Mostrando postagens com marcador Rei. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Rei. Mostrar todas as postagens

História de Pelé, o rei do futebol, é tema de novo livro do jornalista PVC

Arte: divulgação


O que faz de alguém o Rei do futebol? Isso é o que mostra "Rei", livro do jornalista e comentarista de esportes Paulo Vinícius Coelho, o PVC pela Editora Planeta que promete contar a história de Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, em sua gloriosa jornada dentro dos campos, além de passar por momentos relevantes e polêmicos de sua vida pessoal, tudo isso pelos olhos de um fã que teve a oportunidade única de entrevistar mais de uma vez aquele que é lembrado como o Rei do futebol.

Segundo PVC, ser Rei é estrear aos 16 anos, passar dezoito anos jogando e vencendo mais do que os maiores craques do planeta, aposentar-se e seguir ouvindo comparações sobre os jovens craques. Quem pode melhorar o desempenho de Pelé? Ser Rei é viver 82 anos e passar 66 deles anos ouvindo que Di Stéfano pode ter sido melhor, que Puskas pode ter feito mil gols, mas não tem lista, que Eusébio pode ter sido mais rápido, Cruyff mais cerebral, Maradona mais carismático, Messi e Cristiano Ronaldo terem mais gols em partidas oficiais. E, durante esses 66 anos, o ponto de comparação é sempre o mesmo: Pelé.

Começando com a história de seus pais no interior de Minas Gerais, o livro engloba episódios da infância e adolescência de Pelé antes de mergulhar em sua grande temática: a carreira do jogador de futebol. Passagens por diferentes times, copas do mundo jogadas, gols marcantes e episódios inesquecíveis no mundo dos esportes são abordados na obra que é um presente a todos os que são fãs do que acontece dentro das quatro linhas. Além disso, passa por momentos emblemáticos da vida pessoal de Pelé,compondo um retrato multifacetado do homem que conquistou o mundo com uma bola no pé.


EVENTOS

Santos
Dia 9 de dezembro às 18h no Museu do Pelé - Largo Marquês de Monte Alegre, 1 - Valongo

São Paulo
Dia 13 de dezembro às 16h no Bar do Manoel com Livraria Simples – Rua Rocha, 180 – Bela Vista

FICHA TÉCNICA

Título: Rei
Autor: Paulo Vinicius Coelho (PVC)
ISBN: 978-85-422-3916-4
Páginas: 272
Preço livro físico: R$ 68,90
Editora Planeta

Sobre o autor - Paulo Vinícius Coelho, PVC, tem 56 anos e tinha 14 quando escolheu a profissão de jornalista esportivo. Publicou sua primeira reportagem aos 18 e tornou-se comentarista em 2000, aos 30. Cobriu sete Copas do Mundo, nove finais de Champions League in loco, uma Olimpíada, 5 Copas Américas e teve um privilégio único: conheceu e entrevistou Pelé.

Reinaldo - O Rei do Galo

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Reinaldo é um dos maiores ídolos do Galo

Nesta quinta-feira, dia 11 de janeiro de 2024, José Reinaldo de Lima, um dos maiores ídolos da história do Clube Atlético Mineiro, está completando 66 anos de idade. Ao longo de sua brilhante carreira como jogador profissional, o ex-atacante teve uma marcante passagem pelo Galo entre o começo da década de 70 e metade dos Anos 80.

Sua primeira aparição aconteceu quando ele tinha apenas 15 anos, participando de um treino do time atleticano atuando no ataque reserva contra a defesa titular que havia sido campeã do Brasileirão em 71. O jovem foi um dos melhores jogadores em campo naquele dia e chamou a atenção de todos que presenciaram. 

No dia 28 de janeiro de 73, com seus 16 anos anos de idade, fez sua estreia no time profissional, num jogo diante do Valério. Entretanto, o resultado resultado foi adverso para o Galo.

Em 74, num embate contra a equipe do Ceará, pisou em um buraco e acabou torcendo o joelho. Ainda na mesma temporada, também teve de extrair os dois meniscos após uma entrada forte de um companheiro de time em um treinamento. Posteriormente, o atacante foi acompanhado por uma série de lesões no joelho até o restante da carreira.

Seu primeiro título foi o Campeonato Mineiro de 1976 de maneira invicta. Dois anos depois, fez parte do elenco que deu início ao hexacampeonato estadual consecutivo de 78 a 83. Foi o artilheiro com melhor média de gols em uma única edição de Campeonato Brasileiro, tendo feito 28 gols em 18 jogos, ou 1,55 por jogo, em 77, mesmo sem conquistar o título nacional. 


Naquele mesmo ano, esteve na equipe que terminou o campeonato invicto, mas acabou sendo apenas vice-campeão nos pênaltis para o São Paulo, que fechou a primeira fase da competição com 12 pontos a menos, período em que as vitórias valiam somente dois pontos. Em 80, foi novamente vice-campeão brasileiro, desta vez para o Flamengo.

Em toda a sua trajetória pelo clube mineiro, Reinaldo disputou 475 jogos e marcou 255 gols. Já na base, fez 54 gols em 44 partidas, totalizando 309 gols. Estes números fazem dele um dos maiores artilheiros da história do futebol de Minas Gerais, o maior artilheiro da história do Atlético, e o detentor da maior média de gols em campeonato brasileiro com 1,55 por jogo.

Reinaldo, o grande ídolo do Galo na Seleção Brasileira

Foto: arquivo

Reinaldo com a Seleção Brasileira: 37 jogos

Nesta terça-feira, dia 11 de janeiro de 2022, os fãs de futebol e, principalmente, a torcida do Atlético Mineiro estão em festa. José Reinaldo de Lima, o Reinaldo, está completando 64 anos. Ídolo do Galo e com passagens também por Palmeiras, Cruzeiro, Rio Negro, BK Häcken, da Suécia, e Telstar, da Holanda, o Rei do Mineirão também tem grandes jogos com a Seleção Brasileira.

Reinaldo estreou na Seleção Brasileira com apenas 18 anos. Osvaldo Brandão viu muito talento no garoto do Alético Mineiro e o convocou pela primeira vez em 1975 e ele fez sua estreia com a camisa canarinho no dia 31 de julho daquele ano, na Copa América (fase que os jogos da competição eram em ida e volta, sem sede fixa), em vitória por 4 a 0 da Canarinho em Caracas.

Ainda em 1975, Reinaldo fez o seu primeiro jogo pela Seleção Brasileira no palco onde ele dominava: o Mineirão. Foi em 30 de setembro daquele ano. Porém, o resultado foi para esquecer, já que o time verde e amarelo perdeu para o Peru, por 3 a 1. Ele faria apenas mais dois jogos com a Canarinho no estádio, um empate em 0 a 0 com a Iugoslávia, em 1977, e uma vitória por 2 a 1 sobre a Colômbia, em 1985, sem marcar.

Porém, o primeiro gol de Reinaldo com a Seleção veio apenas quase dois anos depois. Em 19 de junho de 1977, ano em que o Rei foi gigante, ele marcou um dos gols da vitória Canarinho, agora dirigida por Cláudio Coutinho, por 3 a 1 sobre a Polônia, em amistoso realizado no Morumbi, em São Paulo.

Em 1978, o grande marco da carreira de Reinaldo com a Seleção Brasileira, já que estava entre os 22 convocados para a Copa do Mundo na Argentina. Participou de três jogos naquele Mundial, marcou na estreia, empate em 1 a 1 com a Suécia, jogou no 0 a 0 contra a Espanha mas acabou indo pro banco no decorrer da competição e só foi entrar novamente na decisão de terceiro lugar, contra Itália, com vitória por 2 a 1.

Mesmo assim, Reinaldo foi presença constante nas convocações do ciclo para a Copa do Mundo de 1982, mesmo começando a sofrer com as lesões, chegou a participar das Eliminatórias, mas acabou ficando de fora do Mundial. Telê Santana alegou que o jogador não chegaria bem ao torneio fisicamente, mas há quem defenda que o Rei não foi convocado por questões políticas, já que se posicionava contra a Ditadura Militar, que naquela época já estava nos últimos anos.


Ainda voltaria à Seleção em 1984, sob o comando de Edu Antunes, irmão de Zico, e 1985, com o técnico Evaristo de Macedo. Mas Reinaldo já não era o mesmo jogador, trocou o Atlético Mineiro pelo Palmeiras e com a volta de Telê Santana para a Canarinho, não foi mais chamado.

Com a camisa da Seleção Brasileira, Reinaldo tem um total de 37 jogos, com 28 vitórias, cinco empates, quatro derrotas e 14 gols. O último jogo dele com a Amarelinha foi em maio de 1985, diante do Chile, em amistoso na casa dos adversários.

Reinaldo encerrando a carreira no Telstar, da Holanda

Foto: arquivo Telstar

Reinaldo encerrou a carreira jogando na Holanda, pelo Telstar

A torcida do Atlético Mineiro tem na data de 11 de janeiro algo muito importante. Foi neste dia, mais precisamente em 1957, que nasceu José Reinaldo de Lima, o Reinaldo, ou Rei para a torcida do Galo, um dos maiores jogadores da história do futebol brasileiro e grande ídolo do time Alvinegro de Belo Horizonte. Porém, ele encerrou a carreira apenas em 1988, jogando na Holanda, pelo Telstar.

Depois das sérias contusões no joelho, já no início dos anos 80, que atrapalharam demais a carreira dele, Reinaldo deixou o Atlético Mineiro, em 1985, e tentou jogar pelo Palmeiras, Rio Negro de Manaus e até mesmo pelo rival Cruzeiro, em 1986. Em 1987, aceitou um convite para fazer alguns amistosos pelo BK Häcken, da Suécia, e quando já estava pensando em parar, foi até a Holanda, visitar Johan Cruyff.

Na verdade, Reinaldo estava em viagem pela Europa, naquele ano, e os amistosos na Suécia e a visita à Holanda já estavam em seus planos. O encontro com o craque holandês, em Amsterdã, que já trabalhava como treinador, era para trocar experiências sobre conceitos de futebol. E aqui vai uma coincidência: o último do atacante com a camisa do Atlético Mineiro foi, justamente na Holanda, contra o Ajax, em 1985, na segunda partida de Cruyff como treinador.

O craque brasileiro até fez um treino com o Ajax. Sabendo da presença de um grande craque brasileiro, dirigentes do Telstar foram até Reinaldo e fizeram uma proposta para ele atuar na temporada 1987/1988. O clube de Amsterdã tinha um acordo com o Ajax e utilizava alguns atletas sub-23 do gigante da cidade. O próprio Cruyff incentivou Reinado a voltar aos gramados e o Rei acabou aceitando.


Apesar de ser recebido com festa e ser lembrado até hoje por lá, o desempenho do camisa 9 já não era mais o mesmo. "Era verão quando cheguei e o Telstar estava na segunda divisão local. Me chamaram para jogar, me deram carro e casa. Fiz uns jogos, gols, mas depois que começou o frio de novo, aí eu parei mesmo. E também tinha me casado com uma holandesa e aí morei dois anos por lá", lembrou Reinaldo, em entrevista para a Vavel, em 2017.

Na verdade, Reinaldo sofreu com o mesmo problema que teve no final da sua passagem pelo Galo e quando defendeu Palmeiras, Rio Negro e Cruzeiro: seu estado físico não era o ideal e ele não conseguia render o que se esperava. Assim, no meio de 1988, Reinaldo voltava ao Brasil, se despedia oficialmente dos gramados num jogo festivo no Mineirão. Mas apenas 4 mil torcedores foram prestigiar o adeus de quem lá arrastou, um dia, multidões para o Gigante da Pampulha.

O Curioso do Futebol

O Curioso do Futebol
Site do jornalista Victor de Andrade e colaboradores com curiosidades, histórias e outras informações do mundo do futebol. Entre em contato conosco: victorcuriosofutebol@gmail.com

Aceisp