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Camisa do Pelé vira pergunta do milhão na TV

Com informações do UOL Esporte
Foto: reprodução

A resposta correta

A camisa 10 de Pelé rendeu o prêmio de R$ 1 milhão para uma participante do programa "Quem quer ser um milionário" (TV Globo). Jullie Dutra, uma jornalista de Pernambuco, respondeu à pergunta: "Pelé foi campeão da Copa do Mundo de 1958 usando qual número na camisa?" As opções eram 10, 11, 17 e 18. E a resposta certa é 10.

Pelé se consagrou com o 10 e eternizou o número, mas a identificação da camisa do craque variou ao longo de sua carreira.

O "Rei do futebol" começou sua carreira na categoria infanto-juvenil do Bauru Atlético Clube, usando a camisa 8 (ou 9). Pelé já deu versões diferentes sobre seu número no início da carreira. Ao Esporte Interativo, ele afirmou que usava a 8 no interior de São Paulo. Já à Placar, ele disse que também usava a 9.

Ao chegar ao Santos, em 1956, Pelé logo trocou a 8 pela 10, que era de Válter Vasconcelos. O veterano sofreu uma lesão grave poucos meses depois da chegada do adolescente ao Alvinegro Praiano, deixando a responsabilidade pela camisa com o futuro "Rei", de apenas 16 anos.

Em 1958, já convocado para a Seleção, Pelé teria de voltar à camisa 8. Mas acabou se tornando o 10 em uma história que já recebeu diversas versões.

O craque chegou a falar que era o 10 por ser o décimo atleta brasileiro inscrito. Já Zagallo, que era ponta esquerdo no time, afirmou que a numeração da camisa foi escolhida de acordo com a numeração colocada nas malas de viagem dos jogadores.

Seja lá qual for a versão correta, Pelé assumiu de vez a camisa 10, com apenas 17 anos, e fez história em 1958, mesmo chegando ao ano da Copa como reserva na seleção brasileira de Vicente Feola.

Pelé também usou a 13 - A primeira vez em que vestiu a camisa da Seleção Brasileira, o "Rei" estampava o 13 em seu uniforme. Em 7 de julho de 1957, no Maracanã, Pelé começava o jogo contra a Argentina no banco de reservas. Ele chegou a entrar em campo e marcou um gol — mas não foi o suficiente para evitar a derrota canarinha, por 2 a 1.


A camisa 13 apareceu de novo na preparação para a Copa do Mundo de 1966. Segundo a CBF, foram convocados 44 jogadores que formavam quatro times nos treinamentos. Em um deles, Pelé vestiu novamente o número do início da carreira.

E em 1970, já consagrado, Pelé repetiu o número. No dia 26 de abril de 1970, com Zagallo como treinador, ele ficou no banco de reservas em um amistoso contra a Bulgária, que terminou empatado em 0 a 0, na preparação para a Copa do Mundo do México. Tostão assumiu a camisa 10.

Soteldo fala sobre responsabilidade de usar a camisa 10 de Pelé

Com informações do Terra
Foto: divulgação

Soteldo é o atual camisa 10 do Santos

Atual camisa 10 do Santos, Yeferson Soteldo compareceu ao velório de Pelé nesta segunda-feira, na Vila Belmiro. Na chegada ao evento, o atacante falou sobre a responsabilidade de assumir o histórico número do Peixe, que foi eternizado pelo Rei.

"Muita responsabilidade e respeito que tenho por esse número, por ele, pelo que foi para o futebol. Vou seguir representando, como sempre faço. Na verdade, agora mais, para dar alegria a todos os santistas e comemorar o Pelé", comentou.

O venezuelano ainda comentou a possível aposentadoria da camisa 10 do Alvinegro Praiano após a morte de Pelé. A ideia partiu da família do ex-jogador, mas o presidente Andres Rueda já indicou que isso não deve acontecer.

"Falaram [sobre aposentar a camisa 10], mas eu estava tranquilo, porque é o Rei e quem ia decidir é ele. Estou muito feliz também que não vai aposentar, porque é por eles [santistas] e porque gosto do 10 também. Mas, agora a responsabilidade vai ser muito maior. Bola para frente", finalizou.

O elenco do Santos, que estava de folga até esta segunda-feira, se reapresenta no CT Rei Pelé para a retomada da pré-temporada na tarde desta terça-feira. De noite, o grupo viaja para Atibaia, no interior de São Paulo.


O velório de Pelé começou às 10 horas (de Brasília) e segue até às 10 horas de terça-feira, quando será realizado um cortejo pelas rodas da cidade de Santos antes do sepultamento.

Maior ídolo da história do Santos, Pelé morreu no dia 29 de dezembro de 2022, aos 82 anos, após complicações de um câncer no cólon. O ex-jogador lutava contra o tumor desde setembro de 2021, quando passou por uma cirurgia para sua retirada e estava se tratando no Hospital Albert Einstein, em São Paulo.

O Rei vestiu a camisa do Peixe por 18 anos. Foram 1116 apresentações com 1091 gols marcados. Ao longo de toda carreira, foram 1365 partidas e 1282 bolas na rede.

Declaração antiga de Pelé faz presidente do Santos desistir de aposentar a camisa 10

Com informações GE.com
Foto: arquivo

Pelé e a camisa 10

O Santos não discutirá mais a possibilidade de aposentar sua camisa 10 depois da morte de Pelé, que eternizou o número atuando pelo clube. O tema havia sido proposto pela família e seria levado ao Conselho Deliberativo, mas uma declaração antiga do Rei do Futebol encerrou a discussão.

Em entrevista ao youtuber Bolívia Zica, em 2017, o ex-jogador foi perguntado se gostaria de ver a 10 do Santos aposentada, mas disse que não. Assim, o presidente Andrés Rueda optou fazer a vontade de Pelé, mantendo o número disponível para os jogadores do elenco santista.

O próprio Rueda confirmou a decisão e disse que não levará mais o tema ao Conselho. Anteriormente, ele havia tomado a decisão de não utilizar o número 10 nas partidas do clube a partir de janeiro por meio de um "ato administrativo". O ato, porém, está suspenso.


Pelé estava internado desde 29 de novembro no hospital Einstein, em São Paulo. Sua entrada no hospital ocorreu em virtude de uma infecção respiratória após ele contrair Covid-19 e para a reavaliação do tratamento de um câncer no cólon. Ele faleceu aos 82 anos.

Entenda como o Santos pretende aposentar a camisa 10 após morte de Pelé

Com informações do GE.com
Foto: Laura Fonseca / GE.com

A camisa 10 do Rei Pelé

O Santos pretende aposentar sua camisa 10 depois da morte de Pelé, que eternizou o número atuando pelo clube. Para isso, precisará da aprovação do Conselho Deliberativo e dar um "drible" na Conmebol e na Fifa em competições internacionais.

Independentemente da decisão dos conselheiros, o Santos não utilizará o número 10 em suas partidas a partir de janeiro por meio de um "ato administrativo", como disse o presidente Andrés Rueda. Para que a numeração seja oficialmente aposentada, porém, é preciso que o Conselho Deliberativo aprove a decisão. Enquanto isso não acontece, nenhum jogador vestirá a camisa que foi de Pelé.

Para manter a promessa do presidente Andres Rueda em competições internacionais, o Santos precisará dar um "jeitinho". A Conmebol e a Fifa, em suas competições, como Libertadores, Mundial e Sul-Americana, obrigam que a numeração das equipes siga uma ordem de 1 até o limite de inscritos - de 1 a 30, por exemplo.

Para que nenhum jogador utilize a 10, o Santos analisa algumas possibilidades. Uma delas é dar o número para o terceiro goleiro, que dificilmente seria utilizado, ou para algum atleta recém-promovido das categorias de base, que também não tenha muitas chances de entrar em campo. Assim, o número dificilmente seria utilizado.


Pelé estava internado desde 29 de novembro no hospital Einstein, em São Paulo. Sua entrada no hospital ocorreu em virtude de uma infecção respiratória após ele contrair Covid-19 e para a reavaliação do tratamento de um câncer no cólon. Ele faleceu aos 82 anos.

Pelé 82 anos - O Rei pelos seus companheiros de time

Com informações de Guilherme Guarche / Centro de Memória e Estatística do Santos FC
Foto: arquivo

Pelé, que faz 82 anos, imortalizou a camisa 10

No dia 23 de outubro de 1940, uma quarta-feira, vinha ao mundo na mineira Três Corações, distante 287 km da capital Belo Horizonte, o menino Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, o maior jogador de futebol de todos os tempos. Filho de João Ramos do Nascimento e de dona Celeste Arantes, o nome dado ao garoto foi uma homenagem ao inventor norte-americano Thomas Alva Edison.

Pelé, dentro de campo, deixava todos perplexos com a facilidade que tinha com a bola. Até adversários o aplaudiam, inclusive os torcedores, pois o Rei do Futebol era a excelência nos gramados pelo mundo. Seus companheiros de time sem o enalteceram. Confira algumas frases ditas por eles:

“Vou fazer uma confissão: durante os 12 anos que joguei junto com o Pelé, aprendia com ele em campo, como se fosse meu professor. No décimo segundo ano em 69, em campo, ele continuava a criar jogadas. Eram bem diferentes das que havia criado no começo da carreira… criava lances que você não via nos treinos e, de repente, no jogo, ele fazia, como a tabela na perna do zagueiro, por exemplo”. (Pepe).

“Acho que a bola, quando chegava pra ele, vinha com cola. Foi o jogador mais perfeito que eu vi dominar a bola, de peito, no ar. A técnica dele era fantástica de se ver. Eu aprendi muito com ele, claro. Era meu ídolo. Mas isso era coisa dele. É um dom, é nato. O Homem lá de cima falou pra ele: ‘Você vai ser o cara’ ”. (Edu).

“Pelé tinha um físico impressionante e driblava para frente, não para o lado. Por isso, quando passava o adversário, não conseguiam mais pegar ele. Além disso, tinha seu domínio de jogo, sua visão de jogo e capacidade para antever os lances. Enquanto passava um lance pela minha cabeça, tenho certeza de que na dele passavam dois ou três”. (Lima).

“De vez em quando, ele estava meio apático e, de repente, tum!, explodia. Cada gol que ele fazia que era brincadeira! Você tinha que tirar o chapéu. Tinha que chegar e dizer: “Para tudo. Acabou o futebol”. (Dorval).

“Quando perdemos o Pelé (na Copa de 62), foi o maior susto da história pra nós. Foi uma distensão muscular, então sabíamos que ele não ia jogar o resto da Copa. Quer dizer, então nós perdemos meio time, né? O Pelé era nosso maior artilheiro, então foi difícil assimilar a saída dele. Mas no fim deu certo. O Amarildo entrou e foi muito bem. Mas que foi um susto muito grande foi, né? O time do Brasil era muito bom, mas Pelé era fenômeno”. (Zito)

“Aprendeu a chutar com as duas pernas, Chutava com um só, Aí com a outra ele começou a chutar e ficou maestro com as duas. Treinava muito. Ele, Pagão, Tite, Raimundinho, Del Vecchio. Esses que ficavam chutando até escurecer. E o seu Rocha, que era o roupeiro, queria ir embora pra casa e não podia por que tinha que ficar esperando eles”. (Formiga).


“Eu posso falar com convicção, pois estive com ele, convivi todo dia com ele. Então é um jogador que nem precisa estar comparando com ninguém. Não tem comparação nenhuma, nenhuma, nenhuma”. (Mengálvio).

“Ele conseguia agradar a gregos e a troianos. Então acho que para falar do Pelé sobre qualidade, deixa a desejar, não tem por que. Todas as qualidades dele foram sensacionais. Eu tive o privilégio de estar lá, de jogar foram sensacionais. Eu tive o privilégio de estar lá, de jogar ao lado dele, como outros jogadores. Então, se eu não tivesse sido jogador de bola, eu gostaria de estar em todos os jogos que ele jogou, para ver a beleza que era o negócio. Eu vi de pertinho”. (Coutinho).

A passagem Sissi pelo São Paulo

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Sissi foi uma das grandes jogadoras do futebol brasileiro nos anos 90

Sisleide do Amor Lima, popularmente conhecida apenas como Sissi, está completando 55 anos de idade nesta quinta-feira, dia 2 de junho de 2022. Até os dias de hoje, ela é considerada uma das maiores jogadoras da história do futebol feminino. Também foi uma das grandes revolucionárias da modalidade no país.

Antes de chegar no Tricolor Paulista em 1997, a meia atacante já havia disputado a Copa do Mundo Feminina em 95 e os Jogos Olímpicos de 96 pela Seleção Brasileira. Detalhe que em Atlanta, ela foi a principal jogadora da Amarelinha e ajudou o time a ser quarto colocado.

Aliás, foi o bom desempenho nos Jogos Olímpicos de Atlanta, que era inesperado, abriu os olhos da Federação Paulista de Futebol que, em parceria com a Rede Bandeirantes, através do saudoso Luciano do Valle, organizou para 1997 o Paulistana, o Campeonato Paulista, que havia tido uma edição apenas, ainda nos anos 80.

Com a organização da FPF e o chamariz da TV aberta, os times grandes começaram a montar suas equipes e o São Paulo resolveu montar uma verdadeira Seleção. E, é claro, a melhor jogadora não poderia estar de fora: Sissi foi contratada!

Sissi defendeu as cores do São Paulo no mesmo período em que o time masculino vivia um momento difícil. A torcida homenageava a atleta, mas ao mesmo tempo criticava os jogadores entoando o seguinte grito: “Hey, Muricy, coloca a Sissi!”.

Ela fez parte da Era de Ouro da modalidade no Tricolor, que foi de 1997 até 2000. Foi nesta época que o clube do Morumbi montou uma seleção, até porque foi base da Seleção Brasileira. Além de jogar um futebol de brilhar os olhos, o time trouxe muito retorno ao clube conquistando títulos. O melhor momento da equipe foi quando aplicou uma goleada pelo placar de 4 a 0 para cima da Lusa Sant'Anna na final do Campeonato Brasileiro de 97.


Ainda em 98, Sissi jogou mais uma ano com a camisa Tricolor e conquistou o título do Campeonato Paulista Feminino daquele ano. Depois de sua trajetória vitoriosa com o São Paulo, ainda disputou o Mundial da modalidade em 1999, no qual o Brasil ficou com a terceira colocação e a meia atacante foi a artilheira da Amarelinha. No ano seguinte, participou dos Jogos Olímpicos.

A mística da camisa 10 no futebol

Por Lula Terras
Foto: divulgação

A camisa é mística e quase sempre dada ao melhor jogador da equipe

Na falta de assuntos, para se falar do que a gente mais gosta, que é sobre o futebol jogado, resolvi ocupar este espaço para tocar num assunto, que entendo ser merecedor de uma análise profunda, para quem é ligado ano futebol. A mística da Camisa 10, que tem no Rei Pelé seu símbolo maior, por questões óbvias, é graças a ele que esta camisa por muitos anos vem sendo vestida pelos maiores craques dos times, seja no Brasil, como no Exterior. 

A força da camisa se faz presente na Seleção Brasileira, onde o dono da 10 é Neymar Júnior, sem dúvidas o maior craque brasileiro da atualidade e está entre os maiores do Mundo. Eu não tenho os números, mas arrisco afirmar que se colocarmos na ponta do lápis, os maiores craques do mundo, estou certo que, em sua grande maioria é o camisa 10 a ser apontado pelos analistas.

Fora Pelé, que é o grande inspirador dos camisa 10, no Brasil temos inúmeros exemplos, como Rivellino, Zico, Dirceu Lopes entre outros, que foram craques sem contestação. No exterior, outras lendas, como Maradona, Zidane, Michel Platini, e o mais recente, Lionel Messi, que disputa com Cristiano Ronaldo, aquele que encerrará a carreira, com o maior número de bolas de ouro conquistadas. 

Em minha humilde opinião, o último grande camisa 10 do futebol brasileiro é Paulo Henrique Ganso, formado na base do Santos FC, e hoje está no elenco do Fluminense, depois de passagens sem brilho no São Paulo e no futebol europeu. Companheiro de Neymar na base santista, Ganso era o 10 do time, mas infelizmente não tem dado sorte na carreira, devido às inúmeras e graves contusões. Por mais que tente, Ganso ainda não conseguiu reeditar aquele futebol que encantou a todos, no início da carreira.

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Essa norma de vestir a 10, no craque do time vem perdendo força nos últimos anos, mais pelas novas variações, dos esquemas táticos, que simplesmente descartaram a importância de ter um meia, que tenha habilidade no trato com a bola e capacidade de comandar a equipe, dentro do campo. Enfim, vamos torcer para que as cabeças pensantes do futebol, repensem e mudem essa filosofia atual e tragam de volta o futebol arte que todos sonhamos rever um dia.

A história da numeração de camisas no futebol

Por Lucas Paes

A camisa 10 virou símbolo de realeza depois de Pelé

O número da camisa usada por um atleta no futebol é hoje uma marca que acaba tão consagrada como seu próprio nome. A começar pelo Rei Pelé e a camisa 10, temos várias histórias, com casos de camisas aposentadas devido a ligação com um jogador e até de um número reservado a uma família (o 3 no Milan, reservado a integrantes da família Maldini.). Porém, nem sempre houveram números nas camisas de futebol, algo que foi introduzido na regra já na metade do século passado.

Há certas dúvidas sobre a primeira história de um time usando números no futebol. A IFFHS traz como primeiro registro um jogo em 1911, quando dois times australianos, o Sydney Leichdhart e o HMS Powerful utilizaram camisas numeradas. Já na década de 1910, surge a primeira regulamentação de obrigatoriedade de numeração no futebol, vindo do estado de New South Wales, na Austrália. Há porém registros fotográficos de jogos entre times australianos usando números já em 1903. Em 1897, um jogo de Rúgbi entre Queensland a Seleção da Nova Zelândia já teve números usados em camisas, sendo este provavelmente o primeiro registro de numeração de camisas no esporte em geral.

Na América do Sul, o primeiro registro oficial de jogos com camisas numeradas veio de uma excursão de um time escocês chamado Third Lanark quando enfrentou um combinado chamado Zona Norte. Ambos os times usaram números de 1 até 11, em 1924 Depois, nos Estados Unidos, o Fall River United usou números em uma partida da Challenge Cup, hoje US Open Cup, contra o St Louis Vesper Buck. O primeiro país europeu a usar os números em uma partida oficial foi, obviamente, a Inglaterra, em um jogo da FA Cup entre Sheffield Wednesday e Arsenal e também na mesma competição um jogo entre Chelsea e o Swansea, ambos ocorridos em 1928. Apesar disso, como já dito, o Lanark havia usado em uma excursão anteriormente.

Aos poucos, os números foram adotados ao redor do planeta e já na década de 1940 muitas ligas já tinham como obrigatório o uso de numeração na camisa. Em 1950, no Brasil, pela primeira vez a Copa do Mundo obrigou o uso de numeração nas camisas. Aqui no Brasil, a numeração havia virado padrão em 1947. Aos poucos foi se tornando obrigatório, ainda que apenas muitos anos depois viesse uma lei da FIFA obrigando a numeração em jogos, o que ocorreu apenas em, acredite se quiser, 1994.

Cruyff tornou o número 14 uma marca de sua história  
(Foto: AFP)

Inicialmente, os números de jogadores eram escolhidos por posição em campo. Com o número 1 indo aos goleiros, 2 e 6 para os laterais, 4 e 3 para zagueiros, 5, 8 e 10 para os meio campistas, 7, 9 e 11 para jogadores de ataque (considerando é claro, um time no 4-3-3.) Haviam variações, mas alguns padrões eram quase internacionais. Esse tipo de organização só passou a cair em desuso com adoção da numeração fixa, que tornou comum ver jogadores de linha com números acima de 20.

Apenas nos anos 1990, diversas ligas pelo mundo começaram a adotar o padrão de números fixos para um jogador na temporada. Em Copas do Mundo, já houve diversos casos de numerações por ordem alfabética. No Brasil, por exemplo, em 1958, no primeiro título mundial, o goleiro Gylmar usava a número 3. A Argentina também já teve jogadores de linha usando a número 1, que geralmente é de goleiros. A Copa do Mundo de 1994 foi a primeira a exigir números fixos.

A numeração de camisa criou "místicas" no futebol e, é claro, a maior delas vem do número 10. Graças a nomes como Pelé e Maradona, a camisa 10 cresceu na mística como o número do craque do time, substituindo, por assim dizer, o número 5, que geralmente era dos meio-campistas que eram o cérebro do time. Desde então, diversos craques do futebol mundial usam a camisa 10, que virou praticamente uma marca registrada de qualidade. Em alguns times o número não é dado "de graça", já que um jogador tem de merecer vestir a camisa 10, ou seja, ninguém pode escolher usar a 10. Esse tipo de situação tem sido morto pelas limitações de numeração fixa em algumas competições internacionais.


O jogo evoluiu de tal forma que hoje associamos um jogador que gostamos, mesmo um ídolo, a um número de camisa. Alguns jogadores fizeram de seus números uma marca praticamente própria, sendo o número 14 de Cruyjff um dos exemplos mais notáveis. Hoje, por exemplo, temos jogadores que optam por números diferentes, como o goleiro italiano Donnaruma, que usa a número 99, em homenagem ao ano de seu nascimento. Na Inglaterra, há jogadores que usam o número que foi designado no início de carreira por toda a sua trajetória, como Terry (26) e o lateral Alexander Arnold (66). O fato é que muita história aconteceu para que seu time tenha hoje o craque da camisa de número X (geralmente 10). Muita história que mudou o futebol para melhor.

O Curioso do Futebol

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