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A passagem de Carlos Alberto Torres pelo Flamengo

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

O Capitão do Tri jogou no Mengão em 1977

Carlos Alberto Torres, ex-lateral direito e capitão da Seleção Brasileira tricampeã mundial em 70, estaria celebrando o seu 79º ano de vida nesta segunda-feira, dia 17 de julho de 2023, se estivesse vivo. No decorrer de sua brilhante carreira de jogador, ele teve uma rápida passagem pelo Flamengo já no fim dos Anos 70.

Esta passagem do craque defensor pelo Mengão aconteceu em 1977, depois de ser revelado pelo Fluminense e jogar também por Santos e Botafogo. Chegou ao clube rubro-negro depois da segunda trajetória do atleta pelo Tricolor das Laranjeiras.

Segundo o site ogol.com, Carlos Alberto Torres disputou 13 jogos com a camisa do Fla. Na sequência de sua carreira, o lateral ainda veio a jogar por equipes como New York Cosmos, California Surf e encerrou a carreira em 82, após a sua segunda passagem pelo Cosmos.


Aposentado, o atleta se tornou treinador e comandou o Flamengo campeão brasileiro em 1983. Depois de treinar vários times, retornou em 2001 e ficou até 2002. Faleceu no dia 25 de janeiro de 2016, em sua casa no Rio de Janeiro. O ex-jogador foi vítima de um infarto fulminante.

As camisas de Alexandre Torres, o filho do Capita

Fotos: arquivo


Está completando 54 anos neste 22 de agosto um ex-zagueiro talentoso, que defendeu dois grandes do Rio de Janeiro, mas que era ofuscado por ser filho de um dos maiores jogadores da história do futebol brasileiro, que ainda o chegou a atrapalhar tentando fazer lobby para ele ser convocado para a Seleção Brasileira.

Estamos falando de Carlos Alexandre Torres, ou simplesmente Alexandre Torres, que defendeu Fluminense, Vasco, Nagoya Grampus Eight, do Japão, chegou a fazer um jogo pela Seleção Brasileira e é filho de Carlos Alberto Torres, capitão do Brasil no tricampeonato mundial em 1970 e considerado um dos melhores laterais-direitos da história do futebol.

FLUMINENSE


Alexandre Torres começou no mesmo time que seu pai, o Fluminense, onde chegou em 1980, quando tinha 14 anos. Foi subindo de categoria e subiu para a equipe profissional em 1985, fazendo parte do elenco campeão carioca daquele ano. Porém, os anos seguintes para o Flu foram difíceis, de dificuldades financeiras, mas o zagueiro era um dos melhores jogadores do clube. Em 1991 foi negociado com o Vasco. Fez 218 jogos e marcou 11 gols pelo Tricolor.


VASCO DA GAMA


Alexandre Torres chegou no Vasco da Gama e se consolidou como um dos melhores zagueiros do futebol brasileiro. Enquanto seu pai tentava fazer lobby para que ele fosse convocado para a Seleção, o jogador ia colecionando títulos, como o tri carioca entre 1992 e 1994. Em 1995, o Vasco fez uma reformulação no elenco e o negociou para o futebol japonês. Em 2000, depois de cinco anos na Ásia, voltou para o cruzmaltino, mas sofreu com lesões e concorrência na posição, já que o clube tinha Mauro Galvão, Odivan e Júnior Baiano. Mesmo assim, ainda foi campeão da Copa João Havelange e Mercosul em 2000, encerrando a carreira no ano seguinte. Somando as duas passagens, fez 52 jogos e três gols. Uma curiosidade: o Vasco foi o único dos quatro grandes do Rio que seu pai, Carlos Alberto Torres, não defendeu como jogador.

NAGOYA GRAMPUS


Na metade da década de 90, a recém criada J-League foi um novo oásis para o mercado do futebol mundial e vários brasileiros foram para Japão, entre eles Alexandre Torres. Na terra do sol nascente, o zagueiro tornou-se um dos líderes do Nagoya Grampus Eight, time que defendeu por cinco anos e conquistou a Copa do Imperador em 1995 e 1999, ano em que deixou a Ásia e voltou para o Vasco. Fez 150 jogos e marcou 10 gols pela equipe.


SELEÇÃO BRASILEIRA


Alexandre Torres, principalmente no início dos anos 90, tinha talento de sobra para estar na Seleção Brasileira, ainda mais por ter defendido a camisa amarela na base. Porém, seu pai, Carlos Alberto Torres, fazia pressão pública para a convocação do filho e isto atrapalhou demais a história do zagueiro com a amarelinha. No fim, ele só fez um jogo pela canarinho, entrando no segundo tempo de um amistoso contra os Estados Unidos (vitória por 3 a 0), no Castelão, em Fortaleza, 26 de fevereiro de 1992. Neste dia, Alexandre Torres entrou no time dirigido por Carlos Alberto Parreira no lugar de Ronaldão.

De Nilton Santos a Arnold e Robertson – A nova evolução das laterais

Por Lucas Paes 
Foto: Divulgação/Liverpool FC 

Esses rapazes sorridentes são um pesadelo para defesas na Europa

As laterais são provavelmente uma das posições que mais tem evoluído no futebol mundial com o avanço dos conceitos táticos e físicos. De relegadas a defesa, com alguma função na saída de bola nos primórdios, as alas viraram chave para o funcionamento de algumas equipes. Hoje, no que é provavelmente o time mais visado do planeta, o Liverpool de Klopp, a posição vive o que pode ser a sua mais nova evolução, quando viraram o motor da equipe. 

A maioria das mudanças na lateral foram alavancadas, ou pelo menos simbolizadas, em jogadores brasileiros. Um dos maiores símbolos de ofensividade para um lateral vem do golaço de Nilton Santos contra a Áustria, na Copa do Mundo de 1958. Era o nascer de uma época onde os laterais começariam a ser um pouco mais utilizados ofensivamente, desde Fachetti iniciando a construção de jogadas na Inter de Helenio Herrera, à Carlos Alberto Torres revolucionando a posição no Brasil e marcando um dos gols mais marcantes da história do futebol na Copa do Mundo de 1970. Por fim, chegamos aos anos 1990, com Cafu e Roberto Carlos, uma belíssima dupla. Cada vez mais os laterais eram e são utilizados ofensivamente, até que chegamos a loucura proporcionada por Robertson e Arnold no Liverpool atual. 

Não é uma evolução que surge do nada no panorama tático atual. Diversas equipes europeias já tiveram um jogo muito apoiado com as laterais. O Barça de Guardiola tinha em Daniel Alves um de seus jogadores mais importantes e o Real Madrid do tricampeonato europeu recente usava e abusava dos avanços de Marcelo. No Brasil, temos desde André Santos sendo crucial na criação ofensiva do Corinthians de 2009 até o Flamengo de Jesus usando Filipe Luis para a criação de espaços. Mas, a dupla dos Reds parece representar uma evolução, que só pode acontecer devido ao sistema tático do time de Klopp. 

Considerado por muitos o melhor time do planeta atualmente, a máquina incansável do alemão usa e abusa da pressão no campo de seus adversários para construir seu jogo. Os gigantes de Merseyside abafam o adversário dentro de seu campo e reduzem os espaços, para depois ou construírem rapidamente um lance letal ou então manterem a posse da bola e rodarem a espreita do momento do bote, como um veneno que enfraquece aos poucos seu algoz. Nos dois casos, a participação de Trent Alexander Arnold e Andy Robertson é essencial, seja nas inversões de jogo que colocam os adversários contra as cordas, abrindo espaço para as mortais infiltrações de Mané e Salah, ou claro, nos precisos passes e cruzamentos para os gols marcados pelos jogadores vermelhos. 

Os números, por mais que as vezes sejam vazios sem um contexto, não mentem. A dupla é, pelo segundo ano seguido, líder de assistências do time na Premier League. Arnold bateu seu próprio recorde pessoal com 13 passes para gol na temporada, enquanto Robertson serviu 12 vezes os companheiros. No biênio 2019/2020, quando os Reds terminaram campeões ingleses, a dupla só ficou atrás de De Bruyne no ranking de assistências da temporada. Além disso, Arnold começa a se tornar cada vez mais mortal nas cobranças diretas de falta, mas isso não é exatamente inédito para laterais. Como atestou o portal Trivela em um dos textos sobre o campeão inglês, os laterais “são a turbina do Liverpool a jato.”


O que torna a dupla do time de Anfield Road tão mortal? O sistema de jogo de Klopp. Quando o Liverpool avança com a bola, Fabinho recua e fica próximo a Van DJik e Gomez na linha defensiva, enquanto tanto Arnold quanto Robertson avançam, muitas vezes ao mesmo tempo. Quando a bola está com o campeão inglês, os laterais avançam e dão amplitude, além de abrir o leque de opções de passe para Salah, Mané e Firmino, facilitando inclusive as aproximações do senegalês e do egípcio, particularidade tão mortal da equipe. Por vezes, os ataques terminam com um dos dois despejando a redonda na área ou então chegam a linha de fundo buscando a opção atrás. As vezes, os ataques são finalizados pela própria dupla, com Robertson tendo uma tendência maior as chegadas com finalização, seja em boas cabeçadas ou em chutes venenosos. 

Outro fator que torna os cruzamentos da dupla tão mortais é o estilo como eles são feitos. Tanto o camisa 66 quanto o capitão da Seleção Escocesa buscam jogadas onde a bola faz a curva por trás dos defensores, entrando a caráter para o ataque do jogador do Liverpool, em posição onde geralmente a finalização já tende a deixar o goleiro e a defesa em apuros, além do sofrimento para cortar a bola nesses passes aéreos. Obviamente, as bolas paradas também viram um arsenal nesses casos. 

A se levar em última análise, a impressão que a mortal dupla de laterais de Anfield deixa é que agora a posição tende a cada vez mais ser usada para impor intensidade e opções no jogo ofensivo. A se seguir pelo estudo dessas características, espera-se que se torne cada vez mais comum a exigência de que os alas saibam cruzar e fazer jogadas, para aumentar o leque de opções das equipes. Além do fim do velho jargão de que se um lateral sobe, o outro fica. De relegada e praticamente ignorada, a função pode se tornar essencial na construção de um escrete vencedor. Ficamos ansiosamente no aguardo dos próximos capítulos da fascinante evolução do esporte bretão.

Há 55 anos, Carlos Alberto estreava no Santos com gol e Pelé dava show em Belém

Foto: Santos FC

Carlos Alberto Torres atuando pelo Peixe

Um dos maiores laterais direito da história, Carlos Alberto Torres marcava pela primeira vez com a camisa do Santos há 55 anos. Em um amistoso contra o Remo-PA, que marcou sua estreia com a camisa santista, ele anotou o terceiro gol da vitória por 9 a 4 dos paulistas no estádio Baenão, em Belém.

Carlos Alberto Torres chegou ao Santos, apenas com 20 anos, já consagrado, após convocações para a Seleção Brasileira e título carioca com o Fluminense em 1964. Não à toa, foi a contratação mais valiosa do futebol brasileiro até então (CR$ 200 milhões).

A partida contra o Remo marcou o primeiro dos 445 jogos que o Capita fez com a camisa santista. Ao todo, foram 40 gols, sendo o primeiro também no amistoso contra o time paraense. Pelo alvinegro, foi campeão paulista De 1965, 1967, 1968, 1969 e 1973, além do Rio-São Paulo de 1966 e Brasileiro de 1965 e 1968. Ele deixou o Santos em 1976, sendo que em 1971 foi emprestado ao Botafogo.

Show de Pelé em Belém - A partida contra o Remo ficou marcada como a estreia de Carlos Alberto Torres, mas quem brilhou foi Pelé. O Rei marcou cinco vezes . Coutinho, Toninho Guerreiro e Peixinho marcaram os outros gols.


Ficha Técnica
Remo-PA 4 x 9 Santos

Data: 29/04/1965
Local: estádio Antônio Baena (Baenão), em Belém-PA
Árbitro: Sena Muniz

Remo: Arlindo; Sérgio, Valcino (Casemiro) e Jorge; Amaral e Zeca; Zé Luiz, Valter, Zezé, Rangel e Chaminha

Santos: Claúdio; Carlos Alberto (Dé), Mauro (Modesto), Geraldino e Haroldo; Lima e Mengálvio; Peixinho (Toninho), Coutinho (Rossi), Pelé (Santana) e Pepe (Abel)
Técnico: Lula

Gols: Walter (17’1ºT), Zezé (24’1ºT e 17’2ºT) e Faustino (31’1ºT); Pelé (8’1ºT, 38’1ºT, 40’1ºT, 44’1ºT e 5’2ºT), Coutinho (27’1ºT), Carlos Alberto (34’1ºT), Toninho (28’2ºT) e Peixinho (33’2ºT)

A primeira vez de Carlos Alberto Torres como zagueiro

Com informações do Centro de Memória e Estatística do Santos FC
Foto: arquivo Santos FC

Um dos maiores laterais da história do futebol, Carlos Alberto Torres também atuou como zagueiro

No dia 20 de setembro de 1972, o até então lateral-direito Carlos Alberto Torres jogava pela primeira na nova posição na defesa santista atuando como beque central na partida que terminou empatada sem gols no Estádio Belfort Duarte, em Curitiba diante da equipe do Coritiba pelo Campeonato Brasileiro que teve o Santos formando com: Cláudio; Orlando, Carlos Alberto, Oberdan e Zé Carlos; Clodoaldo e Afonsinho; Edu, Alcindo (Adílson), Brecha e Ferreira. O técnico era José Macia, o Pepe.

Nesse empate no Paraná aconteceu também a primeira partida com a camisa do Peixe do meia-esquerda, Moacir Bernardes Brida, ou simplesmente o Brecha, que depois da saída do Rei Pelé do time da Vila Belmiro passou a usar a camisa 10 substituindo o eterno Rei santista. Carlos Alberto, o “Capita”, jogou no Santos FC no período de 1965 a 1971 sendo que nesse ano foi emprestado para o Botafogo que em troca recebeu os jogadores Moreira, Rogério e Ferreti. Na volta o “Capitão” ficou na Vila até o ano de 1974.

No Alvinegro conquistou os seguintes títulos: Campeão Brasileiro nos anos de 1965 e 1968, Campeão do Torneio Rio-São Paulo em 1966, Campeão Paulista nos anos de 1965/1967/1968/1969 e 1973, Campeão da Recopa Sulamericana e Mundial em 1968. Enquanto este no Santos FC jogou na Seleção Brasileira 61 partidas marcando 09 gols. Na Copa do Mundo de 1970 ele levantou como capitão da equipe brasileira a taça de campeão do mundo no México.

Carlos Alberto Torres foi eleito pela torcida santista como sendo o melhor lateral-direito que jogou pelo time praiano em toda a sua história. Foi escolhido ainda para integrar a seleção da América do Sul de todos os tempos na posição de zagueiro. A enquete foi realizada com cronistas esportivos de todo o mundo. E considerado pela FIFA como um dos maiores e melhores laterais direitos de todos os tempos.

As camisas de Carlos Alberto Torres


O capitão do tricampeonato mundial da Seleção Brasileira, Carlos Alberto Torres, faleceu na última terça-feira, dia 26, vítima de um infarto fulminante. Considerado um dos melhores laterais direitos de todos os tempos, o "Capita" tem uma histórica rica no futebol.

Como jogador, Carlos Alberto Torres atuou profissionalmente de 1963, quando estreou pelo Fluminense, com apenas 17 anos, até 1982, encerrando a carreira nos Estados Unidos. Com esta bela história do esporte bretão, O Curioso do Futebol fez um levantamento das camisas que ele vestiu durante a sua carreira

FLUMINENSE


Foi no Fluminense que o lateral direito foi alçado ao time profissional. No segundo ano atuando, em 1964 foi campeão estadual. No fim do mesmo ano, Carlos Alberto Torres foi negociado com o Santos FC. Ele voltaria ao clube em 1974 e fez parte do time conhecido como "A Máquina Tricolor". Seria ainda bicampeão carioca em 1975 e 1976. No total, com a camisa do Fluminense, Carlos Alberto Torres fez 151 jogos e 13 gols.


SANTOS


Carlos Alberto Torres chegou no Santos FC em 1965 para jogar no grande time da década. No Santos, ele virou capitão da equipe, após a aposentadoria de Zito, e virou um dos líderes do elenco que tinha feras como Pelé, Edu, Clodoaldo, Djalma Dias e outros. No Peixe, ele conquistou os Paulistas de 1965, 1967, 1968, 1969 e 1973, a Taça Brasil de 1965, o Robertão de 1968 e a Recopa Sul-Americana no mesmo ano. Entre idas e vindas, ele ficou no clube até 1974, fazendo 445 jogos e 40 gols.


BOTAFOGO


Em 1971, o Santos emprestou Carlos Alberto Torres para o Botafogo. Foram apenas três meses e 22 jogos com a camisa da estrela solitária, mas que fizeram o torcedor botafoguense ter saudade do craque.


FLAMENGO


Depois da segunda passagem pelo Fluminense e antes de ir para os Estados Unidos, Carlos Alberto Torres teve uma breve passagem pelo Flamengo. Foram apenas 20 jogos em 1977, mas assim como no Botafogo, ele jogou muito com a camisa rubro negra.


NEW YORK COSMOS


Em 1977, Carlos Alberto Torres seguiu os passos de vários craques e foi jogar nos Estados Unidos. O time escolhido foi o mesmo de Pelé, o New York Cosmos. Na constelação de craques, ele foi um dos jogadores mais importantes. Em duas passagens pelo time (entre 1977 e 1980 e em 1982), o Capita fez 100 jogos e seis gols. Foi no Cosmos onde o jogador encerrou a carreira.


CALIFORNIA SURF


Em 1981, Carlos Alberto Torres teve uma passagem pelo California Surf. Fez 19 jogos e dois gols pela equipe, onde jogou o campeonato da NASL daquela temporada.


SELEÇÃO BRASILEIRA


Carlos Alberto Torres tem uma grande história na Seleção Brasileira. Ele vestiu a camisa amarela desde novo, defendendo os times nacionais de base. Pela equipe principal, ele foi o grande capitão no título na Copa do Mundo de 1970, no México. Pela Seleção, ele fez 53 jogos e oito gols, sendo o mais importante o da final do Mundial, o último na goleada de 4 a 1 sobre a Itália.

Carlos Alberto Torres como treinador das seleções de Omã e Azerbaidjão

Carlos Alberto Torres faleceu nesta terça-feira, 25

O mundo do futebol foi surpreendido nesta terça-feira, dia 25, com a notícia do falecimento do capitão do tricampeonato mundial da Seleção Brasileira, Carlos Alberto Torres. Considerado um dos maiores laterais direitos de todos os tempos, o "Capita" teve uma carreira de sucesso de jogador no time canarinho, no Santos, Flamengo, Botafogo, Fluminense e New York Cosmos.

Ao encerrar a carreira de jogador, Carlos Alberto Torres começou a atividade de treinador. Em seu primeiro trabalho, no Flamengo, foi campeão brasileiro. O "Capita" trabalhou em vários grandes times do futebol brasileiro. Além do Rubro Negro, ele passou por Fluminense, Corinthians, Náutico, Santos, Botafogo, Atlético Mineiro e Paysandu.

Por ser muito conhecido no mundo do futebol, Carlos Alberto Torres também trabalhou fora do país. Em 1988, o treinador esteve no Miami Freedom, dos Estados Unidos. Depois ele ainda passou pelo México, nas equipes do Monterrey, Tijuana e Querétaro, e na Colômbia, por Once Caldas e Unión Magdalena.

Mas os trabalhos mais inusitados de Carlos Alberto Torres no exterior foram em duas seleções: Omã, entre 2000 e 2001, e Azerbaidjão, em 2004 e 2005. Em seu primeiro trabalho com uma equipe nacional, no Oriente Médio, o "Capita" chegou ao Omã com a finalidade de classificar a seleção local para a Copa do Mundo de 2002, que foi realizada no Japão e Coreia do Sul.

Carlos Alberto dirigindo o Azerbaidjão

Apresentado como superstar, em março de 2000, substituindo o também brasileiro Badú Vieira, Torres prometeu fazer um grande trabalho por lá, já sabendo, inclusive quais seriam os seus adversários na primeira fase das Eliminatórias Asiáticas, que começaria em fevereiro de 2001: Síria, Laos e Filipinas.

Porém, o treinador não chegaria às Eliminatórias. Carlos Alberto dirigiu a Seleção de Omã em apenas três jogos, no mês de agosto de 2000: estreou com derrota para Líbano, 3 a 1, depois derrotou a mesma equipe, por 2 a 1, ambos amistosos, e em seu último jogo, Omã perdeu para a Nova Zelândia por 1 a 0, pelo Torneio de Merdeka.

No início de fevereiro de 2001, dias antes da estreia de Omã pelas Eliminatórias Asiáticas, Carlos Alberto se reuniu com os dirigentes locais e pediu demissão. Ele foi substituído pelo alemão Bernd Stange.

Em 2004, nova aventura do "Capita". Ele foi contratado para dirigir o Azerbaidjão nas Eliminatórias Europeias para a Copa de 2006, na Alemanha. Tarefa nada fácil, pois a seleção local tinha em seu grupo equipes como Polônia, Inglaterra e País de Gales.

A confusão que causou a expulsão de Torres contra a Polônia
(foto: reprodução YouTube)

Na estreia da competição, o Azerbaijdão arrancou um empate em 1 a 1 com o País de Gales, mas daí para frente, a situação seria terrível. Só para se ter uma ideia, este foi o único gol do time sob o comando de Torres. A gota d'água foi a derrota para a Polônia, por 3 a 0, em 4 de junho de 2005. Naquele dia, abalado com a quarta derrota seguida, Carlos Alberto perdeu a cabeça e foi expulso.

A alegação, na época, dos dirigentes locais para a demissão foi a seguinte: "Sentimos que Carlos Alberto simplesmente não tem mais capacidade de dar mais qualidade ao nosso time. Ele prometeu que terminaríamos as eliminatórias com pelo menos 10 pontos. Agora, temos dois pontos e é difícil imaginar que podemos chegar aos 10 pontos faltando apenas três jogos."

Apesar destes fracassos como treinador, Carlos Alberto Torres foi um cracaço de bola, que merece todas as homenagens do mundo do futebol. Que os feitos dentro de campo sejam sempre lembrados que a imagem dele levantado a taça no México seja eternizada.

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