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A passagem de Dadá Maravilha pelo Flamengo

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Dadá Maravilha em sua fase pelo Flamengo

Dário José dos Santos, mais conhecido como Dadá Maravilha, foi um dos grandes centroavantes do século passado. O jogador é um dos maiores ídolos do Atlético Mineiro, clube que deu visibilidade a ele, fazendo ser contratado por grandes times como o Flamengo.

O jogador nasceu no Rio de Janeiro, no dia 4 de março de 1946, e teve uma infância sofrida, mas conseguiu se tornar um vencedor na vida, deixando os problemas de lado e mostrando todo seu talento no futebol.

Passou por muitas peneiras, e só foi aceito depois de algum tempo pelo Campo Grande. Foi contratado em 1965 pela equipe e começou a atuar profissionalmente em 1966, onde deu início a sua grande história no futebol.

Conseguiu mostrar todo seu talento em campo, e em um jogo contra o São Cristóvão, no Maracanã, o vice-presidente do Galo estava no estádio para observar um meia do time do São Cristóvão, mas quem brilhou foi Dadá Maravilha, encantando a todos. 

No ano seguinte, em 1968, foi contratado pelo Atlético Mineiro, mas acabou demorando um pouco para se firmar na equipe, só conseguiu é tornar titular em 1969, e não saiu mais. 

Dadá se tornou o principal atleta do time, sendo decisivo nos jogos e deu o primeiro título do Campeonato Brasileiro ao clube, fazendo um gol histórico contra o Botafogo. 

Depois de alguns anos no clube, sendo o grande destaque, o jogador acabou sendo negociado com o Flamengo em 1973. Chegou novamente ao Rio de Janeiro, mas dessa vez muito mais conhecido e com grande expectativa sobre ele, já que era um dos principais atacantes do país. 


Rapidamente tornou-se titular da equipe e foi importante nos jogos, ajudando a equipe a conquistar a Taça Guanabara em 1973. A sua passagem pelo Flamengo era boa, mas não tinha a mesma identificação que criou com o Galo. 

Em 1974 continuou sendo importante e foi decisivo na conquista do Campeonato Carioca, mas ainda na temporada resolveu retornar ao Galo. A sua pelo Flamengo foi muito rápida, disputando 76 jogos e marcando 36 gols.

A passagem de Dadá Maravilha pelo Nacional amazonense

Foto: arquivo

Dadá segurando a taça de campeão amazonense

Um dos maiores fazedor de gols do futebol brasileiro, apesar de não ter uma técnica tão apurada, Dario, o Dadá Maravilha, está completando 75 anos neste 4 de março de 2021. Ídolos de várias torcidas, em 1984 ele teve uma boa passagem pelo Nacional, com direito à conquista do Amazonense e artilharia.

Nascido no Rio de Janeiro, Dario José dos Santos começou no Campo Grande, onde foi profissionalizado em 1966. Dois anos depois, foi para o Atlético Mineiro, onde chegou à Seleção Brasileira e esteve no elenco tricampeão do mundo em 1970. Depois, rodou o Brasil, passando por Flamengo, Sport, Internacional, Ponte Preta, Paysandu, Náutico, Santa Cruz, Bahia, Goiás e Coritiba.

Em 1984, após mais uma passagem pelo Atlético Mineiro, Dadá Maravilha desembarcou em Manaus, para defender o Nacional. "Quando me trouxeram para cá, eu tinha 38 anos e ninguém acreditava mais no meu futebol. O Nacional acreditou e eu fiz vários gols", disse o artilheiro na festa dos 100 anos do clube.

Naquela temporada, aconteceu um fato diferente. Convidado para ser o representante brasileiro na Copa do Rei Hassan, em Marrocos, o Nacional decidiu mandar o time principal para o país africano e jogar o Amazonense com os reservas. Na fase final, o time principal voltou. Em resumo: a Águia acabou conquistando os dois torneios.

E mesmo não tendo jogado todas as partidas do Campeonato Amazonense, por ter feito parte do time da Copa do Rei Hassan, Dadá Maravilha, provando mais uma vez o seu faro de artilheiro, mesmo já veterano, marcou 14 gols no Estadual, sendo o artilheiro do certame.


Apesar do sucesso, nem tudo foram flores para o Nacional naquela temporada. No Brasileirão, a equipe foi mal e acabou tendo prejuízos financeiros. A decisão da diretoria já no início de 1985 foi vender as principais estrelas, inclusive Dadá, que acabou indo para o XV de Piracicaba.

Depois de passar pelo Nhô Quim, Dario ainda defendeu o Douradense, do Mato Grosso do Sul, e encerrou a carreira em 1986, com 40 anos, no Comercial de Registro, no Vale do Ribeira, em São Paulo. Depois, foi treinador, chegando a ser campeão amapaense em 1994, pelo Ypiranga, e atualmente é comentarista.

Dadá Maravilha e o Atlético Mineiro

Foto: arquivo Atlético Mineiro


Dario marcando o gol do título do Campeonato Brasileiro de 1971


Dario José dos Santos, mais conhecido como Dario ou Dadá Maravilha, está completando 73 anos neste 4 de março. Goleador nato, ele fez a alegria de várias torcidas durante a sua carreira. Porém, o clube em que ele mais se identificou foi o Atlético Mineiro, onde atuou em três oportunidades entre 1968 e 1979. Em 290 jogos, se tornou o segundo maior artilheiro do clube, ao marcar 211 gols.

Sua história no Atlético começa quando Jorge Ferreira, um diretor do Galo na época, viajou ao Rio de Janeiro na intenção de contratar o meio-campo Carlinhos e foi convencido por um bêbado que estava na porta do Maracanã a assistir ao jogo do Campo Grande, pois ele precisava de um artilheiro para concluir as jogadas de Carlinhos, e esse artilheiro só poderia ser Dario. Sem imaginar que seu futuro poderia ser definido aquela tarde, Dario entrou em campo e fez o seu habitual: marcou três gols e convenceu o diretor atleticano a levá-lo para Belo Horizonte.

No início, Dario não teve muito crédito no Atlético. Porém, ele acreditava que podia vencer no futebol e que a qualidade como jogador era uma questão de tempo e só precisava de alguém que acreditasse nele e estivesse disposto a treiná-lo. Foi motivo piada entre os outros jogadores do Atlético. O único que não riu de Dario, foi Ronaldo Drumond que acreditou em suas palavras.

Os treinadores Aírton Moreira e Fleitas Solich nunca lhe deram uma chance para jogar, nem como reserva. Foi com a chegada de Yustrich, em 1969, que Dario teve sua primeira grande chance no Atlético. Sob o comando do novo técnico, passou a ter treinos intensivos todos os dias, duas horas antes dos outros jogadores. Eram 150 cabeçada e pelo menos 200 chutes a gol por dia. Após provar seu grande potencial de goleador, Yustrich começou a levá-lo como reserva aos jogos. Entrou em dois jogos, um contra o Valério e outro contra o Tupi, faltando poucos minutos de jogo, com o Atlético perdendo nas duas situações e conseguiu reverter o placar, dando a vitória ao Galo. Dario conseguiu então ser titular do time, mas faltava jogar diante da torcida no Mineirão.

Foi para a Copa de 1970 como jogador do Galo

Não demorou muito para que sua fama de goleador se espalhasse. Foi quando nasceu Dadá Maravilha, Peito-de-aço, Beija-flor ou apenas Dadá. Fazia gol de qualquer jeito: de nuca, de bico, de testa e até parado no ar! As vaias que recebia viraram gritos de delírio da torcida ao ver Dadá entrar em campo. E sua fama se espalhou por todo o Brasil.

Foi o autor de um dos gols mais significativos da história do clube, no dia 19 de dezembro de 1971, na final do Campeonato Brasileiro contra o Botafogo no Maracanã. Além disso, foi artilheiro do clube em duas edições do Nacional: 1971 e 1972, com 15 e 17 gols, respectivamente.

Além desse grande fato, os Atleticanos não se esquecem dos retornos de Dario, o primeiro em 1974 e o segundo, já veterano, em 1979, para suprir a falta de Reinaldo contundido, e conquistar o bicampeonato Mineiro que terminaria só em 1983 com o hexacampeonato, maior seqüência em Minas Gerais na Era Profissional. Ao todo, passou por 16 clubes em 21 anos de carreira.

E Dadá fez 10!

Dadá no Sport, 10 gols no mesmo jogo

O folclórico centroavante Dario, o Dadá Maravilha, fez 10 gols em um jogo oficial. Você sabia?

Foi em um jogo do Sport, seu time, contra o Santo Amaro, em 7 de abril de 1976, pelo Campeonato Pernambucano. Dadá fez gols de tudo quanto é jeito e o placar terminou 14 a 0 para o rubro negro pernambucano.

“Tem uma história interessante nesse jogo. O nosso treinador era o Mario Travaglini. O Santo Amaro tinha alguns jogadores que eu conhecia. Eles trabalhavam o dia todo para jogar à noite. E eles comiam um sanduíche para jogar. Eu cheguei, o Mario Travaglini, cheio de tática, faz isso, faz aquilo, eu digo: 'Seu Mario, por favor, como é que um time que trabalha o dia todo e come um sanduíche pode jogar contra a gente?' Marcamos sobre pressão, deu câimbra neles, aí eu fiz dez gols. Porque os caras ficaram com fome, cansados, tadinhos”, revelou Dadá com o bom humor de sempre no Roda Viva em 1987.

Até hoje, a marca de Dadá Maravilha é um recorde do futebol nacional. Ninguém balançou as redes mais que ele num mesmo jogo. Nem mesmo Pelé - cujo recorde é de 8 gols contra o Botafogo-SP em 1964.

Mesmo saindo na metade do campeonato, Dadá foi artilheiro do Pernambucano

Apenas dois jogadores haviam atingido esta marca: Mascote, do Sampaio Corrêa-MA, na vitória por 20 a 0 sobre o Santos Dumont, pelo Campeonato Maranhense de 1934. E Caio Mário, do CSA na vitória sobre o Esporte Clube Maceió, pelo Campeonato Alagoano de 1945.

No meio do campeonato estadual, o centroavante foi negociado com o Internacional de Porto Alegre. Mesmo assim, o torneio terminou com Dadá como artilheiro, com 30 gols, um terço deles feito contra o Santo Amaro. Já no Internacional, Dario foi campeão Gaúcho e Brasileiro, sendo que neste último foi autor do gol do título contra o Corinthians.


FICHA TÉCNICA

Sport 14 x 0 Santo Amaro

Data: 7/Abr/1976

Local: Ilha do Retiro (Recife)

Renda: Cr$ 34.527,00

Público: 2.921

Cartões amarelos: Luciano Veloso e Cláudio (Sport); Odair, Hilton e Lula Barbosa.

Gols: Miltão, aos 12; e Dario, aos 25 e 27 do 1º tempo. Dario, aos 4; Peres, aos 9; Dario aos 11, 13,15,18 (pênalti), 24 e 31; Miltão aos 33; Lino aos 35; e Dario aos 44 do 2º tempo.

Sport: Tião; Aranha, Silveira, Djalma e Cláudio; Luciano Veloso (Assis), Peres e Amilton Rocha; Miltão, Dario, Lima (Lino).

Santo Amaro: Odair; Hilton, Edílson e Ramos (Lula Barbosa); Bicuda, Saguim e Sabará e Lula Queiroz; Ferreira, Oliveira e Eraldo (Banana).

O Curioso do Futebol

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