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Real Madrid vence a Juventus e está nas quartas da Copa do Mundo de Clubes

Foto: Fifa.com

Vitória do Real Madrid em Miami

Na tarde desta terça-feira, dia 1º, no Hard Rock Stadium, em Miami, nos Estados Unidos, o Real Madrid venceu a italiana Juventus, pelo placar de 1 a 0, e avançou para as quartas de final da Copa do Mundo de Clubes de 2025.

O Real Madrid teve mais posse de bola (57%) e finalizações (7 a 4), porém o jogo com a Juventus foi bastante equilibrado nos 45 minutos iniciais. As melhores chegadas do Real foram em chutes Valverde e numa finalização de perto de Bellingham, mas Di Gregorio apareceu bem.

Pelo lado da Juve, Khéphren Thuram e Yildiz foram os melhores. Kolo Muani perdeu grande oportunidade. Nos últimos minutos, as duas equipes deram uma diminuída no ritmo e o embate foi para o intervalo com o placar de 0 a 0.

No início do segundo tempo, o Real Madrid foi para a pressão. Valverde, Bellingham e Huijsen pararam em Di Gregorio, goleiro da Juventus, mas aos 8' os Merengues abriram o marcador. Alexander-Arnold cruzou e Gonzalo García cabeceou firme, sem chances para o arqueiro: 1 a 0.

O Real Madrid seguiu melhor por mais alguns minutos e aos 15', de bicicleta, Valverde quase fez. Depois dos 20', a Juventus acordou e aos 24' quase empatou com Nico González, após passe de Kolo Muani, com a bola passando perto da trave.


Aos 37', Tchouameni bateu com veneno, a bola passou debaixo das pernas de Koopmeiners e Di Gregorio voou no canto para defender. E com o Real Madrid melhor nos últimos instantes, o 1 a 0 deu aos Merengues a classificação.

Com o resultado, o Real Madrid encara o vencedor de Borussia Dortmund e Monterrey, que jogam ainda nesta terça-feira, nas quartas de final. O jogo será às 17 horas do sábado, dia 5, no MetLife Stadium, em Nova Jérsei. Já a Juventus volta suas atenções para a preparação da temporada europeia 2025/2026.

Com perda de pontos, Juventus segue afundando no calvário após crime fiscal na Itália

Por Lucas Paes
Foto: AFP

Andrea Agnelli é um dos envolvidos na acusação de fraude fiscal

Recentemente, uma verdadeira bomba atômica caiu sobre o ambiente da Juventus de Turim quando uma fraude fiscal de bilhões de Euros foi descoberta no clube e balançou as estruturas da Velha Senhora, causando a demissão de toda a diretoria do clube e o início de um processo de investigação que pode mudar os próximos anos bianconeros. Bom, uma das consequências já foi sentida, já que a Federação Italiana de Futebol, a FIGC, puniu a Juve com a perda de 15 pontos na Série A, afundando de vez o calvário juventino.

A temporada da Juve, apesar de não ser exatamente ruim no Campeonato Italiano, dista de ser uma briga por título, já que o time bianconero recentemente tomou uma senhora goleada do Napoli e basicamente saiu da briga por mais um título de Série A. Além disso, a equipe caiu na Liga dos Campeões e seguirá agora na Liga Europa, onde enfrenta o Nantes. Porém, o impacto da punição pode ser enorme no futuro a curto prazo da Juve.

O primeiro ponto em que a perda de 15 pontos deve atingir como um raio a equipe de Massimiliano Allegri é o fato de que o maior time da Itália provavelmente não jogará a próxima Liga dos Campeões. Isso já causará uma perda financeira muito grande, que se somará maior ainda em termos financeiros, já que o prejuízo de não jogar a maior competição de clubes do mundo é enorme para qualquer clube grande, que automaticamente perde atrativo e vira um lago mais fácil para que pescadores maiores fisguem seus jogadores. O irônico é que veio de Agnelli, um dos envolvidos neste "rolo", a frase menosprezando a Atalanta e dizendo que não deveria participar na Liga dos Campeões.


Quem quiser entender melhor a punição que a Juve sofreu terá diversos meios para fazê-lo, já que existem diversos veículos que explicaram bem as razões da perda de pontos. Os Bianconeri têm agora uma consequência imediata que será a necessidade de se recuperar na tabela para conseguir sonhar com uma vaga em alguma competição europeia, ou então virar o foco para a Liga Europa, o que é um movimento muito arriscado. 

Seja como for, a Juventus segue e seguirá sofrendo as consequências de um desastre que está anunciado desde o momento em que foi descoberta a fraude fiscal no clube. O calvário da Velha Senhora só ajuda e a curto prazo, o futuro juventino pode ser muito mais difícil do que era imaginado para o clube mais rico e mais tradicional do futebol italiano. 

Demissões na diretoria escancaram problemas que pareciam já claros na Juventus

Por Lucas Paes
Foto: Getty Images

Nedved e Agnelli deixaram a Juve

Depois de um começo muito ruim na Série A, a Juventus vinha se recuperando e conseguindo aos poucos se aproximar do G4 do Campeonato Italiano nesta temporada. Dentro de campo, os últimos três anos não vem sido muito positivos para os bianconeri e o motivo talvez agora tenha ficado claro. Em meio a disputa da Copa do Mundo, com o futebol italiano paralisado, uma bomba estourou para os lados do maior campeão da Bota: Agnelli e toda a diretoria da Juve pediram demissão em meio a acusações de fraude fiscal que incluem o ídolo Pavel Nedved. 

A situação toda só escancara problemas que parecem claros já há algum tempo na equipe Bianconera. A situação toda começou a ficar nebulosa já durante ano passado, quando começaram diversas buscas e investigações em cima dos acordos feitos com os jogadores para os descontos nos salários dos jogadores em meio a pandemia do coronavírus. Haviam suspeitas de fraude fiscal que parecem cada vez ficarem mais claras. 

O balanço lançado pelo clube deixou a situação ainda mais insustentável para a atual administração, já que a Juve registrou um prejuízo histórico na casa das centenas de milhões de Euros. Os bianconeri são o time que mais fatura na Itália, sendo o único do país com um estádio próprio nos modelos de clubes de outros países. Até pouco tempo atrás, os sucessos dentro de campo mascaravam o insucesso fora dele, ou mesmo os supostos crimes que ocorriam. Agora, já não há mais um grande sucesso dentro das quatro linhas para disfarçar.

A demissão é apenas um catalisador do cataclisma pelo qual a Juve pode passar nos próximos anos, agora caminhando então por um túnel de incertezas talvez inédito na história do clube. Na diretoria, ficou apenas Maurizio Arrivabene, que cuidará da transição para uma nova direção, que terá que cuidar de um clube com as finanças fragilizadas e que ainda seguirá sendo investigado, com problemas mais escusos que ainda poderão surgir no caminho. Muito difícil imaginar que toda esta bomba não leve estilhaços ao campo. 

Estes estilhaços, porém, pareciam mesmo já estar atingindo o futebol. Na verdade, toda essa crise parece ser apenas o esclarecimento de uma questão que pairava já no ar: por que a Juventus deixou de ser forte nacionalmente? Na temporada 2019/2020 já havia tido mais sorte que juízo para ganhar o Scudetto em cima da Inter e nas duas seguintes o time despencou em desempenho, chegando a cair na primeira fase da Liga dos Campeões recentemente na última posição. Fica claro agora que o campo está apenas refletindo a bagunça que se dá fora dele.


Outra situação esclarecida nisso tudo é o desespero de Agnelli pela existência da Superliga Europeia, que seria um método da Juve pelo menos se recuperar financeiramente. Em meio a problemas que provavelmente chegarão nos tribunais e que abalarão as estruturas da Velha Senhora de uma forma que não se viu ainda, restará agora observar quais serão as consequências esportivas de toda a bagunça que o clube virou. Uma coisa é certa: turbulências acontecerão ainda em Turim

O Curioso do Futebol

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