sexta-feira, 22 de maio de 2020

A trajetória de George Best no Estados Unidos

Por Lucas Paes

Pelo Aztecs, Best teve duas passagens

Uma das maiores estrelas da história do futebol mundial, que ganhou o apelido inclusive de "Quinto Beatle", George Best foi um dos melhores jogadores da história do Manchester United e do futebol britânico. Tão viciado em bebidas, dinheiro e mulheres quanto em futebol, o astro completaria 74 anos neste dia 22 de maio. Além da carreira européia, George teve uma boa trajetória no futebol dos Estados Unidos, na época da NASL.

Best chegou aos Estados Unidos já mais experiente. Depois de viver muitas polêmicas em passagens anteriores, principalmente por indisciplina e até ter problemas com a polícia foi contratado pelos  Los Angeles Aztecs em 1976. Vinha de passagens frustradas pelo Stockport County, da Inglaterra e pelo Cork Celtic, da Irlanda. Ficou inicialmente pouco no time californiano, marcando 15 gols em 23 jogos. Rapidamente chamou a atenção de novo do futebol inglês e o Fulham o trouxe de volta para a disputa da segunda divisão. Ganharia por lá o prêmio de jogador do ano da PFA (Associação de jogadores da Inglaterra) da segunda divisão.


Volta a América do Norte no ano de 1977, após o início de uma segunda temporada frustrante em Craven Cottage. Passa dois anos jogando pelos Aztecs, onde não consegue o título da NASL, mas ajuda na popularização do futebol no país e ganha o prêmio de melhor meia da liga. Marca 14 gols em 37 jogos na sua segunda passagem pela equipe de Los Angeles. No total foram 60 jogos e 29 gols. Deixa os californianos em 1978 para jogar pelo Fort Lauderdale Strikers. Naquele mesmo ano, ainda disputa dois jogos pelo Detroit Express em uma turnê européia da equipe.

Fica duas temporadas em Fort Lauderdale, onde tem uma passagem um pouco mais apagada, jogando 33 jogos e marcando apenas 7 gols. Retorna ao Reino Unido para jogar pelo Hibernian, da Escócia, que tentava escapar do rebaixamento na liga local. Apesar de ajudar na lotação do estádio, não consegue evitar o rebaixamento da equipe e volta aos Estados Unidos, dessa vez para jogar pelo San Jose Earthquakes, em 1980.

Imagem

É pelo Earthquakes que marca os últimos gols de sua carreira futebolística, em uma passagem até interessante, mas que mais uma vez não rende um título. Atua 56 vezes e marca um total de 21 gols, em temporadas que fazem com que o treinador Billy Bingham chegue a considerar sua presença na Copa do Mundo de 1982, mas opte por não levar o astro. Após deixar a NASL, Best ainda joga por diversas equipes, profissionais, como o Bornemounth e semi-amadoras antes de pendurar as chuteiras, em 1984.

A vida desregrada e maluca de Best foi justamente o que o levou para perto da morte. Em 2000, foi diagnosticado com dano irreparável no fígado. Ele chegou a ter um transplante, mas nunca conseguiu parar com o alcoolismo. Em outubro de 2005, foi para a UTI após sofrer problemas com os remédios contra a rejeição do fígado transplantado, que geraram uma infecção renal. Ele suportou os problemas até o dia 25 de novembro de 2005, quando partiu para jogar o jogo da eternidade, ficando para sempre na memória dos torcedores do Manchester United e também, porque não, dos que o viram nos EUA.
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