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William Alves fala sobre seu início de temporada na Bielorrússia

Foto: Rukh Brest

William Alves defende o Rukh Brest

Com 13 rodadas da Liga da Bielorrússia, o Rukh Brest está na terceira posição com 25 pontos, 14 a menos que o líder Shakhtyor. O único brasileiro do elenco é o zagueiro William Alves, que foi titular em algumas partidas e tem ganhado seu espaço na equipe.

“Não estou conseguindo ter um bom início de temporada, só joguei 50% dos jogos por causa de algumas lesões, mas espero ter uma sequência de jogos para poder mostrar meu melhor futebol e conseguir ajudar a equipe a subir mais na tabela.”

No ano passado, o time terminou a competição na oitava posição, longe dos primeiros colocados e o brasileiro já estava na equipe, sendo titular em todas partidas. Agora, com um elenco melhor, a meta mudou e mesmo estando um pouco atrás do líder, busca o título.


“A meta da equipe é conquistar o título e conseguir uma vaga na fase classificatória da Champions League. Estamos com uma equipe boa, de jogadores de qualidade e esperamos seguir fazendo um bom campeonato, para botar o time no topo.”

William tem 25 anos e antes de chegar a Bielorrússia, estava no Santa Cruz. No Brasil, também passou por Juventude, Concórdia, Luverdense e Goiás.

Maxim Tsigalko, uma das lendas do Championship Manager, faleceu neste 25 de dezembro

Foto: reprodução

Maxim Tsigalko tinha 37 anos

Conhecido mundialmente por causa do jogo Championship Manager, o atacante bielorrusso Maxim Tsigalko morreu esta sexta-feira, aos 37 anos. O anuncio foi feito pelo Dinamo Minsk, o seu antigo clube, nas redes sociais. Ainda não se sabem quais as causas da morte, mas era sabido que Tsigalko enfrentava problemas de saúde há alguns anos.

Tendo defendido a Seleção Bielorrussa em duas ocasiões, além das passagens pela sub-20 e sub-23, Tsigalko adquiriu um estatuto de lenda junto dos entusiastas do vídeogame Championship Manager, surgindo na base de dados da edição de 01/02 como provavelmente um dos melhores jogadores disponíveis.

Uma capacidade que fez dele um herói para milhares de entusiastas da saga, mas que não foi passada para a vida real, já que o antigo avançado apontou somente 28 golos em 65 partidas nos três anos em que representou o Dínamo.


Ele retirou-se do futebol aos 26 anos, na sequência de um lesão, altura na qual se começaram a acumular problemas financeiros, que levaram inclusivamente à criação de uma petição para que lhe fosse concedida uma oportunidade de trabalho em 2018.

Na carreira, Maxim Tsigalko defendeu também os bielorrussos Naftan Novopolotsk e Savit Mogilev, além do FC Kaysar, do Cazaquistão, e o Banants Yerevan, da Armênia. Maxim tem um irmão gêmeo chamado Yuri Tsigalko, que é goleiro e defende o Dinamo Brest, também da Bielorrússia.

Onde a bola ainda rola - Belarus

Por Lucas Paes
Foto: Divulgação/Dinamo Brest

O campeonato da Bielorrússia segue a todo vapor, inclusive com torcida

Ontem, começamos por aqui uma série sobre os campeonatos que, até segunda ordem, ainda rolam pelo mundo. Hoje, o segundo episódio na série é sobre o Belarus, ou Bielorrússia, país fronteiriço com a Rússia e nação da antiga União Soviética. Mais uma vez, no caso do Belarus, o local tem no futebol e sua continuidade uma relação direta com postura governamental. No caso dos bielorrussos, o país é presidido por um governo que é basicamente totalitário e centralizado no presidente Alexander Lukashenko. Ele é um dos poucos chefes de estado do mundo que negam a pandemia e ações para combatê-la. Não surpreende, portanto, que a liga do país continue normalmente.

Para entender melhor o contexto político por trás disso, é preciso entender que a despeito do fim da URSS, Belarus ainda segue muito um padrão semelhante ao soviético, ainda que seja um exagero dizer que é necessariamente uma ditadura comunista. O contexto político bielorrusso é meio nebuloso, mas o fato é que Lukashenko se nega a tomar ações contra o Coronavirus, dizendo que a doença é uma psicose coletiva, que se mata o vírus com vodca e que o trabalho em um trator cura qualquer um, além de dizer que ninguém no país morreria de Covid. Ainda assim, segundo o mapa do Coronavírus do Google, são 3281 casos no país e 33 mortes, números obviamente não totalmente confiáveis. Segundo uma matéria veiculada no Jornal de Brasília, o presidente teve influência direta na continuidade da liga, quando já se havia consenso pela paralisação.


A despeito da medida da Nicarágua, que fica com jogos de portões fechados, a Bielorrússia continua com portões abertos. Tivemos jogos recentes com mais de 3 mil pessoas presentes, ainda que a média de 10 mil pessoas por jogo tenha abaixado bastante. Há torcidas que já falam abertamente sobre boicotar as próximas rodadas, mas até uma mudança de postura do governo federal, é difícil imaginar que o torneio seja completamente paralisado. Bom para os fãs de futebol mundo a fora, que fizeram com que a audiência da Premier League, não a inglesa, a de Belarus mesmo, aumentasse exponencialmente nos últimos dias.

O torneio em si, que segue um calendário relativamente parecido com o brasileiro, começando em março ou abril e terminando em novembro. A fórmula, por lá, é bem simples e direta: pontos corridos, todos contra todos, totalizando trinta rodadas e o campeão é, obviamente, quem pontua mais. Na edição de 2019, o campeão foi o Dínamo Brest, quebrando uma hegemonia longa do Bate Borisov. A equipe vinha de títulos seguidos desde 2006.


Em 2020, portanto, o campeonato tem disputadas apenas quatro rodadas. Até aqui, o líder é o Torpedo Belaz, empatado em pontos com o Energetyk-BGU. Atual campeão, o Dinamo Brest está em quinto, com o Bate estando em sétimo. Smolevich e Belshina Bobruisk são os dois integrantes da zona de rebaixamento, por enquanto. A segunda e terceira divisões estão programadas para começar neste fim de semana, também de maneira normal, incluindo a presença de público nos estádios.

Para quem quiser acompanhar o campeonato da Bielorrússia, a plataforma do MyCujoo, que transmite jogos das divisões inferiores do Paulistão e de diversos campeonatos estaduais pelo país, está, por enquanto, transmitindo o campeonato da Bielorrússia. Para acompanhar, basta acompanhar por este link. Porém, é preciso ter atenção pois não há ainda a certeza de que o campeonato siga sendo transmitido na plataforma. Em alguns países, o My Cujoo não tem os direitos, mas o Brasil é um dos países onde há essa prerrogativa. Obviamente, se o campeonato for paralisado, a transmissão também será.

Fim da hegemonia do Bate Borisov em Belarus

Por Tiago Cardoso
Foto: divulgação Dynamo Brest

Comemoração dos jogadores do Dynamo Brest

Durante 13 anos seguidos, entre 2006 e 2018, somente o Bate Borisov comemorou o título na ex-república soviética de Belarus. Entretanto, esta hegemonia foi quebrada nesta semana pelo Dynamo Brest, interrompendo, assim, a quarta maior hegemonia da história do futebol. 

O título foi conquistado de forma antecipada, na penúltima rodada, após bater o Vitebski, mantendo a vantagem de cinco pontos sobre o poderoso Bate Borisov, figurinha carimbada na fase de grupos da Uefa Champions League. De quebra, o Dynamo Brest conquistou o direito de representar Belarus nas fases preliminares da próxima edição da Liga dos Campeões da Europa e quem sabe sonhar com uma vaga na fase de grupos. 

A maior hegemonia da história do futebol pertence ao Tafea, da Ilha de Vanuatu, na Oceania, que conquistou incríveis 15 títulos consecutivos entre 1994 e 2009, seguido do Lincoln, de Gibraltar, campeão seguido por 14 vezes entre 2003 e 2016, e Skonto Riga, da Letônia, campeão nacional entre 1991 e 2004. O feito do Bate Borisov iguala ao do Rosenborg, da Noruega, campeão nacional por 13 anos seguidos, entre 1992 e 2004. 


Na América do Sul, a maior hegemonia pertence ao ASL Le Sport Guyanais, da Guiana Francesa, campeão seguido por 9 vezes entre as temporadas 1965/1966 a 1973/1974. Na Argentina, a maior hegemonia pertence ao Racing, que venceu o campeonato argentino, ainda no amadorismo, por 7 vezes consecutivas entre os anos 1913 e 1919, que lhe rendeu a alcunha de La Academia. 

No Brasil, a maior hegemonia pertence ao Santos de Pelé, o qual venceu a Taça Brasil - reconhecida pela CBF em 2010 como Campeonato Brasileiro- entre 1961 e 1965. Na fase moderna do Campeonato Brasileiro a maior hegemonia pertence ao São Paulo, o qual foi campeão três vezes seguidas entre 2006 e 2008. 

Contudo, as maiores hegemonias do futebol brasileiro, levando-se em consideração os campeonatos estaduais, uma vez que eram as principais competições no território brasileiro até o advento da Taça Brasil em 1959, pertencem ao América Mineiro, dez vezes campeão mineiro entre 1916 e 1925, e ao ABC de Natal, campeão potiguar por dez vezes seguidas entre 1932 e 1941. 

Algumas hegemonias estão em curso em centros importantes do futebol, tais como a da Juventus de Turim, que busca seu nono título em sequência no Campeonato Italiano, e do Bayern de Munique, que busca seu oitavo título consecutivo na Bundesliga. 

No Brasil, em decorrência de um número maior de clubes considerados grandes, é improvável que tenhamos algum dia hegemonias tão duradouras.


No que concerne às competições continentais, a maior hegemonia da história pertence ao Auckland City, da Nova Zelândia, campeão da Liga dos Campeões da Oceania por sete vezes seguidas entre 2011 e 2017, batendo um recorde que pertencia ao Real Madrid, vencedor das cinco primeiras edições da Liga dos Campeões da Europa entre as temporadas 1955/1956 e 1959/1960. 

No futebol de seleções as hegemonias não são tão duradouras, uma vez que jamais uma seleção foi campeã por mais de três vezes seguidas de uma competição. Os recordes pertencem ao Irã, tri campeão seguido campeão da Copa da Ásia em 1968, 1972 e 1976; ao Egito, tri campeão seguido do Campeonato Africano de Nações em 2006, 2008 e 2010; ao México, tri campeão seguido da Copa Ouro em 1993, 1996 e 1998; a Argentina, tri campeã da Copa América em 1945, 1946 e 1947. Em competições intercontinentais, maior hegemonia pertence a Seleção Brasileira, tri campeã seguida da Copa das Confederações em 2005, 2009 e 2013. Na Copa do Mundo somente Itália (1934 e 1938) e Brasil (1958 e 1962) conseguiram vencer dois torneios seguidos.

O Curioso do Futebol

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