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Contratação de Mourinho é tentativa ousada do Fenerbahçe de voltar aos tempos de glória

Por Lucas Paes
Foto: Reuters/Urnit

Mourinho chegou ao Fener

Apesar de fazer parte de uma liga bastante periférica em relação ao futebol europeu, o Fenerbahçe ficou relativamente conhecido no Brasil nos anos 2000 devido a ser o time onde Alex virou não só um ídolo como quase uma divindade. Mas, após o glorioso período do carequinha, onde inclusive o Fener chegou a ficar muito próximo de chegar a uma semifinal de Liga dos Campeões em 2008 (e caso o fizesse não seria um absurdo ser finalista) o time auriazul entrou num hiato que já dura 10 anos sem sequer conquistar o nacional. Depois da dor recente da perda do título para o Galatasaray, o Fener ousou e trouxe José Mourinho para ser seu treinador.

Mourinho é um nome que praticamente faz desnecessário qualquer tipo de apresentação. O português é provavelmente o segundo maior nome entre os treinadores atuais e divide o protagonismo dos anos recentes com Ancelotti, Jurgen Klopp e com o infernal Guardiola. Dono de dois títulos da Liga dos Campeões, conquistados pelo Porto e pela Inter, Mou ganhou títulos em todos os times que passou com exceção do Tottenham e é responsável pela última vez em que o Manchester United fez uma campanha de vice-campeonato inglês. O português dispensa apresentações.

O Fenerbahçe a bem da verdade vive um momento ruim nos últimos anos. A equipe teve uma derrocada a nível local principalmente depois de enfrentar problemas com um caso de manipulação de resultados que acabou inclusive o suspendendo de competições europeias. Desde então, o Fener pareceu nunca mais se recuperar e viu o Galatasaray, principalmente, mas o Besiktas também assumir um protagonismo maior dentro da Turquia. Já são 10 anos sem ganhar um título da Superlig, tendo ganho algumas copas nesse período, inclusive na temporada passada.

Mourinho parece ser mais uma tentativa dos canários de voltar a ganhar o campeonato turco. A equipe conta em seu elenco com nomes interessantes, como Dzeko, destaque na recente campanha de vice da Champions da Internazionale, o volante brasileiro Fred, o sérvio Tadiç. outrora destaque de uma campanha europeia histórica do Ajax, entre outros nomes, com Mourinho, essa tentativa chega a seu momento mais midiático, mas talvez não tão bem pensado, já que o último título de liga do portuga foi em 2015, com o Chelsea. 


Já para Mourinho o Fener parece ser mais um passo da admissão de que talvez ele não tenha mais o nível de elite como treinador que um dia teve. Não há como questionar o sucesso de José Mourinho no futebol, mas hoje é difícil que algum time com pretensões grandes no futebol contrate o Special One, que outrora seria uma escolha fácil. Todo auge tem seu fim e o de José talvez tenha chego ao seu final, o que não significa que ele não possa continuar sendo vencedor num escalão menor. 

Restará ver agora qual será o final de Mourinho com o Fenerbahçe. Assim como na Inter, terá uma torcida apaixonada ao seu lado, já que sua apresentação já lotou o Şükrü Saraçoğlu. Talvez viva, como viveu na Internazionale e até na Roma recentemente uma relação forte com o torcedor, que pode fazer com que o trabalho dê certo e, é claro, se o Special One der certo em Istambul, é possível até que vejamos o Fener voltar a ser protagonista de surpresas na Europa. 

99 pontos e vice! Fenerbahce perde título na Turquia mesmo com pontuação muito alta

Por Lucas Paes
Foto: Divulgação/Fenerbahce 

Não deu para o Fener

Na temporada 2018/2019 ficou extremamente comentada uma das maiores disputas por título de toda a história do futebol, quando Liverpool e City fizeram uma insana luta onde o lado vermelho foi vice-campeão com incríveis 97 pontos, algo que se pensava ser imbatível no futebol. Pois aconteceu algo ainda mais bizarro na Turquia, que teve o Fenerbahce, clube onde o meia brasileiro Alex é quase uma divindade, vice campeão nacional com incríveis 99 pontos! O título ficou com o Galatasaray, que fez 102 pontos. 

A disputa entre os dois titãs turcos vinha sendo grande há muito tempo ao longo do certame. Desde muito cedo, Fener e Gala começaram a disparar na frente dos outros e aos poucos foram abrindo distância na briga pelo título. Quase imbatíveis, os dois gigantes turcos se recusavam a perder, deixando todos os rivais para trás. O turno já virou com praticamente uma disputa dupla definida no início do ano de 2024. O Trabzonspor terminou incríveis 32 pontos atrás do Fener, na terceira colocação. 

Já que citamos a Premier League, a campanha do Fenerbahce foi muito parecida com a incrível corrida que levou o Liverpool de Klopp ao título em 2020, quando este time terminou com 99 pontos, mas acabou perdendo mais jogos que o Fener (e portanto também vencendo mais.). O time auriazul terminou as 38 rodadas com incríveis 31 vitórias, seis empates e apenas uma mísera derrota, para o Trabzonspor, em casa inclusive, no dia 4 de novembro. Foram 99 gols marcados e apenas 31 sofridos. Uma campanha colossal, que acabou ficando atrás de mais uma colossal ainda.


O Galatasaray conseguiu fazer uma campanha ainda mais incrível que a do Fenerbahce. O ex-clube de nomes como Drogba e Ribery venceu incríveis 33 jogos, empatou outros três e perdeu apenas dois, incluindo um recente para o próprio Fener. Foram 92 gols marcados, sete a menos que o rival e incríveis 26 sofridos. O Galatasaray chegou ao título fazendo uma pontuação histórica até comparando aos grandes times históricos da várias outras ligas. 

O fato interessante é que, em meio as malucas disputas que outras ligas, a Turquia protagonizou a disputa que dificilmente será batida como a que fez um vice-campeão nacional com mais pontos ganhos em todos os tempos. Com mais uma conquista vermelha e laranja, o jejum do Fener já dura dez anos e vai para onze, um hiato inimaginável durante a década passada no futebol turco. 

Washington e sua passagem pelo Fenerbahçe

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Washington passou pelo time turco no começo dos Anos 2000

Washington Stecanela Cerqueira, ex-atacante popularmente conhecido pelo apelido de 'Coração valente', comemora o seu 49º aniversário nesta segunda-feira, dia 1º de abril de 2024. No começo dos Anos 2000, o centroavante brasiliense teve uma rápida passagem pelo futebol turco, onde defendeu as cores do Fenerbahçe por uma temporada.

Sua chegada à Istambul foi concretizada em 2002 e custou cerca de cinco milhões de euros ao clube. Todo este valor que a equipe desembolsou foi justificado logo nos seus primeiros jogos. O primeiro, foi um amistoso diante do Traunstein FC, da Áustria, realizado no dia 16 de julho, o avançado balançou as redes em quatro oportunidades na goleada por 16 a 1. Já em 3 de agosto, num outro amistoso contra o Kizilyldiz, fez outros três gols.

Entretanto, em 27 de novembro, Washington sentiu algumas dores no peito e deu entrada num hospital turco com um pré-infarto. Após realizar uma série de exames, foi detectada uma lesão na artéria esquerda de seu coração, e o atleta foi urgentemente submetido a uma angioplastia a um cateterismo.

Mesmo que os procedimentos não o obrigassem a abandonar a carreira, o Fenerbahçe acabou suspendendo o pagamento dos salários do jogador. Este fato fez com que Washington deixasse os Canários Amarelos e começasse a procurar um novo clube para jogar no futebol brasileiro.

Com isso, o centroavante brasileiro encerrou a sua trajetória no futebol turco após 17 partidas oficiais. Enquanto esteve em campo, o atacante 10 marcou um total de 10 gols.


Após ficar um tempo treinando no Atlético Paranaense, Washington retomou a sua carreira em 2004, no Furacão. Nos anos subsequentes, jogou em clubes como Tokyo Verdy, Urawa Red Diamonds, Fluminense e São Paulo.

Em 2010, o 'Coração Valente' retornou ao Tricolor das Laranjeiras e permaneceu até 2011, ano no qual anunciou a sua aposentadoria.

Rivalidade no futebol: conheça alguns dos maiores clássicos do mundo

Foto: Pixabay

Emoção no estádio diante de grandes clássicos

Clássico é clássico e vice-versa. A famosa frase atribuída ao ex-jogador de futebol Jardel, que até hoje nega a autoria do jargão folclórico no futebol, não poderia resumir de maneira melhor a importância desses jogos. 

São partidas que param cidades, estados e até mesmo países. A rivalidade come solta e, em certas ocasiões, medidas extra de segurança precisam ser aplicadas para conter a emoção de alguns torcedores mais exaltados. 

Tem briga histórica em final de campeonato, rixa política e econômica que divide uma nação, clubes do mesmo país, localizados em continentes diferentes, que fazem um derby intercontinental de tirar o fôlego e muito mais. 

Quer saber de quem estamos falando? Então veja abaixo uma lista com alguns dos maiores clássicos do mundo. 

Liverpool x Manchester United 

A enorme rivalidade no futebol também faz parte da história dos supertorcedores ingleses e é claro que o país que inventou o esporte não poderia ficar de fora dessa lista. São diversos clássicos que dividem o país, mas o grande destaque fica por conta da batalha campal entre Liverpool e Manchester United. 

Conhecido como North West Derby, o clássico existe desde 1894 e envolve uma rixa que vai muito além do que apenas o esporte, já que as duas cidades, Manchester e Liverpool, também ficaram conhecidas por disputas comerciais no noroeste inglês.

Torcida do Liverpool

Fenerbahçe x Galatasaray 

Fenerbahçe e Galatasaray protagonizam um derby único e extremamente acirrado. Os dois clubes estão localizados na Turquia, na cidade de Istambul, mas ficam geograficamente separados pelo estreito de Bósforo: o Fenerbahçe pertence ao continente asiático e o Galatasaray ao europeu. 

A rivalidade entre as equipes é tamanha que o clássico fez com que o McDonald´s alterasse a sua fachada, que possui as mesmas cores do escudo do Galatasaray, no estabelecimento que fica a 100 metros do estádio do Fenerbahçe. 

Boca Juniors x River Plate 

Com uma tradição gigantesca no mundo da bola, a Argentina conta com aquele que, para muitos, é considerado como o maior clássico de futebol de todos os tempos: Boca Juniors x River Plate. 

A rivalidade envolve nada mais, nada menos, do que os dois clubes com o maior número de conquistas no campeonato nacional e também com as maiores torcidas do país. 

Para se ter uma ideia do que é um Boca x River, a partida decisiva da final da Copa Libertadores da América de 2018, disputada entre as duas equipes, aconteceu do outro lado do Oceano, no estádio Santiago Bernabéu, em Madrid. 

O motivo? Evitar o confronto entre os torcedores rivais na cidade de Buenos Aires. 

Barcelona x Real Madrid 

Um clássico que envolve assuntos políticos e econômicos. De um lado, a riqueza de uma grande capital europeia, representada pela camisa do Real Madrid. Do outro lado, o poder do povo catalão, com sua política separatista, simbolizado pelo Barcelona. 

Adicione ainda o fato de os dois clubes pertencerem à elite do futebol mundial, colecionando muitos dos títulos mais importantes do mundo. Pois bem, esse é o El Clasico, presente no topo do ranking de todas as listas que envolvem as maiores rivalidades futebolísticas do mundo. 

Palmeiras x Corinthians 

Existem diversos clássicos de tirar o fôlego no futebol brasileiro. No entanto, Palmeiras x Corinthians ganha um protagonismo especial no quesito repercussão e é considerado por muitos como o maior do Brasil. 

O derby paulista já decidiu Torneio Rio-São Paulo, Campeonato Brasileiro e Paulistão, estadual que ficou marcado na história após as famosas embaixadinhas de Edilson Capetinha causarem uma confusão generalizada nos gramados. 

O clássico que para o país também marcou duas edições da Copa Libertadores da América, torneio mais importante para os clubes sul-americanos. É muita rivalidade envolvida ao longo dos anos. 

Roma x Lazio 

Imagina se existisse um estádio de futebol que recebesse jogos de dois clubes rivais da mesma cidade, não seria uma loucura? Pois é exatamente isso o que acontece com o Estádio Olímpico, casa da Roma e também da Lazio. 

Os dois clubes dividem o mesmo campo, mas o “companheirismo” acaba por aí, já que o Derby Della Capitale é conhecido como um dos mais importantes, e cheio de rivalidade, da Itália.

Didi como treinador do Fenerbahçe

Didi em treino no Fenerbahçe: conquistou dois Campeonatos Turcos (foto: arquivo Fenerbahçe)

Em uma época onde se questiona a qualidade do treinador brasileiro, onde poucos conseguem trabalhar no exterior, principalmente nos grandes centros, seria bom olhar para o passado e ver que os técnicos nascidos nesta terra já foram a vanguarda do futebol, assim como os jogadores. Um destes foi Didi: craque dentro de campo, ele também teve uma bela carreira dirigindo times no exterior e a história que vamos contar foi quando ele foi parar na Turquia, em 1972, para dirigir o Fenerbahçe.

Vale lembrar que Didi, que já tinha sido um jogador espetacular, tinha uma carreira de sucesso como treinador, começando no Peru, onde foi campeão nacional com o Sporting Cristal, em 1968, e levou a seleção do país à Copa do Mundo de 1970, caindo apenas nas quartas de final para o Brasil. Depois disso, ainda dirigiu um River Plate repleto de garotos e se não foi campeão argentino, conseguiu revelar Beto Alonso.

Chegou o ano de 1972 e ele vai parar na Turquia. Porém, a ideia de Didi indo para o Fenerbahçe começou com o Santos. O Peixe foi jogar em Istambul e venceu a equipe. Após o jogo, dirigentes do clube turco chegaram ao empresário brasileiro que levou o Alvinegro Praiano para lá e perguntaram se ele poderia contratar um bom técnico tupiniquim. E foi aí que o nome de Didi veio à tona, totalmente aceito pelos cartolas.

Em 22 de julho daquele ano, Didi assume o Fenerbahçe. Disciplinador, o brasileiro encontra dificuldades para implantar seus métodos na equipe, com jogadores batendo de frente em suas decisões. O clube viu o rival Galatasaray conquistar o tricampeonato nacional. Porém, isto não acabou com a "aventura" de Didi na Turquia.

Para a temporada 1973/1974, o brasileiro promoveu algumas mudanças no elenco, trouxe jogadores como Alpaslan e Ender e dominou a competição. O Fenerbahçe foi batendo adversário por adversário e com três rodadas de antecedência garantiu o título do Campeonato Turco ao vencer o Göztepe, em İzmir.

O início da temporada seguinte já começaria com o título da Supercopa Turca. E o Campeonato Turco pareceu até reprise do ano anterior. O Fenerbahçe dominou a competição de ponta a ponta e tornou-se campeão novamente com três rodadas de antecipação. No clássico contra o rival, o retrospecto era impressionante: em 18 jogos, 10 vitórias, seis empates e apenas duas derrotas para  Galatasaray.

Didi chegou a começar a temporada de 1975/1976 com o Fenerbahçe. Mas os resultados não vinham e a imprensa passou a "pegar no pé" do brasileiro. A gota d'água veio na primeira fase Copa dos Campeões da Europa. Depois de vencer o Benfica, em Istambul, por 1 a 0, o time turco levou sonoros 7 a 0 dos portugueses. Depois, o caminho natural foi a saída dele do clube.

O craque voltou ao Brasil e foi dirigir o Fluminense, onde foi campeão carioca em 1975. Ainda teve uma bela passagem pelo Cruzeiro, ganhando o mineiro de 1977. Didi encerrou a carreira como treinador dirigindo a Seleção do Kwait, já na década de 90. Em 12 de maio de 2001, ele morreu em decorrência de complicações provocadas por câncer, mas deixou um enorme legado para o futebol.

O Curioso do Futebol

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