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Adhemar na NFL? Quase aconteceu!

Foto: divulgação

Adhemar no time de futebol americano do São Caetano

O ex-atacante Adhemar Ferreira de Camargo Neto está completando 49 anos neste 27 de abril de 2021. O jogador de chute fortíssimo, que fez história no São Caetano (é até hoje o maior artilheiro da história do Azulão) quase jogou também no futebol da bola oval, o futebol americano, e ainda na principal liga: a National Football League, a NFL.

Adhemar começou a carreira no Estrela de Porto Feliz, sua cidade natal. Depois, passou por São José, São Bento e chegou no São Caetano em 1997. Em 2000, foi um dos destaques do Azulão na campanha do vice-campeonato da Copa João Havelange. Depois, jogou no Sttutgart, da Alemanha, Seongnam (Coreia do Sul), Yokohama F. Marinos, além de retornos ao São Caetano.

Ao encerrar a carreira em 2006, um empresário norte-americano do Tampa Bay Buccaneers, time tradicional da NFL, veio ao Brasil trazer uma proposta à Adhemar. O empresário ao saber da potência do chute do atleta brasileiro, e ao saber do interesse de equipes rivais da NFL, veio pessoalmente com a intenção de levá-lo para atuar como o kicker do time na temporada 2007.

Nos testes realizados, Adhemar em dez tentativas acertou nove, em chutes de 50 jardas (da metade do campo), um feito só comparado aos maiores astros da NFL. impressionado com o que viu, o Tampa Bay Buccaneers fez uma proposta oficial, e ofereceu o que seria um dos melhores contratos da liga na época.

Tudo estava bem encaminhado, e Adhemar seria o primeiro brasileiro a ser um profissional da NFL, mas o negócio esfriou na parte burocrática, pois o jogador teria que obrigatoriamente frequentar uma escola de kicker por três meses, e não poderia levar a família, já que neste período ainda não teria visto de trabalho, apenas de estudante. Por este motivo, Adhemar declinou do convite, e optou em ficar no Brasil.

Em 2012, época em que já treinava intencionando retomar a carreira pelo Serrano, onde fez apenas um jogo, o atleta em uma entrevista afirmou que gostaria de volta a flertar com a NFL. Porém, aos 40 anos, um contrato nos moldes anteriores já não seria provável levando em conta a média baixa de idade dos atletas da NFL nas últimas 3 temporadas.

Adhemar ainda chegou a ser anunciado pelo Lemense, em 2012, não chegou a jogar e encerrou de vez a carreira. O atacante / kicker chegou a participar de jogos por alguns times brasileiros de futebol americano, mas nada muito sério. O sonho de se tornar o primeiro atleta brasileiro a jogar na NFL não se concretizou.

Cairo Santos - O primeiro jogador nascido no Brasil a atuar na NFL foi Cairo Santos, em 2014, pelo Kansas City Chiefs. Experiente, o brasileiro, nascido em Limeira, disputou três temporadas completas pela franquia que é a atual campeã da liga. Em seguida, ele passou por Chicago Bears, Tampa Bay Buccaneers e Tennesse Titans. Na temporada atual, voltou ao Chicago Bears e assumiu a titularidade após a lesão de Eddy Piñeiro.

Na lista de atletas relacionados para o time reserva do Miami Dolphins está o cuiabano Durval Queiroz Neto, de 28 anos, mais conhecido como Duzão. Ele começou a carreira jogando como defensive tackle, um dos jogadores que tem o objetivo de derrubar o quarterback adversário. No entanto, logo após chegar aos Dolphins, ele passou a atuar como guard, defendendo o quarterback na linha ofensiva. Embora esteja de contrato renovado, Duzão ainda espera por uma chance no time titular do Miami.


Filhos de brasileiros na NFL - Além dos dois brasileiros que conseguiram entrar na NFL, outro jogador que representa o país é o kicker Rodrigo Blankenship, do Indianapolis Colts. Nascido na Georgia, ele é filho de uma brasileira, e seus avós maternos ainda vivem em Pernambuco. Aliás, durante a infância, ele chegou a treinar no Náutico. Mas acabou seguindo carreira no futebol americano.

O Brasil também esteve presente no título do Seattle Seahawks no Super Bowl de 2014, graças ao right tackle Breno Giacomini. Filho de brasileiros de Governador Valadares, Minas Gerais, ele nasceu em Massachusetts e também jogou por Green Bay Packers, New York Giants e Houston Texans.

A trajetória de George Best no Estados Unidos

Por Lucas Paes

Pelo Aztecs, Best teve duas passagens

Uma das maiores estrelas da história do futebol mundial, que ganhou o apelido inclusive de "Quinto Beatle", George Best foi um dos melhores jogadores da história do Manchester United e do futebol britânico. Tão viciado em bebidas, dinheiro e mulheres quanto em futebol, o astro completaria 74 anos neste dia 22 de maio. Além da carreira européia, George teve uma boa trajetória no futebol dos Estados Unidos, na época da NASL.

Best chegou aos Estados Unidos já mais experiente. Depois de viver muitas polêmicas em passagens anteriores, principalmente por indisciplina e até ter problemas com a polícia foi contratado pelos  Los Angeles Aztecs em 1976. Vinha de passagens frustradas pelo Stockport County, da Inglaterra e pelo Cork Celtic, da Irlanda. Ficou inicialmente pouco no time californiano, marcando 15 gols em 23 jogos. Rapidamente chamou a atenção de novo do futebol inglês e o Fulham o trouxe de volta para a disputa da segunda divisão. Ganharia por lá o prêmio de jogador do ano da PFA (Associação de jogadores da Inglaterra) da segunda divisão.


Volta a América do Norte no ano de 1977, após o início de uma segunda temporada frustrante em Craven Cottage. Passa dois anos jogando pelos Aztecs, onde não consegue o título da NASL, mas ajuda na popularização do futebol no país e ganha o prêmio de melhor meia da liga. Marca 14 gols em 37 jogos na sua segunda passagem pela equipe de Los Angeles. No total foram 60 jogos e 29 gols. Deixa os californianos em 1978 para jogar pelo Fort Lauderdale Strikers. Naquele mesmo ano, ainda disputa dois jogos pelo Detroit Express em uma turnê européia da equipe.

Fica duas temporadas em Fort Lauderdale, onde tem uma passagem um pouco mais apagada, jogando 33 jogos e marcando apenas 7 gols. Retorna ao Reino Unido para jogar pelo Hibernian, da Escócia, que tentava escapar do rebaixamento na liga local. Apesar de ajudar na lotação do estádio, não consegue evitar o rebaixamento da equipe e volta aos Estados Unidos, dessa vez para jogar pelo San Jose Earthquakes, em 1980.

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É pelo Earthquakes que marca os últimos gols de sua carreira futebolística, em uma passagem até interessante, mas que mais uma vez não rende um título. Atua 56 vezes e marca um total de 21 gols, em temporadas que fazem com que o treinador Billy Bingham chegue a considerar sua presença na Copa do Mundo de 1982, mas opte por não levar o astro. Após deixar a NASL, Best ainda joga por diversas equipes, profissionais, como o Bornemounth e semi-amadoras antes de pendurar as chuteiras, em 1984.

A vida desregrada e maluca de Best foi justamente o que o levou para perto da morte. Em 2000, foi diagnosticado com dano irreparável no fígado. Ele chegou a ter um transplante, mas nunca conseguiu parar com o alcoolismo. Em outubro de 2005, foi para a UTI após sofrer problemas com os remédios contra a rejeição do fígado transplantado, que geraram uma infecção renal. Ele suportou os problemas até o dia 25 de novembro de 2005, quando partiu para jogar o jogo da eternidade, ficando para sempre na memória dos torcedores do Manchester United e também, porque não, dos que o viram nos EUA.

O último título do Rei - A NASL de 1977 do New York Cosmos

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo Lance

Pelé celebra gol do New York Cosmos

O futebol é quase que uma mitologia em forma de esporte. Existem lendas, existem deuses, existem templos de adoração sagrados e a imensa maioria dos times tem em sua torcida uma fidelidade quase que religiosa. Se o futebol é um credo, a divindade superior do Mundo Bola, quase como uma força primordial do esporte bretão atende também pelo apelido de Rei. Pelé, nascido Edson e imortalizado com seu apelido é eterno. Em 1977, já terminado sua trajetória dentro das sagradas quatro linhas, Pelé ganhou seu último troféu. A National Soccer League, ou o Campeonato Norte-Americano, com o New York Cosmos.

Naquele ano, a equipe treinada inicialmente por Gordon Bradley (depois Eddie Firmani assumiria e venceria o título) tinha em seu elenco diversos nomes grandes do futebol. Além do Rei, tinhamos Carlos Alberto Torres, Franz Beckenbauer, Giorgio Chinaglia e Rildo. Neeskens já não era mais parte do time. As estrelas se somavam a bons valores locais, como o goleiro Seph Messing e o canadense Robert Iarusci. A equipe era uma das favoritas na complicada NASL.

Depois de diversos amistosos de pré-temporada, a estreia do Cosmos foi no dia 13 de Abril de 1977. Jogando fora de casa, a equipe acabou derrotada pelo Las Vegas Quicksilver por 1 a 0. A primeira vitória veio no segundo jogo, contra o Hawaii Team, por 2 a 1, jogando fora de casa, no Aloha Stadium, em Honolulu. No jogo seguinte, na vitória diante do Rockester Lancers por 2 a 0, Pelé fez seu primeiro gol na competição. O Rei do Futebol ainda seria responsável por três "hat-tricks" na primeira fase, diante do Fort Lauderdale Strikers (3x0), diante do Tampa Bay Rowdies (3x1) e na goleada por 5 a 2 em cima do Los Angeles Aztecs. Os três jogos foram jogados em Nova Iorque. 

Fechando a primeira fase no segundo lugar da divisão (e terceiro da classificação geral), o Cosmos chegou a fase final. Foram 15 vitórias e 11 derrotas. Os jogos terminados em empate eram decididos nos pênaltis. Na frente dos nova-iorquinos, ficaram apenas o Fort Lauderdale Strikers e o Dallas Tornado. O primeiro confronto no mata-mata seria diante do Tampa Bay Rowdies, em jogo único.

No dia 10 de Agosto de 1977, no Giants Stadium, o Cosmos venceu o Rowdies de Tampa Bay por 3 a 0, com dois gols de Pelé e um de Chinaglia. Ai veio a semifinal, diante do Fort Lauderdale Strikers em dois jogos. No primeiro, quatro dias depois, goleada do Cosmos por 8 a 3, no Giants Stadum. No segundo, empate por 2 a 2 e vitória nos pênaltis que garantiu a vaga na final, mesmo jogando fora de casa. A final da conferência foi contra o Rockester Lancers. O Cosmos acabou vencendo as duas partidas. Na primeira, fora de casa, placar de 2 a 1 para o time de Nova Iorque. Na segunda, no Giants Stadium, goleada de 4 a 1 e vaga na final garantida.

Os melhores momentos da decisão do Soccer Bowl de 1977

A decisão da NASL de 1977 foi diante do Seattle Sounders, no Civic Stadium, em Portland. O Soccer Bowl, que era como era chamado a final, começou com o Seattle oferecendo perigo, mas desperdiçando uma chance clara numa cabeçada. O primeiro ataque perigoso do Cosmos foi em jogada de Pelé, que terminou com finalização de Hunt para boa defesa de Chursky. Apesar desse lance, as principais chances no começo de jogo eram do time do Sounders, que desperdiçava. O primeiro gol do jogo então veio em bobeada absurda do goleiro Chursky, que tentou sair jogando e acabou perdendo a redonda para Hunt, que correu até o gol vazio para abrir o placar. O empate porém, não demorou muito a sair, com Ord marcando. A partir daí, ambas as equipes desperdiçaram boas chances de marcar. O primeiro tempo terminou em 1 a 1.

Na etapa final, o jogo seguiu equilibrado, com as duas equipes pecando nas finalizações. Pelé, por exemplo, perdeu boa chance após cortar dois marcadores. Do outro lado, MCAlister obrigou o goleiro Messing a fazer boa defesa em finalização de fora da área. O gol que definiu o titulo veio após lindo cruzamento de Hunt para Chinaglia definir o resultado. Não que o Sounders não tenha tentando empatar, já que o time de Seattle meteu até bola na trave. Porém, o título ficou mesmo com o Cosmos.

O Rei Pelé não teve um grande desempenho na final, não conseguindo marcar. Ao longo da temporada, o camisa 10 do Cosmos marcou 17 gols. Foram nove gols a menos que o artilheiro da competição, Steve Davids. O artilheiro do Cosmos na NASL foi Chinaglia, que marcou 24 gols. O Rei entrou no time de All Stars da competição. A temporada de 1977 foi a última de Pelé, que depois se aposentou do esporte bretão, deixando os olhos humanos orfãos de suas grandes atuações. 

Quando as casas do futebol adotam a bola oval

Por Alexia Faria (texto e fotos)

Um Santos e Lusa, no Futebol Americano, em pleno Canindé

Um esporte que vem crescendo cada vez mais no Brasil, o Futebol Americano vem avançando cada vez mais em terras tupiniquins, arregimentando fãs e criando times por todo o território, desde 2007 (vale ressaltar que antes disso já existiam os fãs da Nacional Football League, a NFL, uma das maiores ligas de esporte no Estados Unidos). Uma característica interessante é que alguns jogos destas equipes acabam sendo realizados nos estádios que estão acostumados a receber jogos de Futebol, ou seja: as tradicionais casas do futebol brasileiro recebem também a bola oval e, por isto, vira tema aqui em O Curioso do Futebol!

No início alguns times treinavam nas praias, em campos públicos, abertos, ficando nessa forma não oficial da modalidade por anos. Com o tempo deram início às parcerias, essas que envolvem vários times tradicionais de futebol. Com isso, os torneios apareceram e os estádios brasileiros começaram a adotar a bola oval. 

Atualmente mais de 15 times brasileiros possuem um time de futebol americano da modalidade full pad (que usam equipamentos, iguais aos times da NFL). Nos últimos anos arenas que receberam os jogos da Copa do Mundo de 2014, também receberam jogos do football.

Vila Belmiro também já recebeu jogos de Futebol Americano

Em 2015, na decisão da Super Liga Centro-Sul, mais de 15 mil pessoas estavam presentes na Arena Pantanal para ver a final entre Cuiabá Arsenal e o campeão daquele ano, Coritiba Crocodiles. Já em 2016 foi vez do Beira-Rio receber a final do Gauchão e ficar no “top 3” referente ao público. Para a partida entre Santa Maria Soldiers e Juventude FA, compareceram 12 mil pessoas. 

E fechando o top recorde de público, no mesmo ano, no Mineirão, o Get Eagles e o Minas Locomotiva fizeram uma partida para mais de oito mil pessoas. O gigante da Pampulha também recebeu a Seleção Brasileira de FA, no final de 2017 um amistoso que aconteceu contra a Seleção da Argentina. 

No estado de São Paulo existe o campeonato paulista nomeado de São Paulo Football League (SPFL). Com este campeonato, e as parcerias presentes com times como Portuguesa de Desportos, Santos FC, Palmeiras, Corinthians entre outros, conta com partidas realizadas em um dos mais estádios tradicionais do estado, o Canindé. 

Porém, anos antes o estádio já era palco dos jogos de football. Nos últimos anos a liga vem fazendo sua estreia do torneio na casa dos Campeões. Em 2017 a partida entre a bicampeã Lusa Lions (atualmente com o nome Portuguesa FA) e Santos Tsunami marcou o período de jogos que o estádio Dr. Oswaldo Teixeira Duarte receberia.

O tradicional Canindé virou um dos principais palcos do Futebol Americano

Em 2018, a equipe do Santos Tsunami subiu mais uma vez a serra em direção ao Canindé, para enfrentar a equipe vice-campeã de 2017, Corinthians Steamrollers. Ainda em confronto entre Corinthians e Santos, a Vila Belmiro também acolheu os jogadores de FA numa partida de solidariedade. 

No último jogo das equipes em 2016, o Santos Tsunami convidou o Steamrollers para uma partida beneficente em plena a Vila Belmiro. O alçapão recebeu cerca de 2 mil pessoas naquele “Monday Night Football”, como são chamadas as partidas de segunda feira no mundo da bola oval. 

Por último, mas não menos importante, o estádio da Rua Javari também adotou a bola oval. O bairro mais tradicional de SP também tem um time de FA em seu convívio. O Mooca Destroyers existe desde 2016, e manda seus jogos no estádio do Juventus.

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