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Raúl 'El Loco' Bernao - Um dos maiores ídolos da história do Independiente

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Bernao atuando pelo Rojo

O Independiente de Avellaneda, a menos que algo mude na final que ocorrerá mais tarde da Libertadores, ainda é o maior campeão da Copa Libertadores da América. O Rojo foi durante muito tempo um verdadeiro monstro, uma entidade que causava calafrios em qualquer um que tivesse o desprazer de ver pela frente sua camisa em uma noite de copa. Neste dia 4 de novembro estaria completando seus 82 anos um dos maiores ídolos do clube: o ponta Raúl "El Loco" Bernao. 

Nascido em Sarandí, Bernao era torcedor do Rojo desde a infância e foi passando aos poucos pela categoria de base do clube até dar seus primeiros passos no time profissional. Já no começo mostrou um futebol de boa qualidade na ponta, sendo muito inspirado pelo futebol do brasileiro Mané Garrincha. Por vezes, Bernao também atuava na meia cancha. 

Já aos 22 anos, em 1963, foi decisivo ao extremo no título argentino conquistado pelo Rojo, o primeiro que El Loco conquistou com a camisa do Rei de Copas. Ponta extremamente habilidoso e de bom drible, teve uma atuação marcante em um amistoso na reinauguração do Libertadores de América (na época Doble Visera) após a reforma, numa goleada diante do Santos de Pele. Foi também crucial na primeira conquista da Libertadores com suas jogadas pelo lado do campo, mas ainda mais importante na segunda, em 1965, quando vai as redes em dois dos três jogos da decisão, incluindo um gol no jogo de desempate. Foi convocado pela Argentina para a disputa da Copa América em 1965.

Conhecido como Poeta devido as suas atuações, Bernao seguiu sendo uma referência técnica do Rojo nos anos seguintes. Viveu vários duelos épicos na época com o lateral Marzolini, que atuava pelo Boca. Em 1967, ajudou o Rojo na conquista de mais um título argentino, na primeira vez em que o torneio recebeu o nome de Nacional, além de atuar pela argentina em mais uma Copa América. Seguiu sendo uma referência do clube e também foi importante na conquista do título do Metropolitano em 1970.


Bernao seguiu atuando pelo Rojo até 1971, quando acabou negociado com o futebol colombiano e foi jogar no Deportivo Cali. No total, segundo números da Wikipedia, Bernao atuou em 241 jogos com a camisa do Indepediente, marcando 40 gols. Ainda jogaria por Deportivo Cali e Gimnasia y Esgrima antes de pendurar as chuteiras, em 1974.

A curta passagem de Gamarra pelo Independiente

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Gamarra no Rojo

Completando 52 anos neste dia 17, o zagueiro Carlos Alberto Gamarra ficou conhecido no futebol brasileiro pelas ótimas passagens por Inter e Corinthians, principalmente e pelo ótimo desempenho exercido por ele na Copa do Mundo de 1998. Antes de fazer sucesso em terras tupiniquins e marcar seu nome na história do Brasileirão, o defensor teve uma curta passagem por um dos maiores times da América do Sul: o Independiente de Avellaneda.

Gamarra havia começado sua trajetória no Cerro Porteño, em 1991 e recebia chances esporádicas, apesar de já mostrar qualidade, quando foi emprestado ao Independiente. Chegava ao time argentino podendo ganhar experiência, mas também para tentar melhorar a performance defensiva dos Diablos, numa transação que era boa para os dois lados na época.

Chegava ao Rojo com o tarimbo de já estar atuando pela Seleção Paraguaia, mesmo que se tratasse da olímpica. Gamarra era parte da equipe paraguaia que disputou os jogos de Barcelona em 1992, quando a seleção tricolor foi até as quartas de final, quando acabou caindo diante de Gana, que terminaria o torneio com a medalha de bronze. Chegava já tendo uma experiência maior que muitos jogadores de 21 anos na época.


Acabou ficando pouco no maior campeão da Libertadores. Gamarra permaneceria por apenas uma temporada, sem atuar em muitas partidas pelo clube de Avellaneda. Segundo números do portal ogol, esteve em campo em apenas 10 partidas com a camisa do Independiente, sem marcar nenhum gol pelo clube. Se despediria no final da temporada, retornando novamente ao Cerro Porteño.

Sua carreira no futebol se estendeu até 2007, quando pendurou as chuteiras, curiosamente atuando pelo Olímpia, maior rival do Cerro Porteño. Recentemente, o ex-zagueiro voltou ao noticiário devido a treinamentos que está fazendo para iniciar uma carreira de lutas no MMA, mesmo aos 52 anos.

O começo de Gustavo López no Independiente

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

López atuando pelo Independiente

Completando 49 anos neste dia 13 de abril, o ex-meia Gustavo López foi, dentro de campo, uma das grandes revelações da história do Independiente de Avellaneda. Dono de um bom futebol que lhe garantiu diversas passagens no futebol espanhol e ainda mais de 30 jogos com a Seleção Argentina, Gustavo começou sua trajetória assustando seu país com a camisa do maior campeão da Libertadores no início dos anos 1990.

Depois de passar pelas divisões de base do Rojo, subiu para o time principal em 1991, ainda com 17 anos de idade. Só foi estrear porém já em dezembro, quando jogou diante do Boca pelo campeonato argentino. Era torcedor do clube desde criança. Ponta habilidoso, no ano seguinte já começou a cair nas graças do torcedor devido a seus gols e jogadas pelo lado esquerdo do campo, onde infernizava as defesas adversárias. 

Seu primeiro gol viria em maio de 1992, quando marcou duas vezes contra o Huracán, em jogo que terminou 2 a 0 para o Rojo. Seguiu como titular e destaque da equipe durante aquele ano todo. A temporada 1992/1993 foi a melhor dele atuando com a camisa do Rojo, onde marcou 4 gols em 31 jogos no biênio. Seria só no ano seguinte porém que ganharia seu primeiro título pelo clube.

Atuou menos no ano de 1994, mas foi decisivo em duas conquistas para o Rey de Copas naquele ano. Além das ótimas, ainda que poucas, atuações no Campeonato Argentino, que terminou com título do Independiente no Clausura, fez um gol na Supercopa Libertadores, quando o Rojo eliminou o Grêmio, no jogo de volta, que terminou 2 a 0, nas quartas de final. 

No ano seguinte,  que seria seu último pelo Rojo,depois de conquistar a Recopa contra o Vélez no Japão, foi novamente importante na Supercopa, marcando os dois gols que garantiram o Rojo na semifinal, na vitória de 2 a 0 sobre o Atlético Nacional. Além disso, acertou seu pênalti nas semifinais diante do River Plate. O Rojo seria campeão em cima do Flamengo, vencendo na Argentina por 2 a 0 e perdendo pelo placar mínimo no Maracanã.


Encerrou sua passagem pelo Independiente como um ídolo do clube em 1995, sendo negociado com o Celta de Vigo, outro time pelo qual se tornaria referência. Em 91 jogos a serviço do Rojo, marcou 12 gols. Excelente meia esquerda, pendurou as chuteiras atuando pelo Cádiz, na temporada 2007/2008, depois de se tornar uma das maiores bandeiras da história do Celta de Vigo. 

O início de Zanetti no Talleres de Escalada

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Zanetti no início de carreira no Talleres

Completando 48 anos neste dia 10 de agosto, o ex-lateral Zanetti é um dos maiores ídolos, se não o maior ídolo, da história da Internazionale de Milão. O "capitano" passou quase 20 anos na Beneamata e marcou um lugar no coração dos torcedores interistas. Antes de ir parar na Inter, porém, ele começou a jogar na Argentina, seu país natal, pelo Talleres de Remédios de Escalada. 

Zanetti é natural da capital argentina Buenos Aires e diferente de muitos jogadores teve uma infância mais tranquila, ainda que não rica. Jogando bola desde pequeno, chegou a tentar uma peneira no Independiente de Avellaneda, mas acabou não aprovado pelo clube. Foi só já com 18 anos, em 1991, que chegou as categorias de base do Talleres, da cidade de Remédios de Escalada. 

Javier estreou rapidamente no time de cima, subindo com 20 anos e já rapidamente se tornando titular e um dos principais jogadores do time, se tornando uma das referências técnicas, apesar de ser apenas um volante que por oras atacava de lateral-direito também. Em 33 partidas pelo Talleres, já chamou atenção de outros clubes pela sua qualidade e, ironicamente, pelo vigor físico. 

Acabou ficando apenas o ano de 1993 na equipe da província de Buenos Aires. Rapidamente foi contratado pelo Banfield, que o levou ainda naquele ano. Além dos 33 jogos, marcou um gol vestindo a camisa do Rojo. Também não ficaria muito tempo no Banfield antes de ser fisgado pela Internazionale. O resto é história.


Já aposentado, Zanetti mandou no ano passado um recado nas redes sociais no aniversário de 114 anos do clube. Disse que a instituição estava sempre no seu coração e mandou beijos para a torcida do clube, onde deu seus primeiros passos no mundo da bola. 

Santos empata com Independiente e se classifica na Copa Sul-Americana

Por Lucas Paes
Foto: Ivan Storti/Santos FC

Kaio Jorge marcou o gol do Santos

O Santos está nas quartas de final da Copa Sul-Americana. Precisando de um empate, o Peixe até pulou na frente, mas cedeu a igualdade ao Independiente, que só se interessava pela vitória, num jogo que terminou 1 a 1, na noite desta quinta, dia 22, no Estádio Libertadores de América, em Buenos Aires, mais precisamente em Avellaneda. Agora o Peixe pega o Libertad na próxima fase. 

O Santos vinha de um empate por 2 a 2 contra o Red Bull Bragantino, jogando fora de casa, pelo Brasileirão. Já o Independiente também empatou na sua última partida, na Superliga Argentina, fora de casa, contra o Argentinos Jrs. Para se classificar, os santistas precisavam de um empate apenas, já o Independiente precisava vencer por dois gols de diferença, ou um para levar para os pênaltis, caso não levasse um gol.

Tentando pressionar no começo, o Peixe testou cedo o goleiro Sosa com um chute de longe de Jean Mota. Depois disso, o Santos seguiu tendo mais a posse, com o time argentino buscando mais o contra-ataque. Aos 17', João Paulo operou um milagre na primeira chegada do Rojo. O time argentino começou a pressionar e aos 21', Romero cruzou e a bola desviou na defesa santista antes de ser parada por João Paulo. O domínio do time da casa era total na metade final da primeira etapa. O Independiente chegou muito perto com Palacios, aos 37', parado por João Paulo.


Quando parecia certo que o time argentino pularia na frente, o Rojo bobeou, Sanchez roubou a bola, lançou Marinho, que disputou com Isaurralde, o zagueiro errou e ela sobrou Kaio Jorge, que botou os santistas na frente. Aos 45', Kaio Jorge quase marcou outro em um belíssimo chute da entrada da área após um escanteio. A primeira etapa terminou mesmo com vantagem santista. 

Na etapa final, João Paulo começou já fazendo boa defesa em um chute de Romero. Aos 5', Romero perdeu outra excelente chance na frente de João Paulo. Na sequência, num rápido contra-ataque, Marcos Guilherme chutou por cima na pequena área perdendo outra boa chance. Aos 10', o Rei de Copas fez uma linda jogada coletiva e Bustos chutou para outra defesa espetacular de João Paulo. Aos 15', Isaurralde cometeu falta em Marinho quando ele faria o gol e foi expulso com auxílio do árbitro de vídeo. Com um a menos, a situação argentina ficava ainda pior em Avellaneda. 


Apesar de ter um a menos, Gonzalez conseguiu o empate aos 22', com Lucas Gonzalez, após a sobra de uma confusão enorme na área. Pouco depois, Marinho chutou por cima do gol numa tentativa de longe. Pouco depois, Marinho teve boa chance de cabeça, mas mandou por cima. Aos 30', Pirani quase marcou em uma boa pressão santista no campo de ataque. Aos 38', Zanocelo quase marcou um golaço de longe. Na parte final do jogo, o duelo virou um verdadeiro pega-ratão com chances perdidas pelos dois times. Já nos acréscimos, o Rojo quase marcou, mas João Paulo, homem do jogo, evitou o segundo numa defesa espetacular. No meio da bagunça, ainda deu tempo de Barreto ser expulso, antes do jogo terminar com a classificação santista.

Agora, o Santos volta a campo no domingo, dia 25, quando enfrenta o Atlético Goianiense, na Vila Belmiro, as 18h15. No mesmo dia, as 20h15, o Independiente visita o Estudiantes de La Plata, no Jorge Luis Hirschi, em La Plata. 

Santos joga bem e vence Independiente pela Sul-Americana

Por Lucas Paes
Foto: Ivan Storti/SFC

O Santos venceu o Independiente na Vila

O Santos abriu vantagem no primeiro jogo das oitavas de final da Sul-Americana. O Peixe venceu o Independiente por 1 a 0, na noite desta quinta, dia 15, na Vila Belmiro e agora poderá até empatar ou perder por um gol caso marque um no jogo de volta para avançar as quartas de final da competição. O gol santista foi de Kaio Jorge.

O Santos vinha de derrota para o Palmeiras no Brasileirão por 3 a 2, na última rodada, jogando no Allianz Parque. Já o Independiente também vinha de derrota, mas não jogava desde maio, quando o campeonato argentino foi paralisado, numa derrota por 2 a 0 para o Colón em casa.


Começando pressionando, o Santos ofereceu perigo pela primeira vez aos 7', com Marcos Guilherme chutando por cima do gol. Seguindo pressionando, Kaio Jorge e Marinho também tiveram chances. Se soltando aos poucos, o time argentino também tentou aprontar das suas e chegava com perigo na velocidade. O Alvinegro, por sua vez, parou em Sosa duas vezes, com Kaio Jorge e Marcos Guilherme. Apesar das tentativa ssantistas, o primeiro tempo terminou mesmo sem gols na Vila Belmiro. 

O Alvinegro Praiano voltou para o segundo tempo praticamente ocupando a área do time argentino. Aos 8', num bate e rebate, Pirani perdeu ótima chance de abrir o placar parando em Sosa. Pouco depois, o goleiro argentino evitou um gol certo de Kaique numa defesaça. A pressão santista era imensa. Aos 13, Pirani chutou muito perto do gol. Aos 22', Marinho quase marcou um gol histórico de bicicleta. De tanto pressionar, o Santos abriu o placar aos 23', numa bela combinação coletiva que terminou com Sosa fazendo outra defesaça no chute de Marcos Guilherme, mas Kaio Jorge abrindo o marcador no rebote.


Na sequência, num erro santista, o Rojo quase empatou, mas João Paulo evitou o gol. Apesar da pressão santista, o time argentino ofereceu perigo de novo aos 29', numa vacilo de Kaique. João Paulo fez uma defesaça no chute de Roa. Aos 35', o Independiente chegou a empatar, num erro de Pará, mas o gol foi anulado no campo. Aos 38', Sanchez obrigou Sosa a fazer outra defesa espetacular, mas o lance já estava parado por impedimento. Solto no jogo, o time argentino chegava com perigo e Herrera quase empatou aos 40', sendo parado por Moraes. Aos 47', João Paulo fez outra defesaça numa falta cobrada por Romero. O placar terminou mesmo em 1 a 0 para o Santos.

Agora, o Peixe volta a campo no domingo, dia 18, quando enfrenta o Bragantino, as 20h30, no Nabi Abi Chedid, em Bragança Paulista. O Rojo também volta a campo no mesmo dia, as 20h15, quando enfrenta o Argentinos Juniors, pelo campeonato argentino novamente. 

Há 56 anos, o Independiente conquistava sua primeira Libertadores

Por Lucas Pas
Foto: Arquivo/Conmebol

Equipe do Independiente campeã da Libertadores de 1964

A Argentina tem diversos times de enorme relevância continental, não se limitando apenas a River e Boca. Um dos maiores clubes da Argentina, da América do Sul e do Mundo joga em Avellaneda e ganhou ao longo da história o apelido de "Rei de Copas", não a toa, já que é o maior campeão da Copa Libertadores da América. Esse caso de amor entre o Independiente e a Libertadores começou há muitas décadas, mais precisamente há 56 anos, no dia 12 de agosto, com primeiro título de "La Copa" dos Rojos.

O Independiente chegava como campeão argentino em 1963. Os Diablos Rojos tentavam quebrar a hegemonia de Santos e Peñarol na América do Sul e a campanha começou com uma goleada pra cima do Alianza Lima por 4 a 0, no dia 7 de maio. Logo depois, no Peru, o Rojo empatou por 2 a 2 contra o mesmo Alianza. A campanha termina com uma goleada por 5 a 1 diante do Millonarios. O jogo do returno diante dos colombianos acabou não acontecendo devido a divergências do clube com a Conmebol e os argentinos venceram por WO.

Na semifinal, veio um adversário duríssimo: um tal Santos, que estava desfalcado de Pelé, mas ainda tinha grande elenco. No Maracanã, o Peixe abriu 2 a 0, mas o Rojo foi guerreiro e virou o jogo. Na volta, jogando na Argentina, em sua casa, o Independiente saiu na frente, viu o Peixe empatar, mas buscou a vitória e se classificou para a final, que ocorreria diante do Nacional. Era certo que a hegemonia de santistas e carboneros havia terminado.


Em Montevidéu, no primeiro jogo, no Uruguai, empate sem gols, em um jogo extremamente tenso e disputado. Na volta, em Avellaneda, o jogo foi novamente tenso, mas um gol de Mario Rodriguez, artilheiro da competição, deu a taça aos comandados do excelente Manuel Giúdice. A Libertadores pela primeira vez ia para as terras albicelestes e ia de vermelho, embalada nas mãos do Independiente. 

Além de ter o título e o artilheiro, o Rojo ainda conseguiu a marca de ter o melhor ataque da competição, com 14 gols marcados. A Libertadores de 1964 começou uma história que teve um bicampeonato no ano seguinte e um tetra nos anos 1970, conquistado entre 1972 e 1975. Em 1984, o clube de Avellaneda conquistou pela sétima e última vez a principal competição de clubes da América do Sul. Mesmo depois de quase 40 anos, ninguém ainda conseguiu desbancar o trono de maior campeão dos Diablos Rojos, o Rei de Copas da América do Sul.

O Curioso do Futebol

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