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A ótima passagem de Pagliuca na Inter

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Pagliuca nos seus anos de Inter

Conhecido no Brasil por ser o goleiro da Itália na final da Copa do Mundo de 1994, o excelente Gianluca Pagliuca, que completa 56 anos neste dia 18 de dezembro foi dentro de campo um entre vários goleiros de máxima excelência que a Itália revelou ao longo de sua história. Depois de seu bom desempenho pela Azzurra nos Estados Unidos ele foi recompensado e a Inter o contratou, iniciando uma excelente passagem por Appiano Gentile.

Pagliuca vinha no contexto da Inter desesperada por conseguir um novo goleiro depois da saída do lendário Walter Zenga, considerado por muitos como o melhor goleiro da história nerazzurri. Por isso, o clube pagou 7 milhões de Euros, valor recorde a época para contar com o futebol do ex-jogador da Sampdoria. 

Pagliuca foi titular desde o início de sua passagem no clube. Em sua primeira temporada, a Inter teve muitas dificuldades ofensivas, a despeito de um ótimo desempenho da defesa e ficou apenas com a sexta colocação. Teve uma média de menos de um gol sofrido por jogo em seu primeiro biênio debaixo das traves interistas, mas a temporada foi bem fraca para a Beneamata, que teve resultados como uma queda para o Foggia na Copa Itália. 

A temporada seguinte foi mais uma vez abaixo do esperado, a despeito de Pagliuca fazer sua parte debaixo das traves. Na Copa Itália, o time chegou a semifinal, mas caiu para a Fiorentina, que venceria a competição. Na temporada seguinte, os Nerazzurri foram bem, ficando em terceiro lugar na Série A e perdendo a final da Copa da UEFA para o Schalke 04, além de caírem nas semifinais da Copa Itália para o Napoli. Curiosamente, Pagliuca não foi tão bem neste biênio.

A penúltima temporada do arqueiro na Inter foi a melhor em termos de conquistas. Na Série A, a equipe ficou com o vice-campeonato sofrendo apenas 27 gols, com Ronaldo endiabrado em sua primeira temporada em Milão. Até hoje os interistas reclamam com razão de um pênalti absurdo não marcado no jogo contra a Juve que "decidiu" o campeonato. Na Coppa Itália, a equipe caiu nas quartas com uma goleada sofrida diante do Milan, mas na Copa da UEFA, foi avançando e Pagliuca levantou sua única taça no clube, sendo capitão do time campeão ao vencer a Lazio por 3 a 0. 


Em sua última temporada no clube, Pagliuca era o goleiro do time que viveu o drama da lesão de Ronaldo e fez campanhas medianas para ruins em todos os campeonatos que jogou. Ao fim daquele ano, Pagliuca não renovou e se transferiu para o Bologna. No total, jogou por 245 vezes com a camisa da Beneamata. 

O início de brilho de Pagliuca na Sampdoria

Por Lucas Paes
Foto: imagephotoagency.it

Pagliuca começou a brilhar defendendo as redes do melhor time da história da Sampdoria

Gianluca Pagliuca é um dos melhores goleiros que a Itália já produziu. Guardião das traves italianas nas Copas do Mundo de 1994 e 1998, o ex-arqueiro foi um dos melhores que passou pela posição, em uma época onde o Calcio vivia seu auge. O ex-atleta completará 53 anos neste dia 18 de dezembro, de uma trajetória de páginas gloriosas em diversos clubes, que começou no maior esquadrão que os torcedores da Sampdoria tiveram o privilégio de ver.

Jogou durante boa parte da base no Bologna, de sua terra natal, antes de chegar a Sampdoria, em 1987. Foi campeão de um torneio de base pela equipe de Gênova, o Torneio de Viareggio, onde suas atuações convenceram o presidente da Sampdoria à comprar o jogador em definitivo. Já na segunda temporada pela Samp, começou a se destacar, sendo o goleiro titular durante boa parte da campanha do título da Copa Itália da temporada 1987/1988, quando ajudou na conquista da taça.


Na temporada seguinte, assumiu a meta titular da equipe, que novamente conquistaria a Copa Itália. Aquilo era apenas o início da trajetória gloriosa pela Sampdoria. Pagliuca acabou sendo colocado como titular por Boskov, principalmente depois de boas atuações na final da Copa Itália de 1987/1988. Já na temporada seguinte, foi crucial para ajudar a Samp à levar os títulos da Recopa Européia e o segundo titulo seguido da Copa Itália. Ajudou a equipe à chegar também à final da Recopa Européia, onde o Barcelona acabou vencendo a decisão. A perda da taça, porém, não mudou a moral que Pagliuca ganhava aos poucos na equipe.

Um compilado de defesas de Pagliuca pela Samp

Seria, porém, na temporada 1990/1991 em que o Gato di Caslechio realmente assumiria o posto de principal goleiro da Itália de maneira definitiva. Ele foi crucial para a conquista do Scudetto pelos Bluecerchiati. Particularmente, o arqueiro foi essencial na partida que foi praticamente uma final antecipada, quando a Sampdoria bateu a Inter no San Siro e ele defendeu um pênalti de Mattaus, além de fazer diversas defesas espetaculares durante a partida. Sua temporada valeu a nomeação como melhor goleiro de 1991 pela IFFHS e um lugar entre os 30 melhores jogadores na Bola de Ouro.

Na temporada de 1991/1992, Pagliuca ajudou a Samp a quase alcançar um sonho histórico com a conquista da Liga dos Campeões. A equipe foi finalista da competição e vendeu de maneira muito cara a derrota ao Barcelona. Aquele não seria exatamente o fim da era de ouro da Sampdoria, mas os títulos passaram à ser um pouco mais escassos depois dali. Pagliuca ainda ajudaria na conquista da Copa Italia na temporada de 1993/1994. Aquele troféu marcaria sua despedida de Gênova, já que na temporada seguinte seria comprado pela Inter, por um valor recorde de 7 milhões de euros.


Terminou sua passagem pela Sampdoria com 286 jogos, 198 deles pela Série A, tornando o goleiro o recordista de partidas na posição com os Blucerchiati. Suas defesas e os títulos garantiram um lugar como um dos maiores ídolos da história da equipe azul e branca de Gênova. Curiosamente, conquistou muito mais títulos na Samp do que na Inter, onde foi o goleiro de uma época de "vacas magras", mesmo marcando história no clube.

Pagliuca – O primeiro goleiro a ser expulso em uma Copa do Mundo

Por Lucas Paes

Pagliuca depois da expulsão. Marchegiani virou o goleiro, substituindo um atleta de linha

O dia 18 de dezembro é aniversário de uma das maiores muralhas que a infinita escola italiana de goleiros formou: Gianluca Pagliuca, gigante no gol da Sampdoria, ídolo Interista e referência do Bologna, completa 52 anos. Uma das maiores divindades da posição, o Gato DI Caleschio conseguiu inclusive a proeza de ser ídolo da Internazionale ganhando apenas uma competição com os Nerazzurri. Mas um dos capítulos mais loucos da vida de Pagliuca veio na Copa do Mundo de 1994, quando ele foi o primeiro goleiro a ser expulso em uma copa. 

A primeira fase da Itália em 1994 começou trágica, com derrota para a Irlanda, no Giants Stadium. No segundo jogo, contra a Noruega, o time até fazia uma partida razoável. Aos 21 minutos, Leonhardsen foi lançado de frente para o crime, finalizando ela em um caminho que inabalavelmente terminaria nas redes. Desperado, Pagliuca saiu espalmando a bola fora da área. O juiz alemão Hellmut Krug não teve dúvidas e mostrou o cartão vermelho ao goleiro italiano, já que era uma situação clara e manifesta de gol. A Itália ficou com 10 e via uma boa chance de uma eliminação na primeira fase. Para piorar, o treinador Arrigo Sacchi teve de sacar Roberto Baggio, craque do time, que não vinha em boas condições para a partida. 

Porém, para a sorte da Azzurra, o time conseguiu marcar no segundo tempo. Signori cobrou falta com precisão para a área e Dino Baggio marcou o gol da vitória italiana, numa cabeçada mortal, sem chances para o goleiro Thorstvedt. A Itália terminou aquele grupo no terceiro lugar, se classificou as oitavas e chegou até a decisão. Nela, como a história já contou diversas vezes, principalmente na magistral narração de Galvão Bueno, Baggio jogou um pênalti na Lua e deu o título ao Brasil. 

Quanto a Pagliuca, voltou na fase final e foi um dos grandes destaques daquela seleção, protagonizando também um momento de sorte absurda na final, quando ia tomando um frangaço e contou com a ajuda da trave. Foi para a Internazionale depois do mundial, onde viraria ídolo, apesar de conquistar apenas um título. Depois, ainda passou pelo Bologna e pelo Ascoli, antes de pendurar as chuteiras. É, até hoje, uma das maiores referências da posição de goleiro no futebol.

O Curioso do Futebol

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