delfino Facchina, que por sua vez ofereceu uma placa de bronze para a Prefeitura de Piracicaba. O XV de Piracicaba, do técnico Gilson Silva, foi escalado com Sílvio; Virgílio, Pescuma, Dorival e Chiquinho; Bastos e Emílio; Warner, Rodarte, Benê e Sabino.

Na sequência, mais dois jogos contra outros grandes da capital: São Paulo e Corinthians. Contra o Tricolor, mais um empate sem abertura do placar, já contra o Corinthians saíram os primeiros gols, porém a maioria a favor do adversário. Flávio, duas vezes, e Marcos marcaram para o alvinegro da capital, enquanto Pescuma descontou para o XV. Assim, o atacante corinthiano Flávio ficou gravado na história como autor do primeiro gol do Barão.


A torcida piracicabana precisou, portanto, esperar mais um pouco para comemorar a primeira vitória do time do coração em seu novo estádio. E ela veio no dia 26 de setembro do mesmo ano, quando o XV venceu o Comercial por 3 a 1, em peleja válida pelo Campeonato Paulista de 1965. Os tentos quinzistas foram anotados por Chiquinho, Benê e Tabai.

Inicialmente capaz de comportar 26.528 torcedores, o Barão, devido às restrições legais, teve sua capacidade limitada em 18.799 pessoas. As dimensões atuais do campo são de 100m x 67m. O estádio integra o Conjunto Esportivo Municipal, que conta também com ginásio principal, miniginásio, conjunto de piscinas e pista de atletismo.

Fonte: texto de Sabrina Franzol e Camila Piacentini escrito para o livro oficial do centenário do clube, “100 anos: Destemido e Valente”

Brinco de Ouro completa 65 anos de história

Com informações de Gabriel Ferrari/Guarani FC

Inaugurado em 31 de março de 1953, o Brinco de Ouro tornou-se importante no futebol brasileiro

Há 65 anos, era inaugurado um dos estádios mais belos do Brasil. Talvez nem o mais otimista bugrino daquela época poderia imaginar que o Brinco de Ouro se tornaria palco de jogos memoráveis e de conquistas inesquecíveis. A mais importante, é claro, a Taça de 1978. Até hoje, o Bugre mantém-se como o único campeão brasileiro do interior do Brasil. O Brinco já foi cenário de decisões nacionais e estaduais. E como a Copa do Mundo está chegando, é impossível não se lembrar da Seleção Brasileira.

Pois é, até a seleção já jogou por aqui, no amistoso contra o Bulgária, em 1990. E o Brinco deu sorte, trouxe energias positivas, já que o Brasil venceu por 2 a 1. No sagrado gramado do Brinco de Ouro desfilaram os principais jogadores da história. Seja a favor do Guarani ou até mesmo contra. Pelé já jogou no Brinco. Não só isso. Foi no Brinco que ele marcou o último gol da carreira com a camisa do Santos fora da Vila Belmiro, em 1974, no jogo que terminou 2 a 2.

O Brinco faz parte da história do futebol brasileiro. Conheça um pouco dessa história gloriosa do Estádio Brinco de Ouro da Princesa. Tudo sobre o Estádio Brinco de Ouro da Princesa começou em 1947, quando a Federação Paulista de Futebol profissionalizou seu “Campeonato do Interior”. O Guarani, um dos primeiros a aderir à iniciativa, percebeu que seu velho estádio, situado na rua Barão Geraldo de Rezende, bairro Guanabara, estava mais do que nunca ultrapassado.

O relatório apresentado pela “Comissão Pró-Reforma do Estádio”, liderada pelo diretor Antônio Carlos Bastos, ao então presidente Emílio Porto, foi conclusivo: o clube deveria buscar uma área maior para construir um novo estádio, ainda que mais distante do centro da cidade. Uma nova reforma do velho “Pastinho” era inviável e as dimensões do terreno, então pouco mais de 19 mil m², não permitiam que ali se construísse um novo estádio.

Surgiu, no início de 1948, uma proposta irrecusável: uma imobiliária interessada em lotear a área do Guanabara ofereceu uma gleba de 50,4 mil m² na chamada “Baixada do Proença”. Ainda executaria sua drenagem e terraplanagem, pagando 2 milhões de Cruzeiros, em parcelas, para início das obras do novo estádio. Negócio fechado em 2 de abril, dia do aniversário do clube. Logo depois, o Guarani recebeu a doação de mais dois terrenos ao lado da área negociada, um de 19,405 mil m² e outro de 2,92 mil m².

Antônio Carlos Bastos passou a comandar a agora chamada “Comissão Pró Estádio”, com total autonomia para obtenção e aplicação de recursos, enquanto a Diretoria ficava com a responsabilidade de levar o time à 1ª Divisão do futebol bandeirante, já que a Federação Paulista instruiu em 1948 a “Lei do Acesso”, que permitiria ao clube campeão do interior juntar-se, no ano seguinte, aos clubes profissionais de São Paulo e Santos na 1ª Divisão.

Em 11 de Julho de 1948, um domingo festivo, que terminaria com mais uma vitória em “Dérbi”, os arquitetos Ícaro de Castro Melo e Osvaldo Correia Gonçalves apresentaram a maquete do novo Estádio. No dia seguinte, na redação do jornal Correio Popular, o jornalista João Caetano Monteiro Filho aguardava um clichê da foto da maquete para completar uma pequena matéria. Ao ver a forma circular e a beleza do novo estádio, lhe veio à mente a imagem de um brinco. E como Campinas era conhecida como a “Princesa D´Oeste”, criou no título um trocadilho que ficaria para a história: “Brinco de ouro para a “princesa” ”, publicado na página 6 da edição de 13 de julho. Foi o que bastou para que a população passasse a chamar o futuro estádio dessa maneira. Quando se decidiu pelo nome oficial, não houve dúvida: Brinco de Ouro da Princesa.

No campeonato de 1949 veio o tão aguardado acesso à 1ª Divisão de Profissionais. Mais do que nunca, era preciso arregaçar as mangas e construir o estádio. Além dos 2 milhões de Cruzeiros pagos pela Imobiliária, outros 3,5 milhões foram arrecadados com a venda de Cadeiras Vitalícias. Mas era preciso muito mais. Foi quando alguns membros da “Comissão de Obras” se revelaram verdadeiros heróis. Bugrinos como João D´Agostino, Dr. Januário Pardo Mêo, Rubens Trefiglio, Luis Marcelino Guernelli, Vicente Canecchio Filho, Orlando Santucci e Raphael Radamés Pretti comandaram dezenas de outros colaboradores em iniciativas como a “Campanha do Cimento”, “Campanha do Tijolo”, “Campanha da Quermesse”, “Campanha da Boa Vontade” e outras 25 do tipo, conseguindo, pouco a pouco, os recursos necessários.

Ao contrário de outros clubes, o Guarani não teve ajuda financeira do poder público, quer Municipal ou Estadual. Seu estádio foi construído com o suor, trabalho e o amor dos verdadeiros bugrinos. Chegou o ano de 1953. Depois de árduo trabalho, era preciso usufruir da nova casa. Não havia como concluir as cabeceiras do estádio e a saída foi construir arquibancadas de madeira provisórias atrás dos gols, aproveitando o madeiramento que veio do antigo “Pastinho”.

Ainda sem o tobogã

O programa de inauguração, idealizado por uma comissão liderada pelo Prof. Hilton Federeci, foi dos mais culturais e detalhistas que já se viu no País, em festividades do gênero. Para exemplificar, o Estádio seria batizado com água colhida no Rio Paraíba, em Taubaté, onde nasceu Francisco Barreto leme, o fundador de Campinas, e junto à Cascata Guarani, no rio Paquequer, próximo à Teresópolis (RJ), onde – segundo o romance “O Guarani” de José de Alencar – teria se desenvolvida a saga do índio Peri. Foi esse livro que inspirou o maestro campineiro Antônio Carlos Gomes a escrever a ópera “O Guarani”, que, por sua vez, deu origem ao nome do clube.

Duas partidas amistosas foram programadas para a inauguração do Brinco de Ouro, sendo convidados Palmeiras e Fluminense do Rio para as festividades.

A 31 de Maio de 1953, sob a presidência do Dr. Ruy Vicente de Mello, foi inaugurado aquele que ainda hoje é um dos mais belos, completos e seguros estádios particulares do país, com o Guarani vencendo o Palmeiras por 3 a 1. Coube a Nilo a honra de marcar o primeiro gol oficial do novo estádio, aos 44 minutos do 1º tempo, cobrando falta no atual gol de entrada. Dido e Augusto completaram para o Guarani e Lima marcou para os visitantes. As chuvas que caíram naquele dia, porém, fizeram com que grande parte da solenidade fosse adiada para antes da segunda partida, realizada na tarde de 4 de junho, quando o Fluminense venceu o Guarani por 1 a 0 (gol de Marinho).

No projeto original, o Estádio teria forma elíptica e capacidade para 29 mil pessoas. O setor coberto, das sociais e vitalícias, possuía número maior de degraus que as gerais, do lado contrário. As cabeceiras deveriam partir das arquibancadas cobertas, diminuindo até chegar nas gerais.

Por volta de 1960, no entanto, decidiu-se alterar o projeto e construir a Cabeceira Norte, com o mesmo número de degraus das sociais. O mesmo seria feito, futuramente, na Cabeceira Sul. A construção da atual “cabeceira do placar eletrônico” demorou pouco mais de 2 anos.

A inauguração do sistema de iluminação do Estádio Brinco de Ouro aconteceu em 11 de janeiro de 1964, com o jogo amistoso entre Guarani e Flamengo, do Rio de Janeiro. Na primeira vez em que os dois clubes se enfrentaram, o Bugre venceu por 2 tentos a 1.

Sob a luz dos refletores, dispostos em quatro grandes torres de concreto, o Guarani obteve algumas de suas vitórias mais expressivas, como a heroica goleada, alcançada com uma equipe repleta de ex-juvenis, sobre o Santos de Pelé & Cia., por 5 tentos a 1.

A Cabeceira Sul (atual entrada principal) começou a ser construída em 1966, com um primeiro segmento de arquibancada. No início dos anos 70, já sob a presidência de Leonel Martins de Oliveira, as obras foram retomadas e concluídas. Nessa época, também o Conjunto Poliesportivo, iniciado em 1960, teve novo impulso, com ótimo aproveitamento do terreno em torno do Estádio, ampliado por doações do poder público.

O Brinco de Ouro da Princesa, finalmente fechado em seu anel inferior, chegou a ter público superior a 33 mil pagantes. Dos dez maiores públicos verificados em Campinas até o ano de 1978, oito foram no estádio bugrino.

Quando da maior conquista do Bugre, o título de Campeão Brasileiro de 1978, estava sendo iniciada a construção do “Tobogã”, ainda sob a administração do saudoso presidente Ricardo Chuffi. Seu sucessor, Antônio Tavares Jr, deu sequência a uma obra vultosa e arrojada, que poucos clubes brasileiros já tiveram a coragem de executar, mas que aumentaria a capacidade do estádio em mais de 15 mil lugares. A venda de “camarotes” muito colaborou para o custeio das obras e alguns atletas campeões acabaram sendo negociados em prol da necessária ampliação do Brinco de Ouro.

Em foto mais recente, já com o tobogã: um dos maiores estádios do interior

Além do Tobogã, outras obras deram um contorno fantástico ao Brinco de Ouro. O edifício da Administração e as bilheterias circulares passaram a fazer parte da nova entrada principal do Estádio, realçando ainda mais sua beleza e eficiência.

O Brinco de Ouro ainda possui, além de alojamentos para atletas profissionais e amadores, dezenas de salas e salões internos, em dois pavimentos, e fica circundado por um dos mais completos e funcionais conjuntos aquáticos e poliesportivos do Brasil, um orgulho para os bugrinos. Sem falar do Centro de Treinamento da Avenida Guarani, quase em frente.

O Brinco de Ouro da Princesa foi palco de partidas memoráveis, inclusive de várias decisões de campeonatos. A Seleção Brasileira pisou em seu gramado duas vezes em 1966 (quando realizou jogos-treino contra um combinado campineiro, durante a preparação para a Copa do Mundo de 1966, na Inglaterra) e outra em 5 de maio de 1990, quando venceu a Bulgária por 2 a 1, registrando o 2º maior público do Estádio: 51.720 pagantes. O recorde foi estabelecido em 14 de abril de 1982, com 52.002 pagantes, no jogo Guarani 2 a 3 Flamengo, pela Semifinal do Campeonato Brasileiro de 1982. Pelos atuais critérios de dimensionamento de público nos Estádios, essas marcas não mais poderão ser batidas.
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