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A passagem de Zizinho pelo São Paulo

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Zizinho foi ídolo do Tricolor nos Anos 50

Tomás Soares da Silva, ex-meio campista popularmente conhecido como Zizinho, estaria comemorando 102 anos de vida nesta quinta-feira, dia 14 de setembro de 2023. Ao longo de sua jornada futebolística, ele teve uma boa trajetória pelo São Paulo no fim dos Anos 50 e se tornou um ídolo para a torcida do clube do Morumbi.

Antes de chegar ao Tricolor Paulista, o meia carioca já havia colecionado passagens por dois clubes cariocas, sendo eles Flamengo e Bangu. Jogando no Mengão e no Alvirrubro, colecionou bons números, sendo considerado o grande jogador brasileiro da virada dos anos 40 para os 50, sendo o principal jogador da Seleção na Copa do Mundo de 1950, considerado o melhor atleta do certame.

Todos estes predicados fizeram com que o São Paulo apostasse em Mestre Ziza, fazendo algo similar com o que fez em 1940, quando contratou Leônidas da Silva. Assim, o Tricolor o adquiriu para a disputa do Campeonato Paulista em 1957.

Segundo o site oficial do São Paulo, o atleta um total de 67 partidas pelo Tricolor e anotou 27 tentos. Conquistou o Campeonato Paulista de 57 sendo o líder do time brilhantemente e ganhou um espaço no coração do torcedor são paulino. No ano seguinte, foi vice campeão estadual.


Essas atuações fizeram com que Zizinho fosse cotado para a Copa do Mundo de 1958, já que o jogador tinha ficado de fora do Mundial de quatro anos antes, na Suíça. Porém, com 37 anos, muitos o consideravam velho e Feola, que trabalhava com Mestre Ziza no Tricolor, o deixou de fora da lista final.

Na sequência de sua carreira, Zizinho ainda defendeu clubes como o Uberaba e o Audax Italiano, do Chile. O ex-meia veio a falecer no dia 8 de fevereiro de 2002, quando tinha 80 anos de idade. Foi vítima de problemas cardíacos.

A passagem de Zizinho pelo Flamengo

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Zizinho jogou no Flamengo entre 1939 e 1950

Thomas Soares da Silva, popularmente conhecido como Zizinho, estaria completando 101 anos de idade nesta quarta-feira, dia 14 de setembro, caso estivesse vivo. Enquanto jogador, ele teve uma longa passagem pelo Flamengo, que aconteceu de 1939 até 1950.

Nascido em Neves, localizado no subúrbio de São Gonçalo, no Rio de Janeiro, iniciou a sua trajetória no Byron, um time sediado em Niterói. Lá, atuou junto com Clóvis, pai de ninguém mais ninguém menos que Gerson, também conhecido como o "Canhotinha de Ouro". Posteriormente, chegou também a fazer testes no Bangu, no São Cristóvão, e no seu time de coração, o América-RJ. Teve de aliar esta sua vontade de jogar bola com o seu trabalho de operário.

Foi finalmente, em 1939, que o Flamengo, treinado por Flávio Costa na época, lhe deu a oportunidade de aparecer e atuar profissionalmente com a camisa rubro-negra. Foi questão de tempo, para o jovem atleta ir se adaptando e ir conquistando os seus primeiros títulos já no começo da sua carreira. Ajudou o Mengão no tri campeonato carioca nos anos de 1942, 1943 e 1944, jogando ao lado de jogadores renomados como Perácio, Pirilo e Domingos da Guia.

Foi graças a sua grande evolução jogando pelo Fla, que o meia direita começou a ser convocado para atuar pela Seleção Brasileira. Em grande forma, Zizinho participou de algumas edições do Campeonato Sul-Americano e também disputou a Copa Roca, atualmente conhecido como Superclássico das Américas, protagonizado por Brasil e Argentina. Entretanto, em 1946, o atleta acabou sofrendo uma grave contusão em uma dividida forte com Adauto, zagueiro do Bangu na época.

Depois de um longo tempo longe dos grados, o meia voltou aos gramados, nas não demorou muito para fraturar a perna depois de levar uma entrada de João do Morro do Pinto, jogador do América. Seu novo retorno aconteceu em 47, mas só conseguiu atuar em alto nível novamente nos dois anos seguintes. Por outro lado, o atleta do Mengão ainda demonstrava um bom futebol jogando pela Amarelinha.

Vivendo um momento irregular no clube rubro-negro, Zizinho ia tentando retomar aquela boa sequência que teve antes das lesões e em 1949, se sagrou como um dos grandes destaques da equipe Canarinho durante campanha que terminou com o título do Campeonato Sul-Americano. O meia fez gols nos jogos diante de seleções como Equador, Bolívia e Chile. Na grande decisão do torneio, o Brasil pintou o sete para cima do Paraguai. A conquista deste troféu pôs fim ao jejum brasileiro, que não sabia o que era vencer o torneio desde 22 e também trouxe uma grande expectativa para a Copa de 1950.


Após 318 jogos e 146 tentos anotados pelo Flamengo, Zizinho teve uma saída conturbada do Flamengo, e se transferiu para o Bangu em 1950, ano em que o Mestre Ziza disputou o Mundial e se tornou um dos grandes nomes do Brasil. Posteriormente, também vestiu a camisa do São Paulo e do Uberaba. Encerrou a sua carreira como jogador de futebol defendendo o Audax Italiano, do Chile. Aposentado, chegou a treinas a Seleção Brasileira em 75.

Veio a falecer no dia 8 de fevereiro de 2002, com 80 anos de idade. Ele acabou sendo vítima de problemas cardíacos.

100 anos de Zizinho, o craque que foi ídolo do Rei

Com informações da CBF
Foto: arquivo

Zizinho é um dos maiores ídolos da história do Bangu

O futebol brasileiro celebra hoje o centenário de uma lenda eterna. Nesta terça-feira, 14 de setembro de 2021, Zizinho completaria 100 anos de vida. É dia de exaltar a memória de um craque, um dos maiores jogadores da história da Seleção Brasileira, que serviu de inspiração para o Rei.

Além dos grandes feitos dentro de campo, Zizinho é conhecido também por ter sido a grande referência de ninguém menos do que Pelé. Quando ainda era jovem, o pequeno Edson se inspirava no Mestre Ziza para ser jogador de futebol. Era o jogador favorito do Rei e de todo o povo brasileiro.

Natural de Sâo Gonçalo (RJ), Zizinho passou a primeira década de sua carreira como jogador do Flamengo. No Rubro-negro, foi a principal referência no time que se imortalizou por conquistar o primeiro tricampeonato carioca da história do Fla. Virou ídolo da torcida, que até hoje tem no "Mestre Ziza" um dos maiores jogadores que já atuaram no clube.

Graças ao bom desempenho com a camisa do Flamengo, conquistou sua primeira oportunidade na Seleção Brasileira, no início da década de 40. Foi pilar fundamental da Canarinho, em uma época que, por conta da Segunda Guerra Mundial, duas edições de Copa do Mundo não foram realizadas. Nesse meio tempo, conquistou a Copa Rocca (1945) e o Sul-Americano (1949).

No início de 1950, já estabelecido como um dos grandes craques do futebol brasileiro, Zizinho se transferiu para o Bangu. Como jogador do time de Moça Bonita, foi convocado para a disputa da Copa do Mundo de 1950, no Brasil. Ele não atuou nos dois primeiros jogo, mas fez valer a espera por sua estreia. Marcou dois gols na competição e foi eleito o melhor jogador da Copa do Mundo.

Sua atuação de maior destaque foi na goleada por 6 a 1 sobre a Espanha. Mesmo com um jogador a menos, a Seleção Brasileira se impôs sobre a Fúria e demonstrou porque era uma das favoritas ao título na Copa. O triunfo sobre os espanhóis foi embalada por uma marchinha de carnaval, que é popular até os dias de hoje nas ruas do Rio de Janeiro. Enquanto a Seleção goleava, o Maracanã lotado cantava: "Eu fui às touradas em Madri, parara-tim-bum".

Depois do vice-campeonato mundial, Zizinho ainda venceu a Copa Rio Branco, o Campeonato Pan-Amaericano, a Taça Bernardo O'Higgins, a Taça Oswaldo Cruz e a Taça do Atlântico com a Seleção Brasileira. O meia-atacante defendeu o Bangu até 1957, quando migrou para o São Paulo, onde se tornaria ídolo também.


Antes de pendurar as chuteiras, Zizinho também vestiu as camisas de Uberaba e Audax Italiano. Após a aposentadoria, voltou a se encontrar com a história da Seleção Brasileira em 1975. Naquele ano, treinou a Amarelinha na conquista do ouro dos Jogos Pan-Americanos de 1975, na Cidade do México.

No dia em que Zizinho completaria 100 anos de idade, a CBF manifesta a imensa gratidão que todo o futebol brasileiro tem por um de nossos maiores craques. O Mestre Ziza estará, para sempre, no altar do nosso futebol, um cidadão ilustre no reinado de seu maior fã. Obrigado, Zizinho!

De Covid-19, morre Zizinho, que fez carreira no México e é pai de Giovani e Jonathan Dos Santos

Com informações do El Universal
Foto: Jornal Extra

Zizinho estava com 59 anos

Dia triste para o futebol mexicano. O ex-jogador de futebol brasileiro Geraldo Francisco Dos Santos, mais conhecido como Zizinho, perdeu a vida para a Covid-19 aos 59 anos. Ele fez carreira no México e é pai de Giovani e Jonathan dos Santos, jogadores com passagens pela La Tri.

Zizinho , natural do estado de Pernambuco, no Brasil. No dia 23 de outubro de 1977, ele estreou pelo São Paulo, aos 15 anos (5613 dias de vida), tornando-se o atleta mais jovem a vestir nossa camisa. Foi um amistoso vencido pelo Tricolor: 1 a 0 sobre Usina Ester.

O apelido dele surgiu pela semelhança física com o craque Zizinho, o Mestre Ziza das décadas de 40 e 50, ídolo de Pelé. Seu grande talento chamou a atenção de José Antonio Roca e Guillermo Cañedo para contratá-lo para a América quando ele tinha apenas 17 anos.


Integrado no time azulcrema, no qual disputou três etapas (1980-82, 1983-84, 1990-91), Zizinho iniciou uma longa carreira no futebol mexicano, onde também contou com León (1982-83,1990 - 91), Necaxa (1984-85) e Monterrey (1988-89), bem como uma breve passagem pelo Clube Deportivo FAS de El Salvador (1986-87).

Zizinho e o seu fim de carreira no Audax Italiano do Chile

Foto: arquivo Audax Italiano

Zizinho, com a camisa 10 do Audax Italiano, com companheiro de clube

Neste 14 de setembro de 2019, está completando 98 anos do nascimento de um dos maiores jogadores brasileiros de todos os tempos: Tomás Soares da Silva, ou simplesmente Zizinho. O grande nome do futebol brasileiro dos anos 40 e 50, Mestre Ziza brilhou com as camisas de Flamengo, Bangu, São Paulo e Seleção Brasileira. Porém, já no início da década de 60, perto de completar 40 anos, o meia teve o último capítulo de sua carreira, defendendo o Audax Italiano do Chile.

Zizinho, em sua carreira, colecionou títulos pelas equipes que passou e prêmios individuais, sendo considerado, inclusive, o melhor jogador da Copa do Mundo de 1950, realizada no Brasil. Porém, a perca do título o fez se afastar da Seleção e deixou de ser convocado com frequência, mesmo mostrando que era um dos melhores do país, já defendendo o São Paulo FC. Ele era tão importante que foi considerado o futebolista mais completo antes do surgimento de Pelé, que já declarou várias vezes que tinha Mestre Ziza como ídolo.

Já o Audax Italiano, na época, era um dos grandes times chilenos. Com quatro títulos nacionais (1936, 1946, 1948 e 1957), só ficava atrás do Colo-Colo e conquistas e à frente de Universidad de Chile e Catolica. Porém, depois do campeonato de 1957, o clube amargava o meio da tabela e a pressão era grande. A solução: contratar um grande craque, mesmo em fim de carreira, como Zizinho.

Quando chegou a Audax, no início de 61, Zizinho não tinha mais a mesma velocidade, mas manteve a essência, a alegria e a capacidade de envergonhar as defesas. "Há duas coisas que não perdi: o estado físico e o que aprendi sobre o futebol. Acho que com os dois posso me defender em qualquer lugar. Se não fosse assim, não teria vindo", disse ele em sua apresentação. 

Com 40 anos, ele entregou seus últimos lampejos em campos chilenos e depois se despediu ao retornar silenciosamente para o Rio de Janeiro. Ele jogou 16 jogos no Audax, converteu três gols e deixou frases como essa. "Acho que uma das coisas fundamentais do futebol é fazer as coisas com facilidade. Muitas vezes, a velocidade é confusa rapidamente. Protegendo o passe, dominando bem a bola, você ganha tempo: perde-se ao fazer tudo a 100 quilômetros por hora".

Os resultados do Audax Italiano não mudaram muito com sua chegada. O time continuou no meio da tabela enquanto ele esteve vestindo a camisa 10 do clube. Aliás, o Audax Italiano continua assim até os dias de hoje, tanto que seu último título do Campeonato Chileno é ainda o de 1957. Porém, nada apagará da memória do clube a passagem do grande Zizinho por sua equipe.

Zizinho no Bangu

Por Lucas Paes

Zizinho foi um dos maiores ídolos da história do Bangu

Se estivesse vivo, Tomás Soares da Silva, ou Zizinho, completaria neste dia 14 de Setembro 97 anos de idade. Falecido em 2002, o antigo meia atacante era um dos destaques da Seleção Brasileira que perdeu a Copa do Mundo de 1950, no histórico Maracanazzo. Mas por clubes, fez uma carreira gigante, e uma de suas mais brilhantes passagens foi no Bangu, do Rio de Janeiro. 

Começando a carreira no Flamengo, Zizinho foi considerado o maior ídolo rubro-negro até surgir um certo Zico. Depois de 329 jogos e 146 gols pelo Mengão, o jogador foi adquirido a peso de ouro pelo Bangu, pouco antes da Copa de 1950, onde seria o melhor jogador. É, sem sombra de dúvidas, a maior contratação já feita pela equipe de Moça Bonita, mesmo contando os anos dourados do vice-campeonato brasileiro e de aventuras pela América do Sul. 

Logo mostrou serviço pelo alvirrubro, encantando os torcedores com seu excelente futebol. Logo no ano de 1951, chegou ao vice-campeonato carioca com a equipe. Ao longo dos anos, mesmo sem conseguir uma tão sonhada taça, encantou os torcedores banguenses com atuações maravilhosas, incluindo uma atuação onde marcou cinco gols na mesma partida. Foram sete anos atuando com a camisa alvirrubra. 

É considerado o maior jogador da história do Bangu. Fez 274 jogos e 122 gols, sendo o quinto maior artilheiro da história do clube. Apesar disso, conseguiu apenas ser vice-campeão estadual em 1951 e conquistar dois torneios inícios cariocas e um do Rio-SP. Como marca individual, o Mestre Ziza conseguiu a artilharia do Campeonato Carioca de 1952. 

Deixou o Castor em 1957, rumando ao São Paulo, onde precisaria de apenas um ano para marcar seu nome na história tricolor. Voltou ao Bangu como treinador em 1961 e 1965. Nesta segunda passagem, conseguiu outro vice-campeonato carioca. Após a curta carreira na casamata, passaria a ser fiscal de rendas do estado do Rio de Janeiro, profissão que exerceu até sua aposentadoria. Faleceu em 2002, vitima de problemas cardíacos. Jamais será esquecido pelo legado que deixou no futebol, já que a bola, se pudesse, com certeza citaria seu nome como um de seus maiores companheiros.

Zizinho, o mestre

Mestre Ziza, o Zizinho

Talento ímpar, inteligência e uma elegância dentro de campo que poucos tiveram. Todos esses predicados o fizeram ganhar o apelido de Mestre por quem acompanhou o futebol das décadas de 40 e 50. Estamos falando de Zizinho, o Mestre Ziza, ídolo no Flamengo, Bangu e São Paulo.

Zizinho nasceu em 14 de setembro de 1921, em São Gonçalo, na Grande Rio de Janeiro. Foi registrado como Tomás Soares da Silva. Ainda criança, seus pais mudaram para Niterói, onde ele começou a jogar futebol no clube Byron. Atuando pela agremiação, chamou a atenção dos membros do futebol do Flamengo que o levaram em 1939.

Zizinho com Leônidas pelo Flamengo

Chegando no Rubro Negro, Zizinho logo mostrou todo o seu talento. Aos 19 anos, foi alçado ao elenco principal da equipe e logo virou titular em um time que os dois maiores craques brasileiros da época: o zagueiro Domingos da Guia e o centroavante Leônidas da Silva. Além do dom natural, Zizinho aprendeu muito vendo as duas feras jogando ao lado dele.

Em 1942, com apenas 21 anos, Zizinho estreou pela Seleção Brasileira no Sulamericano daquele ano. No dia 18 de janeiro, ele entrou no lugar de Servílio, na derrota para a Argentina por 2 a 1. Já na partida seguinte, contra o Peru, Mestre Ziza foi titular e não saiu mais da equipe. Seu primeiro gol com a então camisa branca do Brasil foi na goleada contra o Equador por 5 a 1, 13 dias depois de sua estreia.

Um dos maiores da história do Flamengo

Se tivessem sido realizadas as Copas de 1942 e 1946, que foram canceladas por causa da II Guerra Mundial, Zizinho com certeza estaria nelas defendendo a Seleção Brasileira. Porém, devido a este problema, sua estreia em Mundiais foi apenas em 1950, na primeira vez em que o evento foi realizado por estas terras. Mas antes da Copa, houve um acontecimento que mudou as cores da camisa que o jogador vestia.

O Flamengo vendeu o seu passe ao Bangu Atlético Clube por uma fortuna (segundo registros 800 mil cruzeiros), sem sequer ser consultado. Um dirigente do Bangu, Guilherme da Silveira, confirmou a negociação e Zizinho assinou o contrato sem sequer ler. Segundo se conta, ele só fez um comentário: "se o Senhor pagou tanto pelo meu passe é porque reconhece o meu futebol". Foi a maior transação do futebol brasileiro até então.

Mesmo com a derrota, Zizinho foi o melhor jogador da Copa de 1950

No livro "Nação Rubro-Negra", de Edilberto Coutinho, Zizinho desabafou: "difícil dizer o que me magoou mais, se a perda da Copa de 50 ou a minha saída do Flamengo...acho que foi a saída do Flamengo, a maneira como os homens que dirigiam o Flamengo fizeram a transação me machucou muito...nunca aceitei". Na sua primeira partida contra o ex clube deixou clara a sua mágoa, onde o Bangu goleou por 6 a 0, com atuação magistral de Mestre Ziza.

Na Copa do Mundo, Zizinho teve boas atuações e liderou o Brasil na competição. E, apesar da derrota para o Uruguai, por 2 a 1, na decisão, Zizinho foi considerado o craque da Copa. E além disso, foi quando ganhou o apelido Mestre Ziza do jornalista italiano Giordano Fatori, da Gazzetta dello Sport, que escreveu: "o futebol de Zizinho me faz lembrar Da Vinci pintando alguma obra rara".

Defendendo o Bangu

Após o Mundial, seguiu carreira no Bangu, onde foi vice-campeão carioca em 1951 e artilheiro da equipe no ano seguinte. É o quinto maior goleador da história do Bangu com 122 gols e ficou no clube até 1957, quando foi negociado com o São Paulo.

Chegou no Tricolor Paulista com 35 anos. Se atualmente um atleta desta idade já é considerado veterano, imagine naquela época. Porém, com muito talento, Zizinho liderou o São Paulo no título Paulista daquele ano. Suas boas atuações na década de 50 o fizeram a voltar para a Seleção, onde fez o seu último jogo contra o mesmo adversário, Argentina, e torneio, Campeonato Sulamericano, da estreia. O jogo foi realizado no dia 3 de abril de 1957 e o Brasil foi derrotado por 3 a 0.

Pelo São Paulo, campeão paulista em 1957

Em 1958, o São Paulo perdeu o título paulista para o Santos. Porém, por causa das boas atuações, Zizinho chegou a até ser cogitado para ir a Copa pelo técnico Vicente Feola, que o preteriu, levando Dida, do Flamengo, e Pelé, do Peixe.

Após sua passagem pelo São Paulo, Zizinho chegou a fazer uma partida pelo Uberlândia, ficou parado um tempo e ainda defendeu o Audax Italiano do Chile. Os companheiros de time o chamavam de doutor e professor.

Com Pelé, antes de um SanSão em 1958

Zizinho, após encerrar a carreira, chegou a ser treinador do Bangu e também da Seleção Brasileira, nos Jogos Panamericanos de 1975. Foi responsável por revelar uma dos maiores meias do futebol brasileiro: Gerson. Amigo do pai do Canhotinha de Ouro, Mestre Ziza sempre aconselhava o atleta, que se tornou um cracaço de bola.

O ex-jogador também atuou como comentarista nas rádios e televisões cariocas e trabalhou como fiscal de renda do Estado do Rio de Janeiro. Mestre Ziza faleceu em 8 de fevereiro de 2002, quando tinha 80 anos, com problemas no coração. Mas o grande craque deixou sua marca para sempre na história do futebol brasileiro.

O Curioso do Futebol

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