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Quando a Rainha Elizabeth se curvou ao Rei Pelé no "palácio" Maracanã

Foto: arquivo

Elizabeth II entrega troféu ao Rei do Futebol

Morreu hoje aos 96 anos a rainha Elizabeth 2ª do Reino Unido. A monarca faleceu no Castelo de Balmoral, na Escócia. A chefe de Estado do reino mais famoso do mundo chegou a se curvar, uma vez, para outro rei: Pelé, o do futebol. Isto foi no ano de 1968, no Maracanã, para mais de 100 mil pessoas.

O ano era 1968, marcado pela Primavera de Praga, pelo auge da Guerra do Vietnã e da Guerra Fria, por protestos estudantis ao redor do mundo, pelo assassinato de Martin Luther King, pelos protestos dos Panteras Negras na Olimpíada do México e pelo surgimento do movimento hippie, entre outros fatos históricos. No Brasil, a ditadura militar já ensaiava seus movimentos mais cruéis, mas o país viveu uma tarde de enorme alegria naquele 10 de novembro.

Jogavam a seleção carioca, com Gerson como destaque, e a paulista, de Pelé. Durante muitas décadas, o amistoso entre os escretes dos principais estados do país foi uma grande atração. A Rainha Elizabeth II e o Príncipe Philip já haviam passado por Recife, Salvador, Brasília, São Paulo, Campinas e Campinas antes de encerrarem sua primeira e única visita juntos ao Brasil no Rio de Janeiro. A missão diplomática real tinha como objetivo estreitar relações com brasileiros e chilenos e ampliar a influência britânica no continente. O afago em Pelé certamente contribuiu para o objetivo.

Conta-se que partiu da própria Elizabeth II, que dois anos antes vira de perto o camisa 10 sofrer com a truculência dos rivais na Copa do Mundo da Inglaterra, o desejo de ver o rei Edson Arantes do Nascimento no Maracanã. O duelo entre cariocas e paulistas foi organizado justamente com este propósito, e valia não apenas um afago da rainha, mas um prêmio de 1 milhão de cruzeiros.

A seleção carioca, com seu tradicional uniforme azul, entrou em campo com Félix, Moreira, Brito, Leônidas e Paulo Henrique; Carlos Roberto, Gérson e Paulo César; Nado, Jair e Roberto; a paulista, com sua camisa listrada em preto e branco, com detalhes vermelhos na gola, jogou com Picasso, Carlos Alberto, Jurandir, Dias e Rildo; Clodoaldo, Rivelino e Pelé; Paulo Borges, Toninho e Abel.

Diante das presenças ilustres nas cadeiras de honra do Maracanã, Pelé marcou o seu, o 900º de sua carreira (o milésimo viria no ano seguinte, no mesmo estádio, contra o Vasco). A seleção paulista venceu o jogo por 3 a 2: Toninho e Carlos Alberto Torres marcaram os outros gols, enquanto Roberto e Paulo Cezar Caju, então ídolo do Botafogo, descontou para os anfitriões.

Com a vitória, deu-se o tão aguardado encontro entre Pelé e Elizabeth, com Philip e o presidente da Confederação Brasileira de Desportos (CBD), João Havelange, ao lado. Ao ser apresentada ao camisa 10, a Rainha teria dito, segundo os jornais da época. “Eu sei. Já o conheço de nome e me sinto muito feliz em cumprimentá-lo.”

Esta, no entanto, não foi a primeira presença de Philip em um estádio brasileiro. Seis anos antes, em 1962, desta vez sem a presença da esposa, o duque de Edimburgo assistiu à partida entre Santos, de Pelé, e Palmeiras, no Pacaembu. Mesmo não sendo um grande fã de futebol, ele certamente curtiu o espetáculo: 5 a 3 para o Peixe, com dois gols do Rei.


Lamento de Pelé - O mundo se despediu nesta quinta-feira da Rainha Elizabeth II, monarca mais longeva da história do Reino Unido, aos 96 anos. Nas redes sociais, o Rei Pelé lamentou o falecimento da britânica. Os dois se encontraram em 1968, em um amistoso realizado no Maracanã.

"Sou um grande admirador da Rainha Elizabeth II desde a primeira vez que a vi pessoalmente, em 1968, quando ela veio ao Brasil testemunhar nosso amor pelo futebol e conheceu a magia do Maracanã lotado. Alguns anos depois, generosamente ela me condecorou com a Ordem do Império Britânico, a mais alta honraria do país", começou Pelé.

"Seus feitos marcaram gerações. Este legado durará para sempre. Neste dia triste, compartilho essa memória com todos vocês e envio a minha mensagem de carinho e minhas preces para a família real britânica e a todos amigos do Reino Unido", completou o ex-jogador.

A partida se deu entre as seleções paulista e carioca, e na época, Elizabeth II já estava há 16 anos no reinado. Pelé, por sua vez, já era uma estrela do futebol e tinha duas Copas do Mundo na bagagem. O Rei do Futebol também compartilhou a imagem do encontro.

Quando o Rei do Futebol encontrou a Rainha da Inglaterra no "Palácio" Maracanã

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Rainha Elizabeth II e o Rei Pelé

Em 10 de novembro de 1968, o Maracanã recebeu duas realezas ao mesmo tempo. No jogo entre Seleção Carioca e Paulista, vencido pelo time bandeirante por 3 a 2, a Rainha Elizabeth II, da Inglaterra, que estava visitando o Rio de Raneiro, encontrou-se com Pelé, o Rei do Futebol. Neste dia, o "Maior do Mundo" acabou virando um "Palácio".

O time paulista tinha como espinha dorsal o Santos, e até o uniforme se assemelhava a equipe do Peixe, já os Cariocas aturanram todos de azul. Logo no início da partida percebia que os jogadores estavam levandando a série, e não apenas como um amistoso.

O primeiro gol saiu logo no começo da partida, com uma falha da zaga do time carioca, e a bola sobrou para Pelé que tocou para o Toninho abrir o placar. E os jogadores foram comemorar em frente a tribuna onde a Rainha estava. O Rei não deixaria de marcar o dele em um jogo tão especial para ele, e marcou após um passe de Rildo, na conta oficial seria o gol 900 do jogador.

A equipe carioca não deixou barato também, e conseguiu diminuir o placar após uma furada do Jairzinho, o "Furacão do Botafogo", e sobrou para Roberto finalizar e marcar. O time paulista mesmo vencendo queria mais, e conseguiu, Carlos Alberto Torres deu um belo passe para Ademir da Guia, que tocou para Toninho, mas o atacante sofreu falta enfrente a área. O futuro lateral do capitão do tri, bateu a falta e mandou para o fundo das redes, ampliando a vantagem, mas no próprio jogo o lateral foi expulso após uma falta em Paulo Cesar Caju.

Na própria falta sofrida, Caju cobrou e dominou para a seleção carioca, mas não adiantou muito, pois o jogo terminou 3 a 2 para os Paulistas. Quando acabou o jogo, Pelé e Gerson foram para as tribunas de honra cumprimentar a Rainha e levantar o troféu de vencendor. O protocolo foi alterado nesta partida, o troféu que iria ser entregue pelo presidente da CBD, na época João Havelange, deixou para que Elizabeth II entregasse para os capitães.


Com um público de aproximadamente 100 mil pessoas, junto com a visita ilustre da rainha, puderam ver um grande espetáculo de futebol. Os jornais da época informaram que o Rei Pelé estava um pouco fora de forma, mas isso não o impediu de fazer uma bom jogo.

Didi e o primeiro gol da história do Maracanã

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

O lance do gol de Didi na inauguração do estádio

Neste dia 16 de junho completam-se 70 anos da inauguração do estádio que é possivelmente o mais famoso templo do futebol em todo o mundo. Construído para abrigar jogos da Copa do Mundo de 1950, o Estádio Jornalista Mário Filho, mais conhecido como Maracanã, foi inaugurado num dia como este em 1950, com um amistoso entre a Seleção Carioca e a Seleção Paulista. Coube ao craque Didi a honra de marcar o primeiro gol da história do gigante de concreto.

A construção do Maraca se iniciou em 1948. Inicialmente ela envolveu uma briga política entre o na época deputado federal Carlos Lacerda e o prefeito do Rio de Janeiro, Marechal Ãngelo Mendes de Moraes. Depois de ser decidido o local da construção, o projeto aprovado previa um estádio para 155 mil pessoas. A construção iniciou em 1948 e durou, obviamente, até 1950.

A inauguração do estádio envolvia um jogo amistoso entre a Seleção Carioca e a Seleção Paulista. Na época, o futebol brasileiro tinha como campeonato nacional um torneio de seleções estaduais enquanto os clubes disputavam os campeonatos estaduais. Aquele duelo, porém, era apenas um amistoso, quase um pequeno adicional a linda festa feita para inauguração do que na época era o maior estádio do mundo.


O duelo teve seu primeiro gol, feito histórico, marcado logo aos 10 minutos do duelo. Coube a Didi, famoso pela "folha seca" e campeão mundial pelo Brasil em 1958 e 1962. Curiosamente, o goleiro Osvaldo, que jogava na Seleção Paulista na época, reclamou impedimento na jogada, como contou em entrevista ao portal Globoesporte em 2013. Aquele gol seria apenas o primeiro passo da carreira de um dos maiores e menos reconhecidos craques do Brasil.

Ainda no primeiro tempo, Augusto marcou o gol de empate dos paulistas. No segundo tempo, jogando melhor, os visitantes viraram o jogo na etapa final com Ponce de León e Augusto novamente marcando os gols da vitória por 3 a 1, colocando uma água no chopp da inauguração do Maracanã. Aquela foi apenas a primeira história de um estádio que viu muita coisa, desde Pelé até Neymar e que hoje vive um dos capítulos mais complicados de sua história, sendo vizinho de um hospital de campanha da pandemia do coronavírus.

O dia em que Feitiço enfrentou o presidente da República

Com informações do site oficial do Santos FC

A Seleção Paulista de 1927, com Feitiço (no meio, agachado) e Tuffy (de branco)

Luiz Macedo, ou simplesmente Feitiço, um dos maiores artilheiros que já defendeu as cores do Santos FC e ocupa a 5ª colocação no ranking da artilharia alvinegra, é o personagem principal de uma história que entrou em definitivo no folclore do futebol brasileiro. Ela é contada de tempos em tempos não só pela imprensa esportiva como também pelos estudantes que pesquisam fatos políticos envolvendo o esporte nacional.

O fato marcante aconteceu no dia 13 de novembro de 1927, na partida final do Campeonato Brasileiro de Seleções envolvendo a Seleção Paulista e a do Rio de Janeiro, então capital federal, no novíssimo estádio de São Januário, que em abril daquele ano havia sido inaugurado pelo time santista na vitória diante do Vasco da Gama por 5 a 3.

“Na partida final entre as seleções paulista e a carioca ocorreu um lance discutível com um desfecho inusitado. O Dr. Washington Luiz, Presidente da República do Brasil, que da tribuna de honra assistia ao prélio, decidiu interferir na disputa para solucionar o impasse. Um cronista esportivo descreveu o incidente. ‘E correu, (o árbitro) bola debaixo do braço, para a marca fatal. Os paulistas envolveram o árbitro. Um paulista chutou a bola para longe. Os cariocas correram para buscá-la e dá-la ao juiz. O juiz colocou a bola na marca. E ficou-se assim, uma porção de minutos, nesse tira-bola, bota-bola. De vez em quando, os paulistas, como Feitiço e Amílcar à frente, cercavam o juiz. E tome empurrão. Foi à altura do 15º minuto de interrupção que apareceu em campo, todo cheio de alamares sobre o ombro, o ajudante de ordens do Dr. Washington Luiz (com uma orientação para o árbitro): O exmo Sr. Dr. Presidente da República mandou dizer aos paulistas que deixem bater o pênalti para que a partida possa continuar‘”.

Feitiço deu a seguinte resposta: “Pois diga ao exmo Sr. Dr. Presidente da República que ele manda no Brasil, mas quem manda no selecionado paulista somos nós”. Os paulistas não aceitaram a interferência do Presidente e nem a decisão do árbitro, que exigia a cobrança do pênalti e se retiram do Estádio de São Januário. O pênalti foi batido e os paulistas derrotados. Este episódio marcou a história da vida de Feitiço e de seus companheiros da Seleção Paulista de Futebol, dentre eles vários jogadores pertencentes ao time do Santos Futebol Clube.

O jogo estava com o placar apontando empate em 1 a 1, com Oswaldynho marcando para os Cariocas, aos 31 minutos do primeiro tempo e o próprio Feitiço empatando para os paulistas, aos 10' da etapa complementar. Depois de muita confusão, Fortes, já nos acréscimos bateu o pênalti, com o gol vazio, que deu o título ao time do Rio de Janeiro.

Na volta a Santos, os atletas Feitiço e o goleiro Tuffy foram expulsos do clube praiano por determinação expressa do presidente santista, Guilherme Gonçalves. No ano seguinte, Feitiço foi reintegrado ao time santista. Já o goleiro Tuffy Neugen, o Satanás Negro, nunca mais vestiu a camisa do time da Vila Belmiro.

Em 1968, a Rainha da Inglaterra 'curvou-se' ao Rei do Futebol

Por Lucas Paes

Rainha Elizabeth II e Pelé: nobres em suas áreas

A Inglaterra é o país inventor do futebol. Assim como no Brasil e em diversos outros países, o esporte entra em diversas camadas da sociedade e no caso dos ingleses até na nobreza. Em 1968, surpreendendo ao mais desavisados, a Rainha Elizabeth II teve como um de seus pedidos, ao vir ao Rio de Janeiro, conhecer o Rei Pelé.

Apesar de não ser exatamente fanática, a Rainha tem lá sua admiração e respeito pelo esporte bretão. Em 1968, Pelé já era uma celebridade mundial e tinha fãs em diversos locais do mundo. Para atender ao pedido real, as federações paulista e carioca organizaram um amistoso entre as seleções dos dois estados.

Foi com esse contexto que o príncipe Phillip e a rainha Elizabeth II conheceram o Maracanã naquele 10 de Novembro. O time paulista era baseado no Santos FC enquanto os cariocas tinham a espinha dorsal no Botafogo. As 85 mil pessoas presentes ao Maracanã foram privilegiadas com um jogaço, o que era esperado antes mesmo de a bola rolar.

Cenas da partida

A equipe paulista venceu por 3 a 2. Segundo fontes da época, o Rei do Futebol estava fora de forma, mas marcou um dos gols. Já no finzinho do jogo, o eterno Capitã Carlos Alberto Torres cedeu a faixa para Pelé, para que o atleta do século pudesse receber a taça das mãos reais. 

Após o jogo, o rei Pelé acabou sendo "coroado" com o troféu pela rainha Elizabeth II, que está viva até hoje, sendo a que mais tempo ficou no cargo em toda a história do Reino Unido. Aquela não foi a única honraria dele com a Inglaterra. Em 1997, ele recebeu a medalha de Cavaleiro do Império Britânico, o que o tornaria Sir Pelé (ou Edson), caso ele fosse nascido em terras inglesas.

O Curioso do Futebol

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