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Depois dos rebaixamentos, Oeste 'abandona' rubro-negro e usará branco em 2021

Com informações do GE
Foto: Guilherme Drovas / Oeste FC

Oeste terá a camisa branca como uniforme número 1 em 2021

O Oeste terá uma significativa mudança na temporada 2021. Rebaixado para a Série A2 do Paulista e Série C do Brasileiro, o Rubrão adotará a camisa branca como uniforme número um no estadual. A tradicional rubro-negra será a opção número dois.

Oficialmente o clube não confirmou o motivo da mudança, mas os seguidos rebaixamentos na temporada passada podem ter feito a diretoria pensar em uma completa mudança, passando até por uma "nova cara" dentro de campo.

Com Roberto Cavalo no comando, o Rubrão estreia na Série A2 do Campeonato Paulista no próximo sábado, dia 27, às 15 horas, quando visita o EC São Bernardo, no estádio Primeiro de Maio, em São Bernardo do Campo.


Confira abaixo o atual elenco do Oeste:

Goleiros
Rodolfo, Glauco, Alexandre e Guilherme

Laterais
Davi Gabriel, Salomão, Raí Ramos e Matheus Índio

Zagueiros
Victor Lisboa, Sandoval, Pedro Favorito e Douglas

Meio-campistas
Mosquera, Alison, Bruno Miguel, Marcinho, Kauã Jesus, Leo Artur e Kaio Gonçalves

Atacantes
Kalil, Jefferson, Ramonzinho, De Paula, Tite, Thiago de Paulo e Zeca

A Seleção Brasileira vestindo branco depois da Copa de 1950

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Equipe do Brasil perfilada para amistoso contra a Itália em 1956

O Maracanaço é um dos episódios mais lembrados e tristes da história do Brasil no futebol e no país como um todo. Ocorrida há exatos 70 anos, em 16 de julho de 1950, a derrota para os uruguaios no Maracanã deixou uma ferida aberta na história do futebol brasileiro e criou vilões que carregaram o fardo até a verdadeira vergonha passada pelos Canarinhos em 2014. Entre tantas lendas relacionada a esse jogo, uma das mais difundidas foi como o Brasil aposentou a camisa branca devido a essa derrota, pois ela foi acusada de dar azar. Porém, a história conta que não foi bem assim.

Para começar a vasculhar a história não se precisa nem caminhar muito. O branco voltou a ser usado pelo Brasil imediatamente depois da Copa do Mundo de 1950. Foram basicamente 2 anos onde a equipe não jogou até a disputa do Campeonato Pan-Americano de 1952, onde a seleção jogou a competição com o mesmo uniforme que usava em 1950: camisas brancas, calções azuis e meias brancas. O título inclusive fica com os brasileiros naquela competição.

O fato é que aquela década na verdade, como comentou o jornalista Mário C. Gonçalves, que estuda a história de uniformes de futebol, representou mudança na questão de uniformes como um todo no mundo, não só envolvendo os brasucas. Segundo ele: "antes dessa época, se os uniformes de times e seleções fossem iguais, uma das equipes pegava emprestado o uniforme de um clube ou da seleção local, geralmente". Ele ainda complementou que "acontecia bastante também das equipes simplesmente jogarem com uniformes parecidos mesmo". Foi o que ocorreu por exemplo quando Leonidas e seus companheiros enfrentaram a Polônia na Copa do Mundo de 1938 e a futura terceira colocada da competição usou uma camisa azul clara que provavelmente pertencia ao Racing Estrasburgo.

Tem se no imaginário popular a questão do concurso para a definição de um "novo" uniforme para o Brasil, que realmente ocorre, promovido pelo jornal Correio da Manhã, em 1953, em que vence o uniforme amarelo com detalhes em verde, calções azuis e meias brancas, desenhado pelo gaúcho Aldyr Garcia. Curiosamente, um ano antes a combinação já havia sido usada nos Jogos Olímpicos de Helsinque. Porém, isso não necessariamente representou uma aposentadoria do uniforme branco de uma vez só ou mesmo a imediata adoção da camisa "canarinho". No Sul-Americano de 1953, por exemplo, o Brasil ainda usa o uniforme branco nas partidas.

Apesar de utilizada em 1952, a camisa amarela ganha de vez a popularidade que teria em 1954, na Copa do Mundo onde o Brasil joga todas as partidas com a clássica combinação canarinho, azul, branco. Corroborando com o que foi dito por Mário, de fato os brasileiros sequer levaram um segundo uniforme a Suíça. Naquele ano, a equipe caiu para a Hungria nas quartas de final. 

Um ano muito interessante nessa questão toda é 1956, quando o Brasil joga apenas ou de branco ou de azul. Em todas as partidas daquele ano a equipe utilizou ou uniformes azuis ou uniformes brancos, como por exemplo em amistoso contra a Itália, onde os futuros canarinhos acabam duelando de branco, a exemplo da foto que abre essa matéria. Em 13 de março de 1957 ocorre o que foi por muito tempo último registro da futura campeã mundial usando camisas brancas em um jogo competitivo, quando enfrenta o Chile e vence por 4 a 2.

A partir daí, se inicia um longo hiato na utilização da camisa branca. O primeiro título da Copa do Mundo, em 1958, com a campanha sendo quase toda jogada com a "amarelinha", vem na verdade jogando de azul, já que a Suécia também jogava de amarelo e foi preciso buscar um uniforme as pressas para a final, vindo também daí a história relacionando a camisa ao manto de Nossa Senhora de Aparecida, difundida por Paulo Machado de Carvalho. Há também a versão que diz que aquela camisa já seria usada pela equipe normalmente. O fato é que naquele dia o azul entrou pra história e passou a ser fixamente o segundo uniforme brasileiro.

Mesmo campeã mundial, mesmo com o azul já também marcado na sua história, a "bagagem" brasileira para a Copa do Mundo disputada no Chile, no ano de 1962, tinha ainda um uniforme branco. Procurando evitar problemas de falta de uniforme, a CBD levou para aquela competição três camisas diferentes. A canarinho, o azul campeão quatro anos antes e o branco, caso necessário. A segunda e terceira opções acabaram não sendo utilizada e então tivemos o que é entendido como a aposentadoria da camisa branca.


Foi só em 2004, num amistoso que comemorava o centenário da FIFA, envolvendo brasileiros e franceses, que voltamos a ver o Brasil usar camisas brancas. No primeiro tempo daquele duelo, disputado em Paris, os atuais campeões do mundo na época usaram uma camisa semelhante a primeira usada em todos os tempos pelo país, que tinha ainda os calções brancos e meiões azuis. Então, entramos em outro hiato até a primeira partida da Copa América de 2019, disputada no Brasil, quando os donos da casa voltam a utilizar branco na estreia diante da Bolívia, no Morumbi, em 14 de junho. Mesmo jogando apenas para o gasto, os comandados de Tite vencem por 3 a 0.

Setenta anos depois daquela que era a pior derrota da Seleção Brasileira até o vexame passado diante da Alemanha, não há na verdade grandes motivos para se temer uma volta do uniforme branco. O modelo usado no ano passado foi e ainda é um sucesso de vendas e entra facilmente no hall de camisas mais bonitas da história da Seleção Brasileira. Apesar de não ser o plano, a Confederação Brasileira de Futebol poderia passar sim a usar a camisa como uma terceira opção possível, fazendo quem sabe justiça a alma de todos os envolvidos no Maracanaço, já que se uma derrota em uma decisão é azar, o que seria um 7 a 1 dentro de casa sofrido jogando de amarelo?

Nilton Santos, a Enciclopédia do Futebol, e as cores das camisas da Seleção Brasileira

Foto: acervo CBF

Nilton Santos 'puxando a fila' da Seleção Brasileira em um jogo contra a Inglaterra

O futebol brasileiro, a Seleção e o Botafogo têm muito o que comemorar no 16 de maio. É que neste dia, no ano de 1925, nascia no Rio de Janeiro um dos maiores jogadores da história: Nilton Santos, a Enciclopédia do Futebol. Ele, que faleceu em 2013, só defendeu, em sua carreira, o Fogão e o Escrete Nacional, pegando a transição da camisa branca para a amarela e ainda vestiu azul na decisão da Copa do Mundo de 1958.

Nilton Santos começou sua carreira pelo Botafogo na parte final da década de 40. Não demorou para que seu futebol chamasse a atenção da Seleção Brasileira. Em 1949, foi convocado pela primeira vez por Flávio Rodrigues Costa, para a disputa do Sul-Americano daquele ano. Campeão do torneio continental, Nilton conquistou seu espaço na Seleção, que ainda usava camisas brancas, e foi chamado para a Copa do Mundo de 1950, no Brasil. Sem entrar em campo, fez parte do grupo vice-campeão mundial, que perdeu a final para o Uruguai, no Maracanã. No mesmo ano, conquistou a Taça Oswaldo Cruz e a Copa Rio Branco.

No caminho para a Copa do Mundo de 1954, na Suíça, Nilton Santos conquistou a vaga de titular da Seleção Brasileira. Foi no Mundial de 54, quando o Escrete Nacional passou a usar camisas amarelas, que o lateral fez sua primeira partida de Copa com a camisa da Seleção. Foi titular na vitória por 5 a 0 sobre o México e no empate com a Iugoslávia, por 1 a 1. No terceiro jogo, sofreu sua primeira e única derrota (dentro de campo) em um jogo de Mundial: 4 a 2 para a Hungria, nas quartas de final.

Já mais experiente, Nilton Santos chegou à Suécia como dono da lateral esquerda. Na Copa do Mundo de 1958, ele estava destinado a provar seu valor com a Amarelinha. E começou logo pelo primeiro jogo. Na estreia diante da Áustria, foi dele o segundo gol da Seleção, em um movimento até então incomum para os laterais da época. Como elemento surpresa, Nilton Santos entrou na área austríaca e deu um leve toque por cobertura sobre o goleiro adversário. Um gol de classe, com a categoria que o público presentes não estava acostumado a ver de um lateral.


O triunfo por 3 a 0 sobre os austríacos era um presságio do que seria aquela Copa do Mundo. Após o empate por 0 a 0 com a Inglaterra na segunda partida, a Seleção acumulou quatro vitórias consecutivas, em direção ao título, sendo que na final, contra a Suécia, vestiu camisa de cor azul, como o manto de Nossa Senhora de Aparecida, como fez questão de frisar Paulo Machado de Carvalho, o 'Marechal da Vitória', chefe da delegação.

Em 1962, não foi tão diferente. Aos 37 anos de idade, Nilton Santos era um verdadeiro veterano dentro de campo. Líder pela técnica e pela experiência, ajudou a Seleção na conquista do bicampeonato mundial. Novamente, um empate na segunda rodada evitou os 100% de aproveitamento.

A vitória por 3 a 1 sobre a Tchecoslováquia, na final da Copa do Mundo, foi a última partida de Nilton Santos com a camisa da Seleção Brasileira. No gramado do Estádio Nacional de Santiago, no Chile, a Enciclopédia se despediu da Amarelinha com a taça Jules Rimet nos braços. Detém, até os dias de hoje, o recorde de mais Copas do Mundo defendendo a Seleção, ao lado de Cafu, Castilho, Leão, Pelé e Ronaldo.

Em 2004, a última vez do Brasil jogando de branco

Por Victor de Andrade

Em pé: Luisão, Dida e Cris. No meio: Cafu, Edmilson e Roberto Carlos.
Sentados: Ronaldo, Ronaldinho, Kaká, Juninho Pernambucano e Zé Roberto (foto: arquivo CBF)

Na Copa América deste ano, que será realizada em terras tupiniquins, que começa no dia 14 de junho, a Seleção Brasileira terá, em um de seus uniformes, a camisa de cor branca, em alusão ao primeiro título Sul-Americano de Seleções conquistado pelo Brasil, que está completando 100 anos, e foi realizado no Rio de Janeiro. A última vez em que o time desta terra jogou de branco foi em 20 de maio de 2004, em um jogo contra a França.

Porém, antes de chegar à esta partida no Stade de France, há uma história que precisa ser contada. Desde o primeiro jogo da Seleção Brasileira, contra o Exeter City, nas Laranjeiras, em 1914, o uniforme número 1 da equipe contava com a camisa branca. Alguns detalhes foram mudando, principalmente na manga, e até o short, que também foi branco, mudou para a azul. Mas a camisa continuava branca.

Os capitães no sorteio: árbitros também de camisa retrô

Com a camisa branca, a Seleção Brasileira conquistou seus primeiros títulos, como os Sul-Americanos de 1919, 1922 e 1949, todos realizados no próprio país. Porém, tudo isto começa a mudar após perder a Copa do Mundo de 1950, também realizada em solo tupiniquim. Na ânsia de achar culpados pela derrota para o Uruguai, logo levantou-se a hipótese de que a camisa branca dava azar. Exatamente isto!

Chegou-se a fazer até um concurso para escolher um novo uniforme para a Seleção Brasileira e no ciclo entre as Copas de 1950 e 1954, a camisa amarela passou a ser usada. E foi assim que a equipe virou a "Canarinha" e conquistou cinco Copas do Mundo (jogando de azul algumas vezes, diga-se), dando argumentos para os teóricos do "azar da camisa branca". A camisa branca foi utilizada no Campeonato Panamericano de 1952, onde o Brasil foi campeão.

A Seleção Brasileira não usou mais a camisa branca até o dia 20 de maio de 2004. Para comemorar o seu centenário de fundação, que seria no dia seguinte, a Fifa promoveu um amistoso entre os dois últimos campeões do mundo: a França, em 1998, e o Brasil, em 2002. Porém, como era um jogo comemorativo, exigiu que as duas equipes entrassem em campo, no primeiro tempo, com um uniforme retrô, que começava a fazer sucesso de vendas nos clubes, e que remetesse o início de cada seleção.

Zidane sendo marcado por Edmilson

A França entrou no gramado do Stade de France, em Saint-Denis, com seu uniforme retrô, azul, cor de "Les Bleus" que nunca mudou. A Seleção Brasileira foi a campo com a camisa branca, com uma faixa azul nas mangas, o que não acontecia desde a primeira metade dos anos 50. Pudemos ver jogadores como Kaká, Ronaldo e Ronaldinho Gaúcho defendendo a Seleção Brasileira de camisa branca. Apesar de todo este "brilho retrô", o primeiro tempo daquela partida não fez jus aos jogos do passado, que tinham muitos gols, e terminou com o placar de 0 a 0.

Na segunda etapa, os times voltaram a campo com os seus então uniformes da época. Assim, o Brasil voltava a usar amarelo. A situação não mudou e aquela partida terminou com o placar de 0 a 0. E agora, 15 anos depois, na Copa América que será realizada no Brasil, 100 anos do primeiro Sul-Americano realizado nestas terras, onde a Seleção Brasileira foi campeã, a camisa branca voltará a ser utilizada.

O Curioso do Futebol

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