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A curta trajetória de Dener pelo Vasco da Gama

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Dener atuou no Vascão em 1994

Dener Augusto de Sousa, ex-meio campista popularmente conhecido apenas como Dener, completaria 53 anos de idade nesta terça-feira, dia 2 de abril de 2024, caso ainda estivesse vivo. Pouco antes de falecer, o jovem atleta chegou a defender o Vasco da Gama por um curto período no começo da década de 90.

Cria das categorias de base da Portuguesa, o meia chegou ao Crumaltino em 1994, pouco depois de ser emprestado ao Grêmio no ano anterior. o Seu início no clube carioca foi promissor, já que com suas grandes atuações, ajudou a equipe de São Januário a conquistar a Taça Guanabara.

No decorrer de sua passagem, Dener ainda participou de uma excursão que o Gigante da Colina pela Argentina. Em campo, jogou tão bem no amistoso disputado contra o Newell's Old Boys, que foi elogiado por ninguém menos do que Maradona. O craque, inclusive, fez de tudo para cumprimentar o brasileiro logo após o apito final

Suas excelentes atuações com a camisa vascaína fizeram com que o meia se tornasse um verdadeiro xodó da torcida. para homenageá-lo, criaram o nada modesto grito dizendo que "Dener era a mistura do Garrincha com o Pelé".

No dia 17 de abril de 94, o jovem disputou a sua última partida pelo Vascão: o empate em 1 a 1 com o Fluminense, pelo quadrangular final do Campeonato Carioca. Naquele jogo, Dener acabou sendo expulso e voltou de carro para São Paulo em meio a sua folga.

O meio campista veio a falecer dois dias depois, e com isso, acabou perdendo a comemoração do tricampeonato carioca.


No contrato feito entre a Portuguesa e Vasco havia uma cláusula que obrigava a cessionária 'a fazer um seguro de vida e acidentes pessoais ao atleta, que deveria dar cobertura até o término do empréstimo por um valor total de US$ 3 milhões'. 

Entretanto, o clube carioca não cumpriu o acordo, e deu início a uma briga que durou anos para a Lusa e a família do atleta receberem o dinheiro.

Dener se envolveu num acidente de trânsito em 19 de abril de 94, exatamente 17 dias depois de completar 23 anos de idade. Naquela época, o jogador estava próximo de acertar a sua transferência para o futebol alemão, onde atuaria no Stuttgart, junto de Dunga.

Autor do gol do título da Segundona em 2020, Dener Santos retorna ao São José

Foto: divulgação

Atacante é um dos reforços da Águia do Vale para a disputa da Copa Paulista

Na última sexta-feira, dia 16, o São José anunciou o retorno de um velho conhecido da torcida joseense para a Copa Paulista: o atacante Dener Santos, autor do gol do título da Segunda Divisão do Campeonato Paulista de 2020.

De volta ao clube paulista, Dener comemora sua chegada ao São José e vê como uma nova oportunidade na carreira. O atacante projeta sua segunda passagem pela Águia. "Vejo como uma nova oportunidade, como se fosse a primeira vez que me apresento no clube. Estou muito feliz e motivado para poder estrear novamente com a camisa do São José", celebrou Dener Santos, que ainda passou pelo Marília, Portuguesa Santista, USAC, Velo Clube e, por último, o Athletic.

O atacante chega como um dos reforços do São José para a disputa da Copa Paulista. O atacante está com a expectativa alta para o início da competição estadual. A Águia do Vale faz sua estreia no próximo dia 2, diante da Portuguesa Santista, no estádio Ulrico Mursa, em Santos.

"Com certeza é uma das melhores expectativas, volto para o São José mais que preparado desde a minha última passagem pelo clube, e espero poder dar muita alegria para o clube e para os torcedores que me apoiaram muito nessa volta", afirmou.


O São José está no Grupo 3 da Copa Paulista, ao lado de Portuguesa, Portuguesa Santista, São Caetano, Santo André e EC São Bernardo. A estreia da Águia do Vale é no dia 2 de julho, domingo, às 10 horas, contra a Briosa, no Estádio Ulrico Mursa, em Santos.

No Grêmio, Dener teve seu único título profissional em vida na carreira

Foto: arquivo / Revista Placar

Dener com a faixa de campeão gaúcho

Nascido em 2 de abril de 1971, Dener, que faleceu precocemente em 1994, quando tinha 23 anos, brilhou com a camisa da Portuguesa e também ficou marcado por ter jogado pelo Vasco da Gama, clube que ele defendia quando sofreu o acidente que o levou a morte. O jogador também teve uma curta passagem pelo Grêmio em 1993, onde teve o seu único título como profissional em vida: o Gaúcho daquele ano.

Em meio ao Campeonato Gaúcho de 1993, o tricolor corria atrás de uma contratação de peso para que o time embalasse na competição e fez uma boa proposta para contratar Dener por empréstimo. A Lusa, que até aquele momento negava-se a negociar seu melhor jogador, principalmente para os rivais paulistas, cedeu às investidas dos dirigentes gaúchos e o meia-atacante aportou no Olímpico para jogar por apenas três meses.

No Grêmio de Luiz Felipe Scolari, Dener fez 23 jogos e marcou quatro gols. Com a camisa tricolor, ele sagrou-se campeão gaúcho, primeiro título profissional da carreira (o segundo foi póstumo com o Vasco da Gama, do Camepeonato Carioca. Ele até levanta a troféu na Taça Guanabara, mas nem título de turno foi naquele ano, apenas uma conquista simbólica antes do quadrangular final). O Tricolor Imortal ganhou o octogonal final do estadual com cinco pontos de vantagem para o Internacional (lembrando que na época a vitória valia apenas dois pontos).

Por muito pouco, Dener não conquistou outro título pelo Grêmio. O Imortal Tricolor chegou na decisão da Copa do Brasil, onde enfrentou o Cruzeiro. Porém, após um empate em 0 a 0 no Olímpico e uma derrota por 2 a 1 no Mineirão, o time gaúcho perdeu a taça. Aliás, o meia foi criticado por suas atuações nestes dois jogos, aquém do que se esperava do habilidoso camisa 7 (sim, no Grêmio ele usava a 7).


Ao final do contrato de empréstimo, com uma mistura de decepção, por não ter ido bem nas finais da Copa do Brasil, e sem dinheiro, o Grêmio devolveu Dener para a Portuguesa, onde foi o destaque da equipe no Campeonato Brasileiro de 1993. No início de 1994, foi emprestado ao Vasco e quando faleceu, em 19 de abril de 1994, estava para assinar contrato com o Sttutgart, da Alemanha.

Monte Azul registra no BID goleiro André Zuba, ex-Palmeiras, e mais três

Com informações da Agência Futebol Interior
Foto: Vitor Recla/Rio Branco AC

André Zuba começou no Palmeiras

Ainda sem anunciar nenhum reforço oficialmente, o Monte Azul tem se movimentado nos bastidores. Na última quarta-feira, o Azulão registrou no BID (Boletim Informativo Diário) da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) o goleiro André Zuba, o lateral esquerdo Udson e os atacantes Dener e Luis Felipe para a disputa do Campeonato Paulista da Série A2.

Revelado pelo Palmeiras, o goleiro André tem 36 anos e com grande rodagem no futebol paulista. Atuando em clubes como: São Bento, Juventus, América-SP, Bragantino, Catanduvense, Comercial, Mogi Mirim, Mirassol e Rio Preto. Seu último clube foi o Globo, do Rio Grande do Norte.

Já o lateral esquerdo Udson, fez as categorias de base no Atlético-MG, tendo uma passagem pelo sub-20 da Ponte Preta. O lateral de 26 anos ainda atuou pelo Cuiába, Tupi, Anápolis entre outros. No futebol paulista, defendeu as cores do Barretos, Penapolense e Santo André, seu último clube.


O atacante Luis Felipe tem 25 anos, foi revelado pelo Internacional e acumula passagens pelo Cabofriense, Pelotas e Nova Venécia-ES. Além de atuar no futebol da Grécia. Enquanto Dener, tem apenas 23 anos, somando passagens por Poços de Caldas, União Mogi, São Paulo-RS e Flamengo-SP, onde atuou na última temporada.

A estreia do clube está marcada para o dia 15 de janeiro contra o Oeste, no Estádio Otacília Patrício Arroyo, em Monte Azul Paulista.

Gol antológico de Dener contra a Inter de Limeira completa 30 anos

Por Victor de Andrade
Foto: arquivo

Dener em jogo contra o Santo André

Uma das obras primas que Dener deixou em seu pouco tempo de atividade profissional está completando 30 anos neste 13 de novembro: o golaço contra a Inter de Limeira, no Canindé, pelo Campeonato Paulista de 1991, que deixaram todos com certeza que estavam diante de um craque.

O ano de 1991 estava sendo o de afirmação de Dener. Depois de estrear profissionalmente em 1989, ainda timidamente, e ter altos e baixos em 1990, o craque Rubro Verde, antes de completar 20 anos, 'destruiu' na Copa São Paulo de Juniores e, ainda no primeiro semestre, foi convocado por Falcão para a Seleção Brasileira, fazendo sua estreia em um amistoso contra a Argentina.

Dener ainda tinha altos e baixos. A questão era que quando ele resolvia acordar, elevava o patamar da Lusa, que tinha um bom time, com nomes como o de Rodolfo Rodriguez, Capitão e Nilson, além de ser dirigida por Emerson Leão. E foi isto o que acontecer naquela noite de 13 de novembro de 1991. Era a segunda rodada da segunda fase do Paulistão e a Portuguesa, que vinha de vitória sobre o Santo André, por 3 a 1, na estreia, tinha que vencer para não deixar o Corinthians se desgarrar e, assim, buscar a vaga na decisão do estadual.

O antológico gol

Dener, na verdade, iniciou o jogo em baixa. "Dormindo" em campo, foi pressionado por seus companheiros durante grande parte do jogo. Aliás, a Lusa não estava bem no dia, tanto que o 0 a 0 persistia e a Inter de Limeira até assustava em alguns momentos.

Porém, aos 38 minutos do segundo tempo, Dener "acordou! Ele recebeu a bola no meio de campo, passou rápido pelo primeiro, deu um belo drible da vaca no segundo e na saída do goleiro Gerson, deu uma bela cavadinha, mandando a bola para o fundo das redes! Golaço!

O gol fez a torcida da Lusa vir "abaixo" no Canindé. Além de terem visto uma pintura, os presentes comemoraram que aquele golaço deixava a Portuguesa viva no Campeonato Paulista. Era o sonho de ver o time Rubro Verde campeão estadual novamente, o que não acontecia desde 1973 e tinha escapado em 1985. Porém, ao fim da segunda fase, a equipe ficou em segundo na chave e viu o Corinthians ir para a final, perdendo o título para o São Paulo, com show de Raí.


Dener ainda brilhou muito nos gramados, fazendo até outro gol antológico em 1993, contra o Santos, também no Canindé e em um Campeonato Paulista. Porém, em 19 de abril de 1994, quando o camisa 10 estava emprestado ao Vasco, ele nos deixou em um acidente automobilístico na Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro. Ele tinha apenas 23 anos. Outro personagem daquele gol antológico também já não está entre nós. Gerson Dall'Stella, o goleiro da Inter de Limeira, faleceu em 11 de janeiro de 2020, aos 58 anos, vítima de um infarto fulminante. Dois atletas que estão eternamente na história do futebol brasileiro!

Dener 50 anos - Frases sobre o 'Reizinho do Canindé'

Foto: arquivo

Dener faria 50 anos neste 2 de abril

Neste 2 de abril de 2021, Dener completaria 50 anos se estivesse vivo. Meia-atacante extremamente habilidoso, revelado pela Portuguesa, faleceu em 18 de abril de 1994, em um acidente automobilístico nas cercanias da Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro, quando defendia o Vasco.

O jogador, que também passou pelo Grêmio, chamava a atenção de todos que jogaram contra e a favor, além de treinadores que tiveram a oportunidade de dirigir o craque, que deixou este mundo de forma precoce. Confira algumas frases sobre o camisa 10 da Lusa:

"Era fantástico, um craque. Tenho no meu coração dois jogadores: Mané Garrincha e ele, Dener, que vi de perto. Ele driblava todo mundo como se fosse uma folha, impressionante". Maurício - ex-ponta-direita, jogou na Portuguesa no início dos anos 1990

"Dener driblava para frente, com velocidade incomum. Aliás, ele não driblava, simplesmente desviava dos caras. Uma época, cismaram de falar que o Robinho era igual. De maneira nenhuma. Nem Neymar, Dener fazia menos firula, era mais objetivo, mais participativo". Sinval - ex-atacante, era do time campeão da Copa SP de juniores de 1991.

"Era um dos que mais se aproximavam da bola que Pelé jogava. Seguramente está incluído entre os cinco melhores atacantes que eu vi jogar, junto com Pelé, Eusébio e Puskas. Dener está nesse rol". Pepe - ex-ponta-esquerda e técnico da Portuguesa em 1993.

"Foi um dos melhores talentos que tive nas mãos. Era superior ao Robinho, poderia ser melhor ou igual ao Neymar. Mas era o mais fragilizado fora do campo para reunir problemas". Leão - ex-goleiro, técnico da Portuguesa no início dos anos 1990.

"Tinha característica do Pelé no arranque, tirava dois já quando pegava a bola, como fazia o Pelé. Neymar é grande jogador, mas não tem o toque refinado do Dener. Ele foi o segundo maior que vi jogar". Écio Pasca - ex-meia, técnico da Portuguesa campeã da Copa SP de 1991.


"Se ele realmente tivesse se preparado, iria para a Seleção. Talvez fosse titular em 1994. Podia ser atacante, meia-atacante. Era agudo, chegava e chegava bem, com técnica, equilibrado, chutando bem, com as duas pernas". Jair Pereira - técnico do Vasco em 1994;

"Nascemos no mesmo dia, no mesmo ano, viemos da mesma geração. Era um cara que tinha uma alegria na hora do futebol, uma alegria de viver, que infelizmente nos deixou precocemente tirando essa alegria de dentro dos gramados. Sinto muita falta dessa pessoa, desse atleta sensacional". Edmundo - enfrentou Dener pelo Palmeiras.

"Ninguém sabia o que ele podia fazer com a bola. Não repetia as jogadas, jogava para cacete. Para mim, foi um gênio do futebol". Antônio Lopes - técnico de Dener na Portuguesa em 1989, na estreia do garoto.

Dener retorna ao Sertãozinho para a disputa do Paulistão A2

Foto: divulgação Sertãozinho FC

Dener volta ao Sertãozinho depois de um acordo trabalhista

Em busca do acesso para a elite do Campeonato Paulista, o Sertãozinho contará com um importante reforço. Trata-se do volante Dener, de volta ao clube após acerto na Justiça. A advogada Thamires Almeida, que representou o atleta, confirmou o acordo bem-sucedido e o retorno do jogador para a disputa da Série A2, que começa neste final de semana.

Um dos destaques do Touro no último estadual, o jogador deixou a equipe após a pausa no futebol brasileiro, motivada pela pandemia do novo coronavírus. Com os primeiros vencimentos de 2020 em atraso, Dener acionou o Sertãozinho na Justiça. No início deste ano, o volante chegou a um acordo com o clube, e o desfecho do caso proporcionou o seu retorno.

“Considerando a intenção do Sertãozinho em recontratar o Dener, bem como a vontade do Dener em defender novamente o time, negociamos de modo a satisfazer as partes da melhor forma. Assim, o atleta não precisou abrir mão de qualquer direito”, detalhou Thamires Almeida.

“O meu papel é garantir ao cliente todos os seus direitos, independente se por condenação ou acordo. O Dener volta ao clube sem pendências em relação ao contrato anterior, e bem orientado para o contrato atual”, concluiu a advogada.


Foco no Paulistão - Buscando repetir o bom desempenho de 2020, Dener mostra entusiasmo para o início da Série A2. Na última temporada, ele sofreu apenas uma derrota em nove jogos pelo Sertãozinho, e também pôde defender a Ferroviária na Copa do Brasil e na Série D do Campeonato Brasileiro.

“As expectativas são as melhores. Fizemos uma excelente pré-temporada e sabemos das dificuldades que iremos encontrar. Estamos preparados para brigar pelo acesso”, ressaltou o atleta, de 25 anos, revelado pelo Figueirense.

O Sertãozinho estreia na Série A2 neste domingo (28). Às 10h, o Touro recebe o XV de Piracicaba, no estádio Frederico Dalmaso.

Há 30 anos, Lusa conquistava a Copa São Paulo e dava show!

Com informações do NetLusa
Foto: arquivo

O time da Lusa campeão da Copa São Paulo de 1991

O ano de 1991 foi marcante para os jovens jogadores da Portuguesa. Neste ano, a equipe do Canindé conquistou o primeiro título da Copa São Paulo de Futebol Júnior do clube, com show de um jogador que já chamava a atenção por sua habilidade: Dener.

A Lusa estreou na competição diante do America-RJ, e venceu por 2 a 1. Depois, duas goleadas: 5 a 1 no Flamengo-RO e 8 a 2 no Sergipe. No último jogo da primeira fase, fez 2 a 0 no São Paulo. Na segunda fase, três vitórias em três jogos: 3 a 0 no Santo André, 3 a 1 no São Bernardo e 2 a 1 no Bahia. No primeiro mata-mata, na semifinal, o time comandado por Écio Pasca fez 3 a 1 no Goiás.

A grande decisão da Copinha aconteceu em 26 de janeiro, em um dia bastante chuvoso. Com gols de Dener, Sinval, Tico e Pereira, a Lusa goleou o Grêmio por 4 a 0. A Portuguesa entrou em campo com Paulo Luís; Josias, Sousa, Baiano e Romã (Charles); Maninho, Cícero, Sinval e Dener; Tico e Pereira.

A final foi um jogo histórico. O Grêmio tinha entre outros nomes, Danrlei e Carlos Miguel, jogadores que depois se destacaram no profissional. Mas não tinha como comparar, o título daquele ano tinha que ser da Lusa.

Sim, era um jogo entre categorias de base, mas o volume de jogo apresentado pela Portuguesa foi de encher os olhos. A Lusa fez 4 a 0 no Grêmio, mas ficou barato, cabia mais. Tico, Pereira, Sinval e Dener foram os autores dos gols.

Depois da conquista, sete jogadores foram promovidos para o elenco principal, mas poucos se destacaram. Tico, Sinval e Roque foram os mais “famosos”. Dener, que merece um artigo a parte, foi mais promissor de todos!

A Lusa fez uma campanha espetacular e é a melhor em toda história da competição. Foram 32 gols anotados em nove partida, média de 3,5 por jogo, e sofreu apenas sete. Os prêmios refletem a bela campanha rubro-verde. O atacante Sinval, com dez gols, foi o artilheiro do torneio, enquanto Dener, o melhor jogador.


Confira a campanha:

05.01.1991 Portuguesa 2-1 América-RJ
08.01.1991 Portuguesa 5-1 Flamengo-RO
12.01.1991 Portuguesa 8-2 Sergipe-SE
14.01.1991 Portuguesa 2-0 São Paulo
17.01.1991 Portuguesa 3-0 Santo André
19.01.1991 Portuguesa 3-1 São Bernardo
21.01.1991 Portuguesa 2-1 Bahia
24.01.1991 Portuguesa 3-1 Goiás-GO
26.01.1991 Portuguesa 4-0 Grêmio

Ex-São José, Dener é apresentado pela Portuguesa Santista

Foto: Agência Briosa

Dener foi anunciado neste sábado

A Portuguesa Santista segue trabalhando para reforçar a sua equipe para a disputa do Campeonato Paulista da Série A2 de 2021. Neste sábado, dia 23, a Briosa anunciou a contratação do atacante Dener, que no ano passado defendeu Marília e São José.

Com apenas 22 anos, Dener já acumula dois acessos na carreira. Em 2020, o atleta foi campeão do Campeonato Paulista da Segunda Divisão pelo São José. No ano anterior, ele esteve no grupo vice-campeão da mesma competição pelo Marília.


Terceiro reforço anunciado pela Portuguesa Santista para a temporada, o atacante prometeu dedicação e compromisso para buscar o acesso à A1. “Iremos brigar para subir este ano. O trabalho será feito degrau a degrau”, disse o atleta.

Nascido no interior de São Paulo, Dener fez sua base no tradicional Rio Preto, antes de rumar para o PSTC, do Paraná. Depois, passou pelo Juventus, Marília e São José. Agora, ele é mais uma opção no setor de ataque para o técnico Axel, que também conta com nomes como Rodriguinho, Kaue, Isaac Prado e o recém-contratado Felipe Araújo.


Estreia - O Campeonato Paulista da Série A2 de 2021 está previsto para começar em 28 de fevereiro e a Portuguesa Santista já sabe quem vai enfrentar na primeira rodada. A Briosa estreia na competição contra  a Portuguesa de Desportos, no Estádio Ulrico Mursa, em Santos.

O primeiro gol de Dener como profissional

Com informações da FPF
Foto: Gazeta Press

Dener no inicio de sua carreira

Em 17 de junho de 1990, em um amistoso com o Ituano no estádio Dr Novelli Júnior, em Itu, onde a Portuguesa venceu o Ituano por 2 a 1, o meia Dener marcava seu primeiro gol como profissional com a camisa da Portuguesa. Um dos grandes talentos do futebol brasileiro, o paulistano fez história no time do Canindé, mas deixou órfãos os amantes do futebol ao falecer em um acidente quatro anos após este primeiro gol.

Nascido em 1971, em São Paulo, Dener deu seus primeiros passos em campo aos 11 anos, já na Portuguesa, onde alguns anos depois surgiria para o futebol profissional. Neste meio tempo, por questões pessoais, se afastou do clube e deixou o sonho de seguir como jogador em segundo plano. Retornou em 1988 e foi promovido à equipe principal estreando no profissional, em uma derrota para o Grêmio por 2 a 1.

Em 1990, devido a Copa do Mundo, o Campeonato Paulista teve que ser paralisado. Para não perder o ritmo de jogo, a Portuguesa marcou um amistoso e, no dia 17 de junho, contra o Ituano, veio o primeiro gol de Dener, que entrou no decorrer da partida. A equipe acabou vencendo o jogo por 2 a 1, com Dener marcando o segundo gol.

Mesmo com a experiência no profissional, Dener jogou a Copa São Paulo de 1991, em que a Portuguesa se sagrou campeã vencendo o Grêmio-RS por 4 a 0 na decisão. Dener foi eleito o melhor jogador daquela edição. Ainda em 1991, foi convocado para a Seleção Sub-23, em preparação para as Olimpíadas. Ficou na equipe paulista até 1993, quando foi contratado por empréstimo ao Grêmio.

A equipe gaúcha estava de olho no jogador desde a final da Copinha e, em 1993, ele chegou a Porto Alegre, onde ajudou o time tricolor a ganhar o Campeonato Gaúcho daquele ano, sendo sua primeira conquista como profissional. No fim do empréstimo, retornou a São Paulo para vestir novamente a camisa da Portuguesa. Nas duas passagens, ele entrou em campo em 141 oportunidades, marcando 25 gols.


Em 1994, ele foi novamente emprestado, dessa vez para o Vasco, onde repetiu as boas atuações e foi novamente campeão, levantando a taça Guanabara. Ele ainda participou de uma excursão com a equipe vascaína pela Argentina e, mais uma vez, mostrou aquilo que mais sabia: jogar em alto nível, recebendo elogios até mesmo de Maradona. 

No dia 17 de abril de 1994, ele entrou em campo pela última vez, no clássico entre Fluminense e Vasco, que terminou 1 a 1. Dener foi expulso naquela partida e, como estaria fora do próximo jogo, resolveu voltar para São Paulo. Dois dias depois, o meia sofreu um acidente de carro e veio a falecer.

Dener estava cotado para jogar a Copa do Mundo de 1994?

Por Victor de Andrade
Foto: Tassio Marcelo / Agência Estado

Naquele momento, Dener defendia o Vasco, cedido por empréstimo pela Portuguesa

Neste 18 de abril de 2020 está completando 26 anos do falecimento de um dos maiores talentos que surgiu no futebol brasileiro nos anos 90: Dener! O seu óbito veio em um acidente de carro, próximo à Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro, quando defendia o Vasco da Gama, cedido pro empréstimo pela Portuguesa, em um período muito próximo à Copa do Mundo de 1994, que foi realizada nos Estados Unidos e o Brasil foi campeão. Aí vem a pergunta: O craque estava cotado para disputar o Mundial?

É muito difícil dar esta resposta, pois ninguém sabe com 100% de certeza o que Parreira pensava sobre o jogador. Porém, pelas atitudes e convocações dele, o mais provável é que o treinador da Seleção Brasileira naquele momento não pensava no nome de Dener entre os 22 convocados (sim, a primeira Copa onde pôde chamar 23 nomes foi em 2002) para o torneio. E vamos explicar o porque.

Primeiramente, desde quando Carlos Alberto Parreira assumiu pela segunda vez o posto de treinador da "amarelinha", estreando em 30 de outubro de 1991, em uma vitória por 3 a 1 sobre a Iugoslávia, em amistoso realizado em Varginha, ele nunca convocou Dener. É isto mesmo! Pela Seleção Principal, o eterno camisa 10 da Lusa só foi chamado por Paulo Roberto Falcão, o antecessor de Parreira, e entrou no decorrer de apenas duas partidas: no empate em 3 a 3 com a Argentina, em Buenos Aires, em 27 de março de 1991, e na vitória por 3 a 0 sobre a Bulgária, em Uberlândia, no dia 28 de maio do mesmo ano.


Alem disto, Parreira ficou com uma imagem negativa do jogador quando ele defendeu a Seleção Sub-23, que foi dirigida por Ernesto Paulo, no Pré-Olímpico realizado no Paraguai em 1992. O Brasil caiu na primeira fase, não conquistando a vaga para os Jogos de Barcelona, e Dener não foi bem na competição, chegando a ir para o banco na última partida, um empate contra a Venezuela.

Muitos falam que a vaga que foi de Viola na Copa do Mundo era de Dener. Como descrevi acima, não dá para cravar com 100% de certeza de que Parreira não o levaria, mas pelos nomes que vinham sendo chamados, é bem provável que Dener não era este escolha. Durante a Copa América de 1993, quando Parreira levou um time alternativo, o "Reizinho do Canindé" não foi lembrado e o treinador convocou nomes como Palhinha, Müller, Edmundo, Almir e Viola.

Já para as Eliminatórias da Copa, realizadas por completo após a Copa América, além dos nomes conhecidos, como Bebeto e Romário (que só chegou para o último jogo), além de alguns dos já citados da Copa América, nomes como os de Evair e Valdeir, o The Flash, foram lembrados. Dener também ficou de fora.


Já nos amistosos pós Eliminatórias até as convocações antes do falecimento de Dener, outros atletas foram lembrados, como Rivaldo e Ronaldo. Aliás, um amistoso contra o Paris Saint-Germain, em 20 de abril, dois dias após a morte dele, mas com a convocação anterior ao falecimento, que terminou em 0 a 0, atuações ruins de Rivaldo e Edmundo afastaram as chances dos dois de irem à Copa. Como já foi citado antes, Dener, mesmo em um belo momento no Vasco, sequer foi convocado para ficar no banco.

Havia pressão dos torcedores e dos cronistas esportivos para convocá-lo? Sim, mas não era algo muito forte. Uma pesquisa realizada pelo Ibobe, publicada na Placar número 1.093, em abril de 1994, antes do acidente, o colocou entre os 22 da "Seleção do Povo". Porém, Dener foi apenas o 21º nome mais lembrado, com 28%, ficando apenas à frente de Ronaldo, o 22º, que havia estreado profissionalmente a menos de um ano, mas que fez um Brasileiro de 1993 muito bom, que teve um ponto percentual a menos.

Com todos estes dados, pode-se até afirmar que Dener, caso estivesse vivo, merecia estar entre os convocados para a Copa do Mundo de 1994, pela "bola" que estava jogando, e eu me incluo nesta lista. Porém, não dá para afirmar que ele estava entre os cotados de ser um dos 22 no Mundial, até porque Carlos Alberto Parreira não o convocava.

Dener e o fracasso com a Seleção Olímpica

Foto: O Globo

Dener, pela Seleção Olímpica, enfrentando a Argentina: fora dos Jogos em Barcelona

Dener Augusto de Souza foi um dos grandes talentos da história do futebol brasileiro. Nascido em São Paulo, em 2 de abril de 1971, e falecido precocemente com 24 anos, em um acidente de carro em 1994, ele sempre encheu os olhos dos torcedores da Portuguesa, Grêmio e Vasco, times que defendeu, e de seus adversário. Porém, Dener tem, digamos um fracasso na carreira: a não classificação da Seleção Brasileira para o torneio de futebol dos Jogos Olímpicos de 1992, realizados em Barcelona.

A história de Dener com a "amarelinha" começa antes com o time principal do que o Sub-23. Tudo porque Paulo Roberto Falcão convocou e o colocou em campo no dia 27 de março de 1991, em um amistoso contra a Argentina, em Buenos Aires, que terminou empatado em 3 a 3. Quase dois meses depois, em 25 de maio, ele entra novamente em um jogo da Seleção, contra a Bulgária, em Uberlândia, uma vitória por 3 a 0. Falcão cai ao perder a Copa América (onde Dener não é chamado) e Carlos Alberto Parreira não lembra mais o nome do "Reizinho do Canindé".

Se Parreira não o convoca mais, o treinador da Seleção Brasileira Sub-23, Ernesto Paulo, passa a chamar o camisa 10 da Lusa. Então, ele participa de uma série de cinco amistosos, entre o segundo semestre de 1991 e o início de 1992, em preparação para o Pré-Olímpico, que seria realizado no Paraguai. O saldo nos amistosos não foi lá muito satisfatório, deixando a entender o porque na frente não deu certo. Foram duas vitórias, contra Uruguai (2 a 0) e Estados Unidos (3 a 0), e três derrotas, sendo duas para a Argentina (2 a 1 e 1 a 0) e em um outro jogo contra a Celeste (3 a 0).

A estreia da Seleção Brasileira no Grupo A da primeira fase do Pré-Olímpico foi em 1º de fevereiro, contra o Peru, no Defensores del Chaco. O time brasileiro era cheio de jogadores que virariam grandes estrelas: Cafu, Roberto Carlos, Marcio Santos, Marcelinho Carioca, Élber, entre outros. Contra os peruanos, vitória por 2 a 1.

No segundo jogo, dois dias depois, uma difícil 'parada' contra os donos da casa. Em um jogo complicado, o Brasil venceu pelo placar de 1 a 0, gol de Marcio Santos. Porém, no fim do jogo, o clima hostil transformou-se em uma verdadeira guerra: vários objetos foram jogados no gramado e uma pedra acertou a cabeça de Elivelton.

O acontecido deixou a equipe brasileira nervosa e o time entrou atônito para enfrentar a Colômbia, no dia 5 de fevereiro. A Seleção atuou mal e perdeu para a Colômbia, no Defensores del Chaco, por 2 a 0, e as críticas foram e cima de um dos jogadores que mais se esperava: Dener. Nem a folga na quarta rodada deu calma ao elenco, que ainda viu o Paraguai abrir bom saldo ao golear o Peru por 7 a 1.


Mesmo com um belo saldo, uma vitória simples contra a Venezuela, no dia 10 de fevereiro, colocaria o Brasil no quadrangular decisivo, onde seria a briga final pelas duas vagas olímpicas. Porém, ainda no primeiro tempo, a Vinho Tinto abriu o marcador com Edson Rodríguez. Elivelton até empatou o jogo, mas o placar ficou no 1 a 1.

Os brasileiros ainda teriam que torcer por uma vitória da já classificada Colômbia sobre o Paraguai, mas as duas equipes empataram em 0 a 0 e avançaram para o quadrangular final, onde ficaram na frente de Uruguai e Equador e 'carimbaram o passaporte' para Barcelona. Já a Seleção Brasileira foi alvo de muitas críticas, principalmente Dener, que era um dos jogadores que mais se esperavam, e aquele 10 de fevereiro foi o último dia que o "Reizinho do Canindé" vestiu a "amarelinha".

Dener no Vasco da Gama

Dener no Vasco: genialidade em uma história que foi interrompida por um acidente de carro

Há 25 anos, o Vasco perdia um dos jogadores mais habilidosos de sua história. Dener Augusto de Souza era um atacante leve, habilidoso e muito veloz. O jogador negro e franzino, com 1,71m de altura, não se intimidava com os zagueiros adversários, e mostrava muita alegria e classe ao encará-los. Depois de brilhar nas categorias de base e no profissional da Portuguesa de Desportos e uma rápida passagem pelo Grêmio em 1993, onde foi campeão gaúcho, o atleta chegou ao Vasco em 1994.

O jovem promissor já despertava alvoroço na torcida vascaína, pois logo no começo de sua trajetória o Campeonato Carioca daquela temporada, ele demonstrava toda a sua categoria. O Vasco ia passando por todos os adversários naquela competição, onde não perdeu com ele em campo.

Um destaque especial foi para um amistoso que o Vasco da Gama fez em Rosário, na Argentina, contra o Newell's Old Boys. O clube do país vizinho contava com o grande Diego Armando Maradona, mas quem roubou a cena foi Dener. Mesmo com o jogo terminando em 0 a 0, o brasileiro fez lindos lances, que deixou 'El Pibe de Oro' literalmente boquiaberto.

Infelizmente, aquela brilhante carreira, que só tinha dado seus primeiros passos, terminou de forma prematura. No dia 19 de maio de 94, o atacante de apenas 23 anos, sofreu um acidente automobilístico, voltando de São Paulo para o Rio de Janeiro, na Lagoa Rodrigo de Freitas, e não resistiu.

Infelizmente, o caso da morte de Dener ainda teve problemas por vários anos. Como o atleta estava apenas emprestado ao Vasco e o passe ainda era da Portuguesa, o clube cruzmaltino, na época, alegou que não era o responsável pela indenização à família do jogador. A situação só foi resolvida mais de 20 anos depois, na Justiça, depois dos herdeiros do atleta falecido terem até passado necessidades.

A única derrota do cruzmaltino em toda a campanha do Campeonato Carioca de 1994, onde o clube conquistou o tricampeonato, foi justamente no primeiro jogo após a morte do craque, contra o Flamengo. No Vasco, Dener fez 17 jogos, com 10 vitória e sete empates, marcando cinco gols. Pela equipe, ele foi campeão póstumo do Carioca de 1994.

Dener e seus golaços pela Lusa

Dener fazia jogadas geniais com a camisa da Lusa

Os anos 90 no futebol brasileiro foram pródigos no surgimento de craques. Foi nesta época que surgiram Ronaldo, Djalminha, Rivaldo, Edmundo e outros. Quase todos os times tinham o seu atacante ou meia atrevido, que partia para cima. A Portuguesa também tinha o seu grande jogador, mas que teve a carreira interrompida precocemente em uma acidente de carro em 1994, quando estava emprestado ao Vasco: Dener.

Dener surgiu na própria Lusa e estreou novo na equipe principal da Lusa, tanto que quando o clube conquistou a Copa São Paulo de Juniores em 1991 (até hoje a melhor campanha da história da competição), Dener já era conhecido. Entre as jogadas desconcertantes, o jogador, que também passou pelo Grêmio, emprestado, é sempre lembrado por dois golaços que fez no Canindé.

O golaço contra a Inter de Limeira

O primeiro deles aconteceu em 13 de novembro de 1991. A Portuguesa disputava a fase semifinal do Campeonato Paulista e brigava com o Corinthians por uma vaga na decisão da competição. Como aquela etapa eram de dois grupos de cada time, naquela noite, a Lusa enfrentava a Internacional de Limeira.

Jogo difícil, truncado, já que o time da Inter estava longe de ser fraco (era uma equipe que jogava os campeonatos nacionais). A Lusa não conseguia abrir a contagem até que Dener pegou uma bola no grande círculo do meio-campo, passou pelo primeiro, deu uma bela meia lua no segundo, deixou o terceiro no chão e tocou com categoria na saída do goleiro. Foi o gol que deu a vitória para a Portuguesa naquele dia.

Contra o Santos, ele fez fila

Dener repetiria a dose de marcar um gol fazendo fila no Campeonato Paulista de 1993, mais precisamente no dia 1º de maio, o famoso dia do trabalho. A Lusa recebeu o Santos no Canindé. O clássico começou com o Alvinegro dominando. O Peixe fez 1 a 0 ainda no primeiro tempo (com Neizinho) e no começo da segunda etapa, fez o segundo (Ranielli). O jogo parecia fácil para o Peixe, mas o time da Baixada não esperava que Dener iria aprontar.

O craque participou do primeiro gol da Lusa na partida (Bentinho). No tento de empate, também de Bentinho, Dener fez uma bela jogada, facilitando o trabalho do atacante. A Lusa virou com Tico, mas a genialidade ficou para o quarto gol. Dener recebeu na direita, deu uma caneta em Índio, passou por Silva (e ainda deixou o cotovelo), driblou o goleiro Maurício e marcou um golaço, dando a vitória para a Portuguesa por 4 a 2.

Este era Dener. Um gênio que nos deixou em 1994, após um acidente de carro. Poderia muito bem ter jogado as Copas daquele ano (apesar de Parreira não enxergar o talentoso meia atacante) e 1998. Deixou saudades, mas seus lances ficaram para sempre na memória do fã de futebol.

Dener no Grêmio

Infelizmente, esta foi a única faixa de
campeão profissional que Dener pôde usar

Todos lembram do grande craque Dener, que faleceu precocemente em 1994, quando tinha 23 anos. O meia-atacante brilhou com a camisa da Portuguesa e também ficou marcado por ter jogado pelo Vasco da Gama, clube que ele defendia quando sofreu o acidente que o levou a morte. O que poucos recordam é que o jogador também passou pelo Grêmio.

Em meio ao Campeonato Gaúcho de 1993, o tricolor corria atrás de uma contratação de peso para que o time embalasse na competição e fez uma boa proposta para contratar Dener por empréstimo. A Lusa, que até aquele momento negava-se a negociar seu melhor jogador, cedeu às investidas dos dirigentes gaúchos e o meia-atacante aportou no Olímpico para jogar por apenas três meses.

Grêmio campeão gaúcho de 1993. Denner é o quarto agachado

No Grêmio de Luiz Felipe Scolari, Dener fez 23 jogos e marcou quatro gols. Com a camisa tricolor, ele sagrou-se campeão gaúcho, primeiro título profissional da carreira (o segundo foi póstumo com o Vasco da Gama) e vice da Copa do Brasil.

Ao final do contrato de empréstimo, Dener voltou para a Portuguesa, sendo o destaque da equipe no Campeonato Brasileiro de 1993. No início de 1994, foi emprestado ao Vasco e quando faleceu, em 19 de abril de 1994, estava para assinar contrato com o Sttutgart, da Alemanha.

O Curioso do Futebol

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