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Ídolo do Palmeiras, Evair é homenageado pela Atalanta no Italiano

Com informações da Gazeta Esportiva
Foto: divulgação / Atalanta

Evair foi homenageado neste domingo

Antes de vestir as cores alviverdes e se tornar um dos grandes ídolos da história do Palmeiras, Evair passou pelo futebol italiano e foi tão emblemático quanto. Por três temporadas, o ex-atacante passou pela Atalanta e se destacou ao defender as cores do time de 1988 a 1991.

Neste domingo, antes do confronto contra a Juventus pela 34ª rodada do Campeonato Italiano, a Atalanta homenageou Evair com uma placa com seu nome e o número 9, que ele utilizou no clube. A torcida presente no Gewiss Stadium ovacionou o ex-jogador brasileiro antes do pontapé inicial.

A Atalanta foi o primeiro clube internacional da carreira de Evair. Contratado em 1988, o atacante vinha do Guarani, clube que o revelou, e quando deixou a Europa, o brasileiro voltou à sua terra natal e foi fazer história no Palmeiras a partir de 1991.


Pelo clube italiano, Evair disputou 89 partidas e marcou 30 gols, sendo 76 jogos e 25 tentos apenas na Série A Italiana. Com o brasileiro, a Atalanta alcançou a sexta posição na Série A, a segunda melhor performance da história da equipe. Além disso, a equipe chegou a disputar a Copa do UEFA em duas oportunidades com Evair no time.

Evair e sua passagem pelo Atalanta

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Evair em sua fase pela Atalanta

Evair Aparecido Paulino, mais conhecido como Evair, completa hoje 57 anos. Nascido em Ouro Fino, no dia 21 de fevereiro de 1965, é um dos grandes centroavantes da história do Palmeiras, mas que começou fazendo sucesso no Guarani e logo após foi contratado para jogar o Atalanta, por onde fez muito sucesso e teve grandes parceiros no comando de ataque.

Em 1988, o jogador chegou na Itália, após grandes temporadas no Guarani, clube pelo qual foi revelado. O Atalanta naquele ano tinha acabado de conseguir o acesso a Série A e a diretoria do clube não mediu esforços para trazer reforços para melhorar a equipe em busca de ter uma grande temporada.

Em sua primeira temporada pelo clube, Evair já chegou fazendo muitos gols, ajudando a equipe italiana permanecer na parte do meio da tabela, sem correr riscos de ser rebaixado novamente. O centroavante acabou a temporada 1988-89 como artilheiro da equipe, mostrando que sua contratação foi certa.

Na temporada seguinte, o atacante brasileiro fez parceria com Claudio Caniggia, foi uma dupla de muito sucesso para o time italiano, com muitos gols e assistências dos dois jogadores. Mesmo com boas atuações, o Atalanta não conseguiu ganhar nenhum título, mas essa não era a projeção do clube, e sim ficar no meio da tabela, que foi feito pelo bom elenco.

Na temporada de 1990-91, a boa fase continuou para Evair, que manteve sua fase artilheira e ajudando a equipe do Atalanta. O Atalanta continuou sem brigar por grandes títulos, mas conseguiu fazer novamente uma boa campanha e o centroavante foi o artilheiro da equipe.


Aquela seria sua última temporada pelo clube italiano, que terminou com 89 partidas e 30 gols marcados. Evair foi contratado para o Palmeiras, clube pelo qual o atacante fez histórias e se tornou um dos maiores ídolos da equipe brasileira, sendo reconhecido até os dias atuais.

Evair e seu início no Guarani

Foto: arquivo

Evair chegou no Guarani em 1980, para a base, e saiu do clube em 1988

Evair Aparecido Paulino, um dos maiores centroavantes que o futebol brasileiro teve nos anos 80 e 90, está completando 56 anos neste 21 de fevereiro de 2020. Ídolo do Palmeiras, com passagens pelo futebol italiano e japonês, ele iniciou sua história no esporte defendendo o Guarani, onde já despontou como um grande jogador.

Nascido em Ouro Fino, no estado de Minas Gerais, e vindo de uma família humilde, Evair, em 1979, fez um teste nas escolas do São Paulo FC, porém não foi aprovado e voltou para a sua cidade natal. Porém em 1980 ele teve outra oportunidade, agora no Guarani. Seu pai conhecia Rui Palomo, que tinha como cunhado Clóvis Cabrino, um dos diretores do Guarani, que poderia ajudá-lo a ingressar no futebol do clube de Campinas.

Ele foi aprovado e passou a morar em Campinas no alojamento do clube. Foi nesse período que Evair conheceu João Paulo, um dos seus principais companheiros. Os dois passaram juntos as dificuldades de morar longe da família numa cidade desconhecida. As dificuldades aumentaram quando o Guarani reduziu a ajuda de custo às categorias inferiores.

Em 1984, Evair subiu para a equipeEm 1987, o Guarani fica com o vice- profissional e surgiu mais um grande craque da base Bugrina. Em 1986, "estoura" para o futebol, sendo um dos destaques do Guarani finalista do Brasileirão, perdendo o título nas penalidades. O centroavante ainda foi vice-artilheiro do certame, um gol atrás do campeão Careca.

Essas atuações fizeram com que ele fosse para a Seleção Brasileira, convocado por Carlos Alberto Silva. Em 1987, o Guarani fica com o vice-campeonato Brasileiro novamente, perdendo o título para o Sport. Já em 1988, mais um vice, desta vez do Paulistão. Evair foi o protagonista do Bugre na competição, sendo o artilheiro do certame, com 19 gols.


Vale lembrar que naquela época, o Guarani tinha grandes times. Evair atuou ao lado de nomes como Paulo Isidoro, Ricardo Rocha, o já citado João Paulo e Neto. Após o Paulistão de 88, o Bugre negociou o centroavante com a Atalanta e ele foi para o futebol italiano.

Evair voltaria ao Brasil em 1991, para o Palmeiras, antes da Parmalat. Depois, com a chegada da parceria com a empresa de laticínios italiana, o Verdão montou um timaço, onde ele era um dos grandes nomes. Ainda jogou no Yokohama Flugels, Atlético Mineiro, Vasco da Gama, Portuguesa, novamente Palmeiras, São Paulo, Goiás, Coritiba e encerrou a carreira em 2003, defendendo o Figueirense. Em seguida, tentou uma carreira não tão bem sucedida de treinador

Evair no Atlético Mineiro em 1997

Por Victor de Andrade
Foto: Superesportes

Evair atuando em um clássico contra o Cruzeiro: apenas seis meses no Galo

Um dos centroavantes mais técnicos que o futebol brasileiro já teve, brilhando com as camisas de Palmeiras e Guarani, além de boas passagens por Vasco da Gama e Portuguesa, Evair tinha uma inteligência rara para um camisa 9 e sempre atraiu a atenção dos fãs de futebol. Porém, não foi em todos os lugares onde ele teve sucesso e um desses exemplos foi no Atlético Mineiro, em 1997.

Nascido na cidade mineira de Ouro Fino, em 21 de fevereiro de 1965, Evair nunca tinha atuado em seu estado natal até então. Depois de aparecer no Guarani, onde chegou pela primeira vez à Seleção Brasileira, ele passou pelo Atalanta, na Itália, teve um momento fenomenal no Palmeiras e, após isto, jogou dois anos pelo Yokohama Flügels, no Japão. Ao fim da temporada de 1996, resolveu voltar ao Brasil e escolheu o Galo.

Evair era uma espécie de "cereja do bolo" de um time que já tinha nomes como Taffarel, Euller, Doriva, entre outros. A diretoria do Atlético Mineiro estava crente que aquele era o ano da equipe e que iria desbancar o rival Cruzeiro. Porém, tudo o que foi planejado foi por "água abaixo", muito por causa da bagunça que era o clube naquela época.

Logo de cara, Evair demorou para estrear, por causa de documentação. “A transferência foi difícil porque estava voltando do Japão. Quando cheguei, houve demora para a liberação do meu passe e, em razão disso, fiquei muito tempo parado. Com essa lentidão, gerou-se uma antipatia muito grande do torcedor e da imprensa comigo, porque eu estava impedido legalmente de jogar, mas fisicamente já estava pronto”, disse o jogador, em entrevista ao Superesportes.

Depois de acertarem toda a documentação, houve outro problema. Jogadores e funcionários do clube estava com salários atrasados, menos o próprio Evair, que era pago por uma empresa parceira. Isto incomodou o próprio atleta. “Quando fomos jogar contra o Corinthians, em São Paulo, pela Copa do Brasil, a imprensa paulista me questionou como eu me sentia com essa situação. Disse que estava constrangido porque eu era o único que recebia”, explicou na mesma entrevista. “Na época, os funcionários estavam há cinco meses sem receber. Para ajudá-los, dávamos as camisas depois dos jogos a eles para vendê-las e comprar alimentos com o dinheiro que arrecadavam”, revela.

Foram 14 jogos e sete gols pelo Atlético Mineiro

Entre demora para estrear, salários atrasados para outros atletas e privilégios para o centroavante, Evair não caiu no gosto do torcedor. Para complicar a situação, os resultados dentro de campo do Galo no primeiro semestre de 1997 foram aquém do esperado. O time caiu nas oitavas de final da Copa do Brasil, para o Corinthians, e nas quartas do mineiro, para o Villa Nova. E o pior: no mesmo período, o Cruzeiro conquistou o Estadual e a Copa Libertadores.

Ao fim do primeiro semestre, o Atlético Mineiro resolveu fazer algumas reformulações em seu elenco e um dos primeiros a ser dispensado foi Evair, após 14 jogos e sete gols pelo clube. Porém, o centroavante deu a volta por cima já no segundo semestre: foi contratado pelo Vasco da Gama, reviveu a ótima dupla de ataque com Edmundo, que foi um sucesso no Palmeiras, e os dois tiveram sucesso novamente: conquistaram o Campeonato Brasileiro.

O primeiro gol oficial de Evair pelo Palmeiras

Com informações da Federação Paulista de Futebol

Evair estreou no Palmeiras em 1991 (foto: Gazeta Press)

No dia 28 de julho de 1991, o Palmeiras fazia contra o XV de Piracicaba seu segundo jogo pelo Campeonato Paulista, no Estádio Barão de Serra Negra, casa do adversário. Ainda na fila, na fase pré-Parmalat (empresa que investiria no Verdão a partir de 1992), o clube havia contratado um grande craque, o centroavante Evair.

A partida, que terminou com vitória da equipe alvinegra por 2 a 1, ficou marcada pelo primeiro gol oficial de atacante com a camisa do Palmeiras. Contratado na janela internacional, vindo do Atalanta, da Itália, ele já havia marcado contra Mogi Mirim, em amistoso e contra a Inter de Limeira, pelo torneio início do Campeonato Paulista.

O ídolo palmeirense recordou o duelo. "Foi uma partida muito difícil, eles começaram saindo na frente, empatamos com um gol de pênalti meu, mas acabamos sofrendo outro gol no começo do segundo tempo e não conseguimos reagir. Mas no geral, fizemos um bom campeonato aquele ano. Infelizmente não nos classificamos para a final por muito pouco", relembra.

Ele atuou no Palmeiras antes
da Parmalat chegar ao clube

Evair falou também sobre sua chegada em um momento conturbado da história palmeirense e sobre as dificuldades que teve, quando chegou a ser afastado pelo então técnico Nelsinho Baptista. "Minha chegada foi muito difícil, foi um momento muito estranho de adaptação. Fora que em todo tempo na Itália não tive nenhuma lesão e aqui já cheguei 'bichado'. Demorei para me reacostumar. Aquele período afastado foi muito ruim pra mim, porque você quer jogar, quer ajudar e não pode, treina afastado, em horário diferente. Foi muito duro. Mas não guardo nenhuma mágoa do Nelsinho, pelo contrário", afirmou.

A sorte de Evair no Palmeiras mudou após a saída de Nelsinho e com a chegada da Parmalat, em 1992. Com um grande time, o centroavante, em ótima forma, passou a fazer os gols que a torcida esperava e virou ídolo no Verdão.

Principal nome da conquista do Campeonato Paulista de 1993, o jogador dividiu os méritos com os companheiros e falou sobre a felicidade em ser ídolo no Palmeiras. "Ser campeão e ídolo no Palmeiras é uma emoção muito grande. A torcida do Palmeiras é muito apaixonada e ver o carinho e o afeto que eles tem comigo é gratificante. Aquele título de 93 é inesquecível, todos foram importantes para a conquista", finalizou o ídolo alviverde.

O Curioso do Futebol

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